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Brandão anuncia internet em toda a rede pública estadual de ensino

20-01-2026 Terça-feira

O governador Carlos Brandão anunciou a instalação de antenas Starlink em cerca de 500 escolas, metade da rede pública estadual de ensino que ainda estava sem acesso à internet. Ao todo, são mil 1.071 unidades escolares estaduais. Com a medida, o Maranhão passa a contar com 100% de cobertura Wi-fi no sistema de ensino público estadual. A medida começa a ser implantada já no primeiro semestre de 2026 e representa um avanço decisivo na inclusão digital de estudantes e professores.

Além da conectividade, o Governo do Maranhão está realizando um amplo investimento em tecnologia educacional. Estão sendo entregues 250 mil tablets para estudantes da rede estadual — inclusive aos que concluíram o 3º ano do ensino médio em 2025 — e do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), além da aquisição de 30 mil chromebooks para professores, todos com internet pronta para uso. 

Brandão enfatizou a importância da medida e comentou sobre este grande investimento para a educação maranhense. “A iniciativa fortalece o processo de ensino e aprendizagem e amplia o acesso a conteúdos digitais, plataformas educacionais e novas metodologias pedagógicas. Internet é ferramenta básica de aprendizagem, e o nosso compromisso é simples e claro: dar capacitação, formação e competitividade aos nossos alunos”, afirmou o governador.

Para a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, a conectividade é hoje uma ferramenta essencial para garantir igualdade de oportunidades na educação. “Levar internet de qualidade para as escolas significa democratizar o acesso ao conhecimento, fortalecer o trabalho pedagógico e preparar nossos estudantes para os desafios do presente e do futuro. É um passo fundamental para uma educação mais moderna e inclusiva”.

O secretário de Estado da Administração, Guilberth Garcês, ressaltou o compromisso do governo com investimentos estruturantes. “Esse é um investimento estratégico, planejado e responsável, que une tecnologia, educação e desenvolvimento social. Estamos garantindo que os recursos públicos cheguem onde realmente fazem a diferença: na sala de aula”.

Já o presidente da Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI), Leandro Bello, explicou que a escolha da tecnologia garante conexão mesmo em áreas de difícil acesso. “As antenas Starlink permitem levar internet de alta velocidade para escolas localizadas em regiões remotas, onde outras soluções não chegavam. Isso assegura estabilidade, qualidade de acesso e condições reais para o uso pedagógico da tecnologia”, ponderou.

Com a iniciativa, o Governo do Maranhão reafirma o compromisso de investir em educação, inovação e inclusão digital, criando um ambiente mais justo, conectado e preparado para o futuro, onde aprender bem também significa estar conectado.

Bolsa Família amplia acompanhamento escolar e inclui 1,55 milhão de estudantes em 2025

20-01-2026 Terça-feira

Dados oficiais desmentem fake news sobre evasão escolar; programa exige frequência para manter benefício

Em 2025, o Programa Bolsa Família registrou um marco histórico na garantia do direito à educação: mais de 1,55 milhão de crianças e adolescentes que antes não tinham matrícula ou frequência escolar registrada passaram a ser acompanhados pelo Sistema Presença. O dado, divulgado pela Secretaria Nacional de Renda e Cidadania (Senarc), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), desmente diretamente alegações infundadas de que o benefício incentivaria a evasão escolar.

A declaração ganhou destaque após a atriz Solange Couto, participante do Big Brother Brasil 26, afirmar durante o programa da Globo que teria ouvido uma mulher aconselhar uma menina de 13 anos a abandonar os estudos “para receber mais dinheiro” com o Bolsa Família. A fala, reproduzida sem contexto, gerou uma onda de desinformação nas redes sociais — rapidamente rebatida pelo governo federal com base em dados concretos.

Busca ativa reduz em 10,5% os alunos sem registro

A chamada “busca ativa escolar”, coordenada pelo MDS em parceria com estados e municípios, identifica crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de abandono. Entre outubro e novembro de 2025, mais de 180 mil estudantes anteriormente classificados como “não localizados” (NLOC) foram inseridos no sistema, resultando na menor taxa anual de ausência de registros e elevando para 89,2% o percentual de beneficiários com frequência escolar monitorada — o maior índice do ano.

Além disso, 95,49% das famílias cumpriram as condicionalidades educacionais, reforçando que o programa não apenas exige, mas efetivamente garante o acesso à escola.

Municípios avançam com integração intersetorial

O impacto da busca ativa também se reflete nos municípios. Em fevereiro de 2025, 788 cidades tinham menos de 75% de acompanhamento escolar dos beneficiários. Até novembro, esse número caiu para 338, uma redução de 57%. Esse avanço é atribuído ao trabalho conjunto de equipes de educação, saúde e assistência social, que utilizam plataformas digitais para mapear e reintegrar estudantes à rede escolar.

“Essa integração entre as redes e o trabalho conjunto das equipes em estados e municípios são fundamentais para seguirmos avançando no programa. Isso garante que as famílias tenham acesso a serviços essenciais, como educação de qualidade. Sabemos o quanto a educação é importante para romper o ciclo da pobreza entre gerações”, afirmou a secretária nacional de Renda de Cidadania, Eliane Aquino.

Condicionalidades reforçam permanência na escola

Longe de incentivar a evasão, o Bolsa Família vincula o recebimento do benefício ao cumprimento de condicionalidades rigorosas. Crianças de 4 a 6 anos incompletos devem ter, no mínimo, 60% de frequência escolar, enquanto estudantes de 6 a 18 anos incompletos precisam atingir 75% de presença. Sem esses dados atualizados pelas redes de ensino no Sistema Presença, o benefício pode ser suspenso.

Na área da saúde, o programa também exige vacinação em dia e acompanhamento nutricional para crianças menores de 7 anos, além de pré-natal regular para gestantes.

Governo rebate fake news com dados e políticas públicas

Diante das declarações de Solange Couto, o governo federal usou suas redes sociais para esclarecer: “Ao contrário do que disseram no programa, o Bolsa Família não tira ninguém da escola. Na verdade, os filhos menores de 18 anos que não concluíram a educação básica têm que estar matriculados e ir a 75% das aulas para o benefício ser pago.”

O Executivo também destacou o Pé-de-Meia, programa complementar que oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio público beneficiários do Cadastro Único, reforçando que “não existe oposição entre estudar e receber benefício”.

Com previsão de alcançar mais de 95% de cobertura escolar em 2026, o Bolsa Família consolida-se não como um obstáculo, mas como um pilar de proteção social e promoção educacional para milhões de famílias brasileiras.

Vermelho

Bell Marques e Léo Foguete arrastam 500 mil pessoas no primeiro fim de semana de pré-carnaval na Litorânea

19-01-2026 Segunda-feira

O Circuito Vem Pro Mar abriu a programação do Pré Carnaval do Maranhão na Avenida Litorânea nesse domingo (18). O evento promovido pelo Governo do Estado, reuniu cerca de 500 mil foliões no primeiro dia de festa, segundo a Polícia Militar do Maranhão. 

A festa começou às 14h com apresentações da banda do Jeguefolia e do Blocão VDS. 

Um dos momentos mais esperados foi o show do artista baiano Bell Marques. Também passaram pelo palco a Banda CDC e a banda Mix in Brazil. Mesmo debaixo de chuva, o cantor Léo Foguete encerrou o primeiro domingo de pré-Carnaval puxando uma multidão animada pela orla.

Presente no evento, o governador Carlos Brandão destacou a importância do carnaval maranhense e o resgate da tradição da festa. “Nós estamos fazendo um carnaval para ficar na história. Estamos fortalecendo o carnaval do Maranhão, com organização, segurança e valorização da nossa cultura”, afirmou.

Entre os foliões, a emoção bateu forte. O casal Larissa Gaspar e Davison Silva contou que a história dos dois têm ligação direta com o carnaval. “A gente se conheceu há muito tempo, mas começamos o nosso relacionamento em 2007, durante um show do Bell Marques. Desde então, ele faz parte da nossa história. Hoje, ver o Bell abrindo o carnaval do Maranhão, aqui na Litorânea, é uma emoção enorme. Estou ansiosa, arrepiada, só pensando nesse momento”, relatou Larissa.

Geração de renda durante a folia

Além da festa, o Pré-Carnaval também tem impacto direto na geração de renda. 

Durante a programação, beneficiários dos programas estaduais Minha Renda e Mais Renda atuaram na comercialização de alimentos e produtos. “A expectativa para este carnaval é de muitas vendas. Quero vender todo o lanche que trouxe. Viemos com uma estrutura muito boa para atender os brincantes na praça de alimentação, e tem tudo para ser excelente”, afirmou Fernando Henrique, beneficiário do programa Minha Renda, antes da programação começar.

Para quem trabalha no circuito, a organização e a segurança também fazem diferença. O vendedor ambulante Gabriel Soares destacou o crescimento da festa e as oportunidades geradas. “O carnaval do Maranhão está gigantesco. Vim este ano para ganhar uma renda extra e tem muita gente conseguindo uma grana legal. Dá para todo mundo se divertir e trabalhar. A segurança está impecável, tem hospital de campanha aqui na frente”, avaliou.

Esquema reforçado de saúde e segurança

Com foco na segurança e no bem-estar da população, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), disponibilizou dois hospitais de campanha durante toda a programação do Pré-Carnaval e do Carnaval 2026. 

As estruturas começaram a funcionar neste domingo, em pontos estratégicos da Avenida Litorânea: um nas proximidades da Avenida Vale do Rio Pimenta e outro na área dos camarotes. 

O atendimento acontece diariamente das 14h à meia-noite e integra a campanha Saúde no Carnaval, que reúne ações assistenciais e preventivas.

As ações de segurança para o período do Pré-Carnaval e do Carnaval 2026 também foram intensificadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). 

Ao todo, 610 policiais militares atuarão nos circuitos da Região Metropolitana durante os finais de semana, com apoio de 48 viaturas, entre carros e motocicletas. 

A estratégia envolve policiamento integrado, cobrindo tanto áreas de grande aglomeração quanto regiões periféricas aos eventos, com atuação conjunta de diferentes forças de segurança, secretarias estaduais, municípios e iniciativa privada.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, o esquema garante tranquilidade para foliões e turistas. “Só neste domingo, aqui na Litorânea, temos mais de 400 policiais e mais de 50 viaturas. Todo o circuito foi envelopado com policiamento de barreira, revistas, equipes com drones e inteligência no meio da multidão. A Polícia Militar está presente para garantir que o cidadão e o turista brinquem com segurança no Maranhão”, destacou.

‘Consegui ingressar no curso que sempre sonhei.’ Prouni, 21 anos, 3,6 milhões de bolsas

19-01-2026 Segunda-feira

Especial RÁDIO PT: Programa que revolucionou o acesso de estudantes de baixa renda a universidades celebra mais de duas décadas e é retrato da inclusão social nos governos Lula

Nesta reportagem especial, a Rádio PT faz um balanço e uma retrospectiva do Prouni (Programa Universidade para Todos), a política pública criada no primeiro mandato do presidente Lula, quando Fernando Haddad estava à frente do Ministério da Educação. A iniciativa beneficiou mais de 3,6 milhões de pessoas com bolsas de estudo em instituições privadas de educação superior ao longo de 21 anos.

A estudante de Direito, Izabella Maia, é uma das beneficiadas pelo programa que conta sua experiência: “Graças ao Prouni eu consegui ingressar no curso que eu sempre sonhei com 100% de bolsa. Isso representa uma grande conquista pessoal que, enfim, vai abrir várias portas para o meu crescimento acadêmico, profissional, que vai me possibilitar a realizar um sonho que antes parecia distante”.

Escute a íntegra da reportagem:

Lula defende valorização contínua do salário mínimo nos 90 anos de sua criação

19-01-2026 Segunda-feira

Ato de celebração na Casa da Moeda do Brasil destaca a política de valorização do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda, iniciada por Lula em seu primeiro mandato

Em discurso emocionado e incisivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação do salário mínimo como forma de repartir o crescimento econômico com os trabalhadores, que, segundo ele, são os verdadeiros responsáveis pelo PIB. “Quando cresce o PIB, cresça o PIB do trabalhador. É justo que você reparta com os trabalhadores que são os responsáveis pelo crescimento do PIB”, afirmou, durante a cerimônia na Casa da Moeda do Brasil (CMB), nesta sexta-feira (16). Lula enfatizou: “Vamos ter que continuar trabalhando para aumentar o salário mínimo. Qual é o problema?,” questionou.

A solenidade celebrou os 90 anos da criação do salário mínimo, instituído por Getúlio Vargas em 1936, e os 20 anos da política de valorização iniciada no primeiro mandato de Lula em 2006 e retomada em 2023. Com o valor atual em R$ 1.621 – reajuste de 6,7% sobre 2025 –, a medida beneficia cerca de 62 milhões de brasileiros, injetando R$ 81,7 bilhões na economia em 2026 e reforçando o papel do mínimo como ferramenta de justiça social e redução de desigualdades.

Abertura e Homenagem à História

O presidente da Casa da Moeda, Sérgio Perini, abriu a cerimônia exaltando a medalha comemorativa, que representa “o trabalhador, a Constituição e a produção nacional”. Ele destacou o simbolismo da CMB: “Somos responsáveis por soluções que sustentam a confiança do país […] Essa medalha representa, em metal e arte, símbolos que expressam a história da soberania”.

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, lembrou do histórico da política de valorização. “Mas principalmente há 20 anos, quando o senhor [Lula] começou a política de valorização do salário mínimo, diziam que isso ia gerar desemprego. Na verdade, foi um dos grandes motores do desenvolvimento do país, com o Brasil crescendo e reduzindo desigualdades pela primeira vez”. 

Voz dos Trabalhadores e do Ministério do Trabalho

Um dos momentos mais tocantes foi o depoimento de Simone, trabalhadora da Casa da Moeda do Brasil e sindicalista que foi chamada por Lula para subir ao palco. Ela agradeceu ao presidente da República que permitiu que os trabalhadores demitidos na gestão Bolsonaro pudessem reaver o emprego na CMB. “Graças a ele [Lula], a minha mãe […] retornou, se aposentou com a dignidade que ela merece […] Hoje vai ser o dia mais feliz da minha vida depois do nascimento dos meus filhos, que foi conhecer, poder dar um abraço nesse velhinho aí. Barbudinho, te amo”, falou.

O ministro Luiz Marinho reforçou a luta da classe trabalhadora e a política de reajustes dos governos petistas: “Não fosse a política de valorização desses 20 anos, hoje o salário mínimo valeria a ordem de R$ 830. Hoje é R$ 1.621. Veja a importância”. Ele defendeu reformas tributárias para que “os bilionários passem a pagar mais” e projetou injeção de R$ 120 bilhões na economia em 2026.

Discurso de Lula: Crítica Social, Soberania e Alerta contra Fake News

O ponto alto foi o pronunciamento de Lula, que após a solenidade de quebra dos cunhos da medalha – limitando a tiragem a 500 unidades em prata e 3.001 em bronze – fez  um discurso franco, com humor, crítica e visão estratégica do embate eleitoral que se aproxima.

Lula contextualizou o salário mínimo como uma visão de Vargas, mas insuficiente: “Nós não estamos fazendo apologia ao valor do salário mínimo, porque o valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil […] Nós estamos fazendo apologia aqui da ideia de um presidente da República que em 1936 criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares: a gente morar, comer, estudar e ter o direito de ir e vir”.

Ele destacou que os trabalhadores organizados têm um piso salarial acima do salário mínimo. Já os trabalhadores informais e os aposentados têm o salário mínimo como pagamento. E criticou a avareza das elites: “Tem cara que dá R$ 1.000 de gorjeta para tomar whisky e não quer pagar o desgraçado do salário mínimo para um povo pobre”. Ele defendeu a repartição de renda: “Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria. Ao contrário, pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição da riqueza”. 

O presidente lembrou que a Casa da Moeda por pouco não foi privatizada. “O fato de você utilizar papel brasileiro, tinta brasileira, tudo brasileiro e sobretudo o trabalhador brasileiro é um símbolo extraordinário de que a gente tá exercendo uma parte da nossa soberania. Um dinheiro de um país não pode ser feito noutro país, tem que ser feito por nós. Essa é a coisa sagrada”, afirmou.

Por fim, ao falar do embate eleitoral que se avizinha, Lula alertou sobre as fake news e Inteligência Artificial. “Se a gente não for esperto, a mentira vencerá a verdade. Vocês tomam cuidado com essa tal de inteligência artificial. Eles são capazes de tirar uma foto sua e colocar você pelada no celular,” concluiu.

Vermelho

Dudu Diniz recebe Orleans, Iracema e Audreia Noleto e reafirma apoio ao grupo liderado por Brandão

18-01-2026 Domingo

O ex-presidente da Câmara Municipal de São José de Ribamar, Dudu Diniz, recebeu, na manhã deste sábado, em sua residência, o secretário de assuntos municipalistas, Orleans Brandão, a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, e a articuladora política, Audreia Noleto.

O encontro teve como objetivo alinhar estratégias e agradecer as ações que o governador Carlos Brandão tem realizado na cidade balneária, por intermédio do secretário Orleans Brandão.

“Hoje é um dia muito especial para nosso grupo político, pois discutimos o fortalecimento do nome do nosso amigo Orleans Brandão em toda a cidade. Este momento também foi de agradecimento pelas obras que o governador Carlos Brandão trouxe para nossa cidade, além dos benefícios que ainda estão por vir”, comentou Dudu Diniz.

LIDERANÇA EM SÃO JOSÉ DE RIBAMAR

É importante ressaltar que, em 2020, Dudu foi eleito o vereador mais votado da cidade. Posteriormente, assumiu a presidência da Câmara, sendo reconhecido pela sua transparência e pela valorização dos funcionários. Em 2024, concorreu ao cargo de prefeito, obtendo mais de 35 mil votos.

Folia toma conta do Centro Histórico e dá largada ao Carnaval do Maranhão 2026

18-01-2026 Domingo

O carnaval do Maranhão já começou em grande estilo. No último sábado (17), o Circuito Vem Pro Centro reuniu centenas de brincantes no Centro Histórico de São Luís, transformando o coração da capital em um palco de celebração da cultura maranhense.

Com programação diversificada, a festa se espalhou por três pontos estratégicos: o Palco Waldecy Vale, na Praça Nauro Machado; o Palco Fuzileiros da Fuzarca, no Beco Catarina Mina; e o Palco Célia Sampaio, na Praça do Reggae. Música, dança e tradição marcaram a primeira noite de folia, reunindo públicos de todas as idades em um ambiente animado e familiar.

A programação contou com a força de artistas e grupos locais, como a banda Raiz Tribal, o grupo Bicho Terra, o Bloco Afro GDAM e o Bloco Tradicional Os Vampiros, reforçando a identidade cultural do carnaval maranhense e valorizando expressões populares que atravessam gerações.

Integrante do grupo Bicho Terra, o dançarino Adson Lemos, brincante há 16 anos, destacou a relação afetiva e histórica com a manifestação cultural. Segundo ele, a folia nasce nos bairros e carrega a memória coletiva de quem cresce imerso nessa tradição. “Essa peleja começa no bairro da Madre de Deus, onde eu nasci. O Bicho Terra representa verdadeiros espetáculos da natureza, com cores e personagens que falam da folia e levam alegria para todo mundo nesse período festivo, que é o carnaval do Maranhão, um dos grandes do Brasil”, afirmou.

O público aprovou a estrutura e a proposta do circuito. A advogada Selma Carvalho contou que foi atraída inicialmente pela decoração, mas acabou se surpreendendo com o clima da festa. “Eu vim por causa dessa decoração, que achei muito bonita, e quis ver presencialmente. Fiquei surpresa com a animação, com a programação e com o ambiente familiar, bem organizado. Está tudo muito gostoso”, avaliou.

No Palco Célia Sampaio, dedicado à valorização do reggae, o vocalista da banda Raiz Tribal, Gill Enes, destacou a importância cultural e econômica do gênero. “Estamos aqui nesse palco maravilhoso, montado para representar a música reggae produzida no Maranhão. Afinal, estamos falando da Jamaica brasileira. A gente vive o reggae o ano inteiro, então por que não no carnaval também?”, ressaltou.

Novos circuitos neste domingo

O Circuito Vem Pro Centro integra a programação do Carnaval do Maranhão 2026, que segue neste domingo (18) com os circuitos Vem Pro Mar e Vem Pra Madre.

Na Avenida Litorânea, o circuito Vem Pro Mar, que arrastou multidões no ano passado, promete ainda mais animação. A festa começa às 14h, com apresentações da banda tradicional do Jeguefolia, do Blocão VDS, do artista baiano Bell Marques, da Banda CDC e da banda Mix in Brazil. O cantor Léo Foguete encerra o primeiro domingo de pré-Carnaval com vista para o mar.

No bairro Madre Deus, a programação tem início às 17h, com 11 atrações que incluem tambor de crioula, grupos de samba, blocos alternativos, blocos tradicionais e shows de artistas locais, distribuídos em dois palcos montados no Largo de São Jorge e no Ponto de Fuga.

Governos Lula e Dilma adotaram ações, por mais de duas décadas, para proteger mulheres

18-01-2026 Domingo

No Lula 1 foi criada a Secretaria de Políticas para as Mulheres, com status de ministério, e a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres. Com Dilma, Casa da Mulher Brasileira revolucionou atendimentos

Os governos do PT na Presidência da República foram os responsáveis pela criação e implementação de diversas políticas públicas e leis de proteção às mulheres no Brasil, ao longo de mais de duas décadas, para enfrentar uma das principais formas de violação dos direitos humanos: a violência.

Foi a partir do primeiro governo do presidente Lula, em 2003, que o país passou a contar pela primeira vez com uma pasta exclusiva para coordenar e implementar  estratégias de enfrentamento à violência doméstica: a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

Até então, as mulheres não contavam com nenhum órgão próprio para organizar programas, políticas e órgãos específicos para elas. O que existia era alocado em pastas como o Ministério da Justiça ou dos Direitos Humanos, conforme explica a socióloga, doutora em Ciências Políticas e Sociologia, Eline Jonas, em artigo para Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Com status de Ministério, a SPM foi fundamental na articulação e implementação de políticas de gênero no país, abrindo caminhos para ações como a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) foi lançado em 2004, embora sua construção tenha começado no I Encontro Nacional de Políticas para as Mulheres, realizado em 2003, diz o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

A partir do plano ficaram claros os fundamentos conceituais e políticos do enfrentamento à questão e as políticas públicas que seriam formuladas e executadas para a prevenção e combate à violência contra as mulheres, assim como para a assistência às mulheres em situação de violência. 

Instituída durante a primeira gestão petista na Presidência da República, a norma “tem por finalidade estabelecer conceitos, princípios, diretrizes e ações de prevenção e combate à violência contra as mulheres, assim como de assistência e garantia de direitos às mulheres em situação de violência, conforme normas e instrumentos internacionais de direitos humanos e legislação nacional”. 

Outra conquista importante naquele mesmo ano foi a sanção da Lei 10.778/2003, que estabeleceu a notificação compulsória dos casos de violência contra a mulher atendida em serviços de saúde públicos ou privados; fato também inédito até então.

De lá para cá, foram diversas legislações, programas e políticas públicas promovidas pelos governos do PT durante a Presidência da República, que deixam claro o compromisso da legenda com a proteção dos direitos e da vida das brasileiras. O Partido entende que construir ações que protejam as mulheres é parte fundamental para o desenvolvimento da sociedade. 

País ficou 9 anos sem Conferência para Mulheres após Dilma

A Secretaria de Políticas para as Mulheres deu início à Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, importante marco que reuniu milhares de mulheres tanto do movimento social quanto do poder público e da academia. 

A primeira edição foi realizada em 2004; a 2ª em 2007; 3ª em 2011; e a 4ª em 2016 – último ato político da presidenta Dilma Rousseff, antes do processo de golpe que culminou em seu afastamento. Com a eleição de Lula 3, a 5ª CNPM foi realizada em 2025, após o hiato de nove anos. 

Como consequência das edições da CNPM, foram elaborados os Planos Nacionais de Política para as Mulheres – em 2005, 2008 e 2013 – que subsidiaram políticas públicas e demandas  do movimento social. A última edição do Plano está em desenvolvimento pelo Ministério das Mulheres.

Foi também no governo Lula I que surgiu a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que estabeleceu diretrizes para a prevenção, assistência e punição de agressores. Foi um avanço crucial que, inclusive, resultou em uma condenação do Brasil pela OEA por omissão em um caso de violência. 

Também no Governo Lula 1, em 2007, foi criado o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. A ideia era de acordo federativo entre os governos federal, estaduais e municipais para a implementação de políticas públicas integradas, alinhadas aos eixos de combate, prevenção, assistência e garantia de direitos. A medida buscava estruturar a rede de atendimento e ampliar os serviços, como Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Casas Abrigo, Centros de Referência e Juizados de Violência Doméstica e Familiar.

Em 2023, no Governo Lula 3, o Pacto foi reformulado e passou a chamar-se Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Renovado, o projeto passou a ter foco específico na prevenção aos feminicídios, incorporando novas leis e reforçando o caráter transversal e interseccional das ações. Para isso, foi lançado um plano com 73 medidas para enfrentar a violência e prevenir mortes violentas de mulheres. 

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirma que a iniciativa conta com a parceria de 11 ministérios por meio de comissão interministerial, além da parceria de 19 estados, que já reforçaram a adesão ao Pacto. O objetivo é fazer com que os 26 estados mais o Distrito Federal assinem compromisso.

Destaques governo Dilma

Em 2013, o governo da então presidenta da República, Dilma Rousseff lançava o programa Mulher Viver sem Violência. A iniciativa busca integrar e ampliar os serviços públicos existentes voltados às mulheres em situação de violência. 

O programa é fundamental no enfrentamento à violência contra a mulher, pois, segundo o Ministério das Mulheres.  Com essa política foi possível integrar e ampliar os serviços públicos existentes voltados às mulheres em situação de violência mediante a articulação dos atendimentos especializados no âmbito da saúde, da justiça, da segurança pública, da rede socioassistencial e da promoção da autonomia econômica. 

A iniciativa, que havia sido substituída pela gestão anterior, de 2019, foi retomada por Lula recentemente, por meio do Decreto 11.431.

Casa da Mulher Brasileira

Um dos principais marcos do governos do PT, a Casa da Mulher Brasileira (CMB), foi criado durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. A iniciativa revolucionou os serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência ao integrar, em um mesmo local, serviços de atendimento policial, judiciário, psicossocial e de acolhimento para as vítimas de violência.

A primeira unidade do equipamento público foi inaugurado pela presidenta Dilma, em Campo Grande (MS), que defendeu, à época na cerimônia de lançamento, iniciativas e avanços do governo federal no combate à violência contra as mulheres.

Os serviços da Casa da Mulher Brasileira seguem uma abordagem centrada nas mulheres em situação de violência com atendimento que prioriza a escuta, evitando novos traumas e se concentrando sistematicamente em sua segurança, direitos, bem-estar, com o objetivo de possibilitar a elas a realização de um projeto de vida autônomo e livre de qualquer tipo de violência. O equipamento funciona 24 horas por dia e todos os dias da semana. 

As CMB oferecem serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres como acolhimento e triagem, apoio psicossocial, alojamento de passagem, serviços de saúde, central de transportes, promoção da autonomia econômica, brinquedoteca, Delegacia Especializada, Promotoria Especializada do Ministério Público, Núcleo Especializado da Defensoria Pública, e Juizados e varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Outro importante passo para proteger as mulheres foi a sanção da Lei 13.104/2015. Chamada popularmente de Lei do Feminicídio, a norma alterou o Código Penal para incluir o feminicídio no rol de crimes hediondos, o que aumentou a rigidez das penas e deu visibilidade a essa forma extrema de violência de gênero.

Já no âmbito da atenção à saúde, a Lei 13.239/2015 determinou que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a realizar cirurgias plásticas restauradoras de sequelas causadas por violência contra a mulher.

Vinte anos da Central da Mulher, o Ligue 180

Criado em 2005, o Ligue 180 –  Central de Atendimento à Mulher completou no ano passado 20 anos. No período, foram realizados 16 milhões de atendimentos. O serviço funciona 7 dias por semana e 24 horas por dia, e conta com uma equipe de atendimento de 346 mulheres. Até outubro deste ano, mais de 520 mil mulheres registraram algum tipo de violência pela Central. 

A Central está articulada a uma extensa rede de proteção e atendimento à mulher, formada por serviços como a Casa da Mulher Brasileira, os Centros de Referência, as Delegacias de Atendimento à Mulher, as Defensorias Públicas, os Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros. 

Lula 3 segue comprometido com as mulheres

Em 2025, o presidente Lula sancionou duas leis com foco nas mulheres, que tratam sobre combate à violência e proteção de direitos das mulheres na seara digital, com medidas punitivas sobre o uso de imagens de inteligência artificial, e na esfera acadêmica, promovendo igualdade na concessão de bolsas acadêmicas para mães e gestantes.

A lei 15.125/2025 altera a Lei Maria da Penha para sujeitar o agressor à monitoração eletrônica durante aplicação de medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar. Já a nova lei 15.123/2025 aumenta a punição para quem cometer violência psicológica contra mulheres usando inteligência artificial ou qualquer outro recurso tecnológico.

Já com a lei 15.116/2025 foi criado o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, no SUS.  A medida reforça o compromisso do governo federal com a proteção das mulheres, e objetivamente garante a prestação de serviços odontológicos para restauração e peças para vítimas de agressões que tenham causado danos à sua saúde bucal.

Além de retomar investimentos em serviços como a CMB e reestruturar o Ligue 180, o Governo Lula 3 também implementou ações para dar mais oportunidade de emprego às mulheres. Pesquisas atestam que, por meio da autonomia financeira, as mulheres vítimas de violência doméstica conseguem sair de situações de assédio e perigo. Comprometido em promover ações que levem à igualdade salarial entre mulheres e homens no país, o governo apresentou a portaria conjunta que institui o Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens e seu Comitê Gestor até 2027.

PT Redação do Elas por Elas

Governo Brandão realiza maior formatura da história da educação pública do Maranhão

17-01-2026 Sábado

A noite de sexta-feira (16) entrou para a história da educação maranhense com a realização da maior formatura já promovida pelo Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA). A cerimônia ocorreu no Multicenter Sebrae, em São Luís, e contou com a presença do governador Carlos Brandão; do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; da deputada e presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale; da secretária de Estado da Educação, Jandira Dias; além de outras autoridades estaduais.

A solenidade celebrou a conclusão do Ensino Médio integrado à Educação Profissional, modelo que une formação acadêmica de qualidade, qualificação técnica e desenvolvimento humano, preparando jovens para o mundo do trabalho para o ensino superior e para o exercício pleno da cidadania.

Durante o evento, o governador Carlos Brandão destacou os investimentos realizados na educação pública e o impacto direto na vida dos estudantes.“Hoje estamos formando 1.921 alunos da Grande Ilha, e isso significa garantir o futuro desses jovens. O IEMA é uma escola de primeiríssima qualidade. Em 2025, fizemos um grande investimento, uma verdadeira revolução na educação. Distribuímos tablets para todos os alunos do ensino médio, chromebooks para os professores, avançamos na educação digital, garantimos internet em todas as escolas, alimentação de qualidade e transporte escolar de verdade, reduzindo a evasão. Tudo isso repercute diretamente no futuro desses alunos”, afirmou.

A maior formatura da história do instituto reuniu 1.921 estudantes do Ensino Médio Técnico, oriundos de nove unidades plenas do IEMA localizadas na capital e na região metropolitana de São Luís.

O momento também simbolizou o reconhecimento ao esforço e à dedicação dos estudantes, professores, gestores e servidores da diretoria, que constroem diariamente a trajetória da instituição. Atualmente, o IEMA conta com mais de 55 unidades plenas, 27 vocacionais e duas bilíngues, consolidando-se como referência nacional em educação pública de qualidade e inclusão.

Para a formanda Isabelly Milena, a cerimônia representou o encerramento de um ciclo marcante.“É muito gratificante estar aqui hoje, me formando após três anos de estudo em tempo integral. É um sentimento único. Saímos com a certeza de que estamos bem capacitados para o mercado de trabalho. O incentivo que o IEMA nos dá, o protagonismo estudantil, o apoio dos professores, gestores e da diretoria geral fazem toda a diferença”, destacou.

A diretora-geral do IEMA, Cricielle Muniz, ressaltou que a formatura simboliza o compromisso do Governo do Maranhão com uma educação pública transformadora.“Foi uma noite de muita alegria e celebração. Conseguimos materializar tudo o que é produzido no dia a dia das nossas escolas. Esta grande solenidade, com quase dois mil formandos, só foi possível graças aos investimentos do governador Carlos Brandão, que vêm fortalecendo a educação profissional e tecnológica no Maranhão”, afirmou.

Aberta ao público, a cerimônia reuniu mais de 6 mil convidados, entre familiares, amigos, representantes das comunidades escolares, professores, mestres da Rede IEMA e autoridades do Governo do Maranhão, consolidando-se como a maior formatura da educação pública já realizada no estado.

Após a cerimônia da capital e da região metropolitana, o cronograma segue com as formaturas nas unidades do interior do estado, reforçando o compromisso do IEMA com a interiorização da educação técnica e o desenvolvimento regional.

Lula celebra acordo Mercosul-UE como vitória do multilateralismo

17-01-2026 Sábado

Após reunião com Ursula von der Leyen, presidente afirma que tratado histórico só faz sentido se gerar reindustrialização, reduzir desigualdades e fortalecer o multilateralismo

Ao falar à imprensa nesta sexta-feira (16), após reunião no Palácio do Itamaraty com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que a retomada e a conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) são parte de uma estratégia deliberada de política externa de seu terceiro mandato. Segundo Lula, restaurar a parceria com a UE “em novas bases” foi uma prioridade desde o início do governo, após mais de 25 anos de negociações marcadas por impasses.

O presidente destacou que a assinatura prevista para este sábado (17), em Assunção, representa a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 22 trilhões. Lula celebrou o fechamento do acordo entre Mercosul e União Europeia como um marco civilizatório. “Amanhã, em Assunção, faremos história”, afirmou.

Lula lembrou que a retomada das negociações foi prioridade desde o início de seu terceiro mandato. “Foram mais de 25 anos de sofrimento e tentativa de um acordo”, disse, ressaltando que o texto final só avançou porque foi alinhado aos objetivos de reindustrialização, justiça social e sustentabilidade ambiental do Brasil.

Comércio com desenvolvimento, não liberalização automática

Em tom analítico e político, Lula frisou que a abertura comercial não pode ser um fim em si mesma. “A liberalização e a abertura comerciais só fazem sentido se forem capazes de promover o desenvolvimento sustentável e reduzir as desigualdades”, afirmou. O presidente enfatizou que o acordo preserva o papel do Estado em áreas estratégicas como saúde, desenvolvimento industrial, inovação e agricultura familiar.

Nesse ponto, Lula buscou afastar críticas históricas ao tratado, ressaltando que o Brasil não aceitará a perpetuação de um modelo baseado exclusivamente na exportação de commodities. “Já somos grandes provedores de produtos agropecuários para a União Europeia, mas não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities”, disse, defendendo a ampliação da produção e exportação de bens industriais de maior valor agregado.

Ele destacou que o acordo inclui dispositivos para atrair investimentos europeus em setores industriais de alto valor agregado, especialmente nas áreas de transição energética e digital. Lula também mencionou parcerias estratégicas em minerais críticos — como lítio, níquel e terras raras — essenciais para baterias, tecnologia verde e soberania produtiva. “Queremos produzir, não apenas entregar recursos”, reforçou.

Segundo ele, “mais comércio e mais investimentos significam novos empregos e oportunidades dos dois lados do Atlântico”, desde que acompanhados de políticas públicas capazes de induzir desenvolvimento.

Acordo é “pacto de valores”, diz Lula

Lula também destacou que o tratado vai além da dimensão econômica. O acordo, segundo o presidente, incorpora compromissos com o meio ambiente, o enfrentamento da mudança do clima, os direitos dos povos indígenas, os direitos dos trabalhadores e a igualdade de gênero — cláusulas vinculantes que, segundo ele, garantem que a liberalização comercial não se traduza em corrida para o fundo do poço. Ele afirmou que a parceria reforça valores compartilhados entre Mercosul e União Europeia, como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos.

Nesse contexto, o presidente apresentou o acordo como um gesto político em defesa do multilateralismo, em contraste com tendências protecionistas e unilaterais no cenário internacional.

“A abertura só faz sentido se promover desenvolvimento sustentável e reduzir desigualdades”, afirmou, deixando claro que o Estado brasileiro manterá seu papel ativo em saúde, inovação, agricultura familiar e política industrial.

Cadeias estratégicas e transições energética e digital

O presidente ressaltou ainda que a parceria contempla cadeias de valor estratégicas para as transições energética e digital, tema reforçado posteriormente por Ursula von der Leyen. Para Lula, esse aspecto é fundamental para inserir o Brasil em setores de maior densidade tecnológica e reduzir vulnerabilidades externas.

Ele lembrou que, em seu terceiro mandato, o Mercosul já concluiu acordos com a União Europeia, o EFTA e Singapura, e afirmou que o governo seguirá trabalhando para abrir novos mercados, citando negociações com Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

Ursula von der Leyen elogia “liderança política” de Lula

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamou o acordo de “conquista de uma geração” e creditou diretamente a Lula a conclusão bem-sucedida das negociações. “Seu compromisso pessoal, paixão e liderança habilidosa foram enormes”, disse. Ela reforçou que o pacto representa “o poder da amizade entre povos” e rejeitou a visão de comércio como jogo de soma zero: “Todos ganham — com empregos, oportunidades e confiança mútua.”

Ursula também celebrou o alinhamento estratégico em minerais críticos, afirmando que a parceria ajudará a reduzir a dependência de atores coercitivos e garantirá que comunidades locais sejam as principais beneficiárias da exploração responsável.

Ratificação e implementação

Embora assinado amanhã, o acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos nacionais do Mercosul. No Brasil, o texto será submetido ao Congresso Nacional, onde já conta com apoio governista e de setores produtivos. Lula e Ursula concordaram que a assinatura é apenas o “primeiro passo” — o verdadeiro sucesso virá quando empresas e cidadãos sentirem os benefícios concretos.

Encerrando sua fala, Lula adotou um tom político mais amplo ao afirmar que o acordo é “bom para o Brasil, bom para o Mercosul, bom para a Europa e, sobretudo, muito bom para o mundo democrático e para o multilateralismo”. A declaração sintetiza a leitura do governo brasileiro de que o tratado não é apenas comercial, mas também um marco geopolítico, em um momento de disputas por regras, mercados e valores no sistema internacional.

Vermelho