Lula em Mauá: “Não posso ser pequeno, governo é para o povo”

10-02-2026 Terça-feira

No ABC, presidente anuncia R$ 4,7 bilhões para saúde e educação, entrega ambulâncias até a opositores e defende a democracia contra o radicalismo em SP

Em ato que uniu entregas sociais robustas e um forte recado em defesa da democracia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Mauá (SP) nesta segunda-feira (9). Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de uma ampla comitiva ministerial, Lula anunciou investimentos superiores a R$ 700 milhões para a cidade e R$ 4 bilhões para a saúde no ABC Paulista — via Novo PAC da Saúde —, reforçando uma das marcas da gestão: o tratamento republicano aos entes federados, independentemente de cores partidárias.

Saúde e Educação acima das siglas

O ponto alto da agenda foi a defesa da postura discricionária no trato com os municípios. Lula fez questão de convidar ao palco prefeitos de diferentes partidos para a entrega de 34 ambulâncias do Samu. Entre os beneficiados, estavam prefeitos da oposição, incluindo o PL.

“Santo André não é um prefeito do PT. Eu poderia ter feito como outros fizeram, não trazer ambulância… Mas eu não posso ser pequeno. Aqui tem dois prefeitos do PL, partido do Bolsonaro, e mesmo assim estão recebendo ambulância porque foram eleitos pelo voto e eu respeito o voto do povo”, afirmou o presidente, sob aplausos. Um gesto que abre espaço para ampliação de alianças em São Paulo e pavimenta potenciais parcerias para as eleições paulistas em 2026.

Ao detalhar o Novo PAC da Saúde, o ministro Alexandre Padilha reforçou a orientação do presidente Lula de atender todos os municípios: “Só não está recebendo equipamento o prefeito que não pediu. Prefeito que pediu equipamento, apresentou o pedido para a gente do Ministério da Saúde, está recebendo equipamento.”

Padilha comparou o avanço do PAC da Saúde com o “apagão” dos seis anos anteriores à atual gestão. Ele anunciou a policlínica de Mauá (R$ 20 milhões), 150 carretas do programa “Agora Tem Especialistas” — equipadas para exames de imagem, consultas especializadas e pequenos procedimentos, com foco em zerar filas de exames em todo o país —, e 800 vans odontológicas para regiões periféricas.

Na Educação, o ministro Camilo Santana anunciou um novo reajuste de 14,35% no repasse da alimentação escolar — acumulando 55% de aumento sob Lula. A consolidação do Instituto Federal (IFSP) em Mauá, com aporte de R$ 45 milhões, foi celebrada pelo presidente como parte de sua “obsessão” em democratizar o conhecimento. “Em 100 anos, a elite fez 140 institutos. Nós, em 12 anos, faremos 782”, pontuou Lula.

Aliança ampla e combate ao fascismo

O vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou a mudança de prioridades no país. Lembrou que, enquanto o governo anterior perdia tempo discutindo homeschooling, a gestão atual foca em creches e escolas de tempo integral para o povo da periferia.

O presidente encerrou o evento com uma convocação à militância e à sociedade civil para o combate às fake news e à violência de gênero. O presidente defende mudanças no currículo escolar para educar homens sobre a igualdade de direitos. “Vamos à luta para não permitir a volta do fascismo neste país”, finalizou.

Vermelho

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