Arquivo mensal: janeiro 2026

No 8 de janeiro, Lula faz ato por democracia: ‘Que a sociedade não se esqueça nunca’

6-01-2026 Terça-feira

Presidente participará de cerimônia para lembrar a tentativa de golpe em 2023. Será anunciada decisão sobre o PL da Dosimetria, que reduziu as penas de golpistas

Para que a sociedade brasileira não se esqueça dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em que houve tentativa de golpe de Estado e a destruição das sedes dos Três Poderes da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará de uma cerimônia simbólica na data, na manhã de quinta-feira. Foram convidados representantes da sociedade civil e autoridades para o ato.

O evento será no Salão Nobre do Palácio do Planalto, mas haverá a presença de Lula também na área externa, como confirmou nesta segunda-feira o Palácio do Planalto. O presidente deve anunciar a decisão sobre a redução de penas dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais, o chamado PL (Projeto de Lei) da Dosimetria. A Câmara e o Senado aprovaram o projeto, flagrantemente inconstitucional e casuísta. Lula tem a prerrogativa de vetar ou sancionar.

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o PT e outros partidos políticos do campo democrático popular, centrais sindicais e movimentos sociais também estão convocando a sociedade a participar de atos em repúdio à violência e tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. “É hora de lembrar para nunca mais se repetir”, pontuam os movimentos sociais e políticos.

Na última reunião ministerial do ano, em dezembro, o presidente relembrou a gravidade da tentativa de ruptura institucional, inclusive com planos de assassinatos dele próprio, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento de sete réus responsáveis pela articulação golpista, entre eles Bolsonaro. Eles foram condenados pelos seguintes crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão; Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, a 26 anos; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, a 24 anos; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal, a 24 anos; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a 21 anos; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, a 19 anos; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a 16 anos, um mês e 15 dias. Ramagem foi cassado em dezembro de 2025 pela Câmara e está foragido em Miami, nos Estados Unidos.

PT

Neto Evangelista entrega aparelho de ultrassom ao hospital Aldenora Bello

6-01-2026 Terça-feira

Equipamento foi adquirido por meio de emenda parlamentar destinada pelo deputado à unidade e será utilizado tanto na UTI adulta quanto na UTI pediátrica

O deputado estadual Neto Evangelista realizou, nesta segunda-feira (05), a entrega de um aparelho de ultrassonografia portátil ao Hospital Aldenora Bello, em São Luís. O equipamento foi adquirido por meio de emenda parlamentar destinada pelo deputado à Fundação Antônio Dino, responsável pela unidade hospitalar, referência no tratamento do câncer no Maranhão.

O ultrassom portátil será utilizado tanto na UTI adulta quanto na UTI pediátrica do hospital, permitindo que exames sejam realizados diretamente no leito dos pacientes. A nova tecnologia elimina a necessidade de deslocamento interno, garantindo mais conforto, segurança e agilidade no atendimento, especialmente para pacientes em estado mais delicado.

Durante a entrega, Neto Evangelista destacou a importância do investimento para a melhoria da assistência hospitalar. Segundo o parlamentar, o equipamento representa um avanço significativo na humanização do atendimento, ao levar o exame até o paciente, reduzindo esforços físicos e riscos desnecessários.

“É um equipamento que vai funcionar dentro da UTI, dando mais conforto aos pacientes com câncer, que não precisarão sair do leito para realizar o exame”, afirmou o deputado.

Representantes do Hospital Aldenora Bello agradeceram a destinação da emenda e ressaltaram o impacto positivo do novo aparelho na rotina da unidade, destacando o ganho em qualidade de vida e eficiência no cuidado aos pacientes.

Tecnologia

A médica e vereadora Thayanne Evangelista atestou a qualidade do ultrassom portátil, afirmando que se trata de tecnologia já utilizada em outras instituições de referência e com desempenho comprovado.

O deputado reforçou seu compromisso com a saúde pública e com o fortalecimento das unidades que atendem pacientes de todo o estado.

“Cada ação na saúde faz diferença e pode transformar vidas. Seguimos trabalhando com responsabilidade, cuidado e respeito à vida”, concluiu Neto Evangelista

Maduro se declara inocente nos EUA e diz ser “prisioneiro de guerra” em NY

6-01-2026 Terça-feira

Em primeira audiência em Nova York após o sequestro em Caracas, Maduro rejeita acusações, reafirma mandato presidencial e classifica a ação dos EUA como agressão militar ilegal

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta segunda-feira (5) diante da Justiça dos Estados Unidos, durante sua primeira audiência em Nova York desde que foi capturado por forças norte-americanas em Caracas.

Diante do juiz federal Alvin Hellerstein, Maduro afirmou que segue sendo o chefe de Estado venezuelano e definiu sua detenção como um sequestro em contexto de agressão internacional, classificando-se como “prisioneiro de guerra”.

Durante a audiência realizada no Tribunal Federal Daniel Patrick Moynihan, em Nova York, Maduro rejeitou formalmente todas as acusações apresentadas pela promotoria norte-americana e afirmou que não reconhece o processo como criminal, mas como resultado de uma ação militar contra um chefe de Estado em exercício.

“Sou o presidente da Venezuela e me considero prisioneiro de guerra. Fui capturado em minha casa, em Caracas”, declarou ao magistrado, antes de ser interrompido. Em seguida, afirmou: “Sou inocente, sou um homem decente e sigo sendo o presidente do meu país”.

A manifestação pública marcou a primeira vez que Maduro falou diante de autoridades judiciais desde o episódio ocorrido no último sábado (3), quando forças norte-americanas realizaram um ataque militar em Caracas, com bombardeios e o sequestro do casal presidencial, removendo-os ilegalmente do país.

A acusação, formulada originalmente em 2020 e atualizada recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA, imputa ao presidente venezuelano crimes como conspiração de “narcoterrorismo”, tráfico internacional de cocaína e posse de armas e explosivos. 

Maduro e sua esposa ouviram formalmente a leitura das acusações durante a audiência e ambos se declararam “não culpados”.

A defesa do presidente sustentou que a prisão é ilegal e levantou questões centrais sobre imunidade presidencial, jurisdição e ausência de notificação prévia dos cargos. Segundo os advogados, Maduro afirmou ao juiz que não havia sido informado formalmente das acusações antes de sua detenção, ponto considerado sensível do ponto de vista do devido processo legal.

A defesa de Maduro é conduzida pelo advogado Barry Pollack, criminalista norte-americano que ganhou projeção internacional por integrar a equipe jurídica do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em processos relacionados à extradição e à acusação apresentada pelos Estados Unidos. 

Segundo a defesa, Pollack atua no caso venezuelano com foco nas questões de legalidade da prisão e de imunidade de chefe de Estado.

A primeira-dama Cilia Flores também se declarou inocente e solicitou visita consular. Seu advogado, Mark Donnelly, informou ao tribunal que Flores sofreu ferimentos durante a operação militar que resultou em sua captura e que, até o momento da audiência, não havia recebido atendimento médico adequado.

Segundo a defesa, as lesões são visíveis e incluem fortes hematomas, com suspeita de fraturas, o que configuraria violação de tratados internacionais sobre o tratamento de pessoas detidas. 

O juiz determinou que a defesa coordene com a promotoria os procedimentos para garantir avaliação médica, sem fixar prazo específico.

A situação foi apresentada pelos advogados como incompatível com normas internacionais de proteção a prisioneiros e detidos, incluindo obrigações humanitárias previstas em convenções multilaterais.

Vermelho

Governo do Estado anuncia Ivete Sangalo e Anitta como atrações do Carnaval do Maranhão 2026

5-01-2026 Segunda-feira 

Duas das maiores artistas da música brasileira voltam ao Carnaval do Maranhão este ano. Ivete Sangalo e Anitta foram anunciadas pelo Governo do Estado como atrações da programação oficial do circuito Vem Pro Mar, em São Luís. A baiana se apresenta no pré-Carnaval, no dia 25 de janeiro. Já a funkeira arrasta a multidão no sábado de Carnaval, dia 14 de fevereiro. Os nomes das duas cantoras foram anunciados pelo governador Carlos Brandão por meio das redes sociais.

Este é o segundo ano consecutivo em que as duas artistas se apresentam no Carnaval do Maranhão. Em 2025, a festa contou com Ivete Sangalo no dia 7 de fevereiro. Somente nesse dia, cerca de 600 mil pessoas acompanharam o trio da musa do axé ao longo da Avenida Litorânea. Já Anitta levou 550 mil foliões para o circuito Vem Pro Mar no sábado de Carnaval do ano passado. Os dados são da Polícia Militar do Maranhão (PMMA). Para este ano, a expectativa é superar a média de público.

As duas cantoras se unem à programação com grandes nomes da música nacional que passarão por São Luís durante a programação oficial de pré-Carnaval e Carnaval realizada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma).

Além de Ivete Sangalo, já estão confirmados para o pré-Carnaval os nomes de Bell Marques, Léo Foguete, Xanddy Harmonia, Chiclete com Banana, Léo Santana, Banda Eva, Rafa e Pipo, Natanzinho Lima e Henry Freitas.

Já Anitta se une a Nattan, Alok, Chicabana, Claudia Leitte, Zé Cantor, Felipe Amorim, Calcinha Preta, Zé Vaqueiro, Dennis DJ, Xand Avião, Mari Fernandez, Wesley Safadão, Durval Lelys e Eric Land durante o Carnaval oficial.

Durante o anúncio oficial da programação do Carnaval do Maranhão 2026, feito no dia 28 de dezembro do ano passado, o governador Carlos Brandão destacou a importância da festa para a cultura, o turismo e a economia.

“As nossas expectativas estão cada vez maiores. Na festa de 2025, cerca de 4,5 milhões de foliões passaram pelos nossos circuitos; tivemos 95% de ocupação na rede hoteleira, e mais de R$ 800 milhões circularam na economia do Maranhão. Isso é geração de renda para famílias, impacto econômico positivo e fortalecimento do nosso estado durante o período carnavalesco. Estamos preparados para repetir esse sucesso”, assinalou Brandão.

Na mesma ocasião, o secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, falou das expectativas para a edição da festa momesca em 2026 e do impacto econômico que o Carnaval gera para a cultura, o empreendedorismo e o turismo no Maranhão.

“Graças ao trabalho consistente da gestão do governador Brandão, nos últimos anos, consolidamos nosso Carnaval como referência de cultura, inclusão e segurança. Este ano, seguimos firmes no compromisso de valorizar nossa cultura, atrair mais turistas e gerar ainda mais oportunidades para a população”, enfatizou Arruda.

Circuitos da folia

Em 2026, os circuitos Vem Pro Mar, na Avenida Litorânea, cartão-postal da orla da capital; Vem Pro Centro, no Centro Histórico de São Luís; e Vem Pra Madre, no bairro berço do Carnaval maranhense, mais uma vez vão receber um grande público, com toda a estrutura e segurança necessárias para garantir que todos se divirtam com tranquilidade.

A programação começa ainda este mês. Às sextas-feiras, nos dias 16, 23 e 30 de janeiro, acontece o Cortejo Deodoro, com a participação de blocos tradicionais e blocos afro, fortalecendo o carnaval de rua e a ocupação cultural dos espaços públicos do Centro Histórico de São Luís.

Aos sábados, nos dias 17, 24 e 31 de janeiro e 7 de fevereiro, a programação segue com o circuito Vem Pro Centro, levando música, alegria e diversas manifestações culturais para o coração da cidade.

Já aos domingos, nos dias 18 e 25 de janeiro e 1º e 8 de fevereiro, é a vez do circuito Vem Pro Mar, realizado na Avenida Litorânea, que une carnaval, lazer, turismo e grandes atrações nacionais, fortalecendo a vocação da cidade como destino turístico e cultural.

O Carnaval 2026 acontecerá oficialmente de 13 a 17 de fevereiro, com programação distribuída em diferentes circuitos da capital, incluindo a Avenida Litorânea e o tradicional bairro da Madre Deus, berço do carnaval popular maranhense, que recebe programação especial entre os dias 14 e 17 de fevereiro, com blocos tradicionais e manifestações culturais que preservam a identidade do carnaval de rua.

Gritos de Carnaval

Mas a folia já está rolando no Maranhão. Já no primeiro dia do ano, o bairro mais tradicional e boêmio da capital maranhense, Madre Deus, deu o pontapé para a maior festa popular brasileira.

O grupo Máquina de Descascar’Alho, que há quatro décadas comanda a festa naquela comunidade, deu o primeiro grito de Carnaval do ano, como já é tradição na capital maranhense.

A festa ocorreu em dois locais principais do bairro: o Largo de São Jorge, ao lado da Casa Barrica, e o Ponto de Fuga. Além dos shows, o público acompanhou o tradicional arrastão de blocos culturais pelas ruas, que transforma cada esquina em extensão da festa.

No domingo (4), 11 grupos se apresentaram nos dois palcos montados nos espaços. A prévia do Carnaval 2026, realizada pelo Governo do Estado, é um esquenta para o período oficial das festas de Momo. Ainda neste mês de janeiro, outra programação, na Madre Deus, agitará os foliões no próximo domingo, dia 11.

Programação Circuito Vem Pro Mar (Avenida Litorânea):

Prévias de Carnaval

18 de janeiro – Bell Marques e Léo Foguete;

25 de janeiro – Ivete Sangalo, Xanddy Harmonia e Chiclete com Banana;

1º de fevereiro – Léo Santana e Banda Eva;

8 de fevereiro – Rafa e Pipo, Natanzinho Lima e Henry Freitas.

Carnaval

13 de fevereiro – Nattan, Alok e Chicabana;

14 de fevereiro – Anitta, Claudia Leitte e Zé Cantor;

15 de fevereiro – Felipe Amorim, Calcinha Preta e Zé Vaqueiro;

16 de fevereiro – Dennis DJ, Xand Avião e Mari Fernandez;

17 de fevereiro – Wesley Safadão, Durval Lelys e Eric Land.

PT condena ataque dos EUA e sequestro de Maduro

5-01-2026 Segunda-feira 

Em nota, Partido dos Trabalhadores denuncia ação militar como sequestro, alerta para riscos à estabilidade na América do Sul e defende solução pacífica via ONU

O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. Em nota anterior, o PT já havia manifestado profunda preocupação com a escalada do conflito, o qual tem motivações políticas e econômicas, e alertado para os graves riscos à estabilidade regional.

Desde o início de setembro, o cenário tem se agravado em razão de declarações públicas hostis, ações unilaterais e crescentes movimentações militares. Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI.

Nesse contexto, o PT ressalta que o conflito representa uma séria preocupação para o Brasil – que compartilha cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela – e para a região como um todo. A América Latina deve permanecer como uma zona de paz. A política externa brasileira historicamente sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional — princípios estruturantes da diplomacia brasileira, aos quais o Partido dos Trabalhadores se mantém plenamente alinhado.

Dessa forma, o PT reafirma seu compromisso com soluções construídas no âmbito de organizações multilaterais, em especial a Organização das Nações Unidas, da qual fazem parte tanto os países diretamente envolvidos no conflito quanto os demais países da região.

Assim, reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina.

Brasília, 3 de janeiro de 2026.

Secretaria Relações Internacionais

Comissão Executiva Nacional

Partido dos Trabalhadores

PT

Atos no Brasil rechaçam ofensiva dos EUA e denunciam ameaça à América Latina

5-01-2026 Segunda-feira

Mobilizações marcadas para esta segunda-feira (5) cobram respeito à soberania venezuelana, condenam o sequestro de Maduro e alertam para riscos à paz regional

Manifestações em solidariedade ao povo venezuelano e em repúdio à ofensiva militar dos Estados Unidos tomam as ruas de várias cidades brasileiras nesta segunda-feira (5). Os atos denunciam a violação do direito internacional, o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, e alertam para os riscos à soberania e à democracia em toda a América Latina. As mobilizações integram uma jornada nacional e internacional de protestos que se intensificou após a operação norte-americana na Venezuela .

Centrais sindicais, movimentos populares e organizações da sociedade civil afirmam que a agressão à Venezuela extrapola as fronteiras do país e ameaça a estabilidade regional. Para as entidades, o ataque expressa uma escalada imperialista que desrespeita a autodeterminação dos povos, busca controlar recursos estratégicos e abre um precedente perigoso para toda a América Latina e o Caribe. Nesse sentido, as manifestações defendem a libertação imediata das lideranças venezuelanas, reafirmam o compromisso histórico da região com a paz e cobram do Estado brasileiro — por meio de seus poderes e da diplomacia — um posicionamento firme de condenação à ofensiva militar.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) destaca o protagonismo da juventude na defesa da soberania latino-americana. “Os estudantes brasileiros não compactuam com a tirania norte-americana de impor sua política autoritária e militar nos países da América Latina!”, afirma a entidade em nota.

Em novo chamado à mobilização, a UNE critica o discurso que tenta justificar intervenções militares como ações humanitárias. “Bombardeios, intervenções e guerras seguem sendo vendidos como “missões humanitárias”, mas quase nunca têm a humanidade como prioridade. Por trás do discurso moral, o que se repete é a lógica do interesse: controle de territórios, acesso a recursos, rotas estratégicas, poder econômico e geopolítico. Não aceitaremos que essa lógica avance sobre a América Latina. Somos povos soberanos. Nossa terra, nossos recursos e nosso futuro não estão à venda! Segunda-feira, dia 5, nossa resposta será nas ruas”, convoca a entidade.

Onde e quando acontecem os atos (05/01)

  • São Paulo (SP) – Em frente ao Consulado dos EUA – Av. Henri Dunant, 500 – Chácara Santo Antônio (Zona Sul) | 16h
  • Rio de Janeiro (RJ) – Cinelândia | 16h
  • Brasília (DF) – Museu Nacional da República | 17h
  • Salvador (BA) – Praça da Piedade | 16h
  • Belo Horizonte (MG) – Praça Sete | 17h
  • Porto Alegre (RS) – Consulado dos EUA | 17h

Além desta segunda-feira, a agenda de solidariedade segue com novos atos:

  • 08/01 – Fortaleza (CE) – Praça do Ferreira | 15h
  • 10/01 – Brasília (DF) – Jornada Nacional de Solidariedade, com ato unificado na capital federal

Condenação internacional e reação diplomática

As manifestações desta segunda-feira ocorrem em paralelo a uma reação diplomática de grande alcance. Em comunicado conjunto publicado neste domingo (4), os governos do Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha rechaçaram a operação militar executada pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente venezuelano. O documento reafirma o compromisso com a Carta das Nações Unidas, a solução pacífica de controvérsias e o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz. Leia a íntegra da nota conjunta abaixo:

Os Governos do Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha, à luz da gravidade dos acontecimentos na Venezuela e reafirmando seu compromisso com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, expressam conjuntamente as seguintes posições:

1. Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça da força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. Essas ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil.

2. Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem interferência externa e em conformidade com o direito internacional. Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana.

3. Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção, e apelamos à unidade regional, para além das diferenças políticas, face a qualquer ação que ponha em risco a estabilidade regional. Exortamos também o Secretário-Geral das Nações Unidas e os Estados-Membros dos mecanismos multilaterais relevantes a usarem os seus bons ofícios para contribuir para a redução das tensões e a preservação da paz regional.

4. Expressamos a nossa preocupação relativamente a qualquer tentativa de controlo governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, que seja incompatível com o direito internacional e ameace a estabilidade política, económica e social da região.

Para os organizadores dos atos no Brasil, a combinação entre mobilização popular e pressão diplomática internacional é fundamental para conter a escalada intervencionista e garantir o respeito à soberania venezuelana. As entidades reforçam o chamado à participação popular nas manifestações desta segunda, destacando que a defesa da Venezuela é, também, a defesa da paz e da autodeterminação de toda a América Latina.

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com agências

Governo realiza mais de 60 atendimentos com hospital de campanha no Réveillon do Maranhão 2026

4-01-2025 Domingo

Em São Luís (MA), o Hospital de Campanha contabilizou 61 atendimentos durante o Réveillon do Governo Estado, na Avenida Litorânea. As equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) prestaram assistência de urgência e emergência  na unidade das 17h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro de 2026. 

“Com o Hospital de Campanha, a população pôde celebrar a virada do ano com mais tranquilidade e segurança. A estrutura garantiu atendimento médico rápido em casos de urgência e emergência”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.

A equipe do Hospital de Campanha realizou duas transferências médicas devido a ferimentos, além de assistência como suturas, curativos, além de atendimentos a pessoas em decorrência do uso excessivo de álcool.

A unidade contou com uma equipe composta por dois médicos, duas enfermeiras e cinco técnicos de enfermagem. Uma ambulância de suporte avançado (USA) permaneceu de prontidão para as transferências às unidades de referência.

A estrutura contou com 10 poltronas, sendo um leito de estabilização, três leitos de observação, área de triagem, farmácia, almoxarifado e espaços de apoio.

De acordo com a coordenadora do Hospital de Campanha, Tércia Carvalho, o objetivo foi garantir o bem-estar da população. “Nosso compromisso foi assegurar que as pessoas pudessem prestigiar a chegada do novo ano com segurança, sabendo que, caso precisassem de atendimento médico, teriam um local certo para buscar assistência”, afirmou.

Em comunicado, Brasil e mais cinco países condenam ataque à Venezuela

4-01-2026 Domingo

Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai também assinam carta

Em comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Eles manifestaram, ainda, grande preocupação com as ações militares conduzidas pelo presidente norte-americano Donald Trump. 

Na nota, os governos dos seis países citam a gravidade das ações registradas na Venezuela e reafirmam sua adesão aos princípios previstos na Carta das Nações Unidas, documento que representa as aspirações e conquistas da humanidade em direção à paz. 

“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça de força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas.” 

Ainda de acordo com o comunicado, os seis países avaliam que as ações constituem precedente “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil.

“A situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, através do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem interferência externa e em conformidade com o direito internacional”. 

“Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana”, completou o comunicado conjunto, que reafirma a América Latina e o Caribe como uma zona de paz, “construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção“.

Ao final da carta, os países signatários fazem um apelo à unidade regional que vá além das diferenças políticas diante de qualquer ação que ponha a estabilidade regional em risco.

Os países pedem ainda ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e aos Estados-membros de mecanismos multilaterais relevantes que ajudem a reduzir as tensões e a preservar a paz na região. 

“Manifestamos nossa preocupação a qualquer tentativa de controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, que seja incompatível com o direito internacional e que ameace a estabilidade política, econômica e social da região”, concluiu o documento. 

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Atos no Brasil rechaçam ofensiva dos EUA e denunciam ameaça à América Latina

4-01-2026 Domingo

Mobilizações marcadas para esta segunda-feira (5) cobram respeito à soberania venezuelana, condenam o sequestro de Maduro e alertam para riscos à paz regional

Manifestações em solidariedade ao povo venezuelano e em repúdio à ofensiva militar dos Estados Unidos tomam as ruas de várias cidades brasileiras nesta segunda-feira (5). Os atos denunciam a violação do direito internacional, o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, e alertam para os riscos à soberania e à democracia em toda a América Latina. As mobilizações integram uma jornada nacional e internacional de protestos que se intensificou após a operação norte-americana na Venezuela .

Centrais sindicais, movimentos populares e organizações da sociedade civil afirmam que a agressão à Venezuela extrapola as fronteiras do país e ameaça a estabilidade regional. Para as entidades, o ataque expressa uma escalada imperialista que desrespeita a autodeterminação dos povos, busca controlar recursos estratégicos e abre um precedente perigoso para toda a América Latina e o Caribe. Nesse sentido, as manifestações defendem a libertação imediata das lideranças venezuelanas, reafirmam o compromisso histórico da região com a paz e cobram do Estado brasileiro — por meio de seus poderes e da diplomacia — um posicionamento firme de condenação à ofensiva militar.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) destaca o protagonismo da juventude na defesa da soberania latino-americana. “Os estudantes brasileiros não compactuam com a tirania norte-americana de impor sua política autoritária e militar nos países da América Latina!”, afirma a entidade em nota.

Em novo chamado à mobilização, a UNE critica o discurso que tenta justificar intervenções militares como ações humanitárias. “Bombardeios, intervenções e guerras seguem sendo vendidos como “missões humanitárias”, mas quase nunca têm a humanidade como prioridade. Por trás do discurso moral, o que se repete é a lógica do interesse: controle de territórios, acesso a recursos, rotas estratégicas, poder econômico e geopolítico. Não aceitaremos que essa lógica avance sobre a América Latina. Somos povos soberanos. Nossa terra, nossos recursos e nosso futuro não estão à venda! Segunda-feira, dia 5, nossa resposta será nas ruas”, convoca a entidade.

Onde e quando acontecem os atos (05/01)

  • São Paulo (SP) – Em frente ao Consulado dos EUA – Av. Henri Dunant, 500 – Chácara Santo Antônio (Zona Sul) | 16h
  • Rio de Janeiro (RJ) – Cinelândia | 16h
  • Brasília (DF) – Museu Nacional da República | 17h
  • Salvador (BA) – Praça da Piedade | 16h
  • Belo Horizonte (MG) – Praça Sete | 17h
  • Porto Alegre (RS) – Consulado dos EUA | 17h

Além desta segunda-feira, a agenda de solidariedade segue com novos atos:

  • 08/01 – Fortaleza (CE) – Praça do Ferreira | 15h
  • 10/01 – Brasília (DF) – Jornada Nacional de Solidariedade, com ato unificado na capital federal

Condenação internacional e reação diplomática

As manifestações desta segunda-feira ocorrem em paralelo a uma reação diplomática de grande alcance. Em comunicado conjunto publicado neste domingo (4), os governos do Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha rechaçaram a operação militar executada pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente venezuelano. O documento reafirma o compromisso com a Carta das Nações Unidas, a solução pacífica de controvérsias e o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz. Leia a íntegra da nota conjunta abaixo:

Os Governos do Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha, à luz da gravidade dos acontecimentos na Venezuela e reafirmando seu compromisso com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, expressam conjuntamente as seguintes posições:

1. Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça da força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. Essas ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil.

2. Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem interferência externa e em conformidade com o direito internacional. Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana.

3. Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção, e apelamos à unidade regional, para além das diferenças políticas, face a qualquer ação que ponha em risco a estabilidade regional. Exortamos também o Secretário-Geral das Nações Unidas e os Estados-Membros dos mecanismos multilaterais relevantes a usarem os seus bons ofícios para contribuir para a redução das tensões e a preservação da paz regional.

4. Expressamos a nossa preocupação relativamente a qualquer tentativa de controlo governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, que seja incompatível com o direito internacional e ameace a estabilidade política, económica e social da região.

Para os organizadores dos atos no Brasil, a combinação entre mobilização popular e pressão diplomática internacional é fundamental para conter a escalada intervencionista e garantir o respeito à soberania venezuelana. As entidades reforçam o chamado à participação popular nas manifestações desta segunda, destacando que a defesa da Venezuela é, também, a defesa da paz e da autodeterminação de toda a América Latina.

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com agências

Governo Brandão realiza mais de 60 atendimentos com hospital de campanha no Réveillon do Maranhão 2026

3-01-2025 Sábado

Em São Luís (MA), o Hospital de Campanha contabilizou 61 atendimentos durante o Réveillon do Governo Estado, na Avenida Litorânea. As equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) prestaram assistência de urgência e emergência  na unidade das 17h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro de 2026. 

“Com o Hospital de Campanha, a população pôde celebrar a virada do ano com mais tranquilidade e segurança. A estrutura garantiu atendimento médico rápido em casos de urgência e emergência”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.

A equipe do Hospital de Campanha realizou duas transferências médicas devido a ferimentos, além de assistência como suturas, curativos, além de atendimentos a pessoas em decorrência do uso excessivo de álcool.

A unidade contou com uma equipe composta por dois médicos, duas enfermeiras e cinco técnicos de enfermagem. Uma ambulância de suporte avançado (USA) permaneceu de prontidão para as transferências às unidades de referência.

A estrutura contou com 10 poltronas, sendo um leito de estabilização, três leitos de observação, área de triagem, farmácia, almoxarifado e espaços de apoio.

De acordo com a coordenadora do Hospital de Campanha, Tércia Carvalho, o objetivo foi garantir o bem-estar da população. “Nosso compromisso foi assegurar que as pessoas pudessem prestigiar a chegada do novo ano com segurança, sabendo que, caso precisassem de atendimento médico, teriam um local certo para buscar assistência”, afirmou.