31-01-2026 Sábado
Sentimento de baixa ou nenhuma confiança nas corporações cresceu de forma acentuada desde o início de 2023, refletindo crise na segurança pública
A maioria dos brasileiros mantém uma visão crítica em relação ao trabalho das forças policiais. De acordo com o último levantamento do PoderData, 78% dos entrevistados expressam desconfiança na polícia: 59% disseram que confiam pouco e 19% responderam que não confiam. Apenas 11% afirmam confiar muito, enquanto outros 11% não souberam responder.
Os números indicam uma tendência de declínio na confiança ao longo dos últimos anos. Desde o início de 2023, quando a pesquisa começou a ser aplicada, a parcela de quem confia pouco subiu 11 pontos percentuais, chegando aos atuais 59%. No mesmo período, o grupo dos que afirmam “não confiar” também apresentou oscilação, consolidando o patamar de quase um quinto da população (19%) que rejeita totalmente a atuação das forças de segurança.Já a confiança plena registrou uma queda de 15 pontos percentuais entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026.
A análise por perfis eleitorais destaca que entre os eleitores de Bolsonaro nas eleições de 2022, 16% confiam plenamente na polícia. Já, entre os apoiadores de Lula, apenas 6% expressam confiança alta, com 84% indicando confiança baixa ou nula.
Os dados também mostram variações por grupos demográficos. A desconfiança é mais elevada entre mulheres (80%), residentes das regiões Sul e Nordeste (79%), indivíduos de 45 a 49 anos (85%), portadores de ensino superior completo (83%) e aqueles com renda entre 2 e 5 salários mínimos (84%). Por outro lado, a confiança plena aparece com maior frequência entre homens (12%), moradores da região Norte (15%), pessoas com ensino fundamental (13%) e aqueles com renda de até 2 salários mínimos (13%).
Os dados são do PoderData, divisão de pesquisas do grupo Poder360 Jornalismo, realizados com recursos próprios. A coleta ocorreu de 24 a 26 de janeiro de 2026, com 2.500 entrevistas em 111 municípios das 27 unidades da Federação, direcionadas a pessoas de 16 anos ou mais. As entrevistas foram feitas por ligações para celulares e telefones fixos, utilizando o sistema URA (Unidade de Resposta Audível). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Vermelho
