Lula condena ataque dos EUA à Venezuela; Rússia convoca Conselho de Segurança da ONU

3-01-2025 Sábado

Lula repudia agressão dos EUA como “afronta gravíssima”. PCdoB e entidades denunciam crime imperialista, enquanto Rússia aciona emergência na ONU

O ataque militar perpetrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) provocou uma imediata e vigorosa reação das forças progressistas globais. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou o repúdio internacional ao classificar a operação como uma “afronta gravíssima” à soberania nacional e um precedente perigoso para o planeta. Em declaração contundente, Lula afirmou que tais atos ignoram o Direito Internacional em favor da “lei do mais forte”, o que empurra o mundo para o caos e a instabilidade, ameaçando a preservação da América Latina como uma zona de paz.

PCdoB reagiu prontamente, denunciando o caráter “criminoso” da ofensiva imperialista. O partido convocou a militância e as nações vizinhas para uma mobilização regional em defesa da independência venezuelana, destacando que a integridade de uma nação não pode ser violada por interesses econômicos ou geopolíticos de Washington. Essa rede de solidariedade foi reforçada por entidades de trabalhadores e de movimentos sociais que manifestaram repúdio ao sequestro do presidente eleito e reafirmou que a soberania dos povos latino-americanos não está à venda.

Ofensiva diplomática na ONU e repercussão global

A resistência ao arbítrio norte-americano ganhou força institucional com a decisão da Rússia de convocar uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU. A diplomacia russa classificou o ataque como “sem justificativa”, unindo-se ao coro de nações como China e Irã, que veem na ação uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas.

Enquanto aliados de Washington adotam tons moderados e a extrema direita celebra a violência, o bloco progressista, articulado por lideranças como Lula e os partidos da base aliada, reforça que a solução para qualquer crise deve ser pautada pelo diálogo e pelo respeito à autodeterminação, rejeitando qualquer tentativa de tutela colonialista sobre o continente.

Vermelho

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