Um total de 1.430 estudantes do Ensino Médio Técnico de todas as unidades plenas do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) de São Luís e de São José de Ribamar colaram grau nesta quinta-feira, 16. Foi a maior formatura já realizada pelo instituto envolvendo alunos da Grande Ilha.
A sessão solene de colação de grau foi celebrada no Pavilhão do Multicenter Sebrae, em São Luís, reunindo familiares, professores, gestores e autoridades, em um momento de reconhecimento aos esforços e conquistas dos estudantes. O governador Carlos Brandão liderou a cerimônia de formatura.
“Momento de muita alegria. Eu vejo esses garotos, meninos e meninas, se formando no Iema, garantindo seu futuro e o Governo do Estado acreditando, investindo, porque o melhor caminho para as pessoas mudarem de vida é a educação. Aqui, nós vimos que estamos fazendo a coisa certa, investindo na capacitação profissional dos professores, nos prédios, nos alunos, para que eles possam ser, amanhã, advogados, médicos ou engenheiros”, destacou Brandão.
A formatura simboliza o encerramento de um ciclo marcado por dedicação e aprendizado, destacando a importância da educação técnica e profissional na transformação da vida de jovens maranhenses.
Com cursos que integram formação acadêmica, profissionalizante e protagonismo estudantil, o Iema oferece aos estudantes a oportunidade de sair do ensino médio não apenas com uma certificação escolar, mas também com qualificação profissional, preparando-os para o mercado de trabalho e para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.
“Hoje é um dia de muita alegria para o Iema. A gente consegue fazer a culminância da nossa colação de grau. São mais de 1.400 alunos formando, de diversos cursos técnicos, de nove unidades do Iema da região metropolitana de São Luís. É um momento para a gente conseguir materializar os resultados positivos que nós tivemos”, ressaltou a diretora-geral do Iema, Cricielle Muniz.
Colaram grau estudantes de 39 turmas de nove unidades do Iema Pleno da Grande Ilha. A combinação de ensino técnico e humanizado posiciona o Iema como um modelo de educação pública que transforma realidades, possibilitando que os jovens se tornem protagonistas de suas histórias e agentes de mudança em suas comunidades. “O Iema abriu muitas portas para mim. Pude crescer muito, tanto profissionalmente, quanto como pessoa. Por lá passamos três anos e estou saindo como uma pessoa melhor. Eu evoluí muito e, com certeza, a minha formação técnica em gastronomia vai me ajudar muito no mercado de trabalho”, comemora a estudante Ingrid Ribeiro, formanda no curso médio técnico em gastronomia.
Iema foi destaque em 2024
O ano de 2024 foi especialmente significativo para o Iema, que alcançou marcos importantes. Entre os grandes feitos está a realização da Roboworld Cup FIRA, um dos maiores eventos internacionais de robótica; Game Jam das Iemanas, em parceria com o Unicef, que inseriu milhares de meninas no universo da tecnologia, e a 1ª Feira Cultural Étnico-Racial do Maranhão.
“É um momento marcante para os nossos jovens protagonistas. É um momento muito esperado, que já deixa saudades, porque três anos vivenciando o dia a dia de uma escola Iema é movimentar a diferença na vida desses estudantes. Hoje, com apoio do governador Carlos Brandão, nós temos muito diferencial nas escolas do Iema. O Iema hoje realmente transforma vidas”, ressaltou a professora Jesus Costa, gestora geral do Iema Pleno São Luís – Sousândrade.
Para o aluno do Iema, Flaviano dos Santos, graduando no curso médio técnico em gastronomia, a formação adquirida ao longo dos anos de estudo no instituto servirá para a vida inteira. “É uma sensação incrível me formar no curso de gastronomia. Sempre quis, desde o fundamental, me formar no Ensino Médio, dar orgulho para a minha mãe, para o meu pai e para quem sempre me apoiou. O meu curso de gastronomia eu vou levar para a vida”.
Sobre o Iema
O Iema foi criado no dia 2 de janeiro de 2015 com o intuito de ampliar a oferta no Maranhão, de educação profissional, científica e tecnológica. A proposta é implantar o Instituto em todas as regiões do Estado, oferecendo à sociedade condições e oportunidade para o desenvolvimento dos seus potenciais, respeitando as necessidades locais e as prioridades estratégicas do Maranhão.
São 46 Iemas Plenos que ofertam Ensino Médio Técnico em Tempo Integral, dois Iemas bilíngues de Ensino Fundamental (uma em São Luís e outra na cidade de Santa Inês) e 27 Iemas vocacionais para oferta de cursos profissionalizantes de Formação Inicial Continuada (FIC).
Até hoje, apenas 2 corpos foram identificados. Famílias seguem lutando pela memória dos que foram mortos, pela verdade sobre os crimes e pela justiça contra seus perpetradores
Marco da luta contra a ditadura e pelo socialismo, a Guerrilha do Araguaia foi um dos movimentos de resistência que mais suscitaram a ira das Forças Armadas durante o regime militar (1964-1985). E ainda hoje, é um capítulo inconcluso da história brasileira.
Passados mais de 50 anos da última incursão de agentes da ditadura que deu fim ao grupo, muitas dúvidas pairam sobre o episódio, entre elas, o paradeiro dos corpos e a chamada “Operação Limpeza”. Meio século após as mortes, apenas dois participantes tiveram seus despojos localizados e identificados.
Ocorrida na região amazônica, em partes dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins entre 1972 e 1974, a Guerrilha do Araguaia foi capitaneada por membros do PCdoB que, junto com camponeses que aderiram ao movimento, buscavam restabelecer a democracia e colocar em prática um sistema que garantisse igualdade e direitos à população mais sofrida.
Nos primeiros dias de janeiro de 1975, militares teriam ido à região onde ocorreram os assassinatos para retirar os corpos dos guerrilheiros e queimá-los na Serra das Andorinhas, como forma de acabar com seus vestígios e evitar futuras investigações.
Um dos que assegura a existência dessa “Operação Limpeza” é o coronel da Aeronáutica Pedro Corrêa Cabral, cujo depoimento compõe processo a cargo do Ministério Público Federal.
Mas, como tudo que diz respeito às mortes e desaparecimentos da ditadura, esse episódio também é bastante controverso e nebuloso. Há quem diga que tal operação pode ter existido, mas também não se descarta a possibilidade de que tenha sido uma história criada para desviar a atenção dos locais onde os corpos, de fato, estariam.
Com o fim da ditadura, uma série de comissões e caravanas de familiares e especialistas foram organizadas, a partir de meados dos anos 1980, para tentar desvendar o paradeiro dos corpos. Depoimentos, sobretudo de camponeses que presenciaram o conflito, foram colhidos e esses grupos visitaram os locais onde poderiam estar.
Até hoje, 28 ossadas foram resgatadas na região do Araguaia, mas não foram analisadas, de maneira que não é possível afirmar que sejam de membros do grupo. A maioria delas está na Universidade de Brasília. De um total estimado em torno de 70 guerrilheiros, apenas duas ossadas foram identificadas: as dos comunistas Bergson Gurjão e Maria Lúcia Petit.
Arquivos seguem fechados
Foto: Fundação Maurício Grabois
Considerando as inúmeras buscas infrutíferas e o fato de não haver confirmação oficial da operação — uma vez que os arquivos das Forças Armadas não foram tornados públicos, as investigações não são conclusivas e muitos documentos estão em acervos particulares —, pairam muitas dúvidas sobre a operação.
“Não há arquivo aberto por meio do qual possamos comprovar sua existência. A operação pode ter sido uma fake news para tirar nosso foco e pararmos de procurar, ou realmente pode ter acontecido. Não sabemos de fato”, explica, ao Portal Vermelho, Sônia Haas, irmã de João Carlos Haas Sobrinho, médico que fez parte da Guerrilha e ficou conhecido como Doutor Araguaia — nome que, aliás, batizou o filme lançado em 2024, produzido por sua irmã e dirigido pelo documentarista Edson Cabral.
De acordo com relatório sobre os mortos e desaparecidos pela ditadura, realizado pela Comissão Nacional da Verdade, “João Carlos Haas Sobrinho foi vítima de desaparecimento forçado durante a Operação Papagaio. Realizada entre 18 de setembro de 1972 e 10 de outubro de 1972, esta operação teve como objetivo alijar da área os guerrilheiros que ali atuavam, sendo realizada com a utilização de força militar ostensiva, comportando operações de contra-guerrilha, ocupação de pontos e suprimento da tropa pelo ar, bem como pela execução de operações psicológicas e ações cívico-sociais”.
Ainda de acordo com a CNV, tendo como base o “Relatório Arroyo” — feito pelo dirigente do PCdoB Angelo Arroyo, que sobreviveu aos ataques à Guerrilha, mas acabou sendo morto na Chacina da Lapa, em 1976 — Haas teria sido morto nas redondezas de Porto Franco (MA). Já a documentação militar aponta para a região de Xambioá (TO).
“Nós já procuramos em várias expedições e não encontramos nenhuma ossada que tivesse características compatíveis com as do João Carlos. Então, penso que seu corpo pode ter sido retirado nessa Operação Limpeza, se é que existiu, ou em alguma outra ação isolada”, diz Sônia.
Diva Santana, irmã de Dinaelza Santana Coqueiro e cunhada de Vandick Coqueiro, guerrilheiros igualmente mortos pela ditadura, também tem dúvidas sobre a existência ou não de tal operação. Ela reforça a necessidade de abrir os arquivos do período, mas admite haver indícios que apontam para alguma ação de retirada dos corpos.
“Diversos locais em que estivemos, a partir de indicações de ex-presos e camponeses, foram escavados e a gente não encontrou absolutamente nada”, lembra Diva, integra a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos.
Conforme aponta o relatório da Comissão Nacional da Verdade, Dinaelza foi vítima de desaparecimento forçado “durante a Operação Marajoara, planejada e comandada pela 8ª Região Militar (Belém) com cooperação do Centro de Informações do Exército (CIE). A Operação Marajoara foi iniciada em 7 de outubro de 1973, como uma operação ‘descaracterizada, repressiva e antiguerrilha’, ou seja, com uso de trajes civis e equipamentos diferenciados dos usados pelas Forças Armadas”.
Segundo depoimentos colhidos e que constam no documento, ela teria sido presa e levada à casa de Arlindo Piauí, ex-guia dos militares, onde teria sido sepultada. Outro ex-guia, Cícero Pereira Gomes, afirmou que ela estaria enterrada na altura do quilômetro 114 da rodovia que liga São Geraldo (PA) a Marabá (PA). Já Wandick Coqueiro, segundo a CNV, teria sido morto na mesma operação na localidade do Embaubal (PA).
Procurando por seus familiares há décadas, Diva desabafa: “Entra governo, sai governo, e na Justiça tudo continua da mesma forma. É verdade que muita gente envolvida nesses crimes já morreu, mas também é verdade que há muitas vivas. Mas, acho que os casos de desaparecimento não são priorizados”.
Ela destaca que “tudo o que se sabe até hoje foi descoberto por nós, familiares e peritos, e não por agentes propriamente competentes para investigar”.
O jornalista Osvaldo Bertolino, que há anos pesquisa o tema, também diz que a versão da Operação Limpeza carece de confirmação. “As Forças Armadas precisam liberar os arquivos secretos, só assim podemos ter mais clareza sobre o que aconteceu”. E completa: “Os comandantes das Forças Armadas também não têm interesse em mexer nisso, em revelar esses documentos, porque isso é um vespeiro”.
Novos avanços
Considerando que o Brasil ainda se recupera do governo de Jair Bolsonaro (PL) — marcado, entre outras características, pelo desmonte de políticas públicas, pelo desprezo aos direitos humanos e pelo culto à ditadura — e que o apoio à extrema-direita ainda é forte em parte considerável da sociedade e do Congresso, alguns passos recentes soam como um alento, ainda que muito aquém do necessário para que, de fato, tenhamos avanços nos campos da verdade, da memória e da justiça.
Uma das mudanças neste sentido foi a recriação, pelo governo Lula 3, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, em julho do ano passado. O colegiado foi extinto por seus próprios membros em dezembro de 2022, no apagar das luzes da gestão bolsonarista; antes, no entanto, era meramente figurativa.
Quando de seu fim, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou preocupação e chamou o país a “restabelecer os esforços para buscar as vítimas de desaparecimento forçado durante a ditadura civil-militar no marco de uma política pública integral, centrada nas vítimas e suas famílias”.
Importante lembrar que 14 anos antes, em 24 de novembro de 2010, a CIDH condenou o Estado brasileiro por crimes da ditadura no Araguaia, determinando que o Brasil deveria garantir os direitos à verdade, justiça e memória; investigar, processar e punir os agentes envolvidos; localizar os restos mortais dos desaparecidos; elucidar as circunstâncias das mortes e capacitar as Forças Armadas sobre direitos humanos.
Além disso, declarou a invalidade da Lei de Anistia no que diz respeito ao acobertamento desses crimes. Em abril de 2010, no entanto, o STF reafirmou a validade da Lei de Anistia para “perdoar” crimes comuns cometidos no contexto ditatorial.
A ação que gerou o julgamento foi movida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e defendia que a lei não devia ser estendida aos autores de crimes comuns praticados por agentes públicos — como homicídio, desaparecimento forçado, abuso de autoridade, lesões corporais, estupro e atentado violento ao pudor — contra opositores ao regime.
Sete anos antes, em 2003, a juíza federal Solange Salgado determinou a quebra do sigilo das informações militares sobre todas as operações na guerrilha do Araguaia. Houve muitas idas e vindas no âmbito jurídico e, até hoje, a decisão não foi cumprida pela União.
O debate sobre o alcance da Lei da Anistia e os crimes do Araguaia voltou à tona no final do ano passado com a decisão do ministro do STF, Flávio Dino, de que crimes como os de desaparecimento e ocultação de cadáver têm efeito até os dias de hoje e que, por isso, não podem ser abarcados pela Lei da Anistia.
Embora tenha frisado que sua intenção não era o de revisar a decisão de 2010, Dino salientou que “a aplicação da Lei de Anistia extingue a punibilidade de todos os atos praticados até a sua entrada em vigor. Ocorre que, como a ação se prolonga no tempo, existem atos posteriores à Lei da Anistia”. A decisão ainda será analisada pelo plenário do STF e, caso seja mantida, poderá ter repercussão geral.
Dino é relator de ação movida em 2015 pelo Ministério Público Federal (MPF). Nela, Lício Augusto Ribeiro Maciel — conhecido na época como major Asdrúbal — é acusado pelos homicídios dos militantes do Araguaia André Grabois, João Gualberto Calatrone e Antônio Alfredo de Lima e pela ocultação dos cadáveres das vítimas. Sebastião Curió Rodrigues de Moura foi denunciado pela ocultação dos cadáveres, mas faleceu em 2022. Assim, o processo busca a condenação de Maciel.
Contribui para esse cenário mais favorável ao tema a ampla repercussão do filme “Ainda Estou Aqui”, do diretor Walter Salles, sobre a luta de Eunice Paiva — esposa do deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura e até hoje desaparecido — para saber a verdade sobre a morte do marido.
Para Liége Rocha, dirigente do PCdoB, a volta da Comissão de Mortos e Desaparecidos e a decisão do ministro Flávio Dino sobre a Lei da Anistia “são sintomas da retomada desse ambiente mais propício a jogar luz sobre os crimes da ditadura. Muito ainda precisa ser feito para que haja Justiça e para que possamos resgatar, de fato, a memória daquele período tão sombrio. Mas, estes são passos importantes, sobretudo se considerarmos que há alguns anos o poder central do país era comandado pela extrema-direita golpista e saudosa da ditadura”.
Osvaldo Bertolino ressalta que a luta pela verdade e a memória em relação aos mortos e desaparecidos e por justiça em relação aos crimes cometidos é uma bandeira antiga que permanece atual junto a movimentos sociais, familiares e partidos, especialmente o PCdoB, o que mais perdeu militantes e dirigentes para a violência do regime.
“O PCdoB luta pela memória e a justiça desde o começo do movimento pela anistia, quando lançou documento, em 1975, defendendo três bandeiras centrais: o fim dos atos e leis discricionários do regime, a realização da assembleia constituinte e anistia”, lembra Bertolino.
Liége, por sua vez, salienta: “Para nós, do PCdoB, saber exatamente o que aconteceu com as pessoas que foram mortas pelo Estado brasileiro, seja na Guerrilha do Araguaia, seja nos porões ou em outras ações dos militares, é fundamental porque é um direito dos familiares e uma necessidade para que o país conheça sua própria história, faça justiça e avance na garantia dos direitos humanos, da democracia e da igualdade”.
Eleito novo presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, foi recebido na noite desta quarta-feira (15), no Palácio dos Leões, em São Luís, pelo governador do Estado, Carlos Brandão, que parabenizou a eleição do novo presidente da federação e enfatizou a importância da união entre os 217 municípios maranhenses e a gestão estadual.
“Quem ganhou foram os prefeitos, que entenderam que o momento é de unidade. O momento é de marcharmos juntos. Não existe espaço para divisão entre prefeitos. Prefeitos e prefeitas têm que estar aliados ao governo fazendo parceria. Nosso lema é unidade e parceria”, frisou o governador.
Roberto Costa foi eleito para o cargo com 178 votos válidos, à frente da chapa única intitulada ‘Famem Independente, Unida e Forte’. A missão da nova diretoria da Famem é coordenar as ações e os interesses dos municípios maranhenses junto aos governos estadual e federal, além de fortalecer o municipalismo no estado.
“É uma alegria muito grande assumir um cargo como esse, que representa os 217 municípios do Maranhão. Os gestores dessas cidades têm a responsabilidade de buscar uma articulação presente, para que a Famem possa atuar pelos interesses de todas as cidades. Vivemos um momento de um governo extremamente municipalista. À frente da Famem vamos estreitar ainda mais esses laços de amizade e de relação política com o governo”, afirmou Roberto Costa.
Famem unida e forte
A chapa vencedora não teve concorrentes e foi registrada com amplo apoio de prefeitos e prefeitas de diversas regiões maranhenses. A nova diretoria da Famem conta com nomes como o do prefeito de Peritoró, Josué Pinho Junior, popularmente conhecido como Dr. Junior, eleito 1º vice-presidente da instituição.
“É uma federação unida e forte. Uma federação onde os prefeitos, com um grande quórum, elegeram a sua diretoria para dizer ao Maranhão que estamos aqui para desenvolver os nossos municípios, formar parcerias fortes com o nosso governador Carlos Brandão, para que ações e convênios cheguem lá na ponta, em quem realmente precisa”, ressaltou Dr. Júnior.
O ex-presidente da Famem e ex-prefeito de Santo Antônio dos Lopes, Emanuel Lima de Oliveira, o Bigu de Oliveira, participou do encontro, desejou sorte ao novo presidente eleito e elencou características que credenciam Roberto Rocha para representar os prefeitos maranhenses.
“Roberto Costa é o nome certo. Claro que temos 217 municípios, todos eles qualificados. Mas o Roberto Costa, além de qualificado, capacitado, tem uma vasta experiência, é um bom aliado do governo, grande aliado da Assembleia Legislativa, isso deixa ele muito mais qualificado para exercer essa função, que é uma função grandiosa, em uma instituição que contribui muito para a boa política aqui no estado”, disse.
Parcerias com todos os municípios
Durante a reunião, o governador Carlos Brandão ressaltou que espera estabelecer parcerias com todos os prefeitos e prefeitas do Maranhão nos próximos dois anos, independente da coloração partidária dos gestores municipais.
“Roberto, você pode contar com nosso governo, você e todos os 217 prefeitos, independentemente da questão política partidária. Estaremos juntos, levando benefícios e parcerias aos municípios para melhorar a vida das pessoas, que é o que mais interessa na política: ajudar aqueles que mais precisam”.
O encontro contou com a participação de gestores de várias cidades do Maranhão, do vice-governador, Felipe Camarão; da presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema), deputada Iracema Vale e do secretário de Estado de Assuntos Municipalistas (Seam), Orleans Brandão.
A nova diretoria da Famem foi eleita para o biênio 2025-2026. A Famem desempenha um papel essencial no fortalecimento do municipalismo no Maranhão, sendo a principal entidade de representação dos prefeitos. Sua atuação garante que os municípios tenham voz ativa nas decisões políticas e na articulação de ações que atendam às necessidades de cada cidade.
A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão afirmou que a eleição da nova diretoria da Famem simboliza um grande avanço para o estado
Na manhã desta quarta-feira (15), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), prestigiou a eleição da nova mesa diretora da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem). O ex-deputado e atual prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), foi eleito por unanimidade para presidir a entidade no biênio 2025/2026.
A chefe do Legislativo maranhense afirmou que a eleição da nova diretoria da Famem simboliza um grande avanço para o Maranhão. “O consenso dos prefeitos é fundamental para fortalecer a união entre os municípios e buscar mais avanços para a gestão pública e a população”, disse Iracema Vale.
O prefeito Roberto Costa afirmou que assumir a presidência da Famem é uma grande responsabilidade, mas também uma oportunidade de representar os municípios.
“É uma honra poder representar os municípios e defender seus interesses nas esferas política, administrativa, social e econômica”, declarou Costa.
Entre os gestores municipais presentes na eleição, destaca-se a presença do prefeito de Barreirinhas, Vinícius Vale, que elogiou a escolha de Roberto Costa. “Ele tem a experiência e o compromisso necessários para representar os prefeitos e promover o desenvolvimento de todas as regiões do Maranhão”, afirmou.
O ministro do STF afirmou que o pedido se baseava em interesse privado, sem comprovação de convite, e destacou a tentativa de fuga de outros investigados
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a solicitação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para viajar aos Estados Unidos e participar da posse de Donald Trump. A decisão, proferida nesta quinta(16), seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou não haver justificativa pública para a viagem.
Moraes ressaltou que a solicitação se baseava em um interesse privado do ex-presidente e que “não houve qualquer alteração fática que justifique a revogação da medida cautelar”. Bolsonaro teve seu passaporte retido desde fevereiro de 2024, por determinação do próprio ministro, no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
Na decisão, Moraes destacou que, após o fracasso da tentativa de golpe, diversos investigados buscaram deixar o país sob justificativas variadas, como férias ou descanso, incluindo o ex-presidente e outros aliados.
O ministro afirmou que “o cenário que fundamentou a imposição de proibição de se ausentar do país continua a indicar a possibilidade de tentativa de evasão do indiciado Jair Messias Bolsonaro, para se furtar à aplicação da lei penal”.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se manifestou contra a solicitação de Bolsonaro, alegando que o pedido não apresentava “demonstração de que o interesse público que determinou a proibição da sua saída do país deva ceder, no caso, ao interesse privado do requerente de assistir, presencialmente, à posse do presidente da República do país norte-americano”.
Gonet argumentou ainda que a viagem pretendida “não se entremostra imprescindível” e que “a situação descrita não revela necessidade básica, urgente e indeclinável”. A PGR reforçou que a medida cautelar imposta contra Bolsonaro busca garantir a instrução processual e a aplicação da lei penal.
A eleição para a presidência da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) foi realizada nesta quarta-feira (15) na sede da entidade, com a presença de prefeitos de várias regiões do estado. O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), foi eleito para o cargo à frente de uma chapa única intitulada “Famem Independente, Unida e Forte”, com 178 votos válidos.
A chapa, que não teve concorrentes, foi registrada na última sexta-feira (10) com amplo apoio de prefeitos e prefeitas de diversas regiões maranhenses e conta com o prefeito reeleito de Peritoró, Dr. Júnior (PP), como 1º vice-presidente, além de outros nomes destacados no cenário político municipalista. A nova diretoria terá a missão de coordenar as ações e os interesses dos municípios maranhenses junto aos governos estadual e federal, refletindo um momento de continuidade e fortalecimento do municipalismo no estado. A ausência de oposição na eleição é vista como um reflexo do clima de unidade entre os prefeitos, que reconhecem a importância da Famem para as articulações e demandas dos municípios.
Durante o processo eleitoral, Roberto Costa enfatizou a importância de um trabalho conjunto para o avanço das pautas municipalistas e destacou a colaboração de prefeitos e aliados políticos que contribuíram para sua vitória.
“O apoio do nosso governador, Carlos Brandão, foi fundamental para que essa vitória fosse concretizada. Aos meus colegas de chapa, conseguimos reunir diferentes forças para defender os mesmos interesses.
Construímos uma chapa com grande representatividade partidária, política e regional, abrangendo todas as regiões do Maranhão. Nosso objetivo é continuar fortalecendo a Famem, o mesmo que fortalecer os prefeitos e, acima de tudo, o povo do Maranhão. Temos a responsabilidade de representar todos os cidadãos que vivem nas nossas cidades”, afirmou o novo presidente.
A solenidade de posse contou com a presença do vice-governador Felipe Camarão, da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, do ministro do Esporte, André Fufuca, e do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão. Também estiveram presentes ao longo do dia autoridades como os deputados federais Roseana Sarney, Márcio Jerry e Pedro Lucas, o deputado estadual Neto Evangelista, o secretário Rubens Pereira, entre outras personalidades políticas, que prestigiaram a eleição da Federação.
A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, recebeu em seu gabinete o empresário Alexandre Prado, junto com os arquitetos Márcio Vaz e o Gustavo Naufel, para a apresentação de projetos estruturais focados no desenvolvimento de Barreirinhas e Atins.
Os projetos apresentados promovem o desenvolvimento sócio-econômicoda região aliado a sustentabilidade e respeito à legislação ambiental.
Na ocasião, a presidente da Alema ressaltou: “Tive a honra de receber o empresário Alexandre Prado, junto com Márcio Vaz e o arquiteto Gustavo Naufel, para a apresentação de projetos estruturais focados no desenvolvimento de Barreirinhas e Atins. Estamos comprometidos com o avanço da região, sem abrir mão da preservação de sua beleza natural e buscando sempre soluções que tragam benefícios reais para a população local.”
Pesquisa realizada pelo Sebrae, a partir de dados do Caged, mostra que de janeiro a novembro do ano passado os pequenos negócios criaram 1,4 milhão de empregos
Em novembro de 2024, as micro e pequenas empresas criaram 96% das vagas de emprego em todo o país. O resultado é superior ao que foi registrado em todo o ano passado. É o que aponta um levantamento feito pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo o Sebrae, os pequenos negócios – micro e pequenas empresas (MPE) e os microempreendedores individuais (MEI) – geraram 102,6 mil vagas de emprego, o que corresponde a 96% das 106,6 mil criadas no conjunto da economia nesse mês.
No acumulado dos 11 meses do ano passado (janeiro a novembro), o levantamento realizado mostra que as micro e pequenas empresas criaram 65% dos 2,2 milhões de postos de trabalho formais no Brasil, ou seja, cerca de 1,4 milhão de empregos.
Diante desse resultado relevante, Décio Lima, presidente do Sebrae, destaca mais uma vez que as micro e pequenas empresas são as grandes responsáveis pela geração de emprego e renda e mais uma vez deram provas da sua importância para a economia brasileira
“Durante todo o ano de 2024, os pequenos negócios foram os grandes campeões na geração de emprego e renda no país. Esses resultados foram alcançados devido às políticas econômicas do governo Lula que protegem a economia dos pequenos negócios. O país apresenta hoje uma taxa de desemprego na ordem de 6,1%, a menor dos últimos 12 anos”, afirma Décio.
“Economia é comportamento. E hoje o bom momento da economia estimula o consumo e quem ganha são os pequenos negócios”, enfatiza o presidente do Sebrae.
A tão esperada eleição para a nova mesa diretora da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), referente ao biênio 2025/2026, ocorrerá nesta quarta-feira, 15, com chapa única. O processo, que teve início no último dia 10 com o prazo findado para registro de candidaturas, resultou na oficialização apenas da chapa liderada pelo prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB).
Até o encerramento do prazo, às 18h do mesmo dia, nenhum outro grupo apresentou candidatura. Contando com o apoio de prefeitos e prefeitas de várias regiões do estado, a chapa “Famem independente, unida e forte” reúne nomes que refletem ampla representatividade municipal.
O prefeito reeleito de Peritoró, Dr. Júnior (PP), que abriu mão de concorrer à presidência, ocupará a posição de 1º vice-presidente, reforçando a diversidade na composição da mesa diretora.
A ausência de concorrentes e o expressivo apoio político consolidam Roberto Costa como o futuro presidente da FAMEM, marcando mais uma etapa de transição na liderança da entidade que representa os municípios maranhenses.
A Famem, principal entidade de representação dos prefeitos no Maranhão, desempenha um papel crucial no fortalecimento do municipalismo e na articulação das demandas locais junto aos governos estadual e federal.
As fortes chuvas que atingiram a Grande Ilha de São Luís nas últimas horas geraram pontos críticos de alagamento em dois dos quatro municípios que integram a região metropolitana. Para conferir de perto a situação nas localidades mais afetadas, o governador Carlos Brandão vistoriou nessa terça-feira, 14, as áreas mais críticas.
Foram vistoriados pontos de alagamento que se formaram em Paço do Lumiar e São José de Ribamar. As regiões inspecionadas foram definidas pelo governador, durante reunião com o secretário de Estado da Infraestrutura (Sinfra), Aparício Bandeira; o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Marco Aurélio Freitas, e o comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Célio Roberto.
O governador Carlos Brandão lembrou que, entre a noite da segunda, 13, até o final da tarde desta terça-feira, 14, choveu mais que o esperado para todo o mês de janeiro na Grande Ilha, segundo os institutos de meteorologia.
“O que choveu nesses dias era o esperado para chover no mês de janeiro inteiro. Por conta disso, tivemos vários pontos de alagamento. Nossa equipe está desde cedo acompanhando de perto todos esses pontos, inclusive fazendo a interdição de alguns deles, como é o caso da Ponte Saramanta, que liga a MA-201 a MA-202, em São José de Ribamar. Estamos acompanhando de perto. Esse é o nosso dever; prestar serviço à população, acompanhar e dar resposta. Fizemos limpeza em todos os córregos da Grande Ilha em 2023”, afirmou Carlos Brandão.
Monitoramento climático do Núcleo Geoambiental (Nugeo) da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) aponta que, de 0h até 19h desta terça-feira, foi registrado 136 mm de chuva na Grande Ilha. Segundo o Nugeo, o número indica que em apenas nove horas choveu cerca de 25% do que era previsto para todo o mês de janeiro.
Já o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Governo Federal, revelou que em alguns bairros, como a Vila Janaína, em São Luís, foram aferidos 283 mm de chuva no mesmo período.
“Nós recebemos aqui na Grande Ilha de São Luís um volume de chuva muito acima do esperado. Foram quase 300 mm em algumas regiões. Nós estamos tratando de um fenômeno natural, mas que é necessário uma intervenção do Governo do Estado para minorar os transtornos e o sofrimento das pessoas”, ressaltou o comandante geral do CBMMA, coronel Célio Roberto.
Foto Reprodução
Pontos vistoriados
A equipe de governo iniciou a vistoria na entrada do bairro Maiobinha, na rodovia MA-201 – conhecida popularmente como Estrada de Ribamar, em São José de Ribamar. Parte da via foi afetada com o transbordamento do Rio Paciência.
Em seguida, o governador verificou a ponte da Avenida Saramanta, ainda no território de São José de Ribamar (que interliga a MA-201 a MA-202 a Estrada da Maioba). A estrutura precisou ser interditada por conta das chuvas.
Em Paço do Lumiar, o prefeito do município, Fred Campos, acompanhou o governador Carlos Brandão durante as vistorias. Na cidade, os gestores verificaram in loco a dimensão dos estragos causados pela água da chuva, em alguns pontos da rodovia MA-204, incluindo a região do Beira-Rio.
“Esse é um trabalho que nós fazemos no Maranhão inteiro. Estamos dando assistência em vários pontos do estado e fazendo manutenção nas nossas rodovias, que também são atingidas pelas enchentes. Agora, após avaliação dos danos, vamos recuperar o que for preciso”, reiterou Brandão.
Monitoramento
Equipes da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil intensificaram os trabalhos em outras áreas afetadas, em operações que incluem ações de monitoramento, vistorias e atendimento às emergências.
O titular da Sinfra, Aparício Bandeira, afirma que a secretaria está mobilizada para atuar na redução dos eventuais danos causados pela intensidade das chuvas. “Iremos adotar medidas emergenciais para que a população não fique prejudicada. Choveu acima da média, mas estamos aqui para tentar amenizar essa situação”, disse.
A previsão é de que as chuvas continuem nas próximas horas, ainda mais intensas, e exigindo máxima vigilância. O Corpo de Bombeiros segue monitorando a situação. Em caso de emergência, equipes de bombeiros militares podem ser acionados pelo 193.
Imperatriz – O governador Carlos Brandão também anunciou medidas na segunda maior cidade do Maranhão devido ocorrências de áreas afetadas pelas chuvas e pediu colaboração da população no que se refere ao descarte de lixo em lugares impróprios.
“Imperatriz, os demais municípios e nossas rodovias estaduais também estão recebendo todo o suporte para minimizar os danos. Vamos recuperar tudo que for preciso. A situação poderia ser pior, mas desde 2023 temos feito a limpeza de córregos e riachos de forma preventiva. Por isso, reforçamos o apelo: não descarte lixo em locais inadequados. Isso ajuda a evitar entupimentos e alagamentos. Contamos com a colaboração de todos”, concluiu.