Arquivo mensal: janeiro 2023

Folia na Avenida Litorânea encerra primeiro final de semana do Pré-Carnaval do Maranhão 2023

23-01-2023 Segunda-feira

O Pré-Carnaval do Maranhão 2023 está só começando e, no domingo (22), o encontro do terceiro de dia de festa, no fim de semana, aconteceu no Palco da Folia, na extensão da Avenida Litorânea, com shows do grupo Argumento, Samba de Reis, Fabrícia e Trio Vagabundo do Jegue.

Acabando com o jejum de folia do povo maranhense, após dois anos de pandemia, a festança da Litorânea encerrou o roteiro para o primeiro final de semana de folia, planejado pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma).

Com vasta programação de blocos tradicionais, atrações locais e mais de 10 trios elétricos em São Luís, a temporada carnavalesca de 2023 iniciou na sexta-feira (20) e prosseguiu no sábado (21), com cortejo de blocos tradicionais pelas ruas centenárias do Centro Histórico, apresentações na Avenida Beira-Mar, além do Carnaval Itinerante no Cohatrac e Anjo da Guarda.

O produtor do bloco alternativo Vagabundos do Jegue, Mário Jorge, falou da emoção que a retomada da folia traz aos maranhenses que vivem da cultura e convida todos os brasileiros para a programação momesca.

“É uma emoção muito grande, passamos dois anos sem Carnaval, sem essa diversidade de ritmos da nossa cultura, do nosso Maranhão. Para a gente que trabalha com cultura, não foi fácil. Este ano, o Governo fará um Carnaval gigantesco para o Maranhão, para o Brasil e o mundo. Então, você que está fora do Maranhão, venha, porque será o melhor Carnaval do Brasil”, convidou o produtor.

O músico Romildo Sousa comemorou a volta das festas, destacou a importância do Carnaval na vida das diferentes classes trabalhadoras e defendeu a descentralização da folia para os bairros,

“Eu estou muito feliz por essa volta, até porque o Carnaval é algo que envolve toda uma Cadeia. Além de mim, que trabalho com a música, tem vendedores ambulantes, bombeiros civis, seguranças, técnicos de som. Eu também acredito na descentralização, que o Carnaval possa ser distribuído em vários perímetros da cidade, sobretudo, nas comunidades mais afastadas”, comemorou o músico.

Para a brincante Andreia de Oliveira, as folias espalhadas por toda a São Luís tornam tanto o divertimento acessível aos foliões, como ajudam os trabalhadores que são beneficiados pelas festas. 

“Espero que seja bastante produtivo para mim como foliã e também para os que estão aproveitando a oportunidade financeira, como os vendedores ambulantes”, ressaltou a brincante.

Para Victor Ramos, o momento é de celebrar o retorno do Carnaval. O folião esperou curtir com muita segurança, alegria e, sobretudo, com compaixão entre os que vão foliar juntos.

“É gratificante poder viver essa alegria novamente. A minha expectativa para esse Carnaval é a de curtir com muita segurança, alegria, compaixão com a galera que vai foliar junto. Que seja um momento realmente especial para a gente que volta a viver isso!”, afirmou Ramos.

Carnaval do Maranhão 2023

A festa de Pré-Carnaval é apenas o aquecimento para o Carnaval do Maranhão 2023, que acontece de 17 a 21 de fevereiro. Serão dois circuitos da folia: Beira-Mar e Litorânea. A abertura do Carnaval será com trio elétrico animando o público na extensão da Avenida Litorânea, a partir das 18h, da sexta-feira, 17 de fevereiro.

Seguindo tendência nacional dos principais carnavais do Brasil, o Carnaval do Maranhão 2023 começará pela manhã, com mais de 10 trios elétricos animando os foliões no Circuito Litorânea, entre os dias 18 e 21 de fevereiro.

Cartão corporativo usado por Bolsonaro pagou motociata, picanha e camarão

23-01-2023 Segunda-feira

As despesas revelam um ex-presidente diferente daquele que comia churrasquinho com farofa nas ruas. Na residência oficial eram servidos cortes de carnes nobres e bacalhau

Em média cada motociata de Bolsonaro custou aos cofres públicos R$ 100 mil e mobilizou até 300 militares para acompanhar os eventos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Estadão em parceria com a agência “Fiquem Sabendo”, especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI).

As notas fiscais estavam em um conjunto de 2 mil documentos classificados como reservados, anexados na prestação de contas do cartão corporativo.

De acordo com a reportagem, as notas revelam um Bolsonaro diferente daquele que comia churrasquinho com farofa, pastel e cachorro-quente nas ruas. “Aparecem cortes nobres de carne, frutas e verduras de um famoso mercado gourmet, além de camarão e bacalhau”.

“No dia 7 de junho de 2019, foram comprados 6,3 kg de picanha maturatta, 15 kg de filé mignon sem cordão e ainda peças de costela defumada, batata palha, potes de palmito e azeitona”, diz a reportagem.

Logo no início do governo, em abril de 2019, foram adquiridos 4,2 kg de camarão rosa, 7,2 kg de bacalhau e 10,8 kg de filé de robalo ao preço de R$ 2.241,55.

A reportagem registrou ao menos 14 compras de picanha, 47 de mignon e 15 de bacalhau. “Essas despesas eram frequentes – às vezes mais do que uma vez na semana.

Em maio de 2021, Bolsonaro realizou uma motociata no Rio de Janeiro que custou ao cofre da União R$ 116 mil, contando com o suporte local de policiais militares, tropa de choque, socorristas e agentes do Exército.

Repercussão

No Congresso, a reação foi imediata. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou a farra com o cartão corporativo. “Rastros de tragédia e destruição no Brasil de uma gestão onde o presidente farreava com dinheiro público, custeado pelo cartão corporativo que pagou motociatas, picanha e camarão!”, disse.

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“Com o fim do sigilo do cartão corporativo usado por Bolsonaro, descobrimos que ele gastou R$ 4,7 milhões nos dias de folgas, só curtindo férias, feriadão e passeios de moto. Entendem agora porque Bolsonaro botou sigilo nos gastos dele com o cartão da presidência? A roubalheira que tentaram esconder está vindo à tona com a queda do sigilo”, criticou a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) diz que Bolsonaro terá de pagar pelos gastos. “Aos poucos vamos descobrindo mais detalhes da farra com o cartão corporativo do último governo: cada uma das motociatas custavam, em média, R$100 mil aos cofres públicos e mobilizavam até 300 militares para acompanhamento. Agora q a farra acabou, tá na hora de Bolsonaro pagar a conta”, disse.

“Bolsonaro torrou R$ 48 mil no cartão corporativo em apenas QUATRO DIAS DE FÉRIAS NA PRAIA, e ainda permitiu que militares e aliados fizessem saques na boca do caixa sem finalidade definida. É o BANCONARO distribuindo dinheiro do povo pros milicianos!”, reagiu no Twitter o deputado eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP).

Iram Alfaia

Após 20 anos de luta, agentes comunitários se tornam profissionais da Saúde

22-01-2023 Domingo

Presidente Lula parabenizou categoria ao sancionar a lei que garante aos agentes os mesmos direitos dos demais profissionais do SUS. “Continuem lutando, porque é a luta que faz a lei”

Ao sancionar a lei que reconhece os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias como profissionais da Saúde e, assim, lhes garante os direitos de todos os demais profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), o presidente Lula parabenizou a categoria pela conquista, ressaltando que ela foi resultado de uma luta de duas décadas.

O presidente lembrou que essa luta teve um personagem central, o agente de combate às endemias e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Seguridade Social da CUT, Sandro Cézar. 

“O Sandrão nunca deixou de cobrar aquilo que vocês estão conquistando hoje”, disse Lula. “Ele me perturbou na porta do Alvorada, na porta do Planalto, ele perturbava o Gilberto Carvalho, o Alexandre Padilha. É o verdadeiro espírito do dirigente sindical que a gente tem que ter no Brasil. Continuem lutando, porque é a luta que faz a lei”, completou.

Sandro Cézar agradeceu o presidente por sempre ter estado ao lado da categoria. Ele lembrou que, em 2003, Lula reintegrou milhares de agentes que haviam sido desligados do sistema público em 1999 e, mais tarde, em 2006, regulamentou a profissão.

“Muitos serviços vão até a porta das pessoas, mas o nosso entra na casa de cada brasileira e brasileiro. Por isso, quero parabenizar cada companheiro e companheira, agente comunitário de saúde e agente de combate a endemias de todo o Brasil”, disse.

O ministro da Casa Civil, Marcio Macedo, concordou com Cézar: “Os agentes de saúde e de endemias são, talvez, os mais próximos das famílias, que atendem nos momentos mais difíceis e delicados. Quem conhece o dia a dia sabe da importância desses profissionais. Parabéns à luta dos trabalhadores”.

Nísia: é preciso cuidar de quem cuida da saúde

Já a ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou a importância de o Estado tratar bem as pessoas que trabalham em prol da saúde da população e disse que essa será uma preocupação constante do atual governo.

“Quero afirmar aqui o compromisso do Ministério da Saúde, ao lado de todo o governo liderado pelo presidente Lula, de avançarmos nessa pauta de cuidado com a saúde e com os trabalhadores que cuidam da saúde”, garantiu.

PT

Yanomamis: inquérito policial vai apurar crime de genocídio, diz Dino

22-01-2023 Domingo

Ministro da Justiça afirmou que vai determinar a abertura de inquérito policial para apurar crime de genocídio e crimes ambientais na região do povo Yanomami

O ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Flávio Dino (PSB-MA), vai determinar a abertura de inquérito para entender o que levou o povo yanomami de Roraima (RR) a altos níveis de desnutrição e precariedade. De acordo com Dino, a apuração vai determinar se houve crime de genocídio e quais crimes ambientais foram cometidos. 

Além disso, a partir de segunda-feira (23/01), a Polícia Federal (PF) ficará responsável pela investigação determinada pelo MJSP, para apurar as responsabilidades e punir os culpados.

“O presidente Lula determinou que as leis sejam cumpridas em todo o país. E vamos fazer isso em relação aos sofrimentos criminosos impostos aos Yanomami. Há fortes indícios de crime de genocídio, que será apurado pela PF”, destacou o ministro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) culpou a gestão Jair Bolsonaro (PL) pelo que está acontecendo com os Yanomamis em Roraima. Lula ressaltou, em coletiva de imprensa, que se Bolsonaro tivesse feito menos motociata, talvez ele teria prestado atenção nos povos indígenas. 

“É desumano o que eu vi aqui. Sinceramente, se o presidente que deixou a Presidência esses dias, em vez de fazer tanta motociata, tivesse vergonha e viesse aqui uma vez, quem sabe esse povo não tivesse tão abandonado como está”, disse Lula. 

O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou, via redes sociais, que o responsável pela situação precária dos Yanomamis é o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar ainda relembrou que Bolsonaro gastou R$104 mil em apenas um dia, em um restaurante pequeno de Boa Vista, em Roraima, mesmo estado em que os indígenas passam fome. 

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL-SP), também responsabilizou Bolsonaro. De acordo com a ministra, houve omissão por parte do governo anterior. 

“Precisamos responsabilizar o governo anterior por ter permitido que essa situação se agravasse com o povo Yanomami ao ponto da gente chegar aqui e encontrar adultos com peso de criança, e crianças em uma situação de pele e osso”, afirmou a ministra Sônia.

Estado de Minas

Na Argentina, ministro Paulo Pimenta anuncia parceria na área de comunicação

22-01-2023 Domingo

Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) se encontrou nesta sexta-feira com a presidente da Rádio Nacional e TV Pública argentina, Rosario Lufrano, e apresentou à executiva a estrutura de TVs e rádios do governo brasileiro

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta, reuniu-se nesta sexta-feira (20/01), em Buenos Aires, na Argentina, com a presidente da Rádio e Televisão Argentina, Rosario Lufrano, e com o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, para tratar de acordos entre os dois países na área de comunicação.

A viagem é uma prévia da visita que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fará à Argentina na próxima semana — a primeira de uma série de visitas a países da América do Sul. Na segunda-feira, o presidente Lula vai à Argentina em sua primeira viagem internacional e reafirma laços com a América Latina (veja a agenda completa). Em seguida, retomará as relações com outros países da região, negligenciadas pelo governo Bolsonaro.

“Nós estamos muito entusiasmados com essa visita do presidente Lula à Argentina e o que ela representa para essa parceria histórica entre os dois países. A gente tem muita disposição para poder construir uma parceria”, afirmou o ministro Paulo Pimenta. Ele apresentou a Rosario Lufrano toda a estrutura de comunicação que o Governo Federal tem à disposição, em especial a da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), um conglomerado de mídia que inclui uma TV pública, uma TV governamental e sete rádios.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Secom, o ministro explicou que governo brasileiro ainda conta com a TV Saúde, fruto de uma parceria com o Ministério da Saúde, primeiro canal do país transmitido desde 2010, exclusivamente, em salas de espera de hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios; e a TV Educação, um canal jornalístico destinado a assuntos relacionados à educação, cultura, tecnologia e lazer, criado em parceria com o Ministério da Educação.

“Tivemos uma excelente agenda com a senhora Rosario Lufrano e o embaixador Daniel Scioli”, afirmou o ministro. Uma oportunidade, segundo o ministro Pimenta, de conhecer o trabalho de comunicação pública feito pelos argentinos e, ao mesmo tempo, de apresentar a EBC. “Anunciamos que vamos formar um convênio entre a EBC e faremos uma parceria para fortalecer a comunicação pública dos dois países”, adiantou.

PT e Assessoria da Comunicação da Secom

Governo Lula avança no combate ao desmatamento na Amazônia

22-01-2023 Domingo

São medidas positivas o reestabelecimento do plano de prevenção e controle do desmatamento, e proibição da exploração de madeira nas terras indígenas

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, diz que o combate ao desmatamento na Amazônia já é uma realidade no governo Lula. Ele destacou como medidas importantes o reestabelecimento do plano de prevenção e controle do desmatamento, e a revogação do ato que permitia exploração de madeira nas terras indígenas.

Além dessas ações, houve a reativação do Fundo Amazônia e a criação da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento.

Presidida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, a comissão será composta por representantes de outras 18 pastas, entre eles a própria ministra do Meio Ambiente; o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; e a ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Leia mais: Marina Silva prevê Fundo Amazônia com mais de US$ 10 bilhões em recursos

No caso do Fundo Amazônia, Marina anunciou que o programa pode ultrapassar os US$ 10 bilhões em recursos. “Queremos ampliar o fundo e vamos nos esforçar para captar mais. Quem sabe podemos ultrapassar [os US$ 10 bilhões]”, disse.

A ministra afirmou que o potencial de ampliação do fundo é muito grande: “Neste momento, nós estamos identificando vários parceiros e prospectando formas de ampliar esses aportes por meio da iniciativa privada, da filantropia e dos governos”.

Criado em 2004, o plano de prevenção e controle do desmatamento tem como objetivo de reduzir o desmatamento e criar as condições para a transição para um modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal.

“Estruturado para enfrentar as causas do desmatamento de forma abrangente, integrada e intensiva, o plano tem como norte três eixos temáticos: ordenamento fundiário e territorial, monitoramento e controle ambiental e fomento às atividades produtivas sustentáveis. A retomada do plano de ação estabelece medidas e ações entre ministérios que devem ser atualizadas anualmente ou quando necessário”, diz nota do Ministério.

A revogação da norma que permitia a exploração de madeira em terras indígenas é outra medida importante do governo no sentido de coibir o desmatamento. A instrução normativa foi revogada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A norma consentia que grupos não indígenas participassem do manejo florestal e aprovava diretrizes e procedimentos para elaboração, análise, aprovação e monitoramento de Plano de Manejo Florestal Sustentável no interior das terras indígenas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Foto: Ricardo Stuckert)

Desmatamento 2023

O governo precisa reverter os dados críticos do desmatamento registrados nos quatro anos de Bolsonaro. Segundo dados do Imazon, foram devastados na região nesse período 35.193 quilômetros quadrados, um aumento de quase 150%. O tamanho é maior do que os estados de Sergipe e Alagoas juntos.

Caso esse ritmo não seja interrompido, a plataforma de inteligência artificial PrevisIA estimou que a Amazônia poder este ano mais 11.805 km² de mata nativa. A área representa quase 10 cidades do Rio de Janeiro.

Desenvolvida pelo Imazon em parceria com a Microsoft e o Fundo Vale, a ferramenta já mostrou uma assertividade de quase 80% na previsão de desmatamento em 2022, o que a consolida como uma tecnologia relevante para auxiliar nas ações de proteção à floresta.

Artigo do Governador Carlos Brandão: “Multiplicação de esforços pelo bem do Maranhão”

22-01-2023 Domingo

Estamos iniciando um governo que, acima de tudo, será feito obedecendo a um planejamento muito bem construído. Trabalharemos com metas traçadas a partir de nossa realidade, sabendo exatamente onde queremos chegar. Nosso destino será o desenvolvimento sustentável. Uma política de governo feita para o bem das pessoas, que respeita o meio ambiente e se baseia no equilíbrio entre o crescimento econômico, o bem-estar social e a preservação ambiental. Estamos comprometidos em governar para todos os maranhenses, com uma gestão municipalista, conciliadora e voltada para o progresso.

Como disse em meu discurso no Palácio dos Leões, nosso governo será baseado em quatro pilares fundamentais: Desenvolvimento, pela geração de emprego e renda; Educação, voltada para a capacitação de nossos jovens para o mercado de trabalho; Combate à Fome, assegurando condições para que as pessoas tenham acesso à alimentação; e Paz no Campo, garantindo segurança jurídica aos pequenos que querem produzir e ter acesso ao crédito e à assistência técnica. Esses pilares estarão interligados porque não podem ser tratados de forma isolada. Por exemplo: investir na educação é primordial para combater a fome, a partir do momento em que prepara as pessoas para o mercado de trabalho e, por consequência, oportuniza acesso à renda.

De toda forma, considero o pilar do desenvolvimento fundamental para que possamos garantir que todas as cidadãs e cidadãos tenham alternativas para a melhoria da qualidade de vida. Vamos trabalhar muito para atrair novos investimentos para o Maranhão; por meio de incentivos fiscais, de infraestrutura ou de outros meios. Também vamos fomentar o empreendedorismo e as pequenas empresas. Para isso, precisamos promover a capacitação e a qualificação da mão de obra, para que tenhamos uma força de trabalho preparada e qualificada para atender às necessidades do mercado. Isto será feito por programas de formação e treinamento, que serão oferecidos a todos os maranhenses.

No entanto, precisamos trabalhar juntos, construindo um estado cada vez melhor. Assim como temos feito nos últimos meses, desde que assumimos o governo, em abril de 2022. De lá para cá, pudemos continuar o trabalho exitoso que vinha sendo comandado pelo então governador Flávio Dino e complementá-lo com obras e ações que têm chegado às pessoas.

Faremos um governo com muita esperança, mas acima de tudo de confiança no trabalho que vamos desenvolver. Não temos e não teremos nenhum temor em reconhecer nossos desafios e dificuldades como gestores do bem público. Assim chegamos até aqui e assim seguiremos. Entendemos que a construção de um governo forte não acontece pela divisão. Acontece pela multiplicação de esforços em busca de um objetivo.

Carlos Brandão_ Governador do Maranhão

Lula parte neste domingo para primeira viagem internacional de governo

22-01-2023 Domingo

Ele vai à Argentina para uma visita de dois dias ao país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (22) para Buenos Aires, na Argentina. O embarque está previsto para as 18h, da Base Aérea de Brasília. Essa é a primeira viagem internacional do presidente desde que assumiu o governo, em 1º de janeiro.

Durante os dois dias de permanência na capital portenha, Lula terá encontro com o presidente do país, Alberto Fernández, assinará acordos bilaterais e se encontrará com empresários. Também vai participar da reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), colegiado do qual o Brasil voltou a integrar após ter se retirado durante o governo de Jair Bolsonaro.

Acordos e encontro com empresários

Os compromissos do presidente brasileiro começam na segunda-feira (23), às 10h30, quando deposita flores na Plaza San Martín, em Buenos Aires. Em seguida, vai para a Casa Rosada, sede do governo argentino, onde se reúne com o presidente do país, Alberto Fernandez. No encontro, temas de interesse bilateral, como integração energética, comércio e investimentos, meio ambiente, infraestrutura, defesa, desarmamento, combate a ilícitos, espaço, cultura, questões de gênero, entre outros.

Após a reunião (12h), haverá assinatura de acordos e declaração à imprensa dos presidentes brasileiro e argentino. Um dos acordos previstos é o de cooperação científica e logística nas estações dos dois países na Antártida.

Às 15h, ainda na Casa Rosada, Lula participa de reunião com empresários. À noite (19h), os dois presidentes assistem a um concerto musical com artistas argentinos e brasileiros, no Centro Cultural Kirchner.

Cúpula da Celac

Na terça-feira (24), ainda em Buenos Aires, Lula participa da 7ª Reunião de Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), colegiado do qual o Brasil voltou a integrar após ter se retirado durante o governo Jair Bolsonaro.

Durante o encontro, deverá ser acertada uma declaração final dos chefes de Estado sobre temas como segurança alimentar e integração energética da região. Outras 12 declarações temáticas devem abordar temas como energia nuclear, sustentabilidade dos oceanos, combate ao tráfico de drogas e armas, entre outros. A Celac reúne os 33 países da América-Latina e do Caribe.

Uruguai

Após a visita a Buenos Aires, Lula viaja para Montevidéu, capital uruguaia, também em visita oficial. A agenda do presidente no país platino ainda não foi confirmada, mas, além de encontros bilaterais, planeja-se um novo encontro com o líder de esquerda e ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica.

Agência Brasil

Haddad defende em Davos a retomada da integração da América Latina

22-01-2023 Domingo

Com novos acordos comerciais, investimentos em infraestrutura, produção de energia limpa e o fortalecimento do Mercosul, a região voltará a crescer, afirmou o ministro da Fazenda

Abandonada por Jair Bolsonaro, a integração dos países da América Latina deve ser retomada no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva para dinamizar as economias locais. “Nós entendemos que a integração regional é um imperativo para o nosso desenvolvimento”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (18), durante painel do Fórum Econômico Mundial sobre liderança na América Latina.

“Se nós não pensarmos em formas de integração regional, vamos ter dificuldade de decolar”, alertou o ministro, citando a competição com grandes blocos econômicos, como Estados Unidos, Europa e China. “Precisamos de uma integração que passa por infraestrutura, acordos comerciais, retomada do Mercosul e integração de outros países”, resumiu Haddad, que representou o Brasil junto com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Em seu último compromisso oficial no Fórum, em Davos (Suíça), o ministro brasileiro afirmou que tanto a integração quanto a produção de energia limpa são elementos cruciais para a atração de investimentos externos e a reindustrialização da América Latina. O Brasil conseguiu crescer 1,5 vez mais que a média mundial durante os 8 anos dos governos Lula, disse ele, graças aos “olhos generosos” para a região.

“A integração dos nossos mercados para ganhos de escala consideráveis é um elemento importante para atrair investimentos externos compatíveis com as nossas necessidades de oferecer empregos de mais alta qualidade para os nossos trabalhadores”, prosseguiu Haddad.

“Não é só investimento em educação que precisa ser feito, mas um tipo de investimento do qual nossa região tem um déficit importante”, ressaltou. “Isso passa pelo que o presidente (Gustavo) Petro falou. Nós temos a mesma visão a respeito das vantagens competitivas do nosso subcontinente em relação ao mundo”, explicou o ministro, citando o presidente da Colômbia, também presente no painel.

Uma dessas vantagens competitivas, apontou Haddad, é a produção de energia limpa – seja solar, hídrica, eólica ou de hidrogênio verde. “Ela não é facilmente transportável, e isso pode ser uma vantagem não só por interligar as Américas com linhas de transmissão, mas pode ser um fator determinante para atração de empresas e indústrias que queriam produzir a partir de energia limpa, para que toda a sua cadeia produtiva esteja em compasso com as determinações ambientais que hoje são incontornáveis.”

Na apresentação do painel, a chefe da agenda regional e América Latina do Fórum, Marisol Argueta de Barillas, apontou o Brasil como líder natural da região. Também participaram do encontro os presidentes do Equador, Guillermo Lasso; da Costa Rica, Rodrigo Chaves; e a vice-presidente da República Dominicana, Raquel Peña.

Reforçando o discurso do ministro da Fazenda, o presidente Lula viaja neste domingo (22) para a Argentina, onde participa da VII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Na próxima quarta-feira (25), Lula vai ao Uruguai, a convite do presidente Luis Lacalle Pou, que esteve na posse de Lula ao lado do ex-mandatário uruguaio José Mujica.

Composto por 33 países, o bloco regional de cooperação para o desenvolvimento e a concertação política foi criado em fevereiro de 2010, com participação ativa de Lula. No último dia 5, o Brasil anunciou o retorno ao fórum, dois anos após o ex-governo Bolsonaro deixá-lo.

Prioridades do terceiro mandato presidencial, o retorno a organismos internacionais e a valorização da relação com os países latino americanos já foram anunciadas pelo próprio Lula e pelo ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores.

PT

Presidente Lula quer agilizar recrutamento de médicos para distritos indígenas

22-01-2023 Domingo

Informação foi divulgada hoje pelo Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou, neste domingo (22), que estuda acelerar a publicação de um edital do Programa Mais Médicos para recrutar profissionais, tanto formados no Brasil quanto no exterior, para atuação em território Yanomami. A medida é uma das ações da Sala de Situação, criada para apoiar ações de enfrentamento à desassistência sanitária dos povos Yanomami.

“Tínhamos um edital só para brasileiros. Só em seguida que faríamos um edital para brasileiros formados no exterior e, depois, para estrangeiros. Frente à necessidade de levarmos assistência à população dos distritos indígenas, especialmente aos Yanomami, queremos fazer um edital em que todos se inscrevam de uma única vez”, explica o secretário de Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes.

Segundo o secretário, com o edital único, quando esgotarem as vagas para brasileiros, aquelas remanescentes automaticamente irão para os brasileiros formados no exterior. Persistindo a vacância, as vagas irão para estrangeiros que queiram participar, de modo que haja um processo mais célere. A ideia é otimizar o trabalho e suprir o atendimento nos distritos indígenas.

De acordo com a pasta, o governo federal vai garantir recursos para um edital em andamento, em que há 77 médicos alocados na região Yanomami. O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami é um dos que mais carece de profissionais entre os territórios, com apenas 5% das vagas ocupadas. Por isso, a necessidade de um novo edital formulado já a partir desta semana, contemplando a necessidade da saúde indígena.

Abandono

Desde a última segunda-feira (16), equipes do Ministério da Saúde se encontram na região Yanomami, território indígena com mais de 30 mil habitantes. O grupo se deparou com crianças e idosos em estado grave de saúde, com desnutrição acentuada, além de muitos casos de malária, infecção respiratória aguda (IRA) e outros agravos.

Em visita à região neste sábado (21), o presidente Lula afirmou que a situação dos povos Yanomami, em Roraima, é desumana. Lula esteve em Boa Vista e viu de perto a crise sanitária que atinge os indígenas. A situação já levou à morte 570 crianças nos últimos anos, sendo que 505 tinham menos de 1 ano. No ano de 2022, foram registrados 11.530 casos confirmados de malária na terra Yanomami.

Atualmente, cerca de 700 indígenas estão sendo atendidos na casa de apoio, a maioria crianças com desnutrição grave. Umas das ações prioritárias, para o presidente, é organizar a rede logística para o transporte de suprimentos e das pessoas entre as aldeias e a cidade, como a melhoria de pistas de pouso de aeronaves em regiões mais próximas às comunidades.

Agência Brasil