22-01-2023 Domingo
Ministro da Justiça afirmou que vai determinar a abertura de inquérito policial para apurar crime de genocídio e crimes ambientais na região do povo Yanomami
O ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Flávio Dino (PSB-MA), vai determinar a abertura de inquérito para entender o que levou o povo yanomami de Roraima (RR) a altos níveis de desnutrição e precariedade. De acordo com Dino, a apuração vai determinar se houve crime de genocídio e quais crimes ambientais foram cometidos.
Além disso, a partir de segunda-feira (23/01), a Polícia Federal (PF) ficará responsável pela investigação determinada pelo MJSP, para apurar as responsabilidades e punir os culpados.
“O presidente Lula determinou que as leis sejam cumpridas em todo o país. E vamos fazer isso em relação aos sofrimentos criminosos impostos aos Yanomami. Há fortes indícios de crime de genocídio, que será apurado pela PF”, destacou o ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) culpou a gestão Jair Bolsonaro (PL) pelo que está acontecendo com os Yanomamis em Roraima. Lula ressaltou, em coletiva de imprensa, que se Bolsonaro tivesse feito menos motociata, talvez ele teria prestado atenção nos povos indígenas.
“É desumano o que eu vi aqui. Sinceramente, se o presidente que deixou a Presidência esses dias, em vez de fazer tanta motociata, tivesse vergonha e viesse aqui uma vez, quem sabe esse povo não tivesse tão abandonado como está”, disse Lula.
O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou, via redes sociais, que o responsável pela situação precária dos Yanomamis é o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar ainda relembrou que Bolsonaro gastou R$104 mil em apenas um dia, em um restaurante pequeno de Boa Vista, em Roraima, mesmo estado em que os indígenas passam fome.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL-SP), também responsabilizou Bolsonaro. De acordo com a ministra, houve omissão por parte do governo anterior.
“Precisamos responsabilizar o governo anterior por ter permitido que essa situação se agravasse com o povo Yanomami ao ponto da gente chegar aqui e encontrar adultos com peso de criança, e crianças em uma situação de pele e osso”, afirmou a ministra Sônia.
Estado de Minas
