A empresa Suzano, que desde 2014 atua na produção de celulose e no mercado de papel na cidade de Imperatriz, divulgou nesta terça-feira (6), nota desmentindo notícia falsa sobre suposto cancelamento de investimento para montagem em uma fábrica no Maranhão.
A empresa Suzano, que desde 2014 atua na produção de celulose e no mercado de papel na cidade de Imperatriz, divulgou nesta terça-feira (6), nota desmentindo notícia falsa sobre suposto cancelamento de investimento para montagem em uma fábrica no Maranhão.
A fake news foi divulgada pelo empresário Cláudio Donizete Azevedo, presidente do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Maranhão (Sifema) e do Centro das Indústrias do Maranhão (Cimar).
Em áudio que circula nas redes sociais, Cláudio Azevedo diz que a Suzano teria deixado de fazer um investimento de U$$ 2 bilhões no Maranhão para implantação de uma nova unidade fabril, em função de terras da empresa supostamente invadidas por integrantes do Movimento Sem Terra (MST).
“O nosso Maranhão infelizmente está isso. A Suzano está com seis áreas também invadidas pelos Sem Terra, vendendo eucalipto, tocando fogo em eucalipto. E ela [Suzano] riscou agora do Maranhão investimento de dois bilhões de dólares para a montagem de uma fábrica de tecidos e celulose e está transferindo essa fábrica para o Mato Grosso”, diz o empresário.
A falsa informação difundida por Cláudio Azevedo foi desmentida pela Suzano, que em nota garantiu que mantém investimentos no Maranhão. A empresa destacou, por exemplo, o recente aporte na ordem de R$ 390,2 milhões, em um berço de operações e armazenamento no Porto do Itaqui.
Na nota, a Suzano reafirmou ainda “sua parceria com o Maranhão e seu firme propósito de continuar investindo no estado”, lembrando que mantém em plena atividade “a unidade de papéis sanitários de Imperatriz, que é considerada a maior fábrica desse segmento no estado e que ocupa a posição de líder no Nordeste, em volume”.
“Com esses empreendimentos, a Suzano gera mais de seis mil empregos diretos e indiretos, além de impostos e renda para o estado e municípios onde atua. Só em 2021, a Suzano movimentou mais de 1,12 bilhão de reais em transações comerciais com 250 parceiros e fornecedores locais”, esclarece a nota.
As vítimas do massacre sabem dos riscos que correm ao se manifestar por justiça, mas dizem que não podem se calar e vieram ao evento
“Até hoje eu me sinto fraco com a situação. Dou continuidade, mas é uma dor que não passa. Os dois jovens que morreram assassinados, eu acompanhei o crescimento deles e agora não vejo mais eles. Eu ia pedir meu afastamento como liderança, mas eu vou continuar porque eu dei a minha palavra para esses meninos, enquanto não tiver resposta não vou sossegar. Quero justiça pelo meu povo e quero saber o que aconteceu. Porque não se deve ser morto por uma coisa que a gente não cometeu. Quero justiça, quero respostas”. Esse foi o depoimento de uma das lideranças Munduruku, do rio Abacaxis, presente no 28º Grito dos Excluídos, realizado em Manaus, no dia 5 de setembro.
O Grito dos Excluídos e Excluídas é uma realização da igreja católica em conjunto com os movimentos sociais que acontece todos os anos no mês de setembro, desde 1995, e mobiliza cidadãos e cidadãs de todo o Brasil. Em Manaus, foi organizado pelas Pastorais Sociais da Arquidiocese de Manaus e a Caritas Arquidiocesana de Manaus.
“Até hoje eu me sinto fraco com a situação. Dou continuidade, mas é uma dor que não passa”
Para Dom Leonardo Steiner, cardeal e arcebispo de Manaus, o evento é um importante espaço para que se manifestem “aqueles que o Estado e a sociedade não querem”, disse, citando Madre Tereza de Calcutá e falando da política de exclusão adotada pelo governo nos últimos anos.
“É preciso uma participação maior da sociedade nas decisões políticas. Nos últimos anos, temos visto a importância de termos manifestações para que as pessoas excluídas tenham de novo vez”, afirmou, lembrando dos indígenas que continuam sofrendo ataques à sua cultura e territórios desde a colonização. “Nossos irmãos indígenas estão sendo excluídos desde o início do que se chama Brasil”, destacou.
O evento faz um contraponto ao Grito da Independência do Brasil para mostrar que essa independência dos colonizadores não aconteceu para a grande maioria da população brasileira, especialmente para os povos originários que continuam sendo assassinados. O tema desse ano é, justamente, “Brasil: 200 anos de (In)dependência. Para quem?”.
“É preciso uma participação maior da sociedade nas decisões políticas”
Foto: Manoel do Carmo
Dagoberto José Fonseca, professor Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o grito de Dom Pedro I, o Príncipe do Brasil, em 1822, “independência ou morte”, foi uma farsa. “Por meio desta farsa, a ‘independência’ foi anunciada para alguns poucos, bem poucos; e a ‘morte’, para a imensa maioria da sociedade brasileira do passado e do presente”, analisa, dizendo que “em 2022, a frase é atual”, pois é a “marca simbólica do escárnio e da violência” que sofremos.
Os povos Munduruku e Maraguá, bem como os ribeirinhos moradores das comunidades ao longo dos rios Abacaxis e Mari Mari, sofreram, em 2020, as consequências dessa farsa e continuam sofrendo pelas ameaças que ainda rondam a região. Sabem dos riscos que correm ao se manifestar por justiça pelos crimes que “pessoas influentes” cometeram e que até hoje estão impunes. Mas, vieram ao Grito dos Excluídos, falaram e rezaram por suas dores e articularam seus apoiadores.
“Estamos ameaçados de morte, corremos riscos porque tem pessoas grandes envolvidas, mas não podemos parar porque se pararmos eles ficarão impunes e continuarão matando a gente”
“Estamos ameaçados de morte, corremos riscos porque tem pessoas grandes envolvidas, mas não podemos parar porque se pararmos eles ficarão impunes e continuarão matando a gente”, disse uma das lideranças Maraguá mais jovens, lembrando dos pais que perderam seus filhos e dos filhos que sobreviveram. Convicta, a liderança diz que é preciso continuar porque os perigos continuam.
“Fico imaginando o quanto ele [o pai] se dedicou para ver o filho dele crescer, com o sonho de ver a família dele, com os filhos dele. E acabar assim, de uma hora para outra. Isso é uma coisa que me deixa muito sentido. E nós jovens fomos afetados também. Nós ficamos sem poder sair de nossas casas, sem poder pescar, passamos fome porque a polícia falou que a gente não poderia sair, se fossemos pego no rio, a gente ia ser suspeito. Eles derrubaram tudo, queimaram os roçados. Meu primo podia estar morto também. São coisas que nos deixam preocupado e em uma insegurança muito grande. Então há essa necessidade de olharmos uns pelos outros, olharmos como pode ficar a nossa vida, e lutar juntos para conquistar justiça”, solicitou a liderança às instituições.
“Fico imaginando o quanto pai se dedicou para ver o filho dele crescer, e acabar assim, de uma hora para outra”
Foto: Manoel do Carmo
O caso, a narrativa oficial e a luta pela vida
O inquérito está em andamento, mas desde que o massacre foi denunciado pelas lideranças, em agosto de 2020, não há retornos sobre como estão sendo encaminhados os processos judiciais instaurados e as investigações do massacre ocorrido nas comunidades ribeirinhas e indígenas da Terra Indígena (TI) Maraguá e Coatá-Laranjal e da região dos rios Abacaxis e Mari Mari, nos municípios de Borba e Nova Olinda do Norte, no Amazonas.
Diante da impunidade, mais de 30 organizações da sociedade civil, estimuladas pelo coletivo de organizações indígenas e indigenistas, entre elas o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que apoia esses povos, e movidas pela força das ações conjuntas, assinaram no mês de agosto uma Carta Denúncia, que conta a história dos fatos ocorridos durante o massacre, denuncia o envolvimento, o descaso e a negligência do Estado e traz as reivindicações a serem resolvidas pelos órgãos competentes para que os criminosos sejam punidos e cessem as tensões e ameaças contra os Munduruku, Maraguá e comunidades ribeirinhas da região.
“O conflito, envolvendo a Polícia Militar, resultou na morte de dois indígenas Munduruku e quatro ribeirinhos e no desaparecimento de dois adolescentes”
O conflito, envolvendo a Polícia Militar, resultou na morte de dois indígenas Munduruku e quatro ribeirinhos e no desaparecimento de dois adolescentes, além de tortura e perseguição de acordo com vários relatos.
Os ataques partiram de um forte contingente de policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE), sob às ordens do comandante da Polícia Militar Ayrton Norte, do então Secretário de Segurança Pública e hoje candidato a deputado federal (Coligação União pelo Amazonas), Coronel Louisimar Bonates e do Governador do estado Amazonas, hoje também candidato à reeleição, Wilson Miranda Lima, (União Brasil). A operação aconteceu após denúncia de invasão de turistas para prática de pesca esportiva, sem o devido licenciamento dos órgãos ambientais. Entre eles, o então secretário-executivo do Fundo de Promoção Social do Governo do Amazonas, Saulo Moysés Rezende Costa.
“Os ataques partiram de um forte contingente de policiais militares do COE, sob às ordens do comandante da Polícia Militar Ayrton Norte, do então Secretário de Segurança Pública”
Para advogada, membra do coletivo que acompanha o caso, Márcia Dias, o inquérito está correndo e que apesar de estar em sigilo, o coletivo da sociedade civil que está no apoio às vítimas está atenta aos passos que estão sendo dados. “Apesar de tudo estar em sigilo, nós continuamos aqui acompanhando junto com os grupos, fazendo essa ponte entre os grupos. Não só eu, mas todo o coletivo que se formou da sociedade civil nesse processo coletivo, que tem pessoas da área jurídica e da área social”, afirmou, comentando que a esperança é que o relatório do inquérito chegue logo às mãos do Ministério Público Federal (MPF), para que haja responsabilização dos culpados.
“Esperamos muito que chegue à conclusão o inquérito, que o delegado encaminhe o relatório para o MPF e que seja oferecida denúncia contra os possíveis responsáveis que foram encontrados durante essa apuração. Esse estágio que está aí, a gente espera que haja realmente a denúncia para que haja responsabilização”, aponta a advogada.
“Esperamos que chegue à conclusão do inquérito, que o delegado encaminhe o relatório para o MPF e que seja oferecida denúncia contra os possíveis”
Márcia conta ainda, que à época, em uma tentativa de responsabilizar as vítimas assassinadas, o discurso oficial do estado do Amazonas foi de que a ação movida pela PM foi de combate ao tráfico de drogas e que os indígenas e ribeirinhos mortos eram traficantes. Mas, o coletivo pesquisou os antecedentes criminais dos jovens e nada encontrou que os caracterizassem como criminosos.
“Assim como em outras situações, a sociedade civil está acostumada a ouvir que a polícia, o Estado faz um procedimento investigativo nesses casos e que, no discurso oficial, sempre é que é um combate ao tráfico de drogas. Não foi diferente no Abacaxis. Só que nesse caso, o coletivo logo se mobilizou e investigamos os antecedentes criminais das pessoas, especialmente dos meninos Munduruku assassinados, justamente para comprovar que eles não tinham envolvimento nenhum com tráfico de drogas e para contraditar o discurso oficial. Então, buscamos os antecedentes criminais na Justiça Federal e na Justiça do Estado do Amazonas e foi comprovado que os jovens mortos não tinham nenhum antecedente criminal, não tinham nenhuma passagem pela Justiça”, afirmou.
“A vida em primeiro lugar, não é apenas o lema do Grito dos Excluídos de 2022”
Foto: Ligia Apel / Cimi Regional Norte I
A Carta Denúncia das organizações da sociedade civil, indígenas e indigenistas, assim como a vinda arriscada das lideranças indígenas e ribeirinhas ao Grito dos Excluídos, são tentativas conjuntas e espaços de manifestação da sociedade, como pede Dom Leonardo, para que a justiça seja feita e que o crime não fique impune. Para que esse grito ecoe e, então, o Brasil possa alcançar sua independência.
“A vida em primeiro lugar” não é apenas o lema do Grito dos Excluídos de 2022, que reuniu e uniu os oprimidos do sistema social que vivemos e de um governo genocida, mas é o grito pela continuidade da existência Maraguá, Munduruku e comunidades ribeirinhas desta parte da Amazônia.
O candidato a governador Simplício Araújo, do Solidariedade, anunciou o programa para beneficiar jovens universitários de 17 a 30 anos e garantir condições para a conclusão dos estudos para ajudar a combater a alta taxa de abandono em virtude de falta de condições para transporte e alimentação.
O Cartão Maranhão de Amanhã vai ter crédito de 300 reais por mês para gastos exclusivamente com transporte e alimentação de aluno em universidades públicas e também privadas. “Muita gente abandona a faculdade por não ter condições de transporte ou mesmo de alimentação, pois os custos estão muito altos e permanecer na faculdade virou um desafio, muita gente tem que buscar um bico ou trabalho extra para custear despesas básicas, com cartão o estudante vai poder além de permanecer, ter mais foco nos cursos e sair preparado para o amanhã onde precisaremos estar com gente capacitada para ocupar os postos de trabalho que abriremos a partir do meu Governo” disse Simplício.
O programa vai beneficiar até cem mil alunos, especialmente os oriundos de escolas públicas, mas será oportunizado a todos os que se comprometerem a permanecer no curso até o final, participar de programas voluntários nas áreas de cada curso, cumprir carga horária exigida nos cursos universitários e ajudar em cursos de capacitação para comunidades carentes orientados pelo governo.
O programa Cartão do Maranhão de Amanhã deve custar 360 milhões de reais por ano, dinheiro que sairá do corte de despesas com contratos como aluguel de veículos e diárias de secretários das dezenas de secretarias que serão extintas.
Durante ato público que reuniu várias lideranças de Grajaú, e centenas de populares, Hildo Rocha recebeu manifestações de apoio à sua reeleição para deputado federal. O ex-secretário de Administração do município, Ricardo Arruda, que concorre ao cargo de deputado estadual elencou as principais realizações da administração do prefeito Mercial Arruda que foram concretizadas graças aos recursos federais originários de emendas parlamentares que Hildo Rocha destinou para o governo municipal.
Amigo do povo de Grajaú
Ricardo Arruda destacou que Hildo Rocha é um grande amigo do povo. “Sempre foi um amigo de Grajaú, sempre foi um apoiador de Grajaú, é o deputado federal que trouxe vários benefícios: quadra poliesportiva da Vila Viana; reforma do Estádio Municipal; pavimentação asfáltica; e recursos para a saúde, tanto durante a pandemia quanto depois da pandemia”, disse Ricardo.
Atuação exemplar
De acordo com Ricardo Arruda, Hildo Rocha é um dos deputados mais respeitados da Câmara Federal. “Deputado Hildo Rocha, seja bem-vindo a Grajaú, aqui é sua terra e eu tenho certeza de que o compromisso que você tem demonstrado com Grajaú você vai continuar demonstrando depois de reeleito porque com certeza você vai ser reeleito”, enfatizou Ricardo Arruda.
Disposição e experiência pra continuar trabalhando pelo povo do Maranhão
Hildo Rocha destacou o trabalho que resultou na promulgação da Emenda Constitucional 120, que assegura melhoria salarial dos Agentes de Saúde e Agentes de Combate às Endemias; citou a emenda constitucional 124, que autoriza lei federal a criar pisos salariais nacionais para o enfermeiro, técnico de Enfermagem, auxiliar de Enfermagem e parteiras e ressaltou a aprovação de leis de sua autoria que beneficiam estudantes de escolas púbicas (Lei 13.987/20 e a Lei 14.069/2020, que protege contra crimes de estupro.
O parlamentar também destacou o trabalho que ele realizou em defesa dos povos indígenas do Maranhão.
Weverton Rocha (PDT), candidato ao governo do Maranhão, comandou ao lado de Luciano Leitoa (PDT), candidato a deputado estadual, uma multidão de mais de 30 mil pessoas na tradicional caminhada do dia sete de setembro no município de Timon. O evento, com percurso de sete km, contou com a presença da prefeita da cidade, Dinair Veloso, do deputado federal Juscelino Filho (União Brasil), candidato à reeleição, deputados, vereadores, lideranças políticas e da população.
Para Luciano Leitoa, a união do grupo e o comprometimento de Weverton Rocha são ferramentas chaves para mudar a situação do Maranhão.
“Obrigado pela participação de todos em mais uma caminhada aqui na nossa cidade. Vocês sabem a determinação, força e compromisso do nosso trabalho. Hoje estamos aqui para reafirmar nosso compromisso com Timon e com o Maranhão. Tenham a certeza que com Weverton governador teremos um gestor sério e competente para comandar nosso estado. Conto com o apoio de vocês e juntos vamos trabalhar muito para que Timon siga prosperando”, disse.
Em sua fala, Weverton Rocha destacou o apoio e o carinho recebido em Timon e ressaltou seu compromisso em transformar o Maranhão.
“A data de hoje marca a comemoração da independência do nosso Brasil, uma simbologia perfeita para falarmos que o nosso estado também precisa se libertar, se desenvolver. Precisamos priorizar a nossa gente, quem realmente precisa e não apenas um grupo. Vamos trazer programas que gerem emprego e renda, incentivar a nossa agricultura familiar, levar a internet e a telemedicina para todo o estado. Obrigado, Timon! O apoio de cada um de vocês é fundamental nessa luta. Saio daqui, após essa imensa caminhada cheia de alegria, com a certeza de que estamos no caminho certo e no lado certo, que é o lado do povo. Vamos com o 12 para vitória”, afirmou Weverton Rocha.
Candidato ao Governo do Maranhão pelo PSD, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, mobilizou moradores e lideranças da Areinha e Bairro de Fátima, na capital maranhense, em grande carreata realizada na tarde desta quarta-feira (7), feriado da Independência.
Ao lado da esposa Camila Holanda e de candidatos a deputado da sua coligação, o ex-prefeito percorreu ruas dos dois tracionais bairros da cidade. No percurso de mais de três horas ouviu palavras de carinho dos moradores, que faziam questão de acenar, abraçar e fazer fotos com Edivaldo, em gesto de apoio e confiança em sua vitória nas urnas, em outubro próximo.
“Me emociono com tanto carinho e com as palavras de confiança e incentivo dos amigos da nossa querida São Luís. São gestos que refletem a aprovação da gestão que fizemos como prefeito da cidade, promovendo incontáveis avanços. Com muita fé em Deus, chegando ao governo vamos cuidar do nosso estado com o mesmo amor, zelo e dedicação com que administrei São Luís, tornando o Maranhão um lugar de prosperidade e oportunidade para todos, mas especialmente para os que mais precisam”, disse Edivaldo.
Edivaldo retornou a agenda de campanha em São Luís após maratona de viagens pelo interior do estado, onde recebeu apoios de lideranças políticas, comunitárias e da população, fortalecendo cada vez mais o seu nome na disputa para governador do estado.
Desde o início da semana, o ex-prefeito da capital tem realizado grandes carreatas, caminhadas e reuniões com lideranças por toda ilha.
Na segunda-feira (6), Edivaldo recebeu o carinho e apoio da população de São José de Ribamar. Ontem, terça-feira (6), ele esteve na Vila Embratel, Vila Bacanga, Anjo da Guarda, entre outros bairros da Região Itaqui-Bacanga, uma das mais populosas de São Luís.
Líder nas intenções de votos em São Luís e região metropolitana, reflexo da alta popularidade com que encerrou seu mandato como prefeito da capital após oito anos, Edivaldo vai a cada dia ampliando mais esta diferença em relação aos demais candidatos ao Palácio dos Leões.
Após a recepção positiva em todas as cidades do interior por onde passou e com a retomada da agenda na Região Metropolitana de São Luís, os próximos levantamentos de pesquisas devem apontar o crescimento de Edivaldo nas intenções de votos em todo o estado e a sua consolidação em segundo lugar na preferência do eleitorado no primeiro turno das eleições, chegando ao segundo turno da disputa com o nome ainda mais forte.
Lula desafia Bolsonaro a comparar os governos de ambos e cobra explicações sobre mortes na pandemia, rachadinha dos filhos e imóveis comprados com dinheiro vivo
Após Jair Bolsonaro tentar, de maneira criminosa, sequestrar as comemorações do 7 de Setembro e transformar a celebração dos 200 anos da Independência em campanha política, Lula se manifestou por meio de um vídeo postado nas redes sociais (assista e leia a íntegra do que ele disse abaixo).
Lula lembrou que era presidente da República nos anos eleitorais de 2006 e 2010, mas nunca pensou em usar uma data de todos os brasileiros como instrumento político. E ressaltou que Bolsonaro apelou a essa tática por não conseguir dar as respostas que a maioria dos brasileiros espera dele.
“Ao invés de discutir os problemas do Brasil, tentar falar para o povo brasileiro como é que ele vai resolver o problema da educação, da saúde, do desemprego, do arrocho do salário mínimo, ele tenta falar de campanha política e tenta me atacar”, observou Lula.
“Como é que pode ele tentar falar e xingar os outros, sem explicar para o povo brasileiro a situação do Queiroz e a rachadinha da sua família, sem explicar a quadrilha da vacina liderada pelo Pazzuelo? Como é que ele vai explicar a morte de 682 mil pessoas que mais da metade poderia ser evitada, segundo cientistas?”, completou.
Lula acrescentou ainda à lista de explicações que Bolsonaro deve à população os 51 imóveis que sua família pagou à vista e com dinheiro vivo, os pastores que desviavam dinheiro do MEC com sua autorização e os sigilos de 100 anos que decreta com a maior facilidade para esconder malfeitos de seu governo.
“Compare os nossos governos”
Dirigindo-se em alguns momentos diretamente a Bolsonaro, Lula sugeriu que o atual presidente não apele para comparações com outros países. “Compare o período em que eu fui presidente da República com o seu governo. Compare o aumento do salário mínimo que eu dava e o senhor, que não dá nenhum aumento.”
E acrescentou: “Compare a geração de emprego no meu governo, o aumento da massa salarial das pessoas, os investimentos em universidades, em escolas técnicas, o crescimento do PIB. Em 2010, a gente estava crescendo a 7,5%, o crescimento no varejo era quase 13%, e o povo estava tendo o direito de viver dignamente. O povo tomava café da manhã, almoçava e jantava”.
“O bem vai vencer”
Para Lula, o país “precisa de melhor sorte”. “O Brasil precisa de um governo que cuide do povo, de uma pessoa que fale em harmonia, de uma pessoa que fale em amor, de uma pessoa que fale em crescimento econômico, industrialização e geração de emprego, em aumento de salário, de uma pessoa que cuide do povo como se fosse de um dos seus. E não de uma pessoa que só cuida dos seus milicianos, dos seus apaziguados, dos seus comparsas e fica ofendendo todos os outros.”
Por isso, Lula está certo de que o povo brasileiro dará um basta às mentiras e ao ódio de Bolsonaro. “Você (Bolsonaro) diz sempre que é uma disputa entre o mal e o bem. Pois bem, o bem vai vencer. A esperança vai vencer o ódio, a esperança vai vencer a raiva, a verdade vai vencer a mentira. No dia 2 de outubro, esse país voltará à normalidade porque a democracia voltará a funcionar”, assegurou.
Leia a íntegra do que disse Lula no 7 de Setembro
Quando presidente da República, eu tive a oportunidade de participar de dois 7 de Setembro, um em 2006, outro em 2010, em época eleitoral. Em nenhum momento, a gente utilizou o Dia da Pátria, um dia do povo brasileiro, o dia maior do nosso país por conta da Independência, como instrumento de política eleitoral. Era um dia do povo brasileiro e não um dia de política eleitoral.
O que nós estamos percebendo é que o presidente da República utilizou o momento maior, que é os 200 anos da nossa Independência, para fazer campanha política. Possivelmente, porque não está conseguindo fazer campanha política mesmo utilizando horário de trabalho para fazer campanha, como tem utilizado.
E o presidente, ao invés de discutir os problemas do Brasil, tentar falar para o povo brasileiro como é que ele vai resolver o problema da educação, da saúde, do desemprego, do arrocho do salário mínimo, ele tenta falar de campanha política e tenta me atacar. Como é que pode ele tentar falar e xingar os outros, sem explicar para o povo brasileiro a situação do Queiroz e a rachadinha da sua família, sem explicar a quadrilha da vacina liderada pelo Pazzuelo e muitas outras pessoas que vacilaram ao comprar vacina e permitiram a morte de pessoas que poderiam ser salvas? Como é que ele vai explicar a morte de 682 mil pessoas que mais da metade poderia ser evitada, segundo cientistas?
Por que que ele fica tentando colocar defeito nos outros e não explica aos seus eleitores como é que ele conseguiu comprar 51 imóveis pagando à vista 25 milhões e 600 mil reais em dinheiro vivo? Ele deveria explicar para o povo brasileiro as mazelas que ele fez, por exemplo, os pastores no Ministério da Educação tentando levar dinheiro para resolver o problema deles e não o problema da educação.
O dia de hoje é um dia sagrado para o povo brasileiro. Duzentos anos de Independência, que o povo brasileiro esperava que um presidente da República pudesse dizer para ele como é que a gente vai melhorar daqui para frente. Como é que a gente vai resolver o problema da fome que, neste momento, está machucando e prejudicando 33 milhões de pessoas? Como é que ele pode falar do desemprego ou do emprego informal? Na verdade não é emprego, é bico que as pessoas estão trabalhando na economia informal.
Por que o presidente da República não dá uma resposta ao povo brasileiro sobre como é que a gente vai fazer a economia brasileira voltar a crescer, como é que a gente vai reindustrializar o Brasil, como é que a gente vai recuperar a qualidade da educação brasileira, que, depois da pandemia, milhões de crianças voltaram para a escola sabendo menos do que quando começou a pandemia?
Por que ele não explica para a sociedade por que parou de investir em ciência e tecnologia, de investir nas universidades brasileiras? Por que ele não fala para a sociedade por que ele está tirando dinheiro do SUS, tirando dinheiro dos estados e das prefeituras para tentar explicar ao povo a questão da redução do preço da gasolina, que ele poderia reduzir numa decisão própria dele como presidente, como tomou o presidente da Petrobras para aumentar a gasolina?
É muito mais fácil falar mal dos outros do que se explicar diante da sociedade brasileira. O povo já não suporta mais mentira, o povo já não suporta mais ser enganado. O povo já não suporta mais suas piadas sem graça, tentando brincar com a miséria da sociedade, ao invés de dar resposta concreta para aquilo que o povo brasileiro está pedindo.
O Brasil precisa de melhor sorte. O Brasil precisa de um governo que cuide do povo, de uma pessoa que fale em harmonia, de uma pessoa que fale em amor, de uma pessoa que fale em crescimento econômico, industrialização e geração de emprego, em aumento de salário, de uma pessoa que cuide do povo como se fosse de um dos seus. E não de uma pessoa que só cuida dos seus milicianos, dos seus apaziguados, dos seus comparsas e fica ofendendo todos os outros, ofendendo a Suprema Corte, o Tribunal Superior Eleitoral, as oposições.
Se tem uma pessoa neste país que não tem moral para falar mal de ninguém é exatamente vossa excelência, que mente sete vezes por dia e deveria ter aproveitado os 200 anos da Independência para falar a verdade com o povo brasileiro.
Tentar comparar o meu governo com a Venezuela e com a Nicarágua, não, compare com o seu governo. Compare o período em que eu fui presidente da República com o seu governo. Compare o aumento do salário mínimo que eu dava e o senhor, que não dá nenhum aumento. Compare a geração de emprego no meu governo, compare o aumento da massa salarial das pessoas, compare os investimentos em universidades, em escolas técnicas com seu governo.
Compare o crescimento do PIB. Em 2010, a gente estava crescendo a 7,5%, o crescimento no varejo era quase 13%, e o povo estava tendo o direito de viver dignamente. O povo tomava café da manhã, almoçava e jantava.
É esse discurso que o povo esperava que um presidente da República sério pudesse fazer. Mas, lamentavelmente, já está provado que o presidente não tem competência para falar das coisas que o povo tem necessidade porque não sabe. O presidente da República deveria entender que é preciso conversar com o povo. Ele nunca conversou com sindicalistas, com trabalhadores, com mulheres, homens, nunca conversou com nenhuma entidade social.
Tratar as instituições como se fossem suas, utilizando as instituições para fazer campanha, isso não é correto, e nós nunca fizemos isso. É por isso que o Brasil vai mudar. É por isso que o Brasil, a partir do dia 2 de outubro, vai ter uma outra direção. E se prepare, porque você pode falar o que você quiser, pode gastar o que você quiser, que não tem jeito. O povo resolveu que vai reconquistar a democracia para a gente recuperar o Brasil para a gente recuperar o direito de ser feliz, o direito de sorrir, de trabalhar, de tomar café, almoçar e jantar todo dias, o direito de comer carne.
Este país, que o senhor quebrou, nós vamos reconstruí-lo. E fique certo que ele vai ser muito melhor, mas muito melhor, sobretudo para o povo brasileiro. E eu espero que, num dia como hoje, o presidente pudesse se dirigir ao povo tentando falar em paz, tentando falar em emprego e saúde. Mas, não, o senhor continuou transmitindo ódio, raiva.
O povo não quer armas, o povo quer livro. O povo não quer ódio, o povo quer emprego. O povo precisa viver dignamente, e era isso que o presidente da República deveria ter falado, mas não falou, porque você não sabe falar, porque você não sabe se dirigir ao povo, porque você não sabe fazer as coisas boas.
E mentira tem perna curta, e é por isso que, no dia 2 de outubro, o povo vai recuperar o Brasil. A democracia vai voltar a funcionar no Brasil, e eu tenho certeza de que o povo será muito mais feliz. O povo sabe o que quer e o povo não quer mais mentira, o povo não quer mais ódio, não quer mais armas, não quer mais trambicagem. O povo quer lealdade, tranquilidade, estabilidade, e o povo precisa, efetivamente, de um presidente sério, que goste do povo e governe para o povo.
Portanto, era isso que o presidente deveria dizer, e não discurso ofendendo os outros, xingando os outros, sem explicar por que morreram 682 mil pessoas neste país quando mais da metade poderia ser salva, sem explicar por que ficou tentando vender remédio que não existe, não cura a Covid-19, sem explicar para a sociedade as mazelas desse país, sem explicar o isolamento do Brasil diante do mundo.
O Brasil está precisando de um presidente da República que volte a conversar com o mundo, que volte a conversar com a América do Sul, com a América Latina, com a África, com a Europa, com os Estados Unidos, com a China, porque o Brasil não tem contencioso internacional, o Brasil é um país do bem e não pode ser governado por um presidente do mal.
Você diz sempre que é uma disputa entre o mal e o bem. Pois bem, o bem vai vencer. A esperança vai vencer o ódio, a esperança vai vencer a raiva, a verdade vai vencer a mentira. No dia 2 de outubro, esse país voltará à normalidade porque a democracia voltará a funcionar no Brasil.
O presidente Bolsonaro não tem nenhuma autoridade moral para fazer acusação a qualquer pessoa e, principalmente, a mim. Eu sou um cidadão que sou culpado por ser inocente. Hoje, eu sou o único brasileiro que sou culpado por ser inocente. O fato de eu ser considerado inocente em 26 processos, o fato de eu ter sido considerado inocente pela ONU duas vezes fez com que os mentirosos que me acusaram antes não saibam como se explicar diante da sociedade.
Mas, ao invés de falar de mim, o presidente tem coisa para explicar para a sociedade. Ele tem para explicar por que o Queiroz não prestou depoimento até hoje, por que ele não explicou a rachadinha dos seus filhos até hoje, por que ele não explicou e decretou sigilo de 100 anos para o ministro Pazzuelo com relação à quadrilha das vacinas, por que ele tem decretado sigilo de 100 anos para o cartão corporativo e, agora, deveria estar explicando para o povo como é que a família juntou 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis.
É isso que ele tem que explicar. Não é falar dos outros, é se autoexplicar para a sociedade saber quem está falando a verdade neste país.
“Vamos à luta e vamos a vitória!”. Um das mais frases mais famosas do governador do Maranhão e candidato à reeleição, Carlos Brandão (PSB), foi bastante ouvida neste dia de carreatas pelo estado, na tarde desta quarta-feira (7).
Com a coligação “Para o bem do Maranhão”, Brandão, acompanhado do ex-governador e candidato ao Senado, Flávio Dino, passaram por ruas e avenidas dos municípios de Santa Rita e Bacabeira.
Durante as carreatas, Carlos Brandão agradeceu pela mobilização e pela multidão de apoiadores. “Nosso time segue crescendo e se destacando cada vez mais. Hoje, milhares de pessoas se reuniram Santa Rita e Bacabeira para mais duas grandiosas carreatas. Carreatas que têm nome e sobrenome: esperança e desenvolvimento. E assim seguiremos: com a força do povo que já sabe o que é melhor para o Maranhão continuar avançando!”, vibrou o governador.
Também vibrante, Dino também parabenizou o povo pelo apoio. “Agradeço a todos que sempre nos acolhem pelos municípios. São cidade que realizamos obras importantes em diversas áreas e que ainda poderemos fazer muito mais. Vamos em frente!”, pontuou o ex-governador.
Felipe Camarão (PT), candidato à vice-governador, também comemorou as carreatas. “O povo tem acreditado no nosso projeto de continuidade e sabe que o Maranhão terá o melhor para o seu povo. Vamos em frente”, disse.
Na agenda desta quinta-feira (8), Brandão e a coligação “Para o bem do Maranhão” farão caminhadas e carreatas nos municípios de Pindaré-Mirim, Santa Inês, Tufilândia, Monção e Vargem Grande.
Dia da Independência do Brasil
Em suas redes sociais, Brandão se manifestou sobre o Dia da Independência do Brasil, comemorado nesta quarta. Para o governador, a Constituição brasileira estabeleceu um país melhor e mais igualitário, mas que também precisa reconhecer que precisa avançar mais.
“No dia da Independência, sem dúvidas temos muito a comemorar pelas conquistas dos últimos 200 anos, principalmente a partir da Constituição de 1988, que estabeleceu o projeto de um país melhor e mais igualitário. Mas também é preciso reconhecer que ainda temos muito a avançar”, postou.
Outro tema defendido por Brandão nas postagens foi sobre a importância da defesa da Constituição e da Democracia. “Mais do que nunca, precisamos defender a nossa Constituição e nossa democracia. A verdadeira independência é aquela que construímos todos os dias, com a defesa dos direitos de todos, a inclusão daqueles que mais precisam e o respeito às instituições do nosso Estado”, reforçou.
E finalizou destacando os projetos desenvolvidos pelo governo do Maranhão que têm tornado a Independência uma realidade ao povo maranhense. “No Maranhão, o nosso Governo tem desenvolvido projetos que tornem a Independência uma realidade ao nosso povo, como os Iemas e as Escolas Dignas, além dos investimentos na melhoria da Segurança Pública, da segurança alimentar, da saúde e da pesquisa. E vamos fazer ainda mais”, disse o governador.
Em outra publicação, também referente à data, Brandão postou uma imagem ao lado do candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com Dino e Camarão. “Somente com acesso à cidadania, educação, saúde e emprego para todas e todos, poderemos alcançar a nossa verdadeira independência. Junto com este time patriota, fortaleceremos ainda mais a luta por esses direitos”, finalizou.
Ferroviários do Reino Unido cancelam greve marcada para 15 e 17 de setembro e centrais divulgam notas de pesar
Morreu na manhã desta quinta-feira (8), aos 96 anos, a rainha Elizabeth II, que por mais de 70 anos ocupou o trono britânico.
Na página da família real no Twitter, que anunciou a morte, o filho mais velho, príncipe Charles, e sua esposa, Camilla Parker, já foram tratados como como rei e rainha consorte, apesar de uma formalidade: O conselho que vai proclamar Charles como o novo rei deve ocorrer um dia após a morte da monarca, no Palácio St. James. No mesmo dia, o primeiro-ministro irá ao Palácio de Buckingham para se encontrar com Charles. Logo em seguida, o monarca recém-empossado fará a turnê pelo Reino Unido.
“A rainha morreu tranquilamente em Balmoral nesta tarde. O rei e a rainha consorte permanecerão em Balmoral [o castelo, na Escócia, onde a rainha estava passando férias de verão] esta noite e retornarão a Londres amanhã”, disse postagem.
Além do herdeiro do trono, Elizabeth deixa outros três filhos, de seu relacionamento de 73 anos com o príncipe Philip, que morreu no ano passado: Anne, Andrew e Edward.
O funeral da rainha deve ocorrer dez dias após a morte. O corpo da rainha será enterrado na capela memorial Rei George 6º. O caixão ficará ao lado de onde está enterrado Philip, seus pais e sua irmã, princesa Margaret.
Sindicatos do Reino Unido lamentam morte e até suspendem greve contra alta da inflação
Em nota publicada no site do sindicato, RTM, os ferroviários do Reino Unido lamentam a morte da rainha e informam que cancelaram uma greve marcada para os dias 15 e 17 de setembro.
“A RMT se junta a toda a nação para prestar seus respeitos à Rainha Elizabeth”, diz trecho da nota assinada pelo secretário-geral da RMT, Mick Lynch.
“A ação planejada de greve ferroviária nos dias 15 e 17 de setembro está suspensa”, segue a nota.
“Expressamos nossas mais profundas condolências à família, amigos e ao país”, conclui.
O Reino Unido enfrenta greves há mais de um mês contra a alta generalizada nos preços e por reajustes salariais que reponham o poder de compra. Os sindicatos britânicos RMT, TSSA e Unite convocaram uma nova paralisação de funcionários ferroviários para agosto e novos protestos para setembro.
A central sindical do Reino Unido postou uma mensagem no Twitter enviando condolências à família real pela morte da rainha e dizendo que reconhece seus muitos anos de serviço dedicado ao país”.
O sindicato da educação e do serviço público do Reino Unido também postou uma nota de pesar em sua página no Twitter.
“Prestamos homenagem à rainha Elizabeth II, que serviu como chefe de Estado por 70 anos. Ela nomeou 15 primeiros-ministros e ao longo de seu longo reinado desempenhou seus muitos deveres com diligência e uma dedicação constante ao serviço público”, diz o texto.
O sindicato multissetorial Unite The Union: Join a Union, postou uma mensagem comparando o sofrimento da família real com o de famílias que perdem um pilar. “Como em tantas famílias, quando uma pedra e uma pedra angular são tiradas, há vazio e luto. Pensando na família da rainha hoje”, diz o post.
A rainha Elizabeth II nasceu em 21 de abril de 1926. Seu título era o de princesa de York e ela era a terceira na sucessão do trono britânico. Mas, em 1936, seu tio, o rei Eduardo 8º, abdicou do trono para se casar com a havia americana Wallis Simpson, que era divorciada.
O pai de Elizabeth tornou-se o rei George 6º quando ela tinha 11 anos e foi morar no palácio de Buckingham com os pais e a irmã caçula, a princesa Margaret, e começou a ser preparada para, um dia, assumir o trono.
Aos 21 anos, em 1947, Elizabeth se casou com Philip, um primo distante, por quem se apaixonou ainda menina. Em fevereiro de 1952, seu pai morreu prematuramente, vítima de uma trombose coronariana causada por um câncer de pulmão, aos 57 anos. Elizabeth tinha 25 anos. Após um ano de luto, ela foi coroada como Elizabeth 2ª, em uma cerimônia realizada na abadia de Westminster, em Londres, no dia 2 de junho de 1953.
Com informações do Estadão, UOL e Agências internacionais.
Jurista e lideranças políticas questionam discursos do presidente, pedindo voto, e visibilidade eleitoral desigual durante o evento cívico.
Lideranças intelectuais e políticas questionaram o modo como o presidente Jair Bolsonaro transformou a comemoração do 7 de Setembro em oportunidade de palanque político, colocando a serviço de sua campanha TV Brasil, Forças Armadas, desfiles e palanques. Além de pedir voto, ele aproveitou para mais uma vez atacar a democracia e o sistema democrático, além de desequilibrar o poder econômico entre as campanhas.
Este ano, ao contrário de outros desfiles da Independência, os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário, até mesmo Arthur Lyra, presidente da Câmara dos Deputados e aliado de Bolsonaro, não compareceram ao evento. Interpreta-se estas ausências como cautela para não se envolver em eventuais misturas entre questões públicas e privadas, questões de estado e questões eleitorais.
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou o fato deo presidente ter transformado uma data cívica em comício. “Pedindo voto e mentindo. Mais uma vez mostra que não faz ideia de seu papel como chefe de estado. O governo do dinheiro vivo, do ódio, das armas”, indignou-se.
A presidenta nacional do PT e coordenadora da campanha de Lula-Alckmin, Gleisi Hoffmann falou em “apropriação indébita” do Bicentenário da Independência do Brasil. “Ele roubou do povo a comemoração para fazer sua campanha. Apequenou o 7 de setembro. Usou um palanque para se auto elogiar e atacar Lula. Desprezível, quis se colocar acima do país!”
O candidato e ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, já havia sinalizado no dia anterior que Bolsonaro estaria usurpando o 7 de setembro para algo pessoal. “Ele poderia ter tido a grandeza de fazer uma festa para o povo brasileiro. Mas não, tomou para benefício dele”.
Até o jornalista Reinaldo Azevedo, opositor de Lula, criticou a desigualdade de condições dos candidatos. “Transmitir ininterruptamente os ‘atos’ de 7 de Setembro corresponde a abrir espaço para a campanha eleitoral de Bolsonaro. E os outros?”
Para ele, a transmissão ao vivo dos atos golpistas maximiza alcance da agressão de Bolsonaro às instituições e cria um fator de desequilíbrio na cobertura, referindo-se principalmente à Agência Brasil e à rádio Jovem Pan. “Se Lula ou outro discursarem no dia 10, terão igual privilégio, ou isso é só para quem prega golpe de estado?”
Jornalistas também questionaram a exposição de Bolsonaro como candidato à reeleição, em detrimento dos adversários. Bolsonaro estaria se aproveitando da mídia e da cobertura do 7 de setembro para se promover eleitoralmente.
“A vontade do povo se fará presente no próximo dia dois de outubro. Vamos todos votar, vamos convencer aqueles que pensam diferente de nós, vamos convencê-los do que é melhor para o nosso Brasil. Podemos fazer várias comparações, até entre as primeiras-damas”, disse o candidato, em referência direta e inadequada ao processo eleitoral.
Esta também é a análise do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, em entrevista ao UOL. Na opinião do jurista, o discurso de Bolsonaro e até mesmo o da primeira-dama, Michelle, ferem a Constituição. “Não há chefe da nação. A nação é que é chefe de todo mundo”, afirmou Ayres Britto.
Embora o evento do Bicentenário da Independência seja de interesse de toda a nação, independente de opções ideológicas, durante o discurso, Bolsonaro voltou a fazer referência às eleições como uma “luta do bem contra o mal”. Estimulado pelo presidente, após sua fala, apoiadores gritaram ataques baixos ao candidato adversário.
“Há indícios de que o presidente se apropriou do 7 de setembro para fins eleitorais”. “Ele falou do dia 2 de outubro ao final do discurso. ‘Até a vitória’, ele afirmou. O que configura um pedido de voto. Não se pode tapar o sol com a peneira”, disse Ayres Britto, falando em falta de “paridade de armas”.
“O TSE vai ter que apreciar e usar de isenção, de tecnicidade no equacionamento jurídico desse caso. Comprovar se configura um ilícito eleitoral”, defendeu o jurista.
Ao citar o STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro não emendou em críticas aos ministros, mas sugeriu crítica ao dizer que “todos sabem” o papel da Corte atualmente. “Tenho certeza, nessa Esplanada, aqui a origem das leis que mudam o nosso país, muito feliz em ter ajudado chegar até vocês a verdade. Também ter mostrado para vocês que o conhecimento também liberta. Hoje, todos sabem quem é o Poder Executivo, todos sabem o que é Câmara dos Deputados, todos sabem o que é o Senado Federal, e também todos sabem o que é o Supremo Tribunal Federal”, disse, fazendo uma pausa para que os apoiadores vaiassem cada uma das instituições.
Ayres Britto também criticou o modo como a primeira-dama, Michelle, mistura política com religião, numa afronta à Constituição. “No artigo 19, a Constituição proíbe aliança com religião. Princípio da laicidade. O discurso da primeira-dama foi um discurso confessional. É preciso que o Tribunal Superior Eleitoral analise com bastante critério tudo isso”.
“O que está em jogo é nossa liberdade, é o nosso futuro, e a população sabe que ela que nos dá um norte para nossas decisões”, declarou o presidente, mais uma vez fazendo referência eleitoral. “Todos do Brasil, compareçam às ruas de verde e amarelo para festejar a terra onde vivemos —uma terra prometida, aqui é um grande paraíso, ninguém tem o que temos”, completou o presidente, utilizando-se da transmissão oficial da TV Brasil.
O uso da TV pública pelo presidente já foi contestado por parlamentares de oposição, que argumentam que ele estaria usando uma estrutura pública em benefício próprio.