Arquivo mensal: setembro 2022

TV Mirante realiza novo debate com candidatos a governador do MA no dia 27 de setembro

12-09-2022 Segunda-feira

A TV Mirante apresentou as regras do debate entre os candidatos ao governo do Maranhão que acontece no dia 27 de setembro, após a novela Pantanal, por volta de 22h.

O debate terá como mediador o jornalista Paulo Renato Soares, da TV Globo do Rio de Janeiro.

Vão participar do debate os seis primeiros colocados na pesquisa Ipec divulgada pela TV Mirante: Carlos Brandão (PSB), Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Holanda Júnior (PSD), Lahesio Bonfim (PSC), Simplício Araújo (Solidariedade) e Enilton Rodrigues (PSOL)

O debate será dividido em 4 blocos. O 1º e 3º blocos serão de temas livres. O 2º e o 4º bloco com temas determinados. No Quarto bloco os candidatos ainda farão as considerações finais.

Zeca Soares

Flávio Dino lidera a disputa para o Senado Federal em todas as pesquisas

12-09-2022 Segunda-feira

A pesquisa Econométrica sobre a corrida para o Senado confirma a tendência inicial de vitória do ex-governador Flávio Dino (PSB), que nesse momento tem nada menos que 55% das intenções de voto, contra 27% do senador Roberto Rocha (PTB), 2,8% do pastor evangélico Ivo Nogueira (DC), 0,9% de Antônia Cariongo (PSOL) e 0,3% de Saulo Arcangeli (PSTU). 5,4% disseram que não votarão em nenhum deles e 9% manifestaram indecisão, não sabendo ou não querendo responder.

O favoritismo do ex-governador Flávio Dino está dentro da lógica que move o campo das disputas políticas. O ex-governador é líder indiscutível de um movimento político vitorioso iniciado em 2014 e realizou dois períodos de um governo diferenciado, limpo e eficiente, voltado para o social em todos os campos, sendo apontado como um dos quadros mais destacados da sua geração no Maranhão e no País. Nenhum dos concorrentes, a começar pelo senador Roberto Rocha, que se elegeu em 2014 com o apoio do ex-governador, tem chance na disputa.

Chama a atenção que o senador Roberto Rocha vem aparecendo no mesmo patamar (entre 20% e 28%) do seu apoiador, senador Weverton Rocha (PDT), candidato ao Governo, o que parece não ser exatamente uma coincidência.

Entre os demais candidatos, Ivo Nogueira surpreende com 2,8%, Antônia Cariongo se mantém na mesma, e Saulo Arcangeli, que já foi candidato a senador, governador e prefeito de São Luís, vem perdendo o pouco de prestígio político que tinha quando tomou a inacreditável decisão de migrar do PSOL para o PSTU.

Pesquisa Exata recém divulgada também ratifica favoritismo do ex-governador Flávio Dino com 57% das intenções de voto do eleitorado maranhense.

Hildo Rocha recebe apoio à sua reeleição em Itapecuru

12-09-2022 Segunda-feira

Lideranças de Itapecuru-Mirim promoveram reuniões Hildo Rocha a fim de agradecer pelos benefícios que o deputado já proporcionou à população do município, declarar apoio à reeleição do parlamentar e renovar os compromissos de parceria institucional com o governo municipal, com associações, sindicatos e entidades que prestam serviços assistenciais à população itapecuruense.

Trabalho exemplar

O vice-prefeito, Maurício Nascimento, destacou que Hildo Rocha é um deputado exemplar. “É um deputado exemplar, é atuante, tem uma relação antiga e forte com a comunidade e trabalha pensando na coletividade. Eu e o nosso amigo Benedito Mendes valorizamos essa característica marcante que fazem do deputado Hildo Rocha um paramentar que realmente ajuda, que contribui para o desenvolvimento do Maranhão. Graças ao trabalho do deputado Hildo Rocha a nossa região está à frente, ele contribuiu muito para melhorar a qualidade de vida das comunidades rurais do nosso município. Portanto, ele é merecedor do nosso apoio. Por isso nós estamos trabalhando para que ele seja eleito para mais um mandato de deputado federal”, declarou Maurício.

Deputado do desenvolvimento

O vereador Emerson Ceará disse que pedir votos para o deputado Hildo Rocha é tarefa fácil. “Não é um trabalho difícil pedir votos para o deputado do progresso, deputado do desenvolvimento, deputado que sempre trouxe grandes obras para a nossa comunidade. Hildo Rocha sempre foi muito sensível às demandas da população, sempre esteve conosco e sempre nos atende com boa vontade. Então, hoje nós estamos recebendo o deputado Hildo Rocha, em nossa comunidade, para agradecer por tudo que ele já fez e renovar o nosso compromisso de, mais uma vez, votar nele pois sabemos que elegendo Hildo Rocha nós teremos um representante que gosta do nosso povo, trabalha e honra os votos que recebe”, argumentou Emerson.

Parceria produtiva

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itapecuru Mirim, empresário e líder político, Benedito Mendes, ressaltou que Hildo Rocha é um amigo de longas datas.

“Somos amigos há bastante tempo e, graças à nossa amizade, já conseguimos trazer grandes benefícios para a nossa população. Por isso, Itapecuru-Mirim está de braços abertos e, mais uma vez, iremos dar excelente votação para que Hildo Rocha possa se reeleger para mais um mandato de deputado federal. Tenho certeza de essa parceria produtiva vai se estender por longo tempo e continuará gerando excelentes benefícios para o Maranhão e para a nossa população”, disse Benedito Mendes.

Gratidão e confiança

O deputado Hildo Rocha enfatizou que as reuniões promovidas pelo vereador Emerson Ceará, pelo vice-prefeito Maurício Nascimento e pelo líder e empresário Benedito Mendes serviram para que o parlamentar pudesse falar sobre os benefícios que ele ajudou a viabilizar e o que ainda está por vir.

“Todas as vezes que venho a Itapecuru me sinto em casa. Aqui sou sempre recebido de forma carinhosa, atenciosa e respeitosa. Desta vez não foi diferente. Mais uma vez tive a oportunidade de conversar com as pessoas, falar das obras e benefícios que ajudei a trazer para a população. Também conversamos sobre tantos projetos grandiosos que poderemos viabilizar. É inegável que realmente houve uma grande melhoria nas condições de vida da população, mas ainda há muito a ser feito e com o apoio do vereador Emerson, com a ajuda do vice-prefeito Maurício e com o apoio do empresário Benedito Mendes haveremos de conseguir avançar muito mais. Pra que isso se concretize preciso renovar o mandato. Conto com vocês. Para deputado federal é Hildo Rocha, outra vez, 1516”, enfatizou o parlamentar.

Principais benefícios viabilizados por Hildo Rocha

Hildo Rocha destinou emendas para implantação de uma indústria de beneficiamento da mandioca no distrito do Leite; doação de patrulhas mecanizadas para pequenos agricultores; entrega de pá  carregadeira; fábrica de polpa de frutas; escavadeira hidráulica; 200 casas; computadores e outros equipamentos para UEMA; construção de quadra poliesportiva coberta (povoado Leite); pavimentação asfáltica de ruas na sede e recursos para a saúde, entre outros benefícios.

Cooperativas são fundamentais para combater a fome e a desigualdade no Brasil

12-09-2022 Segunda-feira

Cooperativismo é fundamental para a produção, distribuição e comercialização de produtos e alimentos, em especial da agricultura familiar. Setor sofreu com desmontes de programas públicos no atual governo

De grande relevância para economia do país, as cooperativas de trabalhadores e trabalhadoras, em especial as da agricultura familiar, estão entre os segmentos que mais sofrem com o descaso do governo federal.

A falta de políticas públicas voltadas ao cooperativismo e o corte de recursos em programas importantes colocam em risco a sobrevivência do setor, que é fundamental para combater a fome e a desigualdades no Brasil. As   cooperativas têm um papel importante na produção, comercialização e distribuição de alimentos que deveriam estar nas mesas dos brasileiros.

Um dos exemplos de ataques às cooperativas foi a extinção do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que comprava grande parte da produção da agricultura familiar para destinar a populações vulneráveis, que cresceram consideravelmente nos últimos anos, destinando alimentos às redes da assistência social. Cozinhas comunitárias, restaurantes populares, as redes pública de ensino e  de saúde eram beneficiadas pelo programa.

Com o fim do PAA, cortes de recursos e estagnação em outros, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), cujo reajuste de valores foi vetado no orçamento de 2023, deixando milhares de crianças em escolas sem a merenda, as cooperativas foram severamente afetadas.

Sem esses recursos, muitas tiveram de encerrar atividades e até projetos assistenciais foram extintos – projetos estritamente necessários em um país que soma mais de 33 milhões de pessoas passando fome e mais de 125 milhões que não conseguem fazer três refeições por dia.

Por isso, as cooperativas populares precisam ser tratadas pelo Estado como um importante instrumento para diminuir a fome e a pobreza no Brasil. Esta é a avaliação de lideranças que atuam no setor.

Uma das instituições mais importantes do país no combate à fome, o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras sem Terra (MST) tem no cooperativismo uma de suas bases de sustentação. “Não temos dúvida de que é preciso estimular as cooperativas”, afirma Gilmar Mauro, um dos coordenadores nacionais do MST.

“Houve uma queda significativa em investimentos, principalmente em crédito, em especial à pequena agricultura e assentamentos e isso prejudicou muitas das iniciativas como a captação de recursos pelo MST”, diz Gilmar

“Deveria ser uma política pública feita por meio dos bancos públicos, o que deixou de acontecer, principalmente a partir do governo Bolsonaro”, ele reforça.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Aristides Veras, o cooperativismo é estratégico para organizar os agricultores familiares.

“Por ser estratégico, o Estado teria que considerar de forma especial o setor, com políticas específicas e financiamento diferenciado. As cooperativas são fundamentais para organizar a produção que acontece de forma mais eficaz se há a certeza de comercialização”, ele diz, se referindo também à garantia de que o que se produz terá uma destinação garantida, como o caso dos programas desmontados pelo atual governo que supriam essa necessidade.

Veras ainda explica que o fomento ao setor, com políticas específicas, não só garante a produção e distribuição, mas também cria empregos e gera renda, portanto, exerce importante papel no combate à pobreza e à desigualdade.

No mesmo sentido, Gilmar Mauro, afirma que ao estimular as cooperativas de trabalhadores, torna-se possível racionalizar os recursos disponíveis, tanto os naturais (terra, água etc.,), como mão de obra e os recursos financeiros, assim “permitindo planejamento dos investimentos, permitindo o desenvolvimento das agroindústrias e, por consequência gerando produção e empregos, o que eleva a renda concreta dos associados”.

Além disso, ele diz, com o setor fortalecido é possível diversificar a produção de alimentos o que contribuiria até mesmo para a manutenção de estoques reguladores no país cuja função, além de garantir o abastecimento é ter um controle de mercado pelo Estado, evitando que os preços se elevem abusivamente. Não manter esses estoques também é uma característica do atual governo.

Cooperativas em ação

Durante a pandemia, com as restrições de circulação e o necessário isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus, as cooperativas enfrentaram dificuldades para comercializar a produção.

Mas, ao contrário do desmonte de políticas públicas para o setor, o governo do Rio Grande do Norte criou soluções próprias para resolver o problema.
Ainda em setembro de 2020, foi instituído o Plano de Economia Solidária para o período de 2020 a 2023 que, entre outros pontos, garantiu a produção, comercialização e o consumo solidário.

Na prática, a então governadora Fátima Bezerra (PT), candidata à reeleição, comprou alimentos das cooperativas e da agricultura familiar para destinar não somente às escolas, mas também a outros programas sociais e restaurantes populares.

As lideranças de cooperativas comemoraram o êxito das medidas. “Não sei como passaríamos pelo processo de pandemia se não fosse esse programa que beneficiou as cooperativas que faziam distribuição de cestas básicas, alimentos, além de comercializar para os quilombolas, para o Pnae, os restaurantes populares”, conta Cícera Franco, coordenadora de Comercialização e Organização da Produção da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Fetraf-RN, ligada à Contraf-Brasil).

A dirigente, que também preside a Cooperativa Da Agricultura Familiar e Economia Solidaria Do Potengi (CoopPotengi), reforça que se os cooperados fossem depender das políticas do governo federal, a história teria sido bem diferente.

“Estaríamos desamparados. É preciso entender que o trabalho das cooperativas não só beneficia os trabalhadores envolvidos, gera atividade, gera renda, eleva a autoestima do nosso povo como tem um papel social fundamental para a sociedade”, diz Cícera.

“Foi um momento importante para comercializarmos, mas também para outras famílias se beneficiarem com os produtos que estavam ali, como seus principais alimentos”, ela pontua.

Olhar para o futuro

Tanto a Contag como o MST fazem parte de um pool de mais de 900 cooperativas, não somente ligadas à agricultura familiar, mas também a outros segmentos como catadores, cooperativas de crédito, de comercialização, entre outras, que, igualmente, estão desamparadas pela falta de políticas públicas e incentivos.

Essas entidades estão mobilizadas em torno de propostas a serem apresentadas aos candidatos à presidência nas eleições de 2022, e que contemplam as necessidades da categoria, cujo princípio básico é a solidariedade, entre elas a abertura de crédito voltado à produção, políticas para o desenvolvimento de agroindústrias familiares, o combate à fome e o retorno de programas voltados à agricultura familiar como o PAA e a ampliação do Pnae.

“O cooperativismo solidário é capaz de estimular o crescimento econômico ao mesmo tempo em que diminui os níveis de desigualdade social ao atuar diretamente junto às populações em situação de maior vulnerabilidade social. Isso sem falar no cuidado com o meio ambiente”, diz trecho da apresentação da União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), que junto com outras entidades como a Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários) e a Unicatadores está organizando a mobilização.

Nesta quarta –feira (14), será realizado um encontro nacional que reunirá mais de 900 cooperativas. O ex-presidente Lula (PT) foi convidado para o evento, que será realizado em São Paulo.

Agroindústria familiar

Agroindústria familiar é um espaço físico, uma estrutura onde os agricultores familiares podem beneficiar ou processar as matérias-primas agropecuárias. Exemplo: o pequeno produtor pode formar uma estrutura para transformar o leite em queijos, o trigo em alimentos como bolos e doces, etc. A finalidade é produzir e comercializar, visando aumentar o valor agregado do produto final.

E o cooperativismo está diretamente ligado já que é comum cooperativas de produtores podem se unirem em uma única à agroindústria

CUT

Lula venceria Bolsonaro no 2º turno por 51% a 38%, aponta pesquisa

12-09-2022 Segunda-feira

Em relação ao levantamento da semana passada, os dois presidenciáveis oscilaram dentro da margem de erro.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria eleito presidente do Brasil se a votação ocorresse hoje. É o que aponta a nova rodada de pesquisa da FSB, contratada pelo BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira (12).

Conforme o levantamento, o presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a reduzir um pouco sua desvantagem para Lula, mas segue em situação complicada em sua campanha à reeleição. Na simulação de primeiro turno, o petista tem 41% das intenções de voto, contra 35% do candidato do PSL. A diferença entre eles, de seis pontos percentuais, é a menor desde 2021.

Na sequência aparecem Ciro Gomes (PDT, 9%), Simone Tebet (MDB, 7%), Felipe D’Ávila (Novo, 1%) e Soraya Thronicke (União Brasil, 1%). Os demais candidatos não pontuaram. Segundo a pesquisa, 3% não vão votar em nenhum candidato, 2% votarão em branco ou nulo, e 1% não sabe ou não respondeu

No segundo turno, a dianteira de Lula permanece inabalável. Ele iria a 51%, e Bolsonaro, a 38%. Em relação ao levantamento da semana passada, os dois presidenciáveis oscilaram dentro da margem de erro.

A pesquisa BTG/FSB ouviu 2 mil eleitores, por telefone, de 9 a 11 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

André Cintra

Importação de armas de fogo é a maior dos últimos 25 anos no Brasil 

12-09-2022 Segunda-feira

Em meio à política de estímulo ao uso desses artefatos empreendida pelo presidente Bolsonaro, país vê saltar para cerca de 1.200 o número de armas importadas por dia

O número de armas de fogo importadas no Brasil nunca foi tão grande nos últimos 25 anos como é agora. A política de estímulo ao uso e de flexibilização nas regras para a aquisição desses artefatos, colocada em prática pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), ajuda a entender esse crescimento alarmante. Somente em julho, mais de 40 mil armas chegaram ao país — o que corresponde a mais de 1.200 por dia; em agosto, foram mais de 39 mil. 

As informações foram trazidas pelo jornal Valor Econômico a partir da análise de dados colhidos junto ao Ministério da Economia. Para se ter uma ideia do salto que esses números representam, entre 1998 e 2005, período que abarca os governo de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, foram menos de 3 mil por ano. Já entre 2006 e 2017 — governos Lula, Dilma e Temer — o volume chegou a, no máximo, 13 mil por ano. 

O aumento se deu a partir do governo Temer (28,3 mil), mas a explosão veio sob Bolsonaro: em 2019, 54,6 mil pistolas e revólveres foram importados; o número saltou para 105,9 mil em 2020, chegando a 119,1 mil em 2021. Os dados revelam o impacto de uma das principais mudanças trazidas pelo atual governo: a permissão para que civis pudessem comprar diversos calibres que até então eram proibidos. 

Leia também: Lula prioriza combate à fome, enquanto Bolsonaro valoriza acesso a armas

Conforme destacou o jornal, “a advogada Isabel Figueiredo, pesquisadora e consultora na área de políticas públicas de segurança e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), fala em ‘uma corrida para compra de armas’ no país. E também vê o componente eleitoral como possível motivação para esse movimento. Ela prevê que no cenário de vitória de Lula, adeptos das armas tentarão até o fim do ano [antes da posse] comprar o que puderem”.

Artigo publicado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública — assinado por Isabel Figueiredo, Ivam Marques e David Marques, que compõem o FBSP — salienta que “o resultado de três anos de incentivo à compra de armas é um país muito mais armado e com grupos de pressão pró-armas organizados e com portas abertas para transitar com absoluta fluidez em altas instâncias do Governo Federal e do Congresso Nacional. A quantidade de armas de fogo nas mãos de civis e CACs (caçadores, atiradores desportivos e colecionadores) ultrapassou, em muito, a quantidade de armas dos órgãos públicos”. 

O artigo aponta ainda, como alguns dos resultados desse processo, o fato de que “manchetes sobre acidentes e violência de gênero envolvendo armas passaram a fazer parte do cotidiano dos veículos de comunicação com uma intensidade nunca vista no país. Ainda pior, a facilidade na obtenção de armas de alto poder destrutivo, como fuzis, agora fabricados no Brasil, acelera a obtenção regular de armas e munições que acabam imediatamente desviadas ao crime”.

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Segundo o FBSP, apenas entre janeiro e junho deste ano, ao menos 674 armas legalizadas foram roubadas. De acordo com reportagem de O Globo, “após as mudanças na legislação durante o governo Bolsonaro, um único criminoso pode adquirir, com um registro de caçador, 30 armas, sendo 15 de uso restrito, e 90 mil munições por ano. Se o bandido tiver também a licença de atirador, consegue comprar mais 60 armas, 30 delas de uso restrito, e outras 180 mil munições. Se obtiver ainda o registro de colecionador, não terá limite de compra de armas, apenas a orientação de comprar só cinco de cada modelo”. 

Aumento indiscriminado 

No cômputo geral, a quantidade de armas de fogo registradas no Brasil triplicou desde que Bolsonaro tomou posse, chegando a um milhão neste ano, segundo dados colhidos pelos institutos Igarapé e Sou da Paz via Lei de Acesso à Informação. 

Documento elaborado pelos dois institutos com dez propostas para as eleições presidenciais deste ano aponta que “poucas políticas caracterizam mais o governo atual do que a desconstrução da política de controle de armas e munições inaugurada em 2003 pela Lei 10.826, conhecida como Estatuto do Desarmamento. Além de ignorar o consenso científico quanto aos efeitos negativos nas dinâmicas criminais geradas pela expansão do acesso a armas de fogo e munições, a política atual apresenta outros dois sérios problemas”. 

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Um destes problemas, explica o documento, é que “a política armamentista do governo atual atacou princípios constitucionais fundamentais. Para permitir a ampliação do acesso, comércio e circulação de armas de fogo e munições no país, foram editados (até agosto de 2022) 42 atos normativos, entre decretos, resoluções e portarias. Esses atos normativos não apresentaram qualquer fundamentação ou análise técnica que justificasse os benefícios que essas alterações poderiam produzir”. 

O segundo ponto levantado é que tal liberalização ignora o que pensa a própria população: pesquisa de opinião encomendada pelos institutos e feita pelo Datafolha em junho de 2022 mostrou que 83% dos brasileiros acreditam que somente forças de segurança deveriam poder circular armadas nas ruas. Além disso, para 63% pessoas comuns não deveriam poder comprar armas iguais ou mais potentes que as armas das polícias, como os fuzis. 

Priscila Lobregatte

Carlos Brandão se reúne com criadores e expositores em último dia da Expoema

12-09-2022 Segunda-feira

O governador Carlos Brandão visitou a Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema) neste domingo (11), no Parque Independência, onde participou de almoço com representantes da Associação de Criadores do Estado do Maranhão (Ascem) e conversou com expositores. A visita marca ainda o encerramento da mais tradicional feira de exposição agropecuária do estado. O evento é uma promoção da Ascem com apoio do governo do Estado.

Brandão ressaltou que, após dois anos suspensa por conta da pandemia da covid-19, a feira de agronegócio voltou com uma melhor estrutura e mais variadas atrações e programação. Ele avaliou o significado do evento para o setor agropecuário e comércio local, e reforçou o compromisso do governo com o evento e outros que venham estimular os negócios e a geração de trabalho e renda no estado.

“Viemos prestigiar o encerramento da Expoema, este grande evento, em um encontro com os criadores. Podemos comemorar o sucesso que foi a feira de exposição, após dois anos sem ser realizada devido à pandemia. A exposição possibilitou grandes realizações para o comércio com a venda de animais e produtos, além de ter gerado postos de trabalho e as pessoas puderam ter uma renda extra; trabalhadores do programa Mais Renda e a venda de itens utilizados nas refeições da rede de Restaurante Popular. Conversamos com os participantes desse evento para saber a avaliação deles, de toda a agenda que ocorreu, ao longo desses dias de Expoema”, pontuou.

Brandão citou a variada programação de shows, que foram garantidos pelo governo e que trouxeram muitos visitantes à feira. “As pessoas precisam do trabalho, mas também precisam festejar e se alegrar. A Expoema faz parte disso e vai permanecer. Sempre estaremos dando todo o apoio para sua execução”, garantiu o governador.

O presidente da Ascem, Ricardo Ataíde, destacou o apoio do governo, que tornou possível a realização da Expoema. “A associação agradece ao governo do Estado. Nosso muito obrigado por essa parceria, esse apoio de sempre. Isso nos fortalece e nos estimula para promover um evento cada vez melhor”, frisou.

O secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca, Antônio Heluy, reforçou o convite da Ascem para o momento e o papel da gestão estadual na condução do evento. “Com esse gesto, a associação mostra seu reconhecimento a todos os esforços do governo para realizar a exposição. Um apoio que se estende a demais outros eventos agropecuários pelo Maranhão”, pontuou. Ele destacou a participação efetiva do governo tanto na parte estrutural, com ampla revitalização do Parque Independência, quanto na programação, com variedade de exposições e shows.

“É o entendimento do governo de que é importante promover a agropecuária em nosso estado. Foi uma grande parceria com as associações e sindicatos, na qual o governo foi o grande articulador. Uma união de esforços realizando todo um trabalho de orientação, assistência técnica e de apoio ao segmento”, ressaltou Antônio Heluy.

Para o presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Cauê Aragão, a retomada da Expoema foi muito significativa para o estado. “Gratificante e exitosa. Essa Expoema foi a maior dos últimos anos. Recebemos todos os animais saudáveis, tivemos uma intensa movimentação no comércio e muita conscientização de educação sanitária em uma ampla campanha com as empresas certificadas. O evento deste ano foi grandioso, com o apoio da Aged, realizando a fiscalização animal e vegetal”, explicou.

Esta é a 62ª edição do evento, que foi realizado no Parque Independência, e em oito dias de programação movimentou o setor econômico em negócios com a venda de animais, implementos, veículos e produtos agrícolas, além de ter gerado emprego e garantido a animação popular com uma série de shows. Mais de 20 secretarias de Estado estiveram envolvidas no evento. Para o encerramento neste domingo, a programação conta com shows das cantoras Mayara Lins e Dressah, e fechando a agenda, apresentação da banda Mastruz com Leite.

Marina Silva: país vive sob grave ameaça à democracia

12-09-2022 Segunda-feira

Ex-ministra do Meio Ambiente destacou políticas sociais e ambientais de Lula e disse que só ele é capaz de derrotar Bolsonaro e a “semente maléfica” do bolsonarismo

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse, nesta segunda-feira (12), que o país vive um momento relevante e grave da sua história, diante das ameaças à democracia de Bolsonaro. “Nosso reencontro político e programático se dá diante de um quadro grave da história política, econômica, social e ambiental no nosso país”, afirmou. A ex-ministra concedeu entrevista coletiva ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo (SP).

“Temos uma ameaça que eu considero a ameaça das ameaças. A ameaça à nossa democracia. Sempre que a democracia é ameaçada há tentativa de corrosão do tecido social em todas as suas dimensões. E sempre que a gente está diante de propostas, atitudes e processos que constituem a possibilidade da banalização do mal, homens e mulheres se unem”, disse Marina Silva, que declarou apoio à candidatura do ex-presidente.

Assista a coletiva de imprensa com Lula, Marina e Alckmin.

Ao lado de Lula, do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, e de Aloizio Mercadante, coordenador do programa de governo, Marina disse que em situações como a que o Brasil vive hoje, é preciso união de todos para salvaguardar a democracia e combater problemas como o sofrimento do povo, a fome e as mudanças climáticas que ameaçam o Brasil e o mundo.

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“Sempre que surge diante de nós a possibilidade de banalizar o mal, brasileiros e brasileiras devem se unir em legítima defesa da democracia, em legítima defesa da Amazônia e dos demais biomas, em legítima defesa das mulheres, em legitima defesa dos mais pobres, em legítima defesa de um país que seja próspero, diverso, justo e sustentável”, afirmou.

Bolsonarismo

A ex-ministra lembrou das políticas públicas de inclusão social e proteção ambiental criadas por Lula, defendeu que elas voltem. Também destacou que o ex-presidente é o único candidato capaz de enfrentar as ameaças pelas quais o país passa.

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“Nesse momento crucial da história, quem reúne as maiores e melhores condições para derrotar Bolsonaro e a semente maléfica do bolsonarismo que está se instalado no seio da sociedade é a sua candidatura”, disse a Lula.

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Marina contou que o distanciamento que houve com o ex-presidente foi apenas político e programático. “Do ponto de vista das nossas relações pessoais, eu e presidente Lula nunca deixamos de estar próximos, inclusive em momentos dolorosos das nossas vidas. Nunca deixamos de conversar.”

Do site lula.com.br

TSE nega ter feito acordo com militares para apuração paralela de votos

12-09-2022 Segunda-feira

Reportagem da Folha de S. Paulo afirma que Moraes fechou acordo com militares para apuração paralela de votos depositados nas urnas eletrônicas. TSE divulga nota negando o acordo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta segunda-feira (12), por meio de nota, que o ministro Alexandre de Moraes, presidente da Corte, tenha feito um acordo com as Forças Armadas para que os militares fizessem uma apuração paralela dos votos depositados nas urnas eletrônicas na eleição de 2022, como afirmou reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a nota do TSE, os militares não terão “acesso diferenciado em tempo real” à apuração dos votos.

Assim como em eleições anteriores, poderá ser feita a fiscalização da contagem dos votos por meio dos boletins de urna (BUs), disponibilizados ao final da votação, esclareceu o TSE. A única novidade será no acesso aos BUs, que poderão ser visualizados também por meio da internet.

“O TSE reitera informação amplamente divulgada em junho passado sobre a contagem de votos, a partir da somatória dos BUs [boletins de urna], ser possível há várias eleições e que para o pleito deste ano, foi implementada a novidade de publicação dos boletins de urnas pela rede mundial de computadores, após o encerramento da votação para acesso amplo e irrestrito de todas as entidades fiscalizadoras e do público em geral”, diz o TSE em nota.

Parte dos militares, entre eles o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, aderiram ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas, que o mandatário diz não serem seguras. Candidato à reeleição e segundo colocado em todas as pesquisas de intenções de voto, que mostram a liderança do ex-presidente Lula (PT), Bolsonaro vem há meses questionando a segurança das urnas, que ele defendeu com ênfase em 1993, quando o sistema nascia.

O que disse a Folha

Reportagem da Folha de S. Paulo diz que Moraes fechou um acordo com os militares em reunião no dia 31 de agosto para liberar às entidades fiscalizadoras os arquivos brutos da totalização enviados pelos tribunais regionais.

Com a concessão de Moraes, os militares terão acesso em tempo real aos dados enviados para a totalização, em vez de ter de coletar as informações na base de dados do TSE disponibilizada na internet, diz o jornal.

Ainda de acordo com o jornal, os militares teriam acesso a seções eleitorais espalhadas pelo país para tirar e enviar fotos do QR Code dos boletins de urna para o Comando de Defesa Cibernética do Exército, em Brasília, que faria um trabalho paralelo de contagem dos votos.

A conferência, diz fontes ouvidas para reportagem, será feita com 385 boletins de urna —amostragem que, pelas contas dos técnicos, garantiria 95% de confiabilidade.

O resultado dos boletins de cada urna será conferido com os dados enviados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para o TSE.

A conferência da totalização dos votos é uma das fases da fiscalização do processo eleitoral definidas pelo TSE. Em resolução, a corte permite o envio das imagens dos boletins de urnas após a conclusão da totalização dos votos.

A expectativa de militares ouvidos pela Folha é que, na mesma noite em que o resultado for proclamado, já haja também uma conclusão da análise das Forças Armadas, diz a reportagem.

CUT

Escola do Legislativo da Alema inicia curso sobre liderança, comunicação e oratória

12-09-2022 Segunda-feira

A Escola do Legislativo do Maranhão (Elema) iniciou, na manhã desta segunda-feira (12), o Curso de Liderança, Comunicação e Oratória, direcionado a servidores da Casa com carga horária de 12 horas. As aulas seguirão até o dia 14 de setembro, das 8h às 12h, ministradas no Plenarinho pelo professor Fernando Bacelar.

“Superando o medo de falar em público”, “Comunicação racional e comunicação emocional”, “Posicionamento mercadológico: Como se vender e prosperar no mercado”, “Conhecendo e identificando o contratante’”, “Definindo o público-alvo” e “Identificando o público e seu estilo sociocultural” foram os temas abordados.

Além desses, serão estudados, ainda, “Linguagem verbal e não verbal: como combinar as palavras ditas, a entonação e a expressão corporal”, “Uso de histórias e metáforas para se conectar com o público”, “Técnicas de coaching e persuasão”, “Principais técnicas de vendas”, “Programação neurolinguística” e “Liderança e Softskills”.

“É um prazer estar na Assembleia Legislativa trabalhando essas temáticas tão importantes para o crescimento profissional e pessoal dos servidores. O objetivo é que os alunos desenvolvam uma comunicação de forma eficiente, visando à criação de líderes. Após as aulas presenciais, também faremos uma mentoria individual para afinar todas as técnicas”, afirmou Bacelar.

Currículo

Professor e palestrante, Fernando Bacelar possui mais de 250 performances dentro e fora do Brasil, entre cursos, mini-cursos, palestras e eventos. Além disso, é CEO da PHD-Educação Continuada. Possui graduação em Farmácia-Bioquímica, especialização em Citologia Clínica e é doutorando em Saúde Pública.

Atualmente, é professor dos cursos de Medicina e Farmácia da Universidade Ceuma e de dezenas de cursos de pós-graduação, além de atuar como palestrante nas áreas das Análises Clínicas, Citologia Clínica, Saúde Pública e Ensino Superior. Por fim, é expert nas áreas das Softskills e tem capacitado diversos profissionais em diferentes áreas de atuação.

Avaliação positiva

O aluno Francisco Anderson, servidor da Procuradoria, elogiou a iniciativa e enalteceu a Assembleia Legislativa por oportunizar cursos direcionados. “É um tema que preciso explorar significativamente na minha área de atuação e está sendo muito enriquecedor”, acrescentou.

Já a aluna Conceição Ribeiro, servidora da Diretoria Financeira, enfatizou que para se destacar profissionalmente é necessário comunicar-se de maneira assertiva. “Os assuntos abordados no decorrer do curso são fundamentais para aperfeiçoar todas as habilidades necessárias para tanto”.