Arquivo mensal: setembro 2022

O fascismo no Brasil destes dias

17-09-2022 Sábado

A extrema direita, que depois do fim à brasileira da ditadura, se envergonhava ou permanecia em silêncio, agora está com os demônios soltos

Parece incrível. Mas o Brasil é hoje o país no mundo onde mais cresce o número de grupos de extrema direita, segundo pesquisa da Anti-Defamation League (ADL). Michel Gherman, membro do Observatório da Extrema Direita (formado por acadêmicos de mais de dez universidades brasileiras e de outros países) afirma que a eleição de Bolsonaro criou no Brasil uma Disneylândia do neonazismo, pois os que o defendem “passaram a se sentir mais à vontade”. É verdade. Há muito, termos notado: a extrema direita, que depois do fim à brasileira da ditadura, se envergonhava ou permanecia em silêncio, agora está com os demônios soltos, peitando a democracia, matando democratas, porque se acha protegida pelo indivíduo na presidência e comandos policiais.

Para esse estado a que chegamos, bem vale a pena a leitura do livro “Passageiros da tempestade: fascistas e negacionistas no tempo presente”, dos professores Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schuster Sousa Leão. Editado pela Cepe, a segunda maior e melhor editora pública do Brasil, nele podemos conhecer a história do fascismo na Itália, Alemanha e Japão, que não ficou no passado, pois os fascismos (assim mesmo no plural) trabalham até hoje sobre as grandes massas com a irracionalidade, a mentira, o implausível e o medo, segundo os autores. Durante a pesquisa no livro chegamos ao Brasil deste 2022:

“O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, corrobora a autorização do uso indiscriminado de violência, construindo e utilizando dispositivos sociais como uma ferramenta política. Quando utiliza as mídias sociais para afirmar que ‘repórter tem que apanhar mesmo’, sendo replicado por seus apoiadores, segundos depois, com as afirmações ‘jornalista folgado tem mais é que apanhar’ e ‘jornalista vagabundo merece tomar porrada sim’, ele instrumentaliza a política por meio de um mandonismo pessoal, autoritário e carismático que estetiza a sociabilidade com a normalização do uso da força”.

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De fato, além das páginas do livro podemos ver. Logo na campanha eleitoral de Bolsonaro em 2018, ele declarou: Vamos fuzilar a petralhada”. E depois vieram os assassinatos, o cumprimento infame das ameaças. Recolho sem qualquer esforço de pesquisa alguns dos muitos homicídios:

Mestre Moa do Katendê, Antônio Carlos Rodrigues, Marcelo Arruda e Benedito dos Santos, apoiadores da esquerda assassinados por bolsonaristas | Fotos: Reprodução

Em um domingo, no dia 18 de outubro de 2018 em Salvador, o mestre de capoeira Moa do Katendê foi morto com 12 facadas pelas costas por defender o voto no PT e se declarar contrário a Bolsonaro. 

Em 2019, Antônio Carlos Rodrigues Furtado, de 61 anos, em Balneário Camboriú, Santa Catarina foi morto por ser de esquerda, com socos e pontapés por Fábio Leandro Schwindlein, bolsonarista.

Em julho de 2022, Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, foi morto a tiros na própria festa de aniversário pelo policial penal federal Jorge Guaranho. Bolsonarista, o assassino invadiu a festa privada de Marcelo – que tinha como tema o PT e imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva –, gritando “aqui é Bolsonaro”. E assassinou o petista com três tiros.

A poucos dias desta eleição, de acordo com a Polícia Civil do Mato Grosso, um homem identificado como Benedito dos Santos, 42 anos, eleitor de Lula, foi morto a golpes de faca e machado por Rafael de Oliveira, 24, apoiador de Bolsonaro. O ódio foi tamanho, que o assassino desejou cortar a cabeça do “inimigo” com um machado.

Antes dessa onda de crimes políticos cometidos por bolsonaristas sob inspiração do ídolo lá deles, o fascismo brasileiro apresentava uma ordem para a agressão contra a democracia. Como bem lembra o livro “Passageiros da tempestade: fascistas e negacionistas no tempo presente” em outra página:

“Em 2020, foi apontado que 35% dos oficiais e 41% dos praças das polícias de todo o Brasil interagem em redes sociais apoiando o presidente Jair Bolsonaro. Seus posicionamentos a favor do presidente, que há pelo menos dois anos discursa abertamente contra vários governadores, tendo o Nordeste com foco, tornam a questão ainda mais politizada e instrumentalizada”.

Assim tem sido no Brasil. A história geral do fascismo no mundo não se repete, como já observou Marx em outro contexto, que se tornou universal: “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. Mas se esqueceu de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

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Para os brasileiros, depois da trágica ditadura de 1964, vivemos a segunda fase apontada na frase de Marx, de duas maneiras: na primeira, hoje, ela é tanto trágica pela destruição de vidas pela covid, para as quais o presidente dizia não ser coveiro, quanto pela destruição da Amazônia de todas as maneiras.

Neste 2022, fala-se que o garimpo “perdeu a vergonha”. Sob a barbárie Bolsonaro, abertamente favorável aos interesses dessa atividade ilegal nos domínios, ou ex-domínios da floresta, os defensores do garimpo estão circulando nos corredores do poder nas capitais da Amazônia e em Brasília, e pretendem voar ainda mais alto: ocupar cargos eletivos nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional, além dos palácios dos governadores.

É trágico, ainda, o esvaziamento da educação, a perseguição aos artistas, às artes e imprensa, além das mortes matadas por opinião política. Mas é uma farsa, ao mesmo tempo, o ridículo do “imbrochável”, os gritos e falas do presidente. Que até imita a fala. Chegamos ao ponto em que no Brasil os animais falam. Isso é trágico e farsa em união, de um cômico mais baixo e grosseiro.

Numa das suas últimas falas ou farsas, ele tentou uma de historiador, acreditem:

“Quero dizer que o brasileiro passou por momentos difíceis, a história nos mostra. 22, 35, 64, 16, 18 e, agora, 22. A história pode repetir. O bem sempre venceu o mal”.

O que é isso? A que primeiro 22 ele se refere? Não deve ser à Semana de Arte Moderna, porque ele nem sabe o que é isso. Mas como o bem sempre venceu o mal?! Com assassinatos, torturas e execuções frias na ditadura, ou com as guerras e holocaustos, o bem sempre venceu o mal? Ou com a bomba sobre Hiroshima e Nagasaqui? Ou com os recentes assassinatos de Bruno e Dom na Amazônia? Ou será que o bem vence o mal quando a floresta é devastada? Ah, bom, entendemos a nova língua, uma absoluta inversão de valores: o bem é o mal, e o mal deve ser a esperança e luta da resistência.

Por enquanto, sabemos que a farsa bárbara pode virar em superação, um terceiro momento desta vez. Nós, unidos, temos o bonde, o navio, a nave da futura democracia, cujo nome é Lula vencedor no primeiro turno. Se não for Lula, afundaremos nas trevas do fascismo à brasileira.

Urariano Mota

Sálvio Dino fala sobre responsabilidade política e destituição de governos na democracia na TV Assembleia

17-09-2022 Sábado

O programa ‘Direto ao Ponto’ exibiu, nesta sexta-feira (16), às 10h30, na TV Assembleia, entrevista com o advogado e professor Sálvio Dino Junior, autor do recém-lançado livro “Responsabilidade Política e Destituição de Governos na Democracia”. Na conversa com a apresentadora e diretora adjunta de Comunicação da Assembleia Legislativa, jornalista Silvia Tereza, ele detalhou o tema abordado na obra e falou sobre fake news, controle das redes sociais, limites da liberdade de expressão e outros assuntos.

“Mais uma vez, o programa ‘Direto ao Ponto’ traz uma conversa que busca esclarecer a população sobre questões relacionadas às eleições, ao processo democrático do voto. O nosso intuito é somar para que o eleitor esteja cada vez mais consciente do seu papel”, destacou a jornalista Silvia Tereza.

Na entrevista, Sálvio Dino Junior ressaltou que o livro traz análise diferenciada sobre o cenário da democracia brasileira, a partir da perspectiva da responsabilidade política.

 “Procuro trabalhar e estudar uma temática em que eu percebo que há um vazio normativo, institucional em nosso país. Ao trabalharmos a questão de legitimidade dos governos, muitas vezes, somos levados a refletir sob a ótica eminentemente jurídica, ou até judicial (…) A lacuna é que hoje não temos nenhum instrumento constitucional que possa levar à destituição de governantes que sejam ineptos. E isso é muito importante”, ressaltou. 

A inquietação que levou o advogado e professor a escrever a obra foi o que se deve fazer no caso de o candidato a cargo majoritário – governador, prefeito, presidente da República -, depois de eleito e de assumir o mandato, não cumprir os compromissos firmados com a população durante o período de campanha. 

“Hoje, não temos o que fazer”, sentencia Sálvio Dino Junior, que complementa: “O que nós buscamos com esse livro é uma reflexão profunda sobre como outros países têm tratado essa questão e de que maneira o Brasil também precisa preencher essa lacuna”.

Ao falar sobre fake news, destacou as implicações para a democracia do país e sobre os prejuízos causados. “Devemos estar atentos é com a possibilidade de ruptura desse elemento da verdade, da boa fé no diálogo que deve haver entre candidatos, entre políticos e entre o povo. Quando você coloca e agrega aí o elemento de notícias falsas, isso acaba influenciando negativamente no processo democrático, na medida em que a população não sabe mais em quem confiar. Isso é altamente prejudicial para a nossa democracia”, disse.

Na visão de Sálvio Dino Junior, as redes sociais devem estar sujeitas a algum tipo de controle, o que faz parte do processo democrático. “O que não é compreensível é um jogo democrático onde não haja regras. Então, Facebook, Twitter, Instagram, todas as redes sociais e outras, precisam se submeter a regras também. Em casos de disseminação de informações falsas, elas precisam ser, sim, obrigadas a retirar essas propagandas que prejudicam a vida democrática no país”, assinalou o advogado e professor. 

Com produção dos jornalistas Ronald Segundo e Márcia Macieira, o programa ‘Direto ao Ponto’ vai ao ar pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2, da MAXX TV, no canal 17, e pela Sky, no canal 309), todas as sextas-feiras, às 10h30.

Multidão ocupa centro de Porto Alegre em apoio a Lula 

17-09-2022 Sábado

“Vamos recuperar o país para o povo, vamos derrotar o genocida e voltar a governar de forma democrática”, disse Lula em ato que reuniu cerca de 40 mil pessoas

Faltando 16 dias para o primeiro turno, o comício de Lula (PT) em Porto Alegre, realizado nesta sexta-feira (16), teve clima de reta final com chamados à dedicação de militantes e apoiadores — em especial das mulheres — para garantir que a disputa presidencial seja decidida no dia 2 de outubro. Lula, por sua vez, procurou reafirmar as diferenças com relação a Jair Bolsonaro (PL) mostrando, de um lado, o legado negativo deixado ao país pelo atual mandatário e, por outro, ressaltando a disposição de reconstruir a nação com garantia de direitos para o povo. 

Segundo a organização do evento, cerca de 40 mil pessoas lotaram o Largo Glênio Peres, no centro da capital gaúcha, que recebeu caravanas de diversas cidades do estado. Ao iniciar sua fala, o ex-presidente Lula declarou: “Estou feliz porque vamos recuperar o país para o povo, vamos derrotar o genocida e voltar a governar de forma democrática”. Apontou, ainda, que o atual presidente “não fez absolutamente nada nesse país” e que não vai manter o teto de gastos. “Vou acabar, porque responsabilidade não precisa ter lei, Dilma e eu governamos por 14 anos e fizemos superavit todo o ano. Juntamos dinheiro que o Brasil nunca teve”. 

Leia também: Lula critica Bolsonaro por orçamento secreto e por estimular o ódio no país 

Lula criticou o discurso segundo o qual recursos aportados no serviço público são gastos, ressaltando que trata-se, na verdade, de investimentos necessários ao atendimento da população. O ex-presidente voltou a enfatizar que não tem “problema com o agronegócio”, mas que muitos produtores “não gostam de nós porque sabem que vai acabar essa história de invadir a Amazônia. Vamos preservar aquele território” e “não vamos mais deixar ter garimpo em terra indígena”.

O ex-presidente salientou ainda que “só tem um sentindo em voltar a governar o país: fazer mais e melhor. Vamos acabar com a fome outra vez, gerar a quantidade de emprego que já geramos porque hoje a maioria dos trabalhadores está na informalidade, fazendo bico, sem carteira assinada, sem direito à seguridade e à previdência social. Estamos quase voltando à escravidão”. 

Foto: Ricardo Stuckert

Com relação à segurança pública, reafirmou que criará ministério para a área e lembrou que no estado do Rio Grande do Sul, somente neste ano, 76 mulheres foram assassinadas — a mais recente, foi a militante do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Débora Moraes, vítima de feminicídio nesta semana em Porto Alegre. Indignado, Lula questionou: “O que leva um homem a praticar tamanha violência contra as mulheres? O que leva a essa falta de respeito apesar da Lei Maria da Penha?”. Ele defendeu que haja leis mais duras e reeducação da sociedade, mostrando que “a mulher não é objeto de cama e mesa, é sujeito da história”. 

Lula também criticou a falta de merenda escolar adequada às crianças e o fato de boa parte da população passar fome. “As pessoas estão pegando osso na fila do açougue, estão comendo carcaça de frango”. A fome nesse país, disse Lula, “não é por falta de comida, é por falta de dinheiro e de vergonha na cara das pessoas que governam este país porque nós provamos que é possível acabar com a fome”. Minha causa, disse, “é acabar com a fome, melhorar a vida do povo”.

Na sequência, declarou que “nunca mais um genocida como Bolsonaro vai ganhar eleições neste país” e criticou a falta de solidariedade do presidente com as vítimas da pandemia. “Seria louvável se tivesse ido no enterro de uma das famílias das 680 mil pessoas que morreram de Covid neste país e pelas quais ele não chorou uma única lágrima”. 

Lula também tocou em pontos nevrálgicos para Bolsonaro, como corrupção os sigilos de cem anos. “Ele agora está me ofendendo e me chamando de ladrão, mas não fui eu quem comprou 51 imóveis pagando 26 milhões de reais à vista como ele fez. Não fui eu quem fez decreto de sigilo para familiar. Quando a CPI descobriu as mazelas do ministro da Saúde, o que fez? Decreto de sigilo de cem anos para o Pazzuelo, e mais cem anos para os filhos dele. Ele precisa saber que o Lulinha paz e amor vai quebrar todo os sigilos dele e vamos saber o que ele está escondendo”. 

Por fim, Lula salientou: “quero que cada mulher tenha certeza de que seu filho não será vítima de bala perdida porque a gente tem um genocida que tem prazer em fazer decreto liberando arma, quando devia fazer decreto liberando livros e levando livros às escolas”. 

Ele lembrou ainda que durante a campanha pelo desarmamento, “foram recolhidas 620 mil armas e as queimamos em praça pública. Esse cidadão está liberando armas para quem? Quem está comprando arma é o crime organizado com os decretos do Bolsonaro. Para quê o cara quer dez fuzis, dez pistolas, metralhadoras e milhares de balas? O cara que faz isso não está pensando no bem”. 

Lula concluiu fazendo um chamado pelo empenho nos próximos 15 dias e salientou: “Esse país vai voltar a ser civilizado. Quero que vocês voltem a ter orgulho desse país, a respeitar um governo que respeita vocês”. 

Empenho na reta final

O ato teve início com a fala de lideranças políticas de alguns dos partidos que compõem a coligação Brasil da Esperança. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chamou atenção para a importância da mobilização nessa reta final e declarou: “se o senhor do fascismo ganhar, o direito de votar não existirá no futuro porque o que está em jogo é a nossa democracia”. E completou: “Vamos eleger Lula no primeiro turno. É um dever moral, um dever histórico. Não está em jogo a eleição de Lula, está em jogo a vigência da Constituição, a nossa existência como pátria”. 

Neste mesmo sentido, a vice-presidenta nacional do PCdoB, Manuela d’Ávila, destacou: “O candidato não faz milagre. Vocês sabem quem constrói a nossa vitória? Vocês. Cada mulher e cada homem que, nos próximos 15 dias, ao invés de perder tempo, ansioso, na frente da tevê, esperando pesquisa, vai construir o resultado da pesquisa na rua”. 

Manuela D’Ávila. Foto: reprodução

Manuela pediu ainda: “mandem mensagens no Whats App mostrando porque votam nessa turma. Vocês têm a razão de vocês. E nós, mulheres, qual a nossa razão? A gente não quer mais que nenhuma mãe durma sabendo que o filho não comeu, a gente não quer mais que nenhuma de nós seja tratada como cidadã de segunda classe, nem que ninguém mais enterre filho por falta de política de segurança. Nos próximos 15 dias, vamos honrar todos os que não estão mais aqui, são quase 700 mil brasileiros para honrar, todos aqueles menosprezados pelo genocida. A gente precisa botar gás, são 15 dias de gás por quatro anos de paz”. 

A deputada federal e vice-presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, salientou: “falta só um pouquinho para a gente ganhar essa eleição no primeiro turno. Por isso, temos de fazer um esforço muito grande para que a gente possa vencer”. Gleisi também conclamou as mulheres: “essa campanha será decidida pelas mãos das mulheres que são a maioria do eleitorado. Não podemos deixar que esse ser retrógrado, violento, continue governando nosso país, infernizando a vida do povo e nos levando ao retrocesso”. 

A ex-presidenta Dilma Rousseff também destacou o papel do eleitorado feminino. “Essa eleição mostra duas coisas: a força política e a consciência  elevada das mulheres que não se deixam convencer por aquele que é o pior presidente do Brasil, o pior para o seu próprio povo de todo o mundo”. 

Foto: Ricardo Stuckert

Dilma afirmou, ainda, que ao ver que está perdendo, Bolsonaro “começa a distribuir acusações a todos e a tudo; mas, é uma pessoa que não tem a menor moral para falar de corrupção contra ninguém porque seu governo é um dos mais corruptos que o país ja teve”.  

O ex-governador e candidato ao Senado, Olívio Dutra (PT), explicou que “nós entendemos a política como a construção do bem comum, com a protagonismo das pessoas”, acrescentando que “não devemos pedir voto em troca de um favorzinho de ocasião, mas de maneira que as pessoas reflitam sobre a situação do país e votem com o coração e a consciência”. 

Edegar Pretto. Foto: reprodução/redes sociais

Edegar Pretto (PT), candidato ao governo do estado, chamou atenção para o fato de que pela “primeira vez formou-se uma unidade tão potente de nosso campo político”. Ele conclamou os participantes a elegerem uma forte bancada gaúcha e defendeu como uma de suas prioridades o combate à fome no estado. “O tempo das oportunidades vai voltar ao RS e vamos ter o povo feliz outra vez”. 

Para assistir a íntegra do ato, clique aqui.

Priscila Lobregatte

Centrais e MPT se unem para combater assédio eleitoral dos patrões aos trabalhadores

17-09-2022 Sábado

Presidente nacional da CUT esteve nesta quinta-feira (15) com o procurador-geral do Ministério para denunciar aumento de casos de empresários que tentam interferir no voto do trabalhador

A CUT, em unidade com as demais centrais sindicais, vão desenvolver uma ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para ampliar o combate a práticas ilegais dos patrões contra os trabalhadores nos locais de trabalho, como assédio eleitoral laboral. Ação também quer intensificar o enfrentamento ao trabalho infantil e o análogo ao escravo.

Segundo o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, esse compromisso é resultado da reunião, nesta quinta-feira (15), entre as centrais sindicais e o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), José de Lima Ramos Pereira. Além do dirigente da CUT, participaram os presidentes da Força Sindical, Miguel Torres; UGT, Ricardo Patah, e da CTB, Adilson Araújo. O encontro foi em Brasília.

“Foi uma reunião muito produtiva e importante para a proteção da classe trabalhadora. Firmamos compromissos para, de forma conjunta, movimento sindical e Ministério Público do Trabalho combaterem todo tipo coação, constrangimento, pressão e assédio patronal no local de trabalho”, disse o presidente nacional da CUT.

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“Levamos ao procurador-geral do Ministério Público nossa preocupação com o aumento de casos de coação e assédio do voto dos trabalhadores, nesta reta final de campanha eleitoral. O presidente nacional da CUT destacou que é muito importante atuação do MPT para assegurar totais condições às pessoas que vão trabalhar no dia da eleição.

Segundo Sergio Nobre, o procurador-geral do MPT pediu que as centrais sindicais reforcem junto aos sindicatos de base a importância de denunciar ao Ministério Público do Trabalho os patrões que tentam obrigar o trabalhador a votar em determinado candidato. Também devem ser denunciados empresários e empresas que impeçam os trabalhadores e as trabalhadoras de expressar livremente sua opinião. As reuniões para debater as ações serão marcadas para depois das eleições.

O procurador-geral José de Lima disse aos sindicalistas que a Instituição está preparada, em nível nacional, para atender a qualquer demanda relacionada a direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, seja urgente ou não.

“Assédio eleitoral no local de trabalho é crime. Denunciem aos seus sindicatos e sindicatos denunciem ao MPT, basta entrar na página [clique aqui para acessar] deles, tem espaço exclusivo para denúncia”, convoca Sérgio Nobre

As centrais entregaram ao procurador-geral a Pauta da Classe trabalhadora, documento aprovado durante a Conclat-2022. Participaram também da reunião o diretor-geral do MPT, Gláucio Araújo de Oliveira; o subprocurador-Geral do Trabalho Francisco Gérson Marques de Lima; o coordenador e o vice-coordenador da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social (Conalis), respectivamente, Ronaldo Lima dos Santos e Jefferson Luiz Maciel Rodrigues; e a vice-coordenadora da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades (Coordigualdade), Melícia Alves de Carvalho Mesel.

CUT

Susan Lucena recebe o título de Cidadã Ludovicense da Câmara Municipal

17-09-2022 Sábado

Solenidade de entrega do título aconteceu na manhã desta quinta-feira no plenário da Câmara / Fabrício Cunha

A diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, foi homenageada com o Título de Cidadão Ludovicense. A horaria foi entregue durante sessão solene no Plenário Simão Estácio da Silveira, na Câmara Municipal de São Luís, realizada nesta quinta-feira (15). A homenagem foi proposta pela vereadora Silvana Noely (PTB), em reconhecimento à atuação dela à frente da instituição de apoio e proteção à mulher vítima de violência.  

O vereador Octávio Soeiro (Podemos) conduziu a solenidade e parabenizou a colega Silvana Noely pela homenagem e à condecorada pelo seu trabalho à frente da Casa da Mulher Brasileira. “É uma homenagem merecida e a uma pessoa que reconhecidamente atua por mais direitos, justiça e respeito às mulheres. Meus parabéns”, frisou.  

A vereadora Silvana Noely pontuou a importância da condecoração. “Estou muito feliz por estar aqui entregando este título a uma mulher que admiro muito. É uma honra. Conheço muitas mulheres fortes aqui na cidade e a Susan Lucena é uma delas. Agradeço sua presença, compreensão, disponibilidade e atenção sempre quando preciso e sempre quando as mulheres precisam de você. Meus parabéns pelo seu trabalho e sua trajetória”, destacou. Na ocasião, ela pontuou ainda, a situação de estupro envolvendo mestre de capoeira, que está preso. Ela defendeu a atividade e parabenizou as mulheres pela sua força e resistência.  

A homenageada, Susan Lucena, destacou a emoção do momento. “Agradeço à Silvana Noely pela sensibilidade. Eu a conheço há muito tempo e hoje aqui nos reencontramos. Sinto-me muito feliz e preenchida por este título ter partido de você, uma mulher forte e de posicionamento. Muito obrigada”, enfatizou. Em sua fala, Susan Lucena contou de sua vinda para São Luís, aos sete anos, por conta da separação dos pais. Emocionada, ressaltou que foi a decisão mais acertada para a vida de sua família e elogiou a resistência e persistência da mãe.  

Familiares, amigos e colegas de trabalho marcaram presença na sessão, homenageando a condecorada. A delegada e coordenadora da Delegacias Estaduais da Mulher do Estado do Maranhão, Kazumi Tanaka, frisou a importância da diretora no êxito das ações de proteção à mulher.

“Falar de Souza Lucena e participar desta homenagem é muito específico e significativo para mim. Eu, que já compartilhei vários choros dela, a exemplo de hoje, nesta homenagem, especialmente, pois aqui há pessoas fundamentais para a vida dela, como os familiares e os amigos. Uma homenagem mais que justa, reconhecendo a grande mulher que ela é, que inspira a todos e também, me inspira. Obrigada e parabéns!”, ressaltou. 

Susan Lucena é graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem bacharelado em Direito pela Universidade Ceuma, é especialista em Direito Previdenciário pela Universidade Anhanguera Uniderp e graduanda em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo pela UFMA. 

Exerceu cargo de secretária adjunta de Estado da Mulher e é atual diretora da Casa da Mulher Brasileira. Tem experiência na área de filosofia, direito e comunicação, com ênfase em controle social, direito à informação, democracia, cidadania, combate à corrupção e combate ao trabalho análogo ao de escravo.  

 Presentes ainda ao momento, a subdefensora geral da Defensoria Pública do Maranhão, Cristiane Marques; delegada de polícia e chefe Departamento de Feminicídio do Maranhão, Wanda Moura Leite; a chefe do Gabinete de Segurança da Defensoria Pública do Estado, coronel Augusta; e a presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina de São Luís, Silvia Leite. A solenidade foi marcada ainda pela apresentação de vídeo sobre a homenageada.  

Lula critica Bolsonaro por orçamento secreto e por estimular o ódio no país 

16-09-2022 Sexta-feira

“Pela primeira vez estamos vendo um presidente não cuidar do orçamento que é função dele. Virou refém do orçamento secreto”, disse Lula em coletiva em Porto Alegre

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira (16) em um hotel de Porto Alegre, o ex-presidente Lula voltou a defender a criação de um Ministério dos Povos Originários, comandado por um indígena, falou sobre a situação do povo brasileiro, sua relação com o agronegócio e criticou a conduta do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Os milicianos que se apoderaram do país criaram um comportamento na sociedade a ponto de se agredir jornalistas, desafiar as pessoas, ofender a Suprema Corte”, disse. E acrescentou: “pela primeira vez na história do Brasil estamos vendo um presidente não cuidar do orçamento que é função dele. Virou refém do orçamento secreto; se esse orçamento fosse bom, não deveria ser secreto”. 

Lula também destacou que Bolsonaro “não governa porque não sabe governar; não conversa porque não sabe conversar e então ele vive de fake news, de contar mentiras. É assim que o país está sendo governado e vamos mudar isso”. Ele ainda disse que, caso seja eleito, pretende se reunir já no começo de seu mandato com governadores e prefeitos para repactuar as relações federativas e compreender as necessidades locais. “Não é possível um presidente que não converse com governador, com prefeito, com a ciência, como aconteceu na pandemia”, declarou. 

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Ao abrir a coletiva, o ex-presidente enfatizou: “Não me conformo de o país ter dado passos para trás e a gente ver a fome, o desemprego, a queda nos investimentos em ciência e tecnologia e na educação; a gente ver o Fundeb diminuindo e as crianças saindo da escola sem saber ler, sem saber matemática. Esse país não merece isso. Estou voltando a concorrer porque acredito que se nós ganharmos temos condições de recuperar esse país, de voltar a fazer esse povo ter alegria,  prazer e orgulho de ser brasileiro”. 

Questionado sobre a relação do agronegócio com o PT, Lula atribuiu a resistência de parte do setor a fatores ideológicos e ao patrimonialismo, uma vez que, lembrou, em seus governos houve avanços para o agronegócio. Ele citou como exemplos a MP 532/08, pela qual “financiamos R$ 75 bilhões de um dívida de R$ 89 bilhões. Se não fosse isso, o agronegócios teria quebrado”. Também recordou que “viajamos o mundo abrindo mercado porque não tenho preconceito com o agronegócio”. 

Ao mesmo tempo, Lula também defendeu o MST e a agricultura familiar, salientando que esta “pode conviver com agro”. Lula salientou que a “agricultura é imprescindível”, especialmente com o atual quadro de fome e miséria que atinge milhões de pessoas, e disse ser preciso aumentar a produção da agriculta familiar como forma de baratear os alimentos. “Todos vão produzir porque o Brasil e mundo precisam”, afirmou, acrescentado que é preciso garantir também alimentos de qualidade e com menos agrotóxico. 

O ex-presidente também defendeu a preservação de biomas como a Amazônia e o Pantanal e destacou que não é necessário ampliar o desmatamento, nem ocupar terras indígenas para viabilizar a agricultura. Salientando que o Brasil tem uma dívida com os indígenas, Lula voltou a defender a criação de Ministério dos Povo Originários, com um indígena no comando. 

Questionado sobre a abordagem recorrente da campanha bolsonarista de procurar desqualificar Lula com relação à corrupção, o ex-presidente apontou: “Meus processos já transitaram em julgado, nem deveria mais discutir isso. Sou o único culpado de ser inocente. Fui absolvido em 26 processos pela Suprema Corte e em dois processos na ONU”. E acrescentou: “quero saber se ele vai explicar os imóveis que comprou com aquela quantidade de dinheiro à vista”. Ele também pontuou as principais ações anti-corrupção dos governos Lula e Dilma.  

Lula também voltou a defender ações para enfrentar a fome, reconstruir a educação, reduzir a fila no INSS, retomar a valorização do salário mínimo, assegurar o piso da enfermagem e dos professores. 

Durante a coletiva, o ex-presidente esteve acompanhado de sua esposa Janja; da ex-presidenta Dilma Rousseff; do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); dos deputados federais do PT Maria do Rosário, Paulo Pimenta e Gleisi Hoffmann, presidenta do partido; os candidatos ao governo Edegar Pretto (PT) e a vice, Pedro Ruas (PSol) e ao Senado, Olívio Dutra (PT) e a candidata a deputada estadual do PCdoB, Bruna Rodrigues, entre outros. 

Veja abaixo a íntegra da coletiva:

Priscila Lobregatte

Othelino e Ana Paula recebem apoio de lideranças e populares em São Francisco do Maranhão

16-09-2022 Sexta-feira

Grande ato político em São Francisco do Maranhão, quinta-feira (15), confirmou o apoio de lideranças e populares à reeleição do deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. O parlamentar e a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato, candidata a primeira suplente de Flávio Dino no Senado, participaram de carreata e caminhada pelas ruas da cidade e receberam o carinho dos apoiadores em uma noite de muita alegria.

O encontro contou com a presença do prefeito Adelbarto Santos(PCdoB) e de outras lideranças políticas do município, que também apoiam as candidaturas de Carlos Brandão(PSB) ao governo e de Flávio Dino(PSB) ao Senado.

“Eu garanto ao prefeito Adelbarto que ele pode contar comigo, que vamos seguir juntos, e o prestígio que o mandato de deputado estadual me der eu vou usar também para ajudar esta cidade“, destacou Othelino.

Ana Paula Lobato enfatizou o trabalho prestado por Othelino Neto e pelo Governo do Estado a favor do município. “Por onde a gente passa tem a marca de Othelino, Flávio Dino e Brandão. Garanto que as portas do nosso gabinete sempre estarão abertas para o prefeito Adelbarto e para todo o povo de São Francisco do Maranhão”, ressaltou a candidata.

O chefe do Legislativo estadual dialogou com a população sobre suas propostas para continuar trabalhando pelo desenvolvimento do estado, ao lado de Carlos Brandão(PSB) e Flávio Dino(PSB). O deputado foi autor de emendas destinadas a serviços de melhorias em São Francisco do Maranhão e, também, um grande intermediador, junto ao Executivo, para a execução de obras públicas no município.

O prefeito Adelbarto Santos declarou a satisfação de apoiar o ex-governador Flávio Dino, o governador Brandão e, em especial, a reeleição de Othelino Neto. “A escolha do nosso representante precisa levar em conta quem tem compromisso e Othelino tem mostrado atenção a São Francisco. Acredito no trabalho dele para defender os municípios”, ressaltou o prefeito.

Obras

Entre as obras executadas em Carolina, frutos da parceria com o deputado Othelino Neto, estão a reforma da escola Sebastião Pereira de Carvalho, a ampliação da Câmara Municipal, a construção de um Restaurante Popular, a destinação de R$ 1,6 milhão para a pavimentação de ruas, emenda para a saúde, construção da Praça da Bíblia, entrega de cestas básicas, cartões Vale-Gás e kits esportivos. 
“Ainda queremos fazer muito mais por São Francisco do Maranhão”, garantiu Othelino Neto, que recebeu, da Câmara Municipal, o título de ‘Cidadão Franciscoense’.

Data Ilha mostra Flávio Dino consolidado na corrida ao Senado

16-09-2022 Sexta-feira

A pesquisa Data Ilha/Band confirmou o amplo favoritismo do ex-governador Flávio Dino (PSB) na disputa para o Senado, com nada menos que 64,9% das intenções de voto. Seu adversário mais próximo é o ex-senador Roberto Rocha (PTB), que aparece em segundo com 27,6%, seguido de Ivo Nogueira (DC) com 4,9%, Saulo Arcangeli (PSTU) com1,5%, e Antônia Cariongo (PSOL) com1,1%.

É a vigésima segunda pesquisa em que o ex-governador aparece como líder disparado na corrida à única vaga para o Senado, que nestas eleições renova um terço das suas 81 cadeiras.

Flávio Dino despontou como líder na preferência do eleitorado ainda no ano passado, quando sua candidatura à Câmara Alta ainda era apenas uma possibilidade, uma vez que ele se  movimentava como candidato a candidato a presidente da República. Sempre deixou claro que seu projeto presidencial estava condicionado à candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), o que veio a acontecer.

A exemplo do que acontece com seu aliado, o senador Weverton Rocha, candidato do PDT ao Governo , o senador Roberto Rocha permanece estacionado patamar dos 20%, aparentemente sem chance de mudar esse cenário em duas semanas, o mesmo acontecendo com os demais candidatos.

Repórter Tempo

Datafolha em SP mostra Haddad liderando com 14 pontos a frente do adversário

16-09-2022 Sexta-feira

Ex-ministro subiu um ponto e vence os adversários num segundo turno; Tarcísio e Rodrigo empataram.

Pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e divulgada nesta quinta-feira (15) revela a liderança consolidada de Fernando Haddad na intenção de voto para o cargo de governador de São Paulo. O candidato se mantém no primeiro turno com 36% das intenções de voto. O ex-ministro de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos) passou de 21% para 22%, e o ex-secretário de Doria, governador Rodrigo Garcia (PSDB), que disputa a reeleição, foi de 15% para 19%, se empatando tecnicamente.

Nas simulações de segundo turno, o petista vence tanto Rodrigo quanto Tarcísio. As chances de Haddad derrotar o candidato bolsonarista são maiores.

Ele tem 41% das intenções de voto na região metropolitana de São Paulo, ante 31% no interior do estado. Entre evangélicos, a preferência pelo petista fica em 29%, e entre os católicos é de 38%.

No embate entre Tarcísio e Rodrigo, o atual governador avançou seis pontos entre as mulheres, segmento em que agora aparece numericamente à frente do adversário (21% a 16%). Entre homens, o candidato do Republicanos tem ampla vantagem sobre o tucano (29% a 17%). O apoio de Bolsonaro pode estar aumentando sua rejeição pelas mulheres.

Entre quem tem renda de até dois salários, grupo que abrange 40% dos eleitores, Haddad lidera com 35% e 37%, respectivamente.

Entre eleitores que declaram voto em Lula (PT) para presidente, 65% pretendem votar em Haddad para governador, 14%, em Rodrigo, e 4%, em Tarcísio.

De uma forma geral, 37% dos eleitores sabem o número de urna de seu candidato a governador. Eleitores de Haddad são os que mais conhecem a informação (49%). Na sequência, aparecem os que votam em Rodrigo (38%) e Tarcísio (25%).

Foram ouvidas 1.808 pessoas entre os dias 13 e 15 de setembro em 74 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-06078/2022.

Resposta estimulada e única, em %:

  • Fernando Haddad (PT): 36% (na pesquisa anterior, de 1°/9, estava com 35%)
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 22% (21% na anterior)
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 19% (15% na anterior)
  • Gabriel Colombo (PCB): 1% (1% na anterior)
  • Antonio Jorge (Democracia Cristã): 1% (1% na anterior)
  • Carol Vigliar (Unidade Popular): 1% (2% na anterior)
  • Elvis Cezar (PDT): 1% (1% na anterior)
  • Altino Júnior (PSTU): 1% (1% na anterior)
  • Vinicius Poit (Novo): 1% (1% na anterior)
  • Edson Dorta (PCO): 0% (1% na anterior)
  • Brancos e nulos: 11% (12% na anterior)
  • Não sabe: 7% (10% na anterior)

Veja o resultado da pesquisa estimulada para o 2º turno

Cenário 1 – Haddad x Rodrigo; resposta estimulada e única, em %:

  • Fernando Haddad (PT): 47% (na pesquisa anterior, de 1°/9, estava com 48%)
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 41% (38% na pesquisa anterior)
  • Brancos e nulos: 11% (11% na pesquisa anterior)
  • Não sabe: 2% (3% na pesquisa anterior)

Cenário 2 – Haddad x Tarcísio; resposta estimulada e única, em %:

  • Fernando Haddad (PT): 54% (na pesquisa anterior, de 1°/9, estava com 51%)
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 36% (36% na pesquisa anterior)
  • Brancos e nulos: 8% (9% na pesquisa anterior)
  • Não sabe: 2% (3% na pesquisa anterior)

Cézar Xavier

Manifesto de dissidentes do PDT defende voto em Lula no 1º turno como necessidade histórica

16-09-2022 Sexta-feira

247 – O manifesto de dissidentes do PDT em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno, que será divulgado na próxima semana, afirma que não se trata de voto útil, mas de necessidade histórica. “A elaboração do documento tem a frente integrantes e ex-integrantes do PDT. Um dos idealizadores é Gabriel Cassiano, ex-aliado de Ciro, que se alinhou ao PT. Além dele, integram o movimento os vereadores do PDT em João Pessoa, Junior Leandro e Betinho; André Luan, ex-diretor da Fundação Leonel Brizola em Minas Gerais; e Vinicius Dino, ex-secretário Geral da Juventude Socialista de São Paulo”, informa a CNN, que teve acesso ao texto que vem sendo elaborado.

“O ano é 2022. Aquele Ciro que conseguia se manter numa sintonia fina com o campo progressista já não existe mais. Se em 2018 a grande maioria da militância trabalhista foi às ruas pedir votos para Fernando Haddad, atualmente vemos infelizmente alguns colegas dizerem que irão votar nulo em um eventual segundo turno. Há outros que pensam em apoiar até mesmo Bolsonaro. Mais do que indignação, ver o projeto nacional de desenvolvimento errar na sua composição tática e estratégica é motivo de muita tristeza e decepção”, aponta o texto.

“Diante disso, nós que apoiamos Ciro entre 2016 e 2019 clamamos aqueles que possuem a mesma visão a não vacilarem, apoiando a única candidatura capaz de derrotar o bolsonarismo já no primeiro turno. Não se trata de voto útil. É uma necessidade histórica, algo que, mais uma vez, lamentamos ver Ciro Gomes, uma figura ímpar para pensar o desenho institucional do país ser incapaz de enxergar essa quadra da história. Diante disso, convocamos militantes trabalhistas e dissidentes a apoiarem o ex-presidente Lula no primeiro turno. Saudações fraternas e Brizolistas!”, prossegue o manifesto.