Arquivo mensal: setembro 2022

Após alta médica, Edivaldo retoma agenda de campanha

17-09-2022 Sábado

Recuperado da crise de cálculo renal que o levou à internação hospitalar na última quarta (14), o ex-prefeito de São Luís e candidato a governador do Maranhão, Edivaldo Holanda Junior (PSD), retomou nesta sexta a agenda da sua campanha e participou de grande carreata na capital.

Ao lado da esposa Camila Holanda, Edivaldo percorreu bairros do eixo Itaqui-Bacanga, como a Vila Bacanga, Gancharia, Anjo da Guarda, São Raimundo, Vila Nova, Alto da Esperança, Fumacê entre outros, sendo recepcionado com entusiasmo e muito aplaudido e festejado pelos moradores. O acompanhavam ainda a deputada estadual Mical Damasceno, candidata a reeleição, e outros candidatos a deputado estadual e federal da coligação Um Maranhão Melhor para Todos, além de apoiadores.

A alta popularidade de Edivaldo no maior colégio eleitoral do estado na disputa eleitoral para governador do Maranhão é impulsionada pelo resultado do seu trabalho como prefeito da capital por dois mandatos sucessivos. A região Itaqui-Bacanga, por exemplo, umas das mais populosas de São Luís e onde o pessedista esteve hoje, recebeu fortes investimentos da sua gestão, por meio programa São Luís em Obras, que garantiu infraestrutura, geração de emprego e renda e desenvolvimento para toda a capital.

Estão entre as ações, asfaltamento e calçamento de ruas e avenidas, implantação de redes de drenagem profunda e superficial, pontes, interbairros, modernização da iluminação pública e construção de praças. Além desses, Edivaldo também reconstruiu mercados, levou ecopontos, expandiu a coleta domiciliar, renovou a frota do transporte e colocou ar-condicioando nos ônibus, além dos fortes investimentos para melhoria dos serviços de saúde e de educação, entre muitos outros. 

Apontado nas pesquisas como um dos principais nomes na disputa ao Palácio dos Leões, conforme levantamentos recentes, Edivaldo segue crescendo na preferência do eleitorado maranhense para ocupar o cargo de governador do estado. 

Para ampliar cada vez mais essa influência, Edivaldo intensificará cada vez mais suas atividades em São Luís e região metropolitana e nos demais municípios do estado.

Neste sábado (17), ele participa de atos da sua campanha na região dos bairros Cidade Operaria, Cidade Olimpica, Cohatrac, Cohab, entre outros. Já na próxima semana, o  pessedista participa de atividades em diversos municípios do interior do estado ao lado de lideranças estaduais.

Lula: “Viemos ao mundo para transformar este país numa grande nação” 

17-09-2022 Sábado

Em Porto Alegre, Lula conclama todos a lutar por uma vitória no primeiro turno: “Estou feliz porque a gente vai recuperar este país para o povo brasileiro” 

Ao reencontrar o povo do Rio Grande do Sul, em um imenso comício no coração de Porto Alegre, na noite desta sexta-feira (16), Lula levou uma mensagem de otimismo e certeza da capacidade dos brasileiros e brasileiras de reconstruírem o país após quatro anos de destruição.

“Nós renascemos nos nossos filhos, renascemos nos nossos netos e viemos ao mundo para transformar este país numa grande nação. Uma grande nação geradora de felicidade, de oportunidade, de conhecimento”, disse Lula ao final de seu discurso (assista à integra no fim desta matéria).

As palavras escolhidas para terminar sua fala faziam eco com o que havia dito logo no início: “Estou feliz porque a gente vai recuperar este país para o povo brasileiro. Estou feliz porque a gente vai derrotar esse genocida e voltar a governar este país de forma democrática”.

Lula disse ter certeza de que é possível vencermos estas eleições. E vencer já no primeiro turno. Por isso, pediu o empenho de todos para conquistar os votos que faltam para que a vitória ocorra já em 2 de outubro. E pediu também votos para o seu time de deputados e deputadas e para Olívio Dutra (PT), candidato ao Senado, e Edegar Pretto (PT), candidato ao governo.

TIME DO LULA: Veja as candidaturas apoiadas por Lula no Rio Grande do Sul

“Se depois de vocês votarem nos deputados e deputadas estaduais do nosso time, nos deputados e deputadas federais do nosso time, no senador (Olívio), e no governador (Edegar), vocês ainda tiverem saco, por favor, votem em mim para presidente da República, para a gente poder consertar este país”, pediu.

Para fazer mais e melhor

Para recuperar o país, Lula se comprometeu a criar empregos de qualidade e com direitos, a tratar saúde e educação não como gasto, mas como investimento, e a voltar a investir em grandes obras, como ele e Dilma fizeram quando governaram.

“Nunca, na história deste país, o governo federal colocou tanto dinheiro neste estado como os governos do PT. E fizemos investimento quando o governador era do MDB, quando a governadora era do PSDB ou quando o Tarso Genro (PT) era governador e a Dilma, presidenta”, lembrou.

LEIA MAIS: Veja o que Lula e o PT fizeram pelo Rio Grande do Sul e por Porto Alegre

“Só tem sentido a gente voltar a governar este país se a gente fizer mais e melhor. Se a gente acabar com a fome outra vez e gerar a quantidade de empregos que nós geramos”, prosseguiu, assegurando que vai recriar os Ministérios da Cultura, da Pesca e das Mulheres e criar os Ministérios dos Povos Originários e da Segurança Pública.

Lula disse ainda que quem nasce para a luta não tem tempo de ficar em casa e não desiste da vida de luta. “E eu tenho uma causa que é melhorar a vida do povo brasileiro, que é acabar com a fome, que é gerar emprego.Nós já conseguimos isso uma vez. Junto com vocês, vamos levantar a cabeça e dizer: nunca mais um genocida como o Bolsonaro vai ganhar as eleições neste país.” 

Galeria de fotos

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Comício de Lula em Porto Alegre (foto: Ricardo Stuckert)

Edegar, Olívio e a retomada do Brasil pelo povo

Candidato a governador, Edegar Pretto (PT), afirmou que, se eleito, vai criar uma frente de combate à fome e à miséria no estado, que tem hoje 1,6 milhão de pessoas passando fome e 5,4 milhões, quase metade da população, na pobreza.

“Nenhum pai, nenhuma mãe, se eu tiver a honra de ser governador, vai dormir preocupado se vai ter comida para os seus filhos”, garantiu. “Companheiros agricultores, se preparem. Arrumem suas roças, produzam, porque no governo do Edegar Pretto, o Estado vai ser o maior cliente da agricultura familiar. Vamos botar para as pessoas alimentação com sinônimo de saúde”, completou.

Já o candidato ao Senado Olívio Dutra (PT) pregou a retomada do país para os brasileiros. “Para nós, a política é a construção do bem comum com o protagonismo das pessoas. Por isso, cada um deve ser sujeito e não objeto dela”, definiu.

“Nós queremos o Brasil reconquistado para o seu povo, respeitado na sua pluralidade e diversidade. A bandeira do Brasil é a bandeira da pátria, é nossa bandeira. Não é propriedade de um partido, de uma pessoa nem de um grupo. Viva a democracia, viva o povo. É Lula lá, Edegar Pretto aqui”, bradou.

Dilma, Gleisi e a força das mulheres

Também discursaram a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e a ex-presidenta Dilma Rousseff, que destacaram a importância das mulheres, que formam a maioria do eleitorado brasileiro, para a vitória de Lula, preferencialmente já no primeiro turno.

“Hoje, o nosso desafio é entregar, para nós mesmos, essa eleição. Pra gente poder recuperar o Brasil. E a gente vai ter mais força se nós ganharmos nesses próximos 15 dias. Então, pedimos não só o voto de cada um de vocês, mas também a decisão de conquistar mais um voto, seja no seu local de trabalho, seja na sua igreja, seja na sua família, seja na vizinhança, seja entre seus conhecidos e amigos”, disse Dilma.

LEIA MAIS: Saiba o que Lula e Dilma fizeram pelas mulheres brasileiras

Gleisi, por sua vez, pregou a união das mulheres: “Nós mulheres temos um dever para com esse povo. Nós não podemos deixar que esse ser retrógrado, maldito, esse ser violento continue governando o nosso país, infernizando a vida do nosso povo e levando o Brasil ao retrocesso. Portanto, mulheres, uni-vos. Vamos tirar Bolsonaro e colocar Lula”. 

Também falaram o candidato a vice na chapa de Edegar Pretto, Pedro Ruas (PSol); o ex-governador Tarso Genro (PT-RS); o senador Paulo Paim (PT-RS); Manuela D’Ávila, vice-presidente nacional do PCdoB; senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); Luis Tibé, presidente nacional do Avante; Marcio Souza, vice-presidente estadual do PV.

PT

Estrada do Novo Carú, obra viabilizada por Hildo Rocha, atende demanda de vinte anos do povo

17-09-2022 Sábado

Autor de emenda parlamentar que assegurou recursos públicos federais para financiar a construção da estrada do Novo Carú, em Bom Jardim, o deputado Hildo Rocha fez uma pequena pausa na sua campanha eleitoral, pela reeleição, e visitou a comunidade a fim de inspecionar o andamento da obra que está sendo executada pela prefeita Cristiane Varão.

Estrada aguardada há vinte anos

O ex-presidente da Câmara Municipal, Arão Silva, enfatizou que a estrada do Novo Carú é a obra dos sonhos dos moradores do povoado.

“Essa obra é o sonho desta comunidade. Lamentavelmente a gestão anterior não contribuiu para facilitar a realização da obra. Mesmo assim, o deputado não desistiu. Embora não fosse aliado político da gestão, ele mandou a emenda, via Codevasf. A prefeitura firmou o convênio, mas engavetou o projeto e o povo continuou passando por imensas dificuldades. Felizmente, hoje, depois de angustiante espera, temos a satisfação de ver que o sonho já é quase uma realidade. Essa é mais um benefício que o deputado Hildo Rocha viabilizou para a nossa população. Hildo Rocha é merecedor do nosso reconhecimento”, declarou Arão.

Dificuldades ficaram no passado 

A vereadora Vânia Alcântara destacou que a obra já deveria ter sido concluída. Entretanto, de acordo com a parlamentar, a gestão que antecedeu a prefeita Cristiane Varão não conseguiu solucionar as dificuldades políticas, administrativas e jurídicas que impediram a realização da obra.

“Nós sabemos que o deputado Hildo Rocha fez a parte dele, os recursos foram assegurados, o deputado destinou emenda, lamentavelmente a gestão anterior não teve capacidade para fazer o que era pra ter sido feito. Para nossa felicidade, as dificuldades ficaram no passado. Agora, a obra está em execução, com excelente qualidade. Nós temos deputado que ajuda os municípios, é atuante, cumpre o que promete e zela pelos recursos públicos. É por isso que ele fiscaliza as obras. Hildo Rocha é um exemplo de parlamentar trabalhador e eficiente”, enfatizou a vereadora.

União frutífera, gratidão e compromisso

O deputado Hildo Rocha disse que para superar os grandes entraves administrativos é necessário que haja, vontade política, capacidade, união e muito esforço.

“Aqui, estamos diante de um caso que ilustra bem como é possível avançar, mesmo quando as dificuldades são grandes. Graças à competência da prefeita Cristiane e a insistência dos amigos que tenho aqui em Bom Jardim nós conseguimos virar uma página da história recente do município. A prefeita Cristiane está fazendo a obra com excelente qualidade. Ela tá colocando recursos da prefeitura para que a obra seja feita e concluída. Reafirmo o compromisso continuar trabalhando firme pra que nossa união frutífera possa render mais e mais benefícios para Bom Jardim e para o Maranhão”, afiançou Hildo Rocha.

Povos indígenas fazem semana de luta e mobilização em Brasília e pedem fim da violência em seus territórios

17-09-2022 Sábado

Indígenas de diversos povos e regiões cobraram demarcação e proteção de suas terras e comunidades em Brasília. Semana teve audiências, reuniões, marcha e coletiva de imprensa

As últimas semanas foram marcadas pelo aumento da violência contra os povos originários em seus territórios, em várias partes do Brasil, mas também por uma grande mobilização indígena em Brasília (DF). Em resposta aos ataques, entre os dias 12 e 16 de setembro, cerca de 120 indígenas de diversos povos e regiões realizaram manifestações e participaram de uma série de reuniões e audiências para denunciar a violência contra suas comunidades e, também, para cobrar a garantia e a proteção de seus direitos.

Participaram da mobilização lideranças dos povos Apãnjekra Canela, Memortumré Canela, Akroá Gamella, Tremembé do Engenho e Kari’u Kariri, do Maranhão, Macuxi, de Roraima, Pataxó, da Bahia, e Xakriabá, de Minas Gerais.

Na quinta-feira (15), os indígenas fizeram uma marcha pela Esplanada dos Ministérios e foram até o Ministério da Justiça, em frente ao qual realizaram uma coletiva de imprensa, onde denunciaram as sete mortes de indígenas ocorridas em contexto violento apenas na primeira quinzena de setembro.

“A tese do marco temporal é inconstitucional. Está em jogo a vida de todos os povos indígenas do Brasil”

STF e marco temporal

Na segunda-feira (12), três lideranças indígenas participaram da posse da ministra Rosa Weber na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio de seu gabinete, a ministra convidou para a cerimônia de posse as lideranças Alenir Aquines Ximenes, Guarani Kaiowá da Terra Indígena (TI) Nhanderu Marangatu (MS), Neusa Kunhã Takua, Guarani Nhandeva, vice-cacique da TI Tekoha Jehy, em Paraty (RJ), e David Popygua, Guarani Mbya da TI Jaraguá, em São Paulo.

As lideranças aproveitaram a ocasião para pedir à ministra que o STF proteja os direitos constitucionais indígenas e conclua o quanto antes o julgamento de repercussão geral sobre demarcação de terras indígenas, suspenso em setembro de 2021 após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. O caso pode servir para enterrar definitivamente a tese ruralista do chamado “marco temporal” e garantir paz aos povos indígenas em seus territórios.

“Quanto mais se atrasa o julgamento da tese do marco temporal e sua devida extinção no plano jurídico brasileiro, maior violência ocorre nos nossos territórios”, afirmam os povos presentes em Brasília em documento enviado aos ministros da Suprema Corte.

Os indígenas pedem, por isso, “o rápido julgamento” do caso, “com vistas ao apoio à tese do indigenato e total rechaço ao marco temporal. A partir de então, poderemos ter alguma paz em nossos territórios, com as nossas famílias e nossas crianças”.

“A gente veio aqui reivindicar e cobrar os órgãos competentes pela defesa do nosso território e dos nossos direitos”, afirmou Carlinhos Xakriabá, liderança indígena de Minas Gerais, durante a coletiva de imprensa em frente ao Ministério da Justiça.

“O julgamento de repercussão geral do marco temporal é algo que a gente tem a necessidade de ser resolvido o mais rápido possível, porque a tese do marco temporal é inconstitucional. Está em jogo a vida de todos os povos indígenas do Brasil”, reivindicou o Xakriabá.

Em reunião com as lideranças indígenas, a nova presidente da Suprema Corte garantiu que irá colocar o processo em pauta na sua gestão, mas que ainda estuda uma data para que o tema seja analisado pelo colegiado.

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Violência nos territórios

Entre as diversas atividades realizadas em Brasília nesta semana, lideranças indígenas participaram de audiências com o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e com a Sexta Câmara do Ministério Público Federal (MPF), cobrando apoio para que as autoridades públicas garantam a conclusão de demarcações de terras e a proteção de comunidades, lideranças e povos ameaçados em seus territórios.

“A terra está pedindo socorro. Estamos gritando para a sociedade que precisamos de ajuda. Onde está o Estado, que deveria nos proteger? Onde está a Funai, que deveria nos proteger? Por que nossas crianças e nossas mulheres estão morrendo? Nosso povo está chorando e ninguém faz nada”, denunciou a jovem Sheila Xakriabá, durante a audiência com o CNDH.

O Conselho comprometeu-se a viabilizar a inclusão de lideranças em programas de proteção e a coordenadora da Sexta Câmara, Eliana Torelly, garantiu às lideranças Pataxó que irá reforçar a incidência junto ao ministro da Justiça, Anderson Torres, para que garanta a presença da Força Nacional e da Polícia Federal nos territórios do extremo sul da Bahia.

“Pedimos justiça e respeito, em nome do povo Pataxó e de todos os povos indígenas, para nossas crianças que estão morrendo”

As providências são voltadas especialmente às TIs Barra Velha do Monte Pascoal e Comexatibá, onde Gustavo Pataxó, de apenas 14 anos, foi assassinado no dia 4 de setembro. Em ambas as terras, os ataques de pistoleiros têm sido recorrentes – um deles, o segundo em menos de uma semana na comunidade conhecida como aldeia Nova, ocorreu quando a delegação indígena já estava em Brasília, no dia 12.

“Os fazendeiros e pistoleiros estão atacando nosso povo diariamente, como aconteceu no território Comexatibá, onde foi atacado e assassinaram Gustavo Pataxó. Assim também no território Barra Velha”, denunciou o líder Suruí Pataxó durante a coletiva de imprensa do dia 15.

“Estamos aqui fazendo um enfrentamento para lutar por nosso direito, pois não queremos ver nossas crianças, nossos anciões e nossas lideranças ameaçados de morte dentro do nosso próprio território”, afirma Suruí. “Não queremos ver nosso povo morrendo mais na mão de grileiro, fazendeiro e muito menos de pistoleiros. Pedimos justiça e respeito, em nome do povo Pataxó e de todos os povos indígenas, para nossas crianças que estão morrendo”.

Além de Gustavo Pataxó, os assassinatos das últimas duas semanas vitimaram três indígenas do povo Guajajara, no Maranhão, e dois Guarani Kaiowá – além de outro adolescente deste povo, de 15 anos, que cometeu suicídio em meio ao contexto de violência e desesperança da Reserva Indígena de Dourados.

A violência atinge também muitos outros povos, vulneráveis pela demora para a demarcação de suas terras, em alguns casos, ou pelo desmonte dos órgãos e mecanismos de fiscalização e proteção territorial, como é o caso dos Guajajara.

“Era para nossas crianças estarem enterrando o nosso povo, e nós, velhos, é que estamos entregando nossas crianças”

“Era para nossas crianças estarem enterrando o nosso povo, e nós, velhos, é que estamos entregando nossas crianças”, lamenta Pjhcre Akroá Gamella. “A gente só quer pedir justiça, que a justiça seja feita. A gente pede de coração, porque chega de sangue. O povo está pedindo socorro”.

“Ninguém, neste momento, queria estar aqui. Queríamos estar na nossa aldeia, estudando, pescando, trabalhando, cultivando e cuidando do nosso território. Mas estamos aqui”, afirmou na coletiva Edinho Macuxi, coordenador do Conselho Indígena de Roraima (CIR).

“Nosso povo está sendo assassinado, nosso território está sendo invadido, nossa água está sendo contaminada, nosso solo está sendo envenenado. Vamos continuar na luta, os povos indígenas não vão abrir mão dos direitos que nós temos, do direito aos territórios, de nossa liberdade, de nossa dignidade”, garantiu.

“Estamos aqui cobrando os três poderes, que precisam respeitar a Constituição, principalmente os direitos dos povos indígenas, que é um direito originário, é um direito sagrado”

“Temos direitos, e esses direitos têm que ser zelados e respeitados. Estamos aqui cobrando os três poderes, que precisam respeitar a Constituição, principalmente os direitos dos povos indígenas, que é um direito originário, é um direito sagrado”, reivindicou o coordenador do CIR.

Durante a semana de incidência na capital federal, as lideranças também fizeram reivindicações e protocolaram documentos junto a órgãos como a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Defensoria Pública da União (DPU), entre outros, além de uma audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado.

“Temos direitos, e esses direitos têm que ser zelados e respeitados. Estamos aqui cobrando os três poderes, que precisam respeitar a Constituição, principalmente os direitos dos povos indígenas, que é um direito originário, é um direito sagrado”, resume Edinho Macuxi.

Relatório

Na quinta-feira à tarde (15), as lideranças também participaram da apresentação do relatório “Violência contra os povos indígenas: dados de 2021”, publicado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), no auditório do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Brasília (UnB). O evento foi organizado por O Direito Achado na Rua, pelo Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas (Obind), pelo Grupo de Pesquisas em Direitos Étnicos da UnB – Moitará e pelo Cimi.

O relatório com os dados de 2021 foi lançado em agosto e está disponível, na íntegra, no site do Cimi.

OAB/MA finaliza a semana com entrega de 106 carteiras a novos advogados e advogadas

17-09-2022 Sábado

A OAB Maranhão finaliza a segunda semana de setembro com 106 carteiras entregues às mais novas advogadas e advogados do estado e 2 carteiras destinadas a estagiários. Os profissionais foram recebidos em três cerimônias de compromisso realizadas nos dias 13, 14 e 15 de setembro, no auditório da Casa e pela plataforma Zoom.

Como já é tradição, a recepção inicia com o Bem-vindos à Ordem, projeto organizado pela Comissão da Jovem Advocacia. Nele, são apresentados os principais serviços da Casa, assim como o trabalho desenvolvido pela Escola Superior de Advocacia e as mais de 90 Comissões da OAB. Há ainda palestras sobre temas importantes e atuais da área.

Logo após o Bem-vindos, os compromissandos dirigiram-se para o auditório e receberam suas carteiras. “Para mim, é uma grande felicidade compartilhar com os senhores e senhoras este momento tão especial. Sempre rememoro a emoção de ter vivido esse momento há 10 anos. E, hoje, assumo o papel de representar a advocacia do estado. Esse compromisso faz parte da gestão que respeita toda a história e legado da OAB ao longo de 90 anos. É a instituição de maior credibilidade do país e, agora, cada um de vocês faz parte dela”, discursou o presidente da Seccional, Kaio Saraiva.

O presidente explicou ainda toda a estrutura disponibilizada pela OAB/MA para dar suporte ao exercício profissional da classe. Só na Grande Ilha de São Luís, há quatro escritórios compartilhados equipados com computadores, internet e impressoras. A Ordem oferece também salas da advocacia em todo o estado.

Estiveram presentes, a diretoria da OAB/MA, CAAMA, ESA/MA, representantes de comissões e conselheiros federais e seccionais.

Bolsonaristas usam falsas notícias para tentar reduzir voto católico em Lula

17-09-2022 Sábado

Segmento religioso, que corresponde a 56% do eleitorado e no qual Lula é favorito, também é alvo de fake news que tentam associar ex-presidente a perseguição religiosa

Sem ter o que mostrar de ação efetiva do seu governo e vendo que as medidas eleitoreiras recentes não surtiram o efeito esperado nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PL) e sua campanha apostam na velha fórmula do ataque e das fake news, tão cara ao presidente e seus apoiadores, para tentar desgastar seu principal oponente. Um dos focos dessa estratégia, acentuada nos últimos tempos, é procurar colar no ex-presidente Lula (PT) a falsa imagem de perseguidor de religiosos. E dessa vez, Bolsonaro tenta mirar os católicos, grupo no qual o petista tem larga vantagem. 

“Antes terceirizada, a ofensiva saiu das redes sociais de aliados de Bolsonaro e foi incorporada por Bolsonaro. A ordem é repetir que Lula vai perseguir católicos no Brasil”, escreveu o colunista do jornal O Estado de S.Paulo, Felipe Frazão. 

Leia também: Lula com evangélicos: Ninguém deve usar o nome de Deus em vão

Em entrevista recente ao programa do Ratinho, do SBT, Bolsonaro seguiu justamente nessa toada, procurando associar Lula ao governo da Nicarágua para tentar, novamente, suscitar o medo dos católicos com relação ao petista. “O ex-presidente, que é candidato, falou que cada presidente pode fazer o que bem entender no seu país. Não é bem assim, não. Se está perseguindo católicos lá é sinal que ele pode fazer o mesmo aqui no Brasil. Pode não, vai fazer, porque ele disse que vai botar no seu devido lugar padres e pastores no Brasil, caso chegue a presidente. E, mais grave, vai legalizar o aborto, vai legalizar as drogas e manter a política terrível conhecida com ideologia de gênero”, disse. 

A afirmação não encontra lastro na realidade, mas para quem opera na frequência da pós-verdade e da disseminação de mentiras, isso pouco importa. E Bolsonaro sabe que parte do eleitorado é permeável a esse tipo de discurso. Além da ladainha de que o ex-presidente fecharia igrejas, o bolsonarismo aposta também numa suposta perseguição a padres e pastores — coisa que, aliás, nunca passou nem perto de acontecer durante os mandatos de Lula e Dilma Rousseff. 

Aos fatos

Muitas dessas fake news foram desmentidas por agências de checagem, mas as redes seguem sendo terreno fértil para mentiras. Uma delas, verificada pela agência Lupa, dizia respeito a um meme dizendo que Lula iria “taxar igrejas”, calar “pastores e padres” e “acabar com a família instituída por Deus”. 

Leia também: Bolsonaro manipula nome de Deus, mas não segue Jesus, diz Frei Betto

“A informação analisada pelaLupa é falsa. Não foram encontrados registros públicos em que Lula tenha feito tais afirmações. Em seu programa de governo também não há propostas que envolvam taxar igrejas, calar religiosos ou ‘acabar’ com a família”, apontou a agência.

Vale destacar que em seu programa de governo, Lula defende “os direitos civis, garantias e liberdades individuais, entre os quais o respeito à liberdade religiosa e de culto e o combate à intolerância religiosa, que se tornaram ainda mais urgentes para a democracia brasileira. Vamos enfrentar e vencer a ameaça totalitária, o ódio, a violência, a discriminação e a exclusão que pesam sobre o nosso país, em um amplo movimento em defesa da nossa democracia”. 

Ao anunciar apoio nesta semana a Lula, a ex-ministra Marina Silva declarou: “Você não pode dizer que se Lula ganhar ele vai fechar igreja. Ele foi presidente por dois mandatos e não existe uma igreja que tenha sido fechada por ele. Muitos desses pastores que agora mentem dizendo isso viviam lá no Palácio fazendo oração com Lula”. 

Outra importante liderança que também defendeu o ex-presidente foi o padre Júlio Lancellotti. “Lula não fecha igrejas, Lula abre o coração”, disse, em evento com beneficiários do Sistema Único de Assistência Social (Suas), em São Paulo, no início do mês.

Intenção de votos

O empenho em tentar aumentar a rejeição de Lula entre pessoas religiosas, especialmente entre católicos, onde ele tem a maioria, e evangélicos, onde tem conseguido ampliar sua participação, reflete claramente o temor de que as eleições sejam decididas no primeiro turno. 

Pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (15), mostrou que Lula reduziu sua distância em relação a Bolsonaro entre os evangélicos. Lula saiu de 28% para 32% entre as pesquisas dos dias 8 e 9 e a mais recente, feita entre 13 e 15 de setembro. Bolsonaro, que tinha 51%, passou para 49%. 

Entre os católicos, Lula variou de 54% para 51% e Bolsonaro saiu de 27% para 28%. A margem de erro é de três pontos percentuais para o primeiro grupo e de dois para o segundo. Ao todo, o país tem 56% do eleitorado se declarando católico e 27% de evangélicos, de acordo com o mesmo instituto. 

Osmar Filho faz caminhada no São Bernardo e visita projeto social no Bequimão

17-09-2022 Sábado

Nesta quarta-feira (14), o candidato a deputado estadual Osmar Filho (PDT), participou de uma grande caminhada, organizada pelo seu correligionário, vereador Raimundo Penha, no bairro do São Bernardo. Ao lado do vereador e do também companheiro de partido, Marcio Honaiser, que concorre a uma vaga à Câmara Federal nas eleições gerais deste ano, o atual presidente da Câmara Municipal de São Luís percorreu as ruas do bairro arrastando uma verdadeira multidão. “Fomos de casa em casa apresentando o nosso projeto”, disse o pedetista, ressaltando sua satisfação em retornar ao bairro e ser tão bem recebido.

Em seguida o grupo se dirigiu ao Comitê Central do candidato, no bairro do São Francisco, onde junto com o senador Weverton (PDT), candidato ao Governo do Maranhão, encerrou o dia em um ato político que reuniu centenas de lideranças políticas e apoiadores. “Na pandemia ficou claro que ainda vivemos em um estado e em um país desigual”, disse Weverton, acrescentando que isto é um dos principais pontos que o seu grupo quer mudar.

Pela manhã Osmar visitou o Projeto SuperAção, uma iniciativa de Raimundo Penha no Polo Bequimão. Acompanhado da esposa, Clara Gomes; de Samya Rocha, mulher de Weverton; e de Márcio Honaiser, o candidato até ensaiou alguns passos de dança em uma das atividades oferecida pelo projeto. “Quero dizer que na Assembleia Legislativa, o Penha vai contar com um amigo para potencializar suas ações em favor de São Luís”, afirmou.

Weverton Rocha leva campanha para Presidente Vargas, Vargem Grande e Santa Rita

17-09-2022 Sábado

O candidato ao governo do Maranhão pela coligação “Juntos pelo Trabalho”, Weverton Rocha (PDT), continua percorrendo o interior do estado com a sua caravana do 12. Na quinta-feira (15), Weverton comandou ações nas cidades de Presidente Vargas, Vargem Grande e Santa Rita.

E foi com muita animação que a população do município de Presidente Vargas foi às ruas para participar da motocarreta liderada por Weverton. Em seguida foi a vez da cidade de Vargem Grande receber uma animada motocarreata que passou levantando os moradores ao som das músicas do candidato.

Participaram das mobilizações o candidato à reeleição deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), lideranças e a população da região.

Logo após, Weverton Rocha, junto com o candidato à reeleição deputado estadual Neto Evangelista (União Brasil) e o candidato a deputado federal Jonas Magno (Republicanos), se reuniu com lideranças políticas e comunitárias do município de Santa Rita com o objetivo de discutir sobre os seus projetos de governo e escutar suas solicitações.

“Com a criação das 12 regionais, conseguiremos descentralizar a administração pública. Elas terão sedes administrativas e os responsáveis pelas pastas irão se preocupar com o que realmente importa: levar um serviço de qualidade para a população de cada local. Em nosso governo, o povo maranhense é prioridade. Vamos trazer trabalho e gerar renda para nossa gente. Vamos juntos mudar a realidade do Maranhão”, afirmou.

Bolsonaro não reajusta merenda e crianças dividem ovo ou comem bolachas com suco

17-09-2022 Sábado

Com a inflação dos alimentos em disparada e as verbas federais para a merenda congeladas desde 2017, itens básicos como carne e arroz sumiram dos pratos das crianças

Em uma Escola Municipal de Educação Infantil, a Emei Ipiranga, de Belo Horizonte, cada criança recebe a quarta parte de um ovo, uma colher de arroz, pequena porção de verduras e um pouco de molho de carne.

No sertão baiano, as crianças da escola Francisca Mendes Guimarães, em Nova Fátima, recebem menos ainda, têm de escolher entre bolachas doces e salgadas e pegar um copo de suco de maracujá.

Com a inflação dos alimentos acumulando altas consecutivas e mais de 125 milhões de brasileiros passando fome, itens básicos como carne e arroz sumiram dos pratos das merendas nas escolas, muitas vezes as únicas refeições que as crianças tinham no dia.  

Esse é o resultado do congelamento das verbas federais destinadas à merenda escolar, que está sem aumento real há cinco anos, ou seja, desde o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff (PT).

E a tendência é piorar. No começo deste mês, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a emenda parlamentar à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que previa o reajuste com correção pela inflação de 34% ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Se aprovada, a emenda  destinaria pelo menos, R$ 5,53 bilhões à alimentação escolar, um aumento de R$ 1,5 bilhão em relação aos atuais R$ 3,96 bilhões.

Segundo dados do Ministério da Educação, atualmente, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destina R$ 0,36 para a alimentação por dia de cada criança do ensino fundamental, em média R$ 0,53 por aluno da pré-escola e T$ 1,07 pra creches. O restante do valor da merenda é complementado pela arrecadação dos estados e municípios.  

“O valor do reajuste per capita não pagaria um pãozinho, isso quer dizer que tiramos um pãozinho de cada criança/jovem deste país”, afirma o presidente interino da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. “O valor per capita com o reajuste já seria irrisório e isso só mostra o descaso de Bolsonaro com a educação”, acrescenta o dirigente.

O governo Bolsonaro alegou que vetou a emenda para não estourar o teto de gastos e afetar outros programas sociais. Lembrando que o presidente também cortou em 59% verba do Farmácia Popular e em 50,1% a do Mais Médicos.

O Projeto de Lei Orçamentária enviado ao Congresso também não prevê reajuste para o exercício de 2023.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, os gestores municipais das escolas alegam que a  defasagem do Pnae, de responsabilidade do governo federal, tem elevado os custos municipais, mais impactada com a inflação dos alimentos.

O Pnae atende 41 milhões de estudantes e o valor é repassado diretamente para Estados e municípios. O valor diário é de R$ 1,07 para as creches, R$ 0,53 para a pré-escola e de R$ 0,36 para o ensino fundamental e médio.

Segundo dados da Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) a fome dobrou nas famílias com crianças menores de 10 anos, passando de 9,4% em 2020 para 18,1% em 2022.

Estudo da Rede Penssan, divulgado na quinta-feira (15), aponta que 37,8% dos lares com crianças de até 10 anos sofrem com a fome ou redução da quantidade e da qualidade dos alimentos.

Brandão reforça compromisso com geração de emprego e apoio às comunidades tradicionais

17-09-2022 Sábado

Em entrevista à TV Mirante, nesta sexta-feira (16), o governador Carlos Brandão reafirmou seu compromisso de campanha de dar continuidade aos projetos que o governo do Estado tem implementado nos últimos 7 anos.

Questionado sobre diversos temas, o governador destacou sua experiência em gestão pública como diferencial. “Eu conheço profundamente a administração do Estado, uma vez que já fui secretário por quatro vezes, deputado federal duas vezes, vice-governador duas vezes. Sei fazer, ajudei a fazer e vou fazer muito mais”, afirmou.

Sobre a geração de emprego e renda, Carlos Brandão recordou os dados do Ministério do Trabalho que apontam saldo positivo no Maranhão. “Neste últimos seis meses, tivemos um saldo positivo de 100 mil empregos. O Maranhão foi um dos estados que mais gerou empregos no Nordeste em termos proporcionais. E um dos estados que mais gerou empregos no Brasil, isso graças aos investimentos que nós fizemos de cerca de R$ 10 bilhões ao longo destes 7 anos em obras públicas”, disse.

Já sobre as políticas voltadas para comunidades tradicionais, o governador reiterou seu compromisso de assegurar os seus direitos. “Nós temos uma dívida histórica com as comunidades tradicionais, tanto os indígenas como os quilombolas. Não só o Maranhão, mas todo o Brasil. Mas hoje temos indígenas que foram formados pela universidade estadual e que estão dando aula para suas comunidades. Antes, isso não existia. Da mesma forma, estamos regularizando todos os quilombos do nosso estado. Estas comunidades vão continuar como prioridade do nosso Governo”, garantiu.

Ao tratar das melhorias realizadas nos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, Brandão esclareceu que o governo continua investindo no serviço. “As embarcações que temos foram avaliadas e liberadas para funcionamento pela Capitania dos Portos. Só no barco Araioses, gastamos R$ 6 milhões para comprar um motor novo do Chile. Com motor novo e equipamentos novos, as embarcações funcionam perfeitamente para atender este momento. E já estamos realizando um contrato para construir mais três rampas para trazer mais agilidade ao serviço”, pontuou.