Candidatos a governador se comprometem a dar continuidade à políticas e programas sociais de Dino

20-09-2022 Terça-feira

A disputa para o Palácio dos Leões está dando forma a uma situação absolutamente inusitada: os candidatos mais situados na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas mais recentes, estão montando seus discursos nos bons resultados do Governo comandado por Flávio Dino, agora candidato ao Senado.

O governador Carlos Brandão (PSB), que participou das duas gestões passadas como vice-governador, agora administra o legado como titular do Governo e candidatos à reeleição, tem nas realizações do seu antecessor o amplo e sólido lastro da sua campanha.

Só que agora ele está tendo de dividir o portfólio de obras do Governo dinista com o senador Weverton Rocha (PDT), que de uma hora para a outra decidiu transformar os principais eixos daquela gestão como plataformas do seu plano de ação.

O ex-prefeito de São Luís e candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr. também tem usado obras do Governo Flávio Dino para turbinar seu discurso de campanha, o mesmo fazendo o candidato do SD, Simplício Araújo.

O governador Carlos Brandão tem autoridade para usar as conquistas do Governo Flávio Dino porque fez parte dele. Tem, portanto, todo o direito de assumir compromissos como levar para todos os municípios o programa Restaurante Popular, que já são mais de 150 espalhados em 140 municípios. Pode também garantir que, se eleito for, concluirá os Hospitais de Urgência de Imperatriz, já em fase adiantada, e o de São Luís, que já tem uma etapa funcionando, e as policlínicas. Além disso, pode garantir a ampliação das escolhas de tempo integral – já são uma centena – para todos os municípios, assim como a ampliação da rede de Iemas (escolas técnicas). Carlos Brandão faz uma campanha tranquila, à medida que não precisa usar criações mirabolantes no seu discurso de campanha.

O senador Weverton, ao contrário, iniciou sua campanha com um discurso enfático, mas vazio de propostas, valendo-se do tema “qualificação profissional” e usando à exaustão o Hospital do Amor em Imperatriz – que na verdade é parte de uma rede de centros de diagnóstico de câncer com base em Barretos (SP), e na construção de um apêndice do Hospital Aldenora Bello em Pinheiro. Só que, percebendo a fragilidade do seu discurso, resolveu inovar e se valer das obras do Governo Flávio Dino, prometendo ampliar a rede de restaurantes populares, concluir os hospitais cujas obras encontram-se em andamento, incrementar o programa Escola Digna, com a ampliação da rede de escolas de tempo integral, que já chegou a 100 unidades. E não bastasse isso, o candidato do PDT joga charme para a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) afirmando que, se eleito for, reeditará o programa Primeiro Emprego. Na reta final da campanha, o candidato do PDT parece ter deixado as suas próprias ideias em segundo plano.

Pelo menos nas eleições recentes, não há registro de outro candidato a governador que tenha tentado turbinar sua campanha usando bons resultados conquistados por um Governo adversário.

Numa escala bem menor, mas efetiva, o candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr., destaca obras do Governo Flávio Dino que pretende “melhorar” e “ampliar”, como hospitais, a exemplo do Hospital da Ilha, cuja construção permanece em ritmo intenso. Vale destacar que o ex-prefeito de São Luís tem apresentado propostas originais no horário gratuito no Rádio e na TV. E também Simplício Araújo, que tenta mostrar originalidade no seu plano de ação. Só que parte das suas propostas tem por base resultados do hoje comandado pelo governador Carlos Brandão, candidato à reeleição, e que tem na chapa o ex-governador Flávio Dino como candidato favorito ao Senado.

Vale registrar que os candidatos sem chance na disputa – Joás Moraes (DC), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB) – têm se esforçado para apresentar propostas originais.

Repórter Tempo

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