Jornalista Patrícia Lélis denuncia pastor Marcos Feliciano por estupros e orgias

19-09-2022 Segunda-feira

Em postagens no Twitter, a jornalista diz que não foi a única a ser estuprada. As outras não tiveram coragem para denunciar, diz

A jornalista Patrícia Lélis que, em 2016, apresentou queixa no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por tentativa de estupro, publicou neste domingo (18) uma série de tuítes acusando o pastor de promover estupros e orgias em suas igrejas.

Em 2016, a denúncia foi encaminhada ao STF porque o deputado, um dos maiores aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), tem foro privilegiado.

Na época, Patrícia era da juventude do PSC, partido de Feliciano, e estudava jornalismo. Ela contou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, para participar de uma reunião sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo Patrícia, ao chegar à casa do deputado, ela descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião. Feliciano então, segundo a estudante, tentou estuprá-la. Patrícia relata que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o fato não se concretizasse.

Na Polícia Civil de São Paulo, Patrícia Lélis foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão por acusar Talma Bauer, assessor do deputado, de cárcere privado e sequestro.

Em um vídeo postado em sua página na internet logo após a denúncia, Marco Feliciano negou as acusações e disse que com o tempo ficará provado que as acusações não passam de “engodo” e “mentira”.

Neste domingo, a jornalista diz nas postagens que ela não foi a única que Feliciano estuprou, cita nomes de mulheres que, segundo ela, foram estupradas por Feliciano, acusa o deputado de fazer laudos falsos, dá o nome da pessoa que supostamente fez o laudo falso, diz que a ex-ministra Damares Alves acobertou os crimes e outras denúncias. 

“Eu não fui a única mulher que ele estuprou e abusou, eu apenas fui a única em que o caso se tornou público. Feliciano, vamos falar sobre suas orgias durante o evento dos Gideões”, diz Patrícia Lelis em um dos tuites.

Confira:

Talvez eu comece a expor algumas pessoas antes do esperado. A começar por Marco Feliciano. Eu não fui a única mulher que ele estuprou e abusou, eu apenas fui a única em que o caso se tornou público. Feliciano, vamos falar sobre suas orgias durante o evento dos Gideões ?!— Patrícia Lélis

A vítima mais recente que me procurou do Marco Feliciano, foi a Tahyline. Ela relata que foi perseguida por Feliciano e teve que chegar ao ponto de trocar se número. pic.twitter.com/dUq2CGX95O— Patrícia Lélis

E aí @marcofeliciano você também vai inventar laudo falso pra ela? Somos todas loucas mentirosas?

Lembrando que: Eu jamais quis expor outras vítimas, pensei muito antes de fazer isso. Nãos sejam uns filhos da puta com outras vítimas, como muitos foram comigo!— Patrícia Lélis

Agora vamos expor MARISA LOBO, a psicóloga que assinou um laudo me diagnosticando como mitomaníaca SEM NUNCA TER ME CONSULTADO. A mesma que fazia aquelas loucuras da cura gay. Ela ajudava Feliciano e pastor Everaldo a lavar dinheiro nas igrejas

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