Arquivo mensal: julho 2022

Projeto da LDO 2023 ganha calendário especial de tramitação na Câmara de São Luís

12-07-2022 Terça-feira

O presidente da Comissão de Orçamento, Finanças, Planejamento e Patrimônio Municipal (COFPPM), vereador Antônio Marcos Silva – o Marquinhos (União) destacou, na sessão plenária desta segunda-feira (11/07), na Câmara Municipal de São Luís (CMSL), o cronograma de trabalho para a análise e votação do Projeto de Lei nº 081/2022, do Poder Executivo Municipal, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para o exercício de 2023.

Conforme explicou o parlamentar, a peça enviada pelo prefeito Eduardo Braide (sem partido), tem previsão orçamentária para o próximo ano de R$ 4,1 bilhões. Ele disse ainda que a votação da LDO na comissão será até o dia 27 deste mês, mas pediu esforço coletivo dos colegas para que o projeto seja votado em plenário ainda este mês.

“Tenho um comunicado a fazer e gostaria de pedir a ajuda de todos: a Câmara tem prazo para votar a LDO e por isso gostaríamos de contar com o esforço para aprovar essa matéria. No próximo dia 18, vamos realizar a audiência pública. Em seguida, no dia 22, abriremos prazo para apresentação das emendas parlamentares e até o dia 26 de julho pretendemos concluir o relatório final da LDO”, frisou.

Marquinhos destacou ainda que é preciso concluir a votação até o dia 27 de julho. Caso isso não ocorra, os vereadores ficam impedidos de encerrar as atividades legislativas até a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Cronograma:

Durante pronunciamento, Marquinhos destacou que ficou definido o seguinte cronograma:

– Dia 11 de julho: Envio da cópia do calendário de atividades aprovados pela comissão aos vereadores;

– Dia 13 de julho: Convocação de Audiência Pública (Divulgação no site da Câmara e na imprensa);

– Dia 14 de julho: Reunião com Executivo (SEPLAN e SEMFAZ) para explanação do cenário da LDO 2023;

– Dia 18 de julho: Audiência pública com a sociedade;

– Dia 22 de julho: prazo final para recebimento de emendas parlamentares;

– Dia 23 de julho: Reunião da Comissão para apreciação das emendas parlamentares;

– Dia 25 de julho: Reunião da Comissão para aprovação do relatório do relator;

– Dia 26 de julho: Entrega do relatório ao presidente da Câmara;

– Dia 27 de julho: prazo de entrega do relatório final da LDO 2023.

Flávio Dino afirma que Bolsonarista queria lhe agredir no interior do Maranhão

12-07-2022 Terça-feira

A jornalista Mara Luquet entrevistou o ex-governador do Maranhão e pré-candidato a senador, Flávio Dino(PSB), para comentar o caso do assassinato do líder petista em Foz do Iguaçu no último dia 10 durante a festa de seu aniversário.

Ao ser questionado se o episódio vai fazer com que haja uma concertação ou se isso pode evoluir para uma possível guerra civil, para um confronto, Flávio Dino disse que o TSE precisa agir o quanto antes, a fim de impedir que pré-candidatos e candidatos a Presidência parem com o discurso de ódio em seus atos políticos, afirmando que não vai ter eleição.

Segundo Flávio Dino, foi sugerido por ele a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e ao presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, para que ambos representem ao TSE afim de conseguir medida cautelares para proibir esse tipo de conduta, sob pena de impedimento de registro de candidatura.

O ex-governador afirmou que o comportamento dos candidatos, causa um efeito dominó da população, fazendo com que casos como o que aconteceu em Foz de Iguaçu aconteça.

‘‘Já fiz três campanhas de governador, nunca minha família teve medo. Hoje minha família tem medo quando eu vou para um evento. Outro dia no interior, um bolsoanarista tresloucado queria subir no palco para me agredir, foi contido. Então, isso tem gerado um efeito dominó, um efeito multiplicador. Então antes que seja tarde é preciso agir”, disse Flávio Dino. (Da Folha do Maranhão)

Veja no vídeo acima.

Violência política sobe 23% nos primeiros seis meses deste ano em relação a 2020

12-07-2022 Terça-feira

Este ano foram registrados 214 casos de violência – ameaças, agressões, homicídios, atentados, homicídios de familiar, sequestro e sequestro de familiar – contra 174 em 2020

Só nos primeiros seis meses deste ano, quando serão realizadas eleições para escolher o novo presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, foram registrados 214 casos de violência contra lideranças políticas, 23% a mais do que no mesmo período de 2020, quando foram realizadas eleições municipais e a violência atingiu 174 pessoas no país. A violência vai desde ameaças, agressões, atentados até homicídios e sequestro das lideranças e familiares. 

Os dados são do Observatório da Violência Política e Eleitoral, formado por pesquisadores do Grupo de Investigação Eleitoral (Giel) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e foram divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo, nesta terça-feira (12), três dias após o assassinato do guarda civil Marcelo Aloizio de Arruda, militante do PT e dirigente do sindicato dos servidores municipais de Foz do Iguaçu (PR).

Marcelo, pai de 4 filhos, um deles com apenas 40 dias de vida, foi assassinado a tiros pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, policial federal penitenciário, na madrugada deste domingo (10), durante sua festa de aniversário de 50 anos.

Os pesquisadores consideram como lideranças políticas ocupantes e ex-ocupantes de cargos eletivos, candidatos, ex-candidatos, pré-candidatos e determinados funcionários da administração pública (ministros, secretários de governo e assessores). Marcelo foi candidato a vice-prefeito de Foz do Iguaçu em 2020 e era dirigente do PT local.

De acordo com a repórter da Folha Angela Pinho, no período de abril a junho deste ano, o tipo de violência mais frequente foi ameaça, com 37 casos (36,6%), seguida de agressão, com 27 casos (26,7%), e homicídios, com 19 casos (18,8%).

Houve ainda nove atentados (8,9% do total de ocorrências), cinco homicídios de familiares (5%), dois sequestros (2%) e dois sequestros de familiares (2%).

Em 2020, o número de episódios de violência política aumentou 44% do segundo trimestre para o terceiro, e 93,5% entre o terceiro e o quarto trimestre.

Ainda segundo a Folha, a região Nordeste registrou o maior número de assassinatos (10 casos) e, pela primeira vez, o estado do Paraná liderou o ranking, com quatros casos, algo que, segundo o boletim, “chama atenção por ser algo incomum até então”.

O cientista político Felipe Borba, coordenador do Giel, disse à reportagem que, na sua avaliação, a alta no número de casos de violência contra lideranças políticas neste ano decorre de dois fatores. Por um lado, a violência da política estadual e federal se soma à municipal, que é predominante no país. E, por outro, afirma, o bolsonarismo usa a linguagem da violência como estratégia eleitoral, o que acaba incitando apoiadores.

“As eleições brasileiras sempre foram polarizadas, mas nunca houve pelos candidatos estímulo a violência, falar em metralhar”, disse o pesquisador à Folha.

Para o coordenador do Giel, qualquer ato de violência contra liderança política é muito grave porque mina a democracia e ainda fere a liberdade de expressão. “Reduz a participação e a legitimidade dos eleitos e deixa as pessoas com receio de manifestar sua opinião”, afirma.

CUT

A violência de Bolsonaro é contra a democracia, afirmam partidos

12-07-2022 Terça-feira

Em nota, os partidos que integram o movimento Vamos Juntos pelo Brasil dizem que o Brasil precisa de paz e responsabilizam Bolsonaro pela escalada da violência política no país.

Reunião realizada nesta segunda (11) entre o pré-candidato a presidente Lula, seu pré-candidato a vice, Geraldo Alckmin e os presidentes dos partidos que compõem o movimento Vamos Juntos pelo Brasil definiu por apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral um Memorial da Violência Política contra a Oposição no Brasil. Também divulgaram nota conjunta intitulada A violência de Bolsonaro é contra a democracia: o Brasil precisa de paz.

No início, um minuto de silêncio em memória de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT de Foz de Iguaçu, assassinado no sábado na festa de aniversário de 50 anos, por um bolsonarista incomodado com a temática da festa em apoio a Lula.

Os presentes ao encontro repudiaram a violência política e defenderam ampla mobilização de instituições e partidos comprometidos com a democracia e contra a escalada da violência, de forma a garantir uma disputa civilizada na campanha política.

Leia também: Assassinato de petista foi ato fascista; não há espaço para polarização

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, em declaração ao Portal Vermelho, afirmou que é necessária uma reação à altura contra a escalada de violência política que acontece no pais. “É preciso responsabilizar Bolsonaro, porque além de ele mobilizar as estruturas que detém, com as polícias e o Exército, ajuda a incentivar essa violência difusa. Com isso, todo dia, em todo lugar os militantes políticos de Bolsonaro cometem violências contra a oposição”, denuncia Luciana Santos.

Segundo ela, é preciso mobilizar a sociedade como um todo e as principais entidades democráticas em um grande movimento pela paz. “E vamos cobrar das instituições medidas capazes de coibir essa violência e de punir quem a pratica”.

Em comum acordo, os partidos decidiram entrar com representação no TSE e pedir à PGR a federalização da investigação do crime ocorrido em Foz do Iguaçu. “Um crime político não pode ser tratado como briga de vizinhos”, disse a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Leia também: Lideranças no Congresso cobram punição a Bolsonaro pela violência política

A nota assinada por PCdoB, PSB, PSOL, PT, PV, Rede e Solidariedade afirma que o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda por um fanático bolsonarista, “é o mais recente e trágico episódio de uma escalada de violência política em nosso país, criminosamente estimulada pelas atitudes e pelo discurso de ódio do atual presidente da República contra todos que dele divergem ou lhe fazem oposição”.

A nota enumera os crimes de ódio cometidos desde a execução a tiros de Marielle e Anderson, em março de 2018: tiros contra a caravana de Lula no Sul, o assassinato por bolsonaristas do mestre capoeirista Moa do Katendê, na Bahia, e do idoso Antonio Carlos Furtado, em Santa Catarina.

E nos últimos 30 dias extremistas de direita usaram um drone para lançar veneno agrícola sobre o público de um ato político do ex-presidente Lula, em Uberlândia, e lançaram uma bomba contra o público em outro ato no Rio de Janeiro. Também foram alvos de violência o juiz federal que havia determinado a prisão de um ex-ministro do governo Bolsonaro e a redação do jornal Folha de S. Paulo, alvejada por um tiro.

Leia também: Senadores acionam MP contra inércia policial diante de infrações de Bolsonaro

Diante dessa escalada, afirma a nota, “os partidos que compõem o Movimento Juntos Pelo Brasil vão apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral um Memorial da Violência Política contra a Oposição no Brasil. Entendemos que cabe ao TSE, bem como ao Supremo Tribunal Federal e às autoridades responsáveis pela segurança pública tomar inciativas que garantam eleições livres e pacíficas, coibindo agressões e violência, como as que o bolsonarismo vem praticando”.

Considera que o assassinato de Marcelo “é um crime político, contra a liberdade de opinião e os direitos humanos, e como tal deve ser tratado – desde a investigação até o julgamento final”.

E, por esta razão, informam que nomearão um assistente de acusação para atuar em apoio à família e peticionarão à Procuradoria-Geral da República para se manifestar junto ao Superior Tribunal de Justiça pela federalização das investigações.

Os partidos finalizam a nota afirmando que “a violência política é inimiga da democracia, dos direitos humanos, da liberdade de expressão e de organização. No Brasil, os incentivadores e agentes do ódio são conhecidos e respondem a um chefe que tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro. É diante de sua escalada autoritária e violenta que a sociedade brasileira e as instituições devem se manifestar com toda firmeza, em defesa do Brasil e da democracia”.

Mais do que nunca, o Brasil precisa de paz, acreditam os integrantes do Movimento Vamos Juntos pelo Brasil.

Por Guiomar Prates

Atleta da Viva Água e campeão mundial de natação, Davi Hermes, é homenageado com Medalha Manuel Beckman na Alema

11-07-2022 Segunda-feira

Em sessão solene realizada na manhã desta segunda-feira (11), a Assembleia Legislativa do Maranhão concedeu a Medalha do Mérito Legislativo ‘Manuel Beckman’ ao atleta Frederico Veloso de Castro, o Título de Cidadão Maranhense ao empresário Jorge Maciel de Souza e ao advogado Guilherme Avellar de Carvalho Nunes e a Medalha do Mérito Legislativo José Ribamar de Oliveira “Canhoteiro” ao atleta Davi Hermes Souza de Oliveira. A proposição das honrarias é de autoria do deputado Duarte Júnior (PSB).

Durante a abertura da sessão, realizada no Plenário Deputado Nagib Haickel, foram exibidos vídeos com a narrativa do perfil biográfico de cada um dos homenageados.

O deputado Duarte Júnior explicou que teve a ideia de realizar uma sessão solene conjunta como forma de homenagear, em cerimônia simultânea, “quatro personalidades que muito contribuíram, de forma direta e indireta, cada um em sua área de atuação, para o avanço do Maranhão rumo ao crescimento social e econômico”.

“Parabenizo estas quatro personalidades por essa justa homenagem. Fica aqui a nossa mensagem de gratidão, reconhecimento e carinho pelo que fazem em favor do povo maranhense”, ressaltou Duarte Júnior.

Em seguida, ele fez a entrega do Título de Cidadão Maranhense ao empresário Jorge Maciel de Souza, nascido na cidade de Recife, em Pernambuco, e ao advogado Guilherme Avellar de Carvalho Nunes, natural da cidade de Vitória da Conquista, na Bahia.

Duarte Júnior teve o cuidado de dar um caráter bem informal à solenidade, durante a qual também foram homenageados dois desportistas: o campeão de natação Frederico Veloso de Castro e o jovem atleta Davi Hermes Souza de Oliveira, de apenas 19 anos de idade.

Frederico Veloso é natural de Bacabal, tem 32 anos, dos quais boa parte dedicada ao esporte. Foi revelado na escola de natação Viva Água, em São Luís, e é especialista na categoria ‘nado borboleta’. Ao longo da carreira, já integrou os vários clubes e conquistou diversos títulos.

“A trajetória de Frederico Veloso de Castro o faz merecedor da Medalha do Mérito Legislativo por contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do Maranhão por meio de seu trabalho”, frisou Duarte Júnior.

De forma bastante carinhosa, o deputado ressaltou as qualidades do atleta Davi Hermes Souza de Oliveira, admirável desportista, portador da Síndrome de Down. Acadêmico de Educação Física na Universidade Ceuma, Davi Hermes foi atleta de natação da Viva Água. Começou aos 3 meses de idade e aos 12 passou a competir.

“A admirável história de superação de Davi Hermes o faz merecedor da Medalha do Mérito Legislativo José Ribamar de Oliveira “Canhoteiro” por contribuir de forma significativa para a defesa e promoção do desporto em nosso Estado”, ressaltou Duarte Júnior.

De igual forma, o parlamentar ressaltou a trajetória de lutas do empresário Jorge Maciel de Souza e do advogado Guilherme Avellar de Carvalho Nunes. Ao final da solenidade, os quatro homenageados proferiram discursos de agradecimento à Assembleia Legislativa e, de forma especial, ao deputado Duarte Júnior, que tomou a iniciativa de lhes propor a homenagem.

Assembleia Legislativa do Maranhão realiza testagem de Covid-19 em servidores

11-07-2022 Segunda-feira

A Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional (DSMO) da Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, nesta segunda-feira (11), das 8h às 18h, testagem de Covid-19 nos servidores da Casa. Os testes foram disponibilizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Antes de iniciar a testagem, os servidores passaram por uma triagem para monitoramento do seu quadro clínico, que consiste na investigação de sintomas gripais, tais como febre, coriza, tosse e outros referentes à Covid-19. Em seguida, foram encaminhados para a área de testagem.

O teste busca a detecção do material genético do vírus em amostras coletadas nas vias respiratórias por meio de um swab nasal (haste flexível com algodão). Além das sintomáticas, seu uso pode se estender a pessoas sem sintomas, em protocolos de prevenção de transmissão. O método utilizado permitiu o resultado após cerca de 10 minutos.

Segundo a diretora da DSMO, Melina Sá, em decorrência das festas juninas, houve um número crescente de casos em todo o Estado. “Diante desse cenário, a testagem é fundamental para o controle da transmissão do vírus e para garantir a segurança dos servidores, principalmente porque há pessoas assintomáticas testando positivo”, ressaltou.

“Essas ações preventivas são muito importantes para preservar a nossa saúde e evitar o contágio. Mesmo sem sintomas, vim realizar o teste, porque poderia estar com o vírus e transmitindo para as pessoas sem nem imaginar”, afirmou Denis Ferreira, servidor da Casa.

Vacinação

Além disso, amanhã (12), os servidores do Parlamento Estadual com mais de 30 anos poderão se vacinar com a quarta dose da vacina contra a Covid-19 e os de todas as idades com a terceira. Portanto, a testagem também visa evitar que pessoas com o vírus e assintomáticas se vacinem, em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Lula avança no Sudeste e enfraquece palanques estaduais de Bolsonaro

11-07-2022 Segunda-feira

Diferentemente de 2018, a esquerda irá à campanha com força na região, que concentra quase 64 milhões de eleitores – ou 42% do eleitorado brasileiro

A 83 dias das eleições presidenciais de 2022, a pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já conseguiu um feito contra a pré-candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Diferentemente de 2018, a esquerda irá à campanha com força no Sudeste, que concentra quase 64 milhões de eleitores – ou 42% do eleitorado brasileiro.

Além de estar à frente de Bolsonaro em todos os estados da região, Lula conseguiu organizar palanques competitivos nessas unidades federativas. Esse avanço chama a atenção porque a vitória da extrema-direita, há quatro anos, teve justamente o Sudeste como força motriz.

Considerando-se os votos válidos no primeiro turno das eleições 2018, Bolsonaro venceu com folga o candidato do PT, Fernando Haddad, em Minas Gerais (48,31% a 27,65%), São Paulo (53,00% a 16,42%), Espírito Santo (54,76% a 24,20%) e Rio de Janeiro (59,79% a 14,69%). Com isso, o ex-capitão já foi ao segundo turno com uma impressionante vantagem de quase 15,2 milhões de votos sobre Haddad apenas no Sudeste.

Passados quatro anos, a situação se inverteu. Pesquisas do instituto Datafolha realizadas no final de junho apontam que Bolsonaro desidratou na região. Mesmo em São Paulo, onde o PT liderou em votos para a Presidência da República apenas uma vez (2002), Lula aparece hoje com 43%, contra 30% de Bolsonaro. No Rio, domicílio eleitoral do presidente, o petista marca 41% a 34%. Já em Minas, a vantagem de Lula é ainda maior: 48% a 28%.

Outra evidência de uma correlação de forças mais favorável à esquerda está na disputa aos governos estaduais. Em 2018, Bolsonaro recebeu o apoio dos governadores eleitos em São Paulo (João Doria), Rio (Wilson Witzel) e Minas (Romeu Zema). Já os principais “palanques” de Haddad tiveram desempenhos raquítico de estado a estado do Sudeste.

Foi o caso de Minas Gerais, onde o então governador e candidato à reeleição, Fernando Pimentel, não passou de 23,12% dos votos e ficou de fora até do segundo turno. Os resultados foram ainda piores em São Paulo (Luiz Marinho terminou em quarto lugar, com 12,66% dos votos válidos) e Rio de Janeiro (Marcia Tiburi recebeu 5,85% dos votos e amargou a sétima colocação).

Agora, passada a onda antipolítica e antipetista do pleito passado, Lula conseguiu unificar palanques competitivos nos estados, enfraquecendo os de Bolsonaro. Em São Paulo, o ex-prefeito Fernando Haddad lidera todas as pesquisas de intenções de voto. Na última rodada da pesquisa Datafolha, o petista liderava com 34% um cenário que já excluía o nome de Marcio França (PSB), hoje seu apoiador.

Entre os paulistas, o candidato bolsonarista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparecia bem atrás, empatado com o governador Rodrigo Garcia (PSDB) – ambos tinham 13%. O PT só conseguiu ir ao segundo turno em São Paulo uma única vez, em 2002, quando lançou José Genoíno.

No estado do Rio de Janeiro, além de já ter recebido uma declaração de voto do atual prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), Lula ajudou a costurar uma ampla chapa em apoio à pré-candidatura de Marcelo Freixo (PSB) a governador. Conforme o Datafolha, Freixo obtém hoje 22% das intenções de votos, em empate técnico com o atual governador, Claudio Castro (PL), que soma 21%.

A situação em Minas é igualmente singular. Levantamento Datafolha para a eleição ao governo estadual mostra Alexandre Kalil (PSD), o candidato de Lula, em segundo lugar, com 21%. Mas o líder na pesquisa, o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), com 48%, já deixou claro que não abrirá espaço em sua campanha para acolher Bolsonaro. O candidato a governador do presidente, Carlos Viana (PL), não vai além de 4%.

Para piorar a situação de Bolsonaro, o Datafolha revelou que 55% dos eleitores não votariam “de jeito nenhum” em um nome apoiado pelo presidente. Mas 27% dizem que votariam no candidato a governador de Lula – e 24% afirmam que podem votar.

A hegemonia de Lula é ainda maior no Nordeste, região responsável por 27% dos eleitores do País, que já devem garantir ao petista uma dianteira significativa de votos sobre Bolsonaro. Apesar da PEC eleitoreira proposta pelo governo, com aumento repentino e efêmero no Auxílio Brasil e no vale-gás, os bolsonaristas não veem mais possibilidade de reverter a tendência de derrota entre os nordestinos. Mesmo no auge do bolsonarismo, em 2018, Haddad venceu em todos os estados nordestinos.

Por isso, o foco da campanha do presidente se volta para três estados do Sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais –, onde há uma esperança de reconquistar eleitores e assegurar a ida de Bolsonaro ao segundo turno. “A estratégia passa por furar a bolha bolsonarista nessas três unidades da federação e conquistar eleitores fora de setores em que o presidente têm melhor desempenho, como agronegócio e entre evangélicos”, diz nesta segunda-feira (11) o jornal O Globo.

“Trata-se de uma mudança de postura, já que nos primeiros meses do ano Bolsonaro privilegiou agendas voltadas ao seu eleitorado cativo, com participações em motociatas e eventos religiosos — ontem, ele esteve na Marcha para Jesus, em São Paulo. O núcleo duro da campanha agora está mapeando atividades a que ele possa comparecer, entre eles encontros com empresários, além de iniciativas que lhe permitam ganhar terreno nas periferias desses locais”, agrega o jornal carioca.

A convenção que vai lançar a nova candidatura de Bolsonaro ao Planalto está prevista para 24 de julho. A solenidade deve ocorrer no Rio de Janeiro, onde a pré-campanha vê mais chances de aumentar as intenções de voto no presidente.

Por André Cintra

Assembleia Legislativa do MA vota nesta terça-feira (12) projeto d lei que reduz alíquotas de ICMS

11-07-2022 Segunda-feira

O projeto de lei que reduzirá a alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre os combustíveis em todo o Maranhão deve ser apreciado, nesta terça-feira(12), pela Assembleia Legislativa.

O projeto passará primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) e logo depois votado em plenário.

O projeto encaminhado pelo Executivo altera a alíquota do ICMS dos combustíveis, baixando-a de 28,5% para 18%. O texto institui a mesma alíquota, também, para a energia elétrica – para quem consomem acima de 500 quilowatts-hora por mês – e para serviços de comunicação, como telefonia e internet.

Leia aqui a íntegra da mensagem governamental.

Lula tem 42% das intenções de voto e Bolsonaro 30%, segundo pesquisa BTG/FSB

11-07-2022 Segunda-feira

O ex-presidente venceria todos os demais candidatos em um provável segundo turno. Já Bolsonaro, seria derrotado por qualquer um

O ex-presidente Lula (PT) tem 42% das intenções de voto, segundo nova rodada da pesquisa do Instituto FSB, contratada pelo Banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (11).

Em segundo lugar está o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32% das intenções de voto, e, em terceiro o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 9%. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), tem 4%, e é seguida de perto pelo deputado André Janones (Avante-MG), que tem 3%.

De acordo com a pesquisa BTG/FSB, outros três pré-candidatos marcaram apenas 1% da preferência dos eleitores – Felipe D’avila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (PROS) e os demais não pontuaram.

Segundo turno

Nas projeções de um eventual segundo turno feita pela pesquisa BTG/FSB, Lula vence todos os concorrente. Já Bolsonaro, perde de todos.

Contra Bolsonaro, o ex-presidente venceria por 53% contra 37%.

Já contra Ciro ou Tebet, a vantagem de Lula seria ainda maior: 48% a 30% na disputa com o pedetista e 52% a 27% sobre a senadora.

Bolsonaro, por sua vez, alcançaria 38% se o segundo turno fosse contra Ciro Gomes, que venceria com 48% dos votos.

Se fosse contra Simone Tebet, Bolsonaro também perderia, mas por uma leve vantagerm da senadora, que alcançaria 42% dos votos contra 40% do atual presidente.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa FSB/BTG Pactual ouviu 2.000 por telefone entre os dias 8 e 10 de julho.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O intervalo de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09292/2022.