Arquivo mensal: julho 2022

Jornal Nacional deu suporte relevante para golpe contra Dilma e eleição de Bolsonaro

14-07-2022 Quinta-feira

Conclusão é da jornalista e linguista Eliara Santana e consta em estudo acadêmico recém-lançado e no livro “Jornal Nacional: um ator político em cena”

O Jornal Nacional, da TV Globo, e demais emissoras que formam a chamada “mídia corporativa” foram um “suporte relevante” para a consolidação do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e para a eleição de Jair Bolsonaro (PL), em 2018.

A conclusão é da jornalista e linguista Eliara Santana, que lançou recentemente um estudo acadêmico e um livro sobre o assunto: “Jornal Nacional: um ator político em cena”. Os detalhes foram publicados por Mauricio Stycer, no UOL, nesta quinta-feira (14).

Além de ter contribuído para a derrubada de Dilma, o Jornal Nacional e seus similares contribuíram para inserir “o país num quadro de grande polarização social e também de desestruturação política e econômica, estendendo-se ao processo eleitoral de 2018 e posteriormente”.

De acordo com Santana, o processo de impeachment contra Dilma teria sido diferente “se não fosse amparado e legitimado pela mídia corporativa”, que construiu uma “narrativa” para associar o PT “uma corrupção nunca vista antes”, bem como para responsabilizar Dilma por “uma crise econômica sem precedentes”.

A imprensa corporativa atuou para dar ares de “questões gravíssimas” a “problemas conjunturais”, enquanto notícias positivas sobre o governo petista sofriam “silenciamento”. A pesquisadora relembra o caso da saída do Brasil do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014. O fato, de extrema relevância, teve o espaço de apenas 38 segundos no Jornal Nacional.

O mesmo ocorreu quando, no governo Dilma, o Brasil atingiu o mais baixo índice de desemprego na história (4,8%), em dezembro de 2014. O telejornal da TV Globo deu 30 segundos para noticiar o feito. Para efeito de comparação, a autora resgata notícia de janeiro de 2018, do governo do ex-presidente golpista Michel Temer, quando o desemprego chegou a 12,7%, o pior em cinco anos. O Jornal Nacional noticiou: “sinais de recuperação da economia ainda discretos, mas suficientes para estimular mais pessoas a procurarem empregos”.

Na preparação para o golpe que ocorreria em 2016, o Jornal Nacional noticiou, em março de 2015, uma manifestação a favor de Dilma, destacando que os organizadores do ato eram sindicalistas da CUT. Três dias depois, ao tratar de uma manifestação contra o governo, o Jornal Nacional não divulgou quem eram os organizadores do evento. A estratégia, explica Santana, era colocar sob suspeita a manifestação pró-governo e dar um caráter de espontaneidade aos protestos contra a ex-presidente.

Na ocasião da divulgação do vazamento de um grampo ilegal, feito pelo então juiz da Lava Jato, Sergio Moro, entre Dilma e o ex-presidente Lula (PT), a forma como o jornal noticiou o tema ‘induziu os telespectadores à emoção, à comoção, que não é necessariamente positiva, mas também de raiva e indignação’, argumenta Santana. Segundo a pesquisadora, a notícia foi “encenada, com a dramatização da ação e representações dos personagens e a intervenção de narradores” – William Bonner e Renata Vasconcellos – para gerar este tipo de reação no público. Ela destaca a “modalização da voz e da entonação (mais grave e circunspecta em alguns momentos, efusiva em outros)” dos apresentadores do telejornal.

Sobre a eleição de 2018, na qual Bolsonaro foi eleito para assumir o Palácio do Planalto, Santana observou um tratamento diferente dado pelo Jornal Nacional ao petista e ao então candidato do PSL.

Ambos passaram por um “silenciamento” por parte do telejornal, suas declarações não eram mostradas, mas há uma diferença relevante: Lula, que estava preso injustamente por conta da Lava Jato, tinha suas entrevistas ignoradas com “viés negativo”; já Bolsonaro era silenciado com “viés positivo”, ou seja, para seu próprio bem. A TV Globo evitava exibir suas falas para “não expor um candidato controverso e declaradamente homofóbico”.

O quadro mudou a partir da posse de Bolsonaro. O Jornal Nacional deixa de passar pano para o chefe do Executivo e parte para um “embate frontal”, a partir de denúncias de corrupção, da morte de Marielle Franco e de seus discursos negacionistas sobre a pandemia de Covid-19.

Brasil 247

Othelino destaca redução do ICMS dos combustíveis e parabeniza deputados pela aprovação do PL

13-07-2022 Quarta-feiraa

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), destacou, na sessão plenária desta quarta-feira (13), a importância da aprovação do Projeto de Lei nº 324/2022, de iniciativa do Poder Executivo, que prevê a redução a 18% da alíquota do ICMS dos combustíveis. O PL, que foi aprovado por unanimidade, em regime de urgência, vai agora à sanção governamental.

Após a apreciação da matéria, o chefe do Legislativo maranhense parabenizou os deputados pela forma célere e responsável com que todos trataram o projeto de lei, que reflete de forma muito positiva na redução dos preços dos combustíveis e, também, de outros produtos importantes como energia elétrica e transporte.

“É um PL de grande relevância para o Maranhão e que será, de imediato, encaminhado ao governador Carlos Brandão para que o sancione. O nosso desejo é que, a partir do momento em que for transformado em lei, os preços dos combustíveis sejam reduzidos e, assim, consiga diminuir as dificuldades das pessoas que têm enfrentado muitos problemas por conta do valor alto do produto”, disse Othelino.

O parlamentar fez uma ressalva com relação aos efeitos que a aprovação do PL pode ocasionar, no que concerne à redução do preço produtos.  

“Ressalto, todavia, que nossa iniciativa vai, de fato, reduzir o preço dos combustíveis no estado. Porém, essa medida, por si só, não resolve a situação. No Brasil, o valor do petróleo está indexado, vinculado ao preço do barril internacional e, também, ao dólar. Então, qualquer movimento que aumente o barril do petróleo em nível internacional, vai provocar impactos aqui também”, disse Othelino.

Na visão do parlamentar, a solução definitiva para a falta de controle do preço dos combustíveis está na desindexação do produto. “Afinal de contas, nós temos um percentual razoável, que chega em torno de 50%, do combustível que é consumido no Brasil, produzido no próprio país. Portanto, não seria necessária essa indexação que nos prende aos preços internacionais”, frisou.

*Instrumento legal

O chefe do Parlamento Estadual fez, ainda, um esclarecimento sobre questionamentos acerca da modalidade normativa da matéria encaminhada pelo Poder Executivo à Assembleia, se a mesma deveria ser editada por meio de projeto de lei ou decreto.

“Embora alguns governadores tenham optado fazer por decreto, me parece óbvio que este instrumento não é o adequado, inclusive, acredito que essa forma beire à ilegalidade para fazer uma alteração na alíquota de um imposto estadual. É óbvio que isso tem de ser feito por meio de lei”, afirmou Othelino.

Ainda segundo o parlamentar, a lei federal que trata do tema não torna obrigatória a reprodução nos estados. “Se fosse obrigatória, não precisaria de um instrumento da legislação estadual, ou seja, se o governo federal puder reduzir a incidência de ICMS nos estados, nós imaginamos que, a partir de então, a Assembleia Legislativa poderá também alterar as alíquotas do IPTU nos municípios, por exemplo, algo inimaginável. Por isso, não resta dúvida de que o instrumento adotado pelo chefe do Poder Executivo do Maranhão para reduzir o ICMS foi a forma adequada: encaminhando o projeto de lei para esta Casa, que tem prerrogativa de apreciar o referido texto normativo”, concluiu.

Governador Carlos Brandão sanciona projeto que reduz ICMS de combustíveis no MA

13-07-2022 Quarta-feira

O governador Carlos Brandão(PSB) sancionou o o Projeto de Lei 324/2022, de iniciativa do Poder Executivo, que prevê redução a 18% da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, energia elétrica – para quem consome acima de 500 quilowatts-hora por mês – serviços de comunicação e transporte coletivo.

“Sancionei hoje a redução do ICMS da gasolina. A alíquota agora será de 18%. Desejamos que aconteça a redução do preço para o consumidor. No tempo de Lula já existia o ICMS e o preço da gasolina era muito menor”, anunciou.

O projeto, aprovado nesta quarta-feira pela Assembleia Legislativa, altera a alíquota do ICMS dos combustíveis, baixando-a de 28,5% para 18%. O texto institui a mesma alíquota, também, para a energia elétrica – para quem consomem acima de 500 quilowatts-hora por mês – e para serviços de comunicação, como telefonia e internet.

O PL dispõe que, durante sua vigência, o adicional de 2% na alíquota do ICMS destinado ao Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (FUMACOP) não incidirá sobre as operações com gasolina, óleo diesel, biodiesel, energia elétrica e as prestações de serviço de comunicação.

Hildo Rocha apoia o setor logístico brasileiro

13-07-2022 Quarta-feira

Durante evento promovido pela Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados, para o lançamento do Perfil do Operador Logístico 2022, o deputado federal Hildo Rocha, defendeu a implantação de um marco regulatório que possa contribuir para o fortalecimento das atividades desse importante segmento da economia nacional que oferece serviços integrados de transporte, armazenagem e gestão de estoques de mercadorias para os setores industrial, comercial e agropecuário.

“O setor emprega mais de dois milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Só no ano passado, esse ramo de atividade gerou R$ 44 bilhões de reais em tributos para os cofres públicos; o faturamento foi de aproximadamente R$ 160 bilhões de reais e investiu R$ 18 bilhões. Portanto, é um segmento importante da economia brasileira que cresce a cada ano e tem ajudado no desenvolvimento do e-commerce no Brasil”, destacou Hildo Rocha.

O parlamentar ressaltou que as prestadoras de serviços de logística são essenciais para o bom desempenho das lojas virtuais.

“O e-commerce já é uma realidade no Brasil, geram reflexos positivos na vida dos consumidores pois essa modalidade comercial permite que as pessoas adquiram produtos sem a necessidade de ter que gastar dinheiro com deslocamento até as lojas físicas e recebam as compras nas suas próprias residências. Tudo isso graças ao trabalho que é feito pelos operadores logísticos do Brasil, setor que necessita de um marco regulatório para que eles possam atuar num ambiente de negócios onde haja segurança jurídica perfeita”, disse o parlamentar.

Acerca dessa questão, Hildo Rocha explicou que tramita na Câmara Projeto de Lei 3757/20, de autoria do Hugo Leal (PSD-RJ), proposta que tem como relator o deputado Carlos Chiodini (MDB-SC).

“Diante da importância das atividades realizadas pelas organizações que atuam no setor de logística é necessário colocarmos o tema em pauta a fim de que possamos dar celeridade, dar as respostas que o setor necessita e espera de nós deputados e senadores”, declarou Hildo Rocha.

Alema aprova PL que reduz ICMS de combustíveis, energia elétrica e serviços de comunicação no MA

13-07-2022 Quarta-feira

A  Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou por unanimidade, na sessão plenária desta quarta-feira (13), em regime de urgência, o Projeto de Lei 324/2022, de iniciativa do Poder Executivo, que reduz a 18% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, energia elétrica – para quem consome acima de 500 quilowatts-hora por mês – serviços de comunicação e transporte coletivo.

 A matéria foi encaminhada à sanção do governador Carlos Brandão (PSB) pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB).

Durante a discussão da matéria, o deputado Othelino Neto, que presidiu a sessão, esclareceu que a proposta teria, necessariamente, que ser feita por meio de projeto de lei e não por decreto. “Agiu corretamente o governador Carlos Brandão (PSB) quando encaminhou o presente projeto de lei a esta Casa, e não decreto”, acentuou.

Othelino parabenizou a todos os deputados e deputadas pela forma célere e responsável que o projeto foi conduzido na Casa legislativa. “Nosso desejo é que, a partir desta lei, os preços dos combustíveis sejam reduzidos e, assim, melhore ou reduza a dificuldade das pessoas”.

No momento da votação, vários deputados também se manifestaram, esclarecendo pontos divergentes sobre a matéria. Yglésio Moysés (PSB) informou que a redução de ICMS tem que ser feita, sempre, por meio de projeto de lei e não por decreto como, segundo ele, equivocadamente, fizeram alguns estados da federação.

Duarte Júnior (PSB), por sua vez, explicou a importância do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (FUMACOP), constituído de 2% do ICMS, como instrumento de investimento em políticas públicas estruturantes e relevantes para o desenvolvimento do Maranhão.

O deputado Welligton do Curso (PSC) destacou de forma positiva a celeridade na votação do projeto. Disse que estará atento para que o preço do combustível possa realmente baixar nas bombas e que o consumidor também sinta no bolso a redução do valor da alimentação.

Para o deputado Antonio Pereira (PSB), a aprovação do projeto de redução do ICMS foi um momento histórico no Maranhão. “Continuaremos vigilantes para que possamos trabalhar caso ocorra diminuição na arrecadação tributária no Estado”.

O PLO dispõe que, durante sua vigência, o adicional de 2% na alíquota do ICMS destinado ao Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (FUMACOP) não incidirá sobre as operações com gasolina, óleo diesel, biodiesel, energia elétrica e as prestações de serviço de comunicação.

Humilhação: brasileiros vão ao mercado comprar sobras de alimentos

13-07-2022 Quarta-feira

Produtos como feijão quebrado, “pontas de frios”, soro de leite e carcaça e pele de frango se tornam comuns nos supermercados

O absurdo preço dos alimentos tem roubado a dignidade dos brasileiros na hora de se alimentar. Matéria publicada nesta quarta-feira (13) pela Folha de S. Paulo mostra que, diante da incapacidade das pessoas de comprar produtos como leite, frios, feijão e frango, supermercados estão vendendo alternativas com menor valor nutricional ou até mesmo sobras.

No Capão Redondo, zona sul de São Paulo, por exemplo, um mercado está vendendo o “feijão fora do tipo”, composto por 70% de grãos inteiros e 30% de grãos partidos. E, mesmo assim, o produto sai caro: R$ 8,48 o quilo, apenas R$ 1,50 a menos que o pacote tradicional. Na mesma loja, bandejas com “pontas de frios”, ou seja, pedaços de restos de queijo, são oferecidas na promoção.

Colocar à venda restos de comida, que geralmente iam para o lixo, tem se tornado cada vez mais comum.  “Aqui perto de casa que já conhecem a gente, pegamos restos de carcaça, de frango, de gordura, quando dão, mas tá muito difícil de dar também, porque agora tudo eles colocam para vender”, contou à Folha Josefa da Silva, moradora de Osasco.

O que ela diz pode ser facilmente comprovado nas prateleiras dos supermercados, onde se tornou comum ver carcaça e pele de frango à venda. Assim, até esses produtos ficam inacessíveis para muitos trabalhadores. “Para te falar a verdade, nem carcaça tô podendo comprar, porque não tá sobrando nem para isso”, disse Ionara Jesus, moradora da cidade de São Paulo.

Pontas de pedaços de queijo anunciadas como promoção. Foto: Cleberson Santos/Agência Mural

Soro de leite

Cada vez mais caro, o leite é outro produto que tem sido substituído por uma alternativa nem um pouco adequada. Em Guarulhos (SP), onde o litro já chega a R$ 10, um supermercado tem oferecido o soro de leite, que nada mais é que a sobra do leite utilizado na produção de queijos e sai por R$ 7.

Especialistas explicam que, além de o gosto não ser o mesmo, o valor nutricional também é alterado. “Como o soro de leite é um subproduto, em comparação com o leite ele acaba tendo menos proteína, menos gorduras totais e menos cálcio”, explicou ao jornal a nutricionista Ana Cláudia Mazzonetto.

Em entrevista recente ao site do PT, o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP) alertou que a falta de leite na casa das famílias brasileiras deve gerar uma onda de desnutrição no país.

Já especialistas ouvidos pela Folha alertam que a substituição de produtos tradicionais por alternativas menos saudáveis trará também obesidade, hipertensão, diabetes mellitus e dislipidemia em maior porcentagem.

Bolsonaro promoveu a fome

Essa situação é o preço que os brasileiros pagam pelo desmonte completo das políticas de combate à fome implementados por Lula e Dilma Rousseff e que tiraram o Brasil do Mapa da Fome em 2014.

Nos governo do PT, uma série de ações combinadas garantia comida de qualidade no prato da população: valorização do salário mínimo, geração de empregos, Bolsa Família, estímulo da agricultura familiar, controle do preço do diesel para baratear o frete, reforço da merenda escolar, estocagem de alimentos.

LEIA MAIS: “A fome voltou ao Brasil a partir do golpe de 2016”, por Tereza Campello

Tudo isso foi desmontado por Bolsonaro, que não se preocupou com a segurança alimentar dos brasileiros e levou o Brasil de volta ao Mapa da Fome, como confirmou a ONU na semana passada.

PT

Flávio Bolsonaro é citado em áudio sobre compra de sentença judicial

13-07-2022 Quarta-feira

Acusado de envolvimento em “rachadinha”, quando o parlamentar se apropria de parte dos salários de seus funcionários, o senador é citado em áudio na tentativa do Pros de comprar sentença no TJDF

Áudios obtidos pela Folha de S.Paulo revelaram nesta quarta-feira (13) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode estar envolvido em mais um caso de corrupção. Acusado da prática de “rachadinha”, quando o parlamentar se apropria de parte dos salários de seus funcionários, o senador é citado na tentativa do Pros de comprar sentença no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).

O caso envolve uma disputa pelo comando da sigla. Em um áudio de WhatsApp do segundo semestre de 2021, o hoje presidente do partido, Marcus Holanda, fala para um correligionário sobre as chances de eles tomarem o comando da legenda à época dirigida por Eurípedes Jr.

Além do senador, filho do presidente, o dirigente citou o nome de Karina Kufa, advogada da família Bolsonaro.

Leia mais: Senador aciona PGR contra Flávio Bolsonaro pelo crime do tráfico de influência

“A Karina Kufa me levou na reunião e sentou eu, ela e o Flávio Bolsonaro, então eles têm interesse. (…) Além disso, tem um contrato que assinei lá, absurdo lá, com ela. Então vão ganhar dinheiro e vão ganhar força política e espaço político. Então eles têm interesse, total. Por isso, eles estão com a gente, senão não estariam. E ainda tem a desembargadora federal [não cita o nome], muita gente.”

De acordo com a Folha, naquela ocasião, o presidente Bolsonaro estava à procura de uma sigla. Em novembro, ele se filiou ao PL. A intenção da ala dissidente do Pros era, ao conseguir o comando do partido, negociar a possível filiação da família Bolsonaro.

O caso repercutiu no parlamento. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) considerou o caso esdrúxulo: “Flávio Rachadinha citado como suspeito em mais um escândalo de corrupção, dessa vez na compra de sentença para beneficiar determinado partido. Incrível! Esse não pode ver um esquemão que quer entrar. Não falha!”.

O presidente do Pros, Marcus Holanda (Foto: Reprodução)

O caso

“O material obtido pela reportagem, porém, sugere que a tentativa de vitória judicial fora das previsões legais —por meio de influência política e pessoal, incluindo menções a pagamentos em dinheiro— tiveram início ainda quando o litígio entre as duas alas da sigla estava na primeira instância, em 2021. É nesse contexto anterior em que os nomes do filho do presidente e da advogada são citados”, diz um trecho da reportagem.

Ainda no áudio, Marcus faz menção também à advogada Renata Gerusa, filha da juíza federal do TRF-1 Maria do Carmo Cardoso, amiga de Flávio Bolsonaro. Gerusa chegou a atuar formalmente no litígio representando o hoje presidente do Pros e seus aliados.

“Tem chances reais porque eles têm interesses, né? O marido da dra. [Renata Gerusa] é o deputado lá, o Kassyo [Kassyo Ramos], que tem interesse lá no Amapá”, afirma.

Assembleia Legislativa do MA aprova Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023

13-07-2022 Quarta-feira

O Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão desta terça-feira (12), o Projeto de Lei 184/2022, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre as diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2023.

De acordo com a mensagem governamental encaminhada à Assembleia, o projeto da LDO para o exercício financeiro de 2023 contém as diretrizes que nortearão a elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2023 em cumprimento à Constituição do Estado do Maranhão, à Lei Complementar Estadual 11 e à Lei Complementar 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal).

O projeto da LDO prevê as metas e prioridades da administração pública estadual; a estrutura e organização dos orçamentos; as diretrizes para a elaboração e execução dos orçamentos e suas alterações; as disposições relativas às despesas com pessoal e encargos sociais; as disposições sobre alterações na legislação tributária e as disposições relativas à dívida pública.

O projeto aprovado no Plenário diz que os orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimento serão elaborados em consonância com as metas e prioridades estabelecidas para o exercício de 2023 constantes da Lei Estadual 11.204, de 31 de dezembro de 2019 (PPA 2020-2023).

De acordo com o projeto, a elaboração da Lei Orçamentária Anual, bem como sua execução, deverá atender aos seguintes aspectos: gestão com foco em resultados: atingir resultados e indicadores de governo que representem compromissos com a população e que estejam alinhados com os resultados das agendas estratégicas (compromissos previstos no Programa de Governo 2019-2022); Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS); ações provenientes das audiências públicas do orçamento participativo; Consórcios Interestaduais de Desenvolvimento; e o Plano Mais IDH, buscando padrões de eficiência, eficácia e efetividade dos programas e projetos.

O Projeto de Lei 184/2022, que dispõe sobre diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2023, deverá atender aos seguintes aspectos: enfoque regional: descentralização das ações do governo para melhorar a oferta e gestão dos serviços públicos e estimular o desenvolvimento territorial, buscando a interiorização e a distribuição equitativa da renda e riqueza entre as pessoas e regiões; participação social: permanente em todo o ciclo de gestão do PPA e dos orçamentos anuais como instrumento de interação entre o Estado e o cidadão para o aperfeiçoamento das políticas públicas.

“A política tem o único propósito de melhorar a vida das pessoas”, diz Simplício Araújo

13-07-2022 Quarta-feira

Diante dos últimos acontecimentos de violência que chocaram o país por conta de motivações políticas, o pré-candidato a governador do Maranhão, Simplício Araújo, publicou em suas redes sociais um vídeo em que diz que a política tem o único propósito de melhorar a vida das pessoas e da coletividade.

Para Simplício, a política tem que ser um lugar de debates, divergências que buscam sempre a convergência, a união.

“Quando a política passa a ser movida pelo sentimento de raiva, vingança ou de perseguição, faz um desserviço à todos, não apenas a quem está no conflito, mas a todos nós que perdemos a oportunidade de usar o voto e política para melhorar o estado e o país em que vivemos”, disse.

Lula pede a apoiadores que não aceitem provocação

13-07-2022 Quarta-feira

Em ato da Frente Vamos Juntos pelo Brasil, em Brasília, Lula afirma que Bolsonaro está tentando fazer das eleições uma guerra.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu tolerância em discurso durante o ato político realizado nesta terça-feira (12) pela Frente Vamos Juntos pelo Brasil ao qual compareceu com o pré-candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin. No ato, que aconteceu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, Lula, Alckmin e lideranças dos partidos que integram a frente (PCdoB, PT, PV, PSol, Rede e Solidariedade) e de movimentos sociais e sindicais prestaram uma homenagem a Marcelo Arruda, dirigente do PT assassinado por um Bolsonarista, e defenderam a democracia e as eleições.

“Não tem nenhuma história, nem um sinal de violência nas campanhas que eu participei”, afirmou Lula, relembrando que respeitou o resultado de todas as eleições às quais concorreu, como em 1989, quando a TV Globo fez uma edição que favoreceu o adversário dele, Fernando Collor de Mello, que se saiu vitorioso nas urnas. Lula lembrou ainda que o próprio presidente Bolsonaro, que hoje põe em dúvida a credibilidade da urna de votação, sempre foi eleito pelo voto eletrônico. Segundo ele, Bolsonaro quer fazer das eleições uma guerra.

O ex-presidente mencionou episódio ocorrido em Uberlândia e chamou de facínora o responsável pelo drone que jogou veneno nos apoiadores dele, que foi preso depois. Também recordou a bomba que seria jogada na Cinelândia, durante o ato pró-chapa Lula e Alckmin e, por fim, o ato mais grave, ocorrido nesta segunda-feira, quando um bolsonarista invadiu e matou um dirigente do PT em Foz do Iguaçu (PR).

Em referência às declarações de Bolsonaro de solidariedade à família da vítima, Lula disse que o atual presidente precisaria visitar a família de todas as pessoas que morreram na pandemia. Negacionista, Bolsonaro não prestou condolências a qualquer familiar das vítimas da Covid-19. Segundo Lula, Bolsonaro “só pensa em si próprio” e “não tem compaixão”: “Esse homem se afastou do planeta Terra. Ele está orbitando um planeta em que a humanidade não existe”, declarou o ex-presidente, que também criticou a decisão de Bolsonaro de manter em sigilo as investigações contra ele.

Foto: Ricardo Stuckert

“Vamos pegar esse país em uma situação muito pior do que peguei quando recebi ele do Fernando Henrique Cardoso”, considerou Lula, segundo o qual, quando assumiu a Presidência naquela época, considerava-se satisfeito se todos os brasileiros pudessem comer três vezes no dia. Mas enfatizou que, agora mais maduro, quer que as pessoas também ingressem nas universidades, possam ir ao cinema e viajar de avião. Ele lembrou que, há 70 anos, a mãe, D. Lindu, colocou todos os filhos em um pau de arara para irem para São Paulo e não passarem fome e disse que as pessoas querem ser de classe média e não serem pobres, querem poder ir ao teatro, ter um computador, um celular moderno, uma boa televisão.

De acordo com o ex-presidente, ele nunca deixou de cumprimentar um adversário e lembrou que sempre atuou de forma apaziguadora nas greves dos anos 1980, quando a polícia reprimia os trabalhadores. Lula citou o exemplo de Mahatma Gandhi que fez uma caminhada pela independência da Índia. “Nossa arma é a nossa tranquilidade, é o amor que tem dentro de nós”, afirmou, acrescentando que não quer que os apoiadores aceitem provocação.

Por Mariana Mainenti