Arquivo mensal: fevereiro 2022

“Putin mostra que está falando sério ao dizer que não quer a OTAN cercando a Rússia”

25-02-2022 Sexta-feira

A analista internacional Ana Prestes explicou as motivações por trás do reconhecimento da Rússia à independência de províncias rebeldes da Ucrânia e os bombardeios em Lugansk e Donetsk, que não são disputas dos últimos meses, mas remetem ao fim da Guerra Fria.

Ana Prestes, cientista política e analista internacional, secretária de Relações Internacionais do PCdoB, concedeu entrevista ao canal da União da Juventude Socialista (UJS), que aproveitou para fazer um plantão e responder as perguntas mais prementes da juventude sobre os bombardeios russos iniciados, nesta madrugada, em território da Ucrânia.

A aproximação da Ucrânia com a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), incluindo presença de equipamentos bélicos e forças armadas do ocidente em seu território, deu inicio à um conflito de grandes proporções com a Rússia. As tensões na região remetem à anos anteriores, entre 2013 e 2014 quando movimentações na Ucrânia derrubaram governos e implementaram regimes de ultra-direita que se aproximaram cada vez mais dos Estados Unidos e da OTAN. Agora a Rússia efetivou ataques. Haverá guerra? Quais motivos e desdobramentos? 

Iago Montalvão, da UJS, falou das dificuldades de receber informação qualificada e completa sobre aquele conflito na mídia brasileira, alinhada com as narrativas interessadas dos EUA. Com isso, Ana foi voltando no tempo para explicar a importância da região para os russos e os interesses europeus e americanos por trás da tentativa de ocupação pela OTAN, o tratado militar do Atlântico Norte. Ela também explicou os interesses americanos em outras ocupações militares que cercam a China e chegam até à Colômbia, na América do Sul. 

Esse conflito já pode ser considerado uma guerra?

O problema das guerras é sua imprevisibilidade e as vítimas são principalmente os inocentes. Não se sabe onde vai acabar, nem como. E entram em ação atores multilaterais. A guerra é a declaração de falência do diálogo, da incapacidade da negociação e das conversas. Essa situação não vem do nada. A gente vem falando da situação da Ucrânia há pelo menos uns dez anos. Uma situação que se tornou central para a Europa e a região. E por uma deliberada ação do imperialismo.

Nunca Lênin foi tão atual sobre o imperialismo e suas formas de ação. O que é fundamental que está na tese é que o imperialismo precisa de guerra para sobreviver, lucra financeiramente, se impõe via medo através das guerras.

E o que estamos vendo, hoje, é algo que é fruto do fim da guerra fria. Em dezembro passado, lembramos os 30 anos do fim da União Soviética, que, desde que terminou, a região vem sofrendo um cerco pelos EUA e a OTAN, no sentido de explorar as contradições daquelas antigas repúblicas soviéticas, para conter e desestabilizar a Rússia. Isso ocorreu na Ucrânia e na Geórgia, em janeiro deste ano, no Cazaquistão, há pouco mais de um ano na Bielorrússia. Trazem outras, como a Lituânia para a OTAN, tentaram em 2013 e 2014, trazer a Ucrânia para a União Europeia e agora para a OTAN.

São fatos que nossa mídia omite e que ajudariam a gente a julgar o que está acontecendo, hoje. 

Então, existem muitos elementos de instabilidade e desestabilização que podem jogar para um conflito mais amplo. Esperamos que o Conselho de Segurança da ONU e os organismos multilaterais funcionem para valer, no sentido de conter o que já é uma guerra. Não tem outra palavra para definir ruptura de relações diplomáticas e troca de tiros, armas envolvidas. 

Como se deu esse processo? Desde a queda do presidente ucraniano em 2014, a ascensão de governos de extrema-direta aproximaram a Ucrânia da OTAN e depois o Acordo de Minsk?

Desde 2010 que a Ucrânia vem sofrendo com instabilidades políticas envolvendo a velha e conhecida narrativa da corrupção. Houve então um alerta nos EUA e Europa de que havia uma janela de oportunidade para reduzir a influência russa sobre a Ucrânia. Tanto que os americanos foram flagrados em maus lençóis apoiando fascistas para aproveitar a oportunidade de ascender um governo antirrusso, oferecendo entrada na União Europeia, oferta de financiamento, apoio militar.

Então, essas contradições internas permitiram a ascensão de grupos fascistas e nazistas, com a omissão ocidental. Parlamentares comunistas e militantes de esquerda foram perseguidos e viraram alvo, jogaram bomba na sede do Partido Comunista, tudo com apoio dos americanos e do ocidente.

O Brasil sabe o que acontece quando o gênio sai da lâmpada, porque estamos no meio de um genocídio, desde que passamos a ser governados por este tipo de força.

Para além de instigar essas forças e tirar a Ucrânia da área de influência russa, aquela região é historicamente conflituosa. Um dos capítulos mais interessantes da história russa é que a Catarina, a Grande, consegue conquistar a região da Crimeia dos tártaros. Essa região é importante, porque a Rússia é esse território gigantesco cercado por mares gelados. Por isso, até o século XVIII, a Rússia não tinha um barquinho no mar, enquanto outras potências europeias dominavam o transporte marítimo. Quando conquistam a Crimeia e fazem o famoso porto de Sebastopol, eles passam a ter acesso aos mares quentes. 

Você veja que, hoje, uma das primeiras coisas que o Zelensky pediu foi para os turcos fecharem o porto de Bósforo a passagem dos navios russos. Para os russos, o acesso a essas águas quentes é fundamental. 

Por outro lado, é uma região com muita população russa. Kiev é considerada a mãe dos povos eslavos, que surgiram todos naquela região. Imagina a confusão que é isso!

Quando o Putin fala em descomunização, é uma ironia em direção aos americanos em relação as fronteiras artificiais que definiam a República da Ucrânia durante o período soviético. Assim, descomunizar seria transformar cada uma daquelas regiões ucranianas de Lugansk, Donetsk e Crimeia, na Bacia do Dohnbass, em nações soberanas e independentes. 

Tudo isso fez parte de 2013 e 2014. A imprensa sempre omite que a população da Crimeia foi consultada por meio de um referendo para ser reintegrada à Rússia, mas isso é tratado na mídia como uma tomada russa.

Além disso, em Lugansk e Donetsk existem forças separatistas que não querem fazer parte da Ucrânia. Os acordos de Minsk previam, no primeiro, o cessar fogo imediato, e no segundo, consulta, referendo, plebiscito, conversa, negociação. Quando o ocidente fez alguma coisa para implementar os acordos de Minsk?

Então, isso vem de uma escalada em que Zelensky chegou a dizer que um dos seus objetivos centrais era recuperar a Crimeia e entrar para a OTAN. Isso foi uma declaração de guerra com a Rússia que está sendo materializada agora. 

Assim, há um passivo histórico dentro de uma cena de expansão da OTAN, em que os EUA ficam do outro lado do Atlântico, comodamente, só instigando os ucranianos a se afastar das forças do mal da Rússia. Há esse cenário de russofobia criado na Europa nos últimos anos. 

Nós somos defensores da paz e do diálogo e do princípio da não-intervenção, portanto, a Rússia também tem suas responsabilidades, mas não podemos fechar os olhos para o contexto e a participação do ocidente na intencional ação desestabilizadora frente a esta situação. Em vez disso, eles dobram as apostas, com sanções tirando as operações financeiras (swift) que tornam o mundo inteiro refém, e isolando os russos.

Com os bombardeios que começam a circular o mundo, a OTAN vai dar uma resposta militar ou a resposta serão as sanções comerciais?

As forças separatistas em Luganski e Donetsk também se aproveitaram do caos para reforçar seus interesses ao declarar independência. Logo o parlamento russo, que respalda Putin, aprovou. Alguns partidos já defendiam essa independência desde 2013. É diferente da Crimeia. Não há uma ocupação dessas áreas, com integração à Rússia, mas o famoso separatismo. Além disso, só os russos reconhecem a independência.

O exército ucraniano reforça suas tropas ali para combater os separatistas, pois é um território importante economicamente. Tem uma das maiores produções de carvão e a questão energética na Europa é um drama. 

Quando Putin fala, nesta madrugada, em desmilitarizar esta região, quem vai dar o primeiro passo para trás? Por isso, as guerras são tão complexas, com cada um defendendo seus interesses que considera legítimos. É uma situação muito complicada de desfazer. 

Eu estava ouvindo um pronunciamento do Ministério da Defesa da Rússia que dizia que já tem ucranianos largando as armas e fugindo. Começa uma guerra de narrativas que temos que observar, pois faz parte da guerra essas imprevisibilidades. E não sabemos se a OTAN vai entrar com seus soldados.

A OTAN já vem cercando a Rússia. Taiwan declarou apoio à Ucrânia. Isso pode acontecer com a China? 

Desde o fim da URSS como estado, os EUA, via OTAN, vêm adotando deliberadamente essa estratégia de avançar rumo ao leste. Todas as Repúblicas do leste europeu já estão ocupadas, restando apenas a Bielorrússia e a Ucrânia como última fronteira até a Rússia. Quando o chanceler russo Sergey Lavrov disse que tinha montado as bases na fronteira para proteger o território russo contra a OTAN, os americanos e europeus resolveram pagar para ver. Saíram das negociações, tergiversaram, enquanto o francês Emmanuel Macron tentava uma cúpula com Joe Biden, pois já tinha informação suficiente sobre o fogo separatista na bacia do Donbass para saber do risco. Enquanto isso, Putin fazia um longo discurso em que falava em “descomunizar” a região do Donbass. Então, não é brincadeira quando se fala que a OTAN e a União Europeia tem muita responsabilidade sobre o que está acontecendo. E a Rússia falou para valer que não vai deixar a OTAN chegar lá, como estamos vendo.

Uma das porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da China fez um pronunciamento indagando ao Ocidente se vai continuar acuando uma grande potência como essa. Desde o começo, a China reforçou a tese do multilateralismo, das conversações e das negociações. 

No início de fevereiro houve uma cúpula Putin-Xi Jinping que incomodou muito os EUA. O ex-chanceler brasileiro Celso Amorim escreveu que os acordos firmados por Putin e Xi Jinping formam o documento mais importante do século XXI e, quiçá, o mais importante desde o fim da guerra fria. E os americanos se sentem ameaçados, obviamente, por essa aliança.

Sobre o cerco a outras regiões é só observar como vai se reforçando o cerco ao mar do sul da China, uma região conflituosa, e como eles vão escalando em relação a Taiwan, com aumento de relações e visitas de grandes autoridades ocidentais. Já analisávamos, no fim do ano, que uma das regiões de maior potencial de conflito bélico é Taiwan. Os chineses não admitem que seja reconhecida como algo que não seja a China continental.

Aqui na América Latina, esta semana houve bastante debate sobre a Colômbia participar da OTAN, embora não se fale nesse nome, mas em “parceria estratégica”, até porque a Colômbia não está territorialmente no Atlântico Norte. A Colômbia sempre foi esse preposto dos EUA na região, com presença militar americana, por onde operam. Foi via Colômbia que tentaram invadir, em 2019, a Venezuela, com apoio do governo Bolsonaro. 

É como um prolongamento do pós-Segunda Guerra, com a guerra fria e o conflito que se estabeleceu entre os EUA e a URSS.

Quais os interesses dos EUA em entrar nessa disputa nessas regiões?

Os EUA só existem como essa superpotência se continuarem tendo esse domínio e controle de transações comerciais, de instalações de corporações americanas… Só no ano passado, 1/5 do PIB dos EUA teve origem na indústria armamentista, com algo na casa dos US$ 220 bilhões. Então, para os EUA sobreviverem nesse lugar de tanto poder e concentração de riqueza, precisam de recursos, de guerras para ter esses recursos, precisam de domínio e controle. 

Por que, diabos, incomodou tanto os EUA a construção do gasoduto Nordstream 2, que leva gás da Rússia para a Alemanha? Se a Alemanha está comercializando com a Rússia, não está com os EUA e seus parceiros comerciais.

É uma disputa de poder que inclui disputa territorial, como ocorreu com a Líbia, se tentou com a Síria, impedida justamente pelos russos. O que fizeram no Afeganistão depois de 20 anos, no Iraque, uma guerra feita à base de fake news de que havia bombas lá. Se voltarmos mais pra trás, tem o Kwait, os Balcãs, com a questão da Iugoslávia. 

A Rússia tem uma história milenar de preservação de seu enorme território e conquistar espaço. E ela foi muito clara em insistir que a OTAN não entre na Georgia, na Bielorrússia, na Ucrânia e não foi feito nada no sentido de tentar pactuar sobre isso.

Agora o vice-presidente do Brasil, o general Mourão, fala em mandar tropas para a Ucrânia. Como o Brasil deve se posicionar sobre isso?

Engraçado ele falar isso, quando o Bolsonaro estava na semana passada se solidarizando com o Putin. Inclusive, a porta-voz da Casa Branca chegou a falar que o Brasil estava do lado errado. Ou seja, aquele rolê aleatório do Bolsonaro na Rússia num momento completamente de tensão. 

Temos que observar nos próximos dias. Nós como sociedade civil, movimentos, juventude, estudantes, historicamente nos posicionamos pela paz e temos que nos conectar com os movimentos  ao redor do mundo. Neste momento, os movimentos sociais da Europa, partidos, vai ser muito importante que se engajem nessa luta pela paz para pressionar seus governos a que cheguem a uma solução. Ali tem populações que estão sofrendo, ucranianos, em Lugansk e Donetsk, o povo russo, que estão na zona de guerra e são os primeiros a serem atingidos. 

Temos que reforçar isso, mas sem omitir fatos e sem passar pano para os EUA e a OTAN e para as responsabilidade que o Ocidente tem com o que está acontecendo, hoje. 

Por Cezar Xavier

Governador Flávio Dino entrega obras de infraestrutura em Duque Bacelar

25-02-2022 Sexta-feira

Ruas pavimentadas, praça, estádio e uma série de iniciativas na área de infraestrutura marcaram a agenda do governador Flávio Dino em Duque Bacelar, nesta sexta-feira (25). Na ocasião, Dino anunciou que a cidade vai ganhar um Restaurante Popular, mais um construído pelo Governo do Estado e reforçando o plano de ampliação desta rede de equipamentos no Maranhão.

“Aqui consolidamos, mais uma vez, o trabalho parceiro com o município. Entregamos estradas, sistemas de água, a pavimentação da avenida principal e temos várias outras metas na cidade. O Governo do Estado sempre trabalhando junto com a Prefeitura de Duque Bacelar”, pontuou o governador Flávio Dino.

Famílias em vulnerabilidade social foram beneficiadas com a entrega de 433 cestas básicas (2,9 toneladas). Para solucionar o problema de falta de água e garantir um abastecimento adequado à população, o governador inaugurou uma Estação de Tratamento de Água, incluindo melhorias na captação. Também inaugurou obras de pavimentação asfáltica e de urbanização de praça e canteiro central.

Outra importante obra entregue foi a reforma do estádio de futebol, homenageando Antônio Vieira Passos, vereador da cidade. A viúva do parlamentar, a aposentada Maria Perpétua do Socorro Passos, agradeceu a iniciativa. “Muito importante, em primeiro lugar, por ele ter nascido aqui e aqui ter formado nossa família. Essa homenagem, com o nome dele no estádio, eu gostei e toda a nossa família. Agradeço muito ao governador, que foi sensível em homenageá-lo”, enfatizou. Antônio Vieira Passos foi vereador no município durante 25 anos e teve seu nome imortalizado no estádio municipal entregue pelo Governo do Estado.

A dona de casa Lúcia Ferreira parabenizou pelas obras. “Bom demais. Primeiro, a água, pois a gente tinha um grande problema aqui de abastecimento. Em segundo lugar, esse Restaurante Popular, que será importante, tem muita gente que precisa. E nossa praça, as ruas asfaltadas, tem muita coisa boas que chegaram para melhorar nossa cidade”, frisou.

Nova pesquisa Ipespe aponta estabilidade na vantagem de Lula

25-02-2022 Sexta-feira

Petista também mantém liderança nas simulações de segundo turno. Já a avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro (PL) segue em alta

Nova pesquisa do Ipespe, divulgada nesta sexta-feira (25), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43%, das intenções de voto, mesmo percentual do levantamento anterior. O segundo colocado, Jair Bolsonaro (PL), oscilou dentro da margem de erro, de 25% para 26%. Bem atrás, figuram o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 8%, e o também ex-ministro e ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), com 7%.

O governador paulista, João Doria (PSDB), segue sem decolar e tem apenas 3%. Quatro nomes aparecem com 1%: Simone Tebet (MDB), Eduardo Leite (que, segundo se especula, pode trocar o PSDB pelo PSD), André Janones (Avante) e Felipe D´Avila (Novo). Alessandro Vieira (Cidadania) não pontua. Segundo o instituto, 7% dos entrevistados responderam que não iriam votar, não votariam em nenhum dos nomes apresentados, em branco e nulo. E 2% não sabem ou não responderam.

O cenário aponta estabilidade. Desde setembro, Lula oscila entre 42% e 44% das intenções de voto. Já Bolsonaro, que naquele mês chegava a 28%, desde novembro se mantém no intervalo entre 24% e 26%. Moro parou em 8% nos três últimos levantamentos, enquanto Ciro fica entre 7% e 8%.

Na pesquisa espontânea (em que os nomes não são citados), Lula aparece com pontos percentuais de vantagem sobre Bolsonaro: 35% a 25%. Moro e Ciro têm 4% cada e Doria, 1%. Dos entrevistados, um quarto não sabe ou não respondeu.

Segundo turno

Nas projeções de segundo turno, o petista mantém a liderança. Lula teria 54% em uma disputa contra Bolsonaro, que ficaria com 32%. É praticamente o mesmo placar da apuração anterior. Se o adversário fosse Moro, a vantagem seria de 52% a 31%. Contra Ciro, 51% a 25%. A distância aumenta no caso de Doria (54% a 18%).

Se houvesse segundo turno entre Moro e Bolsonaro, a situação seria de empate técnico: 33% e 32%, respectivamente. Ambos perdem para o “não sabem ou não votariam” (35%). Ciro venceria o atual presidente por 47% a 35%. Doria teria ligeira vantagem sobre Bolsonaro, 39% a 36%, mas também haveria empate técnico.

Sobre rejeição, 62% dos entrevistados afirmaram que não votariam “de jeito nenhum” em Bolsonaro. Doria tem 59% de reprovação e Moro, 54%. Ciro (44%) e Lula (43%) têm os menores índices nesse quesito.

Segundo o Ipespe, foram ouvidos mil eleitores entre segunda e quarta-feira (21 a 23) A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05015/2022.

Avaliação negativa do governo Bolsonaro se mantém em alta

A pesquisa Ipespe mostrou ainda que a avaliação do governo Bolsonaro segue negativa e em alta. Para 53%, a gestão Bolsonaro é ruim ou péssima. O percentual tem oscilado de 53% a 55% desde agosto. Há um ano, estava em 42%.

Apenas 25% consideram o governo ótimo ou bom, patamar que se mantém desde meados do ano passado. E 21% avaliaram a gestão como regular, enquanto 1% não responderam. No primeiro mês do governo, janeiro de 2019, 40% responderam “ótimo/bom” e 20%, “ruim/péssimo”.

RBA

Edivaldo Júnior (PSD) faz pré-campanha para governador em Timon

25-02-2022 Sexta-feira

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão pelo PSD, Edivaldo Júnior, voltou a visitar o interior maranhense e esteve, na quinta-feira (24), em companhia do presidente do PSD no estado, deputado federal Edilázio Júnior, na cidade de Timon.

Depois de alguns encontros e visitas durante o dia, Edivaldo e Edilázio fizeram uma grande reunião com lideranças políticas e alguns vereadores do município. O ex-prefeito da capital fez questão de agradecer a acolhida.

“Recepção calorosa da população de Timon, onde estive nesta quinta-feira, ao lado do deputado federal Edilázio, apresentando a nossa pré-candidatura ao governo nas eleições deste ano. Agradeço aos vereadores Helber Guimarães e Irmão Francisco, ao deputado estadual do Piauí, Evaldo Gomes, amigo de longas datas, ao presidente do PSD em Caxias, Constantino Castro, e as demais lideranças da cidade e de municípios vizinhos, além dos amigos da imprensa, com quem tive a oportunidade de dialogar. Continuamos percorrendo o nosso estado com muito entusiasmo, construindo um projeto para garantir mais oportunidades e desenvolvimento para o Maranhão e toda população”, destacou Edivaldo.

Edilázio Júnior também ressaltou a importância da visita e do encontro com lideranças em Timon, local onde o deputado federal já tem um bom serviço prestado a população.

“Hoje, em Timon, apresentamos o nosso pré-candidato ao Governo do Maranhão, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior. Só tenho a agradecer pela recepção calorosa de sempre e reafirmo, mais uma vez, o meu compromisso com o município. Vou continuar trazendo recursos e benefícios para os timonenses, como fiz nos últimos anos. Obrigado, vereadores Helber, Irmão Francisco e demais lideranças. Contem comigo!”, afirmou.

Edivaldo, na última pesquisa Escutec, apareceu em terceiro lugar com 12%, mas além disso, tem outra grande vantagem em detrimento dos demais candidatos, já que possui a menor rejeição entre os principais nomes na disputa pelo Governo do Maranhão, com apenas 6%.

Depois de uma nova fase aguda da Covid-19, por conta da variante Ômicron, Edivaldo promete intensificar as visitas ao interior maranhense.

Helena Duailibe será homenageada pela Unidos de Fátima no Carnaval de 2023

25-02-2022 Sexta-feira

A deputada Helena Duailibe será homenageada pela escola de samba Unidos de Fátima no Carnaval de 2023 com o tema “Helena Duailibe, uma luz de inspiração para reinar no Maranhão”. A homenagem aconteceria este ano, mas em razão da pandemia de Covid-19 e do surto de gripe os desfiles não acontecerão.

“É uma honra e motivo de alegria ser homenageada pela escola de samba Unidos de Fátima. Agradeço à coordenação da agremiação pelo belo enredo”, frisou a parlamentar.

O presidente da escola, Ribão de D’ Oludô, explicou o porquê da homenagem.  “Destacamos sempre pessoas que têm uma índole exemplar. Resolvemos contar a história brilhante de Helena Duailibe por sua notoriedade em São Luís e no Maranhão”, 

Ribão também  recordou que Helena tem um histórico de prestação de serviços na área da saúde em diversos bairros da capital maranhense.

Revogação de liminar corrige indevida invasão a assunto interno do Legislativo, diz Othelino Neto

25-02-2022 Sexta-feira

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), manifestou-se, na manhã desta sexta-feira (25), em suas redes sociais, sobre a decisão da desembargadora Nelma Sarney de revogar a liminar por ela concedida no dia anterior, invalidando a eleição para a Presidência e Vice-Presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Alema.

“A eleição do comando da CCJ da AL ocorreu em absoluto respeito ao Regimento Interno. Com isso, a magistrada desfaz uma indevida invasão a um assunto interno do Poder Legislativo”, disse Othelino.

O chefe do Legislativo afirmou, ainda, que ao reconhecer a prevenção de outro desembargador para o caso, Nelma Sarney ratifica o princípio constitucional do juiz natural e ainda coloca por terra uma provável tentativa de burlar o sistema de distribuição do Tribunal de Justiça.

Por fim, Othelino Neto ressaltou que manterá sua posição em defesa da independência entre os Poderes. “Manterei firme a minha posição de garantir a harmonia e a independência entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”.

Prefeito Eduardo Braide aumenta preço da passagem de ônibus em São Luís em plena pandemia

25-02-2022 Sexta-feira

A passagem de ônibus vai aumentar na capital maranhense. O anúncio foi feito pela Prefeitura de São Luís em comunicado da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), divulgado nesta sexta-feira (25). O reajuste já era especulado por conta da paralisação dos rodoviários, que esta semana culminou com redução da frota de ônibus para 60% e a categoria mantendo-se em ‘estado de greve’. O acréscimo passa a valer a partir da meia-noite deste domingo (27).

O reajuste atende pedido dos empresários do setor, que alegavam não ter condições de conceder os benefícios trabalhistas que constam na Convenção Coletiva de Trabalho, por questões financeiras.

De acordo com o comunicado da SMTT, a passagem de ônibus ficará em R$ 3,40 para as linhas não integradas – aquelas que não entram nos terminais de integração; e R$ 3,90 para as que são integradas.

O aumento pega de surpresa usuários do sistema, que já arcam com um transporte de valor elevado e que não possui as condições estruturais adequadas de serviço. São ônibus sucateados, com problemas de mecânica e em quantidade muito aquém do que necessita a demanda.

Mais um custo para o usuário, que agora terá que arcar com a passagem mais cara, porém continuará usufruindo o mesmo serviço cheio de problemas.

U$ 350 bi de Lula e Dilma garantem país, reconhece secretário do Tesouro

25-02-2022 Sexta-feira

Mesmo com conflito na Ucrânia, reservas das gestões petistas criaram ambiente de segurança, aponta Paulo Valle. “Esse é o país “quebrado” que o PT deixou”, ironiza a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann

Não satisfeito em roubar obras dos governos Lula e Dilma, o governo Bolsonaro surfa em outros êxitos das administrações petistas, como as reservas internacionais acumuladas no país desde 2013: U$ 375 bilhões, 10 vezes o valor deixado por Fernando Henrique. Em tempos de crise, como a causada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, são as reservas que garantem um ambiente de segurança para o enfrentamento de um cenário de volatilidade nos mercados internacionais. Na quinta-feira (24), o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, atestou: graças às gestões petistas, o Brasil tem hoje condições de enfrentar tempestades econômicas.

“É importante lembrar a posição em que o Brasil se encontra”, reconheceu Valle. “Em termos de dívida pública”, prosseguiu o secretário, “estamos em situação muito confortável. A gente tem só 5% da dívida em dívida externa e a participação do estrangeiro [na dívida interna] no Brasil é de pouco mais de 10%. A gente tem 100% da necessidade de financiamento de 2022 em caixa. A gente tem mais de US$ 350 bilhões de reserva internacional. O Brasil está bem estruturado para alguma volatilidade internacional”.

Tão bem “estruturado” que o governo já torrou U$ 20 bilhões das reservas em apenas dois anos. Apesar do cenário de otimismo pintado por Valle, no entanto, o governo Bolsonaro conseguiu a proeza de piorar todos os indicativos econômicos do país desde 2013. O resultado explodiu na cara do país: desemprego acelerado, inflação galopante, perda de renda, fome e miséria, que se espalham pelos quatro cantos do Brasil.

PIB per capita, por exemplo, sofreu o maior tombo desde 1996, acumulando uma queda de 4,8%, superando a baixa do PIB, de 4,1%, em 2020. Com Lula e Dilma, a história foi diferente. Em 2013, o indicador foi o maior da história, batendo R$ 39,58 mil. O PIB per capita é o PIB dividido pelo número de habitantes do país.

Ao mesmo tempo, os investimentos estrangeiros diretos deram um salto de U$ 16,6 bilhões, em 2002, para U$ 64 bilhões em 2013. Já com Bolsonaro estacionaram em U$ 25 bilhões em 2020.

Compare os números no quadro abaixo:

PT, com lula.com.br

Othelino cumpre agenda com presidente do Senado Federal em Imperatriz para anúncio de investimentos

24-02-2022 Quinta-feira

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), cumpriu importante agenda no município de Imperatriz, nesta quinta-feira (24), ao lado do senador Weverton Rocha (PDT) e do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD). Na ocasião, foram anunciados investimentos para a segunda maior cidade do estado, como a destinação de recursos para o bloqueteamento de ruas e educação.

Também integraram a comitiva os deputados estaduais Glalbert Cutrim (PDT), Ricardo Rios (PDT) e Wendell Lages (PMN), além do deputado federal Gil Cutrim (PDT), o senador Roberto Rocha (PSDB), o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, e o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Erlânio Xavier.

Othelino Neto disse que a visita do senador Rodrigo Pacheco a Imperatriz faz parte da intensa mobilização política para levar, cada vez mais, melhorias e benefícios não só à população imperatrizense, mas a todos os maranhenses.

“Ficamos felizes com a vinda do presidente Rodrigo Pacheco a Imperatriz, principalmente, porque ele vem para anunciar recursos para a cidade, como a pavimentação de ruas e, também, se comprometeu com outras demandas do município. Aqui é um momento de soma de esforços e nós, como representantes da Assembleia, também fazemos parte dessa mobilização”, afirmou o chefe do Legislativo Estadual.

Kristiano Simas / Agência Assembleia

Na coletiva de imprensa, o presidente da Assembleia com Rodrigo Pacheco e Weverton Rocha, acompanhado da esposa, Sâmia Bernardes

Na coletiva de imprensa, o presidente da Assembleia com Rodrigo Pacheco e Weverton Rocha, acompanhado da esposa, Sâmia Bernardes

Mais recursos

A agenda foi iniciada com uma vistoria à obra de recuperação do trecho de 14 km da BR-010 (Belém-Brasília), que está sendo executada com recursos federais. Em seguida, a comitiva seguiu para uma coletiva de imprensa, na qual foram apresentadas as demandas da Região Tocantina. 

Na ocasião, o senador Weverton Rocha anunciou R$ 2,7 milhões em emendas de sua autoria para o campus do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) em Imperatriz. Já o senador Rodrigo Pacheco informou que viabilizará R$ 7,5 milhões, pelo Senado Federal, para o bloqueteamento dos bairros Vila Leandra, parte do Parque Alvorada, além de obras de saneamento básico.

Weverton ressaltou que o convite feito ao presidente do Congresso Nacional foi para que pudesse conhecer de perto a realidade do município.

“Ele é um político vocacionado e não mediu esforços em vir conhecer a nossa realidade de perto. Agradecemos muito essa parceria para ajudar Imperatriz e atender às demandas do Maranhão”, assinalou.

Rodrigo Pacheco pontuou que o Senado Federal tem a obrigação de ser sensível aos problemas brasileiros. 
“Imperatriz sofreu com o problema das chuvas, tendo muitos bairros castigados e que precisam ter o nosso apoio pelo Senado Federal, assim como a educação e a saúde do município. Muito mais que visitar e conhecer a cidade, viemos firmar esse compromisso com a população, no sentido de poder contribuir com realizações efetivas”, garantiu.

Comitiva percorreu ruas do município para as quais foram anunciados recursos para pavimentação com bloquetes

Comitiva percorreu ruas do município para as quais foram anunciados recursos para pavimentação com bloquetes

Em Brasília, secretário Carlos Lula discute efeitos da vacinação no controle da pandemia

24-02-2022 Quinta-feira

Com a terceira onda da Covid-19, impulsionada pela variante Ômicron, o secretário de Estado da Saúde do Maranhão e presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), Carlos Lula, debateu a baixa cobertura vacinal em diversos países e o prolongamento da crise sanitária. A discussão ocorreu durante a 2ª Assembleia do Conass e contou com o panorama global apresentado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

O encontro reconheceu os avanços da vacinação no Brasil e alertou para a baixa cobertura vacinal em países de fronteira, como as Guianas e Suriname, e do continente africano. Para Carlos Lula, o Brasil deve tomar a frente no incentivo à doação de doses para a vacinação de países subdesenvolvidos.

“O Brasil tem condições de pautar internacionalmente a vacinação em países da África. Com o avanço da vacinação dos brasileiros, já é possível fornecer um número significativo de doses para nações mais pobres, cuja dificuldade econômica impede a compra de doses em grande quantidade, o que retarda o avanço do número de pessoas vacinadas no mundo. Não há outra saída para a conter a crise sanitária senão ajudar”, recomendou o secretário.

A representante da OPAS/OMS no Brasil, Socorro Gross, apresentou preocupação com o movimento antivacina na Europa e América do Norte, que contribui para o aparecimento de novas variantes e prolongamento da crise sanitária. “O mundo é um mundo conectado. Essa pandemia não vai ter final enquanto o mundo enfrenta o problema de maneira diferente”, alertou.

Das cinco variantes de preocupação (VOC) do coronavírus em circulação no mundo, a Gama teve origem no Brasil. Atualmente, o país vacinou 72,3% dos brasileiros com duas doses (D2). Por outro lado, Índia e África do Sul, países de origem das VOC Delta e Beta, apresentam apenas 56,1% e 34,8% da população vacinada com a segunda dose, respectivamente.