Arquivo mensal: dezembro 2021

Flávio Dino diz que as eleições de 2022 terão uma “campanha violenta”

22-12-2021 Quarta-feira

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), disse, no UOL News desta manhã, que a possível aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) nas eleições de 2022 enfraquece a chamada terceira via.

Sem cravar a ida do ex-tucano ao PSB, Dino afirmou que as conversas entre Lula e Alckmin acontecem em meio à formação de uma frente contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ele, a terceira via não consegue fazer força frente ao atual cenário eleitoral, já que não tem uma identidade.

“Se o Alckmin ou alguém com perfil mais amplo, diferente do presidente Lula, se incorpora (na mesma candidatura), isso significa mais um revés para esta dita terceira via, que já tem muita dificuldade em si mesmo, porque não tem núcleo hegemônico”, disse Dino, em entrevista à apresentadora do Canal UOL Fabíola Cidral e ao colunista do UOL Josias de Souza.

Dino vê a terceira via fragmentada por vários pré-candidatos, sem ideias convergentes. Ele afirma que, por isso, o grupo não consegue chamar a atenção do eleitor brasileiro.

É apenas uma dupla negação. Não é Lula nem Bolsonaro. Ora, se você pergunta a alguém qual o time de futebol que ele torce, uma resposta ‘nem nem’ é insuficiente. É preciso você ter uma identidade programática. Não há
Flávio Dino

Para o governador, diante da possível falta de forças que rivalizem com Lula e Bolsonaro no pleito do ano que vem, a tendência é que políticos de partidos do chamado centrão se alinhem ao atual presidente, enquanto setores progressistas se juntem ao petista.

“Você tem o Lula, o PT, a esquerda, nós todos, posicionados de um lado, e você tem o bolsonarismo de outro. E quem hegemoniza esse centro? Ninguém”, disse Dino.

Alckmin no PSB
Sobre a possível ida de Alckmin ao PSB, Dino diz que “é uma questão mais de tempo”, sem confirmar a filiação do ex-tucano ao partido do qual faz parte. Ele cita o calendário das eleições do ano que vem, dizendo que os registros das candidaturas só acontecem a partir de março.

“Não há razão para agonia, ansiedade. Os diálogos estão ocorrendo. É normal que em um país de grande extensão territorial haja também as controvérsias estaduais, regionais. Isso faz parte desta busca. Mas estou bem otimista. Os entraves existentes fazem parte de um modo geral da vida, e serão superados”, disse Dino.

O governador do Maranhão compara a possível chapa Lula-Alckmin à aliança que o PT fez com José Alencar nas eleições de 2002 e 2006, quando o empresário, que foi do PL e PRB no período, foi vice-presidente do petista. Ele diz que é preciso que a esquerda e os demais setores progressistas caminhem em “direção ao centro” diante do atual cenário político do país.

O Brasil é um país plural, por isso é preciso que haja no sistema político institucional essa mesma pluralidade. Considero que o Alckmin, além da sua própria trajetória pessoal, representa setores sociais que serão incorporados ao nosso projeto. Pode ser ele, pode ser outro
Flávio Dino

Dino diz que as eleições de 2022 terão uma “campanha violenta” por parte do bolsonarismo. Para fazer frente a isso, ele vê como necessárias concessões entre as diversas partes dentro de uma aliança democrática, nacional e popular.

“Qual é a negação dialética dessa violência? É exatamente você fazer uma campanha acertada em propostas, da paz, com alegria, aliancista, porque assim você consegue derrotar o extremismo bolsonarista”, afirma Dino.

John Cutrim

Orçamento da União é aprovado com menor valor de investimentos da história

22-12-2021 Quarta-feira

Peça inclui também as chamadas emendas de relator, salário mínimo sem ganho real e reajuste salarial para a policiais federais. Outros servidores, sem reajuste há mais de cinco anos criticam e ameaçam debandada

Com R$ 16,5 bilhões para as chamadas emendas de relator (as RP9) e pouco mais de R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, o Congresso aprovou nesta terça-feira (21) o Orçamento da União para 2022. Até chegar à peça final, que inclui também o menor valor para investimentos da história (R$ 44 bilhões), o relator-geral da lei orçamentária, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), fez várias versões, com acréscimos e supressões. Com aumento para áreas sensíveis, como educação e saúde, mas esbarrando nas limitações do “teto” de gastos, as críticas recaíram principalmente ao valor reservado para o “fundão” eleitoral e na continuação do chamado “orçamento secreto”.

Em sessões nas duas Casas, o substitutivo ao Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 19 foi aprovado por 358 a 97 na Câmara, com duas abstenções. No Senado, foram 51 a favor e 20 contrários. Agora, vai a sanção presidencial.

Além dos R$ 4,934 bilhões para o fundo eleitoral, que provocaram polêmica e críticas, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou R$ 1,7 bilhão para reestruturação de carreira de policiais federais. Com isso, auditores-fiscais ameaçaram entregar cargos, afirmando que houve quebra de acordo. “Adicionando insulto à injúria, recursos da própria Receita Federal serão cortados para satisfazer os reajustes acordados com as carreiras policiais, numa demonstração de absoluto desrespeito à administração tributária, que, como nunca, tem se empenhado para prover a sustentação financeira do Estado brasileiro”, diz nota do Sindifisco, sindicato da categoria, divulgada ainda antes da aprovação final do projeto. Servidores do Banco Central também protestaram.

Votações

O projeto foi votado inicialmente na CMO, com muitas idas e vindas, incluindo ainda valor adicional para agentes comunitários de saúde. Foi aprovado às 16h44 de hoje, em votação simbólica, com quase 70 destaques. O relator rejeitou propostas contra o fundo eleitoral, e o substitutivo foi enfim aprovado em definitivo, seguindo imediatamente para o plenário da Câmara, onde a votação foi concluída às 19h30, e depois para o Senado, que finalizou a aprovação às 21h35. As duas sessões foram conduzidas pelo 1º vice da Câmara e do Congresso, Marcelo Ramos (AM), que está se desfiliando do PL por causa da entrada de Jair Bolsonaro no partido.

A previsão era de que o projeto fosse votado ontem, mas divergências provocaram o adiamento. Segundo a presidenta do colegiado, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), isso aconteceu pela busca de mais recursos para a educação e por discordância sobre o oficialmente conhecido como Fundo de Financiamento de Campanha, que tinha R$ 2,1 bilhões no projeto original, poderia chegar a R$ 5,7 bilhões após derrubada de um veto e acabou ficando com R$ 4,9 bilhões.

Recursos públicos

Parte dos parlamentares tentou adiar a votação, por considerar que faltou debate e critério técnico. “Infelizmente, mais uma vez chegamos a esse importante dia com enormes dúvidas sobre para onde vai o dinheiro e certeza para onde não deve ir”, disse, ainda na CMO, o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS). “Recursos públicos vão ser alocados em áreas desnecessárias, quando outras deveriam receber todo apoio.” 

“Votaremos favoravelmente ao relatório do deputado Hugo Legal, não ao projeto enviado pelo governo”, afirmou Carlos Zarattini (PT-SP), já no plenário. “É um relatório que sofre das restrições impostas por esse modelo econômico desse governo, que está levando o povo brasileiro à falência.” 

Muito ruim

Rogério Correia (PT-MG) disse que o projeto foi melhorado pelo relator, mas continua muito ruim. “É a cara do governo Bolsonaro”, afirmou, lembrando que o Executivo projeta crescimento de 2,1% para o PIB no ano que vem, quando previsões mais realistas apontam 0,5%. Seria, segundo ele, uma tentativa de “inflar” o Orçamento. “Depois vai sair fazendo corte, com certeza nas áreas sociais.”

Já Glauber Braga (Psol-RJ) lembrou que o partido é a favor do financiamento público eleitoral, mas discordou do valor aprovado. E criticou as emendas de relator. Ambiente, Capes e CNPq estão “operando em mínimos históricos”, acrescentou o deputado do Psol, que foi contra a peça orçamentária. 

Salário mínimo

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) afirmou que o Orçamento não considera os milhões de excluídos, seja por desemprego, pessoas que ficaram sem benefícios sociais ou que aguardam concessão de aposentadoria. Além disso, prevê bilhões para juros reais e trilhões para financiar a dívida pública. “É um orçamento para banqueiro”, comentou. Dos R$ 4,8 trilhões de despesas previstos, R$ 1,9 trilhão referem-se a refinanciamento da dívida. O PCdoB também orientou voto contra o projeto para a bancada na Câmara. 

Quase no final das sessões, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chamou o Orçamento de “excrescência” e “indecência”, referindo-se principalmente ao fundo eleitoral. Ele lembrou ser a favor do financiamento público de campanha, mas apontou falta de sensibilidade em aprovar esse aumento no meio de uma profunda crise econômica e social. “Eu não teria cara de votar esse orçamento e sair à rua depois”, afirmou o parlamentar. 

No caso do salário mínimo, por exemplo, o texto original do Executivo previa um valor de R$ 1.169. No relatório final, ficou em R$ 1.212, ainda sem aumento real (acima da inflação), pelas atuais projeções do INPC – cujo resultado anual só será conhecido em janeiro. O Auxílio Brasil deverá somar R$ 89 bilhões, para atender 17,9 milhões de famílias. E o Auxílio Gás, R$ 1,9 bilhão.

RBA

Papa Francisco dá o recado: “Gastem com educação, não com armas”

22-12-2021 Quarta-feira

Em mensagem para o Dia Mundial da Paz 2022, Papa afirma que a paz é construída com educação e trabalho. Pontífice ressalta ainda que há mais armas no mundo, hoje, do que na Guerra Fria

Com o título “Diálogo entre as gerações, educação e trabalho: instrumentos para construir uma paz duradoura”, o Papa Francisco deu seu recado às nações para o Dia Mundial da Paz 2022. Em uma coletiva, o Pontífice afirmou que é preciso gastar com educação e não com armas.

A mensagem direcionada às nações de que deveriam gastar dinheiro com educação e não com armamentos será disseminada no dia 1º de janeiro, no Dia Mundial da Paz da Igreja Católica.

O Papa pediu ainda equilíbrio maior entre uma economia de livre mercado e a necessidade de ajudar os necessitados, além de proteger o meio ambiente. Também destacou que há mais armas disponíveis hoje do que na Guerra Fria.

Educação como fator de liberdade

O diálogo para as gerações tem a educação como fator de liberdade, responsabilidade e desenvolvimento.

“Instrução e educação são os alicerces de uma sociedade coesa, civil, capaz de gerar esperança, riqueza e progresso.”

O Papa expõe o paradoxo da diminuição dos investimentos no campo educativo e o aumento das despesas militares, com o mundo acumulando inclusive mais armas que no período da “guerra fria”. Por isso, o apelo é direcionado aos governantes para que invertam esta tendência, liberando recursos a serem investidos em áreas que promovam o desenvolvimento humano integral.

Ao contrário de Bolsonaro, que estimula a posse de armas no país ao invés de oferecer alimentos para a população brasileira que passa fome, Lula sempre acreditou e defendeu a paz e não a violência. Em diversos discursos, o ex-presidente destacou que investir em educação é premissa.

“Neste planeta que compartilhamos, o futuro da humanidade precisa ser construído com diálogo e não autoritarismo, com paz e não com violência; com mais livros e não mais armas; com mais escolas para termos menos presídios. Com mais verdade, e menos mentiras. Com mais respeito a natureza, para assegurarmos a água, o ar e a vida para nossos filhos e netos. Com mais acolhimento e solidariedade, e menos exclusão”.

Para Lula, é preciso voltar a acreditar na fraternidade e na solidariedade.

“Se eu vou para a rua para conclamar o povo a mudar esse país para ter mais esperança e oportunidade, não posso usar violência, fazer propaganda de armas, e sim de livros”.

PT, com informações do Vatican News

Maranhão entre os estados que mais diminuíram o índice de pobreza nos anos de 2019 e 2020, segundo o IBGE

22-12-2021 Quarta-feira

Os estados de Sergipe, Pará, Piauí e Maranhão são as unidades federativas que mais diminuíram o índice de pobreza nos anos de 2019 e 2020, segundo dados divulgados este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Governado por Belivaldo Chagas Silva (PSD), Sergipe ficou à frente nos resultados. O estado conseguiu diminuir em 8,9 pontos percentuais a quantidade de pessoas pobres. No Pará, de Helder Barbalho (MDB), o percentual caiu em 8,8 pontos. Já no Piauí, de Wellington Dias (PT), e no Maranhão, de Flávio Dino (PSB), a pobreza caiu 6,7 e 5,6 pontos percentuais, respectivamente.

A queda da pobreza nesses estados foi mais acentuada que no restante do país, que ficou com média de 1,8 ponto porcentual, no mesmo período.

O governador Flávio Dino afirma que o resultado é o melhor número registrado pelo Maranhão há nove anos. “Nós tivemos o menor número de pobreza desde 2012. Tradicionalmente, o Maranhão sempre esteve na casa dos 55%, 56%, e chegamos a 48%. Tivemos a quarta maior queda do país no que se refere à pobreza”, disse.

A projeção dos dados compõe a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, publicação anual que avalia uma série de resultados nas áreas de economia, educação, habitação e saúde. Os dados também revelam que pelo menos um em cada quatro brasileiros esteve em situação de pobreza em 2020.

O número, no entanto, esteve abaixo do ano anterior. Em 2019 o percentual de brasileiros em pobreza extrema havia sido de 6,8% maior.

Congresso em Foco

Retrospectiva: Governo Flávio Dino garante segurança alimentar dos maranhenses durante a pandemia

22-12-2021 Quarta-feira

Alimentos saindo do campo direto para a mesa de quem precisa; ampliação da rede de Restaurantes Populares com refeições a R$ 1 real; distribuição de 1.153,8 toneladas de alimentos em cestas básicas; distribuição de Vale Gás para 119 mil famílias; mais de R$ 9 milhões para os agricultores familiares comercializarem suas produções por meio do Programa de Compras da Agricultura Familiar (Procaf). Tudo isso são ações do Programa Comida na Mesa, implantado neste ano pelo Governo do Maranhão.

Governador Flávio Dino entrega produtos do Procaf em evento (Foto: Divulgação)

Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), o Programa Comida na Mesa soma esforços e ações com outras Secretarias de Estado, e tem como objetivo fortalecer a segurança alimentar, gerar empregos e melhorar a renda da população no estado no momento tão difícil de pandemia. O investimento do Governo do Estado no programa é de R$ 180 milhões.

Um dos destaques do Comida na Mesa que contribui com o enfrentamento da fome é a aquisição de produtos dos agricultores familiares por meio do Procaf. Só este ano, a SAF destinou R$ 9.490.000,00 milhões para compra da produção das quebradeiras de coco babaçu, indígenas, quilombolas, associações e cooperativas de agricultores familiares.

“O Procaf é um programa que muito me orgulha, pois os alimentos adquiridos são doados para instituições socioassistenciais dos municípios maranhenses. Ou seja, compramos de quem produz e doamos para quem precisa”, destacou o secretário da SAF, Rodrigo Lago. O Procaf permite a compra direta dos produtos da agricultura familiar, por dispensa de licitação, auxiliando os homens e mulheres do campo a comercializarem de forma mais rápida a produção.

Banco de alimentos recebem alimentos do Procaf (Foto: Divulgação)

O agricultor familiar Manoel da Conceição, conhecido como Seu Messias, do povoado Santa Maria, município de São José de Ribamar, relata que nos dias de entregas seus produtos são todos fresquinhos. “Eu cultivo alface, milho, feijão, cheiro verde, macaxeira e outras culturas, e tenho a felicidade de dizer que tudo que eu entrego é de qualidade e fresquinho, colhido no dia da entrega”, declarou.

Os agricultores familiares também forneceram produtos, como farinha de mandioca, feijão, arroz, mel de abelha, biscoitos de mesocarpo e óleo de babaçu para compor itens das cestas básicas que estão sendo distribuídas para famílias em situação de vulnerabilidade social.  Uma parceria firmada entre a SAF e a Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) beneficiou 3.184 famílias dos residenciais atendidos pelo Governo do Estado em São Luís, com a entrega de cestas básicas.

Produtos da agricultura familiar compõem cestas básicas
(Foto: Divulgação)

Restaurantes Populares

Outra ação que vem contribuindo fortemente com o combate à fome é a ampliação da rede de Restaurantes Populares. Sob coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), o número de Restaurantes Populares deu um salto de seis unidades para 63. Além disso, tanto o almoço quanto o jantar são ofertados a um preço símbolo de R$ 1,00 a refeição.

O Programa Vale Gás é outra ação do Governo do Maranhão destinado ao enfrentamento da crise social e econômica ocasionada pela pandemia. O programa beneficia diretamente 119 mil famílias inscritas no CadÚnico com renda zero nos 217 municípios maranhenses.

Em coletiva, Othelino destaca produtividade recorde do Poder Legislativo em 2021

22-12-2021 Quarta-feira

Em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (22), o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), apresentou balanço das atividades do Parlamento Estadual em 2021. Na ocasião, o parlamentar destacou o recorde histórico de produtividade da Casa, que teve mais de sete mil proposições apreciadas pelo Plenário, registrando um número superior a 200% em relação aos anos de 2020 e 2019.

Othelino enfatizou a grande contribuição do Poder Legislativo para o Estado. “Foram ações que ajudaram a modificar para melhor a vida das pessoas. Apesar das dificuldades e dos traumas que a pandemia impôs nos últimos dois anos, considero que 2021 foi um ano em que a Assembleia produziu de forma extraordinária para o bem do Maranhão”, avaliou.

O chefe do Legislativo maranhense também ressaltou o bom debate político que permeou os trabalhos dos parlamentares durante o ano. “Eu sempre gosto de ressaltar as boas discussões políticas que acontecem no Parlamento, em razão de que aqui estão representadas as mais diversas vozes com posicionamentos políticos e ideológicos diferentes. Isso enriquece muito a Assembleia”, disse Othelino.Na coletiva, Othelino Neto destacou as principais ações desenvolvidas pela Assembleia Legislativa em 2021 Na coletiva, Othelino Neto destacou as principais ações desenvolvidas pela Assembleia Legislativa em 2021

Proposições

Durante a coletiva, Othelino Neto pontuou matérias importantes aprovadas pela Casa, muitas delas voltadas ao combate à pandemia. Falou, também, sobre projetos de cunho social, a exemplo do que instituiu o Estatuto Estadual dos Povos Indígenas, um marco importante e pioneiro no país.

O presidente da Assembleia ressaltou, ainda, a aprovação do reajuste salarial para os servidores públicos estaduais e do Legislativo, bem como a aprovação da Lei Orçamentária Anual, que aumentou os investimentos em áreas importantes, como saúde e educação.

“Não ficaram atividades acumuladas, embora o trabalho e o desafio nunca acabem. Nós tivemos como foco principal alguns projetos que auxiliam o combate à pandemia, tanto no reforço à rede hospitalar quanto nas estratégias de prevenção. Esse foi o ponto de maior destaque da produção legislativa deste ano”, destacou o parlamentar.Othelino, ao lado do diretor de Comunicação da Alema, Edwin Jinkings, e da diretora adjunta de Comuniacação, Silvia Tereza, durante a coletiva Othelino, ao lado do diretor de Comunicação da Alema, Edwin Jinkings, e da diretora adjunta de Comuniacação, Silvia Tereza, durante a coletiva

Agradecimento

Após a coletiva, Othelino Neto presidiu a última sessão plenária do ano e agradeceu aos deputados estaduais, servidores da Casa e a todos os maranhenses pela confiança no trabalho do Poder Legislativo.

“Em 2022, a Assembleia continuará firme nas suas atribuições, mantendo a relação respeitosa e harmoniosa com os demais Poderes, como estabelece a Constituição. E seguiremos sempre defendendo os interesses dos maranhenses”, concluiu.Coletiva de imprensa concedida pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto, nesta quarta-feira Coletiva de imprensa concedida pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto, nesta quarta-feira

Com avanço da ômicron, OMS pede a famílias que cancelem festas de Natal

22-12-2021 Quarta-feira

“É melhor cancelar e celebrar mais tarde do que celebrar agora e chorar depois”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom

Diante da explosão de casos de covid-19 causados pela variante ômicron em diversas partes do mundo, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu nesta terça-feira (21) para que as famílias cancelem as celebrações de Natal. “Todos queremos passar tempo com a família e amigos. Mas um evento cancelado é melhor do que uma vida cancelada”, disse Adhanom. “É melhor celebrar mais tarde do que celebrar agora e chorar depois”.

Ele voltou a alertar que a ômicron se espalha muito mais rapidamente que a variante delta. Neste cenário, as festas de fim de ano podem contribuir decisivamente para a disseminação da nova cepa. Em especial, as pessoas que ainda não tomaram a dose de reforço podem estar mais vulneráveis.

A nova variante é capaz de escapar da proteção conferida por duas doses das vacinas, ou pelo imunizante de dose única, de acordo com estudos recentes. A OMS alerta inclusive para o risco de pessoas que se recuperaram da covid-19 serem reinfectadas pela ômicron.

Nesse sentido, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, voltou hoje para o erro de se considerar a ômicron uma variante “mais branda” do novo coronavírus. “É insensato pensar que esta é uma variante branda, que não causará doenças graves. Com o número de doentes aumentando, todos os sistemas de saúde ficarão sob pressão.”

Mais uma vez, o diretor da OMS afirmou que, em 2022, a organização “estará empenhada em fazer todo o possível para acabar com a pandemia”. E que, para tanto, é preciso ampliar o acesso às vacinas em todos os países. “Se quisermos acabar com a pandemia no próximo ano, deveremos acabar com a desigualdade na vacinação, garantindo que 70% da população de todos os países esteja vacinada até meados do ano que vem”, disse Adhanom.

Ômicron dominante

Nos Estados Unidos, a ômicron já é a variante dominante, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A nova cepa causou 73% dos novos casos registrados na semana passada, segundo as autoridades federais de saúde. Nestes poucos dias, a contaminação pela ômicron aumentou em quase seis vezes.

O órgão informou ainda que, em algumas regiões, como no estado de Nova York, os índices de infecção pela cepa atingem cerca de 90% dos novos casos. O mesmo ocorrendo em regiões do centro-oeste e nordeste do país.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky, disse hoje que esses números “não surpreendem”. Isso porque o comportamento da ômicron tem sido equivalente em outros países. No Reino Unido, Dinamarca e Portugal, por exemplo, as autoridades de saúde destacam que os casos registrados pela nova cepa dobram a cada dois ou três dias.

Na segunda-feira (20), os Estados Unidos registraram oficialmente o primeiro óbito pela ômicron. O homem era morador do Texas e não estava vacinado. Tinha cerca de 50 anos, e sofria também de outras doenças. Além disso, ele já havia testado positivo para a covid-19 anteriormente, de acordo com as agências locais.

Covid no Brasil

Enquanto isso, o Brasil registrou nas últimas 24 horas mais 75 mortes pela covid-19. No entanto, persistem os problemas de comunicação com o Ministério da Saúde. A pasta atribui a instabilidade no sistema a ataques hacker que teriam ocorrido há mais de 10 dias. Os números, portanto, encontram-se defasados. Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Tocantins não conseguiram atualizar seus números. Com o apagão parcial de dados, o total de óbitos confirmados chegou a 617.948.

Nessas condições de insegurança acerca das informações, as autoridades regionais confirmaram 3.621 novos casos no mesmo período. A coleta de dados é feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os casos oficiais registrados seguem em torno de de 22,2 milhões (22.219.477) desde o início da pandemia, em março de 2020.

Por Tiago Pereira RBA

Lula reconquista eleitores pobres que haviam migrado para Bolsonaro

22-12-2021 Quarta-feira

Entre moradores da periferia, 37% dos que votaram em Bolsonaro em 2018 e já manifestam alguma intenção de voto hoje apontam preferência por Lula

Uma das bases eleitorais que garantiram a vitória de Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2018 começa a migrar de volta para o lulismo. É o que aponta cruzamento realizado pelo O Globo com dados da pesquisa Ipec divulgada na semana passada.

O jornal identificou os segmentos que mais acenam com a intenção de, em 2022, votar não mais em Bolsonaro – mas, sim, no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Trata-se dos eleitores de menor remuneração (cuja renda familiar mensal vai até um salário mínimo) e daqueles que moram em municípios nas periferias de grandes centros urbanos (por exemplo, habitantes de cidades da Baixada Fluminense e da Grande São Paulo). Entre os que declararam ter votado em Bolsonaro em 2018, segundo o Ipec, 45% apontam intenção de repetir o voto. Já os outros 55% indicam outras opções, inclusive a hipótese de votar branco ou nulo.

A pesquisa do Ipec, realizada entre 9 e 13 de dezembro, apontou que Lula é o principal herdeiro desses votos. Entre os eleitores de Bolsonaro, 22% dizem que votariam no petista hoje. O percentual que migra para Lula sobe para 32% entre os mais pobres, considerando os eleitores que já declaram agora intenção de votar em algum candidato, em branco ou nulo.

Já entre moradores da periferia, 37% dos que votaram em Bolsonaro em 2018 e já manifestam alguma intenção de voto hoje apontam preferência por Lula. Eleitores mais jovens e com menor escolaridade que votaram em Bolsonaro em 2018 também apresentam de forma mais consistente a intenção de votar em Lula na próxima eleição, de acordo com os dados do Ipec.

Para o cientista político Oswaldo Amaral, diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), da Unicamp, os números indicam um “retorno” do eleitorado que se distanciou do petismo na última eleição. “Em 2018, o PT perdeu votação expressiva nas periferias de grandes cidades, em um contexto de problemas econômicos do governo Dilma, casos de corrupção e alta do antipetismo”, diz Amaral. “Depois de três anos de governo Bolsonaro, parece haver uma avaliação de que a situação atual é pior, especialmente em termos de renda e desemprego.”

Há três anos, no segundo turno contra o petista Fernando Haddad, Bolsonaro teve mais de dois terços dos votos válidos em municípios como Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em Itaboraí e São Gonçalo, parte da Região Metropolitana do Rio, e em Guarulhos e Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Bolsonaro também derrotou Haddad em redutos petistas do ABC paulista, como Diadema e São Bernardo do Campo.

Em 2014, na reeleição de Dilma Rousseff, a candidata do PT havia ultrapassado a casa de 70% dos votos em cidades da Baixada Fluminense e venceu o postulante do PSDB, Aécio Neves, em sete municípios da Grande São Paulo.

Bolsonaro, por outro lado, consegue reter hoje maior quantidade de eleitores que se declaram evangélicos. Considerando os integrantes de diferentes denominações e aqueles que não se associam a nenhuma igreja em específico, 58% declaram voto novamente em Bolsonaro, enquanto apenas 13% afirmam que pretendem votar em Lula.

Os números mostram ainda que as mulheres, de modo geral, se apresentam hoje menos inseridas na dinâmica de migração entre Bolsonaro e Lula do que os homens. Segundo a pesquisa, 34% do eleitorado feminino de Bolsonaro em 2018 não mostra intenção nem de repetir o voto, nem de escolher o petista em 2022. Entre os homens, este percentual é de 27%.

Com informações do O Globo

Projeto de Osmar Filho leva alimentos a comunidades da capital maranhense

21-12-2021 Terça-feira

Entrega de cestas básicas, visitas em comunidades e incentivo ao esporte amador da capital foram algumas das ações que o presidente da Câmara da capital, vereador Osmar Filho (PDT) participou.

Na sexta-feira (17), entregou alimentos por meio do projeto ‘De Mãos Dadas’, no Residencial Piquizeiro, Cedro e no Jardim Tropical a centenas de moradores.

No sábado (18), foi a vez dos moradores da Portelinha, na região da Ilhinha, no São Francisco e Vila Romário, na Zona Rural, receberem as doações.

Paralelo ao de “De Mãos Dadas” o “Mulheres da Gente”, gerenciado pela esposa do vereador, Clara Gomes,  distribuiu 150 kits de roupas e calçados a famílias da Portelinha, Vila Romário e Liberdade, que foram arrecadados pela campanha “Brechó da Solidariedade”.

O parlamentar prestigiou o “Natal da Esperança”, realizado pela Prefeitura de São Luís na noite de sábado, na Ilhinha.

No domingo (19), o pedetista esteve no encerramento da Copa Saraivão, um evento esportivo na região da Vila Conceição, no Coroadinho. Acompanhado do também vereador Nato Júnior (PDT).

O vereador encerrou a agenda movimentada no bairro da Vila Palmeira, no “Natal Foca em Ação”, um evento promovido pelo líder comunitário Daniel Foca, com o seu apoio.

Aprovado projeto de Penha que recria Lei de Incentivo ao Esporte em São Luís

21-12-2021 Terça-feira

O plenário da Câmara Municipal de São Luís aprovou unanimemente projeto de lei, de autoria do vereador Raimundo Penha (PDT), que autoriza o Município a conceder incentivo fiscal para o financiamento de projetos esportivos e de lazer na capital maranhense.

A proposta, que seguiu para sanção do prefeito Eduardo Braide (Podemos), é uma importante ferramenta para incentivar atletas das mais variadas modalidades que, por diversas vezes, acabam desistindo das competições devido as dificuldades financeiras.

Em 2013, o então vereador Sérgio Frota teve aprovado projeto de sua autoria criando a referida Lei. No entanto, a mesma acabou sendo revogada por força de dispositivos do Código Tributário.

Em 2019, vale destacar, Raimundo Penha e alguns atletas maranhenses promoveram uma campanha nas redes sociais solicitando a regulamentação da Lei.

“Trata-se de um vitória do esporte de São Luís. Vários atletas talentosos as vezes acabam desistindo das competições por que não tem dinheiro, sequer, para pagar as viagens ou comprar equipamentos. O Poder Público precisa estar engajado neste processo, assim como a iniciativa privada”, afirmou Penha, que já foi secretário municipal de Esporte e Lazer.

De acordo com o projeto, o Incentivo Fiscal ao Esporte e Lazer estará vinculado à Secretaria Municipal de Desportos e Lazer, ficando autorizado o Poder Executivo a conceder abatimento efetivo no Imposto Sobre Serviços (ISS) e/ou Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), as Pessoas Jurídicas e/ou Pessoas Físicas situadas no município de São Luís-Maranhão que apoiarem financeiramente Projetos aprovados pela Secretaria Municipal de Desporto e Lazer.

O incentivo limita-se ao máximo de 5% (cinco por cento) do valor total do ISS e/ou IPTU.

São objetivos do Programa Municipal de Incentivo ao Esporte e Lazer promover e consolidar o esporte e o lazer como direito social guiado pelos princípios da democratização e inclusão social, valorizando a acessibilidade, descentralização, intersetorialidade e multidisciplinaridade das ações esportivas.