Em coletiva nesta quarta-feira(22), o presidente da Assembleia, Othelino Neto falou sobre a federação partidária e sua permanência no PCdoB.
Othelino também comentou a declaração do governador Flávio Dino sobre a unidade do grupo e da relação que terá com o vice-governador Carlos Brandão quando o tucano assumir o governo a partir do dia 31 de março de 2022.
Cidades com a vacinação muito mais lenta que a média nacional são justamente aquelas que têm instalações de saúde pública mais precárias e, por isso, tendem ao descontrole do número de infecções e óbitos com mais facilidade
A desigualdade social e regional na vacinação contra a Covid-19 deve provocar o prolongamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, mesmo com números de casos e mortes rebaixados. A opinião é de pesquisadores ligados à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que divulgaram nota técnica publicada nesta semana.
Segundo eles, apenas 16% dos municípios brasileiros – 890 das 5,56 mil cidades do País – vacinaram mais de 80% de suas populações com duas doses, a taxa de cobertura considerada segura para evitar novos surtos da doença. Um dos responsáveis pela nota técnica, o epidemiologista da Fiocruz Diego Xavier alerta que se o baixo percentual de cidades com cobertura vacinal adequada não for observado e corrigido em 2022, haverá surtos pontuais de Covid nas cidades onde a vacinação não engrenou.
A situação seria similar à de cidades europeias cujos países tinham taxas promissoras no agregado nacional, mas assistiram a um recrudescimento da pandemia. No Brasil, diz Xavier, as cidades com a vacinação muito mais lenta que a média nacional são justamente aquelas que têm instalações de saúde pública mais precárias e, por isso, tendem ao descontrole do número de infecções e óbitos com mais facilidade.
Em 8 de dezembro, data de coleta dos dados em que o estudo se baseia, o Brasil tinha 64,7% da sua população imunizada com duas doses. Hoje, cerca de 76% da população está nessa situação, informa a Fiocruz. A cobertura, porém, está longe de ser equânime nos municípios do país.
Ao escrutinarem os dados da vacinação no nível das cidades, os pesquisadores da Fiocruz assinalaram a diferença de desempenho das regiões – com Norte e Nordeste muito atrasados na comparação com o restante do país. Além disso, há disparidade entre as cidades de um mesmo estado.
Municípios com índice de desenvolvimento humano (IDH) considerado “muito alto”, ou seja, superior a 0,71 em escala de zero a 1,0, têm em média taxa de cobertura 20 pontos percentuais superior àquela verificada em municípios com IDH “baixo” – inferior a 0,59.
Com relação à primeira dose, o grupo de municípios com IDH muito alto apresentava percentual de imunização de cerca de 80%. Já no grupo de municípios com IDH baixo, o índice caia para 60%. Para a segunda dose, quando o esquema vacinal é completado, o grupo de municípios com IDH muito alto tinha cerca de 70% da população imunizada, enquanto no grupo de municípios com IDH baixo essa taxa era de apenas 50%. Os técnicos analisaram, ainda, o andamento da dose de reforço: cobertura de 10% para o grupo de cidades com o IDH mais alto e 2,5% para aquelas com IDH baixo.
O estudo se baseia em dados coletados da plataforma MonitoraCovid-19, criada ainda no início da crise pelos pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) extraído do sistema do Ministério da Saúde. Nas comparações entre municípios, os técnicos da Fiocruz consideram as taxas de cobertura das diferentes doses, o IDH e o tamanho das populações. Para chegar aos percentuais, eles dividiram o país em quatro bandas de IDH – baixo, médio, alto e muito alto – com o mesmo número de cidades.
Xavier observa que o componente longevidade – considerado para o cálculo do IDH, ao lado de escolaridade e renda – pode ter inflacionado o percentual de população coberta em alguns municípios com índices mais altos, sobretudo no início da vacinação. Isso porque os idosos são um grupo proporcionalmente maior nessas cidades e eram prioridade na fila. Mas, passado quase um ano do início da campanha, diz ele, o padrão de desigualdade se repetiu em outras faixas etárias, o que dá força as conclusões do estudo.
Os pesquisadores também desagregaram os resultados por região. Enquanto o Sul e Sudeste apresentam elevado percentual da população imunizada, áreas da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda apresentam “bolsões com baixa imunização” para a Covid. Para quaisquer das doses, as diferenças podem ser consideradas alarmantes. No Sul, que lidera o processo sob qualquer ângulo, 30% dos municípios já tem mais de 80% da população vacinada com duas doses, enquanto só 1,1% das cidades do Norte e 2,7% das cidades do Nordeste têm esse desempenho.
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) divulgou, por meio de Resolução Administrativa, os nomes dos cinco parlamentares que integram a Comissão de Recesso.
São os deputados Wellington do Curso (PSDB), Socorro Waquim (MDB), Vinicius Loro (PL), Ricardo Rios (PDT) e Wendell Lages (PMN). O papel da Comissão de Recesso é resolver questões inadiáveis surgidas no período que vai do dia 23 de dezembro de 2021 a 2 de fevereiro de 2022, segundo a Resolução Administrativa baixada pela Mesa Diretora, ou adotar ações ligadas a algum parlamentar que demande uma decisão da Assembleia.
Pesquisadores da Fiocruz destacam que apenas 15% das cidades do país alcançaram o “cenário de segurança”, com mais de 80% da população tendo recebido duas doses (ou dose única) da vacina
Passados mais de 11 meses do início da vacinação contra a covid-19 no Brasil, os resultados positivos são evidentes. A média móvel diária de mortes, que chegou a ultrapassar a casa dos 3 mil em abril, caiu para menos de 200 nas últimas semanas. O que revela, portanto, a eficácia da vacinação. Contudo, as desigualdades sociais do país têm resultado também num desequilíbrio na cobertura vacinal.
De um lado, municípios mais ricos, com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), principalmente nas regiões Sul e Sudeste, já atingiram cerca de 70% de suas populações imunizadas com duas doses ou dose única. Por outro lado, nos municípios com baixo IDH, concentrados nas regiões Norte, Nordeste e em parte do Centro-Oeste, esse índice alcançou apenas a metade da população. O levantamento feito por pesquisadores do painel MonitoraCovid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com dados divulgados nesta quarta-feira (22).
Esses desequilíbrios se repetem tanto na primeira dose, assim como com a dose de reforço. Nas cidades mais desenvolvidas, oito em cada dez habitantes receberam pelo menos uma dose. Enquanto que nos municípios mais pobres, apenas seis em cada dez receberam a primeira dose.
Em relação à terceira dose, as desigualdades registradas são ainda maiores: 10% para o primeiro grupo, contra apenas 2,5%, no segundo. Esses números preocupam, especialmente em função do avanço da variante ômicron pelo mundo. Estudos indicam que a nova cepa teria grande capacidade de infectar aqueles que foram vacinados com duas doses ou dose única.
Efeitos
O IDH é um indicador utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) que considera renda per capita, escolaridade e expectativa de vida como os principais fatores para medir o desenvolvimento de países, regiões e cidades. O índice passou a ser largamente utilizado como contraponto, ou complemento, à medição do Produto Interno Bruto (PIB), que é estritamente ligado à atividade econômica.
“Enquanto as regiões Sul e Sudeste apresentam elevado percentual da população imunizada, áreas da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda apresentam bolsões com baixa imunização para Covid-19”, aponta o documento da Fiocruz. Os pesquisadores classificam como “cenário de segurança” quando pelo menos 80% da população recebeu o esquema vacinal completo. Nesse sentido, apenas 15% dos municípios brasileiros estariam enquadrados nessa situação.
As dificuldades para fazer avançar a vacinação no conjunto de municípios mais pobres do Brasil apontam para “desigualdades estruturais”, segundo o estudo, inclusive dos sistemas de saúde locais. Além da desproteção conferida aos habitantes do municípios mais pobres, as falhas no processo de vacinação são preocupantes em áreas de fronteiras. São territórios mais vulneráveis à entrada de novas variantes, podendo contribuir para o espalhamento destas para todo o país.
Estagnação e vacinação infantil
Além destas desigualdades, outra pesquisa da Fiocruz indica que a vacinação contra a covid-19 no Brasil estaria se aproximando da estagnação. Isso porque, desde setembro o ritmo de vacinação para a primeira dose vem caindo. Nos meses seguintes, a redução foi ainda maior, chegando próximo a zero. Esses dados sugerem que a vacinação já está próxima do seu limite, apesar de ainda 74,95% da população do país estar imunizada com a primeira dose.
De acordo com os pesquisadores, não se trata da recusa em se vacinar por parte dessa quarta parte restante. Mas da dificuldade de encontrar esse grupo de pessoas que vive em áreas remotas, de mais difícil acesso e com sistemas de saúde menos estruturados. “É razoável supor que a estagnação está mais relacionada à dificuldade de acesso do que à recusa em receber o imunizante”, disse o pesquisador da Fiocruz Raphael Guimarães, um dos autores do estudo.
Para ampliar a cobertura vacinal, além de novas estratégias para buscar os ainda não vacinados em áreas remotas, os pesquisadores destacam a importância de dar início à vacinação de crianças de cinco a 11 anos no Brasil. Em relação à vacinação infantil, os cientistas da Fiocruz destacam que há imunizantes com comprovada eficácia para este grupo. Além de estudos de segurança que garantem aplicação para esta faixa etária.
Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer para os pequenos. Contudo, o governo Bolsonaro tem colocado entraves para a compra desses imunizantes, retardando o início da aplicação. O próprio presidente tem estimulado ataques contra servidores da agência que participaram do processo de liberação desse imunizante para as crianças.
Números da covid no Brasil
Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 143 mortes pela covid-19. No entanto, persistem os problemas de comunicação com o Ministério da Saúde. A pasta atribui a instabilidade no sistema a ataques hacker que teriam ocorrido há mais de 10 dias. Os números, portanto, encontram-se defasados. Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins não conseguiram atualizar seus números. Com o apagão parcial de dados, o total de óbitos confirmados chegou a 618.091.
Nessas condições de insegurança acerca das informações, as autoridades regionais confirmaram 3.451novos casos no mesmo período. A coleta de dados é feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os casos oficiais registrados seguem em torno de de 22,2 milhões (22.222.928) desde o início da pandemia, em março de 2020.
Em 2021 a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, por meio da Secretaria Adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizou uma série de ações com foco na redução dos índices de subregistro no Maranhão, garantindo à população o acesso ao Registro Civil de Nascimento e à documentação básica.
As ações foram voltadas prioritariamente para 16 municípios maranhense com os maiores índices de subregistro: Belágua, Paulinho Neves, Serrano do Maranhão, Jatobá, Cantanhede, Turilândia, Jenipapo dos Vieiras, Luís Domingues, Turiaçu, Santa Helena, Godofredo Viana, Pedro do Rosário, Moção, Godofredo Viana, Pinheiro e Luís Domingues.
Ao longo do ano foram realizadas articulações com municípios, visando realizar capacitações, mutirões e orientações para lançamento de campanhas e a criação de comitês municipais. As capacitações beneficiaram quase 800 pessoas, entre elas gestores das políticas de Assistência Social, Saúde, Educação, Igualdade Racial e Direitos Humanos; coordenadores da Atenção Básica e das Unidades Básicas de Saúde; agente comunitários de saúde; integrantes das equipes de CRAS e CREAS; presidentes de Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente; conselheiros tutelares; coordenadores do Selo Unicef; representantes da FUNAI, diretores e gestores de escolas das redes estadual e municipal de ensino, entre outros.
Além disso, também foram realizadas articulações para implantação de Unidades Interligadas de Registro Civil que resultaram na implantação de 10 unidades em maternidades ou unidades de saúde onde acontecem partos nos municípios de Paulino Neves, Santa Luzia, Tuntum, Alto Alegre do Pindaré, Pedro do Rosário, Vitória do Mearim, Santa Rita, Turiaçu, Cajapió e Santa Quitéria.
Para sensibilizar a população sobre a importância e a necessidade fazer o registro civil de nascimento e obter a certidão de nascimento, a Sedihpop realizou também a partir do mês de agosto a Campanha Estadual de Mobilização pela Certidão de Nascimento. O foco principal da campanha são as crianças e os adolescentes, contudo ela também chama a atenção para que adultos e idosos também possam ser registrados e assim, ninguém fique sem documentação básica em todo do Maranhão.
Como ação da campanha foram realizados mutirões para emissão da Certidão de Nascimento e também de documentação básica como RG, CPF, Carteira de Trabalho digital e cartão do SUS. Os mutirões aconteceram em Belágua; Pedro do Rosário e Jenipapo dos Vieiras, com atendimento focado na população indígena da região. Nesses mutirões foram atendidos mais de 7 mil pessoas.
“São ações fundamentais para que possamos desenvolver políticas públicas voltadas à primeira infância para efetivação de seus direitos. A certidão de nascimento é um direito básico que deve ser garantido ainda nos primeiros 15 dias de vida do recém-nascido. Todos os maranhenses podem aderir a esta mobilização em todo o estado, incluindo regiões que contemplam as comunidades quilombolas, ribeirinhas e terras Indígenas”, afirmou Chico Gonçalves, secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular.
O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) – presidido pelo secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula – não pretende cumprir a exigência de receita médica para vacinar crianças contra a Covid-19. Entre os gestores, o sentimento é de indignação diante da medida, a qual consideram “absurda”.
Os secretários preparam uma reação ao tema, que deve sair em nota após se reunirem nesta sexta-feira. O Ministério da Saúde abriu consulta pública sobre a imunização do público de 5 a 11 anos, na qual defendeu não só a prescrição médica, mas a autorização dos pais.
A publicação veio com um dia de atraso em relação à data anunciada no Diário Oficial da União (DOU). Leia os principais pontos:
“Você concorda que o benefício da vacinação contra a COVID-19 para crianças de 5 a 11 anos deve ser analisado, caso a caso, sendo importante a apresentação do termo de assentimento dos pais ou responsáveis?”
“Você concorda que o benefício da vacinação contra a COVID-19 para crianças de 5 a 11 anos deve ser analisado, caso a caso, sendo importante a prescrição da vacina pelos pediatras ou médico que acompanham as crianças?”
A exigência de prescrição que já havia sido defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, foi antecipada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na quinta-feira. Entre os especialistas, a avaliação é de que a medida pode afastar da vacinação as crianças que tenha pouco ou nenhum acesso aos serviços de saúde.
A previsão era de que a consulta pública ficasse aberta até 2 de janeiro, mas o formulário já atingiu o número máximo de respostas. O ministério deve realizar uma audiência pública sobre o tema no dia 4 do mesmo mês. Um dia depois, a pasta pretende se manifestar.
Ao visitar estados, Europa e Argentina, Lula propôs a reconstrução e a reunificação do país, ao mesmo tempo em que lembrou a todos a importância e a grandeza do Brasil
Em 2021, o Brasil vivenciou uma situação insólita: com um presidente incapaz de governar, encontrou exemplo de liderança na figura de um ex-presidente.
Enquanto Jair Bolsonaro insistiu em passeios de moto e na divisão do país, atacando governadores e se recusando a trabalhar de forma coordenada para combater a pandemia, Lula visitou estados do Nordeste mais o Rio de Janeiro e o Distrito Federal, sempre aberto ao diálogo com os mais variados setores e lideranças em busca de um projeto de reconstrução e reunificação do país.
Pelo Brasil, Lula teve encontros com governadores, artistas, líderes de todas as religiões, políticos de vários partidos e catadores de materiais recicláveis. No Nordeste, onde visitou seis dos nove estados da região, conheceu projetos de ciência e tecnologia, educação e saúde. No Piauí, demonstrou a solidariedade com as vítimas da Covid-19 que o presidente da morte não teve capacidade de ter e foi conhecer um dos centros de recuperação de pacientes que ficaram com sequelas da doença.
“Por favor, mostrem para o Ministério da Saúde que é possível fazer. Ninguém deve morrer antes do tempo e é função do Estado impedir que isso aconteça”, disse o ex-presidente ao governador do estado, Wellington Dias (PT). “Já deveria haver pelo menos um centro desses em cada capital do país”, lamentou.
Lula com o presidente da França, Emmanuel Macron Ricardo Stuckert
Propostas para o mundo
Nas relações com outros países, o mesmo cenário. Isolado do mundo, Bolsonaro foi praticamente ignorado na reunião do G20 e teve de buscar em avião da FAB um presidente – o da Guiné Bissau, o extremista de direita Umaro Sissoco Embaló – para visitá-lo.
Já Lula, que visitou a Europa apenas algumas semanas após o ex-capitão, foi recebido no Parlamento Europeu, onde discursou, e teve encontros com líderes como o novo primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz; o presidente da Espanha, Pedro Sánchez; e o da França, Emmanuel Macron, que o recebeu com a pompa reservada a chefes de Estado, numa clara demonstração que líderes europeus enxergam Lula como um verdadeiro líder brasileiro.
“Essa viagem que fiz pela Bélgica, Alemanha, França e Espanha é uma tentativa de provar, para o próprio povo brasileiro, que o mundo gosta do Brasil. Não é o Lula que é importante, é o Brasil que é necessário ao mundo neste instante para discutir uma nova geopolítica”, afirmou Lula, ao discursar na Espanha.
O ex-presidente não se esqueceu também dos irmãos africanos, lutando para que eles tenham acesso mais rapidamente à vacina contra a Covid-19, e defendendo a reaproximação de África e América do Sul. Foi no continente no qual está o Brasil, aliás, que Lula terminou sua agenda de viagens em 2021, com uma visita à Argentina, onde foi recebido no Dia da Democracia por uma Plaza de Mayo lotada que, aos gritos, pediu sua volta à Presidência.
No país vizinho, ao lado do presidente Alberto Fernández e da vice-presidenta Cristina Kirchner, além do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, Lula propôs uma América do Sul unida, soberana e comprometida com a justiça social (veja vídeo abaixo). Como resumiu o ex-ministro de Relações Exteriores Celso Amorim, Lula se mostrou capaz de desempenhar um importante papel de “unificador” num mundo que flerta com a divisão de uma nova Guerra Fria entre China e Estados Unidos, que não interessa de maneira alguma à humanidade.
A poucos dias de completar seu sétimo ano de gestão, o governador Flávio Dino encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema) a Medida Provisória nº 372/21, que propõe média de 9% de reajuste a todas as carreiras do funcionalismo público estadual, a maior proposta de elevação remuneratória do País, com projeção de injeção de R$ 600 milhões na economia maranhense.
A MP foi aprovada por unanimidade e beneficiará categorias como a dos professores, que já recebiam o maior salário do Brasil para professores em início de carreira, com 40 horas semanais de trabalho: R$ 6.358,96. Com o reajuste anunciado, até mesmo o salário dos professores com jornada de 20 horas/semana cresceu, como explicou o governador Flávio Dino.
“Com os reajustes que concedemos ao longo dos últimos 7 anos, o professor de 40 horas, em início de carreira no Maranhão, passará a receber R$ 6.867,68. O de 20 horas é a metade disso. Assim, nosso piso de 20 horas é maior do que o piso nacional de 40 horas”, informou o governador.
O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, comemorou o reajuste, citando que tanto efetivos como contratados receberão aumento. “O governador Flávio Dino anunciou reajustes para diversas categorias de servidores públicos e, por óbvio, os profissionais da educação do Maranhão não ficaram de fora. A partir do próximo ano, reajuste salarial de 8% para efetivos e 30% para professores contratados do Maranhão”, festejou Felipe Camarão nas redes sociais.
A valorização salarial dos professores da rede estadual integra o conjunto de esforço que o Governo do Maranhão vem articulando ao longo dos sete últimos anos para elevar a qualidade do ensino público no estado.
Apesar da crise econômica e social derivada da pandemia da Covid-19, os investimentos estaduais no setor de educação não pararam, mesmo com o fechamento compulsório das escolas. Com uma média de um equipamento inaugurado a cada dois dias, o Maranhão já contabilizava mais de 1.350 obras educacionais inauguradas em todas as regiões do estado, por meio do programa Escola Digna.
Conheça abaixo outras ações e obras que vem fazendo a diferença na educação maranhense.
IEMA, Faróis do Saber e novas escolas
Ao longo os últimos sete anos, além de escolas estaduais reformadas, construídas ou reconstruídas, a educação profissional, científica e tecnológica do Maranhão virou referência com a ampliação da rede de unidades do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA).
Hoje, o estado possui 81 escolas em tempo integral, 55 Centros Educa Mais e 26 unidades plenas do IEMA, além de um IEMA bilíngue e integral para crianças, e o IEMA Gastronomia, primeira escola gastronômica do Maranhão da rede estadual de ensino.
Criado em 2015, o IEMA já acumula resultados expressivos: 64 mil estudantes concluíram o ensino médio com ensino profissionalizante, 4 mil alunos no IEMA Pleno e 60 mil no IEMA Vocacional.
Soma-se ao salto da educação profissionalizante no estado, o programa Maranhão Profissionalizado, que formou outros 24 mil jovens, perfazendo um total de 88 mil alunos do Maranhão, que concluíram o ensino médio com esse tipo de formação nos últimos anos.
Desde 2015, o Maranhão também vem ampliando o número de escolas no modelo cívico-militares. Atualmente, existem 23 Colégios Militares distribuídos no Maranhão, com cerca de 11 mil alunos inscritos.
Também, em tempo recorde, a parceria entre a Seduc e a Secretaria de Estado da Cultura já garantiu a entrega de 60 Faróis do Saber reformados em várias regiões do Maranhão.
Elevação dos indicadores
Os investimentos no setor da educação já geram impacto positivo no desempenho dos estudantes. Entre 2013 e 2019, o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) maranhense subiu de 2,8 para 3,7, a maior marca da história.
Também nesse período, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o analfabetismo no Maranhão caiu de 19,6% para 15,6% entre 2014 e 2019.
TV Educação e Plataforma Gonçalves Dias
Para ampliar o acesso à educação, principalmente durante a pandemia, Secretaria de Estado da Educação (Seduc) lançou, em 2021, a TV Educação – Caminho para o Saber. O canal, arrendado pelo Governo do Maranhão, está disponível na TV aberta para diversos municípios maranhenses, com sinal aberto para 3,5 milhões de pessoas.
Além de videoaulas para estudantes do Ensino Médio, a Seduc segue fechando parcerias com diversas instituições para diversificar e ampliar a oferta de conteúdos de cunho educativo, cultural e social para a população maranhense.
Outra ferramenta criada para ampliar o acesso ao ensino foi a Plataforma Gonçalves Dias, sistema online com mais de mil aulas disponíveis. Na plataforma, estão disponíveis videoaulas, apostilas, roteiros de estudos de todas as séries do Ensino Médio, questões comentadas, além do pré-vestibular, com conteúdos exclusivos de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e se reafirma como suporte para milhares de estudantes da rede estadual de ensino que estão se preparando para as provas Enem e demais vestibulares.
Cidadão do Mundo
Mais de 440 alunos já foram alcançados pelo Cidadão do Mundo, programa que oferece intercâmbio internacional com foco em idiomas estrangeiros (inglês, francês e espanhol) a jovens maranhenses entre 18 e 24 anos, egressos da rede pública de ensino ou de instituições de ensino vinculadas a entidades paraestatais ou a fundações sem fins lucrativos. O programa oportuniza muitos jovens a realizar sonhos, aprender uma nova língua, conhecer outras culturas e ter experiências de vida marcantes.
Com a experiência acumulada no Cidadão do Mundo, a jovem Mariana de Assis, que foi intercambista do programa no Canadá, foi aprovada em uma universidade da França. “São iniciativas públicas como esta, dispostas a dar essa mão para investir na juventude, que fazem a diferença”, disse Mariana.
Creche em Tempo Integral
Outro destaque foi a entrega da primeira Creche em Tempo Integral do Maranhão, localizada à margem da Avenida Jackson Lago, no bairro Liberdade, em São Luís.
A creche beneficia cerca de 250 crianças no ensino da pré-escola na região. O equipamento social possui quatro salas, refeitório, área de lazer, fraldário, solário, lactário, depósito, higienização, sala de professores, administração, banheiros, playground, almoxarifado, copa, cozinha, rouparia, lavanderia, vestiários, área de jardim, despensa, lixeira coletiva, varanda e central de gás.
O Gabinete Militar da Assembleia Legislativa do Maranhão entregou, nesta quarta-feira (22), dezenas de cestas básicas e brinquedos para a comunidade Pôr do Sol, no município de Paço do Lumiar. A iniciativa foi realizada em parceria com a ONG Ação da Cidadania, que lançou a campanha Natal Sem Fome 2021.
De acordo com o coronel Marcelo Jinkings, chefe do Gabinete Militar, o objetivo é sensibilizar a população a contribuir com aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
“Esta é a segunda vez que realizamos a distribuição de cestas. A ação simboliza a nossa luta e esperança por dias melhores para a população maranhense, que vem sofrendo com a falta de comida em razão da crise causada pela pandemia da Covid-19. Nesse momento, todos os esforços são importantes”, frisou Jinkings.Major Gardene Carvalho entrega brinquedo e cesta a mãe e filho moradores de comunidade em Paço do Lumiar
A major Gardene Carvalho, coordenadora administrativa do Gabinete Militar, disse que a iniciativa é um alento para as famílias que receberam as doações. “Fico muito feliz em poder ajudar, efetivamente, essa comunidade. Vamos continuar com nosso compromisso de levar alimentos a quem precisa,” afirmou.
A dona de casa e pastora Adenice Pereira, uma das beneficiadas com a entrega de cestas e brinquedos, agradeceu a iniciativa. “Esses produtos representam muito para nós. Estou imensamente feliz e com o coração grato. Muita gente, assim como eu, não pode trabalhar para ter o alimento diariamente e nem presentear seus filhos com um brinquedo, por isso, essa ação chegou em uma boa hora”, disse.
O Detran Maranhão, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), desenvolverá, no dia 24 de dezembro, um conjunto de atividades educativas que unificam as campanhas estadual ‘Feriado Bom é Feriado Seguro’ e a federal ‘Operação Rodovida’, ambas com objetivo de reduzir acidentes e vítimas no trânsito. A ação acontecerá no terminal rodoviário de São Luís.
De acordo com Francisco Nagib, diretor-geral do Detran-MA, o órgão vem desenvolvendo ao longo do ano diversas ações educativas para a conscientização sobre o papel de cada um no trânsito. “Nosso objetivo maior é salvar vidas. Durante feriados prolongados e as férias escolares, aumenta muito o fluxo de veículos nas estradas. Então, realizando essas campanhas para orientar os condutores a dirigirem com segurança, fazendo manutenção dos seus veículos, seguindo as regras de trânsito, conseguimos evitar acidentes”, explica.
Nessa campanha unificada, motoristas e passageiros serão informados sobre a importância do uso do cinto de segurança durante todo o trajeto, o respeito aos limites de velocidade, a atenção e cuidados na realização de ultrapassagens e a necessidade de descanso para evitar dirigir com sono.
Temas como a Lei Seca, excesso de passageiros, uso do celular na condução e transporte de crianças serão abordados para contribuir para a segurança nas viagens pelo Maranhão neste período de festas.