20-12-2021 Segunda-feira
A eleição do novo presidente do Chile, Gabriel Boric, 35 anos, um deputado de esquerda saído do movimento estudantil e que se consagrou como o mais votado da história chilena, repercutiu fortemente no Brasil, e com ênfase especial no Palácio dos Leões.
No Brasil, as forças de esquerda estão vendo no pleito chileno a confirmação de uma tendência iniciada na Argentina no ano passado e que pode ser consolidada no país em no ano que vem, se Lula da Silva (PT) mantiver a performance que vem mostrando nas pesquisas realizadas até aqui.

O resultado da eleição chilenas é uma péssima notícia para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que apostava alto na eleição do candidato da extrema-direita José Antônio Kast – que civilizadamente reconheceu a derrota com 60% dos votos apurados e telefonou para o vencedor cumprimentando-o “pelo triunfo” e colocando-se à disposição para ajudar seu governo “no que for possível”, abraçando o apelo por união feito pelo presidente eleito.
No Maranhão, o governador Flávio Dino, que como Gabriel Boric, saiu do Movimento Estudantil, esteve na Câmara Federal e se elegeu governador numa onda de mudanças, comemorou o resultado da eleição chilena. No twitter, Flávio Dino postou um vídeo com milhares de chilenos cantando o hino que termina com a célebre frase-manifesto: “O povo, unido, jamais será vencido!”.
Ribamar Corrêa
