A bancada do PSOL protocolou na última quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados uma proposta de plano para o retorno totalmente presencial das atividades do parlamento, que está previsto para o dia 18 de outubro.
O plano traz uma série de medidas protetivas para deputados e servidores, como a implementação de um passaporte sanitário com a comprovação de ter se vacinado para que autoridades, parlamentares e servidores possam acessar o plenário e as salas de comissões, locais com maior probabilidade de aglomeração durante a atividade legislativa.
A líder da bancada do PSOL, Taliria Petrone, convidou toda a oposição pra assinar o documento. A implantação do passaporte sanitário impediria o acesso de autoridades que não comprovassem vacinação contra a Covid, caso atual do presidente Jair Bolsonaro.
Entre as outras medidas propostas estão a manutenção da obrigatoriedade do uso correto da máscara nas dependências da Câmara dos Deputados, controle de temperatura em todas as entradas, testagem semanal massiva de servidores e deputados que atuarão nas comissões e no plenário, assim como quórum máximo de ocupação para cada ambiente.
O plano também propõe que a completa imunização com a vacinação seja pré-requisito para que cada servidor retome sua atividade presencial e regulamentação de exceções, baseadas na idade e comorbidades dos servidores, para mantê-los no sistema de teletrabalho.
A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão aprovou a adoção da aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em profissionais da saúde, que atuam nas redes públicas estadual, municipais e privadas. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde, Carlos Lula.
A partir da decisão, terão prioridade de vacinação os trabalhadores da saúde que estiverem exercendo suas funções nas unidades de saúde.
De acordo com Carlos Lula, será adotado o sistema heterólogo, que combina imunizantes diferentes, nas situações de indisponibilidade do esquema homólogo. No caso dos profissionais da saúde que tomaram a vacina CoronaVac, irão receber a 3ª dose da Pfizer.
A SES também aprovou que os trabalhadores da saúde de estabelecimentos de assistência, vigilância, regulação e gestão à saúde serão contemplados com a dose de reforço, de acordo com as normas do Ministério da Saúde.
Bolsonaro se comportou mais como chefe de facção do que de Estado. Usou o palanque da ONU para se lançar como uma alternativa de liderança da extrema direita global, que está órfã desde a saída de Trump do foco dos holofotes da cena internacional.
Por Paulo Kliass
A diplomacia brasileira sempre ocupou um lugar de destaque no cenário internacional. Tradicionalmente, a fala de abertura dos trabalhos da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) quase sempre coube ao representante do Brasil. Apesar de não ser uma regra escrita, foram poucas as ocasiões em que essa ordem informal de intervenção não tenha sido seguida.
Desde 2019, no entanto, mudaram bastante as expectativas dos especialistas em questões diplomáticas e geopolíticas quanto ao conteúdo de tal discurso. A partir do início do governo Bolsonaro, verificou-se a adoção de uma estratégia, por parte do Ministério das Relações Exteriores, de submissão completa aos desejos do então presidente norte-americano Donald Trump. Unidos pelos apelos genéricos do paradigma da extrema direita global, os dois chefes de Estado passaram a operar de forma articulada e concertada nos espaços da geopolítica e dos negócios globais.
A bem dizer, Bolsonaro oferecia tudo o que podia para agradar a seu homólogo, ao passo que Trump muitas vezes tratava o ex capitão de forma desrespeitosa e subalterna. A agenda conservadora os mantinha coesos desde o começo e os filhos do presidente brasileiro se aproximaram bastante da Casa Branca e do assessor Steve Bannon. A entrada em cena da pandemia da covid 19 ofereceu uma nova oportunidade para que Bolsonaro estreitasse ainda mais os seus vínculos com Trump. Isso porque o conhecido negacionismo científico de ambos se estendeu também para o tema da doença, com a adoção das tragédias reveladas como a campanha contra a vacina, a subestimação dos malefícios provocados pelo vírus e a prescrição de medicamentos tão ineficazes quanto perigosos, a exemplo da hidroxicloroquina e da ivermectina.
Bolsonaro na ONU sem Trump
A derrota do candidato à reeleição nos Estados Unidos em novembro de 2020 poderia ser a oportunidade para uma redefinição da dinâmica da chancelaria brasileira. Como era de se esperar, as relações de Bolsonaro com Joe Biden obviamente não permitiram ao brasileiro o tipo de alinhamento anterior. Apesar da nomeação de um novo ministro para comandar o Itamaraty, a opção escolhida pelo Palácio do Planalto foi a de reforçar a trilha iniciada anteriormente. O Brasil manteve seu discurso agressivo contra o multilateralismo e avançou a passos largos para se converter, de fato, em um pária internacional.
No plano da política interna, Bolsonaro viu-se obrigado a promover alguns recuos em seu comportamento extremista. Recompôs sua base de apoio no Congresso Nacional e entregou cargos estratégicos do primeiro escalão de seu governo para grupos políticos contra os quais havia discursado duramente até então. No começo de agosto nomeou um senador conhecido por suas práticas de clientelismo e fisiologismo para ocupar o sensível posto da Casa Civil. Preocupado com os efeitos das quase 600 mil mortes provocadas pela pandemia e pelo desastre social e econômico da recessão econômica e do desemprego, Bolsonaro ensaia uma espécie de flexibilização das regras draconianas da austeridade fiscal e isso desagrada a setores do financismo. Afinal, se ainda pretende concorrer com chances à reeleição em outubro do ano que vem, seu governo precisa ter uma política mais efetiva de despesas orçamentárias. Atualmente, Bolsonaro vem apresentando uma queda acentuada em sua popularidade e nas pesquisas de intenção de voto nunca aparece em primeiro lugar nas simulações para o pleito de 2022.
Apesar dessa aparente mudança, a essência de sua estratégia política não foi alterada. Bolsonaro mantém acesa a chama voltada aos setores mais extremados que lhe oferecem apoio político sob qualquer circunstância. Para eles, o presidente segue falando em fechar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, ao estimular as articulações me torno de um “auto golpe” ou de medidas de endurecimento do regime para oferecer ao chefe do Executivo poderes típicos de um ditador. Assim foi, inclusive, nas manifestações organizadas por seus apoiadores no feriado de 7 de setembro, quando se comemora a independência do Brasil.
Contra a vacina e a favor da extrema direita
Mais uma vez, nesse dia, Bolsonaro exagerou na retórica irresponsável e no incentivo à ruptura institucional, tendo recebido críticas de forma ampla e generalizada vindas de representantes de setores os mais variados. Ao perceber o isolamento em que havia se metido, apelou para a ajuda do ex presidente Temer. Ou seja, o principal, responsável pelo golpe que levou ao impeachment de Dilma Roussef em 2016, agora sai em defesa daquele que o sucedeu. Mas a carta redigida no encontro não encontrou a recepção que se imaginava. O pedido público de desculpas de Bolsonaro desagradou aos seus seguidores mais fundamentalistas e não convenceu quase ninguém a respeito de um possível recuo político. Falta crédito à sua suposta sinceridade.
A ida ao evento da ONU em Nova Iorque era vista como uma oportunidade para um possível apaziguamento também na esfera internacional. Afinal, são inúmeras as dificuldades enfrentadas pelo Brasil em diversas áreas, em função das orientações determinadas por Bolsonaro. Esse é o caso, por exemplo, do negacionismo na questão do desmatamento dos biomas nativos, do aquecimento global e da questão ambiental de forma geral. Além disso, o desrespeito do presidente e de sua equipe para com temas sensíveis como direitos humanos, inclusão social, respeito às minorias e intolerância em vários domínios são flagrantes e continuados. Finalmente, fica cada vez mais insustentável sua insistência com o negacionismo na matéria do enfrentamento da pandemia.
No entanto, o que se percebeu é que Bolsonaro segue cada vez mais sendo autenticamente Bolsonaro. Em seu breve discurso, ele voltou a menosprezar a doença e as formas de combatê-la, defendendo no plenário da ONU os tratamentos condenados pela Organização Mundial da Saúde e pelos especialistas no tema apelo mundo afora. Além disso, reafirmou sua condição de único dirigente de nação a não ter sido vacinado e se orgulhando do fato. Por outro lado, buscou apresentar para o resto do mundo um país completamente diferente do Brasil real. Para ele, não há problemas de desmatamento, os indígenas têm sido respeitados em seus direitos, a economia está sob controle, não existem casos de corrupção e seu governo conta com o apoio da maioria da população. E ponto final!
Pizza na calçada: isolamento e vergonha
Bolsonaro ainda fez campanha contra a estratégia de vacinação e insistiu em comparecer à reunião sem ter tomado o imunizante. Foi muito criticado por tal insistência e foi flagrado comendo pizza em pé na rua, para não correr o risco de ter sua entrada barrada às portas dos restaurantes. Afinal, o próprio prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou que se ele não quisesse se vacinar, nem precisaria vir à cidade.
Bolsonaro se comportou muito mais como chefe de facção do que Chefe de Estado. Usou o palanque da fala de abertura para se dirigir a seus aficionados internos e buscou se lançar como uma alternativa de liderança da extrema direita global, que está órfã desde a saída de Trump do foco dos holofotes da cena internacional. Será necessário aguardarmos um pouco mais para avaliarmos se ele logrou algum êxito em seu intento. Mas, para a maioria da população brasileira e para os principais atores do mundo, sua passagem pela Assembleia da ONU não passou de uma tremenda overdose de vergonha.
*Paulo Kliass é doutor em economia e membro da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental do governo federal.
A reportagem “Invasão Alienígena”, produzida pela TV Assembleia, venceu a 44ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, na categoria “Reportagem Televisiva”. A cerimônia, que aconteceu na noite de sexta-feira (24), no Teatro Arthur Azevedo, premiou as melhores produções do audiovisual maranhense. O festival é considerado o quarto mais antigo do gênero no Brasil e é realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
O diretor de Comunicação da Alema, jornalista Edwin Jinkings, destacou que, mais uma vez, o jornalismo da TV Assembleia é reconhecido pelo afinco e profissionalismo nas suas produções.
“Toda a equipe está de parabéns por, novamente, empenhar-se em fazer um excelente trabalho, mais uma vez reconhecido em um festival tão tradicional como o Guarnicê de Cinema. Isso mostra o empenho, a dedicação e o compromisso que temos com as nossas produções”, afirmou.
No mesmo sentido, a diretora-adjunta de Comunicação, jornalista Silvia Tereza, reforçou que o reconhecimento coroa o profissionalismo e a dedicação de toda a equipe da TV Assembleia. “Só temos a parabenizar nossa equipe e estimular que outros trabalhos sejam produzidos. E que venham mais prêmios”, completou.
Reportagem
A reportagem da jornalista Márcia Carvalho, com produção de Marise Farias, imagens de Inaldo Sales, edição de Halex Sieber e ilustrações de Sophia Cabral, relembra fato ocorrido na década de 1970, quando profissionais da Rádio Difusora AM encenaram uma adaptação radiofônica de “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, assombrando moradores da capital maranhense, que chegaram a acreditar que extraterrestres desembarcaram em São Luís.
Na reportagem, os radialistas autores da façanha relembraram como tudo foi planejado para que os ouvintes acreditassem que o Campo de Perizes estaria sendo invadido por marcianos, ou seja, uma “fake news” que quase resultou no fechamento da emissora.
“A reportagem sobre a invasão dos alienígenas, encenada pelos colegas da rádio Difusora AM na década de 70, é uma grande história, interessante e engraçada, que merece ser contada e recontada para não cair no esquecimento. Foi um prazer imenso para toda a equipe de profissionais da TV Assembleia receber esse prêmio”, declarou a jornalista Márcia Carvalho.
A subdiretora de Rádio e TV Parlamentar da Casa, Glaucione Pedroso, ressaltou que a premiação é motivo de orgulho para toda a Assembleia Legislativa do Maranhão.
“Toda a nossa equipe de Comunicação é formada por profissionais dedicados e que imprimem amor em cada produção. E o resultado é esse, a premiação de um trabalho que foi feito em equipe, em uma época que a pandemia estava mais severa. Por isso, além do conteúdo, a equipe merece todo nosso reconhecimento pelo comprometimento em levar informação e entretenimento aos maranhenses nesse período tão difícil”, finalizou.
Outras premiações
Nos últimos três anos, a TV Assembleia tem conquistado importantes prêmios de jornalismo na categoria reportagem. Em 2020, venceu o Prêmio BNB com a matéria “Empreendedor investe em trabalho de impacto social”, do jornalista Fábio Cabral, editor de imagem Angelo Moraes e o cinegrafista Fábio Lima.
A TV Assembleia também foi vencedora da 42a. edição do Festival Guarnicê de Cinema, em 2019, com a reportagem “Os Desafios do Envelhecimento”, da repórter Márcia Carvalho, produção de Ameliane Araújo, imagens do cinegrafista Jurandir Serra e edição de Alberth Moreira.
Em 2018, conquistou a terceira colocação do Prêmio de Jornalismo da OAB em Direitos Humanos, com a reportagem “Extermínio LGBT”, de Ismael Gama e produção de Ada Chagas.
Além desses, a TV Assembleia também foi agraciada, por três anos consecutivos, com o Prêmio REMADD, na categoria Comunicação e Literatura, em reconhecimento à cobertura jornalística sobre os trabalhos desenvolvidos pela Rede Maranhense de Diálogos Sobre Drogas e de projetos sociais.
O Governo do Maranhão inaugurou neste sábado (25), no Centro Histórico de São Luís, o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMA) dedicado exclusivamente à gastronomia. O evento contou com a presença da renomada cozinheira Paola Carosella, que aceitou convite do governador Flávio Dino e ministrou a aula inaugural utilizando ingredientes da agricultura familiar.
O prédio também abrigará o Restaurante da Educação, voltado para alunos e servidores da educação básica e do ensino superior das redes estadual e federal, e que tem como objetivo servir diariamente mil refeições no almoço, por R$ 3, e 500 no jantar, ao preço de R$ 1.
De acordo Flávio Dino, a motivação para inaugurar tanto o IEMA Gastronomia, enquanto mais um restaurante popular, é a mesma que move as ações do seu governo, de combater o problema da desigualdade de oportunidades no Maranhão, reflexo da desigualdade brasileira.
“Nós acreditamos que a educação figura sempre no centro desse conjunto de ações que marcam essa estratégia de progresso social. Este equipamento, portanto, é a consequência dessa opção que nós fizemos pela educação, por ser uma escola, uma escola que tem um propósito todo especial de também preservar a nossa cultura, a nossa identidade, nossos saberes tradicionais, o conhecimento regional, agregar valor a isso tudo para poder possibilitar, para poder garantir oportunidade de trabalho e de renda para milhares de pessoas como já acontece. Nós queremos que aconteça de modo ainda mais qualificado; esse é o papel portanto do IEMA Gastronomia”, explicou o governador durante a inauguração.
Paola Carosella, por sua vez, defendeu o papel transformador da educação e citou como exemplo a experiência que viveu durante a inauguração de um de seus restaurantes em São Paulo nos anos 2000.
“Meu segundo restaurante em São Paulo abriu faz treze anos e mais da metade dos cozinheiros que trabalha comigo é da Bahia. Naquela época, eles chegaram com 18 anos, muitos deles sem as digitais, porque trabalharam em minas de carvão, sequer conseguiam fazer o RG, não sabiam ler nem escrever, e se transformaram através da cozinha. A hotelaria e a gastronomia movimentam mais de 3% do PIB do Brasil e são poucos os governos que investem em treinamento e ensino para as pessoas cozinharem. Ensinar as pessoas a cozinhar, construir cozinhas comunitárias, fortalecer a agroecologia e, obviamente, a alimentação escolar, é a melhor ferramenta que o país tem contra a fome”, garantiu.
Carosella disse ainda estar impressionada com a quantidade de restaurantes populares no Maranhão, uma das políticas públicas do governo Dino. “Antes de eu vir pra cá, porque a gente gosta de comer, eu dei mergulhada no Google, rápido, eu coloquei “os melhores restaurantes do Maranhão” e eu fiquei impressionada que a primeira coisa que apareceu foi a página do Governo com todos os restaurantes populares. É impressionante a quantidade de restaurantes populares que tem no Maranhão paras pessoas comerem bem. Flávio Dino, eu sou sua fã, de verdade. Acho que o que você tem feito, um governo incrível e conte comigo. Parabéns!”, completou.
56 restaurantes populares
Márcio Honaiser, secretário de Estado do Desenvolvimento Social, comentou sobre o Maranhão possuir uma das maiores redes de restaurantes populares do Brasil. Em 2015, o Estado contabilizava apenas seis unidades, todas na capital. Com a entrega do Restaurante da Educação, este número chega a 56, espalhados por todas as regiões do estado.
“O Restaurante da Educação é dedicado às pessoas da área da educação, professores, alunos, trabalhadores desta área, exatamente aqui no centro da nossa cidade, perto da praça João Lisboa, que vem atender um público que tinha essa grande demanda. Esse é mais um compromisso do governador Flávio Dino com a segurança alimentar: levar comida para as pessoas, principalmente nesse momento difícil que todos nós estamos atravessando em função da pandemia”, afirmou.
História no Centro
O prédio que abriga o Restaurante da Educação (térreo) e o IEMA Gastronomia (pisos superiores) foi construído em meados do século XX, mas esteve durante muitos anos abandonado. Conhecido como Edifício Bequimão, ele passou por ampla reforma, modernização interna e restauração da fachada, com investimento total de mais de R$ 3,6 milhões.
Alex Oliveira, reitor do IEMA, comentou sobre o novo projeto gastronômico, bem como a importância de dar utilidade para mais um prédio do Centro Histórico. “O IEMA Gastronomia é uma demanda ancorada na realidade maranhense, na riqueza gastronômica que nós temos no estado do Maranhão, e nós precisamos trabalhar essa riqueza, essa capacidade produtiva neste ramo, fazer esse aporte, trazer essa oportunidade para todos os nossos jovens. Estamos aqui num momento histórico, dentro de um Centro Histórico, trazendo todas as referências históricas, ocupando mais um prédio que também é uma grande contribuição para o estado do Maranhão, para a nossa cidade de São Luís. O IEMA estar aqui é um grande orgulho para todos nós”, concluiu.
Em encontro com Lula, realizado neste sábado, 25, lideranças de movimentos negros, do rap e rodas de samba, comunidades indígenas e quilombolas e organizações de mulheres, jovens e LGBTQI+ falaram de suas realidades
Neste sábado, 25, em São Paulo, o presidente Lula participou de encontro com lideranças, entidades, coletivos e organizações de periferia. Durante algumas horas, lideranças de movimentos negros, do rap e das rodas de samba, das comunidades indígenas e quilombolas e organizações de mulheres, jovens e LGBTQI+ falaram de suas realidades.
Além de Lula, participaram do evento a presidenta nacional do partido Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad, o secretário nacional de Comunicação do PT Jilmar Tatto e o senador Jean Paul Prates (PT-RN). “Foi lindo o encontro de Lula e Haddad com movimentos de periferia de São Paulo”. registrou Gleisi em suas redes sociais. “A força do povo, de negros e negras, para resgatar o Brasil deste caos e retrocesso! Valeu companheiros(as)”, destacou.
“É bom que vocês saibam que só tem uma razão pra eu voltar a ser candidato a presidência da República. É a crença que eu tenho de que nós podemos recuperar aquilo que já fizemos e fazer muito mais”, disse Lula após comentar e defender as reivindicações e os direitos dos representantes das diversas frentes sociais presentes.
Lula advertiu que costuma dizer que qualquer candidato da terceira via pode prometer o que quiser. “Mas eu não. Eu tenho que voltar pra fazer mais. Porque se não fizer vocês vão me xingar”, disse. E completou reafirmando a necessidade que é preciso fazer muito mais a frente de um novo governo do Partido dos Trabalhadores. “Eu tô convencido de que a gente tem que fazer muito mais”, ressaltou.
Lula alertou que a situação do país não deve ser reduzida apenas ao voto, mas com o que precisa ser feito para reconstruir o país. Para ele, 2022 não se trata apenas de um ano de eleições, mas de uma “revolução comportamental”. Advertindo que é preciso uma nova postura, reafirmou a necessidade de não votar apenas para presidente, mas de eleger deputados e senadores para concretizar as mudanças.
E para que isso se torne realidade, Lula encerrou com um pedido e uma convocação a todos os presentes. “Tem uma coisa que eu queria pedir pra todos vocês. Nós temos que convencer as pessoas que não basta votar pra presidente, temos que votar em deputados progressistas. E a juventude, todo mundo que tem mais de 16 anos, tem que tirar o título pra votar”.
O prefeito de São Bernardo e secretário-Geral da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), João Igor, participou nesta quinta-feira (23), da reunião do Conselho Político da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Na oportunidade, o secretário-Geral representou o presidente Erlanio Xavier, que integra o Conselho Diretor da CNM.
Durante a reunião, o presidente da entidade municipalista nacional, Paulo Ziulkoski, abordou as prioridades das propostas que serão intensificadas até o final do ano no Congresso Nacional, incluindo as que avançaram nesta semana na Câmara e no Senado. “A gente avançou em algumas matérias, mas têm pontos que precisam andar mais rápido e para isso vamos precisar do engajamento dos senhores. Temos que aproveitar esses 70 ou 80 dias até o dia 10 de dezembro para a gente avançar”, informou.
Para o prefeito João Igor, a participação da Famem na reunião da CNM, reforça o papel do Maranhão na discussão das pautas municipalistas que estão sendo discutidas em nível nacional. “Debatemos pautas relacionadas ao fortalecimento do municipalismo e de ações emergenciais no Congresso Nacional, reforçando a participação da Famem e do Maranhão na discussão de temas de caráter nacional que interessam diretamente aos nossos municípios”, pontuou.
A Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional (DSMO) da Assembleia Legislativa do Maranhão encerrou, nesta sexta-feira (24), com dinâmicas de grupo, avaliação das atividades realizadas ao longo do período e um coffee break, as ações alusivas ao ‘Setembro Amarelo’, campanha mundial de prevenção ao suicídio. A mobilização chamou a atenção dos servidores para a seriedade do problema, oferecendo atendimento multidisciplinar. A programação incluiu rodas de conversa, ginástica laboral, exercícios de relaxamento, automassagem e lançamento da Biblioteca Afetiva.
Com o tema ‘Dor mental: que régua usar? Não se meça com a régua do outro’, foram abordadas questões que associam redes sociais e saúde mental, uma vez que, com a pandemia do novo coronavírus, parte da população privou-se do convívio social e teve de se adaptar a uma nova rotina, ficando mais conectada ao mundo virtual. Essa mudança contribuiu para o aumento do número de casos de transtornos psicológicos, cujos sintomas mais comuns são ansiedade e depressão.
“Apesar de escolhermos um mês para a concentração das iniciativas, as ações de prevenção ao suicídio devem ser permanentes. Nós, da Diretoria de Saúde da Assembleia, também estamos à disposição para atendimento aos servidores o ano inteiro”, frisou a psicóloga Flávia Uchôa, que integra a equipe multidisciplinar.
Segundo a diretora de Saúde e Medicina Ocupacional da Assembleia, odontóloga Melina Sá, a demanda por atendimento psicológico cresceu significativamente após a pandemia. “É necessário conscientizar as pessoas sobre o autocuidado e fazer com que compreendam a necessidade de se discutir a saúde mental e emocional”, finalizou.
O Governo do Maranhão realizou, neste sábado (25), em frente ao Palácio dos Leões, uma feira em comemoração ao Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu. O evento, com atividades culturais e comércio de produtos das palmeiras, contou com a presença do governador Flavio Dino, do secretário Rodrigo Lago (Agricultura Familiar), e da cozinheira Paola Carosella, que esteve em São Luís para participar de inauguração do IEMA Gastronomia.
“Promovemos aqui a política pública de apoio à agroecologia, à sócio-biodiversidade, especialmente naquilo que se refere às quebradeiras de coco. Nós temos uma linha de trabalho permanente de apoio a produção familiar, com assistência técnica, com a busca de regularização das terras e também com programa de compra. Nós compramos a produção exatamente para estimular aqueles que se dedicam a essa atividade. E esse dia estadual tem essa marca que nós estamos encerrando o ciclo com o edital que comprou produtos das quebradeiras de coco, garantindo renda, estimulando essa atividade e iniciando outros ciclos, na medida que hoje anunciei um outro edital especial agora, nesse finalzinho de ano, para exatamente estimular ainda mais a produção”, disse o governador Flávio Dino.
As quebradeiras de coco babaçu, que se autointitulam “Filhas da Mãe Palmeira”, são conhecidas por serem mulheres guerreiras, que desde 1991 se uniram para lutar por autonomia, qualidade de vida e para proteger as florestas de babaçuais, onde vivem e trabalham.
Foi a partir da união e resistência das quebradeiras de coco dos estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí, que teve início o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (Miqcb), com sede no Maranhão.
“É um dia de festa, trouxemos quebradeiras de coco de todo o estado para celebrar este dia. Nós temos vários investimentos nessa área e não vamos parar. Viva as quebradeiras de coco do Maranhão”, celebrou Lago.
O governo maranhense, por meio do Sistema da Agricultura Familiar (SAF), vem investindo recursos em projetos que fortalecem a cadeia agroextrativista do babaçu no Maranhão. São investimentos que incluem desde a organização produtiva, beneficiamento da produção, até a comercialização dos produtos, todos extraídos do coco babaçu.
PSDB, PV e Cidadania passam a integrar o grupo que encabeça os atos juntamente com PDT, PSB, PT, PCdoB, PSOL, Rede, UP, PCB, PRC e PCO
Avança a preparação para a manifestação contra os intentos golpistas de Jair Bolsonaro e em defesa da democracia no próximo dia 2 de outubro na Avenida Paulista, no centro da capital. Como afirmou o presidente nacional do Cidadania, o ex-deputado constituinte Roberto Freire, “teremos uma expressiva manifestação pelo impeachment em 2 de outubro”.
Presidente do Cidadania23, Roberto Freire. Foto: Geraldo Magela – Agência Senado
Já são diversos partidos que estão unidos à coalizão “Fora Bolsonaro”, formada por mais de 80 entidades, para realizar a grande manifestação do dia 2 contra Bolsonaro e o fascismo. PSDB, PV e Cidadania passam a integrar o grupo que encabeça os atos juntamente com PDT, PSB, PT, PCdoB, PSOL, Rede, UP, PCB, PRC e PCO. Integrantes do MDB também vêm participando dos atos contra Bolsonaro, como foi o caso, no último dia 12, da senadora Simone Tebet.
Os organizadores estão convidando todas entidades da sociedade civil a se integrarem também à essa grande jornada de lutas pela democracia.
Reunião preparatória da manifestação
Uma reunião nesta sexta-feira (24), na sede do PCdoB, no centro da capital, com PSDB, PT, Cidadania, PCdoB, PSOL, PDT, PSB, Rede, PV e a coalizão Fora Bolsonaro, selou uma grande aliança política na preparação do ato o dia 2. “É um amadurecimento. Não dá para derrubar Bolsonaro só com partidos de esquerda, é preciso somar forças”, diz Carolini Gonçalves, do diretório tucano.
Reunião na sede do PCdoB em São Paulo para preparar o ato de 2 de outubro
O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, defendeu que a manifestação do dia 2 de outubro tem que ser ampla, com participação de todos os que defendem o impeachment e o movimento Fora Bolsonaro. Para Juliano, as manifestações atuais têm que ser semelhantes às mobilizações das Diretas Já, que criaram as condições para a derrubada da ditadura.
Mobilizações semelhantes à campanha das diretas
Juliano Medeiros, presidente do PSOL. Foto: Reprodução – Twitter
“Acontecendo agora reunião dos partidos que estão apoiando as mobilizações do dia 2/10 em defesa do impeachment de Bolsonaro. Compromisso de ampliar o máximo possível, evitar hostilidades e criar um ambiente de unidade suprapartidária. Precisamos de algo semelhante às Diretas Já!”, escreveu nas redes sociais.
O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), disse que “ninguém aguenta mais este governo. O povo foi deixado de lado, sem empregos, com descontrole no preço dos alimentos, crise hídrica, além de milhares de mortes por Covid-19 que poderiam ter sido evitadas com medidas mais contundentes de Bolsonaro”. O partido está fazendo parte da organização das manifestações pelo Fora Bolsonaro.
Bruna Belaz, presidente da UNE
“Todas as nossas representações estaduais foram convocadas a participar dos atos da campanha. A principal manifestação será em São Paulo e nossa expectativa é que nossos dirigentes e militantes participem da concentração na Avenida Paulista, no dia 2 de outubro, às 15h00”, informa o partido.
No último dia 12 de setembro já houve a aglutinação de várias forças no ato contra Bolsonaro convocado pelo MBL. Uma ampla frente, que contou com a presença do governador de São Paulo, do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), da senadora Simone Tebet (MDB), do senador Alessandro Vieira (Cidadania), do deputado Orlando Silva (PCdoB), da deputada estadual, Isa Penna (PSOL), da presidente da UNE, Bruna Belaz, e de cinco centrais sindicais.
A maior unificação das forças políticas nacionais para as mobilizações, tanto do próximo dia 2, quanto no dia 15 de novembro, foi reflexo da ação de diretórios nacionais de partidos de centro após as ameaças de Bolsonaro à democracia no 7 de Setembro, quando vários partidos anunciaram início de discussões internas sobre o apoio ao impeachment. No dia 9, por exemplo, o PSDB passou oficialmente para a oposição a Jair Bolsonaro.
Paulinho da Força,
Estudantes e trabalhadores contra o bolsonaro STUDANTES E TRABALHADORES CONTRA BOLSONARO
As centrais sindicais estão se mobilizando para a manifestação do dia 2. A CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, CSP-Conlutas, Intersindical e Pública, de forma unitária, convocam toda a classe trabalhadora aos atos Fora Bolsonaro, no dia 02 de outubro, em todos os Estados do Brasil, e também em outros países.
A próxima mobilização contra Bolsonaro será o dia 2 de outubro e, no dia 15 de novembro, dia da Proclamação da República. Nestas datas a frente ampla retornará às ruas em defesa da democracia.
A presidente da UNE, Bruna Brelaz, está não só convocando os estudantes universitários para o ato de 2 de outubro como articulando setores da frente democrática para engrossarem as manifestações de rua contra Bolsonaro. “Tirar Bolsonaro é assegurar o palco democrático para discutir divergências”, acrescentou, ao mencionar que a entidade estudantil busca apoio para os protestos da esquerda. Os atos devem ocorreram em 2 de outubro, na Avenida Paulista.
Bruna Brelaz, presidente da UNE, convida FHC para o ato contra BolsonaroCartaz da UNE convocando o ato do dia 2
“Vamos ocupar as ruas em protesto contra o caos que representa, ao país, ter o mitômano Jair Bolsonaro na Presidência da República: desemprego recorde, fome, carestia, inflação, corrupção, retirada de direitos, desmonte dos serviços públicos e das estatais, ataques à democracia, à soberania e às liberdades, atropelo da ciência e desprezo à vida”, afirmam os dirigentes das centrais sindicais.
O diretor da UMES, Lucca Gidra, afirmou que a UMES-SP estará nas ruas dia 2 contra Bolsonaro. A nossa entidade estará presente nas manifestação brigando pelo Fora Bolsonaro, disse o dirigente da entidade. “Nós lutamos em defesa da democracia e sabemos que para derrubar Bolsonaro temos que ter atos amplos e massivos. Estamos ampliando e ganhando força para derrotar o fascismo”, acrescentou Lucca.
Foto: UMES/Reprodução
“Em pouco tempo Bolsonaro vem destruindo nosso país como nunca se viu na história. Pessoa ruim, mentirosa, grosseira, ignorante, egoísta, truculenta, corrupta, incapaz de qualquer sentimento de bom pelo próximo. Não é à toa que esse sujeito desumano tem conduzido nosso país para uma crise sem precedentes, com centenas de milhares de mortos, milhões de desempregados, sem saúde, sem escola e com fome”, denunciou om diretor da UMES-SP.
“Sem nenhum tipo de vergonha ou limites, ele levou o Brasil a passar vergonha internacional, transformando a Assembleia Geral da ONU em palco para contar suas mentiras, atacar os brasileiros que pensam diferente dele, tudo isso ao mesmo tempo em que espalhava o Coronavírus por aí, com diversos casos confirmados em sua delegação, inclusive o ministro da saúde, e com o próprio presidente que até agora não se vacinou. Bolsonaro precisa pagar por todos os crimes que cometeu, precisa sair imediatamente da presidência, pois ali não é lugar para ladrão e muito menos para quem atenta contra a vida e a democracia”, prosseguiu Luca. Por isso, a única alternativa que temos é sair para as ruas neste 02 de outubro, em defesa do Brasil e da Democracia! Para defendermos o país, precisamos nos livrar de Bolsonaro o mais rápido possível. Por isso, a UMES chama todos para comparecer a Avenida Paulista em uma grande mobilização pelo FORA BOLSONARO!
“Cada dia a mais que Bolsonaro acorda como presidente da República, o Brasil afunda, perde e se perde do mundo, mantendo-se como pária atado à espiral de crises (sanitária, política, econômica, institucional e diplomática) geradas pela incompetência e projeto pessoal de poder de Bolsonaro e da sua inepta equipe de governo”, diz a nota das entidades, assinada por dez dirigentes das centrais.
“Em um país com 212 milhões de habitantes, cuja maioria, segundo todas as pesquisas, rejeita e desaprova Bolsonaro, é urgente que o Congresso Nacional atenda o clamor popular e acate a abertura de processo de impeachment para que Bolsonaro seja afastado e seus crimes apurados e julgados. Já são mais de 130 pedidos engavetados na presidência da Câmara dos Deputados, enquanto o país afunda no lodo presidência”, denunciam os trabalhadores.
Bolsonaro confessou crime na ONU
Jurista Miguel Reale Júnior. Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil
O jurista Miguel Reale Jr afirmou que o discurso de Jair Bolsonaro na ONU foi uma “confissão” de culpa e “reforçou o crime” de charlatanismo por insistir que o uso de cloroquina ajuda no tratamento de Covid-19, mesmo que todas as pesquisas demonstrem que isso é mentira.
Miguel Reale, que assessora a CPI da pandemia, afirmou que Bolsonaro não só ameaçou a democracia no 7 de Setembro como confessou que cometeu crime. “Era uma confissão. Ele confessa que usava cloroquina, que mandava cloroquina e ainda vai ao púlpito da ONU fazer campanha da cloroquina. Reforça o crime catalogado na nossa legislação como charlatanismo”, disse o jurista.