Projeto tenta ressuscitar medida provisória que dificultava a moderação nas redes sociais e foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o Marco Civil da Internet, com novo projeto que dificulta a moderação nas redes sociais e facilita a desinformação. Bolsonaro enviou o projeto ao Congresso neste domingo (19) na tentativa de ressuscitar a Medida Provisória 1.068, editada às vésperas de 7 de setembro e devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
O ato de Pacheco representou uma derrota para o governo. Com a devolução da MP, Pacheco anulou os efeitos das mudanças promovidas pelo presidente para agradar seus seguidores, impactados nos últimos tempos pela remoção de conteúdos que violam as políticas das redes sociais.
Desde que a MP foi apresentada, em 6 de setembro, a oposição se levantou contra a ideia do governo. “Bolsonaro ataca Marco Civil da Internet para proteger fake news. Mais uma violação ao debate democrático. O presidente do Congresso deve devolver”, defendeu na ocasião a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Liberdade de expressão?
Para o governo, o projeto defende “princípios da liberdade de expressão, de comunicação e manifestação de pensamento” e garante que “as relações entre usuários e provedores de redes sociais ocorram em um contexto marcado pela segurança jurídica e pelo respeito aos direitos fundamentais”.
Conforme pretendia a medida provisória e, agora, quer o projeto do Executivo, empresas como Instagram, Twitter e Facebook teriam obstáculos para realizar a remoção de conteúdo. Com a medida em vigor, por exemplo, teriam mais dificuldades para tirar do ar ameaças ao sistema democrático e notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e sobre vacinas.
No último dia 14, Bolsonaro participou de um evento para entrega do Prêmio Marechal Rondon de Comunicações. Na ocasião, o presidente afirmou que a disseminação das “fake news” não deve ser regulamentada no País.
“Fake news faz parte da nossa vida. Quem nunca contou uma mentirinha para a namorada?”, declarou o chefe do Executivo. “Não precisamos regular isso aí, deixemos o povo à vontade.”
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), reforçou o seu apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, durante o quarto encontro de pré-campanha “O Maranhão mais feliz”, ocorrido na noite de sexta-feira (17), em Pinheiro.
A vice-prefeita do município e presidente do Diretório Municipal do PDT, Ana Paula Lobato, foi uma das organizadoras do encontro, que contou também com a participação da senadora Eliziane Gama (Cidadania), do secretário estadual de Segurança, Jefferson Portela, deputados, vereadores, prefeitos e lideranças políticas de toda a Baixada Maranhense.
No ato, Othelino Neto afirmou que, há quase sete anos, sob a gestão do governador Flávio Dino, o Maranhão passou a viver um novo momento com uma gestão voltada, sobretudo, àqueles que mais precisam e ao crescimento do estado. Ele destacou que, nesse momento, o projeto, que defende o nome de Weverton, tem o compromisso de continuar esse desenvolvimento.
“Estamos levando para o Maranhão um projeto muito importante com uma forte união de forças políticas para que o nosso estado permaneça no caminho do desenvolvimento. E o senador Weverton representa esse grande movimento para que o Maranhão continue crescendo. E eu tenho muita confiança de que nós vamos conseguir juntar todo o nosso grupo em torno desse projeto”, disse Othelino.
A vice-prefeita Ana Paula Lobato afirmou que a caravana do “Maranhão mais feliz” tem ganhado força a cada município que passa. “É uma felicidade muito grande receber a quarta edição dessa caravana, que vem ganhando mais adesões a cada edição. Esse grande número de lideranças e apoiadores mostra o fortalecimento desse belo projeto liderado pelo senador Weverton”, assinalou.
O prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, também presente, disse que a realização do evento no município de Pinheiro fortalece a Baixada Maranhense, que vem se desenvolvendo muito com a união dessas forças. “Esse é o melhor projeto para fazer a nossa Baixada crescer”, frisou.
O presidente Jair Bolsonaro embarcou para Nova York no domingo (19), para participar da 76ª Assembleia Geral da ONU, sem ter tomado qualquer vacina contra a covid-19.
Entre os 19 líderes do G20 (composto pelas 19 principais economias mais a União Europeia) presentes no encontro, Bolsonaro é o único que declarou que não tomou e não iria tomar a vacina para ir ao evento anual da Organização das Nações Unidas.
Não houve divulgação oficial sobre o status vacinal de outros três líderes que vão representar seus países na assembleia: dois ministros das Relações Exteriores (da China e da Arábia Saudita) e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.
No entanto, tanto o rei da Arábia Saudita, Salman Bin Abdulaziz Al-Saud, quanto o presidente da Rússia, Vladmir Putin, tomaram suas vacinas. Já a situação vacinal do presidente da China, Xi Jinping, é um mistério: o país não divulgou se o presidente se vacinou ou não. Ele não participará do encontro de forma presencial.
Houve uma grande discussão sobre se os líderes e suas comitivas diplomáticas teriam que apresentar seus atestados de vacinação para entrar em Nova York – a cidade exige comprovação de vacinação para circular em espaços públicos fechados. Mas a ONU acabou informando às comitivas que haveria uma exceção diplomática e a entidade não iria cobrar os atestados.
O assunto, como todos os outros que envolvem Bolsonaro, já se tornou um dos mais comentados das redes sociais.
Em função das manifestações públicas do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na sede do Ministério, e em transmissão ao vivo com o presidente da República, Jair Bolsonaro, a respeito da vacinação pelos Municípios de adolescentes de 12 a 17 anos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) vem a público manifestar seu posicionamento e trazer esclarecimentos essenciais à população. Desde o início da campanha de vacinação, o movimento municipalista, liderado pela CNM, tem se posicionado pelo respeito ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) e entende que os gestores municipais vêm sistematicamente cumprindo os norteadores ministeriais quanto à vacinação, apesar das inúmeras mudanças nas orientações por parte da Pasta no decorrer do processo e nos problemas de comunicação com os demais Entes.
As diferenças regionais e o quantitativo de grupos prioritários em cada Unidade da Federação resultaram, desde o início, em diferentes níveis de cobertura vacinal contra Covid-19 nos 26 Estados, assim como no Distrito Federal. Há de se pontuar ainda que a organização e a execução do Plano, das pactuações tripartites e bipartites foram e ainda se dão em cenários voláteis de disponibilidade de vacinas, de doses (única, D1 ou D2) e de prazos de aplicação para cada grupo. Esses fatores repercutem cotidianamente nos Municípios.
Quanto à vacinação do grupo de crianças/adolescentes de 12 a 17 anos, concomitantemente aos fatores acima elencados, há ainda o fluxo de comunicação da vacinação promovido pelo Ministério da Saúde. No dia 2 de setembro, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid) divulgou a Nota Técnica 36/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, que recomenda “a ampliação da oferta da vacinação contra a Covid-19 para a população de 12 a 17 anos sem comorbidades, com início a partir de 15 de setembro de 2021 e exclusivamente com o imunizante Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth”, seguindo a ordem: 12 a 17 anos com deficiências permanentes; 12 a 17 anos com presença de comorbidades; 12 a 17 anos gestantes e puérperas; de 12 a 17 anos privados de liberdade; e 12 a 17 anos sem comorbidades.
Já em 15 de setembro, dia em que teria início a campanha de vacinação dos grupos abaixo de 18 anos, o MS publica a Nota Informativa 1/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, na qual restringe a vacinação contra a Covid-19 com a Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech) aos adolescentes que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa. Em coletiva sobre o tema na data de 16 de setembro, o MS afirma, dentre as justificativas para a não recomendação desse grupo etário sem comorbidades, a presença de efeitos adversos, a falta de evidências científicas robustas e o recuo da recomendação do National Health Service, do Reino Unido.
Para executar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, com e sem comorbidades, os Municípios tiveram por base indicativos legais emitidas pelas autoridades federais, ou seja, a NT 36/2021, no qual se indicava o uso da vacina da Pfizer para adolescentes, assim como tiveram por base a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de julho de 2021, documento que liberou o imunizante da Pfizer para crianças com 12 anos de idade ou mais. Nesses termos, não há o que se questionar aos Municípios. Portanto, por terem cumprido e executado as prioridades de vacinação indicadas e tendo posse de imunizantes disponíveis, os Municípios iniciaram a vacinação para a população abaixo de 18 anos sem comorbidade. Nesse sentido, os gestores dessas cidades, ao invés de optarem por interromper ou guardar vacinas, iniciaram a aplicação, na ordem estabelecida pela própria normativa ministerial.
A Confederação expressa sua perplexidade em relação à fala do Ministério da Saúde na coletiva de imprensa do dia 15 de setembro, na qual passou a culpabilizar os Municípios de criarem tumultos e interrompeu a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades alegando problemas de segurança da vacina da Pfizer, fator que não tinha sido cogitado em notas ou falas anteriores. A entidade entende que esse posicionamento apenas serve para confundir a população brasileira. Assim, a emissão de avaliações negativas do Ministério da Saúde, justamente por Municípios avançarem na campanha de vacinação, é absolutamente contraproducente.
Torna-se, portanto, urgente a disponibilização de documentos norteadores aos Municípios para a vacinação da população de 12 a 17 anos o quanto antes, sob pena de gerar desorganização e ainda, algo muito mais grave, que é a insegurança da população perante um ou outro esquema vacinal.
Vinte governadores assinam uma nota em que apontam o aumento dos preços dos combustíveis como um problema nacional. “Os governadores dos entes federados brasileiros signatários vêm a público esclarecer que, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, embora nenhum estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis ao longo desse período”, afirmam os gestores.
O texto, datado desse domingo (19/9), foi divulgado na manhã desta segunda-feira (20/9).
Não assinam a nota os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL); do Amazonas, Wilson Lima (PSC); de Rondônia, Marcos Rocha (sem partido); de Roraima, Antonio Denarium (PP); de Tocantins, Mauro Carlesse (PSL); e do Acre, Gladson Cameli (PP).
O comunicado é divulgado quase uma semana após o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, ir ao Plenário da Câmara dos Deputados para explicar o preço dos combustíveis.
Ao apresentar gráfico com a composição do preço, Silva e Luna apontou que a parte que corresponde à Petrobras representa R$ 2 no custo de quase R$ 7 vendido hoje na bomba. A explicação repete o discurso do presidente Jair Bolsonaro.
“Aí entra a parcela que cabe à Petrobras para cobrir custos de produção e refino do óleo. E, dependendo, é de até 10 anos esse percurso para poder chegar até a refinaria, investimentos, juros da dívida. Vamos lembrar que a empresa está bastante endividada, até curto prazo, em participações governamentais”, disse.
O Brasil está entre uma minoria de países que não aumentaram seus investimentos em educação, durante a pandemia de Covid-19, como forma de reduzir o impacto da doença na aprendizagem e de adaptar o sistema de ensino às necessidades do momento.
A constatação está no relatório “Education at a Glance 2021”, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e divulgado nesta quinta-feira (16). Foram analisadas 35 nações que integram a OCDE e outros oito países parceiros, como o Brasil.
A maioria dos países pesquisados (entre 65% a 78%) aumentou o orçamento na área para, por exemplo, contratar mais professores para serem alocados no lugar daqueles considerados grupo de risco, construir mais salas de aula para garantir menor número de alunos em cada uma, e garantir cobertura de reforço escolar onde necessário.
O gasto público total com educação no Brasil representava 4% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2018. Esse percentual não sofreu alteração em 2020 e 2021.
O Brasil foi ainda o que mais demorou a restabelecer as aulas presenciais. As escolas ficaram fechadas, em média, por 178 dias. Enquanto, em outros países, as de Educação Infantil ficaram 55 dias fechadas, em média; as de anos iniciais do Ensino Fundamental, 78, e as de anos finais, 92. No Ensino Médio, foram 101 dias sem aulas presenciais.
O governo Bolsonaro foi praticamente ausente no apoio financeiro aos Estados e municípios para a reabertura das instituições e para fornecer atividades à distância. O Ministério da Educação (MEC) só incrementou, a partir de outubro de 2020, cerca de R$ 600 milhões no programa Dinheiro Direto na Escola.
O MEC também deixou parados R$ 220 milhões reservados para o programa Educação Conectada, que busca levar internet para escolas públicas e os alunos mais pobres. Bolsonaro, inclusive, vetou projeto que alocaria recursos para permitir o acesso de alunos à rede.
Segundo a OCDE, o orçamento do MEC gasto em Educação Básica em 2020 foi o menor da década: R$ 48,2 bilhões. Isso é 10,2% menos do que em 2019 e o menor desde 2010. O valor pago efetivamente foi de R$ 32,5 bilhões.
Enquanto a educação brasileira vai de mal a pior, o presidente Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, nesta quinta (16), que “o excesso de professores atrapalha”.
Segundo ele, o Estado foi inchado após um concurso feito pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para a contratação de 100 mil docentes. “Não vou entrar em detalhes, mas o Estado foi muito inchado. Não estou dizendo que não precisa de professor, mas o excesso atrapalha”, disse.
Os professores brasileiros nos anos finais do Ensino Fundamental recebem o menor piso salarial entre os países avaliados pelo estudo da OCDE. Eles recebem um salário inicial de 13,9 mil dólares anuais. Os rendimentos são menores do que os de docentes em países como México, Colômbia e Chile. Na Alemanha, por exemplo, o valor passa de 70 mil dólares.
Em relação ao salário real, que inclui pagamentos adicionais, o valor médio recebido pelos brasileiros também está aquém da maioria dos países avaliados no relatório.
No Brasil, segundo a OCDE, os salários reais médios dos professores são de 25.030 dólares anuais no nível pré-primário (que corresponde à educação infantil) e 25.366 dólares no nível primário (anos iniciais do ensino fundamental). Na média dos países da OCDE, os valores para as mesmas etapas são 40.707 dólares e 45.687 dólares, respectivamente.
Bolsonaro também afirmou que não existem mais “livros que os pais não gostariam que os filhos tomassem conhecimento na escola e não é pouca coisa, não” na educação pública.
O relatório da OCDE conclui ainda que os impactos da pandemia na economia levantam preocupações entre os jovens adultos, especialmente entre aqueles que abandonaram os estudos nesse período. No Brasil, a taxa de desemprego de pessoas de 25 a 34 anos que não concluíram o ensino médio foi de 17,8% em 2020 —três pontos percentuais a mais do que no ano anterior.
Neste 2021, a situação da educação no país pode ser resumida em uma frase do professor Darcy Ribeiro: “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”.
Assessoria de Comunicação/PSB Nacional com informações da Folha de S. Paulo e G1Compartilhe!
Internautas criticam e falam em vexame mundial. Presidente está na cidade para participar da Assembleia Geral da ONU, mas não pode entrar em restaurantes porque não tem comprovante de imunização
Em Nova York desde este domingo (19) para participar da Assembleia Geral da ONU, Jair Bolsonaro (ex-PLS) inaugurou a temporada de vexames internacionais, criticam internautas envergonhados com o presidente negacionista, que teve de comer pizza na rua porque não se vacinou.
“A temporada de vexames internacionais está reaberta. A vergonha, o asco, o descalabro ético e estético, a sabotagem e a mamata sem fim serão vistas de perto pelo mundo inteiro”, tuitou o internauta Marcelo Backes.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse em sua página no Twitter que Bolsonaro marca um dos maiores vexames do Brasil.
O jornalista Guga Noblat questinou quem protagonizou o maior vexame, o pai e o filho zero 3? “Bolsonaro comendo pizza no meio da rua em Nova York por não ter se vacinado ou Dudu Bolsonaro usando Jesus para atacar homenagem do Google ao Paulo Freire, qual foi o maior vexame do domingo?”
Bolsonaro só viajou para os Estados Unidos depois que a ONU voltou atrás na exigência de que os viajantes estrangeiros estivessem vacinados. Na sede da ONU ele não precisa apresentar comprovante de vacinação. Mas, nos restaurantes Nova York só entra quem comprovar que tomou ao menos uma dose da vacina contra Covid-19. É preciso apresentar o comprovante original ou uma foto.
Como tem se recusado até agora a tomar a vacina, Bolsonaro e ministros tiveram de comer uma pizza no meio da rua neste domingo (19), logo após chegarem à cidade. E o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, ainda fotografou e publicou no seu perfil no Instagram.
Além de Gilson Machado, saíram para comer Pedro Guimarães, presidente da Caixa, Anderson Torres, ministro da Justiça, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência, entre outros.
Porta dos fundos
Na chegada, Bolsonaro entrou pela porta dos fundos do hotel para fugir de protestos contra o seu governo, que negou a ciência e, por isso, é responsável por grande parte das 590 mil mortes por Covid-19; nada fez para aquecer a economia e a população sofre com altas taxas de desemprego e inflação em disparada, e ao invés de trabalhar para resolver o problema, ataca à democracia.
O Governo do Estado contemplou mais cidades maranhense com novas ambulâncias. Os veículos são equipados e com itens de segurança para mais segurança e conforto da equipe e pacientes. As ambulâncias vão reforçar o transporte nas unidades de saúde. A medida é mais uma ação do Governo reforçando a parceria com os municípios. A solenidade de entrega, conduzida pelo governador Flávio Dino, ocorreu na manhã desta segunda-feira (20), no Palácio do Leões.
“Entregamos as ambulâncias por acreditarmos na colaboração entre os entes que compõem a federação. O Governo promove investimentos em sua própria rede estadual, e além do que nos cabe, nos preocupamos em auxiliar os municípios. Já adquirimos mais, pois sabemos que veículos destes salvam vidas todos os dias, no Maranhão e por isso, têm grande importância”, pontuou o governador Flávio Dino.
O vice-governador Carlos Brandão citou que é um reforço da parceria Governo e Município na saúde. “Reestruturamos a saúde, construímos vários hospitais macrorregionais, que fazem atendimento de média e alta complexidade, enquanto o município atende na Atenção Básica. Cabe a nós fazer essa parceria, distribuindo essas ambulâncias para salvar vidas. Levar os pacientes dos municípios às unidades macrorregionais e com isso, promover um conjunto de ações na saúde, melhorando vidas”, frisou Brandão.
O secretário de Estado de Saúde (SES), Carlos Lula, pontua que o programa de entrega de ambulâncias do Governo é permanente e reforça o trabalho da gestão na melhoria da saúde na rede estadual e municipal.
“Estamos fazendo a requalificação do transporte sanitário do Estado. É a maior entrega de ambulâncias da nossa história ao longo do tempo, beneficiando os municípios. Esse transporte, feito de forma segura, adequada e obedecendo normas da Vigilância, é um ganho para a sociedade e beneficia todo o Maranhão”, avaliou.
Veículo é equipado para se transformar em Unidade de Suporte Avançado (Foto: Karlos Geromy)
As ambulâncias são equipadas com a possibilidade de se transformar em Unidade de Suporte Avançado (USA), que permite o trajeto da equipe em pé e com segurança. Adquirida com recursos do tesouro estadual, o veículo é equipado com prancha, maca, umidificador, cadeira de rodas, cilindro e bala de transporte para oxigênio. Na gestão, cerca de 345 ambulâncias já foram entregues.
“A gente fica muito agradecido por essa entrega do Governo, pois nosso município precisa bastante. A ambulância vai melhorar os atendimentos, ainda mais por estarmos distantes da capital e só tenho a agradecer”, enfatizou o prefeito de Cachoeira Grande, César Castro. Para o prefeito de Palmeirândia, Edilson Castro, “é de suma importância receber um benefício deste, pois sabemos a dificuldade que temos, principalmente na saúde e portanto, só temos a agradecer ao Governo do Estado”.
“É com satisfação e prazer que o povo de Icatu recebe essa ambulância e agradecemos ao governador que atendeu ao nosso pedido e tem feito muitas mudanças em benefício da nossa população”, destacou o prefeito de Icatu, Walace Mendes.
Nesta etapa, os municípios que receberam os veículos foram Cachoeira Grande, Campestre, Cururupu, Esperantinópolis, Icatu, Palmeirândia, São José dos Basílios, São Pedro da Água Branca e Tuntum. Participaram do evento, secretários de Estado e demais prefeitos contemplados com a entrega.
Ex-presidente afirmou que, se as instituições não reagirem, caberá ao eleitor escolher em 2022 um candidato que governe para o povo, e não apenas para militares e milicianos
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (17) que é preciso ir às ruas para exigir que Bolsonaro “seja interditado”. Ele listou três caminhos para afastar o atual presidente do poder: a cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por conta do esquema de caixa 2 para a disseminação de fake news na campanha de 2018; denúncias de crimes cometidos contra as instituições democráticas e também durante a pandemia; ou por meio de um processo de impeachment no Congresso Nacional.
Quanto à última opção, Lula se mostrou cético. Ele não acredita que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decida pela abertura de um dos mais de 130 pedidos de afastamento contra Bolsonaro. Isso porque ele controla mais de 30 bilhões em emendas a serem distribuídas aos deputados.
“Não acredito que o Lira coloque o impeachment em votação, a não ser que haja muita pressão da sociedade. Por isso, temos de ir para a rua, temos que fazer pressão”, disse Lula em entrevista à Rádio Sagres, de Goiás. “Se nada disso resolver, vamos esperar que o povo em outubro de 2022 resolva o problema do país”, acrescentou. Ele disse acreditar que a população vai escolher alguém que não governe “para os militares da reserva e para milicianos”.
O ex-presidente evitou comentar seu favoritismo apontado novamente pela mais recente pesquisa Datafolha. Segundo Lula, é cedo para atentar a esse tipo de resultado, já que as pesquisas devem apresentar um quadro “mais real” quando as campanhas começarem efetivamente, em meados do ano que vem.
Atos golpistas e carta de rendição
Ele também comentou sobre a Carta à Nação, elaborada pelo ex-presidente Michel Temer, divulgada após os atos golpistas de 7 de setembro como tentativa de pacificação, após a escalada de agressões contra o Supremo Tribunal Federal. Para Lula, o episódio demonstra que Bolsonaro está “desmoralizado” e “fragilizado”. “Acho que ninguém acreditou (na carta), disse Lula.
“Penso que não era necessário alguém dar conselho para o presidente de que ele precisa governar esse país em harmonia, respeitando as pessoas e as instituições, porque esse é o papel do presidente da república. Não é fazer provocações, não é fazer agitação”, disse Lula.
Por outro lado, Lula disse que as manifestações, apesar de contarem com a participação de apoiadores pagos, mostrou que Bolsonaro tem apoio de certos setores da população. “Não tanto quanto ele imaginava, mas tem uma base forte. Afinal de contas, ele aparece nas pesquisas está com aprovação de 24%. E 24% é muita gente.”
Contudo, Lula acredita que o apoio ao atual ocupante do Palácio do Planalto deve permanecer oscilando em torno desse índice. “Há pouca perspectiva dele ter um crescimento muito grande. E possivelmente também não tem a perspectiva de decrescer muito. Daí a dificuldade da chamada ”terceira via’”, destacou. O ex-presidente também provocou, dizendo que “nunca acreditou” na capacidade de mobilização do MBL, em referência aos atos esvaziados no último final de semana.
Descontrole da inflação
Além dos possíveis crimes cometidos durante a pandemia, Lula também afirmou que o governo Bolsonaro perdeu o controle da inflação. “Estamos vendo a inflação voltar aos dois dígitos”, destacou. Ele citou a elevação dos preços da gasolina (39%), do etanol (62%), do diesel (35%), do botijão de gás (31%) e da energia elétrica (21%), que registraram um salto nos últimos 12 meses. Também ressaltou a carestia dos alimentos, citando a subida dos preços do óleo de soja (68%), do arroz (32%) e do feijão (17%). Cortes de carne como o patinho e músculo subiram cerca de 35%. “E a inflação, quando ela volta da forma que está voltando, prejudica a parte mais pobre da população.”
Reconstrução
O líder petista afirmou que é preciso “desmontar” o “programa de destruição” decorrente da atual política econômica e pensar em “reconstruir” o país. “Aliás o PT já tem um programa de reconstrução do Brasil, para que a gente possa fazer com que o país volte a crescer, gerar emprego e distribuir renda”, afirmou.
A saída, segundo ex-presidente, é “colocar o pobre no orçamento”, assim como incluir o rico “no Imposto de Renda”. Afirmou que os mais pobres, quando recebem recursos de programas sociais, não utilizam para comprar dólar ou investir na bolsa de valores. “Ele vai aplicar na barriga”, ressaltou.
Para Lula, a prioridade é resolver o problema do desemprego, que atinge mais de 14 milhões de pessoas, segundo o IBGE. O ex-presidente lembrou que, durante o seu governo, 20 milhões de vagas de emprego com carteira assinada foram criadas, com o Brasil alcançando a posição de 6ª economia mundial. “É essa minha profissão de fé: o pobre precisa entrar no Orçamento da União. O pobre precisa ter trabalho. E é por isso que tenho vontade de voltar. Porque sinto que posso fazer mais”, declarou.
Com uma agenda política bastante intensa, apesar dos compromissos de ordem administrativa, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), pré-candidato ao governo do Estado no grupo liderado por Flávio Dino (PSB), reuniu na quarta-feira (15) quatorze deputados que apoiam seu projeto político para 2022 e pediu engajamento.
O grupo, composto por parlamentares de vários partidos da base do governo, além do engajamento, se comprometeu a trabalhar com mais inetnsidade em suas base eleitorais e preparar seus aliados para atuaem com determinação durante o período da campanha eleitoral que elegerá o próximo governador.
“Estamos sempre ouvindo a alinhando diretrizes com quem trabalha pelo nosso Estado. Essa união é essencial para o Maranhão avançar ainda mais”, disse Brandão após posar para foto com os parlamentares.
Carlos Brandão assumirá o comando do Estado a partir de abril de 2022 e será candidato a reeleição,, ao que tudo indica com o apoio de Dino, considrado hoje a maior liderança políticca do Maranhão por conta do grande trabalho que vem executando.
O vice-governador tem mantido contatos constante com a classe política, porém, segundo apurou o blog do Jorge Vieira, pretende diversificar essas reuniões e conversar com outros segmentos da sociedade, como por exemplo, sindicalistas, evangélicos, etc.
Nesta quinta-feira (16), Brandão recebeu o ex-vice-governador do Estado, Pastor Porto, um dos líderes da região tocantina, que lhe aoresentou lideres religiosos e com quem tratou sobre política e estratégias para manter o Maranhão no caminho do desenvolvimento. Porto é um dos entusiástas da candidatura.