Arquivo mensal: junho 2021

Governo realiza novo Arraial da Vacinação para imunizar público a partir de 29 anos contra Covid-19

11-06-2021 Sexta-feira

Com o êxito da primeira edição do Arraial da Vacinação na Ilha, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizará neste fim de semana a segunda edição do evento. O novo Arraial da Vacinação é mais uma ação de apoio aos municípios da Grande Ilha, para acelerar a vacinação contra a Covid-19.

Nesta edição, a programação no drive-thru do estacionamento do Pátio Norte Shopping, localizado na Estrada de Ribamar, terá início na sexta-feira (11), às 19h, e acontecerá até às 12h do domingo (13). A vacinação tem como público-alvo, pessoas a partir de 29 anos dos quatro municípios que compõem a Grande Ilha: São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e São Luís.

O anúncio foi feito pelo governador Flávio Dino em suas redes sociais na última quarta-feira (9). “No Pátio Norte é só chegar e vacinar. Ainda ouve as músicas das nossas festas juninas e ganha mingau de milho. Serão 41 horas consecutivas de vacinação”, anunciou o governador.

Assim como na primeira edição, a parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secma) vai permitir que, enquanto aguarda a sua vez de vacinar, o público aprecie apresentações típicas do período junino.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, a expectativa é de que sejam imunizadas pelo menos 7 mil pessoas, durante esta segunda edição do evento.

“Na primeira edição do arraial, tivemos um público muito alto na madrugada. Só nesse período foram quase duas mil pessoas vacinadas. E isso é muito bom, pois mostra que a aceitação da população está sendo muito boa”, destaca o secretário.

Para a vacinação, além de ter 29 anos ou mais, é necessário apresentar documento com foto, comprovante de residência, cartão de vacinação e cartão do SUS. Na primeira edição do evento, foram 28 horas ininterruptas de vacinação contra a Covid-19. Durante o período, foram aplicadas 4.885 doses de vacina contra a Covid-19.

Zé Inácio: “Bolsonaro teme avanço da vacinação no Maranhão, enquanto seu Governo é incapaz de vacinar a população do país”

11-06-2021 Sexta-feira

O deputado estadual Zé Inácio, durante sessão virtual da Assembleia Legislativa, falou  sobre a aprovação da vacina russa Sputnik V, pela Anvisa.

“Foi um passo importante com o objetivo de vacinar toda a população brasileira, em especial a do Nordeste. Eu acho que a decisão demonstra que a vacina tem que ser uma das metas prioritárias dos nossos governantes e aí eu destaco a atuação do Consórcio Nordeste, dos governadores do Nordeste, como a luta do governador Flávio Dino nessa batalha em favor da vacina para garanti-la em massa para a população maranhense”, disse.

O deputado criticou aqueles que têm questionado a eficácia da vacina e definiu como política a decisão da Anvisa, aprovando apenas 1% da quantidade de doses solicitadas pelos governadores do Nordeste, que era de 37 milhões. Dessas, pouco mais de 4 milhões seriam para o Maranhão.

“Após a decisão da Anvisa, setores bolsonaristas continuam questionando a eficácia da vacina com o seu negacionismo de sempre. Sabemos que essa decisão da Anvisa tem um viés altamente político e nós observamos isso por conta da quantidade  que foi aprovada para o Nordeste (apenas 1% da quantidade que está sendo contratada pelos estados). No Maranhão, foi apenas 1% liberado, o que corresponde a 140 mil doses apenas. Ou seja, se a vacina não tivesse eficácia, isso significaria colocar milhares de pessoas em risco no país. Isso demonstra que a Anvisa não liberou mais vacinas simplesmente por conta da guerra política que Bolsonaro trava com os governadores sobre, sobretudo no Nordeste”, afirmou.

Zé Inácio também criticou a postura negacionismo do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia e sua influência na decisão da Anvisa para aprovação da vacina.

“Bolsonaro tem medo de que, com a liberação de todas as doses da vacina Sputnik V solicitadas pelos governadores do Nordeste, esses estados, em especial o Maranhão – onde o governador Flávio Dino tem repreendido seu descaso com a pandemia veemente, vacinem 100% da sua população antes do restante do país, ou seja, antes que ele “mate” 500 mil brasileiros”, afirma.

Bolsonarismo mata: Covid-19 explode em cidades bolsonaristas e cai onde Haddad teve mais votos

11-06-2021 Sexta-feira

Estudos mostram que o negacionismo e a falta de cuidados para evitar a contaminação de Bolsonaro e seus eleitores  contribuem para aumentar o número de casos da doença

Cidades onde o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) teve a maioria dos votos nas eleições de 2018 tem mais casos de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, do que onde o mais votado foi o candidato do PT, o professor Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo.

Um exemplo da tragédia do negacionismo bolsonarista é o Rio Grande do Sul. Nova Pádua, que fica a 165 quilômetros de Porto Alegre, a cidade mais bolsonarista do Brasil é também a que tem mais casos do novo coronavírus. Já no Lagoão, no Vale do Rio Pardo, onde Haddad teve maioria dos votos, o número de casos e mortes é bem menor.

Em Nova Pádua, no pequeno município da Serra Gaúcha, 93% dos eleitores votaram em Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018. Lá, dois anos e meio depois da eleição e em meio a pior crise sanitária da história, a prefeitura  registra 12.573 contaminações pelo vírus por 100 mil habitantes. A média está acima da do Rio Grande do Sul, que alcança 9.836, segundo reportagem de Ayrton Centeno, do BdF.

No Lagoão, onde 66% dos eleitores votaram em Haddad no segundo turno de 2018 – a maior votação em terras gaúchas – a incidência da Covid-19 é de 7.517 casos por 100 mil habitantes.

O mesmo acontece em Pedras Altas, onde o candidato do PT conseguiu 65,6% dos votos – a incidência é de 5.297 por 100 mil. E em Herval, na mesma região, onde Haddad ficou com 65,5% dos votos, a relação é de 5.483 por 100 mil habitantes.

Estudos comprovam relação entre negacionismo e mais casos de Covid-19

Dois estudos acadêmicos mostram que o negacionismo e a falta de cuidados para evitar a contaminação, comportamento típico do presidente, são seguidos a risca por seus eleitoes e contribuem para aumentar o número de casos nas cidades bolsonaristas. O primeiro foi feito por pesquisadores do Instituto de Ensino Superior e Pesquisas (Insper), Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) e da Universidade de Toronto, do Canadá. O segundo, de 2020, é da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Instituto Francês de Pesquisa e Desenvolvimento (IRD).

O primeiro indica que as cidades que deram mais de 51% dos votos para Bolsonaro registram até 299% mais casos de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O chefe do gabinete do prefeito Darnlei Pilatti (PP) disse á reportagem do BdF que a Prefeitura de Nova Pádua investiu 30% do orçamento em educação e 20% em saúde. Segundo Pedro Quintanilha, a prefeitura recomenda álcool em gel, máscaras e não libera eventos.

Perguntado pelo repórter sobre à cloroquina, medicamento sem eficácia contra a Covid-19, defendido por Bolsonaro, respondeu: “Oferecemos o tratamento precoce nos postos de saúde desde que o paciente tenha receita médica”.

CUT

Estado e municípios aprovam distribuição da vacina Janssen para a Grande Ilha e outras cidades maranhenses

11-06-2021 Sexta-feira

Em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizada nesta sexta-feira (11), Estado e municípios aprovaram a distribuição da vacina Janssen na proporção de 30% para a Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa) e 70% para os municípios de Imperatriz, Balsas, Caxias, Bacabal, Pinheiro, Coroatá, Açailândia, Santa Inês e Presidente Dutra.

A vacina Janssen, segundo o Ministério da Saúde, tem como público prioritário pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente e trabalhadores de educação do ensino básico. Se os municípios que receberem o imunizante já tiverem concluído a vacinação deste público, poderão prosseguir com a imunização da população geral, por faixa etária, em ordem decrescente a partir de 59 anos.  

Na reunião da CIB, também foi definido que as equipes da Coordenação Estadual de Imunizações seguem prestando apoio no planejamento e supervisão aos municípios que receberão as doses da Janssen.
As três milhões de doses da vacina da Janssen que, segundo o Ministério da Saúde, devem chegar ao Brasil na semana que vem, têm prazo de validade até 27 de junho.

Thaiza Hortegal agradece apoio do Governo do Estado para instalação de UTI Neonatal em Pinheiro

11-06-2021 Sexta-feira

A deputada estadual Dra. Thaiza Hortegal (PP) destacou, na quinta-feira (10), a união de forças para que o Governo do Maranhão instale uma UTI Neonatal na maternidade de Pinheiro. Ela informou que a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato, esteve na Secretaria de Estado da Saúde para tratar da viabilidade da instalação da unidade de tratamento intensivo.

“Gratidão pela soma de forças em prol de um pedido do nosso gabinete, ano passado. A Indicação 1128 solicita a implantação de UTI Neonatal na maternidade de Pinheiro, onde trabalhei fortemente pela sua reestruturação. Fiquei extremamente feliz de ver o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto, e a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato, em reunião com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, conhecedor da necessidade desse avanço, que muitas vezes foi pauta de nossas reuniões em busca de orçamento para a causa. Logo, veremos esse sonho concretizado!”, escreveu a parlamentar.

A meta de Thaiza Hortegal para a rede de assistência pediátrica na região da Baixada é implantar a UTI Neonatal no Materno Infantil de Pinheiro. Essa expansão é fruto de um diálogo com o Governo do Maranhão desde 2019, que dará suporte ainda ao programa “Alô Bebê”, de Pinheiro, implantado pela deputada em 2018. 

Salários em baixa e inflação em alta derrubam poder de compra dos trabalhadores

11-06-2021 Sexta-feira

Com reajuste menores do que os índices da inflação, trabalhadores e trabalhadoras amargam queda de rendimentos enquanto enfrentam os maiores preços dos últimos 25 anos

Enquanto a inflação dispara – em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, registrou a maior alta oficial em 25 anos -, os salários encolhem e reduzem drasticamente o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras, revela dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e do Salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

De acordo com o estudo, publicado pela Folha de S. Paulo, pelo quarto mês seguido, mais da metade das negociações fechadas entre sindicatos e empresas nos acordos e convenções de categorias com data-base em abril resultaram em reajustes menores do que a inflação acumulada em um ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice usado como referência para essas negociações.

Em abril, o reajuste médio dos salários ficou em 5,6%, enquando o INPC acumulado em 12 meses até março, foi de 6,9%.

De janeiro a abril, a variação real média ficou negativa em 0,57% e metade dos reajustes resultou em perdas iguais ou superiores a 0,18% para os trabalhadores, segundo o Dieese.

Somente 12,3% das negociações fechadas no período garantiram reajustes acima da inflação. Quase seis em dez (58,7%) terminaram com índices inferiores ao da inflação, ou seja, com perda no poder de compra.

O setor de serviços foi o que registrou o maior número de acordos com reajuste abaixo do INPC. No primeiro quadrimestre de 2020, 71,7% das negociações não chegaram a repor as perdas da inflação. Na indústria, o percentual foi de 46,8%, e de 35,9% no comércio, segundo o Dieese.

A escalada da inflação deve agravar ainda mais as condições para as negociações e coincide com um período de concentração de datas-base, que é o mês de maio, quando, no dia 1º, se comemora o Dia do Trabalhador., ainda segundo a reportagem

As categorias que estão em negociação precisarão de reajustes de pelo menos 7,59% para compensar o INPC acumulado em 12 meses até abril.

Em maio, o índice chegou a 8,9% – o índice apura a variação de preços e os pesos das despesas para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, e é o mais usado nas negociações de reajuste.

CUT

Flávio Dino: “Parecer” sobre máscara não é maior do que o bom senso e as leis

11-06-2021 Sexta-feira

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou o anúncio, feito por Bolsonaro na quinta-feira (10), de que pediu parecer ao Ministério da Saúde desobrigando o uso de máscara para proteção contra a Covid-19 por quem já foi vacinado ou contaminado pela doença.

Usando de metáfora para exemplificar o absurdo da proposta do presidente, Flávio Dino declarou via redes sociais nesta sexta-feira (11): “O barco afundou no meio do oceano. Você está com colete salva-vidas. O comandante diz que tem um ‘parecer’ orientando a que todos tirem o colete. Alguém obedeceria? ‘Parecer’ não é maior do que o bom senso. E nem do que as leis”. E, dirigindo-se à população, enfatizou: “Usar máscaras salva a sua vida e a do próximo”.

Em outro comentário, Flávio Dino disse: “Um amigo me disse que em Provérbios encontraria uma boa referência para os dias atuais no Brasil. Ele tem razão: Provérbios, 18: 7 – ‘A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma’”.

Após o anúncio feito por Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a suspensão do uso de máscara estaria atrelado ao aumento da cobertura vacinal da população. Pouco depois, no entanto, foi divulgado vídeo no qual o ministro confirma que fará estudo sobre o assunto.

O não uso de máscara é uma temeridade e vai na contramão das medidas imprescindíveis para a proteção contra o coronavírus, defendidas pela OMS, entidades e profissionais da saúde e cientistas. O anúncio de parecer dessa natureza neste momento — em que o Brasil enfrenta altos índices de casos e internações, atingindo mais de 480 mil mortos, com apenas 24% da população vacinada com as duas doses — é mais uma prova do descaso, escárnio e desrespeito com que a pandemia tem sido tratada por Bolsonaro e seu governo.

Por Priscila Lobregatte
Com agências

Bolsonaro chega a 60% de desaprovação e perderia de Lula e Ciro

11-06-2021 Sexta-feira

Pesquisa XP/Ipespe ainda revelou que 62% aprovam a CPI da Covid e 64% desaprovam realização da Copa América no Brasil.

O governo do presidente Jair Bolsonaro atingiu sua pior avaliação segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (11). De acordo com o levantamento, 50% consideram o governo ruim e péssimo, enquanto 26% avaliam a gestão de Bolsonaro como boa ou ótima.

O percentual dos que consideram o governo ruim ou péssimo subiu um ponto em relação a maio, quando estava em 49%. Já a proporção dos que consideram o governo bom ou ótimo recuou três pontos percentuais na comparação com o mês passado, quando era de 29%.

Ainda de acordo com a pesquisa, o percentual dos que consideram o governo regular está em 22%, dois pontos acima dos 22% registrados na pesquisa XP/Ipespe de maio.

O levantamento apontou ainda que 60% desaprovam o governo Bolsonaro, contra 34% que aprovam. A expectativa para o resto do mandato do presidente da República é ruim ou péssima para 47% dos participantes da pesquisa, boa ou ótima para 29% e regular para 19%.

Pandemia

Quando questionados sobre a atuação de Jair Bolsonaro para enfrentar a pandemia, 58% responderam que é ruim ou péssima, mesmo percentual de março e maio. Apenas 22% consideram a ação do presidente no combate à Covid-19 ótima ou boa.

Além disso, 62% aprovam a CPI da Covid, contra 25% que reprovam 13% que não sabem ou não responderam. A pesquisa mostra que um alto índice de pessoas tomou conhecimento da CPI: 76% sabem que ela está ocorrendo.

Para 46%, o principal objetivo da CPI é investigar as falhas e omissões do governo federal durante a pandemia, enquanto 28% disseram que é investigar irregularidades e desvios do governo estadual e municipal.

Copa América

A pesquisa XP/Ipespe também indica que a maioria dos brasileiros desaprova a realização da Copa América no Brasil em um momento de descontrole da pandemia. Bolsonaro apoia ostensivamente a realização do campeonato em território brasileiro.

Segundo o levantamento, 64% desaprovam que o país seja sede da Copa América, contra 29% que aprovam. Entre os que fazem uma avaliação negativa do governo Bolsonaro, a desaprovação ao campeonato chega a 83%. Entre os que avaliam o presidente positivamente o cenário se inverte e a aprovação à Copa América chega a 58%.

Eleições

A pesquisa também analisou cenários eleitorais, que mostram uma situação difícil para Bolsonaro. Na estimulada para o 1º turno, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, do PT, tem 32% das intenções de voto contra 28% de Bolsonaro.

No segundo turno, Jair Bolsonaro perderia de Lula por 45% a 36% e de Ciro Gomes, do PDT, por 41% a 37%.

O atual presidente empataria com Sergio Moro, cada um com 32% das intenções de voto, e venceria Luciano Huck (37%x34%), Guilherme Boulos (40%x30%) e João Doria (39%x33%).

Vermelho

Lula visita estaleiro para debater recuperação da indústria naval brasileira

11-06-2021 Sexta-feira

No governo Lula as encomendas para a indústria naval geravam empregos em projetos por todo o país. “A gente tem que reagir e defender esse país. O Brasil não é do Bolsonaro”, disse Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou um estaleiro em Niterói para conversar com trabalhadores sobre a redução de empregos na indústria naval, que chegou a ter mais de 82 mil empregos diretos e 400 mil indiretos no Brasil, com mão de obra qualificada e gerando receitas em diversas cidades do país, como Niterói e Angra dos Reis (RJ), Rio Grande (RS) e Ipojuca (PE).

Lula ficou indignado diante de partes de plataforma que estavam sendo construídas para a Petrobrás e agora, paradas há anos, devem ser transformadas em sucata.

Durante a visita, o dirigente da FUP, José Maria Rangel, leu um documento que lembra as conquistas da indústria naval nos governos do PT e seu desmonte pela Lava Jato e o golpe. 

Como era nos governos do PT

No governo Lula as encomendas para a indústria naval geravam empregos em projetos por todo o país. Entre 2003 e 2016 foram construídas 605 novas embarcações e no Brasil e os projetos contratados atingiram mais de R$ 50 bilhões, entre 2007 e 2015.

Hoje, não há nenhum contrato para produção de embarcações no Brasil.

Encomendas anteriores da Petrobrás foram paralisadas, tiveram suas contratações descontinuadas e muita plataformas em construção transformadas em sucata, mesmo estando quase concluídas e substituídas por compras China e da Cingapura, gerando empregos no exterior.

O Rio tinha 33 mil trabalhadores da indústria naval, hoje tem apenas 7 mil.

A indústria naval é fundamental para desenvolver um sistema de transporte por cabotagem e empregos, conta com apoio governamental e políticas locais nos países mais desenvolvidos do setor, como Coreia do Sul, Estados Unidos e China.

Do site lula.com.br

Assembleia Legislativa do Maranhão realiza última escuta pública para revisão do Código Estadual do Meio Ambiente

11-06-2021 Sexta-feira

Com tema “Administração Ambiental e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, a comissão de juristas instituída pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PC do B), realizou, na tarde desta quinta-feira (10), a quinta e última escuta pública que resultará na revisão do Código Estadual do Meio Ambiente. A videoconferência foi transmida pelo canal da TV Assembleia no YouTube.

A reunião, presidida pelo promotor de Justiça Fernando Barreto, foi mediada pela advogada e professora Isabela Pearce e contou com a participação do juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca de São Luís, do advogado e professor universitário Sálvio Dino Júnior e de representantes das cidades de Santo Amaro e Paço do Lumiar, além de professores da rede municipal.

Anteprojeto

A comissão, formada por 15 membros representantes de diversos setores, como integrantes dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), do Ministério Público e OAB/MA, informou que, no prazo de 180 dias, apresentará a minuta de um anteprojeto de lei com vistas à atualização da legislação ambiental do Estado, regida pela Lei 5.405, de 1992 e que nunca passou por revisão.

Entusiasta do projeto, o engenheiro eletricista Cláudio Martins, representante do setor da energia solar, ressaltou a importância da comissão e disse que a mobilização da Assembleia Legislativa e de outros setores pode, inclusive, refletir nos demais estados.

“Essa mobilização é muito interessante, até porque há grupos agindo para provocar um retrocesso no que diz respeito ao marco regulatório da área de energias renováveis, instituindo absurda tributação para as empresas que atuam na área e inviabilizando os projetos, como forma de proteção à atual forma de captação e comercialização de energia. Se isso acontecer, continuaremos pagando muito caro pela energia elétrica analógica, o que é um perigo para o meio ambiente.  O nosso código ambiental também precisa de urgentes mudanças”, afirmou Cláudio Martins. 

Os professores Celso Bekman e Raimundo Barata manifestaram-se favoráveis à renovação do Código Ambiental do Maranhão, enquanto a participante Monalisa Silva levou para o debate o uso de bicicletas como transporte alternativo, ideia que recebeu elogios do advogado Sálvio Dino.

Elogios

O secretário de Meio Ambiente de Santo Amaro, Orlando Ramos, e  o presidente do Conselho Municipal do Turismo do município, Matteo Sousinir Pereira, elogiaram os trabalhos da comissão e ressaltaram que turismo e meio ambiente são áreas interligadas. A participante Gisele Ferreira mostrou interesse em encaminhar um texto à comissão, como forma de auxiliar a elaboração do projeto.

Ao final, o juiz Douglas Martins e o promotor Fernando Barreto avaliaram como extremamente positivos os trabalhos que lhes foram delegados pelo presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Filho.

“Achei interessante, por ser uma forma de ação coletiva, com participantes mostrando total interesse e enfatizando a iniciativa de colaborar com o encaminhamento de textos para auxiliar na formatação do trabalho final”, disse o juiz Douglas de Melo Martins.

O promotor Fernando Barreto agradeceu ao presidente Othelino Neto e a todos que participaram. “Foi uma forma de trabalho democrático, aglutinando praticamente todos os segmentos. Esse engajamento foi impressionante e mostra como a sociedade está preocupada com a questão ambiental. O presidente da Assembleia Legislativa estipulou o prazo de 180 dias para a apresentação da minuta do projeto de revisão e esse prazo nós teremos que cumprir”, finalizou o representante do Ministério Público.