Arquivo mensal: junho 2021

Artigo de Carlos Brandão: Um belo futuro!

13-06-2021 Domingo


Entre tantos compromissos institucionais, num movimento intenso em que cuidamos de tantas áreas, recentemente fui abordado por um senhor que me fez uma pergunta bastante pertinente e que quero compartilhar com vocês: o que podemos esperar do futuro do Maranhão?


 Imaginem quanta informação deve ser analisada para que se possa formular uma resposta condizente com a profundidade do questionamento.


Bom, de cara me vem a expectativa gerada com tanto investimento que estamos fazendo na área da educação. Por todo o Maranhão, entregamos inúmeras Escolas Dignas. E, agora, ainda este mês, serão mais dezesseis novos equipamentos educacionais entregues. Sempre tendo a educação como prioridade, estamos ofertando a oportunidade de termos uma nova geração de maranhenses, com acesso ao ensino de qualidade e, para muitos, em unidades próximas às suas casas, sem precisarem se deslocar para outras cidades.

É algo que tem mudado, de muitas formas, a vida das famílias, que podem continuar tendo suas filhas e filhos bem perto. E pra ilustrar isso, cito o depoimento do jovem Arthur Abraão de Sousa Almeida, de apenas 18 anos. Morador da cidade de Cururupu, na baixada norte ocidental, Arthur não sabia bem como alcançar seus objetivos de futuro. Ao se tornar aluno do Iema, em sua própria cidade, viu muitas portas se abrirem.

“Na escola, pude descobrir minhas habilidades e vi que estavam sendo valorizadas e enriquecidas”, descreve o Arthur, que ainda faz questão de ressaltar “o quanto as pessoas ao nosso redor nos ensinam sem nem se darem conta disso. Apesar das dificuldades, perseveramos e chegamos onde chegamos. E ainda iremos muito longe!”. 
Claro, Arthur! Você e muitos outros que estão podendo desfrutar de um projeto tão moderno, ousado e desafiador.


O governador Flávio Dino definiu como meta criar uma rede de ensino técnico e profissionalizante que chegasse a todo o estado. Uma iniciativa que está mudando a história de muitos jovens, como o Arthur. Já são 49 IEMAs em 31 cidades, com ensino médio de tempo integral e 45 cursos profissionalizantes, atendendo a quase dez mil alunos. E por suas salas já passaram mais de sessenta mil estudantes. Um trabalho de muito fôlego, muito bem conduzido pelos profissionais da Secretaria de Estado da Educação.


Como diz uma velha música, “toda caminhada começa com o primeiro passo”. E respondendo àquele senhor, que citei no início, só tenho a dizer que, continuando esse sonho – que se transformou em realidade -, o Maranhão tem, sim, um belo futuro.  


Carlos Brandão é vice-Governador do Maranhão e Presidente Estadual do PSDB
 

A ciência atesta: “Mentira orquestrada pelo governo mata”

13-06-2021 Domingo

À CPI, Natalia Pasternak e Cláudio Maierovitch condenam condução criminosa de Jair Bolsonaro na pandemia e desperdício de dinheiro público com cloroquina, ineficaz contra Covid-19. “Doenças virais são combatidas com vacinas”

Mais dois depoimentos com efeitos demolidores para o governo Bolsonaro ecoaram, nesta sexta-feira (11), pelo salão onde ocorre a CPI da Covid, no Senado Federal, em Brasília. À comissão, a microbiologista Natalia Pasternak e o médico sanitarista Cláudio Maierovitch teceram duras críticas à gestão criminosa de Jair Bolsonaro na pandemia de Covid-19. Os dois condenaram a falta de uma comunicação integrada do governo federal para orientar a população sobre medidas preventivas, a falta de vacinas no país e a promoção da cloroquina, medicamento sem eficácia contra a Covid e cuja distribuição custou milhões de reais aos cofres públicos.

“Doenças virais são tradicionalmente, historicamente, combatidas com vacinas”, definiu Pasternak. “Negar a ciência e usar esse negacionismo em políticas públicas não é falta de informação, é uma mentira e, no caso triste do Brasil, é uma mentira orquestrada, orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde”, observou. “E essa mentira mata, porque ele leva pessoas a comportamentos irracionais, que não são baseados em ciência”.

“Não houve e não há um plano nacional para enfrentar a epidemia, não há uma coordenação nacional que vise reduzir a transmissão do vírus”, confirmou Maierovitch, que já foi diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no governo Lula.

Farra de gastos com Cloroquina

Afinados com a nova fase de investigações na CPI sobre a a farra de gastos de Bolsonaro com cloroquina, utilizando dinheiro público, a cientista e o médico reafirmaram a ineficácia do medicamento em qualquer fase da doença e lamentaram o desperdício de verbas federais com a droga. “Senhores, a gente testou cloroquinas em macacos e humanos. Não funciona. A gente só não testou em emas porque elas fugiram”, ironizou a cientista.

“Existe um aspecto que passamos a considerar: a utilização desses medicamentos não é apenas um fetiche, uma concepção científica errada que está sendo aplicada”, constatou o senador Humberto Costa (PT-PE), no início das perguntas aos profissionais de saúde. “Tem muita gente ganhando dinheiro com isso, é muito preocupante”, alertou o senador.

Costa informou os senadores que a venda em farmácias de medicamentos que compõem o kit covid, que abastece o “tratamento precoce”, foi de 52 milhões de comprimidos apenas entre março de 2020 e março deste ano. Só a cloroquina foram mais de 32 milhões de unidades. A azitromicina, um antibiótico, cresceu 50%. “Alguém teve que passar essa receita para a pessoa, isso é o pior. E vemos pessoas que não precisavam usar esse medicamento, usando”, lamentou o senador. 

Máscaras

Natália Pasternak rebateu com argumentos científicos a última sabotagem de Bolsonaro, que afirmou que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um parecer que permita a pessoas vacinadas deixarem de usar máscara. “A recomendação do uso de máscaras é essencial enquanto a gente continua observando um número de casos e de óbitos diários que é preocupante. É essa a curva que nós temos que olhar”, apontou.

“A gente só vai poder deixar de usar as medidas preventivas – as máscaras, o distanciamento físico e social – quando uma grande porção da população estiver vacinada e quando a curva nos disser que isso é seguro”, alertou a microbiologista.

Araraquara

Claudio Maierovitch desmentiu a tese bolsonarista, encampada pelo senador Marcos Rogério, de que o Supremo Tribunal Federal (STF) prejudicou o enfrentamento à pandemia ao garantir a estados e municípios autonomia para adotar medidas contra a pandemia, “atrapalhando”, assim, o governo federal em um suposto planejamento nacional.

O médico citou o exemplo de Araraquara, cujo lockdown adotado pelo prefeito Edinho Silva diminuiu a curva de casos e internações por Covid na cidade, o oposto da política negacionista que deu o tom do “combate” à pandemia de Bolsonaro. “Se nós seguíssemos a ideia de que há uma coordenação nacional que deve impedir a adoção de medidas por estados e municípios, nós não teríamos para contar hoje este exemplo de Araraquara”, explicou Maierovitch.

“Seria um outro exemplo, com uma cidade em que as UTIs teriam ficado absolutamente abarrotadas, com uma mortalidade muito superior à que houve e continuariam aumentando até hoje”, argumentou. “Não foi o que aconteceu, porque o município teve autonomia para impor medidas restritivas”.

Exposição ao contágio

“Dizer que o STF atrapalhou?”, questionou o Senador Rogério Carvalho (PT-SE). “O STF foi o instrumento para que a gente tivesse algum grau de controle, senão não seriam 482 mil mortes notificadas. Poderíamos ter 600 mil”, reforçou Carvalho.

“Este governo assumiu que deveria expor os brasileiros e brasileiras ao contágio e agiu deliberadamente”, disse o senador. “Para quem atua no combate, é o mesmo que enxugar gelo. De que adianta mandar bilhões para manter hospitais abertos, se terão que continuar abertos porque não temos vacina, porque não há medidas de controle do contágio?”, perguntou.

“Teremos a terceira onda, a base de contaminados está no país inteiro e não há nada sendo feito para diminuir o contágio”, alertou Carvalho. “Se não fossem os governadores, o STF, a imprensa para resistir a uma política macabra, criminosa, de estímulo ao contágio, estaríamos hoje com sei lá quantos milhões de mortos”.

Mudança de tom

No início da sessão, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) deu o tom das próximas fases da comissão, ao falar dos depoimentos da CPI. De acordo com o senador, testemunhas já ouvidas pela comissão passarão, a partir de agora, à condição de investigados.

“A partir de agora, nós vamos, com relação a algumas pessoas que por aqui já passaram, tirá-las da condição de testemunha e colocá-las definitivamente na condição de investigados para, com isso, demonstrar a fase seguinte do aprofundamento da nossa investigação”, advertiu o senador. O cerco se fecha ao bolsonarismo.

PT

STF mantém quebras de sigilo contra Pazuello e outros por CPI da Covid

13-06-2021 Domingo

Além de Pazuello, o ex-ministro Ernesto Araújo e Mayra Pinheiro pediram suspensão das quebras de sigilo. A quebra de cerca de 20 pessoas foi aprovada pelos senadores na última quinta (10).

Os ministros Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiram manter as quebras dos sigilos aprovadas pela CPI da Covid dos ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e de Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde, segundo o portal G1. As decisões aconteceram neste sábado (12).

A quebra dos sigilos de cerca de 20 pessoas foi aprovada pelos senadores na última quinta (10). Os alvos, então, acionaram o STF.

Lewandowski, que analisou as ações de Pazuello e Mayra Pinheiro, entendeu que a CPI agiu conforme suas competências e que não cabe ao Poder Judiciário barrar o ato.

Moraes, por sua vez, destacou que a CPI pode quebrar sigilos e que os direitos individuais não podem ser “escudo” para eventuais práticas ilícitas.

PCdo-B

Projeto do senador Weverton prevê instalação gratuita de medidores para ampliação do programa Tarifa Social

13-06-2021 Domingo

Famílias de baixa renda poderão ter direito à instalação gratuita de medidores de energia. É o que determina um projeto de lei apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). O objetivo é garantir o acesso dessas famílias ao programa Tarifa Social de Energia Elétrica. Atualmente, muitas famílias não estão incluídas porque sem o medidor não conseguem provar que estão na faixa de consumo definida para o programa. O texto beneficia famílias que residem em habitações multifamiliares regulares e irregulares. No Maranhão, a expectativa é que sejam beneficiadas 250 mil pessoas.

“Na área urbana, um dos problemas que muitas pessoas enfrentam é a implantação do sistema de energia. A aquisição dos padrões custa de R$ 400,00 a R$ 1.900,00 variando o valor de acordo com os modelos e tensão que irão suportar. É fato que muitos brasileiros não possuem poder aquisitivo para adquiri-los, ficando sem energia elétrica ou na clandestinidade, quando poderiam estar incluídas no programa do Tarifa Social. É isso que queremos garantir”, explicou o parlamentar.

De acordo com o senador, o grande desafio hoje é universalizar os serviços públicos como, por exemplo, o acesso à energia. Para ele, é preciso assegurar a oferta desses serviços a toda à população e também garantir que aqueles que não possuam condições de pagar, possam ter acesso gratuito ao equipamento necessário para viabilizar a luz elétrica dentro de cada lar que não possui este serviço.

“É fundamental acabar com um dos fatores que tem resultado na exclusão elétrica de muitos brasileiros. São pessoas que não tem poder aquisitivo para adquirir medidores, o que inviabiliza o acesso à de distribuição de energia. Precisamos lutar pela universalização do sistema elétrico”, finalizou Weverton.

Governo do Maranhão investe em obras de infraestrutura apesar da crise sanitária

13-06-2021 Domingo

“Até o final do ano nós teremos aproximadamente um bilhão de reais em entregas, em meio a maior crise sanitária dos últimos cem anos”, disse o secretário de Estado da Infraestrutura (Sinfra), Clayton Noleto, durante live nas redes sociais nesta semana, onde detalhou as principais obras em curso no Maranhão.     

O secretário citou que, apesar o cenário adverso provocado pela pandemia e pela instabilidade econômica, dezenas de obras nas áreas da saúde, educação, mobilidade urbana e lazer estão sendo executadas pelo Governo do Estado, por meio da Sinfra. 

O secretário elencou como exemplos a construção do Hospital da Ilha, 13 novas unidades do Instituto de Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), rodovias em construção, pavimentação de ruas e avenidas em várias cidades maranhenses e a Ponte Central-Bequimão, além de citar obras já entregues este ano, como é o caso do Farol Preguiças em Mandacaru, na cidade Barreirinhas. A atração turística foi recentemente revitalizada e entregue pelo Governo do Maranhão. 

Para Clayton Noleto, desde 2015 o Maranhão vem se destacando na entrega de obras em variados segmentos devido à “distribuição equitativa dos investimentos” e a outros três fatores: a aplicação correta do recurso público, planejamento e dedicação com o desenvolvimento social e econômico do Estado. 

“Com a conjunção dessas características, apesar das crises sucessivas, como a crise política, crise econômica e a crise sanitária, nós temos conseguindo avançar e realizar muitas obras em nosso estado”, afirmou Clayton Noleto. 

Separamos a seguir, informações sobre algumas das principais obras em execução no Maranhão. Confira: 

Hospital da Ilha e Novo Socorrão da Região Tocantina

Em atuação conjunta com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Sinfra entregou nos últimos anos 13 novos Hospitais Macrorregionais em todas as regiões do Maranhão. A já extensa rede de saúde vai passar a contar com o Hospital da Ilha e com o Novo Socorrão da Região Tocantina, na cidade de Imperatriz. 

Com 212 leitos entregues ao fim da primeira etapa da obra, o Hospital da Ilha foi idealizado para oferecer um serviço de emergência adulto e pediátrico, com leitos clínicos e de UTI, trabalho de reanimação, assistência a pacientes com traumas e queimados.

“É uma das maiores obras na área da saúde pública em nosso estado em todos os tempos. Alcançará 400 leitos ao final dos trabalhos, com R$ 170 milhões em investimento. É um hospital de urgência e emergência, porta aberta, com uma estrutura eficiente que atende a todas as regras da vigilância sanitária”, pontuou o secretário. 

Já o Novo Socorrão em Imperatriz está sendo erguido ao lado do Hospital Macrorregional Drª Ruth Noleto, formando término da obra um complexo de saúde que vai dispor de 120 leitos em uma área de 65 mil m², com possibilidade para nova expansão no futuro.

Hospital da Ilha (Foto: Dayane Costa)

Novos IEMAs

“Temos orgulho de ter viabilizado, em parceria com a Secretaria de Estado da Educão [Seduc], um dos maiores programas de infraestrutura educacional da história do Brasil”, disse Clayton Noleto, ao citar durante a live, a reforma, manutenção ou construção de 1.000 equipamentos escolares em todo o Maranhão. 

A Sinfra se prepara agora para entregar, ainda em 2021, mais 13 unidades do Instituto de Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), desta vez nas cidades de Coroatá, Amarante do Maranhão, Santa Luzia do Paruá, Balsas, Colinas, Chapadinha, Santa Helena, Carutapera, Tutóia, Coelho Neto, Vitória do Mearim e São Domingos. 

“É realmente um feito extraordinário da administração Flávio Dino que revoluciona a educação. São prédios fabulosos. Nós temos nessas unidades 12 salas de aula, seis laboratórios, laboratórios de química, física, matemática, informática, idiomas, área de convivência, biblioteca, auditório, anfiteatro, ginásio poliesportivo coberto; tudo isso em uma área de cinco mil m² de área construída. Já temos quase 100 unidades, nós não tínhamos nenhuma até 2015. Vejo que é uma oportunidade singular que é dada aos nossos jovens”, avaliou o secretário Clayton Noleto. 

Rodovias

Durante a live, Clayton Noleto frisou que já foram mais de 1.300 km de rodovias construídas em todas as regiões do Maranhão. Mas a sinalização do secretário é que vem mais asfaltamento de rodovias por aí. 

Atualmente equipes da Sinfra trabalham na MA-007, entre Povoado Ouro e o KM 50 e entre o Km 50 ao Povoado Batavo. Também estão sendo realizados trabalhos na MA-006, entre Balsas e Tasso Fragoso, via essencial para o escoamento da produção agrícola na região Sul, e na MA-026, entre o Entroncamento da BR-316 (Dezessete) e o Entroncamento da BR-135 (Triângulo). 

Restauração da MA-006 (Foto: Divulgação)

Ponte Central-Bequimão

Uma obra considerada impraticável por muitos, já tem até previsão de conclusão. De acordo com o secretário de Infraestrutura Clayton Noleto, as obras da tão aguardada Ponte Central-Bequimão devem ser concluídas no dia 30 de novembro, iniciando um novo ciclo econômico e social para a região da Baixada Maranhense. 

“Eu estive lá recentemente e um dos prefeitos da região me disse que há algumas décadas uma equipe de engenharia esteve no local e informou ao então governador que essa obra era inviável. Por causa do tipo de solo e da atuação da maré sobre o Rio Pericumã, a obra se torna muito complexa”, destacou Clayton Noleto. 

Atualmente a equipes de construção já encerraram a fase de fundação – etapa que demandou perfurações de até 50 metros abaixo do nível da água – e iniciaram a colocação das vigas sobre as peças da fundação. A Sinfra também já começou a trabalhar os acessos à ponte, tanto no município de Central, como na cidade de Bequimão.   

“É uma região que tem muita produção de pescado, tem um potencial extraordinário para o turismo e isso vai permitir um salto de desenvolvimento econômico e social”, pontuou Noleto. 

Com a finalização da obra, a Ponte Central-Bequimão vai interligar dez municípios da Baixada Maranhense, reduzindo em três horas o tempo médio de deslocamento do Cujupe para a capital maranhense.

São Luís é a primeira capital a vacinar jovens por idade no Brasil

13-06-2021 Domingo

Jovens a partir de 18 anos já são cadastrados para receberem a dose na próxima semana.

Por Mariana Castro

Nas terras do bumba meu boi, apesar do silêncio dos tambores, as toadas juninas e o mingau de milho entregues pelas mãos do governador Flávio Dino (PCdoB) se fazem presentes nos nove pontos de vacinação de São Luís (MA), que diferente do cenário nacional, já vacina jovens abaixo de 30 anos e anunciou cadastro para a vacinação a partir de 18, na próxima semana.

Com evento de 41 horas de vacinação ininterrupta no Arraial da Vacinação, mais de meio milhão de pessoas já foram vacinadas na capital e o recorde de 19.260 pessoas vacinadas em um único dia foi registrado na última quinta-feira (10). Em menos de uma semana, a capital maranhense disparou com grande diferença na idade de vacinação por idade, em relação às demais capitais brasileiras.

Atrás de São Luís nesse quesito, todas as demais capitais ainda vacinam públicos em faixas etárias acima de 40 anos, com destaque para Recife (PE), que apesar de vacinar o grupo de 43+, também está à frente das outras capitais com larga diferença.

Confira as capitais com menor idade de vacinação, atrás de São Luís:

Recife, dia 11 de junho iniciou a vacinação de pessoas a partir de 43 anos.

Vitória, dia 12 de junho inicia a partir de 50 anos.

Rio de Janeiro, dia 14 de junho inicia a partir de 53 anos.

São Paulo, dia 16 de junho inicia a vacinação a partir de 55 anos.

Disparidade

Segundo a Superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Tayara Pereira, um destaque para a disparidade é o recebimento de 310 mil doses extras da vacina AstraZeneca, solicitadas ao Ministério da Saúde para a vacinação em massa após a confirmação de casos da variante indiana.

Desse total, 210 mil foram destinadas à grande ilha, que compreende São Luís, São José de Ribamar, que recebeu 36 mil doses, Paço do Lumiar, com 30,5 mil e Raposa, que garantiu um aporte extra de seis mil doses.

“Considerando esse quantitativo extra de doses aos municípios da grande ilha, esses podem dar essa celeridade na vacinação em massa da sua população, o que difere dos demais municípios do estado, que estão recebendo quantitativos de doses referentes ao público-alvo disposto no PNO, então é um quantitativo menor e para um público menor”, explica.

Para a utilização das doses extras, foi montada uma grande estrutura com a parceria entre Governo do Estado e Prefeitura Municipal de São Luís, com a realização de mutirões, drive-thru e o chamado “Arraial da Vacinação”, ao som de músicas juninas e distribuição de mingau de milho.

A Superintendência Estadual explica que até o momento, o “Arraial da Vacinação” está concentrado na região da grande Ilha, com exceção de Timon e Alcântara, que devem receber o projeto na próxima semana. Sem data definida, há previsão de ser ampliado para outros municípios ainda durante o mês de junho.

“Nós já fizemos no Shopping Pátio Norte para os municípios de Paço do Lumiar e Ribamar Fiquene, e durante este final de semana será feito novamente para os municípios da grande ilha. Fora da grande ilha, também estamos fazendo em Timon e Alcântara, com previsão de outros municípios participarem no decorrer do mês de junho”.

Além disso, destaca-se o perfil contrário ao negacionismo praticado pelo governo federal, por parte do governador Flávio Dino, um dos líderes do Consórcio de Governadores da Amazônia, constantemente atacado pelo empenho ao cumprimento das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) desde o início da pandemia.

Na última passagem pelo Maranhão, em medida inédita, Dino anunciou inclusive auto de infração contra as aglomerações provocadas pelo presidente no estado e a falta de uso de máscaras.

O Prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PODE) destaca que todos os grupos com comorbidades e professores já foram vacinados, e seguem sob chamadas para retardatários, pré-requisito para o avanço da vacinação por idade, segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI).

Braide explica que, com esforço conjunto, a capital se preparou para esse momento de avanço no recebimento e aplicação de vacinas com a criação de novos centros de vacinação e projetos como o Filômetro, aplicativo que facilita o acesso a informações em tempo real sobre a situação dos pontos de vacinação e permite a escolha do local ideal, reduzindo filas e acelerando a vacinação.

“São Luís se preparou para esse momento, criamos centros de vacinação sem comprometer o atendimento das nossas unidades da saúde, recebemos doses extras de vacina do Ministério da Saúde para o enfrentamento da variante da Índia, temos o Filômetro, que nos ajuda a organizar a vacinação diariamente, e o mais importante, uma equipe incansável no combate à pandemia”, comemora o prefeito.

Alcântara 100%

Há pouco mais de 18km de São Luís, o município histórico de Alcântara que abriga predominantemente comunidades quilombolas, pode ser o primeiro município brasileiro a atingir 100% de vacinação em primeira dose.

A informação foi divulgada na manhã pela jornalista Mônica Bergamo na manhã desta sexta-feira (11), em matéria compartilhada pelo governador Flávio Dino, em rede social, sob a justificativa de que o município recebeu milhares de doses de vacina destinadas à população quilombola, considerada prioritário para o PNI.

Imperatriz

Nem tudo é festa no estado. Com esse conjunto de fatores, a disparidade é avaliada não apenas em relação às capitais brasileiras, mas também dentro do próprio estado, onde outras cidades ainda vacinam o público acima de 55 anos, como é o caso de Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, há 636km de São Luís.

Aos 35 anos, a engenheira de alimentos Iara Silveira, que convive com os pais idosos, hoje vacinados com a primeira dose, já contraiu a doença e reclama da demora no avanço da vacinação por idade no município, em comparação com a capital.

“Fiquei doente em fevereiro, mas graças a Deus não transmiti para ninguém, mas vi que no grupo dos idosos demorou muito para iniciar a vacinação, e tem alguns grupos prioritários que não estão se vacinando. Os mais velhos com 58, 59 anos… demorou muito para liberar a vacinação e eu não sei o que está acontecendo, porque não chega vacina e fico ansiosa esperando a minha. Quando vou vacinar se nem as pessoas com 58 anos terminaram de vacinar ainda?”, reclama.

O último anuncio de chamada por idade, sem comorbidades, da Prefeitura Municipal de Imperatriz, contempla pessoas de 54 a 59 anos. O executivo segue anunciando esforços para a conclusão de pessoas com comorbidades, deficiência permanente e beneficiários do BPC ativo, incluídas no grupo prioritário, a exemplo da realização do chamado “Dia D” da vacinação, que aconteceu dia 2 de junho.

Consultada sobre a demora no avanço da vacinação por idade, bem como sobre esforços para projetos de vacinação em massa em parceria com o Governo do Estado, a Prefeitura Municipal de Imperatriz não se manifestou até o momento da publicação da reportagem. Segundo a assessoria de comunicação, em razão de reuniões do setor desde a manhã.

Precisa vacinar

A vacinação em massa é uma recomendação unânime entre os estudiosos desde o início da pandemia, apesar da falta de interesse do governo federal em adquirir as doses, que ignorou as ofertas da vacina Pfizer por 81 vezes, segundo investigação da CPI da Covid.

O infectologista e professor do Departamento de Saúde da Universidade do Maranhão (UFMA), Antônio Augusto Moura reforça a sua importância e alerta para a importância de alcançar os 70% de vacinados com a segunda dose.

“A vacinação em massa é uma recomendação para o combate à pandemia e não temos dúvida disso. Esperamos que uma vez alcançados os 70% de vacinados com a segunda dose, a gente consiga o que a gente chama de imunidade de grupo e o controle da pandemia.

Em relação ao avanço da vacinação por idade na capital, o infectologista explica que os benefícios serão sentidos apenas na região da grande ilha, e alerta que apesar da rapidez nos últimos dias, ainda é preciso avançar muito para garantir segurança.

“Os benefícios serão sentidos basicamente aqui na capital, porque o fenômeno da imunidade de grupo só vai acontecer nos locais onde a vacinação atingir uma cobertura de 70%, e isso, mesmo aqui na capital, ainda vai demorar acontecer, precisamos avançar muito para chegar a esse número”, conclui.

Fonte: Brasil de Fato

Para pesquisador, motociata consolida status de seita do bolsonarismo

13-06-2021 Domingo

Pesquisador compara fenômeno a seitas lideradas por fanáticos alheios à realidade e conduzidos a “fins trágicos”

Os pouco mais de dois anos de governo Bolsonaro apontam para a consolidação de uma ideologia extremista convertida em seita, e “motociata” ocorrida na manhã deste sábado (12), em São Paulo, é um retrato desse fenômeno. A avaliação é do jornalista Cesar Calejon, que é mestrando em Mudança Social e Participação Política pela Universidade de São Paulo e autor do livro A Ascensão do Bolsonarismo no Brasil do Século XXI (Lura Editorial). Calejon classifica Bolsonaro, em texto publicado hoje no UOL, como líder de um espécie de “seita suicida”. “Pretende conduzir os seus seguidores, bem como o restante do Brasil, consequentemente, para fins trágicos que encerram tais propostas, invariavelmente.”

O autor compara o fenômeno comportamental em torno do líder ao observado em outros personagens da história que arregimentaram seguidores abstraídos de qualquer sintonia com a realidade antes de os conduzirem aos ditos fins trágicos. Entre eles o guru indiano Bhagwan “Osho” Shree Rajneesh (1931-1990). Ou o pastor Jim Jones (1931-1978), fundador da seita Templo dos Povos, que arrastou quase mil “fiéis” para o suicídio em 1998. Ele cita ainda Dominic Kataribabo – em cuja propriedade em Uganda foram encontrados mais de 70 corpos em decomposição em 2000. E David Koresh (1959-1993), texano proclamado “último profeta” em cuja sede foram incendiadas 76 pessoas em abril 1993.

Na comparação, o jornalista destaca como características comuns com o presidente: “(1) a total falta de contato com a realidade para basear as suas ações e ‘liderança’, (2) uma espécie de ‘aura messiânica’ (com caráter religioso) que impedia os seus sectos de os questionarem com base na razão e (3) um ímpeto assassino que conduziu os adeptos das suas filosofias à morte na tentativa de combater um grande inimigo (ou ameaça) para fazer a manutenção dos seus poderes ou alcançar os seus objetivos insanos”.

Calejon cita também Charles Manson, bandido norte-americano (1934-2017) que utilizou canção dos Beatles como “guia” para convocar guerra racial e o compara com a linha de ação Olavo de Carvalho. Isso porque o guru bolsonarista cooptou seguidores a partir de fantasias negacionistas como a causa “antiglobalista” e a guerra contra o “marxismo cultural” e o “comunismo”.

Segundo o pesquisador, Bolsonaro adotou “absolutamente todos” os fios condutores dos personagens que cita. “Estimulou uma guerra contra o ‘comunismo’, contra a China etc., promoveu a contaminação da população brasileira – sabotando o plano vacinal e difundindo a falsa tese da ‘imunidade de rebanho’ – ao custo de milhares de vidas para promover a retomada econômica antes do próximo pleito presidencial, desacreditou a ciência em nome de soluções messiânicas e catalisou o armamento da população”, escreve o Cesar Calejon. A diferença, ele observa, é que se trate de um presidente de um país que tem a maior população da América do Sul.

“Dessa forma, a eleição de 2022, caso Bolsonaro não sofra o impeachment por conta dos claros crimes que cometeu e estão agora sendo eloquentemente ilustrados pela CPI, será a última fronteira para deter o secto de lunáticos que pretende tomar conta do Brasil”, conclui a análise. Leia íntegra aqui.

“Motocada do bem”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), aproveitou o grande volume de motociclistas que passaram pelo drive-thru de vacinação contra a covid-19 para ironizar a “motociata” bolsonarista. “Em Timon, a “MOTOCADA” do bem está acontecendo. A pessoa pega a moto para ir se vacinar, não para passeios liderados por um irresponsável”, escreveu.

Acidente na rodovia Bandeirantes

Segundo informações iniciais da concessionária CCR AutoBan, um acidente na altura do quilômetro 30 da rodovia dos Bandeirantes feriu três pessoas que participavam da “motociata”. Mas duas vítimas assinaram termo recusa de atendimento.

Fonte: Rede Brasil Atual

Prefeitura de São Luís anuncia vacina contra Covid para pessoas a partir de 24 anos e abre cadastro para quem tem 18 anos

13-06-2021 Domingo

São Luís segue liderando entre as capitais brasileiras que mais avançam na vacinação contra a Covid19 e inicia, já nesta segunda-feira (14), a aplicação da vacina na população adulta com idade entre 24 e 29 anos, conforme determinação do prefeito Eduardo Braide, que também anunciou a abertura de cadastro para a população acima de 18 anos, a ser imunizada ainda a partir desta próxima semana. O endereço para cadastramento, primeiro passo para a vacina, é o saoluis.ma.gov.br/vacinasaoluis.

“Planejamento, organização e empenho nos fizeram avançar tão rapidamente na vacinação da população ludovicense contra a Covid. Continuaremos trabalhando dia e noite, como sempre o fizemos desde o início da Campanha Municipal de Vacinação, para alcançar a todos os que puderem receber a vacina, único meio comprovado para nos livrar dessa pandemia. Por isso, é importante seguir o calendário, obedecer o passo a passo e não deixar de tomar essa dose de esperança”, destacou o prefeito Eduardo Braide. 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de São Luís continua dividindo a vacinação dos grupos em dois períodos da seguinte forma: pela manhã vacinam os nascidos de janeiro a junho; e pela tarde, os nascidos de julho a dezembro. A estratégia visa a não aglomeração dos postos disponíveis pela capital, a organização das filas e, principalmente, a agilidade na aplicação da vacina a quem estiver no aguardo para ficar imune contra o coronavírus. 

“Os nove pontos de vacinação estão disponíveis para as duas faixas etárias que vacinam por dia, em São Luís. A orientação do prefeito Eduardo Braide é que possamos avançar cada vez mais na imunização da população, e para isso, montamos uma logística que conta principalmente com a dedicação de todos os profissionais da saúde e parceiros, pronta a atender a todos”, reforçou o secretário de saúde, Joel Nunes. 

A vacinação seguirá acontecendo em ordem decrescente. Nesta segunda-feira (14), primeiro dia de imunização desta nova faixa etária, serão vacinados os adultos com 29 e 28 anos. Na terça-feira (15), aqueles que têm 27 e 26 anos. Já na quarta-feira (16), os jovens com 25 e 24 anos. Para este público estarão disponíveis todos os nove postos disponibilizados pela Prefeitura de São Luís, com funcionamento entre 8h às 18h e 8h às 20h. 

Para receber a primeira dose, é necessário que todos tenham se cadastrado na plataforma #VacinaSãoLuís e, no respectivo dia para receber a vacina, levar documento oficial com foto e comprovante de residência. 

O mesmo processo realizado pelos adultos com idade entre 24 e 29 anos, de cadastro para garantir a vacina, também deverá ser feito pelos adultos com idade a partir de 18 anos. Basta acessar o #VacinaSãoLuís, preencher todos os campos com os dados solicitados e aguardar a divulgação do calendário, que será divulgado já nos próximos dias.

Cobertura vacinal de São Luís é destaque 

A capital garantiu destaque na Campanha Nacional de Imunização contra a Covid19 pelo alcance, em tempo recorde, de outros públicos após a Prefeitura ter vacinado todos os grupos prioritários listados no Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. 

Até a última sexta-feira (11), conforme dados do Vacinômetro da Prefeitura de São Luís, foram aplicadas um total de 551.998 doses desde o início da campanha, no dia 19 de janeiro. 

Nas últimas semanas, com a vacinação em massa da população, o Município tem alcançado uma média de 17 mil doses aplicadas diárias, quantitativo este que vem batendo recorde a cada dia.

PONTOS DE VACINAÇÃO

Entre 8h e 18h: 

  • Centro de Convenções – UFMA
  • Drive-Thru – UFMA
  • Centro de Vacinação – Senai BR-135
  • Centro de Vacinação – UEMA

Entre 8h e 20h: 

  • Centro de Vacinação – SEBRAE
  • Drive-Thru – Shopping da Ilha
  • Centro de Vacinação – UNDB
  • Drive-Thru – UEMA
  • Drive-Thru – Universidade Ceuma

Artigo do governador Flávio Dino: Maranhão mais forte

13-06-2021 Domingo

A missão de cuidar das pessoas e construir um Maranhão melhor para todos é o DNA da nossa gestão à frente do Governo do Maranhão. Apesar das intempéries e dos momentos desafiadores, aquelas continuam sendo nossas bandeiras porque a necessidade de estruturar um estado mais justo e digno é inadiável. A responsabilidade e a transparência com que temos trilhado até aqui, somadas à coragem e muita boa vontade de nossa equipe, têm nos permitido transformar a realidade de nossa gente, dia após dia, em todas áreas.

Destaco a fundamental importância do Plano Maranhão Forte neste contexto. Esse grande programa de investimentos públicos mantém centenas de obras em franco andamento, em todas as regiões do Estado. Obras estas essenciais para geração e manutenção de milhares de empregos, que têm sustentado famílias e garantido alimento na mesa, ao tempo que implica na estruturação de diversos serviços públicos prioritários para a população. Ao todo, ainda este ano, entregaremos obras públicas que representam mais de R$ 1 bilhão investidos.

Cito, por exemplo, a construção da maior rede hospitalar estadual que o Maranhão já teve. Com novas unidades, reformas e estruturações técnicas adequadas, chegamos a 13 Hospitais Macrorregionais e Regionais já entregues, entre eles sublinho o de Balsas, pelo qual a população aguardou por 50 anos e, hoje, faz parte da ampla rede disponível para atendimento ao público em meio à pandemia da Covid-19. Em andamento, temos unidades históricas, como o Hospital da Ilha, que será a maior estrutura hospitalar da rede pública do Maranhão, com oferta de leitos de urgência e emergência, em alto padrão de excelência, fruto de investimento de R$ 170 milhões. Em formato semelhante, teremos ainda o grande Hospital da Região Tocantina, conhecido como Socorrão de Imperatriz, onde estão sendo investidos mais R$ 80 milhões.

Na área educacional, já entregamos centenas de novos prédios escolares, construídos ou reformados, que passam a oferecer oportunidades dignas de educação para nossos estudantes. Somam-se mais de 1.100 obras educacionais já concluídas no Maranhão. Ressalto, com muita satisfação, a rede de ensino em tempo integral que instituímos do zero e, hoje, já conta com cerca de 80 unidades adequadas e modernas, prontas para a retomada das aulas presenciais tão logo seja possível. Entre estas, friso os nossos Institutos Estaduais de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, os IEMAs, que ofertam educação profissional, científica e tecnológica, transformando futuros de adolescentes e jovens maranhenses. Ainda este ano, serão 13 novas unidades plenas entregues, das quais três já estão finalizadas nas cidades de Coroatá, Santa Luzia do Paruá e Amarante do Maranhão.

Espalhamos obras de forma equilibrada por todo o Estado, considerando as injustiças históricas com algumas regiões, especialmente no que tange à infraestrutura viária e urbana. Já construímos mais de 1.300 quilômetros de novas rodovias, a exemplo do Anel da Soja, na região sul do Maranhão, com obras avançando, fruto de mais de R$ 300 milhões investidos em uma estrada de enorme relevância econômica. E ainda a MA 006, com obras em vários trechos. Também recuperamos mais de 2.000 quilômetros de rodovias estaduais e, nos municípios, já ultrapassamos 2.600 quilômetros de novas ruas e avenidas, em franca parceria com as Prefeituras Municipais, a favor de melhor qualidade de vida para nosso povo.

Podemos citar ainda pontes, unidades de segurança pública, praças, parques ambientais, estádios e ginásios esportivos, entre outras diversas obras que seguimos entregando, mesmo em meio à pandemia. Os investimentos públicos não pararam, porque compreendemos que o Estado forte gera desenvolvimento econômico e social, amplia acesso a serviços públicos e, especialmente, gera empregos. A comprovação veio em mais um resultado recém divulgado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, que apontou o Maranhão com a manutenção de saldo positivo de empregos em todo o ano de 2021.

Responsabilidade social e fiscal, planejamento e muita consciência da essencialidade do poder público são os fatores que nos fizeram avançar. Cuidamos da estrutura hospitalar, da oferta de atendimento e da vacinação, mas nos preocupamos também com todo um conjunto de ações que faz o Maranhão mais forte.

Bolsonaro promove “procissão da pandemia” em São Paulo

13-06-2021 Domingo

Atividade de interesse particular e eleitoral mobilizou 6.300 policiais e custou, pelo menos, R$ 1,2 milhão apenas em segurança

A “motociata” promovida por Bolsonaro neste sábado, 12, custou aos cofres públicos do Estado de São Paulo R$ 1,2 milhão, apenas na operação de segurança, segundo a  Secretaria de Segurança Pública do estado.

A ação teve a participação de 6.300 policiais, com a atuação de batalhões territoriais e especializados, como Baep, Choque e Canil, além de equipes do Corpo de Bombeiros e do Regaste.

O evento também contou, segundo a Folha de S. Paulo, com o apoio de cinco aeronaves, dez drones e aproximadamente 600 viaturas —entre motos, carros, bases comunitárias móveis e unidades especiais.

Segundo os jornais, 12 mil motos participaram do evento, muito distante das 400 mil prometidas pelos organizadores. Segundo o Detran-SP,  a frota total de motos no Estado de São Paulo é de 4.887.149. Na capital, a quantidade é de 1.076.861 de veículos de duas rodas.

Passeio entre 500 mil mortos

“Quase 500 mil mortos pela Covid-19. E o presidente decide fazer um passeio de moto pelas ruas de São Paulo, em meio a uma aglomeração? Em meio a maior crise de Saúde já vista no Brasil, qualquer prática genocida de morte deve ser respondida com investigação e impeachment”, denunciou o deputado federal (PT-SP) e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), relator da CPI da Covid, no Senado Federal, “entre motos e mortos, Bolsonaro pilota a procissão da pandemia. O equilíbrio que sobra para o motociclista-presidente falta para o presidente na motocicleta”. Enquanto Bolsonaro passeia, o país avança perigosamente para um aumento descontrolado da contaminação, segundo alertaram especial da Fiocruz.

Moto com placa tapada

Além de gastar recursos públicos para sua atividade de interesse particular, Bolsonaro também pilotou uma moto com placa tapada, denunciou o jornalista Guilherme Amado.

“Adulterar placas é uma violação ao Código Penal, que no artigo 311 prevê pena de três a seis anos de reclusão, além de multa. Se o presidente não cumpre a lei, por que os outros cidadãos irão cumprir?”, advertiu o jornalista.

Multado por não usar máscara

Como havia alertado durante a semana, o governo de São Paulo autuou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste sábado (12) por gerar aglomeração e por não usar máscara de proteção facial contra a COVID-19 no evento.

Durante a “motociata”, um acidente envolveu diversas motocicletas, provocando um engarrafamento ao longo do percurso, como mostrou a cobertura ao vivo da Rede Bandeirantes.

PT