Arquivo mensal: junho 2021

Othelino afirma que Alcântara dá exemplo ao Brasil após vacinar 100% da população adulta

16-06-2021 Quarta-feira

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), visitou, nesta quarta-feira (16), o “Arraial da Vacinação” em Alcântara. O evento, realizado pelo Governo do Estado, marcou o dia em que a cidade tornou-se a primeira do Brasil a vacinar 100% da população adulta com a primeira dose contra a Covid-19.

Segundo o parlamentar, com esta força-tarefa em favor da vacinação, Alcântara dá exemplo para o Brasil e ao mundo. 

“Cumprimento o governador Flávio Dino por tratar a vacinação como prioridade no Maranhão e, ao mesmo tempo, congratulo o secretário Carlos Lula, que tem se dedicado, de forma muito especial, no combate à pandemia em todo o Estado. Estamos todos unidos e mobilizados no sentindo de levar vacina para todos e preservar mais vidas da população maranhense”, destacou Othelino.

A solenidade, conduzida pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para marcar o feito, seguiu todos os protocolos sanitários necessários e contou com a presença de diversas autoridades, dentre elas os secretários de Estado Carlos Lula (Saúde) e Márcio Jerry (Cidades); o deputado estadual Roberto Costa (MDB), o ex-prefeito Anderson Wilker e o atual gestor do município, Padre Willian.   

Mais de 14 mil doses já foram aplicadas na cidade, que possui cerca de 22 mil habitantes. Flávio Dino falou da alegria de ver Alcântara marcada na história do Maranhão por essa conquista.

“Hoje, escrevemos mais uma página na história dessa bela cidade, que agora carregará também a conquista de ser a primeira cidade brasileira 100% vacinada com a primeira dose contra o coronavírus. Chegamos até aqui porque temos enfrentado essa doença com muita seriedade e compromisso”, enfatizou o governador, que fez, ainda, um apelo à população para que tome a segunda dose do imunizante no tempo certo.

Empenho 

Na ocasião, o secretário de Cidades, Márcio Jerry, também celebrou o momento especial. “O Maranhão mostra ao Brasil como não negligenciar a saúde pública. O governo vem colhendo bons resultados por conta do grande empenho que tem empreendido na luta contra a pandemia”, disse.

O ex-prefeito de Alcântara, Anderson Wilker, destacou a importância da imunização na cidade, que tem grande importância para a história do Maranhão e do Brasil. “Ficamos muito felizes e agradecidos pela força-tarefa realizada para que nossa população fique protegida da Covid-19”, afirmou.

Secretário Clayton Noleto organiza lançamento do Arraial da Vacinação e vistoria a obras na Região Tocantina

16-06-2021 Quarta-feira

Na manhã desta quarta-feira (16), o secretário de Estado da Infraestrutura e presidente do Comitê de Combate ao coronavírus na Região Tocantina, Clayton Noleto, coordenou uma videoconferência para tratar do ‘Arraial da Vacinação’ em Imperatriz. Junto à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Secretaria Municipal (Semus), Noleto conversou sobre a organização da campanha de imunização na cidade. A ação é planejada em parceria com a prefeitura e tem como objetivo auxiliar o município no combate a Covid-19.

“Tivemos uma reunião muito positiva. Tratamos de assuntos importantes, de encaminhamentos e providências para agilizar o processo de vacinação em Imperatriz. Uma parceria do Governo do Maranhão e Prefeitura, visando imunizar o maior número de pessoas. Essa é mais uma ação que integra o grande trabalho que temos desenvolvido de combate à pandemia causada pelo novo coronavírus”, afirmou Clayton Noleto.

O ‘Arraial da Vacinação’ será realizado no próximo sábado (19), em seis pontos da cidade. De acordo com a SES, 2.323.400 doses já foram aplicadas em todo o estado.

Combate à Covid-19 na Região Tocantina

Dentre as ações do Governo no Maranhão no combate à pandemia na Região Tocantina, está a ampliação de leitos no Hospital Macrorregional Drª Ruth Noleto; a reforma e ampliação do Hospital Materno Infantil; a UPA da Bernardo Sayão; além do Novo Socorrão de Imperatriz, que está sendo construído mesmo em um momento tão desafiador, com a crise econômica e sanitária.

Localizado ao lado do Hospital Macrorregional, a unidade prestará atendimento de urgência e emergência e atenderá a demanda que abrange também municípios e estados vizinhos. A unidade hospitalar terá 17 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 62 mil metros quadrados, o que possibilita uma futura expansão, formando uma grande rede de atendimento em saúde na região.

Governo e Prefeitura realizam Arraial da Vacinação em Açailândia nesta quinta (17)

16-06-2021 Quarta-feira

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), promove, nesta quinta-feira (17), mais uma edição do Arraial da Vacinação, desta vez na cidade de Açailândia. A ação é planejada em parceria com a prefeitura da cidade e tem como objetivo auxiliar o município no trabalho de imunização contra a Covid-19.

O Arraial acontecerá das 8h às 18h, para o público de 35 anos ou mais, na Praça do Pioneiro em sistema drive-thru e na Maçonaria Clube para pedestres.

O Arraial da Vacinação também conta com a parceria da Secretaria de Estado da Cultura (Secma) que possibilita ao público que vai se vacinar, apreciar apresentações típicas do período junino.

Para a vacinação, devem ser apresentados os seguintes documentos: RG, CPF, cartão do SUS, cartão de vacinação e comprovante de residência de Açailândia.

Alcântara é a primeira cidade do Brasil com 100% da população adulta imunizada contra a Covid-19

16-06-2021 Quarta-feira

Alcântara é a primeira cidade do país a atingir a totalidade da vacinação de sua população adulta contra a Covid-19. Para comemorar o alcance, evento foi realizado no município, nesta quarta-feira (16), na Praça da Matriz. Na ocasião, o governador Flávio Dino parabenizou os esforços dos profissionais da saúde e da população. O Maranhão já se destacava entre os estados com melhor desempenho no combate à Covid-19, e agora, Alcântara possui o melhor índice de vacinação do país. Foram cerca de 15 mil pessoas imunizadas com a primeira dose no município.

A marca histórica de 100% de vacinação dos adultos na cidade foi possível com reforço da iniciativa do Arraial da Vacinação, criado pelo Governo do Estado, para acelerar a imunização contra a doença. O arraial, que iniciou em Paço do Lumiar, se estende a outras cidades do Maranhão, tornando mais ágil e acessível a vacina contra a Covid-19 aos públicos prioritários. 

“A primeira dose alcançando toda a população de Alcântara. A segunda dose, tenho certeza que terá o mesmo êxito. Teremos ainda uma premiação, que será um sorteio, no Estado inteiro, para todas as pessoas se animarem a cumprir o itinerário completo da vacinação. Alcântara hoje entra para a história do combate à pandemia no Maranhão e no Brasil. É a primeira cidade brasileira que completa a primeira dose em toda a população adulta. Vamos avançar na segunda dose e também, em outras cidades do Maranhão”, frisou o governador Flávio Dino. 

O governador destacou que o Arraial da Vacinação prossegue até dia 30 de junho, para que outros municípios tenham o êxito de Alcântara. “Tivemos oferta para toda a população vacinável adulta, segundo o Plano Nacional de Imunização. E o Arraial prossegue, sempre com esse espírito de mutirão e união. O Governo do Estado apoiando a prefeitura de Alcântara, e outras prefeituras, para que alcancem idêntica conquista”, enfatizou Flávio Dino.

Arraial da Vacinação proporcionou 100% de imunização da população adulta com a primeira dose em Alcântara (Foto: Gilson Teixeira)

O secretário de Estado de Saúde (SES), Carlos Lula ressaltou que “fomos atrás de toda a população, em povoado, quilombo, para vacinar toda a população adulta e não deixar ninguém sem imunizar”. Para garantir o alcance da imunização no município, a SES destacou equipes da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma). São enfermeiros, aplicadores e digitadores que, em conjunto com os profissionais municipais, colaboraram para o avanço do processo de vacinação.

O prefeito de Alcântara, Willian Guimarães da Silva, enfatizou a sorte do município com o êxito. “Estamos em um dia de sorte. Alcântara vive um momento privilegiado, de agradecimento à Deus, à população e, principalmente, às equipes de saúde. Assim, dizemos ao Maranhão e ao Brasil que Alcântara é a primeira cidade a vencer a primeira etapa no combate à Covid-19, com 100% de vacinação”, frisou o prefeito. 

“É um orgulho e agora uma emoção, uma conquista muito grande para nós alcanterenses, que estávamos lutando todo o tempo. Eu, que sou coreira e vim de um quilombo, agradeço muito por essa vacina ter chegado e sermos o primeiro município a ter toda a população vacinada. Para aquelas pessoas que estão com medo de se vacinar, que venham, não tenham medo, pois essa é a única forma de combater este vírus”, disse a coreira do quilombo Só Assim, Élida Raquel Diniz. 

População de Alcântara comemora imunização com festa e tambor de crioula (Foto: Gilson Teixeira)

A aposentada Maria da Natividade alerta que “a vacina é necessária, pois essa doença não é brincadeira, é um perigo e precisamos vacinar, sem medo, pois é para nossa saúde, para nossa família e para que todos que amamos ao nosso redor”. 

Alcântara possui 22.112 habitantes. O município é caracterizado pela grande presença de quilombolas, um dos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a Covid-19. O município possui a média de 204 comunidades quilombolas, onde vivem mais de 3,3 mil famílias. 

Presentes ao evento, os secretários de Estado de Comunicação Social (Secom), Ricardo Capelli; de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Márcio Jerry; do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), Othelino Neto; do deputado estadual, Roberto Costa; e autoridades locais.

CPI já tem provas para incriminar Bolsonaro, diz professor da USP

16-06-2021 Quarta-feira

“Nunca uma CPI teve essa visibilidade e repercussão turbinada pelas redes sociais”, diz Mário Scheffer

Por Cida Oliveira

A CPI da Covid já reuniu provas capazes de incriminar futuramente o presidente Jair Bolsonaro e outros agentes públicos. A opinião é de Mário Scheffer, especialista em saúde pública, professor da Faculdade de Medicina da USP e autor do blog Diário da CPI, no portal do jornal O Estado de S. Paulo. “Parece que já existem provas suficientes para futura incriminação de agentes públicos e do Presidente. Mas alguns juristas pensam que as relações entre causa e efeito ainda precisam ganhar mais consistência”, disse o professor à RBA.

Segundo ele, será relevante o levantamento aprofundado que a CPI encomendou a juristas e pesquisadores da área do Direito, que será liderado pelo professor Salo de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo do estudo é relacionar os crimes que podem ser imputados a Bolsonaro por ações e omissões no combate à pandemia da covid-19. É o caso de desinformação e escolhas administrativas deliberadamente equivocadas. E também que penas podem ser atribuídas ao presidente e outras autoridades consideradas responsáveis pelo agravamento da crise sanitária. O pedido aos especialistas foi aprovado na sessão da última quinta-feira (11).

Confira a entrevista:

Como você avalia os quase dois meses de trabalhos da CPI?
O roteiro da CPI é ambicioso; uma colcha de retalhos com quase 20 pontos para investigação. Inclui a questão da falta de vacinas e de testes até questões bem específicas, como o TrateCov (o aplicativo pró-cloroquina do Ministério da Saúde). E também a pouca atenção às populações indígenas e as falhas no auxílio emergencial para desempregados.

Os requerimentos que deram origem à CPI, principalmente o de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), trazem uma lista do que o governo Bolsonaro deveria ter feito e não fez e o oposto: não seguiu orientações científicas, não minimizou perdas e nem protegeu a população; incentivou aglomerações, boicotou medidas de isolamento social, promoveu tratamento inútil com cloroquina, pago com dinheiro público, e deixou faltar vacinas, testes, leitos de UTI, medicamentos para intubação e oxigênio. Além disso, nada fez para impedir o colapso do sistema de saúde e a tragédia localizada de Manaus.

Já os governistas, em seus requerimentos, trouxeram o pressuposto de que ocorreram, em estados e municípios, desvios de recursos federais voltados ao combate à covid-19. O que de fato ocorreu, por exemplo, na montagem de alguns hospitais de campanha. Mas é nítido que a intenção aqui é tumultuar os trabalhos e desviar o foco da CPI. Não tem nada voltado à apuração de corrupção.

A CPI, porém, tem uma contradição. Apura os desmandos de um passado recente para tentar convencer a Justiça a proferir condenações no futuro. Mas pouco tem compromisso ou capacidade de reverter o que está acontecendo agora. Enquanto corre a CPI da Covid, mais de uma morte por covid ainda é registrada a cada minuto no país.

Como tem sido a atuação da comissão nesses quase dois meses?
A CPI tem se concentrado em provar o atraso deliberado na aquisição de vacinas e a promoção absurda da cloroquina. E outro ponto que tem a ver com essas duas linhas; a existência de um “gabinete paralelo”, que se opunha às vacinas, apostava na cloroquina, era contra medidas preventivas populacionais a favor da imunidade de rebanho, dentre outras barbaridades.

Há pontos importantes que estão ficando de fora?
Há pontos que não foram explorados, mas há documentos entregues à CPI que são reveladores. Por exemplo, a falta de testagem. Fica claro o abandono dessa política pelo governo federal. Existe uma forte associação entre o volume de testes realizados e o controle da transmissão do coronavírus nos países. No fim do ano passado a pesquisa Pnad Covid-19, do IBGE, mostrava que pouco mais de 10% da população tinha feito algum teste de covid. Além da baixa cobertura, as pessoas negras e pardas e aquelas com menor renda familiar tiveram muito menos acesso a testes do que o restante da população.

Também há documentos requisitados pela CPI que trazem, por exemplo, atas de reuniões do Ministério da Saúde que deliberaram contra a quarentena e o isolamento social. Isso tudo, os documentos (há mais de 800 arquivos recebidos pela comissão,) podem ser cruzados com os depoimentos, com quebras de sigilo e outras medidas da CPI.

O desenrolar dos trabalhos tem trazido novidades?
Uma boa novidade é que a Universidade, por meio dos pesquisadores, será ouvida. Eu destaco dois estudos que serão apresentados e utilizados pela CPI: o estudo dos professores Deisy Ventura, Fernando Aith e outros autores, da Faculdade de Saúde Pública da USP. Com base em atos normativos, os pesquisadores demonstram que o governo se empenhou na disseminação do vírus, por priorizar o retorno do comércio e atividades econômicas. Também um estudo coordenado pelo professor e epidemiologista Guilherme Werneck, da UFRJ e UERJ, sobre excesso de mortes e as mortes que poderiam ter sido evitadas. Este trabalho será apresentado na CPI pela médica e ativista dos direitos humanos Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil.

A CPI tem envergadura para derrubar Bolsonaro?
A comissão é um espaço importante de revisão, sistematização de informações e de apuração dos crimes de saúde pública cometidos pelo governo Bolsonaro. Mas tem importantes limitações: pode investigar fatos, mas não pode julgar nem punir ninguém; pode obter esclarecimentos, apontar a responsabilização de agentes públicos e propor indiciamentos que serão ou não, depois, acatados pela Justiça.

Em seu relatório final, a CPI da Covid pode sugerir ao Ministério Público Federal o indiciamento inclusive de Bolsonaro. A atual PGR (Procuradoria-Geral da União) dificilmente irá aprofundar a investigação ou oferecer denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A CPI deve aumentar o desgaste do governo, mas dificilmente terá impeachment como consequência direta. Seja porque o presidente da Câmara e o Centrão estão fechados com Bolsonaro, seja porque, para parte da oposição, parece que quanto menos vacinas e quanto mais mortes até o ano que vem, melhor seria para a disputa eleitoral.

Impressionante que os jogos políticos não desaparecem, mesmo diante do imperativo da racionalidade, da gravidade da pandemia e de meio milhão de mortos. Restará talvez recorrer aos tribunais internacionais, acompanhar possíveis novos entendimentos do STF, pensar que a mobilização popular – que tem ganhado corpo – possa reverter essa perspectiva desanimadora.

Essa CPI inovou em algo?
O Executivo tem um forte controle da agenda legislativa, não só na Saúde. Senado e Câmara, majoritariamente alinhados com Bolsonaro, estiveram omissos no curso da pandemia. Então, o primeiro ponto positivo é que a CPI da Covid empurrou a crise sanitária para o Legislativo, que não pode mais deixar de representar o povo brasileiro nesse momento, nessa tragédia, que é o tema hoje de maior interesse nacional

Mas é uma CPI tardia. Embora seja um direito da minoria parlamentar, só foi instalada pela decisão do STF, em abril, pois o presidente do Senado, alinhado com Bolsonaro, e a maioria dos senadores, não queria sua instalação.

Pode ser mais uma CPI que “acabe em pizza”?
Na história das CPIs, os desfechos são muito ruins. Eu acompanhei a CPI dos Planos de Saúde, da Câmara Federal, há mais de 15 anos, que ao fim propôs apenas mudanças cosméticas na legislação e têm lá as digitais dos empresários da saúde suplementar. Tem muitas CPIs inconclusivas, algumas são uma piada, como a CPI do Incra e da Funai, também da Câmara, que por pressão do agronegócio, indiciou pessoas por “favorecimento” a povos indígenas, com demarcações de terras. Há exceções: a CPI de Brumadinho, do Senado, em 2019, sugeriu o indiciamento de mais de 20 pessoas envolvidas no rompimento criminoso da barragem da Vale.

A CPI da Covid pode não acabar em pizza. Apesar do digamos, assim, passado não tão glorioso de alguns membros da CPI, é imensa a expectativa social criada. Nunca uma CPI teve essa visibilidade e repercussão turbinada pelas redes sociais. E pelas evidências que estão sendo produzidas, o relatório final deve sim, apontar para a responsabilização.

Fonte: RBA

Em Brasília, militares do Exército furam fila da vacinação

16-06-2021 Quarta-feira

Ministério Público Federal pede à Justiça o embargo da imunização de praças e oficiais do Exército que não atuem na linha de frente da pandemia no Distrito Federal

No prédio do Setor Militar Urbano conhecido pelos brasilienses como Forte Apache, os militares com 50 anos ou menos que lá atuam administrativamente são vacinados contra a Covid-19 desde o fim de maio. Os militares da ativa com idade a partir dos 43 anos passaram a receber a imunização no fim da semana passada. Enquanto isso, a campanha de imunização no DF atrasa por falta de vacinas. 

Fora do perímetro do Quartel-General do Exército, apenas membros da Força que atuam administrativamente no Ministério da Defesa e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) desfrutam desse privilégio. Para a população civil do Distrito Federal, os agendamentos por faixa etária para pessoas com 50 a 59 anos, sem comorbidades, foram interrompidos na segunda-feira (14), por falta de imunizantes.

Segundo reportagem do jornal “Folha de São Paulo”, militares em posições de comando confirmaram que comunicados internos do Exército estenderam a convocação aos setores administrativos. A medida, no entanto, contraria notas técnicas do Ministério da Saúde que orientam as ordens de prioridade na vacinação contra a Covid-19.

Embora as Forças Armadas estejam na lista de prioridades, ao lado das demais forças de segurança, há observações técnicas sobre como devem ser destinadas as doses disponíveis. O Ministério da Defesa encaminhou ao jornal dois documentos com os critérios para a vacinação dos militares.

Os documentos, elaborados pela coordenação-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), revelam que “forças de segurança e salvamento e Forças Armadas” foram incluídas a partir da 11ª etapa da campanha.

As diretrizes determinam o envio antecipado de doses “exclusivamente” para trabalhadores que atuam no atendimento ou transporte de pacientes, no resgate ou atendimento pré-hospitalar, em ações de vacinação e em ações de implantação e monitoramento de medidas de distanciamento social. Os demais devem ser imunizados conforme os mesmos critérios adotados para civis.

“A pasta recomenda que os estados, municípios e Distrito Federal iniciem a imunização dos demais trabalhadores de segurança pública e Forças Armadas conforme avança a campanha da vacinação local”, afirmou o Ministério da Saúde em nota à reportagem. A distribuição prioritária é “restrita aos profissionais envolvidos nas ações de combate à Covid-19”.

Ministério da Defesa e Exército ignoraram os questionamentos da ‘Folha” em três ocasiões. A Secretaria de Saúde do DF não respondeu aos questionamentos sobre as doses já distribuídas ao Exército.

Na última sexta-feira (11), o Ministério Público Federal (MPF) contestou em ação civil pública a extensão da vacinação a profissionais de saúde que não estejam na linha de frente do combate à pandemia. Na ação, movida na Justiça Federal contra a União e contra o DF, foi pedida liminar que suspenda os efeitos das decisões que ampliaram a cobertura da vacinação.

Segundo a Procuradoria da República no DF, a inclusão em grupos prioritários de profissionais classificados como “demais trabalhadores da saúde” é indevida porque esses trabalhadores desempenham “atividades burocráticas e operacionais”.

Os procuradores mencionam na ação outros casos de “distorção”. Um deles é a imunização de servidores do Ministério da Justiça e Segurança Pública lotados no Distrito Federal. O outro caso ocorreu no Acre, onde a Justiça Federal concedeu liminar para suspender a vacinação de servidores da área de segurança que não atuam em ações de vigilância, resgate, vacinação e atendimento e transporte de pacientes.

PT, com Folha de S. Paulo

“Pesadelo de Bolsonaro é perder a eleição e ser preso”, diz jornalista

16-06-2021 Quarta-feira

As ações cada vez mais imprevisíveis de Jair Bolsonaro são motivadas pelo temor crescente que o presidente tem de ser investigado e condenado caso perca as eleições presidenciais de 2022 e deixe o Palácio do Planalto. A avaliação é da jornalista Rosângela Bittar.

“O agravamento do desvario que Bolsonaro está exibindo em praça pública não é gratuito e tem uma razão nem tão secreta. Esconde uma palavra que seu machismo não permite pronunciar, mas seu comportamento revela. Medo. O presidente está com medo”, escreve Rosângela, nesta quarta-feira (16), em sua coluna no Estadão. “A autoconfiança, expressa em sinais de que pode tudo, é falsa. Acompanhamos sua performance como se ele estivesse no picadeiro.”

Para a jornalista, Bolsonaro lança factoides para tentar, em vão, acobertar seu desgaste. “Nem a motocada de 12 mil fanáticos, nem a genuflexão de militares da ativa, conseguem lhe dar consistência”, afirma. “Seu governo sobrevive, debilitado. A administração pública agoniza, contaminada pela gestão destruidora da pandemia, mais inflação, mais desemprego, mais colapso da educação e da saúde, mais destruição de florestas, mais desobediência civil, mais deboche, mais vulgaridade.”

Rosângela informa que o presidente já sabe das ameaças que corre não apenas em território nacional. Segundo ela, “o ex-primeiro-ministro (israelense) Binyamin Netanyahu avisou a Bolsonaro, em recado passado ao então embaixador do Brasil em Israel, Paulo César Meira de Vasconcellos, de que corre o risco real de ser investigado pelo Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. As denúncias que o atingem tipificam crimes contra a humanidade, em especial genocídio dos povos indígenas”.

Além disso, pesa contra Bolsonaro o impacto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, em curso no Senado, “com sua sólida maioria oposicionista”. Conforme Rosângela, o relatório final da CPI “deverá apontar a culpa de Bolsonaro em atos de transgressão do direito à vida. Representará, assim, um reforço institucional, o ponto de vista de um dos poderes da república, o Legislativo, para a análise do tribunal de Haia”.

“Esta é a assombração que persegue o antes destemido Bolsonaro. Seu pesadelo é perder a reeleição, a imunidade, e ser preso”, conclui a jornalista do Estadão. Enquanto está na Presidência da República, Bolsonaro ainda tem “trunfos” que lhe dão alguma proteção, como controlar, “a peso de ouro”, a Câmara Federal e abusar do procurador-geral da República. Fora do Planalto, por impeachment ou pelo voto, sua prisão é uma possibilidade concreta.

Por André Cintra

Governo do Maranhão realiza Arraial da Vacinação em Santa Inês nesta quinta-feira (17)

16-06-2021 Quarta-feira

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), promove, nesta quinta-feira (17), mais uma edição do Arraial da Vacinação, desta vez na cidade de Santa Inês. A ação é planejada em parceria com a prefeitura da cidade e tem como objetivo auxiliar o município no trabalho de imunização contra a Covid-19. 

O Arraial acontecerá das 8h às 18h, para o público de 39 anos ou mais, no Parque da Raposa, onde as doses serão disponibilizadas através do sistema drive-thru e em um posto específico para pedestres.  

O Arraial da Vacinação também conta com a parceria da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), que possibilita ao público que vai se vacinar apreciar apresentações típicas do período junino. 

Para a vacinação, devem ser apresentados os seguintes documentos: RG, CPF, cartão do SUS, cartão de vacinação e comprovante de residência de Santa Inês. 

Maranhão é exemplo a ser replicado pelo Brasil, diz líder do PCdoB

16-06-2021 Quarta-feira

A vacinação contra a Covid-19 no Maranhão continua avançando. Enquanto o país padece da omissão do governo federal no combate à pandemia, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem mostrado que uma gestão responsável consegue dar as respostas necessárias neste momento crítico. Exemplo disso, é que nesta quarta-feira (16), a cidade histórica de Alcântara (MA) se tornará a primeira cidade brasileira com 100% da população adulta vacinada contra o novo coronavírus.

O líder do PCdoB na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE), usou suas redes sociais para enaltecer a gestão do correligionário.

“O governo do Maranhão é um exemplo a ser replicado pelo Brasil. Garantir a primeira dose para todos os moradores de Alcântara é uma grande vitória da saúde. Isso demonstra que a capacidade de gestão dos governos é determinante para que a população tenha acesso rápido a vacinas. É uma conquista animadora em meio à paralisia do governo Bolsonaro”, destacou o parlamentar.

Alcântara fica na Ilha do Livramento, a 30 km de São Luís, e tem aproximadamente 22 mil habitantes. É o município com mais quilombos no país. No total, são 204 comunidades, onde vivem mais de 3,3 mil famílias. Equipes da Força Estadual de Saúde – enfermeiros, aplicadores e digitadores – colaboraram para o avanço da vacinação.

“Flávio Dino faz o que se espera da Administração Pública. Arraiais de vacinação e trabalho conjunto com municípios garantem mais gente imunizada. No Maranhão, jovens com 25 anos já podem se vacinar. Não é à toa que o estado tem a menor taxa de mortes por Covid-19 a cada milhão de habitantes”, disse Renildo.

PCdoB na Câmara

Governador Flávio Dino recebe visita do presidente da União de Militares Cristãos Evangélicos do Brasil

16-06-2021 Quarta-feira

O governador Flávio Dino recebeu, nesta quarta-feira (16), no Palácio dos Leões, a visita de cortesia do presidente da União de Militares Cristãos Evangélicos do Brasil (UMCEB), coronel Emilson Souza. Também participaram do encontro, o vice-presidente da UMCEB, major Joel Rocha, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Célio Roberto. 

Durante a visita, os representantes da UMCEB aproveitaram para agradecer pelo trabalho do governador em defesa da religiosidade no ambiente militar e convidaram Flávio Dino para o 20º Congresso de Militares Cristãos do Brasil, que este ano será realizado em São Luís, entre os dias 4 e 7 de novembro, como explica o vice-presidente da UMCEB, major Joel Rocha. 

“Nós viemos convidar o governador para que ele possa nos prestigiar no 20º Congresso de Militares Cristãos do Brasil que vai acontecer em São Luís. Viemos agradecer ao governador por todo o apoio que ele tem emprestado a essa causa e também convidá-lo para que ele possa estar conosco participando desse momento especial de celebração”, disse o major Joel Rocha. 

Outro tema em destaque abordado na visita foi a posse do coronel Célio Roberto como novo presidente da União dos Militares Cristãos Evangélicos do Maranhão (UMCEMA), que será realizada em cerimônia marcada para a noite desta quarta-feira.

Os representantes da UMCEB agradeceram pelo trabalho do governador em defesa da religiosidade no ambiente militar (Foto: Brunno Carvalho)

“Hoje às 19h nós estaremos tomando posse como presidente da UMCEMA. Uma honra, um desafio, mas com o apoio do governador, nós, sem dúvida nenhuma, teremos um evento aqui abençoado. Já aproveitamos para convidar não só os militares evangélicos, mas os demais militares e toda sociedade maranhense para este evento que faremos no mês de novembro”, enfatiza o comandante-geral do CBMMA.