A cidade de Imperatriz recebe neste sábado (19) o Arraial da Vacinação, iniciativa do Governo do Maranhão em parceria com a prefeitura da cidade para apoiar ainda mais o município na aplicação das doses.
São 6 pontos de vacinação do Arraial, entre 9h e 23h, para pessoas de 45 anos ou mais.
Para receber a dose da vacina é necessário apresentar documento com foto, cartão do SUS, cartão de vacinação e comprovante de residência
Veja abaixo os locais:
Drive-thru das 9h às 23h
Ceuma – bairro Maranhão Novo – Rua Barao do Rio branco N: 100
Fest – bairro Parque do Buriti – Rua perimetral castelo branco 481
Pedestres das 9h às 17h – Escolas
Maria Francisca Pereira – bairro Santa Inês
Madalena de Canossa – bairro Parque Santa Lucia
Santa Maria – bairro Nova Imperatriz – Rua Santo Cristo, 811 entre Maranhão e Piauí.
Tocantins – bairro Centro – Rua Simplicio Moreira, 1112
O deputado federal Bira do Pindaré, através de sua rede social, comemorou o anúcio do ingresso do governador Flávio Dino no PSB, em ato online que acontecerá na próxima terça-feira (22), às 11h.
Para o parlamentar socialista, a chegada de Dino representa um momento marcante na história do partido. Em sua avaliaçã, o PSB ganha muito com a filiação do governador.
“Seja bem vindo. Momento marcante para história do @PSBNacional40 que ganha muito com sua filiação. Liderança reconhecida nacionalmente e que faz uma grande gestão no Governo do Maranhão. Representa o que há de melhor na política brasileira. Estamos juntos”, comemorou Bira.
O Governador do Maranhão, Flávio Dino deixou o PCdoB e decidiu se filiar ao PSB. Em entrevista ao GLOBO, disse que tomou a decisão por dois motivos. O primeiro, eleitoral, já que mudanças na legislação dificultaram a vida dos partidos pequenos, que terão menos recursos e exposição na mídia. Entusiasta da candidatura de Lula, Dino diz que a outra motivação é que, estando numa legenda maior, poderá trabalhar mais pela união da esquerda na eleição de 2022. Outro político que recentemente anunciou sua filiação ao PSB foi Marcelo Freixo; ele deixou o PSOL após 16 anos.
O GLOBO: Por que o senhor decidiu se filiar ao PSB?
Flávio Dino: Em primeiro lugar, fatores atinentes à legislação eleitoral. Tivemos regime novo de organização dos partidos que conduz a enxugamento de legendas, sobretudo com a cláusula de barreira e fim das coligações. Considero esse enxugamento irreversível. E pode se dar de vários modos, inclusive com a chamada federação, que ainda depende de votação no Congresso. O outro fator é que, já há algum tempo, defendo que haja união de partidos da esquerda. E acho que minha migração vai nessa direção. Considero que o PSB, neste momento, tem condição de ser polo aglutinador de outros partidos para ser frente política capaz de ajudar a derrotar Bolsonaro. Então, em primeiro lugar, tem o vetor legal; em segundo, o vetor político.
O senhor é próximo de Lula, assim como Freixo, que também vai se filiar ao PSB. Isso indica que o partido, que se distanciou do petista nos últimos anos, está se reaproximando de Lula e estará com ele em 2022?
O PSB integrou o campo liderado pelo ex-presidente Lula desde 1989. Quando Lula foi candidato a primeira vez, o vice foi indicado pelo PSB, o então senador Bisol. Essa relação vem de longa data. Houve um distanciamento recente, mas acredito que isso já está superado. A minha presença e a do Freixo ajudam na intensificação desse diálogo, porque o ex-presidente Lula é figura imprescindível para o campo da esquerda no Brasil.
Como avalia a frente de alguns partidos de centro que pregam ‘nem Lula nem Bolsonaro’ em 2022?
Por enquanto, não há esse espaço. Pode ser que surja com a eventual perda de força do Bolsonaro. Só acredito numa alternativa do centro se houver enfraquecimento do Bolsonaro. Se não ocorrer, é difícil romper a chamada polarização. Se a eleição fosse hoje, essa terceira via não teria espaço. Mas, como brasileiro, torço para que essa alternativa se viabilize com partidos mais ao centro.
Acredita que parte do centro caminhará com Lula?
Minha ida ao PSB tem esse objetivo, de sinalizar abertura bem ampla de diálogo a partir da esquerda. Uma esquerda que defende sua identidade, suas posições, mas não é fechada para alianças mais ao centro. Pretendo ajudar nessa interlocução. Nosso companheiro Marcelo Freixo tem objetivo de liderar frente forte e ampla para derrotar o bolsonarismo no seu berço, o Rio. Esse fortalecimento do PSB tem incidência no debate nacional e em vários estados.
Seu foco continua sendo o Senado em 2022?
Esse é o plano principal. Outras possibilidades são especuladas.
Ser vice de Lula é uma delas?
Sempre se fala nisso, mas considero que vice é uma escolha do titular. Não cabe a mim.
O senhor tem ótima relação com Ciro Gomes (PDT). Como avalia as contundentes críticas dele a Lula e ao PT?
Insisto que o lulismo e o trabalhismo são vertentes imprescindíveis. Então defendo que, mesmo mantidas as diferentes candidaturas, não haja beligerância. Se ficar muito aceso esse tipo de contenda, dificulta união em palanques estaduais. Dificulta também uma aliança no segundo turno, como vimos em 2018. Acho que a postura belicosa atrapalha e espero revisão desse tipo de atitude, sem prejuízo da manutenção de diferentes candidaturas.
O senhor vai pedir que Ciro Gomes modere o discurso?
Hoje conversei com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Combinamos um encontro para o mês que vem. Em razão dessa ótima relação que tenho com o PDT, espero ajudar na melhor organização do nosso campo para que não percamos foco naquilo que é central. Vou tentar quebrar essa beligerância.
Ciro vai participar dessa reunião no mês que vem?
Marquei foi com Lupi, mas espero que Ciro participe, sim. (O Globo)
Neste sábado (19), das 7h ao meio-dia, cinco unidades de saúde da Prefeitura de São Luís ofertarão a testagem contra Covid-19. Os serviços podem ser procurados nos centros de saúde Laura Vasconcelos, Amar, Olímpica I, São Cristóvão e Fabiciana Moraes. As ações seguem orientação do prefeito Eduardo Braide. Para melhor organizar o fluxo de pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) está fazendo a distribuição de senhas de atendimento.
Para o secretário de Saúde de São Luís, Joel Nunes, a promoção das testagens é de fundamental importância para a vigilância epidemiológica da doença.
“Com isso, temos controle da doença, fazemos a identificação e acompanhamento dos casos e, desta forma, a gestão do prefeito Eduardo Braide tem reforçado as ações em combate à pandemia, proporcionando mais zelo à saúde das pessoas”, disse.
Até esta semana, a Prefeitura de São Luís realizou 17.024 testes contra Covid-19 desde o início da testagem em massa iniciada no dia 26 de maio. Do total de testes aplicados, 14.218 foram negativos e 2.806 positivos. Nos casos positivos, o usuário é encaminhado para uma das unidades mistas – Bequimão, São Bernardo e Itaqui-Bacanga – para testagem do tipo RT-PCR, conforme orientação do Ministério da Saúde (MS) para identificação dos tipos de cepas que estão circulando.
Os casos leves são monitorados pelos Centros Municipais de Atendimento às Síndromes Gripais Leves (Clodomir Pinheiro Costa, Genésio Ramos Filho e José Carlos Macieira). Casos de moderados a graves são remetidos à Unidade Mista do Bequimão.
Foto: DivulgaçãoFoto: DivulgaçãoOs testes são realizados em pessoas acima de 18 anos e é feito o teste de antígeno, realizado a partir de objeto coletor inserido em uma das narinas do indivíduo. Após recolhimento do material específico, é colocado no acessório algumas gotas de reagente próprio e o resultado sai em 15 minutos.
O exame via antígeno é considerado eficaz, pois através de amostras coletadas por meio do swab (objeto estéril no nariz), é possível identificar o vírus na fase nascedoura da doença. O Ministério da Saúde recomenda que o teste seja coletado entre o 3º e o 7º dia de sintomas.
Mais pontos de testagem – Nos terminais da Praia Grande e Distrito Industrial, o atendimento ocorre com o apoio logístico da Secretaria de Trânsito e Transportes (SMTT) e de Bombeiros Civis que orientam as pessoas para aguardarem no local de atendimento, mantendo distanciamento e uso de álcool em gel.
Saiba Mais
LOCAIS DE TESTAGEM CONTRA A COVID-19 EM SÃO LUÍS – sábado (19)
1. Centro de Saúde Laura Vasconcelos (Rodovia BR 135, km 23 – Estiva)
2. Centro de Saúde Amar (Rua Deputado Luís Rocha – Vicente Fialho)
3. Centro de Saúde Olímpica
4. Centro de Saúde São Cristóvão
5. Centro de Saúde Fabiciana Moraes (Rua 03 Qda 07 Hab Nice Lobão)
LOCAIS DE TESTAGEM CONTRA A COVID-19 EM SÃO LUÍS – de segunda a sexta
Terminal da Praia Grande
Terminal do Distrito Industrial
Centro Municipal de Atendimento às Síndromes Gripais Leves no Genésio Ramos Filho
Centro Municipal de Atendimento às Síndromes Gripais Leves no Clodomir Pinheiro Costa
Centro Municipal de Atendimento às Síndromes Gripais Leves no José Carlos Macieira
Centro de Saúde Laura Vasconcelos (Rodovia BR 135, km 23 – Estiva)
Centro de Saúde Amar (Rua Deputado Luís Rocha – Vicente Fialho)
Centro de Saúde Olímpica I
Centro de Saúde São Cristóvão
Centro de Saúde Fabiciana Moraes (Rua 03 Qda 07 Hab Nice Lobão)
Na manhã deste sábado (19), manifestantes defenderam, em 16 capitais, mais vacinas, auxílio de R$ 600 e a remoção do genocida do Planalto. “Hoje é dia de luta em todo o país contra a política de morte do governo Bolsonaro”, convoca Gleisi Hoffmann
O povo brasileiro deu uma resposta à altura da indignação nacional com o desgoverno genocida de Jair Bolsonaro, responsável pela perda de meio milhão de compatriotas por Covid-19, confirmadas neste sábado (19). Pela manhã, milhares de manifestantes ocuparam as ruas de centenas de cidades pelo país para protestar contra as mortes em massa patrocinadas por Bolsonaro, por vacinas para todos, auxílio emergencial de R$ 600 e pela manutenção da democracia. Os atos também exigem a remoção imediata do presidente, hoje um risco ao pleno funcionamento das instituições e à própria sobrevivência da população.
No início da manhã, os manifestantes se reuniram com faixas e cartazes com palavras de ordem e as cores da bandeira do Brasil nas capitais Brasília, Goiânia, Belém, Porto Velho, Boa Vista, Palmas, Maceió, João Pessoa, São Luís, Recife, Aracaju, Cuiabá, Campo Grande, São Bernardo, Rio de Janeiro e Florianópolis. Ao todo, durante todo o dia, estão programados 457 atos em quase 400 cidades, incluindo São Paulo, que deve lotar a Avenida Paulista à tarde. No exterior, protestos também ocorrem em mais de 50 cidades, incluindo Alemanha, França, Portugal e EUA.
“Hoje é dia de luta em todo o país contra a política de morte do governo Bolsonaro”, convocou a presidenta Nacional do PT, deputada federal (PR) Gleisi Hoffmann. “Quase 500 mil mortes pela covid, recorde de desempregados e desmonte do Estado. Nossa luta é por vacina no braço, comida no prato e auxílio emergencial digno para o povo brasileiro”, declarou, pela manhã.
Respeito às medidas de proteção
Ao contrário das aglomerações promovidas pelos apoiadores negacionistas de Bolsonaro, manifestantes fizeram questão de manter todas as medidas para evitar riscos de contaminação. O uso de máscaras e o distanciamento foram constantes. Os organizadores também distribuíram álcool gel e orientaram os participantes sobre medidas de proteção contra a Covid-19.
As concentrações foram convocadas por Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, todos os partidos de esquerda, centrais sindicais, Coalização Negra por Direitos, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Fórum Nacional de ONGs, entre outras.
Confira a galera de fotos abaixo.
Bolsonaro, mais perigoso que o vírus
“O governo Bolsonaro é mais perigoso que o vírus, está insustentável e não conseguimos mais suportar tanta fome, inflação e a pandemia. Esse governo é genocida de fato”, afirmou o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PT-PA). Em vídeo pelo Twitter, o senador pediu que seja feito um minuto de silêncio em cada manifestação deste sábado, em homenagem às famílias das vítimas da Covid-19. “E dizer claramente, nos nossos atos, quem é o responsável por isso: Jair Bolsonaro”.
“Todos os dias, mais de 2 mil brasileiros morrem de uma doença que já tem vacina”, lembrou o senador Humberto Costa (PT-PE), um dos nomes mais atuantes da oposição na CPI da Covid, que apura as responsabilidades de Bolsonaro e seus apoiadores nas mortes. “São mães, pais, irmãos, amores. É uma tragédia anunciada, provocada por um governo que rejeitou pelo menos 101 ofertas de imunizante”, apontou Costa.
“Dois países no mundo usaram a teoria de imunidade de rebanho, com contaminação em massa. Estados Unidos com Trump e Brasil com Bolsonaro. EUA lidera número de mortes no mundo. Com a saída de Trump, os números diminuíram. No Brasil, aceleram rumo à liderança”, alertou o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
Protestos aglutinam pautas progressistas
Os protestos também aglutinaram outras pautas progressistas contra políticas antisociais de Bolsonaro e Paulo Guedes e de entrega das riquezas do povo brasileiro ao capital estrangeiro.
O maior exemplo é a Eletrobrás, cuja MP de privatização foi aprovada no Senado nesta semana. A traição ao povo foi denunciada em faixas e cartazes em diversas cidades.
Do mesmo modo, centenas de indígenas ocuparam as ruas para lutar pela demarcação de terras, em claro retrocesso pelo Projeto de Lei 490/2007. O novo golpe de Bolsonaro contra mais de 25 etnias prevê a suspensão das demarcações. Nesta semana, mais de 700 indígenas ocuparam a Esplanada, em manifesto pelas demarcações e pela proteção dos povos Yanomami e Mundukuru, vítimas de ataques de garimpeiros.
“Bolsonaro representa o genocídio e o ecocídio do Brasil”, afirmou a coordenadora da APIB, Sonia Guajajara, no ato em Brasília. “O Fora Bolsonaro é agora, não podemos esperar. Estamos juntos por vida, vacina e direitos garantidos”, escreveu Guajajara, pelo Twitter.
De acordo com a plataforma Filômetro do portal da Prefeitura de São Luís, os pontos de vacinação na capital registraram, nesta sexta-feira (18), pouco movimento, bem diferente de dias anteriores em que se vacinaram adultos de faixa etária maior.
A faixa etária desta sexta-feira foi de jovens de 22 e 21 anos, que demonstraram um certo desinteresse pela imunização, fato preocupante que pode facilitar a maior manifestação do vírus.
A movimentação foi bem maior nos dias reservados para adultos de idades mais avançadas: 50, 40, 30 e acima de 25 anos.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (18), o governador Flávio Dino revelou outro dado preocupante, no Maranhão, 167 mil pessoas não compareceram para tomar a segunda dose da vacina, o que prejudica a imunização. Pasmem!
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou que “o grande serviço” que as forças políticas têm de prestar ao país é trabalhar para que Bolsonaro não se reeleja. “Não dá pra continuar mais quatro anos sendo gerido da forma que o Brasil vem sendo gerido”, afirmou nesta quarta-feira (16), ao programa Ponto a Ponto, na Bandnews TV.
“Vou trabalhar muito para que as forças políticas contrárias à forma com que o Brasil vem sendo administrado pelo presidente Bolsonaro vençam as eleições. Acho que esse é o grande serviço que nós temos que fazer”, destacou.
Durante a entrevista, comandada pela jornalista Mônica Bergamo e pelo cientista político Antônio Lavareda, Câmara ressaltou que as quase 500 mil vidas perdidas para o coronavírus mostram o “desserviço” do governo Bolsonaro na condução da pandemia. O socialista destacou que enfrenta dificuldades pela baixa chegada de vacinas e o não cumprimento do calendário de entregas do Plano Nacional de Imunização (PNI).
Alguns municípios pernambucanos, por exemplo, não possuem vacinas para aplicar a segunda dose da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Ainda assim, Pernambuco tem a segunda menor taxa de mortalidade no Brasil em 2021 pela covid-19, ponderou. “Os números do Brasil mostram o desserviço do governo federal nas suas práticas em relação a essa pandemia. São quase 500 mil vidas perdidas, e vidas não se recuperam”, criticou.
Na opinião do socialista, não existe protagonismo de governadores em outros países, bem-sucedidos no combate à covid-19 e à vacinação de sua população, justamente porque os governos nacionais cumpriram com seu papel de coordenar a luta contra o vírus.
Câmara ainda criticou a ausência de políticas públicas do governo Bolsonaro no Ministério da Educação, que “desde 2019 não funciona”, disse. Na avaliação do socialista, a alfabetização será um dos maiores desafios por conta do atual impedimento de aulas presenciais e a adoção de um modelo híbrido de ensino, presencial e virtual.
“Desde 2019 a gente vê um Ministério da Educação que não funciona. Antes da pandemia, o Ministério da Educação já vinha parado, sem nenhum programa, sem nenhuma continuidade. Com a pandemia, tivemos que cuidar realmente da saúde da população e essa morosidade e inércia do ministério ficam um pouco escondidas, mas isso vai ter reflexo na retomada tão logo a vacinação seja presente e todos os locais dos estados”, afirmou
O governador garantiu que seguem com rigor as apurações sobre a violência cometida por policiais contra manifestantes em um protesto contra Bolsonaro em Recife, em 29 de maio. Ele determinou a criação de um grupo de trabalho com a participação de movimentos sociais, já antecipando os protestos anti-Bolsonaro agendados para este próximo sábado (19) na capital.
Segundo Câmara, as vítimas cegadas pelas balas disparadas pelos agentes estão tendo suporte. Ele afirmou que sua gestão trabalha para que as indenizações sejam no campo administrativo e as ações não se judicializem, o que poderia levar anos até o pagamento das reparações aos dois homens.
“Cenas e fatos como vimos no Recife, no último dia 29 [de maio] não podem acontecer nunca mais em Pernambuco”, afirmou.
O Governo do Maranhão segue trabalhando para garantir mais dignidade e maior qualidade de vida para a população. Em São Luís, a Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) está realizando obras de reforma dos residenciais Camboa e Jackson Lago. Os serviços em execução envolvem as áreas comuns internas e externas, quadra poliesportiva e área de vivência.
O empreendimento habitacional, que integra o PAC Rio anil, beneficiou cerca de 300 famílias que, antes, moravam em palafitas e que mudaram para apartamentos, perto do Centro da cidade, com segurança, luz, água e lazer.
No local, as equipes seguem avançando com a pintura das fachadas dos prédios. As cores e design das pinturas foram escolhidas pelos moradores representantes de cada bloco do residencial.
Para Tatiana de Cássia Soares, moradora do residencial Jackson Lago, a obra veio em bom momento, pois, por conta da chuva, o prédio estava em deterioração e precisava de alguns reparos. “A pintura que está sendo feita vai dar um novo visual ao residencial. As famílias apoiam a iniciativa”, afirmou.
O secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, destacou que a iniciativa segue determinação do governador Flávio Dino. “Em atendimento à demanda da comunidade e assegurando, desta maneira, melhoria nas condições de vida de todos, estamos executando a reforma. O que é muito importante, também, é que está sendo utilizada mão de obra da comunidade, gerando trabalho e renda na localidade”.
“Essa reforma no residencial vai trazer grandes benefícios para nossa comunidade, principalmente no que se refere à nossa área de lazer. Agradecemos ao secretário pela sensibilidade e o compromisso de promover melhorias para as famílias de baixa renda e somando para o bem coletivo”, disse Hudson Silva, liderança do residencial Camboa.
O país chora meio milhão de vidas perdidas porque Jair Bolsonaro escolheu assim. E, por isso, ele deve ser responsabilizado
É doloroso dizer isto, mas o compromisso com a verdade e a justiça nos obriga. O inaceitável número de 500 mil mortes por Covid-19 – que o Brasil atingiu neste sábado (19) – não é uma simples fatalidade, um infortúnio. É resultado de um projeto pensado e executado por um governo que, sem compromisso com seu povo, colocou interesses políticos e econômicos à frente do direito à vida. O país chora meio milhão de vidas perdidas, duas Hiroshimas e Nagazakis, porque Jair Bolsonaro escolheu assim.
E não é o Partido dos Trabalhadores quem afirma. São fatos, analisados por especialistas, que produziram diversos estudos; são documentos e depoimentos colhidos na CPI da Covid, no Senado Federal; todos levando à mesma triste e revoltante conclusão: o governo Bolsonaro nunca quis proteger as brasileiras e os brasileiros da doença. Pelo contrário. Por trás de cada decisão do atual presidente, houve sempre um só objetivo: alcançar a chamada imunidade de rebanho por contaminação.
Essa estratégia baseou-se na seguinte crença: a pandemia chegaria ao fim quando cerca de 60% a 70% da população fossem infectados, adquirindo naturalmente a imunidade contra o novo coronavírus. No início de 2020, esse cálculo era uma estimativa, uma hipótese científica que nunca poderia ser usada como forma de enfrentamento à Covid-19, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) cansou de advertir, ciente de que alguns líderes consideravam implementá-la.
Mesmo assim, Bolsonaro a transformou em seu plano de governo. Ele não admitia ter esse objetivo porque sabia que significava condenar à morte centenas de milhares de compatriotas. Mas sua confissão não é necessária. A prova está em tudo o que disse, na forma como se comportou e continua se comportando e em todos os atos oficiais de seu governo ao longo da pandemia. Não foi loucura, ignorância, desconfiança da ciência que moveram Jair Bolsonaro. Foi a decisão de sacrificar vidas para manter intocada sua política econômica.
Tivessem o mínimo de humanidade, Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiriam o que a pandemia deixou claro: o neoliberalismo que tentam implementar à força significa o abandono da população. O coronavírus mostrou que um país necessita de um Estado fortalecido e disposto a investir e proteger seu povo. O momento era, como diz o presidente Lula, “de primeiro cuidar do povo, depois resolver a economia”.
Mas reduzir a atividade econômica e exigir do Estado investimentos, auxílio real e digno para os trabalhadores e as micro e pequenas empresas? Para quê? Para evitar a fome? Para salvar a vida dos mais frágeis, dos mais velhos, daqueles sem “histórico de atleta”? Não. A saída, eles decidiram, era a imunidade de rebanho.
Que outra explicação?
Difícil de acreditar, nós sabemos. Mas que outra explicação haveria para a insistência de Bolsonaro em dizer que a pandemia era uma ‘fantasia”, que a Covid-19 era uma “gripezinha”? Que outra explicação haveria para as repetidas vezes em que Bolsonaro citou justamente os índices de 60% ou 70% de pessoas que seriam, inevitavelmente, infectadas? Que outra explicação haveria para a insistência em promover aglomerações, em recusar o uso da máscara e em incentivar o povo a ir para a rua “como homem”?
Que outra explicação haveria para tantas batalhas jurídicas a fim de impedir governadores de adotar medidas de isolamento social? Que outra explicação haveria para a promoção da cloroquina enquanto ofertas de vacinas eram ignoradas? Que outra explicação haveria para a declaração, dada na última quinta-feira, de que a contaminação é um imunizante mais eficaz que a vacina? Que outra explicação se não a de que Bolsonaro quis, desde o princípio, que o maior número de pessoas ficassem doentes no menor espaço de tempo possível?
Hoje, mais de um estudo já concluiu que não há outra explicação. Pesquisas realizadas por instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Universidade de Michigan e a Universidade de Harvard afirmam, por meio da análise sistemática de documentos e declarações, que Bolsonaro disseminou o vírus intencionalmente. Implementou uma estratégia assassina, da qual não desiste nem diante de meio milhão de mortos.
Ele deixa, assim, à nação, uma só escolha: tirá-lo da Presidência e, depois, responsabilizá-lo por centenas de milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas. Bolsonaro genocida não é um slogan, uma frase de efeito. É uma constatação. Ele só não matou mais porque a maior parte da sociedade brasileira reagiu ao seu plano e, hoje, farta de ser alvo de seu projeto, ocupa as ruas em plena pandemia, porque sabe que não há alternativa. É tirar Bolsonaro ou continuar sob ameaça. Exigir Fora Bolsonaro é lutar pela vida. Pela nossa e dos nossos.
A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados denunciou à Procuradoria dos Direitos do Cidadão, em abril, as ameaças de exoneração e a perseguição que servidores considerados “esquerdistas” de diversos órgãos do Executivo vinham sofrendo.
A resposta à representação feita pelos parlamentares do PSOL – e também assinada pelos demais partidos de oposição – chegou na última segunda-feira (14) e reconhece que “de fato, as mencionadas condutas de ameaçar servidores “esquerdistas” de exoneração, em decorrência da visão ideológica pessoal de cada um, não se coaduna com os princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade administrativas (CF, art. 37, caput), além de violar outros valores, tais como a finalidade, a indisponibilidade do interesse público e a probidade”.
Para a líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone, é exemplar que o Ministério Público apure as ameaças que o governo federal vem fazendo contra servidores públicos que porventura façam críticas às políticas do governo.
“Isso é censura e assédio moral por parte do governo Bolsonaro, totalmente incompatíveis com os princípios constitucionais. A decisão da PFDC de encaminhar nossa representação para a Procuradoria da República no DF é uma iniciativa importante e acertada, que atende nossa preocupação de impedir qualquer tipo de perseguição e ameaças dessa natureza às liberdades democráticas. Agora cabe ao MP investigar urgentemente”, ressaltou a deputada.