22-06-2021 Terça-feira
São Paulo, João Pessoa, Aracaju, Florianópolis e Campo Grande tem pouco estoque e guardaram para aplicar a segunda dose
A falta de planejamento e determinação política para combater a pandemia do novo coronavírus do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) paralisa a imunização da primeira dose de vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19) em pelo menos cinco capitais brasileiras.
Nesta terça-feira (22), suspenderam a imunização da primeira dose de vacinas, além de São Paulo, que anunciou a suspensão da imunização em 300 postos nesta segunda-feira (21), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS), segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo. Essas cidades seguem com a imunização apenas de quem precisa tomar a segunda dose
Na capital paulista, segundo a coluna Mônica Bergamo, a previsão é que 186 mil doses da CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan, sejam entregues pelo governo do estado para a capital ainda nesta terça para a aplicação de primeira dose, e 30 mil da vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para a aplicação da segunda dose na cidade. A vacinação deve ser retomada na quarta.
Há também previsão de chegada da vacina da Janssem, mas ainda não se sabe a quantidade de doses que serão destinadas à cidade e quando chegarão aos postos.
Em João Pessoa, o calendário desta terça prevê a aplicação de segundas doses de Coronavac, para quem completou 28 dias da primeira dose, e AstraZeneca, para quem tem 90 dias desde a primeira vacinação. A previsão é que mais vacinas cheguem nesta quarta, segundo a prefeitura.
Em Aracaju, a vacinação parou na faixa etária de 40 anos ou mais para pessoas sem comorbidades e espera novos lotes para avançar para o público de 39 e 38 anos.
Em Florianópolis, a prefeitura reservou 150 que ainda tem em estoque para lactantes, gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias depois do parto).
Campo Grande também segue a vacinação apenas com segunda dose, dos imunizantes Coronavac e AstraZeneca e espera a chegada de mais doses para continuar vacinando pessoas de 46 anos ou mais sem comorbidades, além dos grupos prioritários previstos no plano nacional.
Mesmo com a chegada de novas doses, a administração continuará trabalhando com a corda no pescoço, de acordo com técnicos ouvidos pela coluna.
CUT
