Arquivo mensal: maio 2020

Assembleia reforça ações de combate à Covid-19 no Maranhão em 7ª Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência

25-05-2020 Segunda-feira

Novas medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19 foram aprovadas pela Assembleia Legislativa, na manhã desta segunda-feira (25), durante a 7ª Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência. Entre as matérias apreciadas estão o Projeto de Lei 162/20, de autoria do deputado Professor Marco Aurélio (PCdoB),  que proíbe a suspensão dos planos de saúde, por falta de pagamento do usuário, durante a pandemia, e a MP 312/20, propondo a contratação de 106 médicos para o projeto ‘Mais Médico’ e a instituição do programa ‘Reembolso’. 

Convocada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), a sessão virtual contou com a participação de 35 deputados. 
“Tivemos uma sessão muito produtiva, na qual importantes matérias legislativas de grande alcance social foram apreciadas e aprovadas pelos deputados estaduais, no sentido de auxiliar no combate ao novo coronavírus em nosso estado”, avaliou Othelino Neto.

Com finalidade semelhante à do projeto do deputado Marco Aurélio, o PL 162/20, de autoria do deputado Zé Inácio Lula (PT), foi anexado à matéria dos planos de saúde, que contou com o apoio e aprovação unânime dos parlamentares. 

Prevenção

Além das MP’s 312 e 314/20, outras medidas provisórias do Executivo Estadual foram deferidas. Entre elas, a MP 315/20, que dispõe sobre a indenização de trabalho voluntário na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), e a MP 314/20, estabelecendo critérios de multas às instituições bancárias que descumprirem as normas estaduais destinadas à prevenção e contenção da Covid-19. 

Também esteve na Ordem do Dia a PEC 023/19, de autoria do Poder Executivo, que altera o artigo 193 da Constituição Estadual, referente à alienação ou cessão de imóveis do Estado. A matéria foi aprovada por unanimidade.

Além dessas matérias, foi aprovado, ainda, o Requerimento de Congratulação 179/20, de autoria dos deputados Adelmo Soares (PCdoB) e Cleide Coutinho (PDT), ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado da Saúde (SES) pela implantação de leitos de enfermaria e de terapia intensiva no Hospital Macrorregional de Caxias, exclusivos para o tratamento da Covid-19.

Calamidade pública

Após a aprovação dos deputados, o presidente Othelino promulgou os projetos de decreto legislativo reconhecendo o estado de calamidade pública em mais 20 municípios maranhenses: Trizidela do Vale, Carutapera, Lima Campos, Anapurus, Jenipapo dos Vieiras, Bom Jardim, Amapá, Urbanos Santos, Belágua, Bequimão, São Bernado, Cururupu, Alto Alegre do Pindaré, Nova Olinda do Maranhão, Barreirinhas, Humberto de Campos, Sítio Novo, Central do Maranhão Pindaré Mirim e Bacuri. 

Othelino Neto explicou a finalidade dos decretos. Segundo ele, o Legislativo Estadual dá condição legal e formal para que os municípios executem as despesas emergenciais em razão da pandemia da Covid-19.

“Vale ressaltar que estamos apenas reconhecendo os decretos feitos pelos chefes do Executivo Municipais. E isso vai fazer com que todos tenham que aplicar com o devido zelo os recursos públicos, sejam próprios ou advindo de fundos especiais de emergência por conta do novo coronavírus. E, claro, os órgãos de controle farão, naturalmente, a fiscalização, não só o Tribunal de Contas do Estado, mas também as Câmaras Municipais e o Ministério Público das respectivas comarcas. No caso de transferência federal, o Tribunal de Contas da União fará o controle, assim como a Controladoria da União”, explicou o presidente do Parlamento Estadual sobre a fiscalização da aplicação de recursos.

Na Rádio Difusora, Márcio Jerry analisa o caos do governo Bolsonaro

25-05-2020 Segunda-feira

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) foi o entrevistado do programa Ponto e Vírgula na sexta-feira (22), da Rádio Difusora 94,3 FM do Maranhão. Confira os principais trechos:

Congresso no combate ao coronavírus

“O Congresso está fazendo sua parte, já permitimos ao [Poder] Executivo um aporte de R$ 250 bilhões para o manejo da economia, medidas sanitárias e hospitalares. Passado mais de cem dias, o Governo Federal conseguiu operacionalizar apenas 30% disto. É muito grave! Isso porque o presidente da República não tem se ocupado, até hoje, do tema da pandemia. Isso não é um discurso da oposição, é da realidade dos fatos. É ele quem menosprezou a doença, disse que era uma ‘gripezinha’, desorganiza o isolamento social. Bolsonaro não é um aliado do povo brasileiro, é aliado do coronavírus.

Vídeo da reunião ministerial que confirma a intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal

“Nós ficamos estupefatos com o teor dessa reunião. Tem muita gente querendo minimizar o vídeo, mas não é normal um presidente da República se dirigir aos seus ministros daquela maneira grosseira e desqualificada, insuflando o armamento da população, ministros agredindo o Supremo Tribunal Federal, ameaçando prefeitos e vereadores, dizendo que é preciso aproveitar a pandemia para “empurrar” todas as leis ruins para o país. Ali é uma situação muito grave, que mostra a depravação do governo Bolsonaro. O vídeo mostra que nenhum deles tratam o Brasil com seriedade. E que a principal preocupação do presidente é proteger a família dele dos maus feitos. O que o Brasil tem a ver se os filhos de Bolsonaro são ligados a milicianos?”

Uso de Fake News pela oposição ao governo Flávio Dino

Além do coronavírus, precisamos combater o vírus do oportunismo político, da irresponsabilidade, do mau agouro. Estamos vendo políticos eleitos utilizando todos os dias notícias falsas, praguejando contra a saúde do povo maranhense, sem fazer um esforço concreto para melhorar a situação dos municípios de nosso estado. O governador Flávio Dino afirmou diversas vezes que hoje só existe um adversário no Maranhão, que é o coronavírus, mas tem gente, por puro oportunismo, que a todo instante levanta a bandeira do vírus político, pensando… ou melhor, torcendo para que aumente o número de mortos e infectados, torcendo pelo quanto pior melhor. São pessoas cruéis, maus políticos, que precisam pôr a mão na consciência para se unir ao povo maranhense. É necessário deixar as ‘quirelas’ partidárias de lado e dar as mãos aos prefeitos municipais, da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão. Esse é o espírito que nós precisamos: o Maranhão unido contra o coronavírus.

PCdoB

Assembleia Legislativa do Maranhão projeto que proíbe suspensão ou cancelamento de planos de saúde durante a pandemia

25-05-2020 Segunda-feira

Reconhecimento 

O projeto foi elogiado pelos parlamentares durante a votação na qual foi destacada, ainda, a importante atuação da Assembleia Legislativa na aprovação de matérias fundamentais para o enfrentamento da Covid-19 no estado. 

“Parabéns aos deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela importante iniciativa, que beneficiará muitas pessoas neste momento de dificuldade que estamos enfrentando”, disse o deputado Adriano (PV).

“Congratulo os deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela importante iniciativa. Nós sabemos que, durante esse período, há um impacto econômico significativo, pois muitas pessoas perderam os seus empregos e trabalhadores informais tiveram redução em suas fontes de renda. Por isso, não é justo que percam, também, o direito de acesso aos planos de saúde”, destacou a deputada Daniella Tema (DEM).

“Esperamos que essa lei entre logo em vigor, porque muitas pessoas precisam de assistência médica e muitas também perderam seus rendimentos”, disse o deputado Dr. Yglésio (PROS).

O deputado Duarte Jr. (Republicanos) classificou a medida como justa e necessária. “Muitas pessoas perderam os seus rendimentos e, consequentemente, não realizam o pagamento do plano de saúde, não porque não querem, mas porque, de fato, não encontram condições financeiras neste momento”, assinalou.

“A Assembleia Legislativa entra, de fato, no protagonismo dessa pandemia, votando projetos importantes, seja de autoria dos deputados ou do Poder Executivo. Parabéns aos deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela iniciativa”, completou o deputado Rafael Leitoa (PDT).

Zeca Dirceu; “Balbúrdia ministerial prova crimes ainda mais graves”

25-05-2020 Segunda-feira

Vivemos em um país governado por psicopatas. Governantes que não estão minimamente preocupados com a vida da população. As imagens da reunião ministerial, divulgadas pelo Supremo Tribunal Federal, deixam evidente que a preocupação de Bolsonaro não é a população, e sim interesses pessoais e financeiros da sua família e de amigos.

São quase três horas de uma reunião conduzida em tom de arruaça, com ameaças, xingamentos, palavrões, calúnias e a completa definição da incompetência. O que mais chama atenção no vídeo não são os palavrões ou a falta de liturgia que o cargo de presidente exige, mas sim, a falta de sensibilidade em tratar assuntos essenciais para o momento. Na ocasião em que a gravação foi feita, dia 22 de abril, o Brasil contava com pouco mais de 46 mil casos confirmados pela COVID-19, e havia enterrado, aproximadamente, 3 mil pessoas. Naquele momento Jair Bolsonaro reuniu ministros, presidentes de bancos públicos e grande parte da equipe de governo durante horas, mas não ouvimos sequer uma palavra relativa ao sofrimento que a população estava e ainda está vivendo.

Durante a reunião, nenhum ministro apresentou estratégias para o enfrentamento do Coronavírus. Sem qualquer pudor, foram brigas, agressões e ofensas com o intuito de sustentar o governo. Enquanto Paulo Guedes afirmou que o governo apenas daria apoio financeiro às grandes empresas; Weintraub por sua vez, não citou qualquer programa para desenvolver a ciência ou a pesquisa nesse período, preferindo ficar nas ofensas e disputas. Outro descalabro vem de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que sugeriu aproveitar o momento para flexibilizar leis ambientais de “ir passando a boiada”.

Na ocasião em que a gravação foi feita, dia 22 de abril, o Brasil contava com pouco mais de 46 mil casos confirmados pela COVID-19, e havia enterrado, aproximadamente, 3 mil pessoas. Naquele momento Jair Bolsonaro reuniu ministros, presidentes de bancos públicos e grande parte da equipe de governo durante horas, mas não ouvimos sequer uma palavra relativa ao sofrimento que a população estava e ainda está vivendo.

A gravidade do vídeo não se limita a destruição do Estado e a incapacidade de se solidarizarem com quem sofre, com quem é humilhado nas agências da Caixa ou morre nas filas do SUS; o chefe do executivo federal ainda se mostra um presidente subversivo. Bolsonaro deixa claro que planeja uma luta armada no Brasil. No vídeo ele afirma que está atuando para armar a população, com propósitos políticos, além da disposição em distribuir armas para seus seguidores, afim de “garantir a força de sua vontade”. Bolsonaro sabe que a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático de Direito ferem a Constituição Federal e a Lei de Segurança Nacional, mas ele quer o caos. Ele propaga a criação de uma convulsão social para ter a desculpa de usar armas e a força militar para implantar um regime ditatorial.

Em dezembro, Bolsonaro já tinha sido alertado sobre uma possível pandemia, mas nada fez. Em fevereiro já tínhamos o primeiro caso confirmado, e o governo continuou calado, omisso, sem um plano de ação que pudesse conter os efeitos da pandemia. O vídeo mostra que o governo não tem metas, prazos ou preocupação com a vida das pessoas. Eles são um amontoado de sanguinários, fazendo o pior tipo de política.

Não há dúvidas que o vídeo é uma prova que vai fortalecer os pedidos de impeachment. Já são mais de 30 pedidos e exigiremos que um deles tramite imediatamente na Câmara. Vamos continuar investigando e denunciando. Essa é a função do Congresso Nacional e do judiciário. Mesmo com todo o autoritarismo e o desejo de intervenção militar, Bolsonaro não vai nos calar. Impeachment já!

Zeca Dirceu é deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores do Paraná.

Como está a vida dos trabalhadores do campo sob a pandemia

25-05-2020 Segunda-feira

Neste 25 de maio, Brasil celebra o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural

Desde 1964, o Brasil comemora o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, em 25 de maio, porque essa data marca o falecimento de Fernando Ferrari, em 1963, destacado político em favor de quem trabalha no campo. Neste ano, os 17,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo, segundo o Censo Agropecuário 2017, além das dificuldades costumeiras, enfrentam as dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus.

“Os maiores problemas do momento são as dificuldades de acesso a créditos, políticas públicas de um modo geral e o escoamento da produção”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Assim como na cidade, temos trabalhadoras e trabalhadores de todo tipo no campo – desde aquele que comercializa até aqueles que beneficiam seus produtos”.

Conforme o Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 5.072.152 estabelecimentos agropecuários no Brasil, em uma área total de 350.253.329 hectares. O levantamento mostra ainda ter havido uma diminuição de 1,5 milhão de empregos no campo em comparação com o censo de 2006. Ao mesmo tempo. houve maior concentração de propriedades, em 2%. Em 2006, haviam 5,17 milhões de unidades – número que caiu para 5,07 milhões em 2017.

Nos últimos anos, cresceu a participação da agricultura familiar, responsável por mais de 70% da produção de alimentos. “Com a pandemia, cresce ainda mais a importância deste setor, tornando-se uma atividade essencial para a sociedade”, explica o agricultor familiar Sérgio de Miranda, secretário de Finanças da CTB.

“Os supermercados precisam continuar abertos para garantir o abastecimento da população. Porém, para que os alimentos cheguem à mesa do consumidor, precisam antes passar pelas mãos dos agricultores familiares – que, mesmo diante de tantas dificuldades e da falta de apoio governamental, continuam produzindo os alimentos necessários para a população”, reforça.

Segundo ele, “há muita dificuldade de comercialização, principalmente entre as cadeias curtas, os hortifrútis e granjeiros porque as feiras grandes estão impedidas de funcionar e as menores têm muitas dificuldades”. Mesmo “a venda de porta em porta está difícil. Os produtores estão se reinventando para tentar sobreviver a este período e retomar o mais breve possível a sua produção e recuperar sua renda”.

Já Lenir Piloneto Fanton, dirigente da CTB nacional e da CTB-RS, assinala os tempos difíceis para a agricultura familiar desde 2016 com os governos implantando o modelo neoliberal no país. “Agricultoras e agricultores familiares vivem à mercê dos valores praticados pelo mercado, muitas vezes não pagam o custo da produção e obrigam os pequenos produtores a se virar para comercializar melhor seus produtos”, diz. “Estamos perdendo financiamentos com os cortes feitos por Bolsonaro nos investimentos da agricultura familiar”.

No caso do leite ocorre a mesma coisa. “A estiagem diminuiu a produção e os produtores estão ficando sem pastagem com as dificuldades de comercialização”, diz Carlos. Além disso, “apesar de o leite ter aumentado nas prateleiras dos supermercados, os produtores estão recebendo os mesmos valores do ano passado”. Ele reclama da falta de créditos para a superação deste momento.

De acordo com Vânia, que também é secretária-geral da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Bahia (Fetag-BA), “o vírus chegou ao campo, em algumas cidades, com o índice bem alto de contaminação. Muitas pessoas dos grandes centros, principalmente de São Paulo, estão retornando para suas origens, mesmo com os bloqueios rodoviários, muitos ônibus clandestinos chegam nas pequenas cidades.”

Sérgio reafirma a necessidade do auxílio emergencial, mas “infelizmente a falta de sensibilidade e de consideração com os agricultores familiares, produtores de alimentos, levou o presidente Bolsonaro a vetar esta ajuda que seria extremamente importante e necessária para a manutenção destas famílias, neste tempo de pandemia”. 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) vem cobrando intensamente medidas do governo federal e dos governadores para amenizar os problemas. “Algumas foram aprovadas, outras anunciadas, mas a maioria ainda não está sendo operacionalizada”, diz Aristides Santos, presidente da Contag, à jornalista da entidade, Verônica Tozzi.

Por isso, “neste dia, aproveitamos para cobrar dos gestores municipais, estaduais e federais atenção à situação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, que exercem papel fundamental no país. A produção de alimentos é importante e deve ser uma estratégia de Nação”, sinaliza Aristides.

O Dia Do Trabalhador e da Trabalhadora Rural se transforma em uma “importante data para destacarmos a importância dos pequenos e médios produtores, maioria absoluta no campo, para a produção de alimentos saudáveis para a mesa das brasileiras e brasileiros”, conclui Vânia

Fonte: Portal CTB

Pesquisador avalia efeitos do lockdown em São Luís: “O Maranhão está salvando vidas”

25-05-2020 Segunda-feira

Para Allan Kardec, professor da UFMA, os números positivos no estado são resultado de tratamento clínico efetivo e das ações preventivas como o lockdown

O lockdown na Grande Ilha de São Luís mostrou resultados positivos. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), duas semanas após o cumprimento da medida mais restritiva para o combate ao novo coronavírus, a maior parte dos novos casos positivos de Covid-19 estão fora dos quatro municípios da região – diferentemente do que ocorria antes.

O cenário favorável derivado do amplo confinamento já era previsto pelo professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMA, Allan Kardec. Com base em cálculo matemático, Kardec projetou que, sem o bloqueio total das atividades não essenciais, logo no início de junho, o número de casos de Covid-19 poderia explodir e passar da casa dos 30.000 na região metropolitana. 

Doutor em Engenharia da Informação pela Universidade de Nagoya, no Japão, país onde também estudou Engenharia Biomédica, com mais de 20 anos de experiência em estatística e processamento de dados, Allan Kardec usou uma operação comumente ensinada no Ensino Médio para fazer a projeção: polinômio de terceiro grau. 

Kardec acompanha diariamente o Boletim Epidemiológico Covid-19 publicado pela SES e usa um método chamado de “ajuste de curvas por polinômios”, expressões algébricas que adicionam constantes e variáveis. Fórmulas estatísticas usam polinômios para verificar valores futuros, como taxas de nascimento, mortalidade e crescimento de uma determinada população. 

“Pego os dados da Secretaria de Saúde, que são a soma de todos os registros até um determinado dia, e faço a diferença entre esses dias, de ontem pra hoje, de anteontem para ontem e assim sucessivamente. Tento observar como é que a Covid-19 tá evoluindo no tempo. Assim é possível acompanhar as oscilações diárias. O acumulado é insensível a essas mudanças”, explica. 

Número de óbitos em queda

Com 95% de grau de confiabilidade, os gráficos elaborados pelo professor Kardec apontam uma tendência de achatamento no número de casos e, principalmente, de óbitos na Grande Ilha após o lockdown. 

Projeção mostra resultados do lockdown na Ilha de São Luís

“Uma coisa interessante no Maranhão é que no mundo inteiro o número de óbitos acompanha o número de casos, as curvas são parecidas. Mas aqui no Maranhão é diferente. O número de óbitos meio que está se achatando”, avalia Kardec. 

Para Allan Kardec, os números positivos são resultado de tratamento clínico efetivo e das ações preventivas como o lockdown. 

“Os óbitos curvam para baixo no estado. O fato objetivo é que o Maranhão está salvando vidas”, pontua Allan Kardec. 

No início semana, o governador Flávio Dino divulgou gráfico elaborado por Kardec, indicando curvas de óbitos na Ilha, com a previsão de casos para cenários com e sem lockdown. Segundo o governador, “os dados servem para sublinhar a importância das medidas preventivas e de distanciamento social”.

Fonte: Vermelho

Sequelas psicológicas da pandemia preocupam especialistas de saúde

25-05-2020 Segunda-feira

As mudanças no comportamento da sociedade em decorrência da pandemia do coronavírus, que obrigou a adoção de medidas de isolamento em escala global, preocupa especialistas de saúde, especialmente na área de psiquiatria e psicologia. A pressão provocada pelo distanciamento e o medo da doença afetam diretamente pessoas com quadros de depressão, ansiedade, pânico e distúrbios como a esquizofrenia. A sobrecarga emocional gerada pela virulência com a qual o vírus se espalhou pelo mundo afeta também os próprios profissionais de saúde, sobretudo os que estão na linha de frente dos hospitais e enfermarias, trabalhando sob forte tensão.

Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para os riscos de um aumento considerável de pessoas com problemas de saúde mental nos próximos meses. A agência recomenda aos governos o fortalecimento dos serviços de saúde por meio de mais investimentos no setor. “O impacto da pandemia na saúde mental das pessoas já é extremamente preocupante”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “O isolamento social, o medo de contágio e a perda de membros da família são agravados pelo sofrimento causado pela perda de renda e, muitas vezes, pelo emprego”.

A organização apresentou um estudo conduzido na Etiópia no mês passado. A pesquisa apontou um aumento de três vezes na prevalência de sintomas de depressão em comparação ao período anterior à pandemia. De acordo com a OMS, grupos populacionais específicos correm risco de desenvolver algum distúrbio psicológico relacionado ao Covid-19. Profissionais de saúde da linha de frente, confrontados com cargas de trabalho pesadas, decisões de vida ou morte e risco de infecção, são os mais afetados. Na China, a depressão atingiu 50% dos profissionais de saúde. 45% relataram sintomas de ansiedade e 34% descreveram sofrer de insônia. No Canadá, 47% dos profissionais de saúde relataram a necessidade de suporte psicológico.

No Brasil, um estudo coordenado pela Fiocruz apresentou resultados semelhantes. Já nas primeiras semanas de isolamento social, grande parte da população brasileira apresentou variações no estado de ânimo, revelou o levantamento, cuja primeira etapa foi divulgada na sexta-feira (22). Segundo o estudo, 40% disseram  sentir tristeza ou depressão e 54% relataram ansiedade ansiosos nervosismo frequente.

“Não esperava um percentual tão alto de pessoas que se sentiram tristes ou deprimidas, assim como das que se sentiram ansiosas ou nervosas”, afirmou a pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, do Icict/Fiocruz, coordenadora do trabalho, ao portal da Fiocruz. Mais de 40 mil brasileiros responderam a um questionário online, dando subsídios para a primeira etapa da pesquisa. Os dados foram coletados entre 24 de abril a 8 de maio.

“O impacto da pandemia na saúde mental das pessoas já é extremamente preocupante. O isolamento social, o medo de contágio e a perda de membros da família são agravados pelo sofrimento causado pela perda de renda e, muitas vezes, pelo emprego”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. Foto: Divulgação.

Pânico

“Quando a pandemia chegou no nosso ambiente de trabalho, houve muito pânico. Tivemos casos de profissionais que pediram demissão”, relata o supervisor do Serviço de Psicologia de um hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) da Grande São Paulo. Segundo o psicólogo, que falou à reportagem da Agência PT de Notícias sob anonimato, os profissionais de saúde que estão nos hospitais atuam sob enorme pressão. Muitos deles trabalham em plantões dobrados, convivendo diariamente com o temor de serem infectados.  “O desgaste vem do medo dos profissionais de pegarem a doença, então há uma tensão constante”, afirma. “As pessoas têm medo, estão com muito medo”.

De acordo com o psicólogo, na medida em que não há uma clara percepção de quando a crise irá passar, a perspectiva é a de um agravamento do quadro. “A tendência, para as pessoas que estão trabalhando na ponta com esse nível de tensão, é que elas cheguem a um esgotamento”. O supervisor conta que vários profissionais já foram afastados, alguns com diagnóstico da doença. Outros aguardam o resultado de testes. “A equipe trabalha no limite. Quem está na linha de frente são sempre as mesmas pessoas. Como a perspectiva de contaminação a longo prazo é alta, há muita apreensão”.

Aumento de óbitos

O aumento excessivo do número de óbitos, fato sem precedentes na rotina do hospital, também afetou os especialistas de saúde. “Estou há 20 anos trabalhando em hospital e nunca vi um cenário desse”, afirma o psicólogo. “Em três dias, morrer 11 pessoas é algo inédito, observa. “Isso gera uma repercussão enorme nos profissionais de saúde”. No momento, mais de 30 leitos têm pacientes em estado grave, vários entubados.

O psicólogo avalia que as repercussões psicológicas da pandemia podem afastar vários profissionais de saúde nos próximos meses, prejudicando ainda mais o front de combate à doença. “O esgotamento físico e mental ainda vai afastar muitos profissionais”, prevê. À medida que as pessoas passam por uma estafa física e emocional, pontua, “isso vai baixando a resistência e causando maiores riscos para a saúde”.

Luto interrompido

Além do pânico de uma contaminação, pessoas que perderam familiares e amigos precisam lidar com a dor da perda no contexto da doença, sem velórios e com processo de luto interrompido. “Não se pode velar e existe uma espécie de congelamento da emoção”, atesta a psiquiatra espanhola Carmen Moreno, em entrevista ao diário ‘ El País’.

Segundo a psicóloga Sara Liébana, também ouvida pela reportagem, parentes sentem-se impotentes por não poderem nem compartilhar a dor da perda. “Nós os incentivamos a entrar em contato com seus familiares através de videoconferências em grupo, e dizemos a eles que poderão se despedir quando isto acabar”.

O psicólogo do SUS considera que as dificuldades para famílias realizarem velórios e funerais trará consequências negativas para o estado psicológico dos parentes das vítimas da pandemia. “O processo de luto fica muito prejudicado, e certamente  haverá um impacto para as famílias a longo prazo”.

Para o psiquiatra Enrique García Bernardo, quadros de depressão aparecerão em decorrência de tipos diferentes de perda. “As depressões terão a ver com as perdas, as reais, as dos nossos mortos, e outras de diferente dimensão: a renúncia a um status, a uma forma de vida pelo desemprego ou a ruína dos autônomos”, diz Bernardo, também ao ‘El País’. “O que inclui o sujeito isoladamente (com a perda de sonhos, expectativas), a família (perda de horizontes) e o aspecto social (o emprego)”.

Jovens afetados

Com o fechamento de escolas, a saúde mental de crianças e adolescentes merecem especial atenção, aconselham as Nações Unidas. A pesquisa da Fiocruz apresentou um resultado surpreendente entre a população jovem.  Entre adultos jovens, com idades entre 18 e 29 anos, 54% disseram sentir-se tristes e deprimidos e 70% se sentiram ansiosos e nervosos com frequência, os maiores percentuais por faixa etária. “Em geral são pessoas que têm uma vida social intensa, e na ausência disso, passam horas nas telas de tablet, computador, ou celular”, constata Célia Szwarcwald.

Segundo dados da OMS, pais na Itália e na Espanha também relataram que seus filhos tiveram dificuldades em se concentrar, além de irritabilidade, inquietação e nervosismo. Outro levantamento, divulgado pelo diário português ‘Público’, informa que, diante da primeira daquela que é a primeira grande crise de suas vidas, os jovens estão de fato mais tristes e ansiosos.

“Os mais velhos podem não ter imunidade para o vírus, mas parecem ter mais imunidade para responder a esta situação nova. Relativizam mais, porque já enfrentaram outras dificuldades e passaram por várias crises de saúde pública, como a doença da vacas louca, a gripe aviária, o ebola. Para os mais jovens, esta é a primeira grande ameaça das suas vidas”, analisa Henrique Barros, presidente do ISPUP, especialista em saúde pública e epidemiologista, em entrevista ao ‘Público’.

“Sabemos que os jovens, principalmente os adolescentes, dependem muito das conexões com seus pares”, observa a psiquiatra do Imperial College de Londres, Martina Di Simplicio, em depoimento ao portal da instituição. “O desenvolvimento do cérebro adolescente é fortemente influenciado pelo aumento das conexões sociais com outros jovens. Não temos certeza de qual será o impacto da situação atual, onde os jovens ficaram repentinamente impedidos de ter interações com seus amigos pessoalmente”, observa.

Subfinanciamento 

Martina também explica que os impactos econômicos da pandemia sobre os serviços de saúde mental tornarão ainda mais frágeis os sistemas de proteção social. “Penso que o bloqueio e a pandemia tornarão aqueles que já são vulneráveis ​​ainda mais vulneráveis. Os serviços de saúde mental são subfinanciados há anos, assim como as pesquisas em saúde mental”, argumenta. “O risco é que o ônus da saúde mental se torne mais agudo e complexo, e um financiamento maior seja necessário em um período já com poucos recursos”.

No Brasil, o subfinanciamento que vinha predicamento o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos foi agravado com a Emenda do Teto de Gastos, que já tirou mais de R$ 22,5 bilhões em apenas dois anos. A Emenda Constitucional 95/2016, promulgada no governo Temer e mantida por Bolsonaro, congelou por 20 anos os recursos destinados à saúde pública,  consolidando o processo de asfixia do sistema.

“Nossa realidade, desde antes da pandemia, constatava o aprofundamento do histórico subfinanciamento, a deliberada precarização e terceirização do trabalho e os ataques ao modelo comunitário de cuidado em saúde mental, inflacionando o financiamento das instituições de caráter asilar”, lamenta a professora do Departamento de Políticas Públicas e Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo, Luciana Togni de Lima e Silva Surjus, na última edição da publicação Cadernos Brasileiros de Saúde Mental.

Maior investimento em saúde mental

A OMS adverte que a interrupção dos serviços de apoio psicossocial em muitos países agravou o quadro de distúrbios psíquicos. Os sistemas de assistência também foram afetados pela infecção de integrantes de equipes de saúde mental e pelo fechamento de serviços presenciais. Serviços comunitários, como grupos de autoajuda para dependência de álcool e drogas, não funcionam há meses.

“Agora está claro que as necessidades de saúde mental devem ser tratadas como um elemento central de nossa resposta e recuperação da pandemia do COVID-19”,  Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Essa é uma responsabilidade coletiva dos governos e da sociedade civil”. Para ele, “uma falha em levar o bem-estar emocional das pessoas a sério levará a custos sociais e econômicos a longo prazo para a sociedade”. A OMS defende que é fundamental a manutenção do apoio a ações comunitárias que fortaleçam a coesão social e reduzam sentimentos de solidão, principalmente de grupos mais vulneráveis, como os idosos.

Apesar das deficiências, o SUS mantém-se na dianteira como o modelo ideal para o enfrentamento dos efeitos da pandemia na saúde da população. “O SUS, mesmo subfinanciado por três décadas e desfinanciado sob a vigência da Emenda Constitucional 95, está na vanguarda do enfrentamento da COVID-19 no Brasil”, defende o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por meio de nota. “A pandemia demonstra, de maneira alarmante, para os ideólogos do individualismo sem limites, que a Saúde não pode ser tratada sem dimensão de coletividade”, conclui a entidade.

PT, com informações de Fiocruz, Cofen, OMS, Imperial College of London e agências internacionais

PSOL exige afastamento urgente de General Heleno do governo após ameaças à democracia

25-05-2020 Segunda-feira

A bancada do PSOL na Câmara tomou duas ações imediatamente após as declarações do general Augusto Heleno, comandante do Gabinete de Segurança Institucional do governo Bolsonaro, ameaçando as instituições brasileiras e a democracia no país na última sexta-feira (22). O partido pede o afastamento urgente de Heleno do governo através de uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de ter coordenado um pedido de convocação do general a uma sessão da Câmara dos Deputados, realizado por 40 deputados de dez partidos diferentes.

As falas do general Heleno aconteceram no mesmo dia que o STF liberou as gravações da reunião ministerial de 22 de abril e pediu uma decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a apreensão do celular de Jair Bolsonaro para investigar sobre as interferências do presidente no comando da Polícia Federal.

Augusto Heleno diz que é “afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e interferência inadmissível de outro Poder” e que “poderá ter consequências imprevisíveis”.

Para os parlamentares são declarações graves e absolutamente inconstitucionais. “No Estado Democrático de Direito, é inadmissível que um Ministro de Estado intimide a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Demonstra, mais uma vez, o viés autoritário e antidemocrático da gestão à frente do Poder Executivo Federal.”

O pedido de convocação do ministro é assinado, além de toda a bancada do PSOL, pelos líderes da Oposição, da Minoria, PT, PSB, PDT, PCdoB, Rede, PSL, além de parlamentares diversos do DEM, PSL, PCdoB, PDT e PSB.

PSOL

Novos leitos e UTI aérea auxiliam no combate ao coronavírus no Maranhão

25-05-2020 Segunda-feira

Para intensificar o combate ao coronavírus no Maranhão, o Governo do Estado tem incorporado novas ações a cada dia em todas as regiões. A Gestão Estadual tem ampliado leitos exclusivos para o tratamento de Covid-19 em Imperatriz, que atualmente tem o segundo maior número de casos do vírus no estado.

Outra medida, que também tem auxiliado os municípios de todo o Maranhão, é o suporte com UTI aérea para encaminhar pacientes em estado gravíssimo, dando condições de transferência do interior para a capital.

Imperatriz foi uma das cidades já beneficiadas com o serviço, que começou a ser oferecido desde o último final de semana em todo o Maranhão.

O secretário de Estado da Infraestrutura (Sinfra), Clayton Noleto, que coordena o Comitê de Combate à Covid-19 na Região Tocantina, sob orientação do governador Flávio Dino e em parceria com o secretário de Saúde, Carlos Lula, reforça que o trabalho tem sido intenso na região.

“Todos os esforços têm sido empreendidos no sentido primordial de salvar vidas. Trata-se da maior expansão, em termos de estrutura e pessoal, feita na saúde do Maranhão. A gestão tem sido feita de maneira proativa, visando antecipar as necessidades e atender a procura crescente”, disse.

Obras
Através das obras da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), a cidade de Imperatriz dispõe de novos leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 na rede estadual, distribuídos entre o Hospital Regional Materno Infantil (HRMI), onde foi implantado um prédio anexo exclusivo e mais o Hospital Macrorregional Drª Ruth Noleto.

Além das unidades estaduais, a gestão participou de parcerias para a implantação do Centro Ambulatorial no Centro de Convenções, que atende pacientes com sintomas leves e também no reforço para melhorar o atendimento nas UPAS, que são as principais portas de entrada. Atualmente, o município está com obras em andamento para um novo hospital de campanha.

Mais ações

Outras cidades do Maranhão receberem reforço na infraestrutura hospitalar. Na Região Tocantina, Açailândia recebeu um hospital de campanha com 60 leitos, sendo 53 de enfermaria e sete para UTI, resultado de uma parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura e a empresa Vale.

Em todo o estado, os leitos foram ampliados de 232 para quase 1.500 exclusivos para tratamento de pacientes com Covid-19. Cidades pólos como Lago da Pedra, Santa Luzia, São Luís, Coroatá e Caxias estão entre as contempladas com a ampliação de leitos.

Prefeitura de São Luís segue fiscalizando o isolamento social por meio de ações da Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania

25-05-2020 Segunda-feira

Sempre em busca de conscientizar  e orientar os moradores da capital maranhense sobre as ações de prevenção da Prefeitura de São Luís por conta do novo coronavírus (Covid-19) e o cumprimento das medidas de isolamento social com o objetivo de conter a proliferação da doença, a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), prossegue com rondas preventivas, campanhas educativas nas áreas de risco e praias do Olho d’Água e Ponta d’Areia, além de apoio às ações de fiscalização por toda cidade. Os trabalhos seguem orientação do prefeito Edivaldo Holanda Junior e foram intensificados neste momento de pandemia. 

As rondas preventivas da Guarda Municipal seguem em pontos estratégicos da cidade, como Rua Grande, Rua do Passeio, Centro Histórico, Praia Grande, terminal da integração da Praia Grande, Largo do Carmo e adjacências, entre outros locais.

Além de viaturas, com equipes de guardas municipais, a guarnição também conta com o serviço da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), implantada pelo prefeito Edivaldo no ano passado. A Guarda Municipal também presta serviço de apoio às ações de órgãos públicos da Prefeitura de São Luís, como Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria da Criança e Assistência Social.

Os integrantes da Guarda Municipal também participam das ações integradas de fiscalização na cidade, em apoio à Blitz Urbana, Vigilância Sanitária do Município e Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), durante os trabalhos desses órgãos que monitoram o funcionamento de estabelecimentos durante o período de isolamento. A Guarda Municipal pode ser acionada no 153 e pelo aplicativo WhatsApp pelo número 98822 5352.

“A presença dos guardas municipais é uma espécie de trabalho preventivo para eventuais situações de agressão, pois objetiva tanto proteger servidores que estão em serviço para atender ao cidadão, como garantir a proteção ao próprio cidadão”, afirma o secretário municipal de Segurança com Cidadania, Heryco Coqueiro.

PRAIAS E ÁREAS DE RISCOS

Como foram de manter o distanciamento social, medida que é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a principal forma de evitar a disseminação pelo novo coronavírus, o Corpo Salva-Vidas da Prefeitura de São Luís tem alertado os frequentadores da orla marítima de responsabilidade do município (Ponta d’Areia e Olho d’Agua)  pedindo que as pessoas evitem os espaços. 

Já a Superintendência da Defesa Civil continua com campanhas educativas em áreas de riscos, orientando os moradores e transeuntes sobre a necessidade de respeitar o distanciamento social e o uso de mascaras. Até o momento, os agentes do serviço já visitaram 15 bairros.

De acordo com a superintendente da Defesa Civil de São Luís, Elitania Barros, a ação já alcançou mais de 500 pessoas. “Vamos continuar com esse trabalho enquanto durar a pandemia, a recomendação do prefeito Edivaldo é que a ação seja, em breve, estendida para outras comunidades”, destaca a gestora.

Dentre os locais visitados estão Coheb Sacavem,  Jordoa, Salina Sacavém, Vila Cerâmica, Vila Bacanga I e II, Vila Dom Luís, Vila Isabel, Alto da Esperança, Vila Embratel, Mauro Fecury I, Fumacê, Sá Viana e Coroadinho.