Arquivo mensal: maio 2020

Bloqueios na Ilha de São Luís ajudam a cumprir regras no 1º dia de lockdown

05-05-2020 Terça-feira

Ruas e avenidas que tradicionalmente têm grande circulação na Ilha de São Luís amanheceram com pouca movimentação nesta terça-feira (5). É o resultado do primeiro dia do lockdown (bloqueio) nas quatro cidades da Ilha.

Foram 50 pontos de fiscalização e controle para apoiar o cumprimento das regras de redução da circulação de pessoas e veículos.

“Estamos vendo uma adesão espontânea da imensa maioria da sociedade, além de termos tido efetividade nos pontos de fiscalização e controle”, afirmou o governador Flávio Dino, referindo-se ao baixo movimento de carros e pessoas nas primeiras horas da manhã.

“Muito seguramente teremos a ampliação do distanciamento social necessário para que possamos prevenir novos casos de coronavírus e vamos, portanto, manter esse trabalho durante os próximos dez dias porque sabemos que as semanas epidemiológicas mais difíceis estão por vir no país inteiro e também no nosso estado”, acrescentou.

A avenida Litorânea, na capital, foi uma das vias com bloqueio. “Estamos fazendo barreiras de controle. A intenção é controlar o fluxo de pessoas para que fique estabelecido que só pode circular o estritamente necessário”, afirmou o coronel Honório, comandante do Batalhão de Turismo.

A entrada e a saída da Ilha tiveram, basicamente, apenas fluxo de caminhões com cargas. A medida é importante para conter a disseminação do vírus para os demais municípios do Estado.

A Ilha de São Luís concentra cerca de 90% dos casos da doença, por isso o lockdown foi decretado pela Justiça, a pedido do Ministério Público, e acatado pelo Governo do Maranhão.

Ônibus

Nos terminais de ônibus, o movimento também foi pequeno. A rodoviária não está funcionando. “Todas essas ações estão sendo fiscalizadas por barreiras policiais”, disse o presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, Lawrence Melo.

O sistema de transporte semiurbano está operando com frota de 50%, com a obrigatoriedade de passageiros sentados e com máscara. “Também está sendo feita a higienização dos veículos assim que entram no terminal”, afirmou Melo.

Sobre os ferryboats, houve redução para quatro viagens diárias para atender prioridades como caminhões, viaturas e ambulâncias.

Filas

Desde ontem, bombeiros civis contratados pelo Governo do Maranhão organizam as filas na Caixa Econômica Federal para evitar aglomerações. A medida foi tomada porque os bancos não vinham adotando essa providência.

Lockdown

O lockdown é o bloqueio da maior parte das atividades comerciais e da circulação de pessoas. Vale apenas na Ilha de São Luís, entre esta terça-feira (5) e o dia 14.

Só podem funcionar serviços essenciais, como os mercados. A venda de alimentos está liberada. Podem funcionar supermercados, mercadinhos, feiras, quitandas e estabelecimentos que vendam alimentos.

Mas todas as empresas e todos os estabelecimentos abertos precisam seguir regras para evitar aglomerações e reduzir o risco de contágio.

Caminhões com cargas de alimentos e produtos de limpeza e higiene, entre outros itens, podem entrar e sair da Ilha.

Podem continuar circulando pessoas que trabalham em atividades essenciais ou que estejam se deslocando em busca de um serviço essencial. Por exemplo, um médico pode sair para o trabalho ou uma pessoa pode ir ao mercado comprar alimentos e produtos de limpeza.

A empresa para qual o funcionário trabalha precisa emitir uma declaração que deve sempre ser levada com ele. O modelo de declaração pode ser conseguido aqui https://bit.ly/DeclaraçãoTrabalhadores (empresas privadas) ou aqui https://bit.ly/DeclaraçãoServidores (órgãos públicos)

Veja abaixo um resumo das atividades liberadas

– Supermercados, feiras, quitandas e estabelecimentos semelhantes; delivery de alimentos; venda de produtos de limpeza e de higiene pessoal;

– Hospitais, clínicas e laboratórios; farmácias; clínicas veterinárias para casos urgentes;

– Postos de combustíveis; abastecimento de água e luz; coleta de lixo; imprensa; serviços funerários; telecomunicações; segurança privada;

– Serviços de manutenção, segurança, conservação, cuidado e limpeza em ambientes privados (empresas, residências, condomínios);

– Oficinas e borracharias; pontos de apoio para caminhoneiros nas estradas, como restaurantes e pontos de parada;

– Serviços de lavanderia; comércio de álcool em gel; indústrias do setor de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza

Lockdown em São Luís: decreto governamental permite circulação de veículos da Famem em ações sociais

05-05-2020 Terça-feira

Apesar do decreto governamental que proíbe a circulação de pessoas e veículos na Região Metropolitana de São Luís, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão seguirá prestando auxílio às 217 cidades do estado, com a distribuição de EPI,s, álcool em gel, materiais de higiene, colchonetes e cestas básicas.

Graças à sensibilidade do governador Flávio Dino, a medida prevê o “trânsito de veículos da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, bem como das prefeituras, quando destinados ao transporte de insumos de saúde, mediante a apresentação de declaração apresentada pelo presidente da entidade”. 

Na próxima semana, um novo lote de insumos será encaminhado às cidades. Até o momento, foram distribuídas mais de 3500 caixas de álcool, 2000 caixas de sabão e 1000 caixas de detergente, além milhares de luvas, máscaras acrílicas, tocas, botas, colchonetes e informativos com orientações à população sobre como combater a proliferação do novo coronavírus. 

A Famem dará início, nesta semana, ao envio de 75 toneladas de alimentos aos municípios maranhenses atingidos por enchente, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a Federação das Industria do Estado do Maranhão FIEMA e com o SESI.

Márcio Jerry afirma que Bolsonaro retém recursos federais por menosprezo ao coronavírus

05-05-2020 Terça-feira

Quase três meses após a publicação a da Lei nº 13.979, que reconheceu o novo coronavírus como um problema de saúde pública no Brasil, o governo federal continua a reter recursos indispensáveis no combate à pandemia, afirmou nesta segunda-feira (4) o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB).

“Sem os recursos necessários aumenta o caos em nosso país. Para se ter uma ideia, dos R$ 250 bilhões já aprovados, apenas 24% chegou ao destino final”, disse o parlamentar.

Para Márcio Jerry, Jair Bolsonaro (sem partido) tem inviabilizado ações que poderiam estar salvado a vida de milhares de brasileiros por menosprezar a doença. “Isso mostra o total desrespeito de Bolsonaro e de sua equipe com a concretização das ações em defesa da saúde, da renda das famílias, do emprego, das empresas e das contas de estados e municípios, cada vez mais fragilizados”, completou.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil chegou a 7.288 mortes em um total de 105.222 casos confirmados de Covid-19.

Vermelho

Flávio Dino questiona patriotismo de Bolsonaro e repudia ato antidemocrático

05-05-2020 Terça-feira

O governador Flávio Dino (PCdoB-MA) usou suas redes sociais nesta segunda-feira (4) para questionar o posicionamento do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Apesar de declarar-se patriota, Bolsonaro foi fotografado apoiando atos antidemocráticos e com bandeiras dos Estados Unidos e de Israel neste domingo (3), na rampa do Palácio do Planalto.

“Brasil acima de todos? Bandeira dos Estados Unidos empunhada na rampa do Palácio do Planalto?”, escreveu Flávio Dino.

“Quer ditadura”

Pouco depois da aparição de Bolsonaro apoiando manifestantes contrários ao regime democrático e ao isolamento social necessário para diminuir a contaminação e as mortes pelo novo coronavírus, Dino já havia usado as redes para criticá-lo e cobrar ações pela democracia.

“Bolsonaro diz que quer um governo “sem interferências”, ou seja, uma ditadura. É da essência da tripartição funcional do Estado que os Poderes interfiram uns nos outros. Na verdade, Bolsonaro está com medo da delação de Moro e de ser obrigado a mostrar o exame do coronavírus”, escreveu o governador neste domingo (3).

Dino também se manifestou contra a agressão a jornalistas e fotógrafos que cobriam o ato para o jornal O Estado de S. Paulo.

“Não são “apoiadores”. Crescentemente adotam comportamento de milícias, que pela força física tentam impor suas ideias. Há meses promovem agressões impunemente. Jornalistas, Sergio Moro, Alexandre de Moraes são apenas as vítimas mais recentes”, destacou.

O governador do Maranhão lembrou que “as Forças Armadas devem obediência ao Supremo, e não o contrário. O poder militar é subordinado aos Três Poderes. Aliás, qualquer deles pode determinar a garantia da lei e da ordem em face de ações desses grupelhos de agressores. Está no artigo 142 da Constituição Federal”.

Os esclarecimentos sobre as Forças Armadas se devem a declarações do presidente na mesma manifestação. Bolsonaro afirmou ter apoio das Forças Armadas e que “chegou no limite”. Em clara ameaça as instituições, ele disse que “daqui para frente não tem mais conversa” e que a Constituição “será cumprida a qualquer preço”.

Conforme apurou a jornalista Andrea Sadi, do G1, A cúpula das três Forças Armadas teria se irritado com a fala de Bolsonaro e os Generais que compõe seu governo não teriam endossado críticas ao STF e ao ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Sergio Moro.

Do Portal PCdoB

Novas medidas restritivas passam a valer em São Luís a partir desta terça-feira (5) com início do lockdown

05-05-2020 Terça-feira

A Prefeitura de São Luís intensifica, a partir desta terça-feira (5), as medidas restritivas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. As ações de fiscalização do trânsito, transporte urbano, mercados e feiras, comércio não essencial entre outros foram definidas em decreto municipal baixado na manhã da segunda-feira (4) em cumprimento ao Decreto Estadual Nº 35.784/2020, que atende a decisão da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís determinando o bloqueio mais rigoroso no funcionamento dos serviços públicos, comércio e outras atividades não essenciais nos próximos 10 dias na Ilha de São Luís (lockdown) visando reduzir a curva de transmissão da Covid-19. As medidas foram regulamentadas por meio de portaria dos respectivos órgãos municipais.

“Em razão do número crescente de casos, medidas mais rígidas de isolamento social foram determinadas pela Justiça e o Governo do Estado como o objetivo de reduzir a contaminação comunitária e os casos da Covid-19 na ilha de São Luís. Assim, em cumprimento às determinações, vamos ampliar o trabalho que já vínhamos executando de fiscalização do trânsito e transportes, disciplinamento do funcionamento de feiras, mercados, comércio não essencial e outras atividades que gerem aglomeração de pessoas. Por outro lado, seguimos com as ações de ampliação da estrutura exclusiva da rede municipal para atender casos da Covid-19, ampliando leitos clínicos e de UTI, entre outras medidas”, disse o prefeito Edivaldo Holanda Junior.

Entre as medidas estabelecidas no decreto municipal estão a manutenção da suspensão das aulas da rede municipal de ensino até 31 de maio.  As atividades dos órgãos e serviços não essenciais ficam suspensas até dia 20 de maio. Por determinação do Decreto Estadual Nº 35.784/2020 apenas as obras de saúde e saneamento seguem sendo executadas. As demais ficam suspensas até nova determinação.

TRÂNSITO E TRANSPORTES

O serviço de transporte urbano passa a funcionar com novo fluxo. A frota em circulação diária será reduzida para o efetivo equivalente aos domingos. Os pontos de parada de ônibus também serão reduzidos e haverá diminuição do itinerário de transporte coletivo em áreas de comércio ou de serviços não essenciais. Fica proibido o transporte de passageiros em pé, limitando a lotação dos ônibus à quantidade de assentos disponíveis. O uso de máscaras continua obrigatório.

Também haverá controle e demarcação de embarque nos terminais de integração. A frota corujão será recolhida mais cedo e os cartões de gratuidade terão validade prorrogada. A higienização dos veículos segue sendo executada.

Serão feitos bloqueios, interdições e barreiras nas pontes do São Francisco, Bandeira Tribuzi, do Ipase e na Barragem do Bacanga; nas regiões do Centro como Rua do Egito, Anel Viário, Canto da Facbril e alamedas Silva Maia e Gomes de Castro; nas avenidas Kennedy, São Marçal, Africanos, Getúlio Vargas, Jerônimo de Albuquerque, Daniel de La Touche e Guajajaras. O acesso às agências Caixa dessas regiões fica garantido para o recebimento do auxílio emergencial.

Fica proibido estacionar em áreas de lazer, turísticas, de serviços e comércio não essencial. Apenas ambulâncias, viaturas e veículos que deem suporte aos serviços segurança, saúde, fiscalização, veículos oficiais utilizados na execução do trabalho de órgãos públicos e em atividades essenciais têm livre circulação.

FEIRAS E MERCADOS

As feiras e mercados de São Luís continuam funcionando para garantir que a população compre gêneros alimentícios. No entanto, administradores e feirantes devem observar as novas determinações. Os estabelecimentos comerciais não essenciais ao abastecimento da população, que eventualmente funcionem nos mercados e feiras, devem permanecer fechados.

O acesso a feiras e mercados fica restrito a uma pessoa por família que deverá estar usando máscara e respeitar o distanciamento mínimo de dois metros de outros consumidores e dos comerciantes. As filas devem ser demarcadas para garantir distância mínima entre os consumidores e o horário de funcionamento das feiras e mercados durante o lockdown será de 4h da manhã às 14h, exceto as feiras e mercados que funcionem no período noturno e/ou vespertino.

Todos os funcionários e comerciantes deverão utilizar máscaras. As ações de higienização de superfícies devem ser intensificadas e os comerciantes devem disponibilizar álcool em gel ou água e sabão para uso pelos consumidores. As feiras e mercados deverão adotar escala de revezamento entre os funcionários do setor administrativo e, se possível, estabelecer o teletrabalho, que deve ser concedido, indistintamente, a todos os que estejam dentro dos grupos de risco. Funcionários e comerciantes que apresentem sintomas de síndromes gripais ou que tenham tido contato domiciliar com pessoa portadora de Covid-19 devem ser afastados por 14 dias.

Bolsonaro volta a atacar instituições do país, desprezando a vida

04-05-2020 Segunda-feira

Gleisi Hoffmann e líderes petistas criticam nova ofensiva do presidente da República, que zomba do coronavírus, reúne centenas de bolsonaristas em Brasília e desafia Supremo e Congresso, enquanto manifestantes agridem profissionais de imprensa. “Basta. Não é possível que o jogo da morte e o desprezo à democracia tenham continuidade quando o Brasil conta mais de 6,5 mil mortos e quase 100 mil infectados”, denuncia a presidenta do PT

Numa nova escalada contra a democracia brasileira e desprezando as recomendações das autoridades sanitárias, o presidente Jair Bolsonaro voltou às ruas para demonstrar que não tem qualquer apreço às instituições democráticas e ao combate à pandemia do coronavírus. Neste domingo, 3 de maio, Bolsonaro voltou a estimular ataques ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, diretamente da Praça dos Três Poderes, numa clara ofensa às instituições do país. O Brasil tem agora 6.777 mortes provocadas pelo Covid-19 e 97.929 casos confirmados da doença em todo o país.

O bolsonarismo reuniu neste domingo centenas de pessoas em Brasília, realizando carreata em plena Esplanada dos Ministérios. Jornalistas foram agredidos com chutes, murros e empurrões por bolsonaristas. A ameaça do presidente foi explícita: “Vocês sabem que o povo está conosco, as Forças Armadas ao lado da lei, da ordem, da democracia, liberdade também estão ao nosso lado”, disse Bolsonaro.

“Vamos tocar o barco, peço a Deus que não tenhamos problema nessa semana, porque chegamos no limite, não tem mais conversa, daqui para frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço. Amanhã nomeados novo diretor da PF, e o Brasil segue seu rumo”, afirmou. “Não vamos mais admitir interferência, acabou a paciência. Vamos levar o Brasil para frente”, ameaçou.

A presidenta nacional do PTGleisi Hoffmann, rechaçou os ataques à democracia e à imprensa e denunciou o presidente por desprezar as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de evitar aglomerações e atentar contra a democracia. “Basta. Não é possível que o jogo da morte e o desprezo pela democracia tenham continuidade a cada final de semana, com o presidente da República ameaçando o Judiciário e o Legislativo, e a horda de fascistas que o apoiam ataca a imprensa e a oposição, tentando calar quem denuncia o arbítrio”, reagiu a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann.

Cantilena fascista

“Toda semana, o presidente decide estimular vândalos a usurparem a bandeira nacional, vestirem-se de verde e amarelo e ameaçar o Supremo e o Congresso, arrotando vitupérios contra a oposição e a imprensa”, denunciou. “As Forças Armadas sequer repreendem o Vândalo-Geral da República e deixam por isso mesmo até o próximo ataque a Rodrigo MaiaDias Toffoli ou a qualquer outro que discorde dessa cantilena fascista. Basta! Os democratas precisam reagir”.

Gleisi disse que é simbólico que Bolsonaro lance nova ofensiva contra as instituições republicanas na semana em que o mundo relembra os 75 anos das mortes de Adolf Hitler, que se suicidou em 30 de abril de 1945, e Benito Mussolini, morto em praça pública, em Roma, em 28 de abril do mesmo ano. “As instituições e os democratas não podem se curvar ante o fascismo e a escalada do arbítrio, porque a história ensina que o preço que pagamos por não deter o fascismo é a morte e o fim do pluralismo de opiniões. Nessas horas, vale relembrar o poema de Bertold Brecht para deter o fascismo antes que cale a todos”, cobrou.

Os líderes da legenda, deputado Enio Verri (PR) e senador Rogério Carvalho (SE), criticaram duramente o presidente, assim como o líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). “Bolsonaro novamente afronta as instituições democráticas, chama o povo às ruas no meio de uma pandemia colocando a vida dos brasileiros em risco”, criticou o deputado cearense. “Um atentado contra a democracia, mas sobretudo contra a vida e a ciência”, lamentou.

“Bolsonaro volta a promover aglomeração. Afronta instituições democráticas. Acuado com acusações contra ele e sua família, diz esperar não ter problemas na próxima semana, e usa as Forças Armadas como ‘escudo’ para se proteger. Bateu o desespero?”, questionou o líder no Senado.

O senador Humberto Costa (PT-PE) também reagiu: “Bolsonaro volta a apoiar ato contra STF e Congresso e diz que Forças Armadas estão ‘ao lado do povo’. É inaceitável”, criticou. O secretário-geral do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), também atacou a ofensiva do presidente da República. “Chegamos no limite. Não há mais como um criminoso permanecer na Presidência da República”, denunciou.

PT

PSOL propõe que leitos de UTI dos hospitais públicos e privados sejam controlados pelo SUS durante pandemia

04-05-2020 Segunda-feira

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados apresentou no último final de semana um projeto de lei para criar uma fila única de todos os leitos de UTI do país, sob controle do Sistema Único de Saúde (SUS), durante a pandemia do novo coronavírus. O projeto de lei foi outra forma de buscar viabilizar a medida, que já foi objeto de ação do partido no Supremo Tribunal Federal (STF), mas que foi negado pelo ministro Ricardo Lewandowski. O partido também recorreu ao plenário da corte para implementar a fila única de UTIs.

A distribuição dos leitos de UTI é absolutamente desigual entre as redes pública e privada. Enquanto no SUS há apenas 1,4 leitos para cada 10 mil habitantes, na rede privada a média pula para 4,9 leitos para cada 10 mil pessoas. Somando o fato de que 75% da população brasileira (cerca de 160 milhões de pessoas) dependem exclusivamente dos leitos públicos, a desigualdade se torna ainda maior. “A utilização dos leitos privados será a diferença entre a vida e a morte de muitos cidadãos”, lembra o partido.

Outra grave desigualdade se remete à marginalização da população negra, já que pessoas autodeclaradas negras e pardas representam quase um a cada quatro hospitalizados com coronavírus (23,1%), enquanto são 1 a cada 3 mortos (32,8%) por Covid-19 no país. Os números refletem a dificuldade de acesso a direitos básicos como hospitais e postos de saúde, moradia e saneamento básico, para além dos recorrentes casos de racismo institucional cometidos em órgãos de saúde.

“Diante de um cenário em que a demanda por leitos aumenta diariamente em razão do avanço da transmissão comunitária da doença atingir os mais pobres, já estando a rede pública antes mesmo da pandemia com taxas elevadas de ocupação dos leitos, nada mais razoável e republicano que requisitar do setor privado da saúde sua parcela de contribuição”, afirma o PSOL na justificativa do projeto.

Outros países têm requisitado bens e serviços privados para garantir o direito à saúde da população em tempo de pandemia, a exemplo de Alemanha, França, Espanha, Portugal, Japão.

“Não se trata de uma fila única nacional, posto que tal política sequer seria viável. O que propomos neste projeto de lei diz respeito ao estabelecimento de critérios técnicos de necessidade de uso de leitos disponíveis, e que toda a capacidade de atendimento, pública e privada, esteja disponível ao SUS”, explicam os parlamentares.

Bolsonaro chega ao seu pior nível de reprovação, mostra pesquisa

04-05-2020 Segunda-feira

Segundo a pesquisa XP/Ipespe, realizada entre 28 e 30 de abril – não registra a participação do presidente Jair Bolsonaro em manifestações favoráveis à intervenção militar e ao fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal – 49% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo, antes eram 42%. Já 27% dos entrevistados avaliam a atual administração como ótima ou boa – o que corresponde a uma queda de 4 pontos percentuais em relação à semana anterior. Já os que veem a gestão como regular somam 24% da população – mesma índice anterior.

As expectativas do eleitorado para o restante do mandato do presidente Jair Bolsonaro apresentaram movimento semelhante. Agora, 46% esperam uma gestão ruim ou péssima, salto de 8 pontos percentuais em uma semana. E 30% estão otimistas com o governo.

É a quarta vez seguida em que as expectativas negativas superam numericamente as positivas, mas a primeira em que essa diferença supera a margem máxima de erro, de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

O resultado retrata uma expressiva deterioração da imagem do governo junto ao eleitorado. Há exatamente um ano, 47% tinham expectativa de um restante de mandato ótimo ou bom, e 31% esperavam uma gestão ruim ou péssima.

O último salto coincide com a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que foi durante a maioria dos 16 meses de governo a figura mais popular da administração – sendo ultrapassado por Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, em meio ao avanço da pandemia do novo coronavírus.

A crise entre Bolsonaro e Moro também piorou drasticamente a imagem do governo em relação ao combate a crimes de colarinho branco. De acordo com a pesquisa, 45% dos eleitores acreditam que a corrupção aumentará nos próximos seis meses – alta de 15 pontos em relação ao levantamento de março.

Já o grupo dos que esperam uma diminuição da corrupção minguou de 27% para 18%. Outros 34% acreditam que o quadro permaneça como está. Sérgio Moro deixou o governo sob a alegação de insistentes tentativas do presidente de interferir na Polícia Federal. O estopim para o movimento foi a exoneração de Maurício Valeixo, figura de confiança do ex-juiz, da direção-geral da corporação.

A percepção de piora no enfrentamento à corrupção também coincide com um movimento de aproximação de Bolsonaro com lideranças do chamado “centrão” – grupo de partidos com forte influência na Câmara dos Deputados. Nos últimos dias, o presidente ofereceu cargos no governo em troca de apoio parlamentar – movimento que condenou durante as eleições e mesmo nos 16 meses iniciais de mandato.

O levantamento mostrou que, para 67% dos entrevistados a saída de Sérgio Moro do governo tem impactos negativos. Já 10% veem efeitos positivos e 18% acreditam que o movimento não terá impactos.

A pesquisa XP/Ipespe também ouviu a opinião dos eleitores sobre algumas personalidades da política. Os respondentes deram nota de 0 a 10 para o desempenho de cada uma dessas figuras. De acordo com o levantamento, os dois nomes mais bem avaliados são Mandetta e Moro, com 7,2 e 5,8, respectivamente. O ex-ministro da Saúde supera o atual comandante da pasta, Nelson Teich, por 2,7 pontos.

Na sequência, aparecem o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o vice-presidente Hamilton Mourão, com 5,8 e 5,5, na ordem. Bolsonaro divide a quinta posição com o empresário e apresentador de televisão Luciano Huck e o governador de São Paulo, João Doria. Todos têm nota média de 4,7.

O levantamento também mostrou que saltou para 52% o grupo de eleitores que acreditam que a economia está no caminho errado, ao passo que 32% acreditam que ela está no caminho certo. A diferença de 20 pontos percentuais é a maior já registrada na pesquisa para a pergunta.

Questionados sobre a melhor forma de recuperar a economia depois do coronavírus, 62% defendem uma mudança na política econômica, com mais investimentos públicos para estimular a retomada do crescimento do País. Outros 29% apoiam a manutenção da atual política econômica, com a agenda de reformas, o enxugamento de gastos públicos e maior participação do setor privado na retomada da economia.

A pesquisa XP/Ipespe ouviu 1.000 eleitores de todas as regiões do país, a partir de entrevistas telefônicas realizadas por operadores entre 28 e 30 de abril. A margem máxima de erro do levantamento é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Fonte: Vermelho- Infomoney

Márcio Jerry: “Bolsonaro ultrapassou todos os limites”

04-05-2020 Segunda-feira

Ato foi marcado por mais ataques ao Congresso, STF e até à imprensa. Jerry também fez duras críticas às agressões registradas contra jornalistas

Por Nathália Bignon

“Pessoas morrendo, milhares, cada vez mais pessoas morrendo vítimas da Covid-19. E o presidente da República segue indiferente à tanta dor, a tamanha tragédia. E segue ajudando a proliferação do novo coronavírus. Bolsonaro ultrapassou todos os limites”.

Foi assim que o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) definiu mais uma participação de Jair Bolsonaro nos atos antidemocráticos e inconstitucionais realizados neste domingo (3), em Brasília.

Marcada por mais ataques ao Congresso, Supremo Tribunal Federal (STF) e até à imprensa, Jerry também fez duras críticas às agressões registradas contra jornalistas que faziam a cobertura do evento.

“Absurdo a que se chega sob inspiração e comando de Bolsonaro. Mais um entre tantos absurdos inaceitáveis. Nosso repúdio e integral solidariedade ao profissionais presentes. E que haja punição exemplar!”, pediu o parlamentar.

No dia em que o país ultrapassou os 100 mil infectados pelo vírus e a marca dos 7 mil óbitos pela doença, Bolsonaro voltou a circular sem máscara e deixou recados autoritários e fez um alerta sobre como pretende conduzir seu governo a partir de agora.

“Chegamos no limite, não tem mais conversa. Daqui pra frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço, e ela tem dupla mão”, declarou o presidente.

Famem quer apoio da bancada federal do Maranhão a projeto que ajuda estado e municípios no combate à pandemia

04-05-2020 Segunda-feira

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, FAMEM, é favorável ao projeto que destina R$ 125 bilhões para o combate à pandemia de coronavírus no país. 

A proposta, aprovada no sábado no Senado Federal, vai direcionar R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais, sendo R$ 10 bilhões exclusivamente para ações de saúde e assistência social (R$ 7 bi para os estados e R$ 3 bi para os municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bi para os estados e R$ 20 bi para os municípios).

Além dos repasses, os estados e municípios serão beneficiados com a liberação de R$ 49 bilhões através da suspensão e renegociação de dívidas com a União e com bancos públicos e de outros R$ 10,6 bilhões pela renegociação de empréstimos com organismos internacionais, que têm aval da União.

Os municípios serão beneficiados, ainda, com a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o final do ano. 

Para Erlânio Xavier, presidente da FAMEM e prefeito de Igarapé Grande, a bancada federal do Maranhão na Câmara precisa se posicionar com urgência em favor do projeto.

“Solicitei aos prefeitos do Maranhão que mobilizem os nossos deputados federais. No meio desta pandemia maligna que já ceifou a vida de milhares de brasileiro, é preciso que os recursos cheguem na ponta, de forma a ajudar o governo e as 217 cidades do estado a se prepararem para a crescente demanda de pacientes com covid-19. Precisamos dar as mãos e garantir celeridade. E, neste momento, o apoio de nossa bancada é imprescindível”, diz o presidente. 

A matéria agora será apreciada pela Câmara Federal.