Arquivo mensal: maio 2020

Bolsonaro é responsável pela tragédia; “há tempo de salvar vidas”

Bolsonaro é responsável pelo crescimento do número de contaminados e mortos no Brasil, mas ainda há tempo de salvar vidas”. É o que retrata o vídeo assinado pelo Movimento 65 em meio a tragédia nacional que se agiganta diariamente.

09-05-2020 Sábado

Nesta sexta-feira (8), o Brasil contabiliza quase 10 mil mortes provocadas pelo coronavírus. São 9.146 óbitos registrados pela Covid-19, já passam de 135 mil pessoas contaminadas.  São cerca de 600 mortes a cada 24 horas. A curva se ascende. Como previsto, vários estados entraram em colapso no seu sistema de saúde e funerário. Muito dessa tragédia poderia ter sido evitada pelo presidente da República, mas ao contrário disso, Bolsonaro desdenha dos  mortos.

A publicação denuncia que o número poderia ser menor não fossem a inação do governo e os atos irresponsáveis do presidente Bolsonaro, que segue insensível às mortes diante do novo coronavírus. “O sistema de saúde começa a entrar em colapso e as pessoas estão morrendo sem atendimento “, alerta o vídeo.

Bolsonaro poderia ter evitado tantas mortes. Deveria ter unido o Brasil para enfrentar a pandemia, mas faz o oposto”, denuncia a peça.

O governo federal atrasa na ajuda aos estados e municípios, enrola para ajudar as famílias mais carentes, que dependem da renda básica emergencial aprovada pelo Congresso. Além disso,  o vídeo classifica como “criminosa” a exposição de pessoas vulneráveis em longas filas nas agências bancárias para se ter acesso a esses recursos.

“É urgente uma Frente Ampla de Salvação Nacional para exigir do governo Bolsonaro medidas emergenciais”, destaca, reforçando que “ainda há tempo de salvar milhares de vidas”. Basta de Bolsonaro, reforça a peça.

PCdoB

CPFs, de carne e osso, precisam de proteção social

09-05-2020 Sábado

As previsões sobre os impactos sociais da pandemia no Brasil só pioram. A doença vai cada vez mais dizimando os mais pobres, ampliando o fosso das desigualdades raciais, de gênero e de renda.

Por Ana Luíza Matos de Oliveira

As estimativas de impacto social da coronacrise na América Latina e no Brasil são assustadoras. A CEPAL estimou a queda do PIB da América Latina e Caribe em 5,3% em 2020 (shorturl.at/ajuW9) (e para o Brasil de 5,2%). Segundo estimativas da Cepal, 11,5 milhões a mais de pessoas podem vir a engrossar a fila do desemprego na América Latina e no Caribe e 30 milhões de pessoas poderão cair na pobreza na região.

Semanas atrás, para o Brasil, o FMI estimava queda do PIB de 5,3%. Seguindo essa previsão, desde 2015 o Brasil estaria em uma trajetória em “W”, com queda brusca até 2016, uma “recuperação” até 2019 (que, porém, não recompõe nem o patamar inicial), e nova queda brusca em 2020 com a coronacrise. Esse seria o pior momento de crise econômica no país em termos de queda do PIB, mesmo se comparado à grande depressão, à crise da dívida e ao confisco da poupança em 1989.

Porém, à medida em que o tempo passa e os dados vão ficando mais claros (aqueles que persistem, é verdade, dado o risco de um apagão estatístico no Brasil shorturl.at/fglP9), há previsões de queda da atividade econômica ainda maior. A UFRJ já trabalha com a possibilidade de 11% de queda no PIB brasileiro em 2020, algo nunca antes vivido pelo Brasil. Desta forma, podem ser perdidas entre 4,7 milhões e 14,7 milhões de ocupações só no Brasil.

A crise impacta os “CNPJs”, que ganharam apoio da Presidência em romaria recente ao STF. Na ocasião falou-se em “morte de CNPJs” . Em um contexto em que “CPFs”, de carne e osso, estão literalmente morrendo, por precisarem continuar na rua para garantir renda e contraindo o vírus ou morrendo de fome.

As previsões sobre os impactos sociais da pandemia no Brasil só pioram. A doença vai cada vez mais dizimando os mais pobres, ampliando o fosso das desigualdades , sejam elas raciais (dados do boletim epidemiológico da Prefeitura de São Paulo do dia 30 de abril apontam que o risco de morte de pretos por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos , de gênero (com o aumento da violência doméstica ou pelo fato de que muitos dos profissionais na linha de frente, arriscando suas vidas, são mulheres ou de renda (pois caso não seja adotada uma fila única para UTIs, as disparidades de acesso entre os que podem pagar e os que não vão se ampliar.

Além das desigualdades, o Brasil vai ao poucos se tornando epicentro da pandemia, está rejuvenescendo as mortes por covid-19 e vai se consolidando como um dos piores casos de enfrentamento à pandemia. Pouco ou nada aprendeu nosso governo federal com os outros países que começaram a enfrentar a covid-19 antes de nós.

É bom lembrar que o Brasil não é o único país que precisa simultaneamente lidar com a pandemia e com os impactos econômicos e sociais do isolamento social: praticamente todos os países do mundo vivem este dilema hoje. Mas a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que, em momentos de crise como o que vivemos agora, países que contam com uma rede de proteção social sólida estão mais preparados para responder com rapidez e eficiência.

Será este o caso do Brasil? Não, não é. O Brasil já tinha pobreza e informalidade crescentes antes da pandemia, tornou ainda mais distante da população mais pobre o acesso à Previdência Social com a reforma da Previdência realizada no ano passado e tem agravado o subfinanciamento da política social nos últimos anos com o teto de gastos. Mesmo assim o país tem/tinha formas mais ágeis de ampliar o apoio aos mais vulneráveis da sociedade brasileira.

O primeiro ponto forte no nosso sistema de proteção social é o Programa Bolsa Família (PBF). Com a pandemia, o governo prometeu ampliar a cobertura do PBF (programa que chegou a atender 14,3 milhões de famílias em maio de 2019 mas que desde então teve redução sistemática de sua cobertura, chegando a 13 milhões de famílias em março de 2020 . Porém, em maio de 2020 o programa alcançava 14,2 milhões de famílias beneficiadas: o gasto extra realizado pelo governo não foi capaz nem de zerar a fila do programa . Ou seja, nem os instrumentos já usuais para ampliar a rede de proteção social em períodos de grave crise social o governo tem conseguido acionar na medida necessária. Estimam-se que 200 mil famílias ainda aguardem na fila do programa e, com a ampliação do desemprego, este número só vai aumentar.

Outra medida que teria potencial para reduzir os impactos negativos na renda dos mais vulneráveis e mantê-los em casa é o Auxílio Emergencial no valor de R$ 600 por três meses, adotado neste valor por pressão da oposição ao governo. É bom lembrar que, a contragosto, o governo tinha sugerido, semanas e semanas após o início da adoção do isolamento social (ou seja, quando o impacto no bolso dos vulneráveis já era sentido), um auxílio de míseros R$ 200. Enquanto enrolava sobre tais medidas, o presidente saía pelas ruas do Distrito Federal desrespeitando o isolamento social e se dizendo “solidário” a trabalhadores do setor informal, que estes não podiam parar, como se fosse um observador passivo da crise e nada pudesse fazer. No entanto, agora que o benefício foi finalmente aprovado e começa a ser pago, fotos e vídeos de multidões se aglomerando na porta de bancos têm sido comuns.

Já perdemos muito tempo precioso para agir contra os efeitos econômicos perversos da coronacrise. Ainda podemos evitar maiores perdas de vidas e perdas econômicas, reforçando o isolamento social e ampliando a rede de proteção social. Nesse sentido, a mensagem da OIT para este momento é de que é preciso:

1.usar esta oportunidade para ampliar os sistemas de proteção social como base de uma nova arquitetura econômica e social;

2.estudar a permanência de algumas medidas de proteção social adotadas durante a coronacrise;

3.usar a pandemia como um lembrete poderoso de que, em nosso mundo interconectado, a fraqueza do sistema de saúde e de proteção social de um país representa um risco para todo o mundo.

Assim, afirma a OIT que a proteção social precisa ser vista como um investimento, não como um custo adicional, por ter papel vital como colchão e como estabilizador econômico essencial para o bom funcionamento da sociedade em especial em momentos de crise.

“Irresponsabilidade fiscal”, dirão uns por aqui. “Comunismo” e “globalismo”, dirão outros. Enquanto isso, o desespero dos CPFs só aumenta.

Fonte: Brasil Debate

Live de Zeca Baleiro arrecada para saúde do Maranhão Maranhão.

09-05-2020 Sábado

Por Cezar Xavier

A live (show virtual ao vivo) beneficente do cantor e compositor Zeca Baleiro, “O Amor No Caos”, fez parte de uma campanha para arrecadação de doações para a compra de EPI’s para os hospitais do Maranhão. O show virtual teve participações especiais (cada uma da sua casa, claro).

Zeca Baleiro e seus convidados não receberam qualquer cachê para a realização da live. Todo valor arrecadado foi usado integralmente para a aquisição de EPIs para os hospitais do Maranhão.

O evento teve apoio da Equatorial Energia Maranhão e do Sistema Mirante de Comunicação, com realização da Universidade Federal do Maranhão, da Universidade Ceuma, do Observatório Cultural do Maranhão e da Associação Médica Brasileira.

Faça parte dessa campanha, assista a live, divirta-se e doe!  É possível fazer sua doação para a conta:

Banco do Brasil Agência – 3846-6

Conta Corrente – 8819-6

FUNDACAO UFMA LIVES

C.N.P.J: 07.060.718/0001-12

Para doação de produtos entre em contato com IESTI – (98) 98807-7788. #LiveZBaleiro #OAmorNoCaos #FiqueEmCasa #fiqueemcasaecantecomigo

Governo do Maranhão verifica autorização para circular durante lockdown com rigor

09-05-2020 Sábado

Agentes de trânsito, policiais militares e agentes da Vigilância Sanitária estão verificando as autorizações que os trabalhadores de serviços essenciais precisam apresentar para circular na Ilha de São Luís durante o lockdown, que vai até o dia 14. 

A averiguação é feita nas dezenas de bloqueios em diversas regiões das cidades de São Luís, Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. 

As empresas e os órgãos públicos autorizados a funcionar durante o lockdown (bloqueio) na Ilha de São Luís devem baixar, preencher e imprimir a Declaração de Serviço Essencial para fornecer a seus funcionários ou servidores.

É com esse papel que os trabalhadores estão liberados a circular. O documento tem que estar em papel timbrado. Os trabalhadores devem andar com o original. Cópias não são aceitas. O modelo da declaração está em corona.ma.gov.br/lockdown.

Quem não tinha o documento foi notificado

Nesta sexta-feira (8), um dos bloqueios estava no Bequimão. Quem passava por lá era obrigado a mostrar o documento para continuar viagem. Quem não tinha dava meia-volta e recebia uma notificação da Vigilância Sanitária. 

“Estamos fazendo a abordagem de todos os veículos que estão trafegando pelo local para que apresentem a autorização específica e nominal declarando que está fazendo serviços essenciais”, disse Mildreide Costa, agente de trânsito da Prefeitura de São Luís.

“Se a pessoa não tiver essa declaração, é obrigada a retornar. Se não retornar, é penalidade de desobediência”, explicou, deixando clara a existência de punição. 

Rigor

Verificação de declarações para circular na Ilha durante o lockdown

Mas não basta apenas mostrar o documento. Os agentes e policiais também fotografam os papéis e ligam para as empresas que emitiram a declaração. O objetivo é atestar a autenticidade e evitar fraudes, de acordo com o Major Alves, subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar. 

“Nós checamos, através de um número de telefone que é dado pela empresa, para realmente saber se a declaração tem validade, para saber se a pessoa é realmente funcionária da empresa”, afirmou.  

Ele acrescentou que os moradores da Ilha de São Luís têm colaborado bastante: “Graças a Deus temos tido uma grande aceitação Polícia Militar”.

Em entrevista, Márcio Jerry elogia esforço do Governo do Maranhão

09-05-2020 Sábado

Por Nathália Bignon Vermelho

Em entrevista ao Programa “O dia em 20 minutos”, da TV 247, da noite desta sexta-feira (7), o vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado federal Márcio Jerry (MA), elogiou os esforços feitos pelo governador Flávio Dino para amenizar os efeitos da pandemia do coronavírus no estado do Maranhão.

“Governador imprimiu, além das medidas preventivas, desde o início, um kit muito intenso de preparação da rede de saúde do estado, triplicando o número de leitos de UTI, do primeiro dia até agora, levando leitos de UTI também para todas as regiões do estado, a partir dos hospitais macrorregiões”, disse o parlamentar, em referência ao mais de 700 leitos entregues pelo Estado desde o início da pandemia.

Mesmo definindo a situação como “preocupante”, com o estado confirmando 6.765 casos e 355 mortes registradas pela doença, a taxa de letalidade do estado, de 5,58%, segue abaixo do índice nacional, de 6,8%.

Novos respiradores

Nesta sexta, o Maranhão recebeu 44 novos respiradores, dando cumprimento à decisão judicial do Supremo Tribunal Federal, que determinou a entrega após o Governo Federal confiscá-los.

“De fato, é muito preocupante. Com a expansão da contaminação, o que ocorre é a compressão por vagas de leitos de UTI’s. Mas uma conta importante é que a quantificação de respirador é a quantificação de vidas salvas. Isso é fundamental para perceber a importância de um respirador para um paciente da covid-19. E precisou entrar na justiça para reaver respirador retidos pelo Governo”, afirmou Jerry.

Economia

Durante o programa, ele também comentou o conjunto de ações direcionadas à economia do estado.

“O governador também adotou medidas econômicas, como a prorrogação do prazo de pagamento do IPVA, a liberação de pagamentos de 850 mil usuários da companhia de abastecimento de água do Maranhão, a Caema, a prorrogação de recolhimento de imposto para empresas do Simples, incentivo à cadeia cultural do estado, para que os artistas possam continuar em atividade no estado, e ainda editais para costureiras fabricarem máscaras”, listou, complementando.

“Um conjunto de ações de natureza econômica para mitigar o impacto os graves efeitos da pandemia na qualidade de vida das pessoas”.

PSOL apresenta projeto para impedir que empregadas domésticas sejam “serviço essencial” na pandemia

09-05-2020 Sábado

A bancada do PSOL apresentou nesta sexta-feira (8) um projeto de lei para impedir que o trabalho das empregadas domésticas seja considerado como um dos serviços essenciais durante o estado de calamidade pública decretado durante a pandemia do novo coronavírus em todo o Brasil.

Na última terça-feira (5), o prefeito de Belém, capital do Pará, Zenaldo Coutinho, decretou o trabalho doméstico como essencial durante o período de quarentena, justificando que a medida visa atender os que precisam ter alguém em casa, ignorando aqueles que precisam ficar em casa para sobrevivência própria. O prefeito recuou da decisão na última quinta-feira (7) por pressão do Ministério Público e da própria população de Belém.

A iniciativa do PSOL é uma resposta direta à atitude lamentável do prefeito de Belém. “Para que não se repita em outros estados, é urgente que o Congresso Nacional se posicione”, aponta o partido.

O projeto também garante a integridade do salário para trabalhadoras domésticas e a manutenção de todos os direitos trabalhistas durante o estado de calamidade pública.

O projeto de lei reconhece também o papel dos cuidadores de pessoas idosas e de pessoas com deficiência, e garante status de profissional de saúde a esses trabalhadores, que não tiveram sua profissão regulamentada em 2019 por causa de um veto do governo Bolsonaro à lei aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, no Brasil, 92% das 5,7 milhões de pessoas responsáveis pelo trabalho doméstico remunerado são mulheres, das quais 3,9 milhões são mulheres negras. E 72% exerce a profissão sem carteira assinada.

Uma decisão recente do STF determina que a Covid-19 é também uma doença do trabalho, lembra o PSOL na justificativa do projeto de lei. “Empregadores não podem exigir comprovação de nexo causal entre a infecção e o trabalho doméstico”, aponta.

PSOL

Gleisi: política de Bolsonaro para pandemia é genocida

09-05-2020 Sábado

Em live no Instagram do PT São Paulo, a presidenta do PT Nacional, Gleisi Hoffmann, criticou a política do governo Bolsonaro, acusando-o de negligência e de promover um genocídio porque não protege a população dos riscos de contaminação do vírus e de promover a queda da renda dos mais pobres. O bate papo com presidente do diretório municipal do PT São Paulo, Laércio Ribeiro ocorreu no fim da tarde de quinta (7).

“Dá impressão que o governo está forçando, esticando a corda para que as pessoas rompam o isolamento. Nós sabemos que as pessoas só permanecerão no isolamento, se tiverem condições para isso”, disse o presidente do diretório municipal do PT ao lembrar que a Renda Básica Emergencial é resultado de uma negociação feita no Congresso a partir de um projeto do PT e da oposição.

Gleisi Hoffmann lembrou que o governo Bolsonaro não queria pagar nenhum valor de auxílio emergencial durante a pandemia e só depois apresentou um projeto que oferecia escassos R$ 200. O projeto original do PT era no valor de um salário mínimo – R$ 1.045 – e, após negociação com o Congresso, foi aprovado o Auxílio Emergencial no valor de R$ 600.

“Assusta-nos muito a forma como o Bolsonaro tem agido nisso (pandemia) com total desrespeito e falta de responsabilidade. Trata como um problema de debate político da pessoa ir trabalhar, ou não. Morre a economia ou morre a pessoa, ele faz um discurso simplista”, critica.

Para Laércio, a política do Bolsonaro é genocida, acusando-o de omisso. “O não fazer é uma escolha política. O que estão fazendo neste exato momento é escolhendo quem vai morre”, lamentou Laércio Ribeiro. “E quem morre são os pobres”.

Durante a live, a presidenta destacou a necessidade de lutar contra a disseminação de notícias falsas. “Disseminaram que o PT quebrou o país e é responsável pelas tragédias, mas a realidade é que se não fosse o PT nós não teríamos US$ 380 bilhões de reservas, que é responsável, inclusive, para o [ministro da Economia, Paulo] Guedes conseguir enfrentar a crise cambial que estamos vivendo”, apontou ela.

Gleisi apontou também que na área da saúde, o governo do PT foi o que mais instalou leitos de UTI no Brasil. “Quando assumimos o governo tinha 11 mil, hoje tem 22 mil leitos de UTIs. Deixamos 400 UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) instaladas e mais 600 para terminar, e é isso que está ajudando hoje. Fortalecemos o SUS, contratamos médicos cubanos. É o SUS que está salvando a vida das pessoas, não é o plano de saúde que o Mandetta (ex- ministro da Saúde) defendia”, apontou. Presidente do diretório municipal, Laércio Ribeiro tem realizado uma série de lives durante o período de pandemia.

Do PT São Paulo

Prefeitura de São Luís abre processo seletivo para contratação temporária de 150 Bombeiros Civis

09-05-2020 Sábado

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Pesca, Agricultura e Abastecimento (Semapa), informa que seguem abertas até domingo (10) as inscrições para processo seletivo emergencial para contratação temporária de 150 bombeiros profissionais civis (bombeiros civis). Estes profissionais auxiliarão na organização e no controle das atividades desenvolvidas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior nas feiras, comércio informal, terminais de integração, e, por necessidade, em outros locais de aglomeração humana.

O objetivo é fazer cumprir as determinações de medidas restritivas adotada pelo Governo do Estado e Prefeitura de São Luís em atendimento à determinação judicial. O edital de abertura do Processo Seletivo Simplificado Emergencial nº 001/2020/SEMAPA está disponível para consulta no Diário Oficial do Município nº 84 de 07/05/2020 no link https://bit.ly/2WhY6zb. A inscrição é gratuita e deve ser realizada única e exclusivamente pela internet até as 23h59min do dia 10 de maio de 2020, através do endereço eletrônico https://cbm.ssp.ma.gov.br/. Todo o trâmite de inscrição, resultado e convocação será realizado pelo site do Corpo de Bombeiros.

As 150 vagas ofertadas são para contrato de trabalho temporário no período de três meses, podendo ser prorrogado por igual período ou revogado a qualquer tempo, com carga horária semanal de 36h e remuneração de R$ 1.463,00. 

REQUISITOS

Entre os requisitos a serem preenchidos pelos candidatos estão ter idade mínima de 18 anos completos na data da inscrição, ser brasileiro nato ou naturalizado ou estrangeiro com visto permanente no Brasil; estar quite com obrigações eleitorais e em pleno gozo de seus direitos civis e políticos; possuir aptidão física e mental; quando do sexo masculino, ter documento que comprove estar em dia com as obrigações militares; possuir certificado de formação de Bombeiro Profissional Civil, válido na forma da regulamentação profissional; e possuir conta bancária, na modalidade conta corrente, que esteja em seu nome e que não seja utilizada em nenhum programa assistencial da União, Estado ou Município.

O resultado preliminar do seletivo  será disponibilizado até às 9h do dia 11 de maio de 2020, através de edital de convocação para apresentação de documentos publicado no site do CBMMA (cbm.ssp.ma.gov.br), cabendo aos candidatos acompanhar as informações pertinentes ao ato convocatório.

O critério utilizado para avaliação será análise curricular e, após o resultado final, os candidatos convocados deverão se apresentar na Secretaria Municipal de Pesca, Agricultura e Abastecimento (Semapa), situada na BR-135, Km 0, s/nº, Tirirical, São Luís (ponto de referência: após Companhia Elétrica Equatorial) conforme previsto no edital de convocação. 

Governo do Maranhão seleciona profissionais pelo ‘Mais Médicos para o Brasil’

09-05-2020 Sábado

Mais 40 médicos serão convocados pelo Governo do Maranhão, para atuar nas unidades de saúde em atendimento a casos de coronavírus. Estes profissionais vão contribuir para manter os atendimentos na rede estadual neste momento de pandemia e garantir o acolhimento aos que necessitarem. Paralelamente, o Governo instituiu o programa ‘Reembolso Saúde’ para profissionais que estão na linha de frente dos casos.

Os profissionais serão convocados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A contratação passa por análise documental e atendimento ao edital do Ministério da Saúde. É preciso formalizar requerimento e declaração por escrito, comunicando que atende diretamente pacientes da Covid-19 e, por isso, não pode retornar para casa em virtude do risco de exposição de sua família. Cópias da identificação do profissional da saúde e contrato de hospedagem também serão solicitados.

O contrato vai durar até que o Governo Federal cumpra, conforme determina o seletivo feito, ou a extinção do estado de calamidade pública. Caso necessário, mais médicos serão chamados até o alcance das 65 vagas disponibilizadas ao Maranhão pelo programa federal.  

“O Governo do Maranhão não tem medido esforços para combate ao novo coronavírus no Estado. Reforçamos medidas preventivas e estamos trabalhando para ampliar a assistência hospitalar, aumentando o número de leitos e reforçando o quadro de profissionais nas nossas unidades, que são imprescindíveis nesta luta”, destaca o titular da SES, Carlos Lula.

A necessidade de mais profissionais também se dá pelo avanço da doença e consequente abertura de novos leitos no Estado. O Maranhão aguardava 170 profissionais da área, fruto de edital do Ministério da Saúde, lançado em março, o que não houve. Por essa falta, o Poder Executivo Estadual autorizou, por meio de Medida Provisória, a contratação de profissionais de Medicina já selecionados pela União.

O decreto do Governo do Estado tem base em Portaria n° 188, de 03 de fevereiro, do Ministério da Saúde, que declara emergência em saúde pública de importância nacional, em decorrência do novo coronavírus. Da mesma forma, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou estado de pandemia da doença, o que exige esforço conjunto de todo o sistema de saúde para identificar ocorrências e adotar medidas devidas.

Já o programa ‘Reembolso Saúde’ consiste em garantir hospedagem – em hotéis, apart-hotel e similares – aos profissionais de saúde da rede estadual e àqueles que trabalham diretamente na realização de exames de detecção, e que, por esta razão, estejam impossibilitados de retornar às suas casas. 

O Governo irá reembolsar custos de até R$ 2 mil mensais, mediante apresentação do contrato de hospedagem e declaração atualizada da continuidade de uso do serviço. A iniciativa pretende evitar exposição dos familiares destes profissionais ao risco de infecção pelo vírus.

Projeto de Othelino Neto propõe boletim de ocorrência on line de violência contra a mulher durante pandemia

08-05-2020 Sexta-feira

Tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei n° 126/2020, de autoria do presidente Othelino Neto (PC do B), que dispõe sobre o registro de Boletim de Ocorrência, na Delegacia On Line, de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, durante o período de duração da pandemia da Covid-19.

A matéria recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça, reunida na última quarta-feira por videoconferência, e será apreciada na Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, que acontecerá na próxima segunda-feira (11).

O projeto estabelece que o Boletim de Ocorrência de crimes de violência doméstica poderá ser feito por meio do site da Delegacia On Line, disponibilizado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP).

A propositura destaca, ainda, que no boletim de ocorrência deverá constar a opção da mulher manifestar o interesse em requerer a medida protetiva de urgência, prevista na Lei Federal nº 11.340/2006. Art. 3º.

De acordo com Othelino Neto, a pandemia do novo coronavírus terá um “impacto catastrófico” na vida das mulheres, conforme estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O parlamentar afirma que, de acordo com a pesquisa conduzida pelas universidades Johns Hopkins (EUA), Victoria (Austrália) e a Organização Avenir Health, o fator agravante desta situação é o isolamento social tão necessário para conter o avanço da Covid-19, mas que coloca as mulheres ao lado do agressor por mais tempo, o que pode provocar aumento de pelo menos 20% em casos de violência doméstica em todo o mundo. 

Abusos

O estudo aponta para o risco de que, a cada três meses de quarentena, poderia resultar em 15 milhões de casos a mais de abuso doméstico do que seria normalmente esperado, segundo o UNFPA, a agência de saúde sexual e reprodutiva da ONU que liderou a pesquisa. 

Othelino Neto ressalta que o estudo também relata picos nas ligações para linhas de atendimento a casos de violência doméstica. Afirma ainda que, no Brasil, dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) apontam para um aumento de 18% de denúncias formalizadas e de 9% no aumento de ligações desde que o período de quarentena foi determinado. Ao mesmo tempo, o isolamento está tornando mais difícil para os serviços e as instituições alcançarem mulheres que estão ao lado dos agressores.

“Esses e outros fatores nos levam a buscar alternativas aqui no Maranhão, como forma de evitar que as mulheres fiquem à mercê de parceiros violentos”, afirmou Othelino Neto.