Arquivo mensal: maio 2020

Governo inaugura ambulatório para Covid-19 nesta segunda-feira (11)

11-05-2020 Segunda-feira

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), inaugura nesta segunda (11), às 9h, o ambulatório Covid-19. O novo serviço funcionará como extensão da assistência do Hospital Dr Carlos Macieira (HCM).

A nova estrutura vai receber pacientes encaminhamos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, que não necessitam de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O novo ambiente está localizado em uma ala do Hospital do Servidor, localizado no mesmo terreno do Hospital Dr. Carlos Macieira, que neste período de pandemia funciona como anexo do HCM.

SERVIÇO:

O QUÊ? Governo inaugura ambulatório Covid-19
QUANDO? Segunda (11), 9h
ONDE? Hospital do Servidor por trás do Hospital Dr. Carlos Macieira – Av. Jerônimo de Albuquerque, S/N – Calhau em São Luís 

Deputada Benedita da Silva: “A escravidão mudou do chicote para a caneta”

11-05-2020 Segunda-feira

Luiza Souto, com colaboração de Nathalia Geraldo, para o UOL Universa

Confira entrevista da parlamentar para o UOL Universa

Preta e nascida na favela carioca, de pai pedreiro e mãe lavadeira, a deputada federal Benedita da Silva (PT), diz, aos 78 anos, que nunca sentiu medo pela sua raça como nos dias de hoje. E decreta que o 13 de maio, data em que a princesa Isabel assinou a abolição da escravatura, não se celebra: “O extermínio da população negra continua”. Evangélica e mãe de dois, Benedita diz que ora todos os dias para que esse quadro não piore já que, na avaliação dela, o Brasil vive “um retrocesso inigualável”, com “gestores machistas” e “governantes e executivos que querem que a gente morra”.

Benedita foi a primeira mulher negra em muitos locais de destaque: na Câmara dos Vereadores do Rio, onde chegou em 1982 sob o slogan “negra, mulher e favelada”; no Senado, em 1994, e no governo do Rio (2002- 2003), quando substituiu Anthony Garotinho, que se afastou para concorrer à presidência. “Somos ainda poucas mulheres lutando como um lobo contra o canhão”, ela diz:

“No dia em que Marielle [Franco, vereadora carioca assassinada em 2018] morreu, ela falava que a primeira vereadora negra, da favela, fui eu e que levou 10 anos para outra entrar, a Jurema Batista. E dizia: ‘Agora estou aqui, precisamos mudar essa história’. Fico arrepiada porque é meu sonho ver a mulherada preta ocupando esses espaços. Está faltando oportunidade.”

Benedita afirma que não se vê representada pela Ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, porque com “esse governo não tem diálogo”. E diz ainda porque não pretende se candidatar à Prefeitura do Rio. “Quero votar no [Marcelo] Freixo e tentar unir a esquerda novamente.”

De luto pela morte de um sobrinho, vítima do novo coronavírus, a deputada diz que a atitude do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) no último dia 7 pedir para flexibilizar o isolamento é “para matar os pobres”, e fala que tem aproveitado o tempo em quarentena para estudo bíblico e aula de inglês online. Veja abaixo os principais trechos.

A data de 13 de Maio, nesta semana, embora lembre a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, não é comemorada pelo movimento negro. Qual a forma mais correta de falarmos sobre ela?
Essa data faz parte da história do Brasil, para marcar o sofrimento que houve durante o processo abolicionista. Mas ela marca uma condenação, porque a abolição foi uma condenação. Não tivemos verdadeiramente a liberdade. Foram muitas as vítimas de atrocidades, e o Brasil foi um dos últimos a dar essa chamada “libertação”. Ficou, para nós, para os historiadores, militantes, como uma data de denúncia e de reflexão de que o extermínio da população negra continua até hoje. A escravidão apenas mudou do chicote para a caneta. Da caneta para a exclusão. É nesse sentido que o 13 de Maio não se festeja.

Como a senhora enxerga hoje as políticas públicas de combate ao racismo?
Como um retrocesso inigualável. Temos todos os instrumentos colocados pelos governos Lula e Dilma (ambos do PT), como a regulamentação das terras de quilombolas, e as cotas raciais, que levam igualdade e oportunidade. Mas não tivemos grande evolução. Desde a entrada de [Michel] Temer (MDB), houve o esvaziamento dos espaços responsáveis pelos equipamentos de promoção de igualdade social. E hoje é uma loucura. Os gestores são, na sua maioria, machistas, que acompanham a cabeça do presidente da República. Ele coloca um negro na Fundação Cultural Palmares [Sergio Camargo] que disse que a escravidão foi ótima para os negros.

Como entender que a Casa Grande ainda usa negros para bater em negros, como capitão do mato? Chegamos a um 13 de Maio nunca visto antes

Há algum avanço, um ponto positivo, na atuação da ministra Damares Alves em relação à igualdade racial?
Não tem, querida. A gente tem projetos, mas com esse governo não tem diálogo. Temos um Congresso que trabalha com “tudo que seu mestre mandar, faremos todos”, no “toma lá, dá cá”. Eles falam que não pode ter ideologia, mas eles têm — e é perversa. E ser religioso não significa muita coisa [a ministra Damares é evangélica, assim como a deputada]. Todo mundo tem fé. Mas não deve haver contradição entre fé e política. Eu professo minha fé, de Gênesis a Apocalipse [livros da Bíblia], mas não posso ser contraditória nos direitos humanos. Não posso ir contra o que tenho como princípio, que é o amor ao próximo. Quem ama não mata, nem discrimina, abandona ou julga. E há muita contradição em religiosos que estou vendo ali.

Se eu faço diferente, sou “a comunista”, não tenho tanta fé em Deus, ou ainda meu partido tem que ser eliminado, Lula é a besta do Apocalipse. Acha que isso é de Deus?

Qual seria a política eficiente que de fato acabaria com o racismo?
Primeiro, temos que resgatar as políticas públicas compensatórias, de participação dessa população, e que é por meritocracia, já que nela está prevista teste e tudo o que os outros fazem. Estão acabando com as cotas, criando problema com o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), impedindo a ação de médicos cubanos. Todos os países com pandemia estão chamando os médicos cubanos para ajudar, mas o Brasil não pode — e esse racismo é uma coisa ideológica. Lembrando que essas políticas de ações compensatórias não foram feitas para toda vida. Era para, de dez em dez anos, fazermos uma avaliação dos avanços, e vermos onde precisamos avançar mais ainda. É inconcebível o negro não ter oportunidade de ir para a escola.

Por que o país ainda tem pensamento escravocrata depois de tantos anos de abolição?
Porque tem uma coisa ideológica colocada aí. A política de cotas não é nenhum favor, mas uma medida compensatória. E eles não entram lá sem fazer prova. Enquanto os brancos eram majoritários nesses espaços, estava tudo bem. Quando chegou a oportunidade da negrada entrar e mostrar seu talento, querem mais uma vez menosprezar, depreciar, desqualificar. Foi só dar oportunidade como o Fies e olha quantas pessoas se formaram. Temos médicos e advogados negros e negras. E eles se formaram por competência.

Mas há essa coisa escravocrata na cabeça de governantes e executivos que querem que a gente morra.

Com a pandemia provocada pelo coronavírus, e esse Fla x Flu entre quem aprova ou não o isolamento, as trabalhadoras do lar, na sua maioria negras, são das mais afetadas. Tem a ver com esse pensamento escravocrata?
É uma coisa escravocrata mesmo. A primeira vítima [fatal no Rio de Janeiro] foi uma empregada doméstica, contaminada pelo patrão. Porque a empregada doméstica não viaja. A viagem mais longa que ela faz é pela Baixada Fluminense. E ainda não estão pagando essas trabalhadoras. A diarista não tem um centavo. Sabemos que a coisa está feia. Elas precisam se cuidar. Mas como as pessoas vão se cuidar se o presidente da República foi ao Supremo pedir para flexibilizar o isolamento, por causa da economia? Quem eles querem matar? Os pobres, os camelôs da vida, as meninas do supermercado. Claro que há pessoas que dependem do trabalhador doméstico, por condições de idade e doença, mas tudo tem que ser feito dentro das regras. As pessoas vão ficando desesperadas porque não têm dinheiro e vão para a rua, se contaminando e contaminando outros. Acabei de perder o meu sobrinho por coronavírus. Nossa raça está morrendo.

Deputada, o mundo está em alerta com relação à violência contra a mulher em tempos de coronavírus, já que as vítimas passam mais tempo em casa com o agressor. E os números têm mesmo aumentado. Combater a violência de gênero tem a ver com o combate ao racismo?
Sim, porque a maioria da população é de mulheres negras. E aí você vê essas mulheres negras maltratadas, as trabalhadoras domésticas que mal conseguiram seus direitos e eles estão indo para o ralo com a política de trabalho.

Quando você cuida da mulher negra, está cuidando da maioria da população brasileira.

Como a mulher branca e o homem branco podem ajudar na luta antirracista?
A primeira coisa é ter consciência de que o racismo existe, e o seu papel é entrar na luta com a gente, defender a causa como se fosse sua. Porque é isso que eu faço. Quando luto pelas mulheres, não é só pelas mulheres negras. Quando luto pelo pobre, também sei da vida da classe média metida a besta achando que é rica. É preciso haver equilíbrio. Acho que o homem e a mulher branca merecem escutar nossa experiência e segurar a bandeira.

A senhora já sentiu vergonha ou medo pela sua cor?
Vergonha, não. Era criança e as pessoas não sentavam perto de mim. Na escola, puxavam meu cabelo e me chamavam de “nega do cabelo duro”. Eles que deveriam sentir vergonha. Mas estou com um medo que nunca pensei sentir. Medo pela cor da pele dos meus netos, de como minha bisneta será tratada na escola. Posso dizer que enfrentamos a ditadura, mas você não tem dimensão do que estamos enfrentando agora, com pessoas pedindo pelo AI-5, pelo fechamento do Supremo, criando uma milícia de 300 [diz referindo-se ao grupo bolsonarista “Os 300 do Brasil”]. Isso dá medo, mas não me dá o direito de recuar. Aliás, nem tenho mais tempo e idade para recuar de nada.

Não é exagero falar que está pior que a ditadura? Esse discurso não cria medo também?
Não, querida. Está uma loucura. E parece que estamos numa inércia. Essa falta de reação me impressiona, porque fomos levados, por fake news, a acreditar nisso que está aí, e essa ideologia está se consolidando na medida em que estão formando exércitos, de crianças a idosos. Isso é muito sério. Como pode ir pra rua dizer que o objetivo é fechar o Supremo? Estão amedrontando e ameaçando as pessoas baseados em quê? Mas ele [ Bolsonaro] sabe o que está fazendo. Ele não é maluco. Cria situações para se manter na mídia, e ainda fala que o caos é culpa do PT. Gente, estamos em 2020. O PT está fora desde 2016.

PT

Secom de Bolsonaro usa lema nazista para divulgar ações na pandemia

11-05-2020 Segunda-feira

A Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República usou hoje um lema associado ao nazismo —”o trabalho liberta”— para divulgar as ações que o governo federal vem tomando para conter o avanço do novo coronavírus no país. O vídeo foi compartilhado pelo perfil da Secom e pelo próprio Jair Bolsonaro em suas redes sociais.

“Parte da imprensa insiste em virar as costas aos fatos, ao Brasil e aos brasileiros. Mas o governo, por determinação de seu chefe, seguirá trabalhando para salvar vidar e preservar o emprego e a dignidade dos brasileiros. O trabalho, a união e a verdade libertarão o Brasil”, escreveu a Secom.

A frase “O trabalho liberta” (“Arbeit macht frei”, em alemão) ficou conhecida por estampar as entradas de diversos campos de concentração do regime nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Em Auschwitz, o maior complexo de campos de concentração do regime, a inscrição foi feita no portão por prisioneiros com habilidades metalúrgicas.

No vídeo que acompanha a publicação, a secretaria ainda usa títulos de matérias veiculadas na imprensa para criticar a cobertura das ações do governo e, mais especificamente, da postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) frente à pandemia.

Até a The Lancet, um dos periódicos científicos mais respeitados do mundo, aparece no vídeo. Recentemente, a revista publicou um artigo sobre a situação da Covid-19 no Brasil, afirmando que Bolsonaro “talvez seja a maior ameaça” ao país neste momento.

Outras referências nazistas

Em janeiro, o então secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, usou trechos de um discurso de Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha nazista, para divulgar o Prêmio Nacional das Artes, novo programa de sua pasta.

Segundo ele, a premiação viria para reconhecer que a arte brasileira dos próximos anos será “heroica, nacional e imperativa”, adjetivos semelhantes aos usados por Goebbels em discurso feito a diretores de teatro. O episódio levou à demissão de Alvim. Quem ocupa o cargo agora é a atriz Regina Duarte.

Vermelho com informações do UOL

Flávio Dino decreta que leitos privados sejam usados pelo SUS

11-05-2020 Segunda-feira

O governador do Maranhão. Flávio Dino (PCdoB), publicou neste domingo (10) um decreto de requisição administrativa de leitos de hospitais privados em São Luís, capital do estado, e em Imperatriz, a 630 km da capital.

“Coronavírus deve ser a prioridade de todos, já que infelizmente temos milhares de pessoas doentes no Brasil”, justificou Dino no Twitter. Ele disse ainda que a determinação tem respaldo no artigo 5º, inciso XXV da Constituição e em duas leis federais: 8.080/1990 e 13.979/2020.

“Não é ‘confisco’, já que há indenização. Não é motivo para delirantes ataques ideológicos”, afirmou o governador, lembrando que, pela Constituição e leis brasileiras, não existe diferenciação entre pacientes da rede pública e pacientes da rede privada. “O SUS [Sistema Único de Saúde] atende milhares de pessoas que têm planos de saúde. Se houver leitos privados disponíveis, eles devem atender aos cidadãos”, defendeu.

A decisão do governador é também uma recomendação feita no sábado (9) pelo Conselho Nacional de Justiça. Em documento divulgado pela revista Exame, os magistrados recomendam que Unidades de Tratamento Intensivos (UTIs) privadas sejam usadas contra a Covid-19 para desafogar os sistemas públicos de saúde. Outros países, como Espanha e Irlanda, adotaram o sistema da fila única.

“O cenário levantado indica que em determinados Estados há escassez de leitos de UTI e de equipamentos em Saúde tanto no setor público quanto no setor privado e em outros Estados há escassez no setor público com ociosidade de leitos e equipamentos no setor privado”, diz o documento do CNJ.

Ministro da Saúde resiste à medida

No entanto, o ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, Nelson Teich, resiste em decretar medida semelhante em território nacional.

Questionado por jornalistas na última semana, Teich disse que conversará com o setor privado quando a situação chegar “no limite” e disse que uma medida do tipo pode ter implicações no período posterior à pandemia. Disse, ainda, que deve haver “cooperação” e não “tomada” de leitos.

Vermelho

PSOL processa Bolsonaro e Wajngarten por homenagem a assassino da ditadura militar

11-05-2020 Segunda-feira

O PSOL entrou com uma ação na Justiça Federal do DF para processar o presidente Jair Bolsonaro e o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, pela publicação, nas redes oficiais do governo, de uma homenagem ao tenente-coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, de 85 anos, que foi um dos militares responsáveis pela repressão à Guerrilha do Araguaia nos anos 1970, durante a ditadura militar.

Esta é a terceira ação do partido contra o governo federal por causa desta homenagem a Curió. Na última semana já houve uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma ação, ao lado do Instituto Vladimir Herzog e do Núcleo de Preservação da Memória Política, na Corte Interamericana de Direitos Humanos.

A ação na Justiça cobra a retirada da postagem em homenagem ao assassino confesso que foi chamado de “herói” pelas redes oficiais do governo e punição a Bolsonaro e Wajngarten por desvio de finalidade no uso do perfil estatal.

Segundo arquivos guardados pelo militar reformado e revelados em 2009, as Forças Armadas executaram, na Guerrilha do Araguaia, 41 militantes que já estavam presos e amarrados. No total, 67 militantes foram mortos durante o conflito.

Governo do Estado entrega novos leitos com conclusão da obra do Hospital Dr. Raimundo Lima

11-05-2020 Segunda-feira

Nesta segunda-feira (11), às 15h, o Governo do Estado entregará 50 leitos no Hospital Dr. Raimundo Lima, anexo ao Hospital Nina Rodrigues. A entrega dos novos leitos destinados ao atendimento de casos diagnosticados com a Covid-19 reforça o trabalho que vem sendo realizado pelo poder público estadual para combater a doença no Maranhão e ampliar a assistência hospitalar. 

A estrutura do espaço anexo ao Hospital Nina Rodrigues com capacidade para 50 leitos, sendo 42 leitos de enfermaria e 8 leitos de UTI.

Serviço:
O quê: Entrega do Hospital Dr. Raimundo Lima;
Quando: nesta segunda-feira (11), às 15h;
Onde: Av. Getúlio Vargas nº 2508 – Monte Castelo (área interna do Hospital Nina Rodrigues).

Sugestões de sonora:
– Secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula

PT defende o adiamento do Enem

11-05-2020 Segunda-feira

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criado no governo FHC veio, posteriormente se somar à política de expansão e democratização do ensino superior, realizada nos governos LulaDilma. Nosso governo mudou e ampliou o ENEM, tornando-o a principal porta de entrada para o ensino superior, ainda mais democratizada com a adesão às cotas da escola pública e de etnia, que definitivamente mudaram a face das universidades no Brasil.

O acesso a universidade sempre foi dificultado no Brasil, seja pela oferta limitada de vagas no ensino superior, seja pelo mecanismo dos vestibulares que deixaram, anos a fio, pelos caminhos da vida, muitos sonhos de uma juventude historicamente excluída.

Com a chegada do Enem, paulatinamente aceito até ser consolidado, muitos jovens puderam ter acesso a uma forma mais democrática de ingressar no Ensino Superior, valorizando o esforço de conclusão do ensino médio, para camadas da população fadadas, no máximo, a este grande feito.

Outro aspecto, inegavelmente positivo do Enem, advém da metodologia de elaboração das provas que provocou revisão em conteúdos, convite à reflexão, relação com diretrizes curriculares, fatores antes secundarizados pelo modelo excessivamente competitivo dos vestibulares. A chamada “nota do Enem” é passaporte para muitos jovens, antes distantes do ensino superior e se soma a outros instrumentos de democratização do acesso às faculdades e universidades como SISU, PROUNIFIES.

O Enem é um instrumento perfeito, sem falhas, inquestionável? Claro que não! Em cada edição são diagnosticadas falhas a serem aperfeiçoadas. Se estiverem sob uma gestão responsável, como ocorreu na última edição do governo Dilma, são assumidas, esclarecidas e superadas. Fato bem diferente do que ocorreu na edição 2019, já sob a gestão Bolsonaro, que até hoje não esclareceu os desvios do Enem daquele ano.

Hoje um novo desafio se apresenta para a educação nacional frente ao Enem-2020, relacionado à sua realização de acordo com o calendário estabelecido.

É sabido por todos nós que as escolas públicas e privadas estão com as aulas suspensas desde a segunda quinzena de março, cumprindo isolamento social em função da pandemia da Covid-19. É sabido também, que as experiências de ensino remoto, praticadas pelas mais diversas plataformas, não está obtendo resultado satisfatório, ao menos no que diz respeito ao alcance e ao acesso de todos os estudantes aptos a se submeterem ao Enem. Mais da metade deles, não pode acompanhar essas aulas ou porque não tem internet ou porque não tem equipamento. Sem contar com uma série de outras questões afeitas à organização familiar e condições de moradia. Por outro lado, ninguém sabe quando as aulas voltarão a ser presenciais.

É exatamente por isso que o Enem precisa ser adiado! Como instrumento de superação das desigualdades sociais, a realização do Enem em novembro está fatalmente prejudicada. Significa apostar na exclusão digital. Significa interromper sonhos. Significa dar prioridade aos que já têm condições de acesso à educação, independente de pandemia. Significa macular a referência genética do Enem que são a democratização do acesso e a busca pela universalização da educação.

Ministério da Educação do Governo Bolsonaro trata este adiamento com a mesma insensibilidade com que trata a pandemia da Covid 19: ouvidos moucos e palavras irresponsáveis. Mantém o calendário do Enem e lança uma campanha midiática que agride a realidade de vida de milhões de jovens, apresentando saídas inalcançáveis para o Enem e supervalorizando o esforço individual como alternativa de êxito para os estudantes.

Nesse sentido, apoiamos as iniciativas dos parlamentares do PT no Congresso Nacional que visam o adiamento do Enem. Recomendamos a todas as instâncias partidárias, bem como aos setoriais estaduais e municipais de educação que se somem a esta campanha junto aos movimentos sindical e estudantil.

Educação é direito de todos e de todas. Dificultar o acesso da juventude ao Enem é negar esse direito.

ADIA O ENEM!

09 de maio de 2020

Comissão de Assuntos Educacionais Partido dos Trabalhadores

Coordenação Nacional

Prefeitura de São Luís reforça fiscalização em vias da capital com início do rodízio de veículos

11-05-2020 Segunda-feira

Nesta segunda-feira (11), apenas veículos com placas terminadas em números ímpares poderão circular nas avenidas de São Luís. É que até a quinta-feira (14) o tráfego na capital funcionará em regime de rodízio. Para garantir que os condutores respeitem a medida a Prefeitura intensifica a operação de fiscalização do trânsito nas avenidas da cidade. A fiscalização se dá em cumprimento à Medida Provisória do Governo do Estado, que estabeleceu o rodízio de veículos nos municípios da grande São Luís até o dia 14 deste mês quando termina o lockdown determinado pela Justiça. Na Portaria nº 062 de 09 de maio de 2020, a Prefeitura de São Luís, por meio da  Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte institui e regulamenta o rodízio de veículos no município. Nela estão todas as exceções. 

Pela medida, carros de placas finalizadas em número ímpar (1, 3, 7 e 9 ) poderão circular na segunda (11) e quarta (13); já veículos de placas terminadas em número par (0, 2, 4, 6 e 8) circulam na terça (12) e quinta (14). A decisão tem como objetivo reduzir o fluxo nas vias, reforçando as ações para a manutenção do distanciamento social, que é fundamental para reduzir o crescimento do número de casos de Covid-19 em São Luís.

Não estão inclusos no rodízio veículos utilizados na prestação de serviços públicos essenciais; veículos de profissionais da saúde e vinculados aos serviços de saúde nas redes pública, privada e de atividades laboratoriais, da segurança pública e Defesa Civil; limpeza urbana; transporte coletivo; iluminação pública e veículos destinados à fiscalização e operação do trânsito e transportes.

Taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativos; portadores de deficiência e doentes crônicos com mobilidade dificultada; serviços funerários; transporte de alimentos e remédios, incluindo os serviços de delivery de produtos destes gêneros têm livre circulação desde que apresentem documento de comprovação.

Veículos vinculados à fiscalização ambiental, defesa do consumidor, bem como os vinculados à fiscalização sobre alimentos e produtos de origem animal e vegetal, veículos das prestações de serviço atinentes à saneamento básico, coleta de lixo, energia elétrica, gás e combustíveis, telecomunicações, serviços postais e internet não entram no rodízio.

Podem circular livremente veículos vinculados ou a serviço dos Poderes Judiciário, Legislativo, Executivo, bem como do Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil; Caminhões guinchos e veículos de vigilância privada de transporte de valores, de transporte coletivos e de lotação que estejam autorizados a operar o serviço também podem circular livremente, entre outros constantes na medida.

Famem distribui segundo lote de EPIs e material de higienização a municípios filiados no Maranhão

11-05-2020 Segunda-feira

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, Erlanio Xavier, anunciou nesta segunda-feira, 11, que está em curso a distribuição de uma segunda etapa de EPIs e material de higienização com vista ao combate do avanço do novo coronavírus. 

Esta será a segunda remessa enviada aos municípios filiados. A primeira entrega foi realizada logo após o reconhecimento de emergência em saúde pública reconhecida pelos órgãos internacional de saúde, pelo Ministério da Saúde e Governo do Maranhão. 

A medida de combate ao covid-19 segue o estatuto da entidade em obediências aos parâmetros de transparência e eficiência que se destacam na condução dos trabalhos da gestão do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier.  

A ação segue a portaria nº 7, editada em 7 de maio, pela Federação, que disciplina a aquisição, recebimento e critérios de distribuição e entrega aos municípios do material.

“A Famem vem cumprido com rigor seu papel de ajuda aos municípios na prevenção e combate desta pandemia”, destaca o presidente Erlânio.

A segunda remessa consiste em máscaras de acrílico destinada ao pessoal da linha de frente no combate e atendimento aos pacientes de covid-19, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e administrativos, além do álcool em gel, sabão e detergente para reforçar os procedimentos de segurança e higienização em todos os municípios filiados à federação.