Arquivo mensal: março 2020

Parceria firmada entre Governo do Maranhão e Assembleia Legislativa irá garantir aulas em vídeo e áudio a estudantes da rede pública na quarentena

27-03-2020 Sexta-feira

O Governo do Estado e a Assembleia Legislativa do Maranhão firmaram nesta sexta-feira (27), parceria para a gravação e transmissão de matérias audiovisuais pedagógicos, destinados a estudantes maranhenses durante o período de isolamento social de prevenção ao Covid-19. A ação visa garantir a continuidade do processo de aprendizagem dos estudantes e a produtividade dos professores nesse momento de propagação do vírus.

Fonte: Agência de Notícias do Governo do Maranhão

“Temos a missão árdua de garantir que as pessoas fiquem em casa e, ao mesmo tempo, oferecer atividades para que estudantes se mantenham aprendendo e os professores desenvolvendo suas atividades. Nesse sentido, estamos produzindo conteúdo pedagógico que será transmitido pela TV Assembleia, Rádio Timbira e plataforma virtuais”, destacou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, durante ato na presidência da Casa, que seguiu todos os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias. 

O presidente Othelino Neto ressaltou a importância do esforço conjunto entre os poderes para esse momento de crise. “Mais uma parceria importante com o Governo Estadual, já fizemos com a área da saúde, e o secretário Felipe nos propôs que a TV Assembleia transmitisse as aulas para a rede pública estadual e também para a rede pública municipal, ou seja, Ensino Médio e Ensino Fundamental. Isso é muito importante para que os alunos, que infelizmente não estão podendo frequentar as escolas em razão da pandemia do coronavírus, possam ter acesso ao conteúdo e assim a comunidade escolar permaneça mobilizada, fazendo com que os prejuízos sejam menores”, enfatizou. 

“É uma ação importante para os alunos da rede de ensino público do Maranhão. É um trabalho que será desenvolvido pela Assembleia Legislativa, por meio da Diretoria de Comunicação, junto com a comunicação da Secretaria de Educação do Estado. Nós vamos gravar com os professores, a partir deste sábado, as vídeo aulas, que também servirão para o rádio, e pela TV Assembleia faremos a transmissão a partir de segunda-feira, com dois horários, pela manhã e tarde, para alcançar os dois públicos, Fundamental e Médio”, explicou o diretor de Comunicação, Edwin Jinkings.

Assembleia Legislativa do Maranhão aprova Medida Provisória que inclui álcool gel, máscara e luvas na cesta básica

27-03-2020 Sexta-feira

Agência Assembleia

Em Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, realizada na manhã desta sexta-feira (27), o plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, por unanimidade, Medida Provisória encaminhada pelo governador Flávio Dino, que inclui o álcool gel, luvas e máscaras cirúrgicas na cesta básica, estabelecendo uma redução de 18% para 12% no ICMS dos referidos produtos. A MP faz parte de um pacote de medidas adotadas pelo Governo do Estado, no combate à pandemia do novo coronavírus.

Na mensagem, Flávio Dino destaca que a MP inclui dispositivos à Lei nº 7.799, de 19 de dezembro de 2002, que dispõe sobre o Sistema Tributário do Estado do Maranhão, e à Lei nº 10.467, de 7 de junho de 2016, que trata sobre produtos que compõem a cesta básica no âmbito do Estado.

Destaca ainda que “direito à saúde é um direito social fundamental previsto pela Constituição da República, nos artigos 6º e 196, devendo o Estado garanti-lo mediante o provimento de políticas públicas sociais e econômicas que possibilitem o acesso universal e igualitário às ações e serviços voltados à sua promoção, proteção e recuperação, e à redução dos riscos de doenças e outros agravos”.

Ainda sobre a medida, Flávio Dino alude também à Constituição Estadual, que, no mesmo sentido, estabelece nos artigos 12 e 205, que compete ao Estado, enquanto integrante do Sistema Único de Saúde, em conjunto com a União e os Municípios, atuar na organização e defesa da saúde pública, mediante a prestação dos serviços essenciais, para assegurar a salubridade e o bem-estar dos usuários e dos prestadores de serviço.

Ainda em sua mensagem, Flávio Dino destaca aos parlamentares, que   a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 11 de março deste ano, o estado de pandemia de COVID-19, em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus, o que exige esforço conjunto de todo o Sistema Único de Saúde.Kristiano SimasO presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto, conduziu a segunda Sessão Extraordinária realizada a distância

Apoio

A medida teve amplo apoio dos parlamentares, inclusive, oposicionistas, que destacaram a MP como uma decisão acertada. O deputado Adriano (PV) foi um deles. O parlamentar encaminhou seu voto favorável, parabenizando o governador Flávio Dino pela iniciativa. “Fiz indicação nesse sentido também. Aproveito para agradecer ao governador por essa decisão, que é de suma importância para o povo maranhense”, destacou.

O deputado Duarte Júnior (Solidariedade) elogiou o posicionamento dos oposicionistas, por votarem favoráveis à propositura e destacou a importância da participação dos órgãos de fiscalização, como forma de evitar que os empresários venham a desrespeitar a medida.

Embora frisando seu posicionamento de opositor ao governo Flávio Dino, o deputado Wellington do Curso (PSDB) justificou seu voto favorável argumentando a importância do impacto que a medida terá em favor da população, acrescentando ainda que havia, anteriormente, solicitado que o governo zerasse o ICMS desses produtos.

Na opinião do deputado Zé Inácio Lula (PT), os órgãos de fiscalização, a exemplo do Procon, deverão agir com firmeza, como forma de evitar que os empresários sem responsabilidade social venham burlar a lei e não respeitar os itens da Medida Provisória.

Por sua vez, o deputado Neto Evangelista (DEM) disse que esteve em contato com a direção do Procon e que tomou conhecimento que a indústria farmacêutica já estava majorando o preço desses produtos, desde o início da pandemia. Ele sugeriu uma ação junto à Justiça Federal, para evitar que essas indústrias continuem explorando o povo, praticando preços elevados.

Yglésio Moisés (Pros) se referiu à redução de ICMS de gás de cozinha e de combustíveis, feita pelo Governo do Maranhão, sem que os empresários do setor sigam as normas. Para ele, é de fundamental importância uma rígida fiscalização por parte dos órgãos públicos.

Também se posicionaram favoráveis à MP, com elogios ao governador Flávio Dino e ao presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto, os deputados Vinícius Louro (PL), Zito Rolim (PDT), Glarbert Cutrim (PDT), Adelmo Soares (PC do B),  Felipe dos Pneus (PRTB), Zé Gentil (Republicanos), Rigo Teles (PV), Daniela Tema (Republicanos),  Rafael Leitoa (PDT) e Fernando Pessoa (Solidariedade)

Márcio Jerry: “Aprovação de auxílio emergencial é uma grande vitória”

27-03-2020 Sexta-feira

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) afirmou, na noite desta quinta-feira (26), que a aprovação do seguro emergencial que será pago a trabalhadores de baixa renda e autônomos durante o período da pandemia do coronavírus   representa uma “grande vitória para o país”.  

Proposto a partir do substitutivo do projeto de lei (PL 9236/17), que regulamenta os requisitos para o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), a matéria previu a concessão de uma bolsa no valor de R$ 600 para pessoas vulneráveis neste momento de crise na saúde pública e na economia.

“Aprovamos a renda básica emergencial. O governo de Jair Bolsonaro ofereceu R$ 200, avançamos com pressão e diálogo na  Câmara dos Deputados e chegamos aos R$ 600 por pessoa, podendo chegar a duas pessoas por família, portanto R$ 1.200. Vitória importante em defesa do povo”, parabenizou.

Alcançado graças à articulação de partidos de esquerda e do centrão, o novo seguro deverá vigorar por três meses, enquanto durar o decreto de calamidade. Nesta quinta, o Brasil já registrava 77 mortes em decorrência do vírus e mais de 3 mil casos confirmados. No Maranhão, o último balanço da Secretaria de Saúde apontou 11 casos confirmados, sem nenhum óbito. Em razão da pandemia, as votações da Câmara dos Deputados

Flávio Dino: “Isolamento vertical é invenção inexequível no Brasil”

27-03-2020 Sexta-feira

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou nesta sexta-feira (27) que a recomendação do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que apenas idosos deveriam ser isolados, o chamado “isolamento vertical” é “uma invenção inexequível no Brasil”.

Flávio Dino ponderou que a questão é a realidade das casas do país, compartilhadas por pessoas de várias idades. “Nem a classe média consegue [isolar os idosos]. A não ser que Bolsonaro esteja pensando em colocar idosos e pessoas mais frágeis em campos de concentração. Não me surpreenderia”, afirmou.

Na opinião do chefe do Executivo do Maranhão, como o “isolamento vertical” é impossível, há duas possibilidades. A primeira é a ordem em seu estado: “medidas preventivas baseadas na prudência e nas orientações dos profissionais de saúde”.

A outra possibilidade seria “liberar geral e assumir o risco da morte de milhares de pessoas em nome da “economia””, registrou, denunciando a posição que vem sendo defendida por Bolsonaro.

Flávio Dino também falou das medidas econômicas que precisam ser tomadas: “a real agenda econômica, debatida em TODOS os países do mundo (até pelo governo de Trump, nos Estados Unidos), é como compatibilizar o combate ao coronavírus com a proteção às empresas e aos empregos. No mundo inteiro, só Bolsonaro quer o caos, enquanto faz “piadas” de esgoto”, escreveu o governador nas redes sociais.

Do Portal PCdoB

Prefeito Edivaldo intensifica ações de limpeza em São Luís reforçando o combate ao novo coronavírus

27-03-2020 Sexta-feira

Com o objetivo de conter a proliferação do novo coronavírus (Covid-19) na capital, a Prefeitura de São Luís tem realizado frentes de limpeza em vários espaços públicos, além de outras medidas essenciais, seguindo as recomendações de órgãos de saúde nacional e internacional. Mercados, ônibus e pontos de embarque e desembarque de transporte urbano – ambientes por onde há circulação de pessoas mesmo com a suspensão do funcionamento de diversos setores pela cidade – estão sendo higienizados diariamente para evitar mais pessoas contaminadas pelo vírus em São Luís. 

Outra atividade primordial neste momento é a coleta de resíduos sólidos, que segue normalmente o cronograma estabelecido pelo Comitê Gestor de Limpeza Urbana, além dos serviços de capina que estão sendo realizados. O pacote de serviços envolvendo saúde e limpeza é uma iniciativa do prefeito Edivaldo Holanda Junior a fim de garantir o bem-estar da população.

De acordo com o prefeito Edivaldo, as medidas que vêm sendo tomadas em relação ao novo coronavírus na capital são, agora, prioridades neste momento, por entender que o combate preventivo à doença é a melhor forma de passar por essa pandemia sem maiores consequências. “Manter a cidade e outros espaços limpos, como o transporte urbano, é uma media importante contra o coronavírus. As medidas que temos tomado são para reduzir o risco de contaminação, principalmente de quem continua circulando pela cidade por causa do trabalho que é considerado essencial. Aos outros, a orientação é para que permaneçam em casa neste momento”, destacou o prefeito.

Seguindo determinação da Prefeitura de São Luís, as empresas que prestam serviço de transporte na capital intensificaram a limpeza dos ônibus. O Decreto Municipal Nº 54.890 recomenda que as empresas que prestam os serviços de transporte urbano mantenham uma rotina diária de limpeza dos veículos nas áreas de contato dos passageiros como barras, portas, janelas etc., tarefa a ser realizada desde a primeira viagem da manhã.

A limpeza deve ser feita com água e sabão ou álcool em gel a 70% para preservar a saúde das mais de 550 mil pessoas utilizam o transporte coletivo em São Luís. O serviço passou a ser realizado no último dia 18 e está a cargo das equipes profissionais das empresas que detêm a concessão do transporte público.

Dos serviços que não puderam ter o funcionamento suspenso por ser considerado essencial estão os mercados municipais. A comercialização de frutas, verduras e outros produtos necessários para alimentação das famílias continua, mas sob ainda mais cuidado da Prefeitura de São Luís. A higienização destes espaços já era uma prioridade das equipes de limpeza da gestão do prefeito Edivaldo antes da pandemia do coronavírus, mas agora os serviços foram reforçados para combater a circulação do vírus e a permanência dele por espaços que não podem ser fechados.

Nestes mercados, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa) e do Comitê Gestor de Limpeza Urbana, tem realizado lavagem do passeio interno e de outras superfícies onde o vírus pode ficar alojado. “Com esse trabalho, determinado pelo prefeito Edivaldo, a população pode ficar ainda mais tranquila em adquirir e consumir alimentos comercializados nesses estabelecimentos”, frisou o titular da Semapa, Émerson Macêdo.

A gestão do prefeito Edivaldo também adotou como medida para o combate do Covid-19 a higienização de pontos de embarque e desembarque de ônibus, localizados nas avenidas de São Luís. Mesmo com o funcionamento suspenso de vários setores pela capital, muitas pessoas ainda continuam circulando – entre profissionais dos serviços essenciais e pessoas que precisam cumprir com outros compromissos de extrema necessidade.

A higienização desses espaços está sendo realizada pelo Comitê Gestor de Limpeza Urbana que tem mantido, dentre outros serviços, a coleta regular de lixo pela cidade. “Por determinação do prefeito, precisamos intensificar as ações de limpeza urbana. Com isso, passamos a realizar a desinfecção de áreas públicas onde há maior circulação de pessoas, principalmente os abrigos de ônibus, em atenção especial àqueles que ficam próximos a unidades de saúde”, destacou a presidente do Comitê, Carolina Estrela.

MAIS LIMPEZA

A desinfecção de áreas públicas, por meio de lavagem, também tem sido realizada no entorno de hospitais, assim como em ruas e perímetros de bancos. A coleta de lixo também foi uma das ações que tiveram de ser intensificadas neste período, possibilitando que as pessoas continuem embalando seus resíduos e deixando-os nos mesmos lugares de sempre, em dias e horários habituais.

A Prefeitura enfatiza que no caso dos resíduos gerados por pacientes em isolamento domiciliar ou por quem lhe presta assistência, em caso suspeito ou confirmado de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19), devem redobrar a atenção na hora de acondicionar os resíduos para coleta. Estes devem ser separados, colocados em sacos de lixo resistentes e descartáveis, fechados com lacre ou nó e não ocupar mais que 2/3 de sua capacidade, além de, posteriormente, será colocado em um segundo saco.

Além dos serviços essenciais intensificados neste momento de enfrentamento ao Covid-19, diversas outras atividades comuns para manter a cidade em estado de conservação continuam sendo realizados, como roçagem e capina de canteiros e outros espaços. Nesta semana, a Prefeitura de São Luís distribuiu suas equipes de limpeza por diversas regiões da cidade para manter conservadas as ruas e avenidas. A capital ainda vive o período chuvoso e a conservação de espaços propícios para o crescimento da vegetação é uma preocupação da gestão do prefeito Edivaldo. 

Também integra as ações de limpeza da cidade a implantação de 10 mil novas lixeiras por São Luís para evitar o descarte irregular de lixo e outros transtornos pela cidade, como o entupimento de bueiros por resíduos, o que impossibilita o escoamento da água, causando alagamentos e a favorecendo proliferação de doenças. As novas lixeiras que estão sendo instaladas nas principais avenidas e espaços públicos da capital têm um formato tubular e sem tampa, mais acessível à população.

Os novos equipamentos que irão compor vias e demais espaços da capital possibilitarão, também, que São Luís avance, ainda mais, no próximo ranking do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), que realiza uma avaliação sobre a gestão dos resíduos sólidos das cidades brasileiras com mais de 250 mil habitantes. Com os últimos feitos da Prefeitura de São Luís, a cidade conseguiu elevar a taxa de recuperação de matérias recicláveis de 0,46% para 5,44%.

Verri: até Trump foi obrigado a mudar em relação ao coronavírus, mas seu subalterno Bolsonaro não vê

27-03-2020 Sexta-feira

Ele cedeu à realidade, reconheceu a gravidade do momento e acertou a liberação de recursos da ordem de US$ 2 trilhões (9,5 % do PIB do país) para socorrer trabalhadores e empresas

O presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, com sua monumental estupidez, conseguiu a proeza de conquistar um inoportuno isolamento interno e externo diante da gravíssima pandemia de coronavírus.

O pronunciamento de Bolsonaro na noite de terça-feira (24) atestou seu nível de insensatez, ao convocar a população a romper o confinamento social, desqualificar a gravidade da pandemia e atacar a todos, de aliados a opositores.

Confrontou governadores, prefeitos, cientistas, entidades ligadas à saúde e, numa manifestação clara de terraplanismo, negou a própria ciência, levando-o a um completo isolamento no cenário interno.

Se sua ignorância e insensibilidade em relação ao perigo do coronavírus tinha aliados fora do Brasil, isso acabou.

O último aliado externo, o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, cedeu à realidade, reconheceu a gravidade do momento e acertou a liberação de recursos da ordem de US$ 2 trilhões (9,5 % do PIB do país) para socorrer trabalhadores e empresas.

Outro aliado neoliberal, o primeiro ministro inglês Boris Johnson, já havia tomado decisão semelhante na segunda-feira, 23.

Neoliberalismo

Mesmo assim, apesar da escalada do coronavírus, Bolsonaro insiste em seguir a cartilha neoliberal que o próprio Trump já abandonou. É tão subalterno à cartilha neoliberal e à teoria do Estado mínimo que não percebe a mudança de rumo.

Quando não interessa, se alinha aos interesses dos EUA – como nos ataques à China, o maior parceiro comercial do Brasil – e viola a soberania nacional ao colocar nosso país à mercê dos interesses geopolíticos e econômicos de Washington. No entanto, na presente pandemia, vira os olhos ao que os EUA praticam.

Pela ótica de alinhamento automático com os interesses dos EUA, contrariando os interesses nacionais brasileiros, Bolsonaro perfila-se com a célebre frase de Juraci Magalhães, nomeado pelo primeiro governo militar pós- golpe de 1964 como embaixador em Washington. Juraci é o autor da célebre frase: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.

Escola de Chicago

Mas agora, com Trump colocando o Estado para atuar em defesa da economia e do povo americano, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, fingem que a iniciativa do chefe do Norte nada tem a ver com eles.

Ambos reféns da camisa de força neoliberal da quase insepulta Escola de Chicago.

Trump e o Congresso americano acertaram um pacote inédito de 2 trilhões de dólares para o combate à doença e seus efeitos econômicos.

O total representa 9,5% do PIB americano e inclui uma massiva transferência de renda para todas as famílias vulneráveis, no valor de U$$ 1.200 por mês (cerca de 6.000 reais).

Os recursos para os hospitais chegam a U$$ 130 bilhões (cerca de 650 bilhões de reais). Hoje os EUA têm mais de 60.000 infectados e registra 827 mortes, um número bem maior que o Brasil com 57 mortos e 2433 infectados.

O fato é que o presidente americano reconheceu a gravidade da crise e entrou em campo. Aqui, Bolsonaro continua com sua conhecida estultice e insiste que a pandemia não passa de uma “gripezinha’.

O capitão-presidente segue ainda a opinião – agora modificada pela realidade – do primeiro ministro conservador da Inglaterra, Boris Johnson, que até há pouco jogava no mesmo time de Trump e Bolsonaro, e rejeitava qualquer medida mais drástica.

Isolamento

Boris falava só em proteção da economia e não se importava com a morte das pessoas, até que relatório do Imperial College de Londres recebido pelo governo britânico, estimava que sem a quarentena e isolamento total, horizontal, o Reino Unido enfrentaria o possível número de 260.000 mortos, não somente pelo coronavírus, e sim por outras doenças que o Serviço Nacional de Saúde não teria capacidade de tratar.

Esses dados, e a trágica evolução observada em países como a Itália e a Espanha, levaram à mudança de postura de Johnson.

No mesmo dia em que recebeu o relatório, em 20 de março o Reino Unido anunciou socorro de 350 bilhões de libras a empresas, incluindo o pagamento de até 80% do salário dos empregados.

O valor equivale a R$ 2,12 trilhões ou a 15% do PIB anual da Inglaterra. Agora, Boris Johnson promete combater o vírus como “em tempo de guerra” e “fazer tudo o que pudermos para apoiar a nossa economia”.

E, finalmente, após o país registrar 335 mortes pelo coronavírus, decretou que o país entrasse em quarentena oficial, medida que Bolsonaro insiste em boicotar.

As iniciativas tomadas pelos EUA e Inglaterra mostram que para salvar a economia não é necessário matar milhares de pessoas por coronavírus.

É possível conciliar recomendações dos profissionais de saúde, e, simultaneamente, adotar medidas para proteger empresas, empregos e a vida das pessoas.

União nacional

O momento é extremamente grave e precisamos de união nacional – Congresso, Supremo Tribunal Federal, governadores, prefeitos, empresas e entidades da sociedade civil e dos movimentos sociais e populares – para fazer frente a um presidente irresponsável e que vive numa espécie de bolha das redes sociais e de seguidores fanáticos.

Bolsonaro é um grave risco para o Brasil, tão perigoso como o coronavírus.

Enio Verri é deputado federal (PT-PR) e líder do PT na Câmara

Nota pública da Comissão Nacional de Assuntos Educacionais do PT sobre o coronavírus

27-03-2020 Sexta-feira

Confira todos os pontos prioritários destacados pela comissão para o enfartamento à epidemia

Fote: PT

Brasil conta com aproximadamente 3,3 milhões de trabalhadores de em educação, atendendo diariamente mais de 57 milhões de estudantes nos estabelecimentos de educação básica e superior Brasil adentro, por, pelo menos 200 dias e 800 horas anuais A educação é, seguramente, o serviço público mais presente em todos recantos da cidade e do campo, nos quilombos, aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas. Em muitos casos, o único vínculo permanente entre a comunidade e o poder público, entre o núcleo familiar e outros atores sociais.

Mesmo com todos os avanços de expansão e da universalização do acesso à educação obrigatória, das exitosas políticas de acesso à educação superior, técnico-profissional e tecnológica vivida nos 13 anos de governos democráticos populares em âmbito nacional, ainda não superamos o quadro de baixos salários, de multiplicação da jornada de trabalho, de precarização dos modelos de contratação, a terceirização de serviços.

Entramos no 5º ano de vigência do ultraliberalismo retomado com o golpe de 2016. São crescentes as restrições derivadas da reforma trabalhista, associada à EC 95 cujos impactos perversos se somam às restrições da LRF, à desqualificação significativa resultante do chamado “novo ensino médio”, da “nova previdência social”, do desmanche dos programas nacionais de pesquisa, de formação inicial e continuada, dos contingenciamentos orçamentários que sufocaram universidades e institutos públicos de educação, ciência e tecnologia.

Estamos a 8 meses do fim da vigência do FUNDEB, enfrentando as PECs de extinção de fundos setoriais, da desvinculação. Desoneração e desindexação dos orçamentos públicos, de emergência financeira com a previsão de redução de jornada e de salários, extinção de carreiras, privatização de serviços e transferência direta de fundos públicos às instituições privadas de ensino.

O Brasil colhe a volta ao mapa da fome, recordes de desemprego, de informalidade, de desalento, de redução da participação da massa salarial no PIB, com efeitos severos na multiplicação da pobreza, do incremento das desigualdades e na desestabilização das formas de convivência. A estes cenários se somam a disseminação do ódio, a propagação do preconceito, a guerra cultural, a disseminação de notícias falsas, a naturalização da violência, a legitimação de milícias e a criminalização do senso crítico, da liberdade de organização e manifestação e da pluralidade política.

Temos consciência de nosso papel social. Sabemos, sem qualquer sombra de dúvida, que respondemos pela garantia do direito universal à educação. Direito que só pode ser exercido quando cuidamos das nossas vidas e das condições de nossa existência vinculado ao cuidado de outras vidas cujo presente e futuro são desenhados entre nós.
Em quatro semanas, desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19, já computamos 2.915 casos e 77 óbitos por Covid-9, confirmando a tendência explosiva da doença em outros países.

Todos já percebemos que a situação é extremamente grave e os especialistas em Saúde Pública não podem afirmar, com precisão, qual será o comportamento e a extensão da epidemia, ou quanto tempo irá durar em nosso país. Entretanto, ainda há autoridades que desdenham da sua gravidade e de seus trágicos efeitos econômicos e sociais, em especial sobre os mais pobres e vulneráveis. Os próximos dias e semanas indicarão mais claramente o que vai ocorrer.
Não é improvável, como indicou o Diretor Geral da OMS, que aqui e em muitos países do hemisfério sul tenhamos duas ou mais ondas, a depender do alcance das medidas tomadas pelos governos e adesão da sociedade.

A primeira, que já estamos vivendo, com número imprevisto de casos, poderá ser seguida de outra mais importante, a partir do outono/inverno, em particular nas localidades mais frias do país, como os estados da região sul e sudeste.
A gravidade do quadro exige liderança e coordenação e este é o ponto mais crítico da resposta que o país vem dando ao Covid-19. As respostas à epidemia estão sendo efetuadas de modo descoordenado. Dada a incapacidade de agir das autoridades nacionais, a responsabilidade na condução das ações foi repassada para governadores, prefeitos, secretários de educação e conselhos respectivos, sem diretrizes nacionais que articulassem a intervenção em todo o território brasileiro.

Merece destaque o importante papel que os governos estaduais e municipais estão desenvolvendo, tendo que compensar a ausência de coordenação do governo federal – e muitas vezes a oposição às ações que estão empreendendo – para garantir o isolamento social, a redução orientada da circulação das pessoas, a organização dos serviços de saúde, a estruturação de estratégias de comunicação com a sociedade e a defesa do SUS como expressão de defesa da vida.

A maioria dos estados e municípios tem se dedicado a produzir respostas emergenciais, mas não foi preparada para essa fase da epidemia. A gestão da educação pública, provavelmente, é a que soma o maior número de petistas encarregados de políticas públicas. Em governos petistas e em governos de coalisão. No movimento sindical, acadêmico e estudantil estão muitos de nossos mais importantes quadros. Em muitas localidades, profissionais, estudantes, pais e mães sequer foram comunicados, menos ainda instados a refletir sobre os procedimentos a adotar.

Neste momento, os pilares principais de nossa conduta estão expressos no pacto da Constituição Federal de 1988, especialmente, na definição de nossa República, seus princípios e objetivos, assim como nos princípios da educação nacional. Em seus artigos 1º, 3º,5º,6º, 205º e 206º, o texto constitucional estabelece o Estado Democrático e de Direito, a educação como direito universal, sendo dever do Estado, da família e da sociedade de forma colaborativa, assim como garantia da valorização profissional dos trabalhadores e trabalhadoras em educação.

Sua tradução operativa se encontra sistematizada na LDB. A defesa incondicional da vida não nos opõe à garantia elementar do cumprimento mínimo dos 200 dias e das 800 horas anuais.

Portanto, quanto às medidas de enfrentamento da COVID 19, é preciso considerar que:

1 – Antes mesmo de deflagrada a pandemia, vivenciamos uma ofensiva na área da educação, com foco na implementação progressiva da educação a distância na educação básica e na drenagem de recursos públicos para o mercado privado da EaD; ofensiva que se intensifica sobremaneira durante a pandemia, no contexto da suspensão do ano letivo.

2 – A suspensão do ano letivo é uma medida necessária para reduzir a disseminação comunitária do vírus, a mortalidade dela derivada, uma vez que o isolamento social é necessário para proteger não apenas estudantes e trabalhadores em educação, mas toda a população brasileira, em especial os idosos.

3 – A inevitável suspensão do ano letivo não deve servir de pretexto para a progressiva precarização e privatização da educação básica, na forma da educação a distância, até porque 58% dos domicílios não dispõe acesso aos recursos tecnológicos necessários ao exercício da EaD, resultaria no agravamento das desigualdades educacionais.

4. A EaD é uma modalidade de oferta educacional já regulada e não se confunde com o uso de recursos tecnológicos utilizados na educação presencial. Não se confunde com as redes de relacionamento social e comunitário, importantíssimas na manutenção de vínculos pessoais e de grupos, de turmas e comunidades escolares que devem permanecer ativas e coordenadas, por razões pedagógicas, afetivas, profissionais e de atenção pública.

5 – Não abrimos mão da defesa da educação como um direito fundamental e inalienável, ofertada presencialmente em nossas escolas públicas, por profissionais da educação qualificados e devidamente valorizados, durante o período letivo assegurado na legislação.

6 – A flexibilização do calendário escolar, a ser debatida nos conselhos escolares, em cada rede de ensino, fundamentada em relações democráticas de trabalho e da gestão educacional, não pode significar a negação do direito à educação nem tampouco a transgressão da LDB. O reconhecimento dos sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais na representação coletiva é irrenunciável. São os instrumentos essenciais à defesa e proteção de direitos conquistados legitimamente em longas trajetórias de mobilização e luta.

7 – A suspensão emergencial das aulas não pode dar motivo à supressão unilateral de contratos. A aferição de suas consequências se dará no retorno à normalidade que será gradual e diversa, como diversas serão as alternativas para o cumprimento do direito à educação e de sua contrapartida profissional.

8 – A manutenção da oferta de alimentação escolar deve vislumbrar a diversidade de possibilidades visando a segurança alimentar de crianças, adolescentes e jovens, os vínculos com a comunidade escolar, a aquisição de alimentos saudáveis e oriundos da agricultura familiar, nas cozinhas escolares ou em provedores da merenda, aplicando-se as mesmas regras sanitárias de funcionamento de restaurantes populares e comerciais da cidade, assim como o uso dos equipamentos de proteção individual a seus profissionais. A distribuição alternativa de cestas que assegurem a qualidade da alimentação oferecida deverá seguir o mesmo caminho.

9. Para tanto é imprescindível garantir recursos para os estados e municípios fazerem a gestão adequada do uso de aplicativos e plataformas de relacionamento permanente estendida a dirigentes, profissionais da educação, estudantes, pais e mães.

10. Igualmente importante será a integração de iniciativas articuladas com os setores da saúde, da assistência social, da proteção e da defesa de direitos, conselhos tutelares, defensorias e delegacias encarregadas da proteção de mulheres, crianças e adolescentes. Tal articulação contribuirá para evitar a desinformação e a disseminação de notícias falsas, ao tempo que servirá de ferramenta importante para o combate à violência doméstica. Da mesma maneira facilitará a garantia da alta taxa de cobertura vacinal para influenza, com redução da faixa etária para 55 anos, ampliando a vacinação para grupos de risco como profissionais da educação. Servirá para dispor a todos os cidadãos soluções que estejam articuladas a serviços para realizar orientações clínicas, agendar procedimentos que tenham as unidades educacionais como referência, entre outras diversas possibilidades.

11. Num país com tamanhas assimetrias, a necessidade de promover adequações a partir da realidade de cada modalidade, etapa ou nível da educação, assim como região ou localidade é uma evidência. Igualmente, a manutenção dos programas assistenciais de alimentação, residência, transporte e saúde e a ampliação de vigência de bolsas de extensão e pesquisa das instituições de ensino superior, profissional e tecnológica, assim como a extensão e revisão dos custos das bolsas e financiamentos concedidos em instituições privadas são ações necessárias.

Por fim, revogar a EC 95, flexibilizar a LRF, suspender as medidas de ajuste fiscal, incluindo as PECs, e de esvaziamento da legislação trabalhista, em tramitação no congresso nacional, são ações imediatas indispensáveis para a superação das restrições atuais e a ampliação das recuperações futuras, complementando-se com a provação mais breve possível do FUNDEB Permanente, a manutenção do Fundo Social do Pré-Sal e a garantia da renda mínima de 1 SM para todas as famílias do Cadastro Único, Trabalhadores Informais e Desempregados.

A garantia e a proteção da vida precedem a tudo.
Defender o SUS é defender a vida.
Renda Básica Já!

Recife, 26 de março de 2020

Coordenação Nacional
Comissão de Assuntos Educacionais
Partido dos Trabalhadores

Flávio Dino diz que Bolsonaro brinca com coisa séria e prega o caos

27-03-2020 Sexta-feira

O governador do Maranhão afirmou que a posição do presidente contra o isolamento social é uma voz única no mundo

Fonte: Vermelho

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), observou que o debate no mundo todo em relação ao enfrentamento à pandemia de coronavírus é como compatibilizar a preservação da vida com a proteção às empresas e empregos.

Segundo ele, até o governo de Donald Trump nos Estados Unidos está nessa agenda econômica.

“No mundo inteiro, só Bolsonaro quer o caos, enquanto faz piadas de esgoto”, criticou no Twitter o governador, referindo-se a resposta de Bolsonaro quando indagado sobre a possibilidade de o país chegar à condição dos EUA em número de casos.

Ele disse que o brasileiro precisa ser “estudado” porque é capaz de pular “no esgoto” sem que nada aconteça com ele.

O governador também criticou a proposta de isolamento vertical defendida por Bolsonaro, condição na qual é feito o isolamento apenas de idosos e de pessoas com doenças crônicas.

“Isolamento vertical é uma invenção inexequível no Brasil. Basta conhecer a nossa realidade habitacional. Nem a classe média consegue. A não ser que Bolsonaro esteja pensando em colocar idosos e pessoas mais frágeis em campos de concentração. Não me surpreenderia”, criticou.

Para o governador, como o isolamento vertical é impossível de ser executado, no momento temos somente duas posições: 1) medidas preventivas baseadas na prudência e nas orientações dos profissionais de saúde; 2) liberar geral e assumir o risco da morte de milhares de pessoas em nome da economia.

Assembleia Legislativa aprova projeto que reconhece estado de calamidade pública no município de São Luís

27-03-2020 Sexta-feira

Em nova Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, realizada na manhã desta sexta-feira (27), o Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 003/2020, de autoria da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que homologou o pedido de reconhecimento do estado de calamidade pública no Município de São Luís. 

A sessão foi convocada pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), conforme a Resolução Legislativa que garante a realização de sessões extraordinárias remotas para a deliberação de temas importantes e urgentes de interesse dos maranhenses, sempre que necessário, neste período de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus.

A matéria, aprovada e promulgada na sessão com votação remota, foi encaminhada à Assembleia Legislativa pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior, mediante o ofício nº 050/2020. No documento, o chefe do Executivo Municipal solicitou ao Poder Legislativo Estadual o reconhecimento do estado de calamidade pública na capital, em virtude da pandemia do novo coronavírus e, ainda, do aumento no número de casos de H1N1, declarado pelo Decreto Municipal nº 54.939, de 23 de março de 2020. 

O decreto prevê ainda a consequente suspensão da contagem dos prazos e das disposições estabelecidas nos artigos 23, 31 e 70 da Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como com as dispensas do atingimento dos resultados fiscais previstos no artigo 2º da Lei Municipal n.º 6.537, de 25 de julho de 2019 (LOA/2020), e da limitação de empenho de que trata o art. 9º da Lei Complementar n.º 101/2000. 

De acordo com o decreto homologado pela Assembleia Legislativa, para o enfrentamento do estado de calamidade pública, a Prefeitura de São Luís poderá requisitar bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização. E, nos termos do artigo 24, da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, fica autorizada a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços destinados ao enfrentamento da calamidade pública. 

Fica ainda determinada a suspensão de todas as atividades dos órgãos públicos e entidades vinculadas ao Poder Executivo Municipal, até o dia 5 de abril de 2020.

Ainda na mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior afirma que “a emergência do surto do novo coronavírus como calamidade pública gerará efeitos na economia nacional, estadual e, não poderia ser diferente, na municipal, com esmorecimento da trajetória de recuperação econômica que vinha se construindo e a consequente diminuição significativa da arrecadação da União, Estados e Municípios”. 

O prefeito Edivaldo argumenta, também, que “nesse cenário de tamanha incerteza, mas com inequívoca tendência de decréscimo de receitas e elevação de despesas do Município de São Luís, os mecanismos de contingenciamento exigidos bimestralmente pelo art. 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal poderão inviabilizar, entre outras políticas públicas essenciais ao Município, o próprio combate à enfermidade geradora da calamidade pública”.

Bolsonaro divulga vídeo criminoso contra orientação sobre coronavírus

27-03-2020 Sexta-feira

A campanha, que contrária as orientações da OMS, não foi divulgada oficialmente e custou aos cofres públicos R$ 4,8 milhões

Por Iram Alfaia

De forma criminosa, Bolsonaro resolveu testar um vídeo institucional de campanha da Presidência da República estimulando o retorno da população ao trabalho, inclusive para os “brasileiros contaminados pelo coronavírus”.

As orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), das autoridades na área, especialistas e cientistas no mundo todo são para que a população permaneça em isolamento social mantendo comércio e escolas fechadas.

O vídeo traz como mote de campanha “O Brasil Não Pode Parar”. Acusado no esquema de “rachadinha” e envolvimento com milícias, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido), filho do presidente, deu o pontapé na difusão da ideia no Faceboock.

A campanha publicitária “Brasil Não Pode Parar” custou R$ 4,8 milhões e não houve licitação. Apesar do custo, a publicidade ainda não foi veiculada oficialmente.

Além disso, o próprio presidente postou em sua conta em rede social o vídeo de uma carreata realizada em Camboriú (SC) contrária ao isolamento social recomendado pela maioria dos governos.

A líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), afirmou que Bolsonaro desafia OMS e incentiva seguidores a fazerem manifestações em carreatas, colocando em risco suas vida e dos demais.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) destacou nesta sexta-feira (27), na sua conta na rede social, uma reportagem que mostra o arrependimento do prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconhecendo o erro em apoiar a ação divulgada com o lema “Milão não para”.

Milão é a província da Itália mais atingida pelo coronavírus, registrando 32.346 casos de pessoas contaminadas e 4.474 óbitos.

“O Planalto está lançando uma campanha odiosa e irresponsável contra o isolamento social. Milão fez isso e contou corpos aos milhares. Bolsonaro terá sangue nas mãos e ficará em posição insustentável com essa loucura. O Brasil exige responsabilidade!”, protestou Orlando Silva.

Conduta criminosa

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) destacou artigo das especialistas em direito internacional Larissa Ramina, Carol Proner e Gisele Ricobom, no qual consideram crime a posição de Bolsonaro contra o que determina a OMS, que denominou a pandemia no Brasil de apocalíptica.

“Na legislação penal brasileira há uma conduta que encontra tipificação ainda mais grave. Trata-se do crime de epidemia, inserido no âmbito dos Crimes contra a Saúde Pública, no artigo 267 do Código Penal pátrio, que estabelece: Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos: Pena – reclusão, de dez a quinze anos. § 1o Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em dobro. § 2o No caso de culpa, a pena é de detenção, de um a dois anos, ou, se resulta morte, de dois a quatro anos”, dizem as especialistas.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) diz que a população tem responsabilidade em evitar um caos no país.

“Pregações da insensatez e irresponsabilidade sanitária feitas pelo presidente Bolsonaro  boicotando o isolamento social indispensável à contenção da proliferação da cadeia de contaminação do coronavírus. Faça a sua parte, fique em casa até a tempestade passar. Vai passar!”, orientou o parlamentar.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) diz que o dinheiro gasto na campanha poderia ser usado para comprar respiradores e ajudar no Renda Básica, “mas Bolsonaro prefere aplicar na irresponsável luta contra o isolamento”.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), também citou a experiência em Milão para rechaçar a campanha “Brasil não pode parar”.

“Milão fez algo assim em fevereiro. Deu no que deu! Brasil não pode parar nem morrer! Por isso Estado tem de atuar. Governo sabia do coronavírus desde dezembro, e não fez nada para enfrentar. E continua perdido em medidas de pouca eficácia”, criticou a deputada.

Para a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) diz que o presidente quer jogar o Brasil no abismo.

“Essa campanha criminosa deve ser interrompida imediatamente. O governo está jogando o Brasil no precipício e gastando dinheiro público para convencer o povo a se contaminar. É um escândalo! O que falta para Rodrigo Maia aceitar o impeachment de Bolsonaro?”, afirmou.TAGS