Arquivo mensal: novembro 2019

Prefeitura de São Luís investe em mobilidade urbana e garante fluidez e segurança ao trânsito na Avenida Carlos Cunha

26-11-2019 Terça-feira

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), deu início à construção da mureta de proteção na cabeceira da Ponte Bandeira Tribuzzi, sentido bairro-Centro, na avenida Carlos Cunha, bairro Jaracati. A ação constitui a última etapa de um conjunto de medidas viárias realizadas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior naquele trecho visando a segurança de motoristas, pedestres e moradores da área.

Outras mudanças significativas também foram realizadas nos últimos meses no local, destacando-se uma alteração da configuração geométrica que consistiu no fechamento do retorno no sentido bairro-Camboa, onde foi feita a retirada de uma parte do canteiro central, gerando alargamento da pista no sentido bairro-Centro e adaptação geométrica no sentido Centro-bairro. Para o titular da SMTT, Canindé Barros, “a modificação vai proporcionar a melhoria da fluidez do trecho, fundamentalmente nos horários de maior movimento de veículos”.

A sinalização semafórica e as faixas de segurança de pedestres, que antes ficavam em frente à Casa da Mulher Brasileira, também passaram por alterações. Com a mudança, as faixas e o conjunto semafórico foram deslocados para o trecho em frente ao Banco do Brasil. Dotado de botoeiras, o semáforo permite que, através do mecanismo, o pedestre solicite a travessia na faixa, ao acionar o fechamento do sinal para veículos.

Além de permitir esse controle de passagem do pedestre, o conjunto semafórico também possui sincronia com os demais semáforos das proximidades, tanto no acesso à Avenida Ferreira Gullar, quanto na extensão da Avenida Carlos Cunha, na altura do Shopping São Luís. Esse sincronismo é chamado de “onda verde”, recurso que ocorre quando uma série de semáforos é coordenada para permitir o fluxo contínuo de tráfego por várias interseções em uma direção principal.

Assembleia promulga lei sobre organização administrativa do Tribunal de Contas do Estado

26-11-2019 Terça=feira

A Assembleia Legislativa promulgou, na sessão desta segunda-feira (25), a Lei nº 11.170/2019, que dispõe sobre a organização administrativa do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A lei promulgada altera uma outra, a de nº 9.936, de 22 de outubro de 2013, e passa a vigorar a partir da data de sua publicação. A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB).

O novo dispositivo legal é oriundo do projeto de lei nº 398/2019, de autoria do TCE, aprovado, por unanimidade, primeiramente na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, em seguida, na Comissão de Administração Pública, Seguridade Social e Relações de Trabalho.

Segundo o presidente do TCE, Raimundo Nonato Lago, o objetivo é dotar o TCE de estrutura organizacional moderna e ágil, apta a viabilizar a sua missão constitucional e tornar mais dinâmico o processo produtivo interno. “Esse novo cenário impõe a necessidade de reformulação da estrutura organizacional atual, para melhorar o desempenho”, justificou.

De acordo com o artigo 5º da lei promulgada, o Gabinete da Presidência é integrado pelas seguintes unidades de apoio e assessoramento: I – Assessoria Especial da Presidência; II – Assessoria de Articulação e Relacionamento Institucional da Presidência; III – Assessoria de Cerimonial; IV – Assessoria de Comunicação e Marketing; V – Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. 

o parágrafo primeiro do artigo 9º estabelece que integram a estrutura da Secretaria do Tribunal de Contas as seguintes Unidades: I – Secretaria Geral; II – Secretaria de Gestão; III – Secretaria de Tecnologia da Informação; IV – Secretaria de Fiscalização.

Por sua vez, o parágrafo terceiro do artigo 13 dispõe que deverão ser ocupados exclusivamente por Auditor Estadual de Controle Externo, integrante do quadro de pessoal efetivo da Secretaria do Tribunal de Contas, os cargos em comissão de Secretário Geral, Secretário de Gestão, Secretário de Tecnologia e Inovação, Secretário de Fiscalização, Chefe de Unidade de Controle Interno, Gerente de Tecnologia da Informação, Gerente de Núcleo de Fiscalização e Líder  de Fiscalização.

Posse rural: Bolsonaro quer mais repressão e violência em reintegração

25-11-2019 Segunda-feira

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (25) que enviará novo projeto de lei ao Congresso para criar um modelo de ação mais repressora e violenta de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o campo. Se a medida obscurantista avançar no Congresso, a ideia é que o próprio presidente autorize a ação das forças de segurança para agir nas reintegrações de posse, se houver lentidão por parte dos governos estaduais. Hoje, é necessária a solicitação do governador e a assinatura do presidente.

Bolsonaro não escondeu que a medida tem como alvo os movimentos sociais do campo e citou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Esses caras invadem as fazendas, depredam patrimônio, matam animais e fica por isso mesmo?”, afirmou, ao deixar o Palácio da Alvorada, tentando justificar a criminalização dos movimentos sociais.

“Eu já morei em fazenda e, naquele tempo, não tinha MST. Depois desse governo do PT, aí é que cresceu essa questão”, provocou o presidente, tentando partidarizar uma questão social. “Se coloca no lugar de um fazendeiro, de um sitiante que tem a propriedade invadida. É muito simples”, emendou, de forma simplista.

Na semana passada, Bolsonaro mandou uma proposta ao Congresso que pretende isentar militares e policiais de possíveis excessos durante operações. Essa é uma das quatro propostas na área de segurança que o chefe do Palácio do Planalto quer enviar para o Congresso ainda neste ano.

Com informações do Metrópoles

Prefeito Edivaldo Holanda Junior já asfaltou mais de 100 km em dezenas de bairros da capital maranhense

25-11-2019 Segunda-feira

O prefeito Edivaldo Holanda Junior lançou, nesta segunda-feira (25), as obras de asfaltamento nos bairros Filipinho e Sitio Leal. Serão quatro quilômetros de nova pavimentação na região. Com isto, a Prefeitura de São Luís já chega a 100 quilômetros de asfalto aplicados na cidade somente neste segundo semestre de 2019 (entre obras concluídas ou em andamento), abrangendo cerca de 20 bairros em diversas regiões de São Luís. Desde o lançamento do programa São Luís em Obras, já foram abertas mais de 30 frentes de serviços por toda a cidade. O prefeito Edivaldo acompanhou o início das obras no local.

“Estamos com obras de pavimentação em diversos bairros da cidade. Na semana passada chegamos à área Itaqui-Bacanga onde faremos uma grande frente de pavimentação. Vamos seguir avançado por toda a cidade para garantir a recuperação das vias dos bairros, melhorando a mobilidade urbana e garantindo mais segurança para motoristas e pedestres. Aqui no Filipinho temos equipamentos importantes da Prefeitura como o Centro de Especialidades Médicas, o Centro de Atenção Integral ao Idoso (Caisi) e a sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O asfaltamento vai facilitar o acesso também a estes serviços”, destacou o gestor municipal frisando ainda que o São Luís em Obras já contemplou diversos bairros da cidade e que os serviços serão intensificados.

Na ocasião, o prefeito estava acompanhado da primeira-dama, Camila Holanda, do vice-prefeito, Julio Pinheiro, de secretários municipais, entre os quais o titular da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Semosp), Antonio Araujo, outras autoridades municipais e lideranças comunitárias.

O vice-prefeito, Julio Pinheiro, disse que o programa São Luís em Obras está propiciando intervenções urbanas importantes na cidade. “O planejamento feito para o programa inclui não apenas obras de asfaltamento, mas uma série de intervenções urbanas necessárias na cidade para melhorar a vida da população. Um desses serviços será a drenagem na Santa Bárbara. Em breve o prefeito Edivaldo vai assinar a ordem de serviço para o início desta obra que é muito aguardada pela população há vários anos”, afirmou.

FILIPINHO

No Filipinho, os trabalhos começaram pela Rua 01, uma importante via de ligação entre as avenidas dos Africanos e João Pessoa. A via é de tráfego intenso e a pavimentação estava bastante danificada. Com isto, a Prefeitura vai garantir mais agilidade para quem trafega pela via, além de melhorar a mobilidade nas ruas internas dos bairros. A pavimentação vai alcançar também o Sitio Leal, bairro vizinho ao Filipinho.

O secretário Antonio Araújo informou que as obras de pavimentação são importantes para o sistema viário da região do Filipinho. “A Rua 01, por onde começamos o asfaltamento, é uma via de escape muito importante, pois liga as avenidas Africanos e João Pessoa, encurta o trajeto para o bairro Anil, então, o tráfego vai ser muito beneficiado neste entorno. A determinação do prefeito Edivaldo é que todos os serviços de infraestrutura do São Luís em Obras atendam prioritariamente às regiões onde existam gargalos a serem resolvidos”, disse.

BENEFÍCIOS PARA OS MORADORES

A dona de casa Fernanda Vilanova acredita que no Filipinho está uma das maiores populações idosas da cidade e que o asfaltamento vai beneficiar, sobretudo esta parcela dos moradores. “Praticamente todas as casas aqui têm um idoso e o asfalto novo vai melhorar muito para que eles caminhem com mais segurança, sem risco de tropeço ou queda. É um benefício muito importante para todos nós que moramos aqui”, disse.

Maria da Graça Fernandes Silva destacou o compromisso do prefeito Edivaldo com a cidade. “O prefeito Edivaldo tem trabalhado muito por toda a cidade, fazendo obras importantes na saúde, na educação. Ele está asfaltando os bairros que precisam. É muito bom quando um prefeito trabalha assim para melhorar a vida da população”, comentou.

SÃO LUÍS EM OBRAS

Os investimentos nos bairros Filipinho e Sitio Leal se somam à ampliação da infraestrutura urbana de São Luís que está sendo feita por meio do programa São Luís em Obras. Somente no eixo de asfaltamento, os serviços alcançaram os bairros Vinhais, Angelim, Cohama, Rio Anil, Bequimão, polo Cohatrac (Cohatrac 1, 2, 3 e 4, Planalto Anil II e Parque Aurora), Cohab (Conjunto Jardim de Fátima e Cohab Anil), Cohajap, Bela Vista, São Francisco, Ilhinha, Alemanha, Ipase, Avenida Guajajaras e região Itaqui-Bacanga.

Além das obras de pavimentação, estão em andamento a construção de ecopontos, galpões de triagem de materiais recicláveis, reformas de escolas, mercados e unidades de saúde, construção de equipamentos sociais, requalificação de praças e outros espaços públicos entre muitos outros serviços que ainda serão iniciados como a drenagem da região do bairro Santa Bárbara.

Assembleia Legislativa do Maranhão prestará homenagem ao ex-deputado Celso Coutinho com a Medalha Manuel Beckman

25-11-2019 Segunda-feira

O ex-deputado Celso da Conceição Coutinho, que foi presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, vai ser condecorado com a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman, em solenidade marcada para próxima segunda-feira, dia 2 dezembro. A iniciativa é do presidente do Parlamento Estadual, deputado Othelino Neto (PCdoB), que justifica a homenagem pelos relevantes serviços prestados pelo ex-deputado ao povo maranhense.

“Celso Coutinho faz jus a essa homenagem, porque tem um grande legado para com a política do Maranhão. É uma das mentes mais brilhantes do nosso Estado. Um intelectual na verdadeira acepção da palavra. Foi um parlamentar que se destacou pela inteligência, pela coragem e pela combatividade. É considerado também um dos maiores tribunos que já passaram pelo nosso Parlamento”, afirmou Othelino.

Tabelião do cartório do 2º Ofício de Notas de São Luís, Celso Coutinho nasceu na cidade de Guimarães, no Litoral Norte do Estado, em 8 de dezembro de 1930. É advogado, formado pela extinta Faculdade de Direito do Maranhão. Começou sua carreira através de movimentos estudantis, chegando a presidir a Uni­ão Maranhense de Estudantes (UME).

Foi presidente da Assembleia Legislativa em 1984, quando o Maranhão atravessou grande turbulência política, por ocasião da escolha dos deputados que atuariam como delegados nas eleições indiretas que elegeu Tancredo Neves para a Presidência da República, no Congresso Nacional.

Coutinho elegeu-se pela primeira vez prefeito de sua cidade em 1969. Liderou um movimento para a construção do Hospital Municipal que ficou conhecido como Passeata das Pedras, no qual os moradores doaram as pedras para a edificação daquela casa de saúde.

O ex-deputado era integrante do grupo político liderado pelo então senador João Castelo e fazia ferrenha oposição ao grupo Sarney e, consequentemente, ao então governador Luiz Rocha. Durante sua carreira política, foi eleito quatro vezes para a Assembleia Legislativa e duas vezes prefeito do município de Guimarães.

Gedema estimula habilidades artísticas e profissionais na primeira edição do “Sol Nascente em Ação”

25-11-2019 Segunda-feira

Uma tarde voltada a atividades de cidadania e de profissionalizaçãoi marcou a realização da primeira edição do projeto “Sol Nascente em Ação”, realizado pelo programa Sol Nascente, no sábado (23), no Clube de Servidores da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). A iniciativa tem como objetivo divulgar e promover as habilidades artísticas e profissionais dos integrantes do programa, além de oferecer uma tarde cultural e social com atendimento multiprofissional tanto para os alunos como aos seus familiares.

A programação contou com atendimentos nas áreas da saúde e beleza, oferecidos aos alunos do programa e seus familiares, em parceria com a Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional da Alema.

O Sol Nascente é um programa social mantido pelo Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão (Gedema), sob o comando de Ana Paula Lobato, esposa do presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PCdoB).

Oportunidade

“O projeto “Sol Nascente em Ação” é uma oportunidade para que eles demonstrem os seus trabalhos. O Gedema apoiou a ideia e foi pensando nesses alunos, no exercício da sua cidadania e nas oportunidades que podem surgir que estamos realizando esse momento para todos eles”, afirmou Cynthia Brito, coordenadora do programa.

Os alunos Maria Eduarda Lago, da oficina de dança, e Kauã Costa Araújo, da oficina de sopro, foram os destaques desta primeira edição. Eduarda, que deixa o Sol Nascente este ano, foi a responsável pelo minicurso de automaquiagem, habilidade adquirida durante os anos que passou no programa e que a incentivou a se profissionalizar na área. “É uma grande oportunidade, pois é aqui que estou podendo mostrar um pouco do meu trabalho”, afirmou.

Já Kauã, que tem 16 anos e entrou no programa aos 9 anos de idade, realizou cortes de cabelos masculinos, uma atividade que já desenvolvia em alguns colegas no salão da sua mãe, cobrando uma taxa mínima. “Como a professora nos disse, hoje é uma oportunidade para mostrarmos o que fazemos fora do projeto. O programa ‘Sol Nascente’ mudou muito o meu estilo de vida, pois aqui aprendemos sobre disciplina e respeito e, a cada dia, vamos amadurecendo mais”, declarou.Kristiano Simas

Eduarda Lago ministrou minicurso de automaquiagem, atividade que aprendeu durante sua permanência no "Sol Nascente"

Eduarda Lago ministrou minicurso de automaquiagem, atividade que aprendeu durante sua permanência no “Sol Nascente”

Para os pais, é gratificante ver o desenvolvimento dos seus filhos graças às atividades do “Sol Nascente”. “É gratificante demais ver nossos filhos participando desse projeto, que só tem a engrandecê-los, pois traz bastante resultados para eles, principalmente, na questão da disciplina. Tudo isso ajuda no seu desenvolvimento. É um projeto louvável, que incentiva os nossos filhos a seguirem por um caminho melhor”, assinalou Rubem Manoel Amaral Araújo, pai de Kauã Costa Araújo.Kristiano SImas

Crianças e adolescentes integrantes do programa fazem apresentação na orquestra, uma das oficinas da ação

Crianças e adolescentes integrantes do programa fazem apresentação na orquestra, uma das oficinas da ação

Atendimentos

Em parceria com a Diretoria de Saúde da Alema, o “Sol Nascente em Ação” também proporcionou aos pais atendimento odontológico, com aplicação de flúor, orientação e entrega de kits de higiene bucal; nutricional, com orientações sobre reaproveitamento e conservação de alimentos e como garantir uma boa alimentação; serviços de enfermagem, com aferição de pressão; além de orientações e atendimento com psicólogo.

“Como geralmente faço a reunião de pais no final de cada período letivo, eu resolvi, desta vez, não fazer a reunião, mas criar um espaço de ações. Foi uma tarde bem prazerosa, que a presidente Ana Paula abraçou a ideia, juntamente com a equipe do Gedema, e nos deu todo o suporte para realizá-la. Se Deus quiser, esse será o primeiro de muitos”, disse Cynthia Brito.

Academia Viva Água oferece descontos na Black Friday

25-11-2019 Segunda-feira

É Black Friday que fala? Pois é! Nós também entramos nessa onda, pegando carona no mês da segurança aquática e no aniversário de 35 anos da modalidade natação da Academia Viva Água para te dar um presente especial e que vai fazer você sair nadando como um peixinho. Acompanhe nossas publicações nas nossas redes sociais e confira os nossos black descontos!

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Nova edição do “Assembleia em Ação” reunirá parlamentares do Médio Mearim em Trizidela do Vale

25-11-2019 Segunda-feira

A Assembleia Legislativa do Maranhão está ultimando os preparativos para a terceira edição do programa “Assembleia em Ação”, que, desta vez, acontecerá na cidade de Trizidela do Vale, abrangendo os municípios da região do Médio Mearim. O evento, que tem como objetivo promover a troca de conhecimentos e experiências entre o Legislativo Estadual e as Câmaras de Vereadores das diversas regiões do Estado, será realizado no próximo dia 5 de dezembro, das 8h às 12h, no Auditório Municipal Cléber Carvalho Branco.

Para o encontro em Trizidela do Vale, já estão confirmadas as presenças de prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais das 35 cidades que integram a região do Médio Mearim.

Os trabalhos do “Assembleia” em Ação serão conduzidos pelo presidente do Parlamento Estadual, deputado Othelino Neto (PCdoB), que, às 9h, fará a abertura do evento. Em seguida, às 9h30, o diretor geral da Mesa Diretora da Assembleia, Braúlio Martins, e o consultor legislativo de Direito Constitucional, Anderson Rocha, ministram palestras voltadas para a temática “Processo Legislativo”.

“Sem dúvidas, será novamente um momento muito proveitoso de troca de informações importantes para o aprimoramento do trabalho do Legislativo estadual e municipal. Então, estamos convidando todos para estarem conosco nesse momento e dialogarmos sobre os mais diversos assuntos de interesse do nosso Estado”, conclamou Othelino.

O programa Assembleia em Ação foi instituído pela Resolução Legislativa 953/19, de autoria da Mesa Diretora da Casa. O evento tem superado as expectativas a cada edição realizada. Nos últimos encontros, promovidos em Balsas e em Timon, respectivamente, o evento contou com a participação maciça de deputados, vereadores, prefeitos de municípios das regiões abrangidas, além de representantes da sociedade civil organizada. 

Palestras

O ciclo de palestras continua com o diretor de Administração da Alema, Antino Noleto, com o tema “Eleições 2020”. Logo após, acontecem os debates e pronunciamentos.

“Esperamos que haja uma adesão ainda maior e que esse evento se transforme em uma grande ação visando ao bom desenvolvimento do nosso trabalho no Legislativo Estadual e Muniicipal , com a participação, não só de Trizidela do Vale, mas de todo a região, para dialogarmos sobre os mais diversos assuntos de interesse do nosso Estado”, concluiu Othelino Neto

Programação

8h- Credenciamento

9h – Abertura

9h30 – Palestra: Processo Legislativo

10h15 – Palestra: Eleições 2020

11h – Debates e Pronunciamentos

12h – Encerramento

TSE julga nesta terça (26) ação que pode cassar chapa Bolsonaro/Mourão

25-11-2019 Segunda-feira

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve julgar nesta terça-feira (26/11) uma ação que pede a cassação da chapa de Jair Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão. A ação acusa a chapa de abuso eleitoral envolvendo a atuação de hackers no Facebook na disputa presidencial de 2018.

Durante a campanha eleitoral, um grupo criou o perfil “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que trazia críticas ao então presidenciável. Quando tinha mais de 1 milhão de seguidores, o grupo acabou invadido por hackers e passou a elogiar o candidato. Até o nome foi mudado – para “Mulheres com Bolsonaro”.

Bolsonaro, pouco depois, postou na internet: “Obrigado pela consideração, Mulheres de todo o Brasil”. O filho dele, Eduardo Bolsonaro, também fez comentários, bem como o vice, general Hamilton Mourão.

A ação diz que a invasão, além de criminosa, configurou abuso pois conturbou o pleito e contou com o apoio do candidato. O Ministério Público sugere que ela seja considerada improcedente pois, na opinião dos procuradores, não teve impacto eleitoral.

No mesmo dia, o TSE deve julgar a ação sobre a validade de assinaturas eletrônicas para a criação de um novo partido. Ela interessa diretamente a Bolsonaro, que está organizando uma legenda de extrema-direita.

Fonte: Portal Vermelho com informações da Folha de S.Paulo

Fernando Morais: Por que Bolsonaro vai perder a guerra contra a Globo

25-11-2019 Segunda-feira

É possível que Bolsonaro, como eu, considere as Organizações Globo e a família Marinho inimigas do Brasil e dos brasileiros e que assim devem ser tratadas. Primeiro, é preciso sublinhar que os motivos que me levam a propagar esse bordão anti-Globo são diametralmente opostos às razões do presidente. Segundo, tenho uma má notícia para ele: pode tirar o cavalo da chuva, capitão, porque você não vai quebrar a Rede Globo. Vou tentar explicar por que estou afirmando isto.

Fonte: Portal Vermelho Por Fernando Morais*

Nascida de uma costela da ditadura militar de 1964, em um parto que teve como obstetra o grupo norte-americano Time-Life, a TV Globo esmerou-se, ao longo desse meio século, em ser a porta-voz permanente de interesses antinacionais. Como uma gazeta eletrônica da colônia, tomava-se de fúria quando sentia o cheiro das palavras soberania e nacionalismo. Internamente apoiou as piores barbaridades cometidas pela ditadura contra seus opositores. Jogou todo seu peso contra campanhas populares em que a sociedade pedia o fim da ditadura e a volta das eleições diretas.

Vencida nas ruas, vingou-se da população ao manipular escandalosamente o debate entre Lula e Collor, manobra determinante para derrotar Lula na disputa pela Presidência da República. Compelida pela Justiça, foi obrigada a colocar no ar, na voz de Cid Moreira (o Bonner do século passado), três intermináveis minutos de duras respostas do governador Leonel Brizola aos insultos que Roberto Marinho lhe dirigira. Apoiou declaradamente o golpe contra Dilma Rousseff e converteu-se em diário oficial da Lava Jato – mesmo depois que o The Intercept exibiu publicamente as vísceras e a promiscuidade da República de Curitiba.

A TV Globo, a propósito, talvez tenha sido a única estação nacional de tevê que deu aos vazamentos do Intercept a mesma importância jornalística que dá ao atropelamento de um cachorro na esquina de uma cidade qualquer.

A ideia de monopólio das comunicações, no Brasil, está umbilicalmente associada à Rede Globo de Televisão. E, de fato, a Globo tem todos os elementos para ser considerada, senão monopólio, pelo menos parte de um oligopólio, com mais dois, no máximo três participantes. Isso salta aos olhos de qualquer brasileiro que ligue a TV aberta e zapeie pelos diversos canais. Se olharmos com lupa o arranjo jurídico do nosso sistema de televisão aberta, entretanto, a realidade irá se mostrar mais complicada do que parece à primeira vista.

Quando o governo do presidente argentino Néstor Kirchner enfrentou o Grupo Clarín e impôs-lhe várias derrotas, o principal instrumento foram as leis de defesa da concorrência. Mas a situação na Argentina é diferente da brasileira. Em primeiro lugar, a TV aberta não tem na Argentina o peso que tem no Brasil. Nossos hermanos gostam mesmo é de TV por assinatura. Além disso, no país vizinho é permitido que uma mesma empresa ofereça TV aberta e TV por assinatura, o que é proibido no Brasil. Assim, o grupo Clarín domina na TV aberta, com os principais canais, e também na TV a cabo, com o Multicanal, o maior do país. Clarín também detém dezenas de licenças de rádios por todo o país e publica mais de uma dezena de jornais.

No Brasil, empresa de TV por assinatura não pode operar TV aberta. E apesar do grande crescimento da TV por assinatura, a TV aberta reina ainda, sem sinais de que isso mude no curto prazo. E a audiência da TV aberta está concentrada em apenas três ou quatro grandes redes, embora, formalmente, existam 14 empresas classificadas como redes nacionais.

Para entender os mecanismos dessas redes, é bom olhar alguns aspectos que estão nas leis ou mesmo na Constituição. Em primeiro lugar, a Constituição não permite participação de capital estrangeiro com mais de 30% em empresas de comunicação. Tenho sérias dúvidas sobre a quem essa regra beneficia mais. Até recentemente, o setor de empresas aéreas também tinha essa limitação de 20% de capital estrangeiro. Dilma Rousseff mandou para o Congresso uma PEC para permitir até 49% de capital estrangeiro nas aéreas. Depois do golpe, Temer mudou a proposta para permitir que até 100% de uma empresa de transporte aéreo pertença ao capital estrangeiro. A elevação não parece ter produzido grande impacto no setor.

Representantes dos principais grupos no setor de comunicações se recusam sequer a ouvir falar em aumento do limite de participação porque, obviamente, isso permitiria a entrada de novas empresas e o aumento da concorrência. Minha percepção, porém, é de que vários grupos pequenos adorariam que fosse alterada a Constituição para venderem 50% ou até mais para estrangeiros.

Outro limite imposto pelo Código Brasileiro de Telecomunicações é que uma pessoa ou grupo não pode deter a posse de mais de cinco concessões de emissoras de TV. É bom observar que a Globo mesmo, a família Marinho, só possui cinco geradoras de TV no Brasil. Associadas a estas, centenas de retransmissoras que, como o nome diz, não produzem conteúdo, apenas o retransmitem.

Segundo declarou o próprio dono, João Roberto Marinho, na festa do 50º aniversário do Jornal Nacional, a Globo mantém, espalhadas por todo o território nacional, nada menos que 117 repetidoras – atenção, o nome correto é “afiliadas” – que levam o sinal da Vênus Platinada a cem milhões de brasileiros. O certo é que existe o limite e a família tem cinco emissoras, ou geradoras.

A “afiliação” a que se referiu Marinho é o mecanismo pelo qual as geradoras da Globo produzem e transmitem sua programação, que as “afiliadas” retransmitem através de suas geradoras ou de estações retransmissoras, que são milhares no país. Essas retransmissoras são ligadas às geradoras, ou seja, uma grande rede é formada pela união de geradoras estaduais e suas retransmissoras regionais e locais, que retransmitem o conteúdo que é gerado pela Globo. Essas geradoras estaduais também produzem conteúdos locais, em percentual muito pequeno, mas o fazem. Esse mecanismo é também usado pelas outras redes. Há casos de redes com apenas uma geradora e retransmissões por todo o Brasil.

Não parece impossível que os Marinho aproveitem os infortúnios impostos por Bolsonaro para vender suas geradoras, em parte ou no todo, já que eles têm projetos de atuar como empresa de internet, nos moldes da Netflix ou de outras gigantes do setor. Produziriam conteúdo e venderiam para assinantes. Basta observar como estão investindo forte no Globoplay, que nada mais é do que uma mini Netflix, só que com conteúdo mais diversificado (por exemplo, futebol, onde eles ainda conseguem manter quase o monopólio).

Mas não parece ser este o projeto no momento. Por via das dúvidas, o multibilionário mexicano Carlos Slim anda costeando o alambrado do Jardim Botânico.

Quando o capitão fala em não renovar a concessão da Globo, nem deve saber que são cinco geradoras, as mais importantes do país, cujas concessões vencem em épocas diferentes, porque não foram concedidas simultaneamente e, portanto, não caducam ao mesmo tempo. Talvez o Ignorante esteja se referindo à geradora do Rio. Para registrar, as cinco emissoras concedidas às Organizações Globo estão em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Distrito Federal e Recife. São estas as concessões que os Marinho detêm.

Tome-se como exemplo o caso da Bahia: a concessão da TV Bahia (com cinco geradoras no Estado e um número enorme de retransmissoras), não pertence aos Marinho, mas à família do falecido senador Antônio Carlos Magalhães, avô do atual prefeito de Salvador, associada a outro grupo. São “afiliadas”, retransmitem o conteúdo que vem da Globo, usam o mesmo nome e geram algum conteúdo regional.

Em São Paulo o sistema de “afiliação” urdido pela família Marinho no estado mais forte da Federação, economicamente falando, e o mais populoso, é capitaneado pela geradora de São Paulo (que cobre a grande região metropolitana) e por mais quatro grupos regionais, que não pertencem aos Marinho, sediados em Campinas, Bauru, Santos e Vale do Paraíba (esta última “afiliação” foi repassada pela família para a TV Vanguarda, de Taubaté, de propriedade de um dos criadores da Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni).

O mesmo ocorre no Rio Grande do Sul com o fortíssimo grupo RBS, pertencente à família Sirotsky, que tem presença também em Santa Catarina. E isso se repete em todos os estados ou regiões – como no Norte, em que a Rede Amazônica está presente em quase todos os estados, ou no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, cobertos por uma única rede regional que retransmite… a TV Globo.

Quando fala em não renovar ou em fragmentar a Globo, o capitão revela ignorância sobre esses mecanismos. Ao ameaçar “não renovar a concessão da Globo” ele pode estar se referindo à Globo do Rio. Mas os Marinho ainda permaneceriam como concessionários de outras quatro geradoras que poderiam continuar produzindo conteúdo e transmitindo, inclusive para o Rio, por meio de “afiliadas” que não pertencem aos Marinho.

É bom lembrar que a Rede Globo, formada pelas geradoras centrais e suas “afiliadas” no Brasil inteiro, não é um grupo de amigos ou de gente que se juntou por afinidades políticas ou coisa parecida. Essas relações são regidas por contratos e regras que permitem a todos manter viáveis seus negócios. É comum nos referirmos à existência de 14 redes nacionais, mas o que nem todos sabemos é que muitas das “afiliadas” regionais da Globo são muito mais fortes, sob todos os aspectos, do que várias dessas redes. Portanto, não será cassando uma concessão com um golpe de força que o governo vai destruir o império dos Marinho e os arranjos econômicos e jurídicos que o regem.

É bom destacar que, da forma hoje organizada, qualquer das regionais pode operar como cabeça de rede, ou seja, transmitir de determinada localidade para o Brasil inteiro. Assim, se o capitão cassar uma geradora da Globo, isso não impedirá que a rede siga operando a partir de outra, pertencente ou não aos Marinho. Sem contar que muitos eventos (hardnews, futebol internacional, automobilismo, a posse do novo Papa, a eclosão de uma guerra) são transmitidos por satélite, mecanismo que pode ser acionado a qualquer tempo. Em outras palavras: quem ameaça destruir a Globo por meio da não renovação de concessões, não sabe do que está falando.

É preciso ressaltar que, mesmo conseguindo desfazer parte desse cipoal, a retomada de uma concessão tem que passar pelo Congresso, em cujos anais não há um só registro de cassação. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que o Congresso brasileiro cassar uma concessão da Globo.

Talvez isso ocorra porque, embora seja proibido por lei, dezenas de deputados e senadores são concessionários de rádios e tevês. Segundo levantamento da organização Intervozes, na atual legislatura há 26 congressistas, entre senadores e deputados federais, que são detentores diretamente (como “acionistas minoritários”) de canais de tevê e rádio nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Essa lista vai de figuras vistosas da política nacional como o ex-presidente da República, Fernando Collor, até a anônimos parlamentares do chamado “baixo clero”, passando por ex-governadores e presidentes de partidos. Calcula-se que o inventário da Intervozes poderia chegar a 150 parlamentares se à lista forem acrescentados os congressistas que se valem de testas de ferro.

E os membros da base de apoio de Bolsonaro que não detêm canais, por que votariam contra a não renovação de uma concessão da Rede Globo? Até as corujas que piam nas noites brasilienses conhecem o poder de construção e destruição de reputações da Globo, uma máquina de intimidação que certamente seria levada em conta na hora de votar pela degola. Se o bote ainda não foi dado é porque Jair, que foi deputado por quase três décadas, sabe muito bem que no Congresso ele jamais conseguirá apoio para peitar os Marinho. Ao contrário, a tendência será vermos filas de deputados e senadores disputando um segundo de aparição no Jornal Nacional como defensores da “liberdade de informação”.

Supondo, finalmente, que o capitão consiga superar esses obstáculos e barrar a renovação de uma concessão. E aí? Pela lei, ele terá que abrir licitação pública do espaço – que só poderá ser adquirido por quem ainda não tenha cinco emissoras. O valor mínimo será definido tecnicamente e a venda da concessão se dará por leilão. Adquirir a concessão de uma geradora no Rio pode custar centenas de milhões de reais. Batido o martelo, o feliz comprador fará o que com a geradora? Quem pagaria uma fortuna dessas para ficar com apenas um toco de rede? O comprador teria que se associar a outra rede menor e recomeçar quase do zero – o que inviabilizaria o investimento do ponto de vista econômico. Se não aprender esse bê-á-bá, Jair corre o risco de embarcar com suas bravatas numa canoa furada e perder a guerra que declarou aos herdeiros de Roberto Marinho.

E há questões pontuais que ajudam a complicar a operação. Por exemplo: o festejado Projac, com seus estúdios e sua capacidade de produção, é propriedade da mesma empresa geradora? Nada impede que o Projac tenha um CNPJ e a Globo, outro. Isso significa que, mesmo que Bolsonaro mande empastelar a Globo do Rio, os Marinho continuarão produzindo novelas, Globo Rural, Globo Repórter, Faustão, Luciano Huck e tudo o mais que produzem hoje. O que parece um detalhe contábil adquire importância quando se sabe que produção de conteúdo não é concessão de ninguém e não está sujeita a renovação.

A fanfarronice intimidatória de Jair contém uma contradição: o capitão vocifera para a Globo mas afirma ser contra qualquer regulação da mídia. Um governo sério e comprometido com a democracia – o que decididamente não é o caso do atual – pode e deve propor rigorosas medidas reguladoras para aprimorar a TV, serviço prestado sob concessão pública. Um dos alvos de uma regulação que nem o PT ousou implantar deveria, entre muitas outras exigências, atacar a concentração da produção que obriga todos os brasileiros a verem programas produzidos no Rio de Janeiro.

Seria salutar uma medida legal que obrigasse as geradoras estaduais ou regionais a produzir maior percentual de conteúdo, gerando empregos, renda e, principalmente, reforçando a identidade dessas regiões. Um parágrafo de cem palavras seria suficiente para evitar que o telespectador de Santa Maria da Boca do Monte, no interior do Rio Grande do Sul, ou de Tumucumaque, na Amazônia, seja obrigado a engolir todos os dias os costumes e a cultura do Jardim Botânico way of life.

A própria definição legal de rede tem que ser revista para valorizar o interesse regional ou de outro segmento nas transmissões. Por exemplo, hoje um afiliado da Globo é obrigado a transmitir, em qualquer lugar, a mesma programação nacional. Um afiliado não pode transmitir no Rio Grande do Sul um jogo do Grêmio ou do Internacional, se a Globo nacional estiver transmitindo jogo a partir do Rio ou de outro estado. É preciso que haja limite ao direito de impor conteúdos nacionais às redes regionais.

Aliás, o Estado brasileiro precisa quebrar o monopólio de transmissões de futebol. Se olharmos a regulação americana, é permitida a venda a um só canal, para a transmissão do Superbowl, a grande final do campeonato de futebol americano. Mas, durante o campeonato, esse monopólio é proibido e os vários canais dividem as transmissões, de maneira a que o telespectador tenha o maior número de escolhas. Aqui, a Globo compra os direitos de transmissão e transmite se quiser. Se não transmitir, ninguém pode fazê-lo.

A propósito ainda de conteúdo veiculado, uma regulação séria devia proibir ou limitar muito a venda de horário nos veículos concessionados. Hoje há redes que alugam quase todo o seu horário para igrejas ou para empresas de televendas. Em alguns casos, 24 horas do dia. Está claro que o concessionário não cumpre suas funções, apenas mercantiliza e ganha com o aluguel do horário, faturando milhões com isso.

Outra medida indispensável em uma proposta democrática de regulação da mídia seria copiar o modelo norte-americano e proibir a chamada propriedade cruzada: quem é dono de jornal não pode ser concessionário de rádio ou tevê. Quem é concessionário de TV não pode ser concessionário de rádio, e vice-versa. A razão da exclusão dos donos de jornais das disputas de rádios e TVs está inscrita na história da própria família Marinho: o jornal O Globo só deixou de ser um provincial veículo de alcance restrito ao Rio e transformou-se num jornal de importância nacional graças à propaganda exibida… na Rede Globo e nas estações de rádio do grupo. É como tirar dinheiro de um bolso e enfiá-lo no outro.

A ação de um governo democrático teria que interferir também num jabuti conhecido pela alcunha de BV – o Bônus de Volume, instrumento claramente contrário ao sistema de livre concorrência tão defendido pela família Marinho. Prática realizada no passado por baixo dos panos, o BV foi convertido em lei, o que permite à Globo (ou a qualquer geradora que tenha o poder de fogo dos Marinho) negociar o volume das verbas publicitárias que será aplicado na sua rede.

Trocando em miúdos, o BV permite que a Globo bote as agências de publicidade na parede e exija que a maior parte do bolo seja aplicada na Globo, sob pena de não aceitar nenhuma campanha da agência. Em troca, a agência de publicidade recebe um Bônus de Volume, codinome da comissão paga sobre o total aplicado na Rede. Submetido ao crivo do Cade, o BV dificilmente sobreviveria.

Nas verbas publicitárias da área pública federal (Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Ministério da Saúde, etc.), o BV não tem grande influência. No governo federal, o histórico da veiculação de publicidade oficial mostra que, quando Lula tomou posse, em 2002, a Globo recebia cerca de 60% do total investido pela União em publicidade, apesar de ter aproximadamente 42% da audiência. Isso foi objeto de renegociações – e de muitos conflitos.

Mas, no final do governo Lula, com o ministro Franklin Martins à frente da Secom, a Globo viu sua fatia do bolo reduzida a 40% dos recursos, o correspondente a seu percentual de audiência. Esse sistema, conhecido como mídia técnica, foi mantido no governo Dilma, com a ministra Helena Chagas na Secom, período em que a Globo recebeu menos de 40% dos recursos de publicidade do governo, cifra equivalente ao seu percentual de audiência registrado naquele momento.

Segundo a Folha de S.Paulo de 12 de novembro de 2019, um relatório do TCU registra que, em 2018, a Globo recebeu 39,1% de todos os recursos de publicidade federal, números que, em 2019 (em dados ainda parciais), caíram para 16,3%. Ao longo dos primeiros dez meses do atual governo, os percentuais atuais da Record e do SBT aumentaram em relação a 2018. O relatório do TCU foi elaborado por iniciativa do Ministério Público, que questiona os critérios da partilha dos recursos entre os diversos veículos.

Ninguém precisa ter MBA em Economia para ver que o capitão não adota a mídia técnica. A dele é a mídia binária: destina-se o grosso dos recursos para os “amigos”, ao mesmo tempo em que se tenta asfixiar economicamente os “inimigos”. Resta esperar a opinião do TCU a respeito dessa partilha leonina quando o ano de 2019 chegar ao fim.

A verdade é que Bolsonaro tem divergências com a Globo e com outros veículos e tenta resolvê-las com métodos milicianos. Além da Globo, brigou com a Folha de S.Paulo e proibiu os órgãos públicos de assinarem ou de “clipparem” notícias do jornal – veículo que é propriedade privada e não depende de concessão pública. Ou seja, para o governo atual está proibido até mesmo ler a Folha. Não se trata de qualquer formalidade. O presidente não assinou decreto ou medida provisória banindo a Folha. Apenas anunciou a decisão em uma entrevista e não se fala mais nisso. Não proibiu que se assista à Globo nas repartições, provavelmente porque ficaria visível a desobediência.

Mas a maneira miliciana de agir está escancarada é na incitação de Bolsonaro para que empresários caudatários do governo deixem de anunciar na Folha e na Globo. Aqui, o presidente resvala claramente para a ilegalidade. Ao coagir agentes econômicos a cortarem publicidade em veículos, pode ser acusado de abuso de poder ou de autoridade. Isso claramente não é da competência do governo e ele pode ser processado pela iniciativa. Mas aparentemente nada disso vem ao caso para o Ministério Público.

Além de ilegal e antidemocrática, trata-se de uma estratégia condenada ao fracasso. Poucos empresários terão musculatura suficiente para enfrentar veículos como a Globo ou mesmo a Folha ao comprar a briga do governo e misturar seus negócios com ideologia e preferência política. Todos sabem que um governo dura quatro anos, enquanto a Folha está prestes a completar cem.

O capitão deveria mirar-se no exemplo de Laudo Natel, ocorrido no começo dos anos 70. O então governador paulista mandou cortar os anúncios oficiais nos jornais da família Mesquita (Estadão e Jornal da Tarde) e chegou a proibir a distribuição dos dois veículos aos passageiros da VASP, empresa aérea pertencente ao governo de São Paulo. Os Mesquita ignoraram solenemente a minúscula vendeta e continuaram sentando a borduna no governo Natel. Quase meio século depois o Estadão continua de pé, ainda que trôpego, e é possível que a maioria da população não saiba responder quem foi Laudo Natel.

São mínimas, quase nulas, as chances de que Bolsonaro consiga desmerengar a Globo adotando essa estratégia. O mais provável, pelo andar da carruagem, é que o jornalismo dos Marinho – jornalismo da mais baixa qualidade, na minha opinião – continue criticando o governo do capitão e sobreviva a ele. O que a Globo precisa é de regulação, não de censura.

Fernando Morais, jornalista, é editor do Nocaute