23-11-2019 Sábado
A área central da São Luís recebe atividades culturais gratuitas aos fins de semana. É o Arte na Praça, que integra o programa Reviva Centro, uma iniciativa da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior. No sábado (23), às 17h30, no Complexo Deodoro, é a vez da banda Dher Quarteto Jazz apresentar um repertório de jazz e blues. O domingo (24) terá recreação infantil no mesmo espaço a partir das 17h após a tradicional Feirinha São Luís, na Praça Benedito Leite, das 8h às 15h. O Arte na Praça é realizado pela Prefeitura de São Luís e coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e Feirinha pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa).
“A cultura sempre deve ser fomentada por todos. E o poder público contribui com ações e projetos para incentivar o público a valorizar diversas manifestações culturais e os artistas locais. O prefeito Edivaldo é muito sensível a esta causa e reúne várias ações com esse objetivo dentro do projeto Reviva Centro”, destaca o secretário municipal de Cultura Marlon Botão.
Neste sábado (23) o Dher Quarteto, uma banda formada em 2017 por companheiros da vida musical ludovicense, se apresenta às 17h30, no Complexo Deodoro. O grupo teve origem a partir de um convite do contrabaixista Ramon Adler para participar de um recital na Escola de Música do Estado do Maranhão (Emem). Além de Ramon, a banda é formada por Fernando Hellboy Moreira na bateria, Daniel Azevedo na guitarra e Eliny Sousa como vocalista.
Desde então, o grupo manteve sua formação com fortes influências do jazz, fusion, funk e rock, em que cada integrante agrega seus conhecimentos e influências. A proposta do grupo é trazer uma apresentação envolvente e dinâmica, com um repertório nacional e internacional inspirado em referências como Chick Corea, Ed Motta, Steve Wonder, Aretha Franklin, Amy Winehouse, entre outros.
A criançada vai curtir show com os palhaços Acerola e Carambola e os Minions no domingo (24), às 17h, no Complexo Deodoro. A apresentação inclui brincadeiras, gincana, trava-língua, esquetes de circo e músicas infantis. Os palhaços já estão no mercado há mais de 20 anos, com atuação em aniversários, creches, hospitais e escolas.
Antes, na Praça Benedito Leite, ocorre a Feirinha São Luís que este domingo (24) traz como atrações a Banda da Feirinha, grupo Oficina Afro, grupo de capoeira Siri de Mangue e shows de Luís Carlos Dias, Fernanda Naza e Dinho Dias. O local abre espaço também para a comercialização de produtos agroecológicos, artesanato e gastronomia.
CHORINHO
A programação cultural deste fim de semana iniciou com a apresentação de chorinho do grupo Choro da Tralha na sexta-feira (22), às 18h, na Praça da Mãe d’Água. O grupo reúne os amigos Ronaldo Rodrigues no bandolim, João Eudes no violão sete cordas, João Neto na flauta, Gabriela Flor no pandeiro e Gustavo Belan no cavaquinho.
Eles começaram a se apresentar aos domingos na Feira da Tralha, misto de sebo e bar instalado no Edifício Colonial, na Rua Godofredo Viana, nas imediações do Teatro Arthur Azevedo, no Centro. O violonista João Eudes conta que é a primeira vez que o grupo participa do Arte na Praça. “A nossa expectativa de participação foi superada, fizemos muita música instrumental, com repertório diferenciado que prestigia composições maranhenses, nacionais e clássicos”, compartilha.
Ronaldo Rodrigues, João Eudes e João Neto constam da galeria da Chorografia do Maranhão, que compila 52 entrevistas com instrumentistas de Choro nascidos ou radicados no Maranhão, livro de Ricarte Almeida Santos, Rivânio Almeida Santos e Zema Ribeiro. O repertório do grupo traz nomes como Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga, Honorino Lopes e muitos outros.

A estudante Maria Alice, 17 anos, foi curtir o chorinho antes de sua apresentação como cantora do Grupo de Dança Afro Malungos (GDAM), que iria acontecer mais tarde na Praia Grande. “Nunca tinha vindo assistir ao chorinho. Acho ótima a inciativa que oferece música e cultura de graça, é um programa muito bom aos fins de semana, ainda mais porque eu tenho uma perninha na música, difundir cultura para as pessoas é muito bom vindo do governo. Praça não é para ficar desocupada, é preciso trazer atividades e o público para ocupar”, destaca.
