26-10-2019 Sábado
O domingo (27) vai ser um prato cheio de atividades culturais gratuitas realizadas pela Prefeitura de São Luís. Começa com a Feirinha São Luís, às 8h, na Praça Benedito Leite, com as atrações Banda da Feirinha, Tambor de Crioula da Vila Bacanga, Grupo de Capoeira Óbvio, Forró Pé de Serra.com e shows de MPB com os artistas Regiane Araújo, e Matheus Portela e Lucas Cerqueira. A criançada faz a festa às 17h com o Arte na Praça, no Complexo Deodoro, animada pelo espetáculo recreativo ‘Azedinho e Foguinho e personagens’. A Feirinha São Luís e o Arte na Praça integram o Programa Reviva Centro, promovido pela gestão Edivaldo Holanda Junior.
“A Feirinha São Luís é uma oportunidade de valorizar os pequenos agricultores e proporcionar uma experiência culinária e cultural para os ludovicenses aos domingos. O Arte na Praça vem somar com atividades culturais às sextas-feiras na Praça da Mãe d’Água e sábados e domingos no Complexo Deodoro. O Reviva Centro contempla todas essas iniciativas, o que faz deste um programa completo de ocupação da área central da cidade”, pontua o secretário municipal de Cultura Marlon Botão.

CHORINHO
O barulho relaxante do vento e da água da fonte é interrompido às 18h por uma música instrumental suave e envolvente. Esse é o cenário que todas as sextas-feiras, às 18h, acontece na Praça da Mãe d’Água, no Centro Histórico, com apresentação de chorinho realizada pelo Arte na Praça, que integra o Programa Reviva Centro. Na sexta-feira (25), foi a vez do grupo Cinco Gerações.
O grupo apresentou o espetáculo “Cinco Gerações: Tradição familiar do choro” e levou para o palco os músicos Osmar do Trombone, Osmarzinho no saxofone soprano e tenor, João Morales no violão, Rodrigo Olivárez no contrabaixo acústico e José Lázaro no pandeiro. Integrante do Clube do Choro do Maranhão, o Grupo Cinco Gerações é formado basicamente pela família Furtado. O nome inspira-se em cinco gerações de músicos, todos da mesma família, num aprendizado que, de dentro de casa, ganhou os palcos.

O choro mexe com as pessoas. É só observar o público durante a apresentação. Alguns sentados, outros em pé, mas é comum o balançar dos pés e, às vezes, do corpo todo, ao som dos instrumentos. Não foi diferente com as amigas Rute de Jesus, aposentada de 62 anos, e Lusenilde Pacheco, professora de 63 anos. Vestidas com a camisa de um evento sobre o Outubro Rosa, que aconteceu mais cedo no Hospital Aldenora Belo, as duas amigas aproveitaram a programação.
“É a primeira vez que a gente vem no chorinho, mas sempre vamos na programação da Deodoro. Ouço chorinho desde nova, gosto muito”, conta a aposentada Rute de Jesus. Já a professora Lusenilde Pacheco explica que aprendeu a apreciar o choro com o pai, que costumava tocar trombone. “Foi excelente a apresentação do grupo. A gente precisava de uma atividade de lazer como essa. Vejo os turistas elogiando na televisão, que continue assim”, comenta.