Arquivo mensal: julho 2019

Passeio pela história da culinária encanta visitantes do Museu da Gastronomia Maranhense, iniciativa da gestão Edivaldo

“A mistura de sabores, a maneira de prepará-los e a origem da composição das iguarias contam muito da história e dos costumes de um povo. A memória olfativa e afetiva das pessoas passa, quase sempre, pela cozinha, o que faz da comida uma forte expressão de cultura, memória e identidade. E é essa percepção que o Museu da Gastronomia Maranhense nos proporciona. Estou encantada com tudo o que vi aqui”, relatou a turista paraibana Ana Lúcia de Sá, ao visitar o novo espaço entregue há menos de um mês pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior para valorizar a rica cultura gastronômica genuinamente maranhense. O espaço integra as iniciativas da gestão do prefeito visando a reocupação e requalificação do Centro Histórico de São Luís e o fomento ao turismo local e foi implantando por meio de parceria com o Ministério do Turismo e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Museu da Gastronomia Maranhense, localizado na Rua da Estrela, Centro Histórico, tem recebido visitantes encantados por conhecer um pouco mais da história da culinária e dos elementos que a compõem. No local funciona ainda o Centro de Capacitação em Culinária Típica, onde são promovidas oficinas de gastronomia, a primeira a ser realizada no espaço terá inicio na segunda-feira (08). A oficina Sabores da Terra terá como principal ingredientes o milho. 

As impressões obtidas pela turista paraibana ao visitar o Museu da Gastronomia Maranhense são as mesmas que suscitaram na maranhense Joana Amélia Medeiros, 55 anos, o desejo de revisitar o contexto de sua própria história de vida quando a cozinha de seus pais era o principal recanto de sua casa na infância. “O pirulito de tabuleiro, tão apreciado na nossa infância; os pregoeiros vendendo seus produtos pelas ruas da cidade, a farinha d’água, o óleo de babaçu, a vinagreira, todos muito bem representados aqui no museu, são elementos tão fortes da nossa cultura culinária que nos faz rememorar momentos vividos e que guardamos dentro de nós com muito carinho. Poder revisitar todos esses elementos aqui no museu foi uma experiência maravilhosa para mim”, disse Joana Amélia.

Ao percorrer o Museu da Gastronomia Maranhense, que ocupa as instalações de um dos mais belos casarões coloniais da Rua da Estrela, amplamente restaurado para contar a história da culinária maranhense, a médica portuguesa Inês Matos, em viagem de férias a São Luís, também se disse encantada com a oportunidade de conhecer, em um mesmo local, diversas representações da cultura gastronômica da cidade. “Mais do que ver e saborear a comida, é importante também saber sobre sua origem e toda a contextualização histórica que está por trás da sua fabricação. E todas essas informações são repassadas aqui no museu, o que faz da nossa visitação um momento de puro conhecimento sobre a cultura local. Sem dúvida vou indicar aos meus amigos em vista ao Maranhão”, observou Inês Matos.

A visão da turista portuguesa sobre o Museu corrobora com o objetivo da gestão do prefeito Edivaldo, de integrar o projeto como mais uma iniciativa de fomento do turismo, da cultura, de valorização do Centro Histórico e de incentivo ao desenvolvimento da economia local.

A secretária municipal de Turismo, Socorro Araújo, observou que o Museu da Gastronomia Maranhense tem sido recebido por todos de forma muito positiva. “Os maranhenses receberam de braços abertos a exaltação da nossa gastronomia e os turistas se surpreendem com cada detalhe encantador da história e da gastronomia local”, ressaltou a secretária.

Durante a visitação guiada, além da história dos pratos típicos e dos principais produtos e elementos que compõem a cozinha tradicional local, a pessoa recebe ainda informações sobre as tradições e a ritualização à mesa na sociedade local. “Cada cultura vai se mostrando por meio da culinária, pois é um mecanismo natural de identidade. Preservar esses elementos da culinária como cultura, memória e identidade é extremamente importante para contar às futuras gerações a história de um povo, também por meio do seu alimento e do que ele representa para aquela sociedade. E o museu nos traduz um pouco desses aspectos. É, sem dúvida, um projeto muito louvável para a preservação da cultura maranhense”, disse a universitária Júlia Silveira, 25 anos, ao realizar visita ao espaço.

O Museu da Gastronomia apresenta, de maneira criativa, como a culinária é um elemento forte na cultura do maranhense. Dos pratos às bebidas típicas, dos cenários gastronômicos aos grandes festivais, informações e curiosidades da gastronomia maranhense são alguns elementos disponibilizados no museu, onde também serão ofertados cursos de capacitação, priorizando a produção de pratos típicos, doces, entre outros produtos genuinamente maranhenses.

A proposta do espaço é oferecer ao visitante um mergulho pela cultura local através de seus sabores mais genuínos e da singularidade da preparação de suas iguarias. Um mergulho que foi experimentado também pela empresária paulista Irene Tressoldi. Em visita a São Luís com sua família, ela se diz uma apaixonada por gastronomia e sempre que viaja dedica parte do passeio para conhecer os locais onde possa experimentar a culinária da região. “Aqui no Museu temos um belíssimo exemplar da gastronomia maranhense e de suas expressões  mais genuínas. Achei as representações muito bem elaboradas e que nos remete realmente ao modo de viver do povo do lugar”, pontuou a empresária.

DIVERSIDADE

Dentre as representações da culinária local dispostas no Museu da Gastronomia Maranhense estão destacados o cuxá e o arroz de cuxá, a torta de camarão e de caranguejo, o doce de abóbora e de buriti, além de bebidas diversificadas como sucos e licores de frutas típicas da região, como o bacuri, cupuaçu, buriti, murici, juçara, jenipapo, o guaraná Jesus, a cachaça tiquira e tudo o mais que compõe a diversidade de sabores da gastronomia local.

No museu, estão representados também os diversos festivais gastronômicos que marcam o calendário maranhense, como a Festa da Juçara, por exemplo, que ocorre anualmente no bairro Maracanã; o Festival da Melancia de Arari; o abacaxi de Turiaçu, assim como também os festejos populares, a exemplo do São João e seu elementos folclóricos como o bumba meu boi, com suas variações de sotaques, ritmos, indumentárias e instrumentos musicais; a Festa do Divino de Alcântara, entre outras.

O visitante também se encanta com a Casinha da Roça, uma representação das casas localizadas na zona rural do interior do Maranhão. A decoração da Casinha da Roça inclui objetos domésticos peculiares a essas residências, como a lamparina, pilões, fogareiros, cofos, gamelas. Também estão expostos no museu objetos típicos das cozinhas locais, como as baterias, uma estrutura de ferro criada para guardar panelas e outros utensílios domésticos comumente encontrados principalmente nas casas do interior do Maranhão.

Deputados e procuradores acompanharão situação de quilombolas no MA

FONTE: Portal Vermelho

O Ministério Público Federal e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados devem articular um movimento para debater e garantir os direitos dos quilombolas que habitam a região do Centro Espacial de Alcântara (CLA), no Maranhão. A proposta surgiu durante a visita de autoridades à região, concluída nesta sexta-feira (5), e sua deliberação deverá ser retomada na próxima terça-feira (9), em Brasília, em uma audiência pública já confirmada pela Comissão. 

O objetivo da medida é garantir o acompanhamento das tratativas sobre o uso do território diante da implementação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), celebrado entre os Governos do Brasil e Estados Unidos, em março deste ano, e acelerar a resolução das questões relacionadas à titularidade das terras hoje ocupadas, tema que se arrasta, sem definição, desde 2008. 

Durante a diligência, mais de 30 lideranças das comunidades tradicionais foram ouvidas. Além de informações sobre os termos do pacto, o grupo pede a regularização dos problemas decorrentes da instalação do CLA, na década de 1980, quando mais de 300 famílias foram remanejadas de suas casas para a construção da Base. O grupo formado pelos deputados Helder Salomão (PT/ES), presidente da CDHM, Márcio Jerry (PCdoB-MA) e Bira do Pindaré (PSB/MA) e pelos procuradores, Deborah Duprat e Hilton Araújo de Melo, deverá acompanhar de perto a situação dos moradores, com apoio do Governo do Estado do Maranhão.

Membro da CDHM e primeiro vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, deputado federal Márcio Jerry avaliou como positiva a ida da comitiva. “O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas Brasil/EUA, de fato, não faz em si qualquer relação direta sobre impactos econômicos e sociais em Alcântara. Mas é óbvio que eles existem e por isso é um aspecto que precisa ser sim debatido e considerado. A começar pelos passivos de décadas. Resolver estes passivos, resolver o passado, é essencial e condicionante para planejar o futuro, sanando injustiças no presente. Aqui, o que mais ouvimos das lideranças foi exatamente a necessidade de se resolver os passivos e ao mesmo tempo se garantir que não haverá novos remanejamentos”, contou Jerry.

Posição que foi reforçada pelo presidente da CDHM, Hélder Salomão. “Vamos produzir um relatório, acompanhar, porque estamos cobrando do Governo Brasileiro que não celebre nenhum acordo sem garantir e sem preservar os direitos das comunidades locais”, garantiu. 

Ao longo dos dois dias, a programação da comitiva incluiu a visita às comunidades de Marudá e Mamuna, além de reuniões com representantes dos sindicatos de trabalhadores rurais da cidade. Nesta sexta-feira (5), o grupo encerrou a viagem após uma audiência com o Governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino, e demais representantes maranhenses.

Marco Aurélio não indicaria Moro para uma cadeira do STF

Por Eduardo Maretti, da RBA 

A credibilidade do ex-juiz Sergio Moro junto à opinião pública do país sofre abalos cada vez mais contundentes. Nesta sexta-feira (5), o atual ministro da Justiça e Segurança Pública sofreu novo e duro golpe, com a publicação da revista Veja, em parceria com o site The Intercept Brasil, revelando mais detalhes dos diálogos comprometedores de Moro com o procurador Deltan Dallagnol. A publicação mostra em detalhes a postura ilegal do então magistrado titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, ao se comportar mais como chefe do Ministério Público Federal do que como juiz. “Imagina se ele tivesse mantido esses diálogos com o advogado de um dos envolvidos. O que se diria? Ele estaria excomungado, execrado”, diz o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, em entrevista à RBA.

Para o ministro, o comportamento de Moro “é péssimo para a magistratura nacional, porque a fragiliza”. Com a ironia habitual, Marco Aurélio comenta que as revelações dos diálogos de Moro provocam “uma decepção enorme, já que ele era o grande juiz no Brasil, aclamado por todos”.

A cada nova rodada de revelações, diminuem rapidamente as pretensões de Moro de ocupar uma cadeira no STF a partir de novembro de 2020, quando o decano Celso de Mello completará 75 anos e deixará a corte. Em julho de 2021, será a vez do próprio Marco Aurélio se aposentar e abrir outra vaga.

“Que não seja a minha (risos). Você, presidente da República, o indicaria a uma cadeira no Supremo? Eu não indicaria”, responde Marco Aurélio, sobre as chances de Moro ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e emplacar como ministro da mais alta corte do país. Ele também diz ter “pena” de Moro, pelo fato de Bolsonaro tê-lo colocado “numa sabatina até a abertura da próxima vaga em 2020”.

Em maio, Bolsonaro prometeu que indicaria Moro assim que possível. “A primeira vaga que tiver, eu tenho esse compromisso com o Moro e, se Deus quiser, cumpriremos esse compromisso”, disse na ocasião.

Sobre a possibilidade de os julgamentos da Lava Jato relacionados aos diálogos revelados serem anulados por suspeição de Moro, Marco Aurélio também usa ironia. “Eu não posso imaginar qual será o enfoque dos colegas (da Segunda Turma), a menos que pudesse colocá-los em um divã.”

Leia a entrevista:

Ao que parece, não há mais dúvidas de que o juiz Sergio Moro ultrapassou completamente a linha, não?

Pois é, imagina se ele tivesse mantido esses diálogos com o advogado de um dos envolvidos. O que se diria? Ele estaria excomungado, execrado. Acontece que manteve diálogo com a parte acusadora. O Ministério Público, o Estado acusador, é parte no processo-crime. Isso é ruim, é péssimo para a magistratura nacional, porque a fragiliza, o que gera uma decepção enorme, já que ele era o grande juiz no Brasil, aclamado por todos.

O sr. entende que tudo isso que está sendo trazido à luz enseja a anulação dos processos relacionados a esses diálogos?

No Brasil, o fato consumado tem um peso enorme. E eu não posso imaginar qual será o enfoque dos colegas, a menos que pudesse colocá-los em um divã. Aí eu teria uma ideia como psicólogo (risos). Mas não posso. Temos que aguardar. Agora, é tudo muito ruim. Como eu disse, fragiliza o Estado julgador.

Quando menciona os colegas, o sr. se refere aos colegas do Supremo?

Da Segunda Turma, que é a competente. Eu estou na arquibancada, na Primeira Turma, só assistindo. Por isso eu não posso nem imaginar qual será a concepção dos colegas. Agora, que eu vejo com muita tristeza, e passo a ter pena do próprio autor desses atos, isso é uma certeza.

O autor Sergio Moro?

Sim, sim. Primeiro, que o presidente, quando disse que ele deixou a magistratura numa combinação para ser indicado ao Supremo, o colocou numa sabatina até a abertura da próxima vaga em 2020. Em segundo lugar porque as mazelas estão sendo escancaradas, estão aflorando.

Mas a pretensão do juiz Moro a ocupar uma cadeira no Supremo não parece que está indo por água abaixo?

Que não seja a minha (risos). Você, presidente da República, o indicaria a uma cadeira no Supremo? Eu não indicaria.

Como avalia o julgamento da Segunda Turma que negou habeas corpus a Lula?

Não, eu não julgo colegas. Eu julgo jurisdicionados em geral, mas não colegas. Aí temos que aguardar.

E o que espera das ADCs sobre prisão após julgamento em segunda instância, que nunca são pautadas e das quais o sr. é relator?

Serão pautadas com toda certeza agora no segundo semestre, e tudo poderia estar resolvido desde dezembro de 2017, quando eu as liberei para apreciação. Para mim, e eu continuo a reafirmar, processo não tem capa, tem conteúdo.

O juiz Moro, que supostamente inviabilizou a candidatura de Lula, adversário do atual presidente, é ministro da Justiça e está envolvido nessas revelações. O que está acontecendo no Brasil institucionalmente?

Tempos estranhos, não é?; e estamos sendo surpreendidos passo a passo, o que não é bom. Não se avança culturalmente assim. Antes, o juiz Sergio Moro aceitou o cargo de ministro para dar respaldo ao presidente. Hoje, quem dá respaldo ao Sergio Moro é o presidente.

Só repetindo, os processos da Lava Jato podem ser anulados em função de tudo isso?

Eu torno a repetir: o fato consumado não é a minha ótica. Ainda mais o fato consumado no Brasil, tem um peso muito grande. Aos 72 anos, eu não acredito em Papai Noel. 

 Fonte: RBA

Veja revela que Sérgio Moro é criminoso, dizem parlamentares

Por Iram Alfaia

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da Minoria na Câmara dos Deputados, a revista comprovou o pior dos cenários: “Moro teve comportamento criminoso contra o Estado democrático de Direito e o devido processo legal. Ilegalidades atrás de ilegalidades”, diz.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) avalia como insustentável a posição de Moro, que mentiu ao Congresso. 

“Até o Faustão confirmou a conversa. Não dá para negar. Nem defender a normalidade”, pois estabeleceu relação de chefia com o MP. Não havia a hipótese absolvição para Moro. A condenação era pré-estabelecida. Ilegal!”, disse o deputado, referindo-se a um aconselhamento de apresentador da Globo para que os procuradores usassem vocabulário mais popular nas entrevistas.

A Veja, segundo analisa Orlando Silva, coloca por terra as negativas de Sergio Moro. “A autenticidade dos diálogos fica provada. Não são conversas “normais”, mas ilegalidades que vão de orientar provas e determinar datas de operações até negar delações que não lhe agradavam. Moro mentiu ao Congresso”, concluiu.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) diz que as novas revelações sobre a atuação de Sérgio Moro enquanto juiz na Operação Lava Jato comprovam que o juiz cometeu crimes. “Novos diálogos reiteram que Moro orientava de forma ilegal ações na operação”, disse.

A presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP), diz que o ministro Moro mentiu nesta semana no seu depoimento na Câmara.

“Esta semana, perguntamos ao ministro se os diálogos divulgados pelo The Intercept eram verdadeiros. Hoje a Veja mostra que o silêncio do ministro pode ser de alguém que é culpado!”, analisou.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) diz que a reportagem desmascarou o ministro Moro como juiz parcial e ilegal. “E imoral!”, completou.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), destacou o trabalho feito pela revista para desvendar as irregularidades cometidas pelo então juiz Moro.

“A equipe de reportagem analisou 649 mil mensagens. Palavra por palavra, as comunicações examinadas são verdadeiras e mostram que a #VazaJato é ainda mais grave. Moro cometeu diversas irregularidades e se negou a receber o material da revista para comentar”, afirmou o senador.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) diz que as novas revelações de Veja, sobre os diálogos entre Moro e procuradores da Lava Jato, não deixam dúvidas de que o ex-juiz atuou de forma escandalosamente ilegal. “E quando um juiz viola a lei, a principal vítima é o Estado de Direito”, concluiu.

Em entrevista à TV Assembleia, secretário Carlos Lula destaca importância da Casa de Apoio Ninar


O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, concedeu entrevista, nesta sexta-feira (5), ao telejornal “Portal da Assembleia”, no quadro “Sala de Entrevista”, apresentado pelo jornalista Juraci Filho, da TV Assembleia. Ele destacou a importância da Casa de Apoio Ninar, que está completando dois anos de atendimento à população.

Durante a entrevista, o secretário Carlos Lula falou sobre a nova funcionalidade atribuída à antiga Casa de Veraneio do Governador, localizada na Praia de São Marcos. O imóvel, instalado em um terreno com 6.680,45m², sedia o projeto pioneiro Casa de Apoio Ninar, que amplia o atendimento realizado no Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar), em São Luís.

“A Casa de Apoio Ninar nunca deixou de me emocionar. Todas as vezes que eu vou à Casa, que tenho oportunidade de falar com as famílias, de falar com quem é atendido, é algo que nunca deixa de emocionar a gente. Porque, de algum modo, são famílias que não desistiram de seus filhos. São pais e mães que não desistiram daquelas vidas. São crianças que foram acometidas de doenças graves, mas nem por isso se desistiu delas”, afirmou Carlos Lula.

Inaugurada pelo governador Flávio Dino, no dia 4 de julho de 2017, a Casa de Apoio Ninar, assinalou o secretário de Estado da Saúde, transformou um local, que era conhecido como local de privilégios, para um local de concessão de direitos. Ao todo, 58 multiprofissionais garantem aproximadamente 1.263 atendimentos por mês, distribuídos em 1.560 horas de estímulo às crianças com problemas de neurodesenvolvimento.

“A gente fica muito feliz quando vê que o local está se destinando ao que a gente tem de mais caro, que são exatamente as nossas crianças. O que a gente concede ali para as pessoas, na Casa de Apoio Ninar, não é nada mais nada menos do que direitos. É muito simbólico quando há, ali, uma mãe que chega, por exemplo, com um filho que contraiu zika e ela vai passar uma temporada na Casa Ninar e vai dormir onde outrora dormia o governador do Estado”, frisou o secretário Carlos Lula.

Investimentos

Ele explicou que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) investe mais de R$ 190 mil por mês nos recursos humanos que trabalham na Casa. Neste local, são oferecidos serviços de hospedagem e alimentação gratuitos nos dias de acompanhamento no Ninar; oficinas, cursos e palestras aos familiares e profissionais das crianças em tratamento.

O equipamento dispõe de um espaço de participação e integração entre os usuários da Casa de Apoio. A Casa atende tanto crianças e acompanhantes em tratamento no Ninar, que são de outros municípios, como os que moram em localidades afastadas em São Luís.

No imóvel foram construídos cinco consultórios para atendimento multiprofissional com uma equipe composta por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos, educadores físicos, enfermeiros, psicólogos e psicopedagogos.

A Casa conta, ainda, com cozinha, refeitório, sala de atividade em grupo, auditório, seis dormitórios e quadra para atividades lúdicas. O imóvel tem capacidade para abrigar 11 adultos e 9 crianças por vez

Guarda Municipal de São Luís realiza caminhada neste sábado (6) em comemoração às três décadas da corporação

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), promoverá uma caminhada em um percurso de 2 km entre a Casa das Dunas até a Praça dos Pescadores, na Avenida Litorânea, para celebrar o aniversário de fundação da Guarda Municipal de São Luís (GMSL), comemorado neste sábado (6). A caminhada começa às 7h30 e, no encerramento, previsto para as 10h, haverá mais um momento de agradecimento pelo tempo de existência da guarnição. Devem participar do evento guardas municipais, pessoal da Defesa Civil, Corpo Salva-Vidas e convidados. A programação em homenagem a GMSL contou ainda com o V Seminário da Guarda Municipal que ocorreu no auditório Fernando Falcão (sede da Assembleia Legislativa), na quinta-feira (4).

Este será o terceiro evento de uma semana com extensa programação para marcar os 30 anos da corporação, criada pela Lei nº 2968, de 1989. As celebrações pelo aniversário continuam durante o mês de julho com várias ações. Na próxima terça-feira (9) acontece a 7ª Travessia Marítima, a partir das 7h30, com início na caixa d´água do bairro São Francisco e chegada na faixa de água em frente à Praça Maria Aragão. O ato terá a coordenação do Corpo de Salva-Vidas da Prefeitura de São Luís, que contará ainda com apoio logístico de micro-ônibus e lancha de resgate.

“A Guarda Municipal de São Luís é muito atuante e cada vez está mais fortalecida pela gestão do prefeito Edivaldo, tendo um papel importante para a segurança da população e para o Patrimônio Público de São Luís. A celebração dessa data com uma vasta programação só mostra o tamanho da Guarda para a nossa cidade”, ressalta o secretário da Semusc, Heryco Coqueiro.

FORMATURA GERAL 

Outra parte da programação de aniversário dos 30 anos da Guarda acontece no dia 12 de julho, quando será realizada a Formatura Geral da GMSL, cuja solenidade ocorre na Praça Gonçalves Dias a partir das 8h. Na ocasião, serão entregues motocicletas para o desempenho das atividades dos guardas municipais nas áreas do Centro. Os veículos serão adquiridos por meio de emendas parlamentares do senador Weverton Rocha e do vereador Raimundo Penha, ambos do PDT.

O encerramento das comemorações pelo tempo de existência da guarnição será dia 23 de julho, data em que será promovido o Concerto da Banda de Musica da Guarda Municipal de São Luís, no Teatro Arthur Azevedo, a partir das 19h. Na oportunidade, serão entregues instrumentos musicais a crianças e adolescentes que farão parte do projeto Banda Juvenil da GMSL e que são oriundos das comunidades do Coroadinho, Vila Conceição, Primavera e Vila Palmeira.

SEMINÁRIO

Na quinta-feira (4), a programação em homenagem a GMSL trouxe o V Seminário da Guarda Municipal que ocorreu no auditório Fernando Falcão (sede da Assembleia Legislativa) e teve como um dos ministrantes o secretário de Segurança do Maranhão, Jeferson Portela, que abordou “Integração com outras forças de segurança e desafios do policiamento”.

“Quero declarar em nome do Governo do Maranhão a nossa plena harmonia e vontade de trabalhar em conjunto com todas as Guardas Municipais do Estado. Também quero parabenizar os nossos colegas da Guarda Municipal de São Luís por essas três décadas de serviços bem prestados à comunidade”, destacou o secretário de Segurança Pública.

O segundo tema do dia, “A importância do trabalho conjunto entre defesa civil e guardas-vidas nas áreas de risco”, contou com participação da superintendente da Defesa Civil de São Luís, Elitanea Barros e com o comandante do Corpo de Bombeiros do Maranhão, Celio Dias, que enfatizaram as ações de prevenção nas áreas de riscos, além da atuação dos Núcleos Comunitários da Defesa Civil (Nudec’s) e campanhas educativas junto às comunidades que vivem nas áreas ameaçadas.

O terceiro tema foi a “A importância da Guarda Municipal para a Segurança Pública no cenário atual” com o tenente coronel da PM, Joselito Mendes Costa, e os promotores de justiça, Cláudio Cabral e Adriano Trinta. “O papel da GM é de fundamental importância para as comunidades das cidades, pois é quem sempre está mais próximo da população”, destacou Cláudio Cabral.

A palestra de encerramento foi “A evolução histórica da Guarda Municipal”, ministrada pelo secretário da Semusc, Heryco Coqueiro, que abordou os desafios do Plano Decenal de Segurança Pública e Defesa Civil, reequipamento das GMs, implantação do Canil da Guarda de São Luís e melhorias nos procedimentos internos da Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania.

Dentre as autoridades participantes do Seminário, estavam os deputados estaduais Duarte Jr. e Wellington, o comandante da Guarda Municipal de São Luís, Antônio Fonseca; o comandante da GM de Urbanos Santos, Manoel Rodrigues; o comandante da GM de São José de Ribamar, Júlio Campos, o secretário de Transporte de São José de Ribamar, Gonçalo Alves; Cel. Jorge Luongo e a Cel. Edilene Soares.

Equipamento da Prefeitura de São Luís, Galeria Trapiche sedia evento prático de estudantes de Artes Visuais da UFMA

A Galeria Trapiche sediou, nesta quinta-feira (4), durante todo o dia, o evento Sala Galpão, que realizou oficinas e intervenções da disciplina de Processos Criativos da Educação, do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A Galeria é um equipamento da Prefeitura de São Luís, coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e localizado na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

O evento foi uma iniciativa do professor Alexandre de Albuquerque Mourão, que buscou simular a metodologia do Laboratório Urbano Efêmero (LAB SLZ) de fazer um laboratório com criatividade para levar os alunos a pensarem em formas de mostrar para a sociedade o que estão produzindo em sala de aula. O LAB SLZ aconteceu em setembro de 2018 e definiu as diretrizes para uso do Complexo Santo Ângelo.

“A proposta é que os estudantes pensem em trabalhos que saiam do papel e criem algo ligado à educação, o que dialoga com as funções de ensino e extensão da universidade. Além disso, em tempos de crise financeira nas universidades, é importante levar o público a conhecer o que os alunos estão produzindo”, pontua o professor.

A programação contou com oficinas de smartfotografia (pelo celular) e de gastroarte (gastronomia com arte), montagem de uma pequena horta ao lado da Galeria, mapeamento dos locais interessantes para visitação, intervenções de lambe-lambe e trabalho externo de escultura. À tarde, houve uma mesa de discussão sobre a possibilidade de retomada do Salão de Artes Visuais com representantes da Galeria, universidade e classe artística.

Estudante do 5º período do curso de Artes Visuais da UFMA, Josiel de Castro Vieira idealizou a intervenção ‘A ponta do Iceberg’, que traz uma garça feita de plástico em cima de vários pedaços de pneu. “Com a intervenção, quero chamar a atenção para o problema ambiental da contaminação de animais por micropartículas de plástico. Organizei os pneus como a ponta de um iceberg para simbolizar que essa contaminação é apenas o começo de um problema muito maior”, explica.

O evento é uma oportunidade de o aluno ter contato direto com a prática, conta o estudante do 4º período de Artes Visuais Dalton Costa. “Temos nossos ateliês na universidade, mas a relação com o público é fundamental. A arte contemporânea propõe justamente aproximá-la da comunidade”, declara.

Socorrão I é inserido em projeto de otimização de atendimento e segurança do paciente com assessoria do Sírio-Libanês

O Hospital Municipal Djalma Marques – Socorrão I, que integra a rede de urgência e emergência de São Luís, foi incluído no projeto “Lean nas Emergências”, como parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria como Hospital Sírio-Libanês. O projeto atua para otimizar o atendimento hospitalar, reduzindo o tempo de espera e desafogar o fluxo na unidade de saúde, utilizando como principal estratégia ferramentas de gestão e processos que resultam em mais celeridade, priorizando a segurança do paciente. A ação integra o programa de saúde implantado pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior para qualificar o atendimento nos hospitais municipais. 

“Apenas 20 hospitais em todo o país foram incluídos nesta nova etapa do programa e a escolha do Socorrão I se deu exatamente pelo trabalho comprometido que já fazemos para melhorar continuamente e humanizar a saúde da nossa cidade”, destacou Edivaldo.

A metodologia já está sendo adotada no Hospital Municipal Dr. Clementino Moura – Socorrão II com expressivos resultados, e deverá ter impactos significativos também no Socorrão I. “O projeto Lean nas Emergências faz um redesenho das condutas seguidas no hospital, com racionalização de recursos, nova sistemática de distribuição de insumos, celeridade na emissão dos resultados de exames, redução de desperdícios e otimização de tempo e espaços físicos, entre outras práticas, que criam uma nova cultura, com melhores resultados”, diz o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

Nos próximos dias, a equipe de consultoria do Sírio-Libanês deverá visitar o Socorrão I para fazer um diagnóstico de situação e, em seguida, estabelecer o cronograma de trabalho, que será executado num prazo de seis meses. Serão feitas visitas quinzenais para a aplicação das novas ferramentas de gestão. Ao final desse período, o hospital continua sendo monitorado.

A diretora do Socorrão I, Bernadete Veiga, diz que um dos principais resultados do projeto será desafogar o fluxo na unidade hospitalar. “Convivemos diariamente com uma grande demanda, e o projeto vai nos proporcionar fazer o giro dos leitos com mais eficiência, e assim, reduzir o tempo de permanência, com toda segurança para os pacientes”, afirma.

O Socorrão I é referência em urgência e emergência, e recebe milhares de pacientes mês não só da capital, mas também do interior do Maranhão. São pacientes que em busca de atendimentos como procedimentos cirúrgicos em neurologia, cirurgia geral, vascular e ortopedia, entre outros.

RESULTADOS NO SOCORRÃO II

No Socorrão II, a implantação do projeto Lean nas Emergências reduziu a superlotação e, ainda, o tempo de atendimento a pacientes. A unidade de saúde em São Luís foi a instituição que apresentou o melhor resultado nesta etapa do projeto, ficando em primeiro lugar entre os 20 hospitais brasileiros participantes do projeto. 

Naquela unidade de saúde, com o desenvolvimento do projeto, o layout do pronto-socorro foi modificado dando valor a assistência de qualidade e segura ao paciente, melhorando a comunicação entre as equipes assistenciais e diminuindo o desperdício de insumos. Para isso, foram criados novos espaços como a Sala de Curta Permanência, a Sala de Decisão Médica, Sala Vermelha e Laranja, UTI A (com nove leitos) e um consultório específico para atendimento no fluxo de pacientes não graves. Como resultado dessa primeira etapa do projeto, foi apresentada a redução de 70% nos indicadores de superlotação no primeiro semestre deste ano e queda de 27% no tempo de atendimento a pacientes que não precisaram ser internados na unidade.

O projeto Lean nas Emergências é desenvolvido em duas etapas. A primeira, finalizada em maio, consistiu na realização de melhorias ao longo de seis meses, com intervenções que utilizaram a Metodologia Lean, uma filosofia de gestão para melhoria dos processos baseada em tempo e valor, desenhada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado para o paciente. A segunda etapa do projeto é de monitoramento, com acompanhamento da sustentabilidade das ações por mais seis meses pela equipe de assessoria do Sírio-Libanês e diretamente pela sala de comando do Ministério da Saúde.

Idosos atendidos por programa social da Prefeitura de São Luís visitam exposição de arte em passeio cultural

Com o objetivo de promover entre os participantes a integração e a troca de experiências, despertando o interesse pela arte, cerca de 25 idosos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), ligado ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Bequimão vivenciaram, na tarde de quinta-feira (4), uma experiência cultural diferenciada ao participarem da exposição “Infinitos”, em cartaz no Centro Cultural Vale Maranhão, no bairro Praia Grande. O SCFV é executado pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) e integra a política implementada pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior para a área social. 

“Para nós é uma alegria trabalhar para proporcionar experiências que muitas vezes serão únicas. Nos meses de maio e junho, as pessoas atendidas pelos nossos serviços viveram a magia do circo em um passeio que, para muitas delas, era a primeira vez. Por orientação do prefeito Edivaldo, a esquipes trabalham de forma a ofertar um atendimento digno e de qualidade, e nossa parceria com as 54 organizações conveniadas como Centro Comunitário da Radional e Adjacência que levou o grupo a esta exposição”, afirma a secretária da Semcas, Andréia Lauande.

Durante a visita, os idosos interagiram com as obras expostas começando pelo ‘Jardim Suspenso’, uma instalação espelhada que interage com o vento e o sol e que reflete no que está em volta do público. Já o ‘Tubo’ – obra que mais agradou aos idosos – leva o público para dentro de um telescópio espelhado de 12 metros que reproduz essa paisagem de infinitas formas. O visitante ainda pode viver outras experiências nas obras ‘Auto Íris’ e ‘Água’.

Maria do Livramento Cantanhede, 64 anos, considera ter vivido algo singular. “Nós já fizemos outros passeios e participamos de outra exposição, mas essa é totalmente diferente, uma experiência que eu posso chamar de nova, já que nós interagimos com os elementos mostrados, muito, muito diferentes”, comentou Maria do Livramento, que participa do SCFV há três anos.

SERVIÇO

O serviço tem como objetivo fortalecer as relações familiares e comunitárias, além de promover a integração e a troca de experiências entre os participantes, valorizando o sentido de vida coletiva. O SCFV possui um caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades dos usuários. São desenvolvidas atividades culturais, de lazer, esportivas, pedagógicas, de formação social, entre outras, através de oficinas, palestras, dinâmicas, jogos coletivos, confraternizações eventuais e passeios.

São atendidas mais de cinco mil pessoas organizadas em 224 grupos distribuídos em 60 bairros de São Luís. O serviço conta com a parceria de rede socioassistencial de 54 organizações conveniadas com a Semcas. No grupo do Bequimão são atendidos 35 idosos e 25 crianças.

EXPOSIÇÃO 

É a primeira vez que as cinco obras são expostas em conjunto, na mostra “Infinitos”, despertando uma relação imersiva, que mexe com a percepção do visitante. As obras já passaram por diversos países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Colômbia, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha Holanda e Rússia. O trabalho da dupla Cantoni-Crescenti, com participação de Raquel Kogan dialoga com a ideia de infinito, que é traduzido de diferentes maneiras. A exposição vai até 27 de julho.

Tropa de Bolsonaro aprova mudança na aposentadoria contra os pobres

Após cinco horas, a comissão especial que analisa a Reforma da Previdência (PEC 6/19) aprovou, por 36 votos contra 13, nesta quinta-feira (4), o texto-base do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Ainda faltam os destaques para o texto seguir para análise do Plenário. Deputadas comunistas lamentaram o resultado, pois entendem que as diretrizes da proposta original do governo Bolsonaro foram mantidas.

Por Christiane Peres, do PCdoB na Câmara

As parlamentares defendem mobilização popular para barrar texto no Plenário da Câmara. Em transmissão ao vivo, após a divulgação do resultado da votação, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), mostrou a festa feita por deputados do PSL. Para ela, a festa foi “tímida”, mas explicita a alegria daqueles que “comemoram a retirada de direitos dos mais pobres”. “É um cheque em branco que está sendo dado aqui. É lamentável. Isso tudo para entregar a Previdência ao mercado financeiro”, lamentou.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) também criticou a postura da base governista. “Estão comemorando a desgraça dos trabalhadores”, disse. “Essa reforma vai mudar a vida de milhões de brasileiros. É um tiro do governo Bolsonaro na Previdência dos mais pobres do país”, completou.

A líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), lembrou que o resultado na comissão já era esperado, visto que a aprovação no colegiado se dá por maioria simples, e que a votação desta quinta-feira não significa garantia de aprovação no Plenário da Casa.

“Temos tempo de luta, tempo de resistência e de derrotar essa reforma no Plenário. Precisamos de mobilização, as pessoas precisam ir às ruas para pressionar os parlamentares favoráveis ao texto”, afirmou.

A presidente nacional do PT, deputado Gleisi Hoffmann (PR), diz que o texto do relatório atinge diretamente os brasileiros mais pobres. 

“Muito triste ver os engravatados do parlamento aplaudindo a aprovação de uma das propostas mais cruéis com o povo brasileiro. É compreensível. Eles ganham bem. Quem ganha um ou dois salários são os aposentados e trabalhadores que sofrerão com essa Reforma da Previdência”, disse a parlamentar.

“Acabaram de deixar a digital na destruição da Previdência Pública brasileira! A certeza de que estamos do lado certo da história! O tempo revelará os algozes da aposentadoria no Brasil!”, disse o líder do PDT na Casa, André Figueiredo (CE).

Na opinião do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o texto é claro no sentido de que será preciso trabalhar mais para receber menos. 

“Trabalhar mais para ganhar menos, é isso que a Reforma da Previdência, que acaba de ser aprovada na Comissão Especial da Câmara, fará com os mais pobres. Mas seguiremos, porque tem mais luta pela frente”, disse.

O líder da Oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), diz justificou o voto contra: “Fomos contrários ao texto-base da Reforma da Previdência, aprovado há pouco na comissão. Entendemos que uma reforma é necessária para equilibrar a Previdência, mas o texto final foi apresentado na correria, há menos de 24 horas, e agrava as desigualdades que castigam o nosso povo”.