O papa Francisco celebrou nesta segunda-feira (8) uma missa na Basílica de São Pedro dedicada aos “últimos”, os imigrantes, que ele descreveu como “excluídos da sociedade globalizada”.
Francisco, muito sensível a esta questão que divide o mundo, especialmente a Europa e os Estados Unidos, lembrou sua visita há seis anos à ilha italiana de Lampedusa, símbolo desta tragédia, que recebia milhares de imigrantes da Ásia e da África fugindo das guerras e da fome.
Diante de cerca de 250 convidados, incluindo imigrantes e salva-vidas, o papa pediu em sua homília para ajudar sem hesitação os imigrantes, os mais vulneráveis da sociedade. “É uma grande responsabilidade, da qual ninguém pode ficar isento se quisermos cumprir a missão de salvação e libertação a qual o próprio Senhor nos chamou a colaborar”, disse ele.
O pontífice evitou mencionar casos específicos que provocaram controvérsia recentemente, como o de embarcações humanitárias em disputa com o governo italiano por sua política migratória de portos fechados à imigração ou o da capitã alemã Carola Rackete, presa e libertada por resgatar migrantes no meio do Mar Mediterrâneo. “Penso nos ‘últimos’ que clamam ao Senhor todos os dias, pedindo para serem libertados dos males que os afligem”, declarou Francisco.
“Eles são os últimos enganados e abandonados para morrer no deserto; são os últimos torturados, maltratados e violados em campos de detenção; são os últimos a desafiar as ondas de um mar implacável; são os últimos deixados em campos de uma acolhida que é muito longa para ser chamada de temporária”, lamentou o papa.
Pontífice multiplicou campanhas em prol dos imigrantes
Em 8 de julho de 2013, quatro meses depois de sua eleição, pouco antes das ondas de chegadas em massa e naufrágios dos anos 2013-2017, Francisco viajou para a pequena ilha italiana de Lampedusa, localizada entre a Líbia e a Sicília, para denunciar a “globalização da indiferença” em relação aos imigrantes.
Desde então, o pontífice não parou de pedir em favor dos imigrantes, orando por eles diante das autoridades da Europa. “São pessoas, não se trata apenas de questões sociais ou migratórias! Não se trata apenas de imigrantes”, denunciou. “Infelizmente, as periferias existenciais de nossas cidades estão densamente povoadas pelas pessoas descartadas, marginalizadas, oprimidas, discriminadas, maltratadas, exploradas, abandonadas, pobres e sofridas”, disse ele. “Somos chamados a consolá-los em suas aflições e oferecer-lhes misericórdia, para satisfazer sua fome e sede de justiça”, admitiu.
Fonte: Rádio França Internacional. com informações da AFP
A semana começou muito produtiva no gabinete da deputada estadual Cleide Coutinho (PDT), que, logo cedo, recebeu a visita do secretário de Estado de Esporte e Lazer (SEDEL), Rogério Cafeteira, para discutir ações ligadas ao esporte e ao lazer no Maranhão. Cleide tratou ainda das praças esportivas que a SEDEL pretende implantar nas cidades que fazem parte de sua base eleitoral. Nos espaços, serão disponibilizados equipamentos para a prática de diversas modalidades esportivas.
O secretário destacou a promissora atuação da parlamentar. “Dra. Cleide é uma batalhadora incansável no interesse dos municípios que representa e nós estamos sempre alinhando nossas ideias para trazer benefícios concretos ao povo do Maranhão”, destacou Rogério Cafeteira.
Para a deputada, o esporte e o lazer proporcionam mais qualidade de vida, além de afastar crianças e jovens do perigo das drogas. “Praticar esportes é muito bom. A gente sabe da quantidade de benefícios que os exercícios oferecem para nós. Estamos buscando viabilizar, junto a Sedel, esses espaços em nossos municípios para que sirvam de incentivo à criança e ao adolescente. Para eles, será uma oportunidade de se exercitar e brincar. Além disso, promove uma boa convivência com a comunidade e ainda os tira de caminhos errôneos. Infelizmente, a droga busca muitos jovens para fazer de vítimas e nosso papel é com a responsabilidade social”, apontou Cleide Coutinho.
De acordo com pesquisa do Instituto Interpreta, o São João no Maranhão foi aprovado por 97,8% do público em 2019. Sem dúvida, um dos grandes destaques da festa deste ano foi o colorido especial das bandeirinhas juninas, que em forma de mosaicos ilustraram elementos do folclore maranhense.
Além de embelezar a cidade, a decoração atraiu centenas de pessoas às ruas do Centro Histórico de São Luís, fator que ajudou a movimentar a área e aquecer a economia durante todo o mês de junho.
Aos poucos a região central da capital maranhense vem reconquistando o prestígio entre maranhenses e turistas. O esforço em tornar o Centro Histórico mais atrativo recentemente ganhou mais um aliado: o programa Nosso Centro.
Instituído pelo governador Flávio Dino para estimular ainda mais o fluxo de turistas e movimentar o comércio, a iniciativa pretende injetar R$ 143,7 milhões em obras e ações no Centro de São Luís.
O programa tem várias frentes de atuação: habitação, tecnologia, comércio, institucional, segurança, infraestrutura, e, é claro, cultura.
Somente para o Polo Cultural, Turístico e de Lazer do programa Nosso Centro, o governo estima investimentos na ordem de R$ 53 milhões. A ideia é fomentar a ocupação, a realização de atividades e atrações culturais na região, tornando-a referência de lazer para a população local e visitantes.
“Esse é um projeto fantástico. Vamos potencializar o fomento à ocupação da área, com realização de atividades e apresentações culturais, tornando o Centro Histórico referência de Cultura e lazer para a população e turistas, além de preservar e difundir o patrimônio cultural material e imaterial do Estado”, destacou o secretário Diego Galdino, que no início de julho deixou a pasta da Cultura para ocupar a Secretaria de Governo.
Ações estratégicas
No campo da cultura, o programa Nosso Centro prevê uma série de ações estratégicas, como a implantação de roteiros históricos autoguiados; apoio a empreendimentos culturais, comerciais e gastronômicos; formalização e apoio a grupos culturais tradicionais, além do programa Cores na Cidade, a criação do Centro Cultural do Desterro, Estruturação do Parque do Bacanga, requalificação do Complexo da RFFSA, dentre outras intervenções.
“O Maranhão está na moda”
Nesta semana, a Vale assinou termo de cooperação técnica com o governo maranhense e vai destinar R$ 52,2 milhões para um conjunto de investimentos no estado. Do montante, R$ 15 milhões serão destinados exclusivamente para o programa Nosso Centro. A Vale foi a primeira empresa do setor privado a aderir ao projeto.
“Essas parcerias são relevantes em si mesmas e também porque acreditamos que isso vai gerar também a adesão de outras empresas, que já nos ajudam e vão continuar a ajudar nessas importantes políticas sociais públicas, notadamente, no caso, o programa Nosso Centro”, ressaltou o governador Flávio Dino durante a assinatura da parceria com a mineradora.
Foi também durante o ato de assinatura, que Flávio Dino citou uma frase emblemática sobre o momento que o estado vive na cultura e no turismo: “O Maranhão está na moda”.
Ribamarenses e turistas lotaram a Avenida Gonçalves Dias e o Parque Municipal do Folclore Therezinha Jansen para se despedir das festas juninas em São José de Ribamar. O tradicional Lava Bois, em sua 66ª edição, reuniu milhares de brincantes e simpatizantes durante este fim de semana.
O prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, cumpriu extensa agenda para participar dos dois dias do Lava Bois, além dos arraiais fora de época e na tarde deste domingo caiu na avenida para prestigiar a apresentação do Boi de Ribamar, que arrastou uma multidão até o Parque Municipal do Folclore Therezinha Jansen.
Padrinho do Boi nesta temporada, o prefeito falou da emoção e gratidão de viver este momento:
“É muito gratificante estar aqui, no meio do nosso povo, sentindo a nossa cultura aflorar e perceber o tamanho da dedicação da nossa gente para manter viva essa tradição. Nosso compromisso é com toda São José de Ribamar e vamos continuar trabalhando para fortalecer nossa cultura e suas diversas manifestações”, disse.
A festa – Matracas, pandeirões e tambores ditaram o ritmo da festa. Às 19h do sábado (06) a festança foi aberta com o Tambor de Crioula Afro Aruanda, seguido da Dança Portuguesa Juventude de Portugal, Companhia de Dança Swing Louco, Quadrilha Juventude do Sertão e o Boi Tamarineiro, além da agitação no palco do Parque Municial, que ficou por conta da Banda Energia.
Quem levantou cedo, no domingo, acompanhou a chegada dos primeiros batalhões da Grande Ilha de São Luís. Maracanã, Maioba, Pindoba, Mata, Sítio do Apicum, Juçatuba e Panaquatira fizeram o arrastão na principal avenida da Sede da cidade. No palco, a animação foi garantida pelas bandas Samba de Boa e Dudu N’Gandaya.
Acompanhado de uma multidão, o Pai da Malhada (Boi de Ribamar) desfilou na avenida com suas toadas marcantes e conhecidas à tarde. Quando o cantador entoou “Negra Profecia”, principal toada cantada pelo saudoso João Chiador, o povo fez bonito e cantou junto. Foi de arrepiar, como prevê a canção.
A segurança na cidade foi reforçada para o período. Polícia e Bombeiros Militar, Guarda Civil Municipal, Bombeiros Civis e segurança privada trabalharam para manter a ordem e garantir a diversão segura de quem veio prestigiar a festa. Além disso, para garantir a urgência e emergência do público, a Prefeitura disponibilizou equipes médicas e ambulâncias do Samu em pontos estratégicos do circuito.
Como parte do programa Férias Culturais, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), deu início nesta segunda-feira (8), à oficina de culinária “Sabores da Terra”. A oficina acontece no Centro de Capacitação em Culinária Típica, instalado no Museu da Gastronomia, equipamento inaugurado no mês de junho pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior. As duas oficinas do mês de julho serão realizadas em dois dias, sempre no período da tarde, e sem cobrança de taxa de inscrição. As atividades fazem parte de um conjunto de ações executadas pela gestão municipal com o objetivo de promover a revitalização do Centro Histórico da cidade, especialmente no mês de julho durante as férias.
O milho foi o produto escolhido para inaugurar as oficinas das férias deste ano no Museu da Gastronomia. A secretária municipal de Turismo, Socorro Araújo, explica que as oficinas seguem a orientação do prefeito Edivaldo de promover a geração de renda de maneira criativa neste período de crise financeira e vagas de empregos restrita. “O Centro de Capacitação em Culinária Típica cumpre assim uma de suas funções que é de fomentar o empreendedorismo e difundir nossa cultura. Isso faz parte da própria dinâmica do museu”, ressalta.
As oficinas são realizadas pela Setur em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac), que cede profissionais especializados da área para ministrar a parte prática. Na primeira oficina do programa “Sabores da Terra”, 27 pessoas se inscreveram para participar da qualificação. Ao concluir as oficinas, eles recebem um documento de participação conferido pelo centro. Todos os participantes dos cursos de maior duração serão certificados.
Segundo informou a secretária Socorro Araújo, nas oficinas serão sempre utilizados um produto natural da culinária maranhense. “A cada oficina vamos trabalhar um produto natural da culinária maranhense. O milho é um produto bastante popular em São Luís, tanto no período junino quanto nos demais meses do ano”, explica a secretária municipal de Turismo, Socorro Araújo.
Na conclusão da oficina, nesta terça-feira (9), todos inscritos irão participar da confecção de um cardápio tendo o milho como principal produto. Esta parte da oficina será ministrada pelo professor chefe do Senac, Andrei Costa. O cozimento dos pratos será nas dependências superiores do Museu da Gastronomia, espaço reservado para as capacitações.
A técnica da Setur e mestra em cultura e sociedade, Brenda Rodrigues, ministrou a primeira parte da oficina. Neste primeiro bloco foram abordados os conceitos fundamentais sobre patrimônio cultural e histórico. Como complementação da parte teórica, o técnico da Setur, Guilherme Guima, além de ressaltar aspectos da nossa história cultural, faz um passeio musical com repertório de artistas maranhenses.
Para a secretária municipal de Turismo, a ideia é despertar nos participantes das oficinas o sentimento de pertencimento. “Conhecendo sua história e o valor e a importância que o patrimônio cultural de São Luís tem para o Brasil e para o mundo fica mais fácil a pessoa desenvolver o sentimento de pertencimento”, assinala Socorro Araújo.
Estudante do sexto período do curso de Hotelaria na Universidade Federal do Maranhão, Lia Cristina Siqueria, moradora do bairro Coroadinho, disse que optou em fazer parte da oficinas de férias da Prefeitura de São Luís pela oportunidade de ampliar seus conhecimentos. “Eu vejo que tem ligação com meu curso. Achei muito interessante obter conhecimento mais amplo sobre as riquezas que temos no Maranhão”, disse Lia Cristina.
Na próxima oficina, que deve acontecer nos dias 23 e 24 de julho, o produto trabalhado será a tapioca. As inscrições poderão ser feitas pela internet, gratuitamente, no Portal da Prefeitura de São Luís ou presencialmente no Museu da Gastronomia.
O governador Flávio Dino (PCdoB) sancionou a Lei 11.048, de 1º de julho de 2019, que institui, no âmbito do Estado, a Semana Estadual de Conscientização sobre o Desperdício de Alimentos, a ser realizada, anualmente, na segunda semana do mês de outubro. A lei é derivada de um projeto de autoria do deputado Edivaldo Holanda (PTC) e busca promover a conscientização da população a respeito do desperdício, aproveitamento integral dos alimentos e nutrição, dentre outros temas relacionados.
Na elaboração da lei, o parlamentar destacou a divulgação de políticas públicas e medidas que orientem o povo sobre o desperdício de alimentos, além da promoção de debates, palestras e outros eventos que venham a esclarecer os maranhenses sobre a temática.
Em seu artigo 2º, a Lei destaca que o Poder Executivo poderá firmar convênios e parcerias com entidades e instituições, sem fins lucrativos, sempre com o objetivo de debater o desperdício e aproveitamento integral de alimentos e nutrição. Sob a ótica do deputado, a Lei tem elevado alcance social e destaca sua importância em função de se buscar alternativas com vistas a evitar o grande desperdício de comida.
Afirma o parlamentar que há uma crise social e econômica gigantesca no Brasil, onde são grandes os focos do desemprego, o que leva à fome, enquanto em outras áreas, incluindo o Maranhão, verifica-se um grande descarte de alimentos, exatamente pela falta de esclarecimentos. Para ele, a execução da referida lei vai ajudar muito na manutenção de um equilíbrio que evite o desperdício ao qual a lei se refere.
No mês das férias, o primeiro domingo de julho foi movimentado na Feirinha São Luís, onde foram iniciadas as atividades do programa Férias Culturais. A Feirinha São Luís e o Férias Culturais são programas de iniciativa da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior que têm o objetivo de promover a revitalização do Centro Histórico de São Luís e somam-se a outros investimentos da gestão municipal como a reforma de espaços como o Complexo Deodoro e a Praça Pedro II, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a criação do Museu da Gastronomia, entre outras ações de revitalização e reocupação do Centro Histórico da Capital que têm refletido de forma positiva em uma maior movimentação da área e no comércio da região com a abertura de novos negócios e a geração de emprego e renda.
Neste ano, a programação do Férias Culturais teve início na Feirinha São Luís, no domingo (7). Com programação cultural gratuita, a feirinha vem, desde 2017, sendo realizada pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), reunindo grande público na Praça Benedito Leite, de 7h às 15h, incentivando o escoamento da produção agrícola da cidade, unindo gastronomia, artes, literatura e atrações culturais com shows de artistas e bandas consagradas pelo públicos e também dando oportunidade aos novos talentos musicais.
“Os períodos de férias na Feirinha São Luís são especiais. O público aumenta, organizamos uma programação cultural ainda mais especial, que agrade a todos os públicos. A feirinha é contínua, com novidades e surpresas ao público a cada semana, sendo uma importante iniciativa dentro do programa de revitalização e reocupação do Centro Histórico”, destacou o prefeito Edivaldo.
O secretário da Semapa, Ivaldo Rodrigues frisou que a Feirinha São Luís gera emprego e renda para mais de 250 famílias, por onde já passaram cerca de um milhão de pessoas desde a primeira edição, movimentando um capital circulante em torno de R$ 35 milhões.
As atrações artísticas da edição de número 105 da Feirinha São Luís, realizada neste domingo (7), mostram toda a diversidade cultural que a ilha do amor une em um mesmo ambiente, como um público eclético, que vibra, canta e dança. Foram apresentações do Tambor de Crioula Brilho de São Benedito, Grupo de Capoeira Malícia da Ilha, os shows juninos de Emanuel de Jesus e Mix in Brazil, além do roots da Banda Soul Reggae. O evento receberá a programação do Férias Culturais durante todos os domingos de julho.
De Santa Inês, Paulo Rafael, mora há 10 anos em São Luís e esteve duas vezes na feirinha, dessa vez trouxe a esposa Ravana Guimarães e a cunhada, Rafaela Guimarães. Ele explica com empolgação sobre a felicidade que é estar na feirinha. “Aqui é sensacional, um lugar maravilhoso, para estar com a família e os amigos. Todo mundo que gosta e tem orgulho de São Luís deve participar deste domingo mágico. A feirinha engloba tanta coisa boa e já está no Centro Histórico, bom para aproveitar para conhecer lugares que fazem parte da história local, ganhando ainda mais enriquecimento cultural”, disse o servidor público.
FÉRIAS CULTURAIS
Com o objetivo de resgatar a memória e a rica história de São Luís, além de promover e valorizar o Centro Histórico com apresentações musicais e teatrais, ocorre já nessa quarta-feira (10), o Sarau Histórico, que também integra as atividades do programa Férias Culturais. O evento acontecerá a partir das 19h, no Complexo Deodoro e no dia 24 será realizado novamente.
O Passeio Serenata, será realizado nos dias 17 e 31 deste mês, com saída sempre às 19h da Praça Benedito Leite. Durante o Passeio Serenata, o público pode saber mais sobre os fatos que marcaram história da cidade, os principais nomes da literatura, da cultura e da política local. A concentração acontece na Praça Benedito Leite.
O Conheça São Luís acontece nos dias 11, 18 e 25 de julho, em meio às ruas do Centro Histórico, com personagens como Ana Jansen e Daniel de La Touche contando histórias da antiga São Luís, ressaltando as mudanças que a cidade já passou e tudo que ela preserva até os dias atuais – o objetivo é oferecer ao público a oportunidade de conhecer melhor a cidade, cada detalhe da nossa riqueza material e imaterial.
Já com o Roteiro Reggae, que será realizado no dia 16 de julho, o público é levado a conhecer o estilo musical que deu a São Luís o título de capital brasileira do reggae e Jamaica Brasileira. Pontos turísticos ou históricos que fazem referência ao reggae são o foco deste passeio. Durante o passeio, grupos de dança do ritmo acompanham os visitantes dando um clima diferenciado ao evento cultural.
As ações do Programa Férias Culturais incluem ainda apresentações do Grupo de Choro Regional Tira-Teima, no dia 12, às 18h, na Praça Pedro II; e do Bom Tom Jazz & Blues, no Complexo Deodoro, às 19h do dia 13.
INVESTIMENTOS
Além do Férias Culturais e da Feirinha São Luís, um conjunto de iniciativas da gestão municipal têm contribuído para a revitalização da área central de São Luís, a exemplo da reforma da Praça Pedro II e do Complexo Deodoro, que voltaram a ser cartão postal da cidade. Outras ações como a entrega do Museu da Gastronomia Maranhense, espaço idealizado para exaltar e valorizar a cultura gastronômica do estado e entregue há menos de um mês; e o investimento em serviços de limpeza, inclusive com novos equipamentos, também contribuem para reforçar o resgate dos espaços públicos do Centro de São Luís, área que recebe atualmente um dos mais amplos projetos de revitalização de logradouros públicos, prédios e monumentos históricos.
Em concorrida solenidade, que contou com as presenças da deputada Cleide Coutinho (PDT), que representou a Assembleia Legislativa, e outras autoridades, o governador Flávio Dino empossou, na tarde de sexta-feira (5), no Palácio Henrique de La Rocque, os novos secretários e presidentes de órgãos do Governo do Estado.
Na Secretaria de Estado da Cultura (Secma), assumiu Anderson Lindoso, que era secretário-adjunto de Educação. Mayco Pinheiro tomou posse na presidência do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev).
O advogado Antônio Nunes, que estava na Secretaria de Governo (Segov), passou à presidência da Empresa Maranhão Parcerias. A Maranhão Parcerias (Mapa) é a transformação da antiga Empresa Maranhense de Recursos Humanos e Negócios Públicos (Emarhp).
A nova instituição mantém a estrutura física e inova com a ampliação das competências na celebração de parcerias com o setor privado. A Segov será, agora, comandada pelo ex-titular da Cultura, Diego Galdino.
A deputada Cleide Coutinho afirmou que a alteração no quadro de auxiliares do governador Flávio Dino é uma demonstração de que ele sabe fazer modificações na hora certa. “É um homem inteligente, um grande administrador e essa alteração, com certeza, dará mais dinamismo na equipe”, referendou a parlamentar.
O governador Flávio Dino destacou que tal mudança no quadro de gestores segue dinâmica da administração para otimizar os trabalhos, valorizar potenciais, fortalecer novos projetos e suprir necessidades que surgem.
Em nome dos empossados, o agora titular da Secretaria de Governo, Diego Galdino, afirmou que 2019 é um ano marcante em sua vida, pelos desafios enfrentados e pelos obstáculos superados. Agradeceu ao governador Flávio Dino pela confiança depositada e lembrou que entrou no serviço público pelas mãos do secretário de Educação, Felipe Camarão, que em 2015 o convidou para ser seu auxiliar.
Deputado estadual licenciado, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, destacou a mudança como extremamente positiva, enfatizando que o governador Flávio Dino, mais uma vez, usou de sua experiência e sabedoria para processar mudanças, que trarão muitos benefícios.
No entendimento do vice-governador, Carlos Brandão, essas alterações devem ser consideradas como rotina numa administração pública, acrescentando que elas servem para oxigenar a máquina administrativa, dentro de uma gestão que sempre deu certo.
O secretário de Educação, Felipe Camarão, afirmou que as alterações no quadro de auxiliares governamentais trarão benefícios para todo o Maranhão. Sob a ótica dele, o governador Flávio Dino agiu de acordo com sua sensibilidade, inteligência e coerência, afirmando que tal medida vem aprimorar uma administração, que vem se notabilizando pela excelência.
Sua gravação do samba Chega de Saudade, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, feita no Rio a 10 de julho de 1958 e distribuída sem alarde ou expectativa dois meses depois, tinha 1 minuto e 59 segundos de duração. Mas nunca tão pouco tempo de música significou tanto – dividiu a cultura brasileira em antes e depois. No mesmo espaço de tempo, João Gilberto, cantor e violonista baiano, 27 anos, saltou do nada para o centro das discussões.
Por Ruy Castro*
No rastro de João Gilberto, jovens artistas se revelaram. Era toda uma geração surgindo e decretando uma espécie de verão permanente na música brasileira.Num país de comunicações precárias, aquele disco de 78 rpm alterou corações e mentes, a favor ou contra, onde fosse tocado. O canto a seco e sem ornamentos de João Gilberto não era propriamente novidade, mas, aliado ao violão que produzia um ritmo contagiante e inesperado – logo depois chamado de bossa nova –, à complexidade harmônica de Jobim e à sofisticação coloquial da letra de Vinicius, resultaram num todo revolucionário.
Meses depois, ainda em 1958, novo 78 rpm de João Gilberto, contendo o samba Desafinado, de Jobim e Newton Mendonça, consolidou a proposta. Havia uma nova música no ar, e João Gilberto era seu intérprete. Outras faixas, de novos e velhos compositores, foram gravadas nos meses seguintes, formando o LP Chega de Saudade, lançado em 1959, e que está para a bossa nova como a carta de Pero Vaz de Caminha para o Brasil.
LP Chega de Saudade, de 1959, é o marco inaugural da Bossa Nova O lançamento desses discos (e dos dois LPs seguintes, O Amor, o Sorriso e a Flor, em 1960, e João Gilberto, em 1961) provocou uma onda de shows semiprofissionais em universidades, despertou o interesse maciço de rapazes e moças pelo violão, revelou inúmeras vocações vocais e pareceu tornar “antiga” a música que se fazia até então no Brasil. De súbito, a bossa nova era um “movimento” – um novo estilo, uma nova música, algo com que uma geração inteira sonhara, e que acontecera.
E da maneira mais espontânea possível. A bossa nova não apenas não contou com a TV, ainda incipiente no país, como enfrentou a resistência das emissoras de rádio, então poderosíssimas e dirigidas a um gosto mais popular – mas até elas tiveram de se render. A imprensa, a publicidade, o comportamento, tudo de repente tornou-se “bossa nova”.
No rastro de João Gilberto, jovens compositores como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Baden Powell e Marcos Valle, letristas como Ronaldo Bôscoli, cantores como Alayde Costa, Claudette Soares, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Wilson Simonal, Nara Leão e Wanda Sá, músicos como os arranjadores Moacir Santos e Eumir Deodato, pianistas Luiz Eça, Luiz Carlos Vinhas e Sergio Mendes, contrabaixistas Bebeto Castilho e Tião Neto, bateristas Milton Banana e Edison Machado, e muitos, muitos outros, se revelaram.
Vinicius, Jorge Amado, João Gilberto, Caymmi, Aloysio de Oliveira, Tom e Milton Bana: a Bossa Nova marcou época Era toda uma geração surgindo e decretando uma espécie de verão permanente na música brasileira.
Os grandes artistas que, no decorrer dos anos 50, haviam preparado o terreno para a bossa nova, como Sylvia Telles, Dick Farney, Lucio Alves, Doris Monteiro, Miltinho, Luiz Bonfá, Johnny Alf, João Donato, Billy Blanco, Dolores Duran, Maysa, Tito Madi e Os Cariocas, não ficaram imunes. Alguns se integraram com naturalidade ao movimento; outros foram injustamente condenados pelo público a um quase segundo plano. Mas, cedo ou tarde, todos tiveram seu vanguardismo reconhecido. A chegada de João Gilberto tirara tudo do lugar.
De certa forma, isso se refletiu também no plano internacional. Sua descoberta pelos músicos e cantores internacionais garantiu-lhe um culto que, começando em 1962, nunca mais parou. O LP Getz/Gilberto, lançado em 1964, é até hoje o álbum de jazz mais vendido da história – o que é surpreendente, por ser, na verdade, um disco de bossa nova e cantado em português! De Peggy Lee e Doris Day, naqueles tempos, a Diana Krall e Stacey Kent, passando por Frank Sinatra, não houve um grande artista, vocal ou instrumental, que não se deixasse influenciar pelo seu “blend” de voz e violão. João Gilberto teria ficado bilionário se ganhasse US$ 0, 01 por cada vez que, desde então e em qualquer país, alguém emulou ou emula seu estilo.
Stan Getz e João Gilberto lançaram, em 1964, o álbum de jazz mais vendido em todos os tempos No Brasil, ao contrário, dedicamo-nos a cobrá-lo – por faltar a compromissos mal combinados, por não querer que o ar condicionado desafinasse seu violão, por pedir à plateia que o deixasse cantar baixinho. E por se manter fiel a um estilo e repertório que levou anos construindo e, com razão, não queria malbaratar. Esquecemo-nos de que, sempre que João Gilberto deixou seu eremitério no 30º andar de um apart-hotel no Rio, foi porque alguém o arrancou de lá – agentes, empresários, gravadoras.
Enquanto o criticávamos por faltar a shows, deixamos de ouvir o seu legado, exposto em 13 álbuns de estúdio e, até agora, quatro ao vivo. Está tudo lá — o homem por trás daquelas maravilhas nem precisava aparecer.
João Gilberto afaga a neta Sofia, em 10 de junho passado, quando completou 88 anos: foi sua última foto pública Assim como criou a batida de violão da bossa nova tocando sozinho no banheiro de sua irmã, em Diamantina, MG, em 1956, João Gilberto passou as últimas décadas tocando para as paredes de seu apartamento, entregue a uma missão, por definição, maluca e impossível – aperfeiçoar a perfeição.
* Ruy Castro, jornalista e biógrafo, é autor dos livros Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990)
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reagiu duramente sobre a notícia de que o então juiz Sérgio Moro pediu a integrantes da força-tarefa para expor informações sigilosas sobre a Venezuela. Em novo vazamento de conversas divulgado pela Folha de S.Paulo neste domingo (7), em parceria com The Intercept Brasil, Moro aparece agindo para dar reposta política a governo de Nicolás Maduro.
Flávio Dino dizque não se pode aceitar interferência de juiz em outro país“Soberania: não podemos aceitar que um juiz ou procurador de outro país interfiram em assuntos internos do Brasil. Simetria: juiz e procurador do Brasil não podem praticar atos políticos para interferir em outro país. Qualquer que seja ele. Basta cumprir artigo 4º da Constituição”, disse neste domingo (7) o governador.
Na sua opinião, está revelado no Brasil um estranho acúmulo ilegal de cargos públicos: pessoas exercendo simultaneamente funções de juiz, procurador e político. E ainda se autodenominam de “agentes da lei”. “Qual lei? Onde há vale-tudo, não há lei”, diz.