Arquivo mensal: julho 2019

Após cortar verbas, governo Bolsonaro quer financiamento privado em UFs

18-07-2019 Quinta-feira

Desmanche-se. Esse foi o trocadilho usado pela deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) para definir o programa do governo de Jair Bolsonaro(PSL) para as universidades federais brasileiras. Anunciado nesta quarta-feira (17) pelo Ministério da Educação, o chamado “Future-se”, dentre outras coisas, entrega parte do patrimônio das instituições à iniciativa privada.

Em maio, o governo anunciou cortes orçamentáriosque comprometem a continuidade das aulas – a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) chegou a ter a energia elétrica cortada. Agora, esse mesmo governo quer usar as UFs para desenvolver negócios privados com a criação de startups pelos alunos e professores, por exemplo.

Ministério da Educação anunciou que vai criar um fundo para financiamento das instituições pelo setor privado. O problema é que parte significativa dessa verba vai sair da concessão de prédios que pertencem as universidades. Também prevê que verbas sejam retiradas da cultura.

Para Margarida Salomão, que coordena a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais, as UFs estão em risco com o atual governo. A deputada avalia que o “Future-se” sequer poderia ser chamado de projeto. Isso porque o fundo ainda não existe e, para que seja criado, vai depender de aprovação no Congresso. “Um projeto precisa ter método, explicar como vai ser executado e financiado. Isso é apenas um anúncio de más intenções”, critica.

Nesse contexto ela demonstra preocupação ao afirmar que “um investimento tão estratégico como as universidades não pode ficar dependendo de fatores tão voláteis”.

Recursos próprios das universidades estão bloqueados

Outro ponto importante sobre a medida anunciada é que, ao falar que as universidades deveriam ter recursos próprios, o governo ignora o fato de que isso já existe. No entanto, esses recursos estão sendo contingenciados desde que governo Temer aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como Teto de Gastos, que limita investimentos públicos por 20 anos.

Isso acontece porque a lei determina que os “excessos” de arrecadação devem ser usados para abater a dívida pública. Um exemplo disso é o caso da Universidade de Brasília (UnB) que teve a maior arrecadação própria bloqueada. A instituição poupou R$98 milhões em dez anos para a construção de um novo prédio e investimento em instrutura.

Esse valor foi congelado e só parcialmente liberado em 2018 (R$65 milhões). Mas o valor devolvido foi descontado do repasse anual feito pelo governo. Dessa forma, o montante que seria investido precisou ser destinado ao pagamento de pessoal e outras despesas básicas, segundo reportagem do Estado de S. Paulo.

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações do Estadão

Caso Intercept: Moro interferiu ilegalmente em delações

18-07-2019 Quinta-feira

Assinada por Ricardo Balthazar (Folha) e Paula Bianchi (Intercept), a reportagem mostra como Moro, hoje ministro da Justiça, avisou aos procuradores que só homologaria as delações se a pena proposta aos executivos incluísse pelo menos um ano de prisão em regime fechado. Conforme a Lei das Organizações Criminosas (2013) – que definiu regras para os acordos de colaboração premiada – juízes devem se manter distantes das negociações e têm como obrigação apenas a verificação da legalidade dos acordos após sua assinatura.

O objetivo é garantir que os magistrados tenham a imparcialidade necessária para avaliar as informações fornecidas pelos colaboradores e os benefícios oferecidos em troca no fim do processo judicial, quando – aí, sim – cabe aos juízes aplicar as penas negociadas se julgarem os resultados da cooperação efetivos. As mensagens obtidas pelo Intercept mostram que Moro desprezou esses limites ao impor condições para aceitar as delações num estágio prematuro, em que seus advogados ainda estavam na mesa negociando com a Procuradoria.

A interferência do juiz causou incômodo entre os integrantes da força-tarefa à frente do caso em Curitiba, que nessa época divergiam sobre a melhor maneira de usar as delações para dar impulso às investigações. Em 23 de fevereiro de 2015, o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa, escreveu a Carlos Fernando dos Santos Lima, que conduzia as negociações com a Camargo Corrêa, e sugeriu que aproveitasse uma reunião com Moro para consultá-lo sobre as penas a serem propostas aos delatores.

“A título de sugestão, seria bom sondar Moro quanto aos patamares estabelecidos”, disse Deltan. As mensagens indicam que o procurador temia, além da reação do juiz, os danos que a Lava Jato sofreria se os benefícios concedidos aos executivos fossem vistos pela opinião pública como excessivos.

Na avaliação de Carlos Fernando, o mais importante era que as informações obtidas com os delatores da Camargo Corrêa abririam frentes de investigação novas e promissoras – e isso, segundo ele, justificava a proposta de redução das penas previstas para seus crimes. “O procedimento de delação virou um caos”, disse Carlos Fernando ao responder à mensagem de Deltan. “O que vejo agora é um tipo de barganha onde se quer jogar para a platéia, dobrar demasiado o colaborador, submeter o advogado, sem realmente ir em frente.” 

Para Carlos Fernando, era preciso pensar no longo prazo, além do acordo com a Camargo Corrêa. “Não sei fazer negociação como se fosse um turco”, disse. “Isso até é contrário à boa-fé que entendo um negociador deve ter. E é bom lembrar que bons resultados para os advogados são importantes para que sejam trazidos novos colaboradores.”

Embora a lei garanta ao Ministério Público autonomia para negociar, Deltan achava arriscado desprezar a opinião de Moro e queria que o colega desse mais atenção ao juiz. No dia 25, o chefe da força-tarefa voltou a manifestar sua preocupação. “Vc quer fazer os acordos da Camargo mesmo com pena de que o Moro discorde?”, perguntou a Carlos Fernando. 

“Acho perigoso pro relacionamento fazer sem ir FALAR com ele, o que não significa que seguiremos”, acrescentou. “Podemos até fazer fora do que ele colocou (quer que todos tenham pena de prisão de um ano), mas tem que falar com ele sob pena de ele dizer que ignoramos o que ele disse”, acrescentou.

As mensagens são reproduzidas tal qual aparecem nos arquivos obtidos pelo Intercept, mantendo eventuais erros de digitação e normas da língua portuguesa.

A opinião de Moro foi respeitada. Com a assinatura dos acordos, dois dias depois, ficou acertado que os dois executivos da Camargo Corrêa, Dalton Avancini e Eduardo Leite, que estavam presos em Curitiba em caráter preventivo havia quatro meses, sairiam da cadeia com tornozeleiras e ficariam mais um ano trancados em casa.

Na audiência em que homologou os termos da delação de Avancini, em fevereiro, Moro afirmou que seus depoimentos acrescentaram pouco ao que os investigadores já sabiam e foram omissos sobre casos que eram objeto de ações judiciais em outros estados. “É possível que o acusado em questão desconheça esses fatos”, afirmou o juiz, de acordo com o termo da audiência. “Entretanto, também é possível que não tenha sido totalmente verdadeiro.” Após ouvir apelos de Carlos Fernando e da defesa de Avancini, Moro decidiu homologar a delação.

Para dois advogados que acompanharam as negociações com a Camargo Corrêa e seus executivos nessa época, não há dúvida de que Moro ignorou os limites da lei ao impor pena mínima como condição para homologar os acordos dos delatores e, depois, ao questionar o conteúdo dos depoimentos de Avancini. Os advogados disseram que dificilmente os executivos da Camargo Corrêa teriam aceitado cooperar com a Lava Jato sem ter alguma garantia de que os acordos receberiam o aval do juiz, segurança que só foi possível obter com as conversas que os procuradores tiveram com Moro durante as negociações.

Em julho de 2015, Moro condenou Avancini e Leite pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, num processo que tratava da corrupção na Petrobras. Na sentença, reconheceu a relevância das informações fornecidas pelos delatores e aplicou as penas acertadas pelo Ministério Público com eles. As mensagens analisadas pela Folha e pelo Intercept indicam que, com o tempo, a interferência do juiz passou a ser vista com naturalidade pelos procuradores. 

Isso ficou claro em agosto de 2015, quando o caso de Avancini foi lembrado num grupo do Telegram que reunia integrantes da força-tarefa de Curitiba e da PGR. “Moro tem reclamado bastante, mas ao final sempre concorda com a nossa proposta”, escreveu o procurador Paulo Roberto Galvão (Curitiba) ao responder a um colega que perguntou sobre casos em que o juiz teria rejeitado acordos de delação por considerar fracas as provas apresentadas.

Galvão acrescentou que Moro tinha implicado recentemente com outro colaborador, o ex-gerente da Petrobras Eduardo Costa Vaz Musa. Mas outro membro da força-tarefa, Orlando Martello, disse que o problema estava sendo resolvido. “Estão reforçando os depoimentos para superar a questão, mas ainda não foi homologado”, escreveu.

Seis meses depois, quando um terceiro executivo da Camargo Corrêa, João Ricardo Auler, fechou acordo de delação premiada e era preciso decidir em que instância ele seria submetido a homologação, Deltan consultou Moro. “Vejo vantagens pragmáticas de homologar por aqui, mas não quisemos avançar sem sua concordância”, disse o procurador.

Moro respondeu que era indiferente à questão, mas queria saber os termos do acordo com o empreiteiro mesmo assim. “Para mim tanto faz aonde. Mas quai foram as condicoes e ganhos?”, perguntou ao chefe da força-tarefa no Telegram. “Vou checar e eu ou alguém informa”, respondeu Deltan.

Dalton Avancini e Eduardo Leite foram condenados por Moro a 16 anos e 4 meses de prisão. Graças aos benefícios obtidos com a delação, cumpriram um ano de prisão domiciliar em regime fechado e mais dois em regime semiaberto, com recolhimento obrigatório à noite e nos finais de semana. Moro homologou o acordo de Eduardo Musa em setembro de 2015.

Fonte: Portal Vermelho com informações da Folha de S.Paulo

Gestão do prefeito Edivaldo promove capacitação para aprovados em concurso para a Assistência Social

Quarta-feira, 17/07/2019 

Aprovados no concurso para a área da Assistência Social, promovido pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, estão participando nesta semana, até sexta-feira (19), de uma capacitação para melhor integração e aprofundamento do trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Entre os convocados,  estão profissionais das áreas de Serviço Social, Direito e Psicologia. A capacitação faz parte da política de valorização do servidor, desenvolvida pela gestão municipal, e tem contribuído para qualificar ainda mais os serviços públicos oferecidos à população.  

A gestora da pasta, Andreia Lauande além das boas vindas, discorreu sobre a conjuntura atual da política de Assistência e convidou os aprovados a se apaixonarem pelo trabalho. “Diante das adversidades que as políticas públicas enfrentam desde 2015 com congelamento e cortes de recursos, de uma crise econômica e da ausência de concursos, o prefeito Edivaldo priorizou essa política e promoveu este concurso, que é apenas o segundo na história da Semcas. Espero que vocês se apaixonem por esse trabalho como nós”, explicou a secretária, que também faz parte do quadro de servidores efetivos da secretaria.

Na abertura da capacitação, terça-feira (16), os servidores concursados foram recepcionados com um café da manhã e participaram de atividades como a palestra sobre “Pobreza” com a mestra em Políticas Públicas e professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Carla Serrão. Ao longo da semana, eles irão se aprofundar mais no Sistema Único da Assistência Social (SUAS), a partir dos níveis de proteção social, compreender como o SUAS está estruturado e as demais áreas que dão suporte para o pleno desenvolvimento das atividades fins.

O advogado Vinicius Amorim, lotado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da região Sol e Mar tem sua primeira experiência profissional na política de Assistência Social. “Minha história profissional está mais consolidada na área de contratos, licitações e convênios, agora eu passo a atuar no Creas, com um público que inclui adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e em liberdade assistida, um novo desafio na minha carreira. Considero importante essa capacitação, porque alguns, assim como eu, tem contato pela primeira vez com essa área”, afirmou Vinícius.

Os convocados serão distribuídos nas unidades que compõem a Semcas – 20 Centros de Referência e Assistência Social (Cras), cinco Centros de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), dois Serviços Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop) e cinco Casas Abrigo.

Bolsonaro barra parceria que fornece remédios para 30 milhões de pessoas

17-07-2019 Quarta-feira

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) promoveu mais um duro golpe contra a saúde do povo brasileiro. Só nas últimas três semanas, já foram suspensos contratos com sete laboratórios públicos nacionais que produzem 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo reportagem do Estado de S. Paulo.

Esses medicamentos atendem a mais de 30 milhões de brasileiros e são produzidos por meio de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). O sistema funciona da seguinte forma: os laboratórios brasileiros fazem parcerias com os donos das patentes para produzi-los no país. Com isso, conseguem fornecer ao SUS com um valor em média 30% menor do que os praticados no mercado.

O deputado federal, Alexandre Padilha, que foi ministro da Saúde (Governo Dilma Rousseff) e participou da implementação do projeto considera a suspensão um retrocesso. Ele contextualiza que, além de fornecer medicamentos para doenças como câncer, diabetes e doenças inflamatórias, o sistema fomenta o desenvolvimento tecnológico do país, gera empregos e garante a autonomia nacional frente a indústriafarmacêutica internacional.

Como exemplo das questões mercadológicas, Padilha cita o exemplo da vacina para a febre amarela que, por ser produzida no Brasil, pôde ser distribuída com mais facilidade com o aumento da doença que teve dois surtos entre 2016 e 2018.

Com a medida, o governo Bolsonaro coloca em risco 30 milhões de brasileiros que recebem as medicações, o SUS que provavelmente vai ter que adquirir medicamentos mais caros a longo prazo e coloca em risco a nossa soberania na produção de medicamentos

O caos da saúde com Bolsonaro

A lista de medidas desastrosas do governo contra a saúde é crescente. Antes mesmo de tomar posse, Bolsonaro criticou o programa Mais Médicos, causando a saída dos profissionais cubanos que atendiam famílias mais pobres no Brasil.

Bolsonaro é o governo do menos médicos, menos medicamentos, menos cuidado e mais vidas sofrendo no nosso país – critica Alexandre Padilha.

O caos da saúde pública inclui também: enfraquecimento da estrutura que combate a HIV/Aids no Ministério da Saúde; mudanças na política de saúde mental; redução da distribuição de vacinas – como por exemplo a tetravalente que foi introduzida no governo Dilma e o desmonte da assistência farmacêutica, lista o deputado.

Diante desse cenário, Padilha alerta que o governo Bolsonaro é uma ameaça a vida dos brasileiros. E cita uma pesquisa que mostra que, se as coisas não mudarem, o número de mortes consideradas evitáveis vai aumentar em 100 mil casos no país até 2030.

Ameaça ao SUS

Outro estudo realizado por 15 pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e Reino Unido afirma que o governo Bolsonaro ameaça os 30 anos de legado do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa foi publicada em uma das revistas científicas mais importantes do mundo, The Lancet, e divulgada pela Revista Piauí.

Os pesquisadores afirmam que, além do sucateamento de recursos, as políticas também apresentam retrocessos. Como exemplo, cita a flexibilização do posse e porte de armas – uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro que tende a aumentar o número de homicídios no país.

Da Redação da Agência PT de Notícias

Márcio Jerry: “Ao reagir cinicamente, Moro desdenha da Justiça”

Após a nova leva de revelações dos diálogos promíscuos entre Deltan Dallagnol e os procuradores da Lava Jato, a defesa do afastamento do atual ministro da Justiça, Sérgio Moro ganhou força. Para o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), a decisão, inclusive, poderia colaborar com a continuidade da Operação. 

“Sou grande defensor da atuação do Judiciário, mas essa atuação ilegal e imoral de Sérgio Morou feriu a Lava Jato e fragilizou as necessárias ações contra quaisquer formas de corrupção. Convém um pouco de reflexão de sua parte e afastamento do Ministério da Justiça”, afirmou o parlamentar do Maranhão em um pedido lançado no Twitter.

Na terça-feira (16), o jornal Folha de S. Paulo trouxe a revelação de um diálogo em que Deltan diz a Moro que pediu passagens e hospedagem para sua família no Beach Park, no litoral cearense, para dar palestra anticorrupção, além de comemorar com o então juiz por não ser investigado sobre o assunto. Ontem, a Rádio Band News também mostrou que Deltan quis pagar um comercial na Globo com dinheiro público e pediu a verba para Moro, que concordou com a ideia.

“O Ministro Sérgio Moro tenta disfarçar naturalidade diante das revelações que o desmascaram e o revelam criminoso. Reage cinicamente, desdenhando a Justiça”, completou Márcio Jerry.

Apesar de mais um escândalo que abala a alta cúpula da operação Lava Jato e um dos principais ministros de Jair Bolsonaro (PSL), Moro usou o Twitter para afirmar que não vê nada de mais nos diálogos. “Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza”, ironizou.

Em meio às polêmicas, foi novamente alvo de crítica ao fazer uso de licença, sem dar maiores esclarecimentos. Paralelo a isto, Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, exigiu que a Polícia Federal informe se existe alguma investigação contra o jornalista Glenn Greenwald, que deu luz ao caso, publicando os diálogos inicialmente no site The Intercept Brasil.

A investigação contra Glenn, aliás, que feriria a constitucional liberdade de imprensa, foi um questionamento do próprio deputado Márcio Jerry, que também é jornalista, ao Ministro da Justiça em uma sabatina que ele participou na Câmara dos Deputados no dia 2 de julho. Sérgio Moro, porém, se esquivou da resposta.

 Fonte: Portal Vermelho

Congressistas repudiam e veem crime no corte de medicamentos do SUS

Fonte: Portal Vermelho 17-07-2019 Quarta-feira

O Estado de S. Paulo divulgou nesta terça-feira (16) a lista dos medicamentos de alguns dos principais laboratórios do país: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp. Os remédios são distribuídos gratuitamente para cerca de 30 milhões de pacientes. 

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) considerou a medida um crime. “Remédios fundamentais para a vida de milhares de pessoas serão cortados. Um governo comprometido com a morte”, disse ele.

A líder da Minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), diz que o governo Bolsonaro está na contramão de tudo ao suspender contratos com laboratórios públicos que produzem medicamentos para pacientes com sérios problemas.

Vice-líder da Minoria, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), afirmou que depois da educação Bolsonaro agora na saúde pública brasileira. “O objetivo? A desconstrução do SUS”, considerou.

Para o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) suspender a fabricação de 19 medicamentos é de uma desumanidade absurda, algo de gravíssimas repercussões. “Mais uma boçalidade do Jair Bolsonaro contra o povo brasileiro”, disse.

O senador Paulo Paim (PT-RS) alertou que os pacientes dependem da medicação, a maioria com câncer, diabetes e transplantados. “O descaso com a saúde da população é uma constante. Há uma clara intenção de sucatear o sistema para privatizá-lo”, protestou.

Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), com a medida o governo Bolsonaro não deixa dúvida que “odeia os pobres”.

“Um governo do atraso, da irresponsabilidade, e de um ataque brutal e desmedido contra a população brasileira”, protestou a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP).

Parlamentares reagem ao desmonte de Bolsonaro na Educação

17-07-2019 Quarta=feira

Apesar de negar possíveis cobranças de mensalidades de estudantes das universidades federais neste fim de semana, as medidas adotadas por Abraham Weintraub, à frente do Ministério da Educação (MEC), foram alvos de uma enxurrada de críticas de parlamentares.

Em dois dias, além de mudanças nos regimes de universidades, reportagens de diferentes veículos apontaram o esvaziamento dos investimentos direcionados à educação básica pública durante os primeiros seis meses de gestão.

O vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry externou sua indignação nas redes sociais. “Impressiona o desprezo de Jair Bolsonaro pela educação. Expele raiva da educação pública, a persegue, diminui recursos.

Expressa toda a sua mediocridade e obscurantismo ao colocar a educação como inimiga”, comentou em um tuíte. Autor de um Projeto de Lei que tenta impedir o corte e a suspensão de bolsas de pesquisas, Jerry afirmou que é preciso reagir nas ruas, escolas e parlamento contras as decisões.

Também pelo Twitter, Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que não bastou a Bolsonaro cortar recursos dos jovens do Institutos Federais e das Universidades. Não bastou cortar bolsas de mestrado e doutorado, Bolsonaro elegeu a educação como inimiga nº1 de seu desgoverno. “O semeador da ignorância quer tirar também as escolas das crianças. Quer levar o Brasil a um apagão educacional”, disse.

Para a vice-líder da minoria, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o governo não tem compromisso com o futuro de crianças e jovens. “Um governo que não investe em educação e que persegue os professores, não têm nenhum compromisso com o futuro do país”, salientou.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) reiterou crítica que para aprovar a cruel reforma da Previdência, Bolsonaro recorreu a compra de votos, com a liberação de emendas parlamentares. “Decisão 1: Bolsonaro distribui bilhões à deputados para aprovar a Reforma da Previdência. Decisão 2: Bolsonaro corta dinheiro para construção de creches, alfabetização e ensino técnico”.

No domingo (14), uma outra matéria publicada pelo Valor apontou a convocação feita pelo MEC, a fim de tornar pública a Reforma Administrativa que fará com que Universidades Públicas deixem ser Autarquias e passem a ser subordinadas ao regime jurídico de direito público. A reunião está marcada para esta quinta-feira (18), durante o lançamento do Programa “Future-se”.

 Fonte: Folha de S. Paulo / Brasil 247, via PCdoB na Câmara

Com Passeio Serenata, Férias Culturais leva público às ruas do Centro Histórico nesta quarta-feira (17)

17-07-2019 Quarta-feira

Como parte do programa Férias Culturais, da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, a Prefeitura de São Luís, promove nesta quarta-feira (17) mais uma edição do Passeio Serenata que trará novos personagens – barões e realeza – o que vai tornar o espetáculo ainda mais bonito. A ação leva o público às ruas do Centro Histórico e proporciona aos participantes um mergulho na história da cidade. O ponto de partida do passeio será na Praça Benedito Leite, no Centro Histórico, a concentração tem início às 19h. A Praça Benedito Leite, o Largo da Sé, a fachada da sede da Prefeitura, o Palácio dos Leões, o Beco Catarina Mina e as ruas do Centro Histórico da cidade se transformaram em cenários para receber atores e atrizes que ressaltaram a riqueza cultural do Maranhão.

O Passeio Serenata, coordenado pela Secretaria Municipal de Turismo (Setur), mistura teatro, música e literatura para evocar o passado glorioso da cidade de São Luís. Personagens marcantes dos séculos XVII e XVIII, trajados com roupas que remetem diretamente ao visual da época em que predominava o codinome de Athenas brasileira na capital maranhense, contam a história da cidade de modo a atrair a atenção do público para a narrativa.

Durante o percurso são citadas de maneira sucinta e didática passagens da história e seus monumentos com Igreja da Sé, Palácio de La Ravardière (sede da Prefeitura), Palácio dos Leões (sede do executivo estadual) e Capitania dos Portos. A partir da Praça Benedito Leite, o cortejo segue para a região da Avenida Pedro II, passando pela Rua de Nazaré, Rua Portugal, Beco Catarina Mina, Rua de Nazaré, Rua Portugal e Praça Nauro Machado. O público se informa sobre diversas passagens da história, desde a fundação da cidade de São Luís.

Com auxílio de um guia de turismo e embalado por uma trilha sonora que privilegia a produção local, o Passeio Serenata é uma ótima oportunidade para adquirir conhecimento sobre passagens da historia da cidade e seus personagens mais ilustres. As histórias da cidade apontam curiosidades e fatos sobre as ruas, casarões e todo o acervo arquitetônico da cidade, que renderam à capital maranhense o título de Patrimônio da Humanidade. Com atividades como essa, o programa Férias Culturais tem atraído a atenção de turistas e despertado interesse de pessoas da população da ilha e interior do estado.

FÉRIAS CULTURAIS

O programa Férias Culturais é composto por uma série de atividades desenvolvidas conjuntamente pelas secretarias municipais de Cultura e Turismo. Roteiro Reggae, Passeio Serenata, Sarau Histórico e Arte na Praça fazem parte da programação. A programação do Férias Culturais vai até o dia 31 de julho com as seguintes atividades: 

Dia 18 (quinta-feira)

• Conheça São Luís

16h, com saída da Praça Benedito Leite

Dia 19 (sexta-feira)

• Arte na Praça: Cantinho do Choro

18h, na Praça da Mãe d’Água

Dia 20 (sábado)

• Arte na Praça: Pão com Ovo

19h, no Complexo Deodoro

Dia 21 (domingo)

• Feirinha São Luís

8h às 15h, na Praça Benedito Leite

• Arte na Praça: Banda Carrossel Encantado e recreação infantil

17h, no Complexo Deodoro

Dia 24 (quarta-feira)

• Sarau Histórico

19h, no Complexo Deodoro

Dia 25 (quinta-feira)

• Conheça São Luís

16h, com saída da Praça Benedito Leite

Dia 26 (sexta-feira)

• Arte na Praça: Apresentação cultural

18h, na Praça da Mãe d’Água

Dia 27 (sábado)

• Arte na Praça: Apresentação cultural

19h, no Complexo Deodoro

Dia 28 (domingo)

• Feirinha São Luís

8h às 15h, na Praça Benedito Leite

• Arte na Praça: Apresentação cultural

16h, no Complexo Deodoro

Dia 31 (quarta-feira)

• Passeio Serenata

19h, com saída da Praça Benedito Leite

“Fui muito bem atendido aqui”, diz paciente sobre Hospital do Servidor

17-07-2019 Quarta-feira

É com um sorriso no rosto que o senhor José Ribamar, servidor em um dos órgãos do Governo do Maranhão, foi atendido no Hospital do Servidor. Ao lado da técnica de enfermagem Vanessa Mesquita, Seu José recebeu as orientações sobre os exames cardiológicos, uma das novas especialidades oferecidas pelo hospital.

“O hospital está ótimo, fui muito bem atendido aqui. Pensei que estava em uma clínica particular de tão bem que me trataram. Foi ótimo”, disse o servidor.

A segunda etapa de obras foi entregue na manhã de terça-feira (16), pelo Governador Flávio Dino e a presença do secretário de Estado da Infraestrutura (SINFRA), Clayton Noleto, da Saúde (SES), Carlos Lula, e a secretária de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep), Flávia Alexandrina Moura, além de representantes da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).

Em seu discurso durante a solenidade, o Governador Flávio Dino enfatizou a importância do cuidado ao servidor do Estado. “Quando valorizamos o servidor, valorizamos toda a sociedade, pois o servidor trabalha pelo bem coletivo de todos os maranhenses e com isso vamos avançando para ter aquilo que desejamos”, disse.

Após a segunda etapa de obras finalizada, a nova estrutura possui ambientes especializados para realizar todos os procedimentos necessários em 14 áreas médicas, funcionando de segunda a sábado, com serviços de agendamento de consulta para mais comodidade e conforto.

O secretário de Estado da Sinfra, Clayton Noleto, também comentou sobre as obras da terceira e última etapa que estão em andamento. “Sob o comando do governador Flávio Dino estamos hoje possibilitando uma maior abrangência ao atendimento médico dos servidores. Nós continuamos com a terceira etapa em andamento e em breve essa obra em toda sua amplitude será concluída para melhor atender aos servidores, completou.

Prefeito Edivaldo Holanda Junior autoriza convocação de mais 64 aprovados no concurso para Educação

17-07-2019 Quarta-feira

O prefeito Edivaldo Holanda Junior autorizou a convocação de mais 64 aprovados no concurso para a área da Educação. A convocação beneficia os mais de 100 mil alunos da rede municipal de ensino e integra um conjunto de ações implementadas pelo prefeito Edivaldo, que inclui investimentos tanto em infraestrutura quanto em melhorias na qualidade do ensino. Os editais já foram publicados no Diário Oficial do Município, disponíveis no portal da  Prefeitura de São Luís – http://www.saoluis.ma.gov.br/

“Enquanto outras cidades vivem crise e demitem, a Prefeitura de São Luís segue realizando concursos e convocando novos servidores aprovados. Somente este ano, a nossa gestão já convocou 443 aprovados e classificados em três concursos públicos promovidos para as áreas da Educação, Fazenda e Assistência Social. Isso é valorização do servidor público e melhoria dos serviços prestados à população”, disse o prefeito Edivaldo.  

Para os cargos de magistério estão sendo convocados 35 professores para atuação na zona urbana nas especialidades de Educação Infantil e Suporte Pedagógico. Já para os cargos de Técnico Municipal estão sendo convocados 29 aprovados para vagas de Técnico Municipal de Nível Superior nas especialidades de Engenharia Civil, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Terapia Ocupacional e de Nível Médio para área de Cuidador Escolar.

Em abril deste ano, seguindo com as ações para garantir um ensino público de qualidade, a Prefeitura de São Luís convocou 268 professores, 31 cuidadores para Educação Especial e 10 monitores do transporte escolar aprovados no último concurso público para a área da Educação. 

Considerando o Programa de Valorização do Servidor Público, a gestão do prefeito Edivaldo segue conduzindo melhorias na gestão de pessoas através do planejamento e execução de concursos públicos, prorrogação de prazos e convocação de candidatos aprovados para provimento de vagas no município. Entre os concursos realizados, destacam-se ainda convocações para Assistência Social, Controladoria e Procuradoria Geral do Município e a posse recente de novos 18 auditores fiscais de tributos aprovados para Secretaria Municipal da Fazenda.

De acordo com a secretária municipal de Administração, Mittyz Rodrigues, a continuidade das convocações segue o planejamento responsável do município com o reforço do quadro funcional. “O preenchimento das vagas abertas por concurso público representa o compromisso da gestão com a execução do edital, que objetiva incrementar o quadro de servidores com profissionais qualificados em cargos de carreira. A iniciativa certamente contribui para a qualificar ainda mais os serviços públicos oferecidos à população” , destaca a titular da pasta.

DOCUMENTAÇÃO

Os novos convocados para área da Educação devem comparecer, conforme quadro indicativo com data e horário individuais constantes nos respectivos Editais de Convocação, primeiramente à Perícia Médica do Município para apresentação e homologação dos resultados dos exames admissionais (originais e cópias) e em seguida à Secretaria Municipal de Administração (Semad), na Central de Atendimento ao Servidor – CEAT, para apresentação dos documentos exigidos, obedecendo a ordem de chegada ao início do atendimento.

A listagem geral de exames laboratoriais e complementares e a relação de documentos exigidos constam nos Anexos I e II dos respectivos editais de convocação. A documentação de todos os convocados deverá ser apresentada, integralmente, copiada em duas vias, estando acompanhadas dos respectivos originais para efeito comprobatório. Ainda de acordo com o edital, o não comparecimento nos prazos determinados para apresentação da documentação exigida, implica automaticamente no impedimento de sua nomeação.

Os candidatos com deficiência deverão comparecer à Perícia Médica, munidos de laudo (original ou cópia autenticada) circunstanciado que ateste a espécie e o grau de deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID). Não haverá segunda chamada, seja qual for o motivo alegado para justificar o atraso ou a ausência do candidato.

Se a deficiência do candidato não se enquadrar na previsão do artigo 43 do Decreto Federal n° 3.298/1999, o candidato será eliminado da lista de candidatos com deficiência e passará a figurar apenas na lista geral por cargo/Categoria Profissional em igualdade de condições com os demais candidatos. Além do laudo específico, o candidato deverá atender à listagem geral de exames.

Todos os editais de convocação estão disponíveis no portal www.saoluis.ma.gov.br/semad no menu lateral Concursos Públicos.