Arquivo mensal: maio 2019

Mobilidade urbana é tema de audiência pública nesta terça na Alema

A Comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa irá realizar, nesta terça-feira (7), às 15h, uma audiência pública com o objetivo de debater soluções para um dos principais problemas da capital maranhense: a mobilidade urbana na região metropolitana de São Luís.

Com mais de um milhão de habitantes, as deficiências das vias públicas da cidade atingem a todos sem exceção, pedestres, ciclistas, motoristas e pessoas com deficiência. Os problemas vão desde vias constantemente esburacadas, sinalização de trânsito deficiente ou inexistente, faixas de pedestre apagadas, calçadas quebradas e poucos pontos de acessibilidade para pessoas com deficiência. A audiência discutirá, também, as consequências, como o número de vítimas de acidentes de trânsito, as políticas existentes sobre o trânsito na região metropolitana e os custos sociais decorrentes destes problemas.

O deputado Duarte Jr. (PCdoB) afirma que as melhorias dessas questões irão obedecer ao direito de ir e vir e ao direito de locomoção, bem como assegurar o respeito ao dinheiro do contribuinte. “Hoje, milhares de estudantes e trabalhadores chegam atrasados, perdem minutos e horas preciosas presos no trânsito, isso não é justo”, avalia Duarte. “Uma infraestrutura de trânsito adequada facilita o cotidiano de todos, além de trazer mais segurança para todos, que poderão circular pela cidade sem correr riscos desnecessários”, completa.

Participarão da audiência representantes da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Detran/MA, Secretaria de Trânsito e Transportes de São Luís (SMTT), Secretaria de Mobilidade Urbana de Paço do Lumiar, Secretaria de Transporte Coletivo, Trânsito e Defesa Social de São José de Ribamar (SEMTRANS), Secretaria de Infraestrutura e Transporte de Raposa, Secretarias de Obras e Serviços Públicos do Município de São Luís (SEMOSP) e outros órgãos. A audiência é aberta à participação popular.

Deputada Thaiza discute demandas da região da baixada com secretário de Saúde, Carlos Lula

Projetos, ações municipais e demandas da região da baixada maranhense foram os pontos discutidos pela deputada Dra. Thaiza, prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, e o secretário municipal Fred Lobato, durante reunião com o secretário de estado de Saúde, Carlos Lula.

A deputada Dra. Thaiza, idealizadora do Programa Alô Bebê, implantado e mantido pela Prefeitura de Pinheiro, reforçou a necessidade de expansão dessa assistência às gestantes, que na região conta com equipe médica especializada tanto para as mães quanto para os bebês, reduzindo os índices de mortalidade materno infantil.   

“O prefeito Luciano implantou o programa, tomou para si a responsabilidade daquela região, sabendo da necessidade que as gestantes da baixada tem passado, e isso já resultou em mais de seis mil atendimentos em quase um ano de serviços prestados, dados positivos e que chamam a atenção do estado. Então, saímos daqui muito satisfeitos com a reunião, ouvindo do secretário Lula que o governador Flávio Dino é sensível à implantação da maternidade de alto risco e que beneficiará toda a região”, disse a deputada.

Pinheiro é o município referência para dezenas de cidades da região e o prefeito Luciano vem realizando um trabalho além da sua capacidade para garantir o acesso de milhares de baixadeiros aos serviços especializados de saúde.

“Nós atendemos mais de 40 municípios da baixada maranhense e somos pactuados apenas com 17, ou seja, apenas 17 ajudam com o custeio pela assistência que damos na saúde. No entanto, não podemos deixar nossa região peregrinar pelo Maranhão, e por isso não medimos esforços para garantir o atendimento. E um dos pontos definidos aqui nesta reunião foi a implantação da UCI neonatal, voltada para o alto risco, no Hospital Materno Infantil de Pinheiro, que vem atendendo toda a região e recebendo demanda constante”, destacou o Prefeito Luciano.

Comissão de Assuntos Municipais volta a discutir problema dos abatedouros no Maranhão

A Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa do Maranhão retomou, nesta terça-feira (7), a discussão sobre a atual situação dos abatedouros clandestinos no Maranhão. Da nova reunião participaram os deputados Dr. Yglésio (PDT), que é presidente da Comissão e autor da proposta para tratar do assunto; César Pires (PV); Antônio Pereira (DEM); Ciro Neto (PP); Wendell Lages (PMN); Carlinhos Florêncio (PCdoB); e Adelmo Soares (PCdoB).

Durante toda manhã, o problema dos abatedouros clandestinos foi discutido pelos parlamentares e representes de vários órgãos e entidades. O presidente da Comissão explicou que, para dar prosseguimento à discussão do assunto, foram convidadas as demais entidades envolvidas na questão, como o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Sindicato dos Servidores da Fiscalização Agropecuária, Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Vigilância Sanitária e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged).

Ao final, Dr. Yglésio anunciou que ficou decidido que será feito um grupo de trabalho, envolvendo os vários segmentos, em busca de resultados em benefício da saúde da população. De acordo com o presidente da Comissão, outra proposta é investir em campanhas de conscientização para esclarecer sobre as doenças decorrentes do consumo deste tipo de alimento, uma vez que a ignorância sobre o assunto ainda é grande junto à população.

Mais recursos

Outros deputados destacaram, também, a importância da realização da reunião e fizeram relatos de que vários municípios enfrentam problema de saúde pública por conta da comercialização de carnes oriundas de abatedouros clandestinos. O deputado Adelmo Soares, que foi secretário de Agricultura Familiar do Estado, e o deputado Carlinhos Florêncio defenderam parcerias para resolver o problema para que haja a valorização da cadeia produtiva e a saúde das pessoas.

Já César Pires enfatizou que os participantes lembraram que as Prefeituras não têm recursos para construir e para manter os abatedouros. O parlamentar defendeu que o Governo Estado banque os projetos, e que sejam apresentadas emendas de bancada ou individuais.

Dr. Yglésio recordou que, no dia 23 de abril, a Comissão de Assuntos Municipais iniciou a discussão acerca dos abatedouros no Estado do Maranhão, em reunião realizada na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa.

Situação dramática

Os representantes de órgãos e entidades fizeram relatos dramáticos sobre o grande problema de saúde pública enfrentado no interior do Estado, uma vez que, dos 217 abatedouros, apenas 20 estão regularizados. Vários relatos foram feitos, começando pela presidente da Aged, que defendeu a montagem de uma grande unidade, envolvendo todos os segmentos, para resolver o problema e com a finalidade de garantir a qualidade no fornecimento de alimentos de origem animal, através do combate ao abate clandestino.

De acordo com a presidente da Aged, a responsabilidade deve ser compartilhada com parcerias como com as Vigilâncias Sanitárias Municipais e elogiou a iniciativa da Comissão de Assuntos Municipais.

Outra que abordou a questão foi a engenheira agrônoma da Famem, Rita de Cassia Neiva, que lembrou que, desde o ano passado, são discutidas parcerias para garantir o abate de qualidade e que é preciso ter a população do lado dos gestores. Ela também contou que, para evitar que as populações fiquem contra as fiscalizações, investindo contra os fiscais, foram feitos vídeos mostrando os perigos do consumo de carne contaminada.

Cantor Emanuel de Jesus fará show de lançamento do álbum ‘Pratocar’, nesta sexta, no Artur Azevedo

O cantor e compositor maranhense Emanuel Jesus foi entrevistado no programa Café com Elda, da TV Assembleia. Ele falou sobre o show de lançamento do álbum “Pratocar”, em homenagem aos seus 18 anos de carreira, que acontecerá na próxima sexta-feira (10), no Teatro Artur Azevedo, com vários convidados.

O show tem o apoio da TV Assembleia e inclui, ainda, o videoclipe “Deixa Acontecer”, lançado nas redes sociais, dia 26 de abril, com ótima aceitação do público.

Em uma nova fase da carreira, o artista apresentará ao público um trabalho mais apurado, com uma sonoridade radiofônica, arranjos mais sofisticados e um repertório autoral que mistura o pop romântico, com samba, reggae e música com elementos eletrônicos, a exemplo de “Pratocar”, uma de suas composições que intitula o álbum e o show.

Na entrevista, Emanuel de Jesus ressaltou que o álbum traz nove faixas, entre inéditas e uma releitura, contando com canções de grandes compositores parceiros.

Com exceção da faixa “Pratocar”, que tem o arranjo e produção de Memel Nogueira, todo o trabalho foi arranjado e produzido por Israel Dantas, com mixagem e masterização de Marcus Lussaray.

O repertório da coletânea conta com “Pratocar” (Emanuel Jesus), “Deixa Acontecer” (Emanuel Jesus/Dommer), Agradeça (Mano Lopes), Teu Abraço (Glad Azevedo/Mano Borges), Mais eu Quero (Vavá Ribeiro), “Infinito” (Tatto Costa), “Beijo na Boca” (Erasmo Dibell), “Colher Estrelas” (Mano Lopes) e “Reggae a Paz” (Betto Pereira). 

O show  “Pratocar” contará, também, com as participações de Betto Pereira, Regiane Araújo, Anastácia Lia e Andrea Frazão. A direção musical terá a assinatura de Marcus Lussaray (guitarra e violões), e a banda será composta por Memel Nogueira (Acordeon e guitarra), Oswaldo Galvão (teclado), Davi Oliveira (baixo) e Nataniel Assunção (bateria).

Videoclipe

“Deixa Acontecer” é o single do álbum, composto pelo artista, em parceria com Dommer Lopes, escolhido para a produção do videoclipe dirigido pelo premiado cineasta Arturo Saboia.

O vídeo traz um roteiro leve, criativo e evolvente, com uma fotografia exuberante, em que a jovem e talentosa atriz Ana Beatriz Moraes contracena com o cantor. Na equipe, a jornalista Ellen Soares assina a produção do vídeo, que tem Jesus Perez na direção de fotografia e a assistência de Jonas Pires, além de make up de Kleber Lima e Rafael Kemps. Confira: https://youtu.be/zFIsF6wSBlk

Biografia

Emanuel Jesus é bacabalense, músico, cantor, compositor e comunicador, com graduação em Letras. Atualmente, compõe o grupo musical “Nosso Bailinho” e faz parte da equipe de profissionais da Diretoria de Comunicação, da Assembleia Legislativa do Maranhão, onde produz e apresenta o programa “Som do Povo”, na Rádio Assembleia. 

Aos 16 anos começou a tocar na noite e, aos 22, encarou o seu primeiro programa de rádio. Ao longo de sua carreira, com três Cds gravados – “Sonho Real”, autoral, “Folia de São João”, com o grupo Folia de Três, e o “Acústico MPB” – já participou de inúmeros projetos e festivais de música, como UNIREGGAE, festival promovido pela Universidade Federal do Maranhão, premiado com melhor música e intérprete.

Em 2005, representou o Maranhão na Alemanha, na Jornada Mundial da Juventude, e apresentou o show “Brasil Tropical”, na cidade de Eveswinkel. Estreou no cinema em junho de 2012, no longa-metragem “Flor de Abril” do diretor Cícero Filho participando do elenco e da trilha sonora. 

Show “Pratocar” com Emanuel Jesus e convidados

QUANDO: Dia 10 de maio, às 21h  

ONDE: Teatro Arthur Azevedo.

INGRESSOS: R$ 30,00

LOCAIS DE VENDA: Loja Santê (Shopping da Ilha), Razz Cabeleireiros (Golden Shopping) e na Bilheteria do Teatro Arthur Azevedo. 

Informações: (98) 98132-3086

Antônio Pereira destaca a reeleição de Othelino Neto para presidência da Assembleia

O deputado Antônio Pereira (DEM) participou da sessão extraordinária, realizada na manhã de segunda-feira (6), onde  Othelino Neto (PC do B) foi reeleito, por unanimidade, presidente da Assembleia Legislativa, no biênio 2021/2022, da 19ª Legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro de 2021.

Como relator do projeto de antecipação da eleição da Mesa Diretora na Comissão de Constituição e Justiça, Antônio Pereira disse que a reeleição de Othelino foi fruto de um entendimento, surgido a partir de muita discussão e de uma maturidade política, que buscou dar tranquilidade ao Poder Legislativo.

O democrata entende que a reeleição de Othelino traz tranquilidade e segurança ao povo do Maranhão, para que o Executivo faça seu trabalho e o Legislativo fortaleça sua independência. “Acima de tudo, a reeleição foi feita para fortalecer o povo deste grande Estado que é o Maranhão”, afirmou.

ESPÍRITO DE UNIDADE

Após a proclamação do resultado, Othelino Neto reafirmou o compromisso de manter a autonomia e a independência do Poder Legislativo, em harmonia com os demais Poderes constituídos, e salientou que a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia foi fruto de conversas, de debates e de entendimento.

“Foi opinião predominante de que este era o melhor momento de fazer a eleição. O  resultado demonstra espírito de unidade, respeitando as diferenças, a diversidade. Esse é, sem dúvida, o maior segredo para que a Assembleia continue dando uma grande contribuição para o Maranhão”, ressaltou Othelino Neto.   

A sessão extraordinária contou, também, com as presenças dos deputados federais Juscelino Filho (DEM) e Gil Cutrim (PDT), dos secretários de Estado, Marcelo Tavares (Casa Civil) e Rodrigo Lago (Comunicação Social e Assuntos Políticos), e do conselheiro Edmar Cutrim, do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Deputados destacam o consenso na eleição da nova Mesa Diretora da ALEMA

O consenso em torno da escolha dos nomes para compor a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa que atuará no segundo biênio da 19ª Legislatura, período de 1º de fevereiro de 2021 a 31 de janeiro de 2023, agradou os deputados, principalmente pelo fato de contar com a participação de todas as correntes que atuam no plenário da Casa. Eles afirmaram que a eleição se deu de forma coesa, por meio do diálogo com todos os líderes das bancadas.

O deputado Antônio Pereira (DEM) disse que foi um entendimento surgido a partir de muita discussão e maturidade, no sentido de dar tranquilidade e segurança ao povo do Maranhão.

A deputada Andreia Rezende (DEM) afirmou ser uma honra seguir fortalecendo a sua relação com o Parlamento Estadual e com a sociedade. “Fico imensamente grata pelo voto de cada um dos meus amigos. Sei da responsabilidade que é compor a Mesa Diretora desta Casa, e o quanto essa união vai nos proporcionar estar sempre mais próximo dos anseios de nossa população”, destacou.

O primeiro vice-presidente, Glalbert Cutrim, ao parabenizar a nova composição da Mesa, disse que estava muito feliz por sua recondução. “Meus agradecimentos a todos os nossos pares, em especial ao PDT. Hoje, eu escrevo mais uma linha na minha carreira política e, com fé em Deus, vou trilhar por muitos caminhos. Ele destacou o trabalho que o presidente Othelino Neto vem realizando em prol do Maranhão. “Todos sabem da minha amizade com o Othelino e, tenho certeza que ele vai continuar realizando um belo trabalho”.

O deputado Marco Aurélio (PC do B) destacou a importância da união da Assembleia Legislativa na condução da eleição. “Esta eleição foi de consenso, pois foi a partir do diálogo que chegamos a essa reeleição. Momento de equilíbrio que esta Casa vive. Momento que a Oposição tem vez e dialoga com todos os poderes. Sem dúvida, essa Casa sai fortalecida com essa eleição”, destacou Marco Aurélio.

O deputado César Pires (PV) fez questão de ressaltar a postura do atual presidente da Assembleia, que exercerá o cargo por mais um biênio. “Othelino Neto construiu o consenso por tratar com igualdade todos os parlamentares, independente das divergências políticas e partidárias. Teve habilidade e maturidade para encaminhar a eleição em chapa única, eleita por unanimidade”.

Foram eleitos para compor a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, biênio 2021/2022, os deputados Othelino Neto – PC do B (Presidente); Glalbert Cutrim – PDT (1º vice-presidente); Detinha – PR (2ª Vice-Presidente); Rildo Amaral – SD (3ª Vice-Presidente); César Pires – PV; 1ª Secretaria – DEM (1ª Secretaria); Dra. Cleide – PDT (2ª Secretaria; Pará Figueiredo – PSL (3ª Secretaria) e Paulo Neto (4ª Secretaria)

Rumo à greve geral, universidades vão paralisar atividades dia 15 de maio

Em qualquer cartilha de uma greve geral, sempre haverá um capítulo reservado à necessidade de realizar, antes da data da grande paralisação, assembleias e debates nos locais de trabalho, nas escolas, nos bairros e onde mais for possível, para convencer mais e mais pessoas a participarem. Interrupção das atividades em diferentes locais, quando possível, também são considerados fortes ingredientes para acender a chama.

No caso em questão, a chama para construir a greve geral do dia 14 de junho, convocada e aprovada em assembleia pelas centrais sindicais no ato do Primeiro de Maio, contra a reforma da Previdência e os desmandos do governo.

Essa lição já está sendo aplicada por estudantes, professores e servidores das universidades públicas, que prometem uma greve nacional do setor no próximo dia 15 de maio. Um pouco antes, dia 9, haverá assembleias em campi espalhados pelo país que, segundo lideranças, vão dar os toques finais para encaminhar a paralisação.

Os preparativos já vêm acontecendo há pelo menos dois meses, na forma de debates, aulas públicas, reuniões e assembleias locais, desde que o governo federal começou a acenar com perseguição a professores e alunos e promessas de extinção de cursos. Ameaças que se concretizam a partir de cortes, já anunciados oficialmente, no repasse de verbas para universidades e programas de pesquisas.

“É uma greve só da educação, por enquanto”, aposta Matias Cardomingo, coordenador-geral da Associação dos Pós-Graduandos da USP. “Ontem (terça-feira, dia 30) foi um marco na pauta da educação, com o corte de 30% das verbas de três universidades federais. Na nossa avaliação, mudou a leitura sobre as ameaças que o governo vinha fazendo de retaliação ideológica. As ameaças se concretizaram”, relata Matias, estudante de Economia. Ele também informa que as centrais com representação nas universidades já confirmaram engajamento na greve.

Na verdade, não são apenas três as universidades federais atingidas pelo corte do governo. Após ser duramente criticado por várias porções da sociedade brasileira pelo ataque à UnB, Federal da Bahia e Federal Fluminense anunciado na terça, o governo que mais se vangloria de odiar educação e cultura desde os tempos de Deodoro da Fonseca decidiu estender o corte de verbas a todas as federais.

Cortes anunciados pelo MEC incentivam mobilização

As ameaças do Ministério da Educação transformadas em ataque real vão favorecer a mobilização, de acordo com avaliação de Beatrice Weber, também estudante de Economia e integrante do DCE que representa os 65 mil estudantes de graduação de todos os cursos, em todos os campi, da USP.

“A mobilização no movimento estudantil já está muito firme desde a eleição do Bolsonaro. Antes, no segundo turno, já houve muito envolvimento dos estudantes na campanha, mesmo de gente que normalmente não se mobiliza”, conta ela. “O que eu acho é que essa concretização (das ameaças) mexe com os apáticos, aqueles que antes só colocavam um filtro #EleNão no facebook, agora não sentem medo de se posicionar, especialmente entre os estudantes”.

Beatrice revela também que o projeto Escola Sem Partido gera oposição unânime. “A autonomia dos professores é algo muito importante para eles. Professores que sabemos que são mais conservadores estão se posicionando abertamente contra o Escola sem Partido”.

Em São Paulo, há um componente a mais. A instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa para investigar as universidades estaduais é vista, segundo Matias, como “uma janela aberta para a caça às bruxas, de procurar pelo em ovo. Por tudo isso, a mobilização nas três universidades estaduais (além de USP, Unesp e Unicamp) estão bem consolidadas e a greve é muito mais certeira do que as projeções das consultorias econômicas de mercado, de acordo com os representantes do DCE da USP, que ontem participaram, com vários estudantes, do ato do Primeiro de Maio contra a reforma da Previdência.

Professores aprovam greve

Os professores universitários confirmam a disposição retratada pelos dois líderes estudantis. O Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) emitiu nota no dia 30 de abril em que critica duramente os cortes, justificados inicialmente pelo ministro da Educação por um suposto baixo desempenho das universidades e pelas “balbúrdias” que nelas estariam ocorrendo.

Com dados, o presidente do Andes-SN, Antonio Gonçalves, desmente o ministro e acusa o governo: “Para impor sua política educacional, que é uma política de retrocesso, de pensamento único, e de ataque aos direitos fundamentais, (o governo) elege como prioridade o contingenciamento de verbas das universidades, usando uma argumentação ilegal e inaceitável politicamente”, diz a nota.

O professor destaca que a categoria está alerta quanto às ameaças de perseguição política, como o incentivo de que alunos filmem e divulguem o comportamento de professores que contrariarem o elogio à ignorância e bestialidade do atual governo: Na nota, ele orienta a categoria “a buscar o sindicato diante de qualquer tipo de tentativa de ataque à liberdade de cátedra e à liberdade de expressão dentro dos espaços de trabalho”.

Por fim, conclama: “Consideramos fundamental, diante de todos esses ataques, que a categoria adira à greve geral da educação no dia 15 de maio, como preparatória para a greve geral de todos os trabalhadores e trabalhadoras do país. RUMO À GREVE GERAL (assim mesmo, com maísculas)”.

UNE (União Nacional dos Estudantes) afirma estar rodando todo o Brasil para ajudar na organização da greve, e que o movimento está maduro. A presidente da entidade, Marianna Dias, vê paralelo entre a greve e uma aula para o presidente.

“Nós precisamos provar para o Bolsonaro que a universidade é, sim, o local onde cabe esse tipo de coisa, onde cabe o contraditório. Nós queremos fazer a universidade ferver, pro Bolsonaro perceber que isso é normal. Vamos realizar assembleias ao longo da semana que vem, respeitando a autonomia de cada universidade, mas a disposição de fazer a greve é confirmada nos encontros com estudantes que temos feito por todo o Brasil”, conta a estudante de Pedagogia, que participou dos atos do Primeiro de Maio.

Assim, os estudantes e professores preparam o famoso “esquenta” para a greve geral do próximo dia 14 de junho, que pretende derrubar a proposta de mudanças na Previdência encaminhada pelo governo federal.

Por CUT

Reitores da Unicamp, USP e Unesp divulgam carta em defesa da ciência

Reitores das três universidades públicas estaduais de São Paulo –  USP, Unicamp e Unesp –divulgaram uma carta em apoio ao movimento de defesa da ciência brasileira. No texto, as universidades “manifestam seu integral apoio às ações organizadas pela comunidade científica nacional lideradas pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências e outras entidades, em defesa da pesquisa e contra os cortes de recursos para o sistema nacional de CT&I e educação superior”.

A carta destaca que as três universidades paulistas  respondem por mais de 35% da produção científica nacional, sendo responsáveis por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no país e ocupando lugar de destaque “no que diz respeito a inovações, bem como nos rankings internacionais de ensino superior”. “Considerando o grande destaque nacional no cenário científico e tecnológico, foi com grande surpresa e preocupação que estas instituições receberam a notícia sobre o corte de 42% nas despesas e investimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), anunciado em fins de março pelo governo federal, bem como cortes no financiamento de universidades federais anunciados pelo Ministério da Educação(MEC).”

Nesta segunda-feira (6), estudantes de instituições federais de ensino também realizaram protesto contra os cortes anunciados pelo governo. A manifestação foi realizada em frente ao Colégio Militar do Rio de Janeiro(CMRJ), no bairro do Maracanã, zona norte da cidade, onde o presidente Jair Bolsonaro estava para lançar um selo e uma medalha comemorativos dos 130 anos do CMRJ.

Confira abaixo a íntegra da carta do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP):

Carta de apoio ao movimento em defesa da ciência brasileira

Há muito que a Ciência deixou de ser uma preocupação exclusiva dos cientistas para tornar-se peça estratégica nos assuntos de Estado. Na chamada sociedade do conhecimento, onde a hegemonia política e econômica quase sempre é proporcional ao grau de independência científica e tecnológica, essa relação mostra-se ainda mais aguda.

Desde a década de 1950, a comunidade científica brasileira se esforça para consolidar uma política de Estado voltada para Ciência e Tecnologia. Datam desse período, por exemplo, a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que se tornaram fundamentais para o país. Atualmente, seria impossível imaginar que o Brasil consiga atender às principais demandas nacionais, com crescimento social e econômico, sem a atuação de instituições voltadas para a pesquisa científica.

As universidades públicas estaduais paulistas (USP, UNICAMP e UNESP) respondem por mais de 35% da produção científica nacional e são responsáveis por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no país. Elas ocupam lugar de destaque entre as universidades brasileiras no que diz respeito a inovações, bem como nos rankings internacionais de ensino superior. Considerando o grande destaque nacional no cenário científico e tecnológico, foi com grande surpresa e preocupação que estas instituições receberam a notícia sobre o corte de 42% nas despesas e investimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), anunciado em fins de março pelo governo federal, bem como cortes no financiamento de universidades federais anunciados pelo Ministério da Educação (MEC).

Surpresa, porque o atual governo chegou à Presidência da República acenando com a elevação nos investimentos em CT&I, passando dos atuais 1,5% do PIB para 3%, como ocorre na União Europeia. E preocupação porque, uma medida dessa natureza, implicará em consequências danosas não apenas para o sistema nacional de CT&I, mas para a sociedade como um todo. Setores estratégicos, como saúdeenergia e agricultura, por exemplo, certamente serão gravemente afetados se estas restrições orçamentárias não forem corrigidas.

Agências públicas federais de fomento que integram o sistema nacional de CT&I são fundamentais para o funcionamento das universidades, que dependem desses recursos para financiar suas linhas de pesquisa. É importante lembrar que 95% da produção científica brasileira é feita em universidades públicas, federais ou estaduais, e por institutos de pesquisa, como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Interromper o fluxo de recursos para estas instituições, assim como para as universidades, constitui um equívoco estratégico que impedirá o país de enfrentar muitos de seus desafios sociais.

As universidades estaduais paulistas, por meio do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP), manifestam seu integral apoio às ações organizadas pela comunidade científica nacional lideradas pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências e outras entidades, em defesa da pesquisa e contra os cortes de recursos para o sistema nacional de CT&I e educação superior, na expectativa de que a inegável contrapartida dada pelas instituições científicas brasileiras aos impostos pagos pelo contribuinte seja reconhecida e respeitada.

Conselho de Reitores da Universidades Estaduais Paulistas

Campinas, 4 de maio de 2019

Por Rede Brasil Atual

Olavo de Carvalho é um energúmeno apátrida, dizem militares

Matéria do jornal Valor Econômico diz que a nova onda de ataques do escritor Olavo de Carvalho contra o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, fez com que os demais militares que despacham no Palácio do Planalto iniciassem uma ofensiva para que o presidente Jair Bolsonaro se distancie do “guru”, que tem o apoio de seus filhos e de uma ala de integrantes do próprio Palácio do Planalto.

Segundo o texto, o movimento explícito veio com uma mensagem publicada pelo ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que despacha no Planalto como assessor especial do ministro Augusto Heleno. O general divulgou um texto no Twitter em que chama Olavo de Carvalho de “verdadeiro Trótski de direita”. 

Segundo o Valor, homem forte das Forças Armadas e respeitado pelos pares, Villas Bôas quis deixar claro que os militares não vão apanhar calados e que tentarão reforçar a imagem de que eles, sim, atuam com a missão de ajudar o país a se reestruturar. Na conversa de quase duas horas ontem com o presidente no Palácio da Alvorada, segundo interlocutores, Santos Cruz foi dialogar e tentar “ajustar o discurso” com o presidente, mas não deixou de mostrar a insatisfação com ataques que, na sua consideração, não colaboram em nada para o governo.

Hoje cedo, foi o ministro da GSI, general Augusto Heleno, que acompanhou Bolsonaro na viagem ao Rio. Segundo um general que despacha no Palácio do Planalto, Heleno será o “bombeiro dessa crise” cujo objetivo é “isolar Olavo de Carvalho”. Heleno é desde a campanha um dos principais conselheiros do presidente.

Energúmeno

Outro interlocutor salientou que Santos Cruz tem uma postura exemplar de militar e “não tem tempo de ficar de bate boca”. “Se sair o Santos Cruz, o presidente perderá um fiel escudeiro”, ponderou essa mesma fonte, salientando que não acredita que o ministro deixará a “missão”, afirma o Valor.

Outro militar de alta patente, diz o jornal, destacou que é preciso parar de “dar destaque a esse energúmeno” e lamentou a condecoração concedida semana passada pelo presidente a Olavo. Segundo essa fonte, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas como instituição irão se unir e deveriam demonstrar repúdio às declarações de Olavo, que ataca os generais. 

“É um apátrida que faz mal ao Brasil”, disse um general. Além de Olavo, segundo auxiliares, a relação do ministro com o novo secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, não está das melhores. Wajngarten é subordinado de Santos Cruz e tem apoio da família Bolsonaro. Os dois tiveram algumas divergências na elaboração da campanha da Previdência, mas Santos Cruz tenta minimizar os atritos com o novato no Planalto.

Gestão do prefeito Edivaldo fomenta a cadeia do turismo na capital com ações voltadas à geração de renda

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), realizará, de quarta-feira (8) ao dia 13 deste mês, uma capacitação gastronômica voltada para os moradores do bairro Desterro. As aulas têm como principal objetivo estimular o empreendedorismo a partir do conhecimento gastronômico, desenvolvendo a economia de São Luís com a oferta de mais comidas típicas na capital maranhense. A formação integra a política de geração de renda e fomento ao turismo implantada na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior. 

“Seguindo orientação do prefeito Edivaldo, nós buscamos propagar a produção de comidas típicas de São Luís proporcionando, ao mesmo tempo, a possibilidade do público empreender e aquecer a economia da cidade e fomentar a cadeia do turismo em nossa capital”, explica a secretária municipal de Turismo, Socorro Araújo.

Durante a capacitação, o público saberá mais sobre a formação da culinária ludovicense e sobre higiene na cozinha. Na prática, todos vão aprender a fazer os pratos Escondidinho de Jabiraca, Arroz de Marisco e Casquinha de Caranguejo. As aulas incluem ainda módulos sobre atrativos históricos, naturais, culturais, qualidade no atendimento, manipulação de alimentos e preparo, empreendedorismo e também um city tour para apresentar especificidades maranhenses. As aulas ocorrerão no auditório da Setur, localizado na Rua da Palma, N. 53 – Centro, a partir das 14h.

Os cursos e capacitações da oferecidos pela Prefeitura contribuem para a geração de renda, já que com uma nova habilidade aprendida, os moradores das regiões beneficiadas podem desenvolver atividades lucrativas, como no caso da gastronomia, criando pratos e vendendo de forma independente ou para algum estabelecimento comercial.