Arquivo mensal: maio 2019

Colégios militares proíbem alunos em Olimpíada de História

Matéria do jornal O Estado de S. Paulo informa que os 14 mil alunos do Sistema Colégio Militar foram proibidos de participar da 11.ª Olimpíada Nacional de História do Brasil. O Departamento de Educação e Cultura do Exército atribuiu a decisão ao fato de a o evento “não atender ao interesse da proposta pedagógica do Sistema Colégio Militar”. Representantes tiveram acesso ao conteúdo de algumas questões e consideraram inadequado para seus alunos. 

A competição é coordenada pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico. São várias etapas de prova, até a disputa final, programada para o segundo semestre, em Campinas.

Entre os pontos que desagradaram militares, segundo o Estado, estava o uso de palavrões em textos das questões. A proibição provocou indignação de estudantes. Eles ressaltaram que a medida destoa da conduta adotada nos colégios do sistema, que sempre foi o de incentivo à participação nesse tipo de competição.

Alunos atribuem a proibição à tentativa do departamento de evitarem que alunos do sistema tenham contato com questões que façam alusão ao período da ditadura militar. Professores foram encarregados de transmitir o comunicado da proibição para os alunos. Não foi informada qual a punição para aqueles que desrespeitarem a proibição e participarem das etapas de seleção.

Prefeituras do MA se mobilizam para dia de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

Prefeituras de todo Maranhão prepararam programação especial para o dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescente. A mobilização na data integra a campanha Faça Bonito. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no país através da lei nº 9.970, de 18 de maio de 2000.

A intenção das prefeituras maranhenses, que organizaram atividades especiais, é mobilizar, informar e sensibilizar a sociedade para que se integre à luta em defesa dos direitos das nossas crianças e adolescentes.

A data tem como marco histórico o crime bárbaro que entrou para a história do país e ficou conhecido como “Caso Aracelli”. Ocorrido em 18 de maio de 1973 na cidade de Vitória (Espírito Santo), vitimou Aracelli Crespo, uma menina de apenas oito anos de idade, raptada, estuprada e morta por jovens de classe média. O crime entrou para o grupo dos insolúveis e na ampliou a relação dos impunes.

De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos, é assustador o número de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país. Por isso, foi criada esta data com o intuito de ajudar a combater este mal que destrói a vida de milhares de jovens todos os anos.

Campanha promocional do São João de Todos é destaque na mídia nacional e digital

Faltando pouco mais de um mês para a programação oficial do São João já contabilizamos números expressivos da campanha promocional das festividades e dos polos turísticos maranhenses. O recém lançado vídeo publicitário apresentado pela maranhense e digital influencer, Thaynara OG, já contabilizou mais de 1 milhão de visualizações no canal do governo no youtube.

A campanha feita pelo Governo do Estado, por meio da agência Clara Comunicação, tem alcançado êxito, como explica o secretário adjunto de Estado da comunicação (SECAP), Daniel Merli. “Com a internet e os compartilhamentos da campanha – nas mídias sociais, whatsapp e outras plataformas – ultrapassamos as dezenas de milhões de views e temos um público sensibilizado para participar do São João de Todos, que se consolida como uma das maiores e mais tradicionais festas do país”, afirmou.

Além de veiculações em mídias sociais, blogs e sites locais, a campanha de divulgação das festas juninas tem sido vista em nível nacional nos canais GNT, Multishow, Globo News, Canal OFF e Canal Mais Globosat.

A partir do dia 16 de maio até 16 de junho, também teremos divulgação na TV Band para os estados do Nordeste: Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.

Painel promocional no Aeroporto de Brasilia. Foto: Divulgação

Para o secretário de estado do Turismo (Setur), Catulé Junior, a campanha fortalece a marca Maranhão Terra de Encantos. “Nossos os atrativos naturais dos polos turísticos de São Luís, Lençóis Maranhenses, Chapada das Mesas e Delta das Américas foram destaque no vídeo, além do nosso ativo cultural que também é riquíssimo. Durante a alta temporada e com o grande evento que é o São João, o fluxo de visitantes aumenta, aquecendo a economia local”, pontuou o gestor estadual.

São João do Maranhão

Além da programação oficial, que vai de 19 a 30 de junho, o São João de Todos em São Luís também vai ter dois dias de prévias, para aquecer os festejos. A festa será nos dias 14 e 15 de junho (sexta e sábado) na Praça Nauro Machado, no Centro Histórico.

Os arraiais oficiais serão no Ipem (Centro Social dos Servidores do Estado – Calhau), da Praça Maria Aragão (Beira-Mar) e da Praça Nauro Machado (Centro Histórico de São Luís).2

Programa Sol Nascente promove festa em homenagem ao Dia das Mães

Uma manhã inteira dedicada à “rainha do lar”. Foi assim a festa em homenagem ao Dia das Mães promovida pelo Programa Sol Nascente, mantido pelo Grupo de Esposas de Deputados do Maranhão (Gedema). O evento aconteceu hoje (18), na Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa, no município de Paço do Lumiar.

 As crianças e adolescentes celebraram a data com apresentações artísticas resultantes das oficinas de arte oferecidas pelo Programa Sol Nascente, onde eles têm aulas de violino, canto coral, sopro e de dança. Um dos momentos mais emocionantes da homenagem foi quando os alunos jogaram pétalas de rosas em suas respectivas mães, agradecendo e retribuindo o amor que delas recebem. Em seguida, todos se confraternizaram com um almoço especial.

Durante a festa, as homenageadas não conseguiram esconder a emoção que sentiam. “É uma emoção muito grande que estamos vivendo. Um momento especial em celebração ao nosso dia, todo ele feito por aqueles que mais amamos, ou seja, os nossos filhos. É realmente um presente carinhoso e que nos deixa emocionadas”, disse a atendente Liliane Dourado, mãe de aluno.

As coreografias e canções foram ensaiadas pelos alunos com a supervisão dos professores durante as oficinas que integram a programação do Programa Sol Nascente. No total, 148 crianças e adolescentes são atendidos. Todos eles são moradores do bairro Maiobão e de áreas adjacentes. Os alunos, entre outras coisas, também praticam esportes. “Participar do projeto é muito bom. Eu, pelo menos, adoro, pois pratico futebol e aprendo a tocar, o que é muito importante e divertido”, disse o aluno Yago Fernando Viana, de 10 anos.

Animada e contagiante

Segundo Cinthia Brito, coordenadora do Programa Sol Nascente, a festa em homenagem ao Dia das Mães aconteceu após a data oficial, mas nem por isso foi menos animada e contagiante. Ela disse que o evento foi organizado com muito carinho por toda a equipe, com total apoio da presidente do Gedema, Ana Paula Lobato.

“Nós só temos a agradecer a presença de todos e lembramos que a figura materna deve ser festejada todos os dias, não somente no Dia das Mães, que comemorado no segundo domingo do mês de maio. Mãe é amor, ternura e acolhimento, e é isso que procuramos proporcionar aos nossos alunos e às suas mães”.

Othelino Neto recebe deputados e senadora Eliziane Gama no Palácio dos Leões

Encerrando a agenda de governador em exercício do Maranhão, o deputado Othelino Neto (PCdoB) recebeu, nesta sexta-feira (17), a visita de cortesia da senadora Eliziane Gama (Cidadania), dos deputados federais Bira do Pindaré (PSB) e Márcio Jerry (PCdoB) e do deputado estadual Neto Evangelista (DEM). O secretário de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Rodrigo Lago, também acompanhou a visita.

Othelino Neto ressaltou que esses encontros simbolizam a harmonia, a confiança e a relação respeitosa que há entre os diversos agentes políticos do Maranhão. “Receber o presidente do meu partido, o deputado federal Márcio Jerry, bem como o deputado Bira do Pindaré, a senadora Eliziane Gama e o deputado Neto Evangelista me deixa muito feliz, pois são agentes políticos importantes. Um momento muito enriquecedor para a minha carreira política”, afirmou.

“Fiz questão de vir ao Palácio dos Leões para prestigiar meu amigo, deputado Othelino Neto, que está no exercício do cargo de governador do Estado, na ausência do governador Flávio Dino. Parabenizo-o por essa experiência, que é sempre marcante e honrosa para qualquer um de nós e, certamente, ele está aqui cumprindo a agenda rigorosamente, alinhado com o nosso governador e dentro daquilo que são os interesses do estado do Maranhão, declarou o deputado Bira do Pindaré.

O deputado federal Márcio Jerry manifestou alegria, como presidente estadual do PCdoB, pela interinidade da gestão do deputado Othelino Neto como governador do Maranhão. “Para nós, tem uma dimensão simbólica de muita importância e foi a razão de eu vir aqui trazer os meus cumprimentos, em nome de todo o partido a ele, não só por esse momento, mas pelo trabalho que vem desenvolvimento ao longo da sua militância política”, afirmou.

“Venho trazer meus cumprimentos e a minha felicidade ao, hoje, governador Othelino, um grande líder, que tem demonstrado isso claramente pelo trabalho que faz na Assembleia Legislativa do Maranhão, unificando a Casa. Desejo sucesso, em um momento que é rápido, mas é importante, porque marca pela representatividade que ele traz para o estado do Maranhão. Othelino é um grande companheiro, um grande líder e, hoje, no Governo do Maranhão, uma grande honra para todos”, completou a senadora Eliziane Gama.

O deputado Neto Evangelista ressaltou que, além do papel importante que cumpre na Assembleia Legislativa, de manter a Casa em harmonia entre seus pares e entre os outros Poderes, o deputado Othelino Neto demonstra, nesse período como governador em exercício, a sua liderança política em todo o estado.

“Passaram diversas personalidades, de todos os Poderes, pelo Palácio dos Leões, visitando o governador Othelino e isso é uma demonstração de união e de força política, que também é peculiar no nosso presidente Othelino Neto”, disse Neto.

FAMEM-Câmara instala comissão especial que analisará acréscimo de 1% no FPM

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que vai emitir parecer sobre a Proposta de Emendas à Constituição (PEC 391/2017), do Senado Federal, que altera a distribuição de recursos pela União ao Fundo de Participação dos Municípios, elegeu oito deputados maranhenses para compor o grupo: os deputados Eduardo Braide, Gastão Vieira e Edilázio Júnior serão titulares tendo Gastão Vieira, Márcio Jerry, João Marcelo, Pastor Gildenemyr e Gil Cutrim como suplentes. A comissão é formada por 33 integrantes e será presidida pelo deputado Pedro Westphalen (PP-RS).           

A proposta, já discutida no Senado Federal, acrescenta 1% ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) na distribuição de recursos da União provenientes da arrecadação do imposto de renda e do imposto sobre produtos industrializados (IPI), a ser entregue no mês de setembro de cada ano.

Considerada prioritária pelos municípios, que pediram sua votação durante a última Marcha dos Prefeitos, em abril, a instalação oficial da CE representa um avanço na tramitação do projeto. 

O vice-líder do PCdoB e membro da Comissão Especial, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) explicou que a PEC busca equalizar a crescente municipalização das políticas públicas, sendo uma medida fundamental para garantir alívio aos cofres municipais e o andamento da agenda municipalista na Câmara dos Deputados. 

“A expectativa é que a PEC gere recursos que possam auxiliar cidades a superarem os efeitos da crise econômica e a retomada do equilíbrio fiscal das contas públicas. A partir do estudo, conseguimos demonstrar que em quatro anos chegaremos a números favoráveis, da ordem de R$ 10 bilhões, montante capaz de atenuar e muito as disparidades regionais sobre arrecadação”, apontou Márcio Jerry.

Famem realiza seminário para discutir iluminação pública nos municípios

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, Famem, promove na próxima terça-feira (21), no Hotel Rio Poty (Avenida dos Holandeses – Ponta D´Areia), entre 9 e 12 h, o Seminário “Iluminação das Cidades: Dificuldades enfrentadas pelos municípios com as distribuidoras de energia e novas tecnologias”. Durante o evento, os gestores discutirão as principais condutas e procedimentos que as distribuidoras vêm praticando em relação a cobranças indevidas nas faturas de consumo estimado de parques e logradouros públicos. “Pretendemos esclarecer aos gestores como vêm ocorrendo as cobranças e como devemos proceder pelos meios técnicos, administrativos e jurídicos para solucionar o problema de cobranças injustas não condizentes com o consumo”, observou o presidente da Famem, Erlanio Xavier.

O ponto alto do evento será a palestra do advogado e especialista no segmento, Alfredo Gioielli (Foto). Autor de diversos pareceres publicados em revistas jurídicas e do segmento da iluminação pública voltado para a área de licitações, Gioielli vem desde 1995 auxiliando na viabilização de projetos de eficiência energética e modernização de parques de iluminação. Teve passagem pela Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) e Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Iluminação Urbana (Abrasi). No evento serão apresentadas novas tecnologias que estão sendo incorporadas à iluminação pública. 

Segundo o especialista, a municipalização da iluminação pública foi judicializada, suscitando a discussão sobre a qualidade jurídica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para atuar no processo de transferência. Ele destaca ainda que a criação da Contribuição de Iluminação Pública, CPI, teve como essência e justificativa dar cobertura às contas de consumo. “O objetivo deste seminário é esclarecer sobre as principais condutas que os gestores devem adotar em relação às transferências dos ativos de iluminação da união para os municípios”, destaca Alfredo Gioielli.

Para Gioielli, os gestores se veem em situação de conflito quando têm que criar novos impostos para cumprir um serviço público essencial à população. Em todo país, os tribunais de contas vêm suspendendo as licitações referentes à iluminação pública, ao mesmo tempo que têm orientado sobre o que não pode ser inserido nos editais que conduzem o processo. Por uma questão de preservação do erário e de maneira pedagógica, as Procuradorias dos municípios brasileiros também têm analisado a possibilidade, ou não, de ingressar com ação rescisória de contratos de licitação. Gioielli tem recomendado aos gestores municipais a realização de estudo sobre impactos financeiros destes contratos.

Para o especialista, um dos requisitos indispensáveis para que o gestor faça análise e receba os ativos de iluminação é a elaboração do plano de repasse que a concessionária deve informar ao município, com relatório detalhado do ativo imobilizado, contendo o número de pontos de iluminação, em logradouros, bairros e pontos de referências transversais, além de registro fotográfico, coordenadas geográficas entre outros detalhes.

Márcio Jerry apresenta projeto para impedir corte de bolsas

Em meio ao turbilhão provocado pelas manifestações contra o contingenciamento de recursos destinados à educação e pelas recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, um Projeto de Lei protocolado esta semana, na Câmara dos Deputados, pretende vedar o cancelamento, a interrupção e o corte de bolsas concedidas pelos órgãos federais de apoio e fomento à pós-graduação e pesquisa no país.

Apresentado pelo vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), o PL nº 2.926/2019 propõe o impedimento da suspensão e a redução dos recursos destinados a pesquisadores e estudantes até o término de vigência do contrato de bolsas de estudo e pesquisa, garantindo a continuidade da produção científica que já vem sendo desenvolvida pela comunidade científica brasileira. 

Justificando a “enorme apreensão que o bloqueio de 30% no orçamento das Universidades e Institutos Federais de Educação”, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 30 de abril, o texto aponta o risco de paralização de pesquisas e a perda da qualidade das universidades brasileiras como principal motivação para a aprovação da proposta. 

No texto, o autor do PL explica que a medida atinge estudantes que já haviam conseguido bolsas para este ano, mas que ainda não haviam sido liberadas. Segundo estimativas de entidades educacionais, apenas a Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), uma das principais entidades de fomento e pesquisa em nível de pós-graduação no Brasil, perderá R$ 819 milhões do total de R$ 4,1 bilhões de verba prevista no Orçamento, o que fez a fundação ligada ao MEC anunciar que congelaria bolsas ociosas.

Sem informar o número de bolsas que serão cortadas nem as áreas que serão afetadas, a Capes divulgou uma nota informando que “a economia racional de recursos, a melhoria do sistema de pós-graduação e a parceria com o setor empresarial são as diretrizes adotadas para superar desafios apresentados pela necessidade de contingenciamento de recursos na administração pública federal”. 

Para o parlamentar, no entanto, o anúncio pode ser traduzido em impacto direto à produção científica. “Na prática, o que está ocorrendo é que os recursos que haviam sido disponibilizados a novos candidatos, após a conclusão de trabalhos de outros bolsistas foram suspensos, como foram canceladas todas as bolsas do programa Idioma Sem Fronteiras”, disse. Atualmente, a Capes concede 92 mil bolsas ativas de pós-graduação, com valores que variam entre R$ 1.500 para mestrado e R$ 2.200 para doutorado.

Em crítica à decisão do atual Governo, Márcio Jerry afirmou que o corte configura mais um abuso cometido por Jair Bolsonaro “em sua cruzada contra a educação”. “Ele reincide em agressões à autonomia universitária, conquista importante do processo democrático brasileiro. Essa é a vontade de centenas de milhares de brasileiros que foram às ruas ontem e voltarão dia 30. O presidente não disfarça o ódio que nutre pelo conhecimento, pela ciência, por nossas instituições educacionais. Muito especialmente expele ódio contra as universidades e institutos federais”, destacou.

Masculinidade tóxica: vamos pensar sobre isso?

O termo tem sido definido como “uma crítica aos comportamentos desnecessários e destrutivos, interna e externamente conectados a uma visão de mundo que entende o masculino como superior ao feminino”, onde o “ser homem” é não ser ou não ter qualquer comportamento dito como “feminino”.

Desde a década de 1970, os movimentos feministas e de mulheres têm questionado o padrão social hegemônico de masculinidade a partir da utilização do termo genérico universal “homem” para designar a humanidade, e colocado, igualmente em questão, os modelos de masculinidade e feminilidade como justificativa dessa suposta hegemonia. Tais modelos são tidos como resultantes de uma construção cultural profundamente injusta, repressiva e nociva, que afeta não somente as mulheres, mas, paradoxalmente, também os próprios homens.

A construção socialmente arbitrária do masculino e do feminino torna evidente que as desigualdades sociais não são inerentes às diferenças biológicas ou naturais entre homens e mulheres, mas decorrentes de relações sociais ou do modo como as sociedades vêm construindo ao longo da história as relações de gênero. Esses padrões culturais impõem barreiras difíceis de serem transpostas pelas mulheres, visto que requerem transformações na sua forma de ver, de ser e estar no mundo, sendo esta uma condição necessária para que também se produzam mudanças no mundo masculino. Ser homem e ser mulher implicam em relações sociais entre um e outro, logo a mudança de um leva necessariamente à mudança do outro.

O aumento da violência contra as mulheres, demonstrado nas diferentes estatísticas oficiais do país, tem evidenciado esse nível de dificuldade, indicando, por um lado, que são os homens os que mais cometem violência contra as mulheres (chegando, no extremo, ao feminicídio), fato que vem mobilizando o debate sobre estratégias que levem a possíveis transformações sobre o comportamento social masculino; por outro lado, estudos recentes têm reafirmado que são os homens os que mais matam as mulheres, mas também são eles, na realidade, os que mais morrem motivados pela violência ou por mortes naturais (são igualmente os que mais se suicidam, que mais correm riscos de vida e os que mais participam da população carcerária, no mundo todo, para ficar nestes exemplos).

Como superar a masculinidade tóxica?

Tais constatações têm levado estudiosos a se debruçarem sobre as mazelas decorrentes do padrão de masculinidade, imposto socialmente aos homens, denominado “masculinidade tóxica”, em busca de respostas para questões que melhor expliquem esse fenômeno. Por que isso acontece? O que explica o aumento do feminicídio e da violência contra as mulheres? Homens são biologicamente mais predispostos ao crime do que as mulheres? Ou existem fatores reproduzidos simbolicamente pela sociedade que os levam a um comportamento violento e delitivo? Por que a população masculina é a que mais morre (seja por homicídio, acidentes de trânsito, consumo de drogas, ou morte natural) ? Como superar esse padrão de masculinidade tão nocivo às mulheres quanto aos próprios homens? Como esse debate envolvendo os homens ainda é recente, tais questões ainda estão em aberto e precisam ocupar o centro das reflexões, abrangendo toda a sociedade, condição indispensável para o avanço das condições de igualdade entre homens e mulheres.

Quando nascem, os homens não são “naturalmente” violentos e nem as mulheres dóceis e submissas, mas, desde então, recebem tratamento social e são modelados segundo as imagens idealizadas e as representações atribuídas à masculinidade e feminilidade para que atuem segundo um padrão de comportamento patriarcal. Além disso, é preciso que se entenda que a violência de gênero surge como “produto” de uma relação entre o homem e a mulher, a qual, para além das aparências, deve ser vista a partir das suas causas, de forma a se eliminar a ideia da mulher vítima e do homem algoz.

Masculinidades novas

Sem dúvida, a desconstrução desse padrão de identidade depende do envolvimento de homens e mulheres, mas é preciso que as masculinidades, tal qual as feminilidades, sejam vistas numa perspectiva relacional, apreendidas como um problema social e inerentes às relações humanas, em sua complexidade, uma vez que não atuam isoladamente nos diferentes contextos sociais. Parte-se do entendimento de que, numa sociedade que estimula a violência por meio do gênero, não é possível tratar de forma simplificada as consequências da violência, sem atentar para o universo simbólico sobre o que se assenta o gênero.

A construção de novas masculinidades mais livres de estereótipos opressores, e mais plurais, exigem estratégias que levem em conta as implicações do que é ser homem na sociedade ocidental, os impactos produzidos pelas mudanças nas relações de gênero, tanto no espaço público quanto no privado, as novas paternidades, a nova ênfase na estética do corpo masculino, entre outros aspectos, desde que fundamentadas numa crítica à manutenção do padrão de masculinidade de corte patriarcal e nas contradições daí derivadas.

As discussões sobre masculinidades tóxicas poderão esclarecer mais sobre as relações violentas e opressivas de gênero, liberando homens e mulheres da manutenção da imagem idealizada que os aprisiona e abrindo perspectivas de construção de novas masculinidades e novas relações de gênero que contribuirão para uma vida plena.

Flávio Dino: A busca da inovação

Todos os dias temos sido ainda mais desafiados a executar políticas públicas de forma inovadora, primando pela eficiência na gestão dos recursos e na qualificação da oferta dos serviços públicos. Seja no apoio à educação, na melhoria dos sistemas de saúde, na logística e mobilidade, ou ainda no setor produtivo, é evidente a necessidade de prospecção de soluções para que a administração pública evolua e garanta benefícios à população. E entendemos que esse caminho pode ser facilitado por meio de investimentos em inovação e novas tecnologias. Nesse sentido, é difícil compreender a lógica do desmonte derivado dos cortes do Governo Federal no orçamento das Universidades e Institutos Federais.

Em caminho diverso do que se assiste em âmbito nacional, no Maranhão fortalecemos nossas ações em favor da educação, da inovação e da geração de oportunidades. Criamos os Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) e mais uma universidade estadual – a UEMASul -, ampliamos em mais de 40% as vagas em universidades estaduais, fortalecemos a UEMA, e mais que dobramos o número de bolsas de pós-graduação. Na última sexta-feira, além de termos inaugurado mais 3 Escolas Dignas, recebemos da prefeitura o prédio onde será instalado o Campus da UEMASUL no município de Estreito, abrindo centenas de novas chances de ingresso no ensino superior, em uma região antes não atendida adequadamente.

Em nossa gestão, o Maranhão passou a contar com um Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e os investimentos têm gerado resultados expressivos. De forma inédita no estado, ainda no primeiro mandato lançamos o programa Inova Maranhão, executado por meio de um conjunto de ações que fomentam a criação de empresas de base tecnológica e estimulam a inovação nas empresas maranhenses. Na primeira etapa do Inova, investimos R$ 800 mil em startups, que são empresas ou grupo de empreendedores que atuam com base em modelos de negócios inovadores.

O Casarão Tech Renato Acher, primeiro hub tecnológico do Maranhão, também criado em nossa gestão, serviu de base para o desenvolvimento dessas empresas especializadas na geração de conhecimento e inovação em áreas como empreendedorismo digital, economia criativa e sustentabilidade. Agora lançamos o 2º edital para startups e mais que dobramos os investimentos. As inscrições foram prorrogadas até o dia 22 de maio para o novo edital, que vai ofertar R$ 1,65 milhão para startups que atuem em linhas estratégicas como Saúde e bem-estar do cidadão; Educação e inovação na administração pública; Logística e indústria; Mobilidade e cidades inteligentes; Agroindústria e desenvolvimento de cadeias produtivas; e Tecnologias emergentes.

Temos a certeza de que é fundamental criar soluções viáveis para promover justiça social e ofertar serviços públicos dignos, principalmente nesse momento em que precisamos enfrentar as duras condições da atual crise econômica nacional, fortemente refletida nas esferas estadual e municipal. O nosso Programa Inova Maranhão ajuda-nos nesse caminho.