Juntas, Sala Cuidar e UTI Materna salvam vidas de mães e filhos no Maranhão

Maria Claudia Silva Costa, de 25 anos, deu à luz o menino Pedro Lucas no último dia 5 de maio. Com fortes convulsões decorrentes da alta pressão arterial, Maria, que é moradora do município de Alto Alegre do Maranhão, foi encaminhada para a UTI da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, por meio da Sala Cuidar.

Inaugurada há um mês, a Sala Cuidar oferece suporte técnico de apoio a distância para situações de emergência em 60 cidades. Com isso, os profissionais têm a orientação certa de como amigo nesses momentos bastantes delicados.

Após atendimento, Maria Claudia e seu bebê passam por recuperação na enfermaria da unidade e devem receber alta nos próximos dias.

“Eu tenho a consciência de que foi graças ao atendimento na UTI da maternidade que hoje eu e meu filho estamos vivos. Estou muito feliz e tenho a esperança de recebermos alta até o Dia das Mães”, conta Claudia.

A primeira UTI Materna da rede pública do Estado foi inaugurada em março de 2017 pelo Governo e já salvou mais de mil vidas de mães maranhenses.

“Recebemos por mês entre 35 e 45 pacientes obstétricas graves nos períodos pré, intra e pós-parto imediato, com doenças próprias da gravidez ou nela intercorrentes e que precisem de internação em regime de cuidados intensivos”, diz Georgina Teixeira, coordenadora de enfermagem da maternidade.

“Temos uma equipe multifuncional com equipamentos de ponta e conseguimos na maioria das vezes salvar a vida dessas pacientes”, acrescenta.

O local conta com equipe de enfermagem especializada e o apoio de médicos como clínico, cardiologista, anestesiologista, cirurgião geral, neurologista, infectologista, fisioterapeuta respiratório e psicólogo, além de profissionais específicos para o tratamento de pacientes com necessidade de hemodiálise.

As pacientes são encaminhadas para a unidade por meio do Sistema de Regulação de Leitos Obstétricos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Sala Cuidar, que integra de Rede de atenção às urgências e emergências obstétricas para o enfrentamento à mortalidade materno-infantil no Maranhão.

Os oito leitos da UTI Materna são integrados ao Sistema de Regulação, o que assegura a transferência das gestações de alto risco para a Unidade.

Clemilson Ferreira, supervisor da UTI Materna, explica que, ao serem acolhidas na Unidade, as mães recebem todos os cuidados necessários para o tratamento.

“Realizamos aqui todos os exames para o tratamento. Na eventualidade de um exame mais complexo, possuímos uma parceria com o Hospital Dr. Carlos Macieira, para garantir que todos os procedimentos para a recuperação dessas mães sejam realizados”, diz.

UTI Neonatal

Além da UTI Materna, a Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão possui UTI Neonatal para tratar bebês prematuros ou com enfermidades que precisam de cuidados especiais. São 35 leitos dedicados ao atendimento dos pequenos pacientes.

Alta Complexidade

A Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão tem 172 leitos. Segundo o Instituto Acqua, responsável pela gestão da Unidade, são realizados mais de 143 mil procedimentos mensais, ofertados por 612 profissionais entre médicos, enfermeiros e técnicos.

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